Obras Literárias

julho, 2017

  • 3 julho

    Profissão de Fé

    Olavo Bilac Le poète est cise1eur, Le ciseleur est poète. Victor Hugo. Não quero o Zeus Capitolino Hercúleo e belo, Talhar no mármore divino Com o camartelo. Que outro – não eu! – a pedra corte Para, brutal, Erguer de Atene o altivo porte Descomunal. Mais que esse vulto extraordinário, …

junho, 2017

  • 29 junho

    Por Tanto Tempo

    Olavo Bilac XXIX Por tanto tempo, desvairado e aflito, Fitei naquela noite o firmamento, Que inda hoje mesmo, quando acaso o fito, Tudo aquilo me vem ao pensamento. Sal, no peito o derradeiro grito Calcando a custo, sem chorar, violento… E o céu fulgia plácido e infinito, E havia um …

  • 29 junho

    Por Estas Noites

    Olavo Bilac XVII Por estas noites frias e brumosas É que melhor se pode amar, querida! Nem uma estrela pálida, perdida Entre a névoa, abre as pálpebras medrosas Mas um perfume cálido de rosas Corre a face da terra adormecida … E a névoa cresce, e, em grupos repartida, Enche …

  • 29 junho

    Pinta-me a Curva

    Olavo Bilac XXVIII Pinta-me a curva destes céus … Agora, Erecta, ao fundo, a cordilheira apruma: Pinta as nuvens de fogo de uma em uma, E alto, entre as nuvens, o raiar da aurora. Solta, ondulando, os véus de espessa bruma, E o vale pinta, e, pelo vale em fora, …

  • 29 junho

    Pesadelo – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Às vezes, uma vida abominanda Vives no sono, em que a hórrida matula Dos íncubos e súcubos te manda O eco do inferno que referve e ulula. Um mundo torpe nos teus sonhos anda: O ódio, a perversidade, a inveja, a gula, Espíritos da terra, sarabanda Das grosseiras …

  • 28 junho

    Penetralia – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Falei tanto de amor!… de galanteio, Vaidade e brinco, passatempo e graça, Ou desejo fugaz, que brilha e passa No relâmpago breve com que veio… O verdadeiro amor, honra e desgraça, Gozo ou suplício, no íntimo fechei-o: Nunca o entreguei ao público recreio, Nunca o expus indiscreto ao …

  • 28 junho

    Palavras – Olavo Bilac

    Olavo Bilac As palavras do amor expiram como os versos, Com que adoço a amargura e embalo o pensamento: Vagos clarões, vapor de perfumes dispersos, Vidas que não têm vida, existências que invento; Esplendor cedo morto, ânsia breve, universos De pó, que o sopro espalha ao torvelim do vento, Raios …

  • 28 junho

    Pátria – Olavo Bilac

    Olavo Bilac Pátria, latejo em ti, no teu lenho, por onde Circulo! e sou perfume, e sombra, e sol, e orvalho! E, em seiva, ao teu clamor a minha voz responde, E subo do teu cerne ao céu de galho em galho! Dos teus líquens, dos teus cipós, da tua …

  • 28 junho

    Panóplias – Olavo Bilac

    Clique nos links abaixo para navegar no capítulo desejado: A Morte de Tapir A Gonçalves Dias Guerreira Para a Rainha Dona Amélia de Portugal A um Grande Homem A Sesta de Nero O Incêndio de Roma O Sonho de Marco Antônio Lendo a Ilíada Messalina A Ronda Noturna Defenda Carthago! …

  • 27 junho

    Ontem – Olavo Bilac

    Olavo Bilac XXVII Ontem – néscio que fui! – maliciosa Disse uma estrela, a rir, na imensa altura: “Amigo! uma de nós, a mais formosa “De todas nós, a mais formosa e pura, “Faz anos amanhã… Vamos! procura “A rima de ouro mais brilhante, a rosa “De cor mais viva …