Pesadelo – Olavo Bilac

Olavo Bilac

PUBLICIDADE

Às vezes, uma vida abominanda
Vives no sono, em que a hórrida matula
Dos íncubos e súcubos te manda
O eco do inferno que referve e ulula.

Um mundo torpe nos teus sonhos anda:
O ódio, a perversidade, a inveja, a gula,
Espíritos da terra, sarabanda
Das grosseiras paixões que a treva açula…

Assim, à noite, no ínvio da floresta,
No mistério das sombras, entre os pios
Dos noitibós, o candomblé se apresta:

Batuques de capetas, rodopios
De curupiras e sacis em festa,
Em sinistros risinhos e assobios…

BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 23ª edição. 1964, p.289.

 

Veja também

Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo dos capítulos e frases

Contexto da obra PUBLICIDADE Quando falamos sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas: resumo dos capítulos …

Velhas Árvores

Olavo Bilac PUBLICIDADE Olha estas velhas árvores, — mais belas, Do que as árvores mais …

Plutão – Olavo Bilac

Olavo Bilac PUBLICIDADE Negro, com os olhos em brasa, Bom, fiel e brincalhão, Era a …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site é protegido por reCAPTCHA e pelo Googlepolítica de Privacidade eTermos de serviço aplicar.