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Migração de Aves

Migração de Aves

A migração de aves é um fenômeno extraordinário, observado em centenas de espécies ao redor do mundo. Enquanto a maioria das espécies em climas tropicas e temperados permanecem a maior parte do tempo em seu habitat, outras migram por longas distâncias com a mudança das estações.

Por que algumas aves migram? A resposta está na comida. Os pássaros que vivem em regiões mais quentes perto do Equador encontram comida o ano todo, mas os dias são muito mais curtos - 12 horas no próprio Equador. Como a maioria das espécies de pássaros encontra comida usando a visão, isso limita o tempo que eles passam se alimentando, o que é um problema para os pássaros que precisam reunir comida suficiente para alimentar seus filhotes famintos. Viajando para o norte ou sul em busca de climas mais quentes, as aves migratórias garantem comida para o ano todo, tirando vantagem dos dias mais longos perto dos pólos.

Vários tipos de pássaros migram, às vezes viajando milhares de quilômetros no processo. O migrante mais impressionante é a andorinha-do-mar ártica, que procria no norte do Círculo Ártico, mas voa quase 18 mil quilômetros para o sul, em direção à Antártica, quando chega o inverno no norte. Muitas espécies de patos, gansos e cisnes migram da Região Ártica para a Europa, Ásia e América do Norte durante o inverno, retornando para o norte novamente, durante a primavera, para procriar. Até mesmo aves minúsculas migram, como o beija-flor. O beija-flor-de-pescoço-vermelho (Archilochus colubris) voa mais de 800 quilômetros, do litoral sul da América do Norte à Península Yucatan no México, onde ele se alimenta de flores durante os meses mais frios do inverno.

Os cientistas ainda não têm certeza absoluta sobre o que causa a migração das aves. Sabe-se apenas que a duração do dia a velocidade, adireção do vento e mudanças hormonais desempenham papel importante. Como os migrantes encontram com exatidão o caminho para suas casas temporárias também é uma incógnita. Alguns estudos sugerem que elas usam o sol e as estrelas para navegar, contando também com detalhes da paisagem. Acredita-se que alguns pássaros sigam os campos magnéticos da Terra, o que os ajudaria a se orientar em paisagens monótonas e em alto mar.

Fonte: www.animalplanetbrasil.com

Migração de Aves

Migração de Aves

O fenómeno da migração das aves, é um dos fenómenos mais fascinantes e simultaneamente menos compreendidos da natureza. Há 4.000 anos os egípcios, registaram pela primeira vez, este fenómeno nas suas pinturas murais. O filósofo grego Aristóteles (séc.III A.C.) estava convencido que as andorinhas hibernavam na lama, e que em Outubro os Rabirruivos se transformavam em Piscos. Hoje em dia, com o auxílio das tecnologias disponíveis sobretudo o radar e os registos dos postos de anilhagem, sabemos que não é assim. No entanto, à medida que a ciência faz novas descobertas, mais e mais questões se levantam, para as quais poderá nunca haver resposta satisfatória. Pensa-se que na Europa as migrações surgiram no fim da última época glaciar, quando vastas áreas de gelos se fundiram, pondo a descoberto novos habitats capazes de proporcionar alimento às aves nidificantes. Apesar de serem relativamente frágeis e vulneráveis, numerosas espécies de aves continuam a fazer todos os anos longas viagens, voando horas e mesmo dias consecutivos sem parar. A Gaivina Árctica (Sterna paradisea) é a campeã de todas as migradoras. Esta espécie percorre cerca de 18 mil km desde a sua área de nidificação no Árctico até à zona de invernada no Antárctico, para alguns meses depois fazer todo o caminho de volta, percorrendo num ano cerca de 36 mil km.

Parece evidente que um dos factores relacionados com a migração das aves, é o da abundância ou escassez de alimento. Em muitas regiões do globo, a sua alimentação escasseia durante certas épocas do ano. A maioria das aves morreria se permanecesse nestes locais. É a situação verificada nas regiões com invernos muito rigorosos. Durante esta época, as aves migram para regiões mais amenas com maior abundância alimentar, retornando na Primavera quando, o clima e os recursos alimentares lhes são de novo favoráveis. Por sua vez, as espécies não migradoras são espécies capazes de sobreviver com os recursos alimentares disponíveis nesta época. Com a descida acentuada das temperaturas no Inverno, os insectos escasseiam; é por esta razão que a maioria das aves insectívoras migram.

A migração é uma deslocação regular entre habitats, e não deve ser confundida com divagações, deslocações ocasionais e movimentos dispersivos. A migração é um fenómeno intencional e voluntário, uma viagem de certa envergadura e duração. Tem carácter periódico, dado tratar-se de uma viagem de ida e volta que se repete de forma sazonal e implica locais geográficos bem definidos. O movimento migratório envolve toda a população de uma espécie, e não só uns tantos indivíduos. Os lugares de origem e destino são antagónicos do ponto de vista ecológico.

A vida de uma espécie obrigada a deslocar-se sazonalmente está dividida em quarto períodos, dois sedentários e outros dois dinâmicos, em trânsito entre habitats, que se sucedem alternadamente. Durante a Primavera, o indivíduo está ligado à area de criação, onde encontra condições ideais para se reproduzir. No final do Verão inicia a chamada “migração pós-nupcial”, que o conduz à área onde passará o Inverno. Neste lugar, permanence para, mal se anuncie a Primavera, empreender a viagem de regresso. É o que se chama a “migração pré-nupcial”.

Os factores que, num dado momento, desencadeiam a migração das aves, não são de fácil explicação. Muitas das espécies das aves do hemisfério norte começam a sua migração em direcção ao sul, quando ainda existem recursos alimentares mais do que suficientes para a sua sobrevivência. Estas aves não têm maneira de saber que passado algumas semanas a temperatura vai descer e que o alimento vai escassear. O momento do início da migração é provavelmente regulado pelo seu sistema glandular. As glândulas produzem substâncias químicas, as hormonas. Está-se em crer que são as variações na produção das hormonas que estimulam a migração das aves. À medida que os dias se tornam mais pequenos, surgem variações na produção de hormonas. Como consequência as aves começam a preparar o seu voo migratório. Contudo esta variação hormonal não explica por exemplo, porque é que diferentes espécies localizadas na mesma região começam a sua migração antes de outras, ou ainda, porque é que aves da mesma espécie não começam a sua migração ao mesmo tempo. Assim, o início da época da migração não parece depender exclusivamente da duração dos dias, mas também de factores, como o clima e a disponibilidade de alimento.

Migração de Aves

Na região Paleártica, que inclui a Europa e a metade setentrional de África, as vias migratórias entre as áreas de criação e os locais tropicais onde passam o Inverno encontram obstáculos como mares, desertos e cordilheiras que ocorrem em sentido perpendicular aos das deslocações. Enquanto as aves seguem um rumo norte-sul e vice-versa, os Alpes, os Pirinéus, o sistema central da Península Ibérica, o mar Mediterrâneo, a cordilheira do Atlas e o deserto do Sara são obstáculos que seguem uma trajectória leste-oeste aproximada. Se bem que muitas aves estejam aptas para atravessar o Mediterrâneo em qualquer ponto, os fluxos migratórios concentram-se nos principais estreitos: Gibraltar, Sicília, Bósforo e Península Arábica. Existem no entanto muitas aves que evitam fazer amplos percursos, e se detêm em locais favoráveis das regiões temperadas. É isso que acontece na Península Ibérica, que recebe uma importante população de aves invernantes procedentes do Norte da Europa.

As diferentes espécies possuem diferentes estratégias de empreenderem as suas viagens migratórias. Assim as migradoras podem ser nocturnas, como é o caso de muitas espécies de insectívoras, que se alimentam de dia e utilizam a noite para viajar. Exemplo disso são os tordos e as felosas, migradoras de grande distância, que nidificam nos países nórdicos e passam o inverno a sul do equador. Estas aves iniciam o seu voo migratório pouco depois do sol-posto, utilizando as horas do dia para comer e repousar. As migradoras podem também ser diurnas, como ocorre com as grandes aves planadoras, que necessitam de se apoiar nas correntes térmicas provocadas pela insolação do solo para se deslocarem. No entanto, aves de dimensões mais reduzidas como as andorinhas e os andorinhões, são também migradoras diurnas, com a particularidade de serem capazes de se alimentarem em pleno voo.

As diferentes espécies divergem também no modo como se deslocam ao longo do seu trajecto migratório. As migrantes de frente ampla, empreendem os seus trajectos livremente, ultrapassando deste modo, os obstáculos que lhes surgem pelo caminho. A este grupo pertencem os passeriformes e a maioria das migradoras nocturnas. As migrantes de frente estreita, que constituem uma minoria, são as que tendem a concentrar-se em determinados pontos do seu percurso migratório. O exemplo clássico deste tipo de aves é a Cegonha branca (e também das grandes rapinas) que evitam as grandes massas de água, onde não se produzem as correntes térmicas de que necessitam para planar. É esta razão, que leva a que todos anos se assista a uma enorme concentração de cegonhas no Estreito de Gibraltar, que simplesmente aguardam o momento climático e a direcção do vento mais favorável, para fazer a passagem entre a Europa e a África.

Outro dos factores mais intrigantes no fenómeno da migração é o do sistema de navegação e orientação das aves. E isto porque se conhece muito pouco acerca do seu sistema sensorial. Ao que parece as aves não só utilizam o sol e as estrelas, ou o campo magnético terrestre, como referência de navegação, mas também os acidentes de terreno, os sistemas hidrológicos e montanhosos, as linhas costeiras continentais, os maciços florestais, as manchas de água, a direcção dos ventos dominantes e as massas de ar com diferentes graus de humidade e temperatura. A maior parte das pequenas migradoras não ultrapassa os 30 a 35 Km/hora, quando não há vento, embora muitas tirem partido dos ventos favoráveis. Enquanto as cegonhas mantém facilmente velocidades de 55 Km/hora.

A migração contêm os seus riscos e o seu preço. Evidentemente que os benefícios da migração ultrapassam os seus custos, incrementando o sucesso reprodutivo das espécies, nas zonas temperadas ricas em alimento. Uma grande percentagem de aves morre durante o período migratório. Predadores, más condições climatéricas, a caça, atropelamentos e colisão com edifícios, são algumas das causas apontadas para este facto. No entanto, a causa responsável por mais mortes durante o trajecto migratório das aves, é a degradação e desaparecimento das zonas transitórias de alimentação e recuperação de energia (stopovers). Estes habitats, onde as aves param em média 1 a 5 dias para recuperar energia e restabelecer as suas reservas de gordura, são essenciais para o sucesso migratório.

A Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, quer pela sua situação geográfica, quer pelas suas características ecológicas, desempenha um importante papel, não só como habitat residencial de algumas espécies, mas também como habitat temporário das espécies em trânsito. A pureza das suas águas, férteis em peixe, assim como a vegetação envolvente proporcionam o habitat temporário ideal para as aves em deslocação migratória na região.

José Paulo Carvalho Pereira

Fonte: www.azibo.org

Migração de Aves

Ave

Desde a antiguidade que os fenómenos de aparecimento e desaparecimento das aves inquietavam os naturalistas, que não tinham a certeza se as aves migravam ou hibernavam. Hoje sabemos que qualquer coisa como 5.000 milhões de aves terrestres de 190 espécies deixam a Europa e a Ásia em direcção a África, e que algo similar ocorre na América do Norte, com mais de 200 espécies a migrar para Sul.

A pergunta de porque é que as aves migram continua a ser intrigante para os investigadores. Os benefícios têm que ser substanciais porque os custos energéticos e os riscos da migração são muito elevados. Pensa-se que mais de metade dos passeriformes terrestres que nidificam no hemisfério norte não regressam da sua migração para sul. A grande vantagem da migração é que permite que haja actividade ao longo de todo o ano, não sendo necessário recorrer a hibernação ou estivação, podendo as aves explorar recursos alimentares sazonais enquanto vivem em regiões com clima favorável. Podem também evitar o reduzido número de horas do dia do Inverno mais próximo dos pólos e maximizar o tempo que podem despender a alimentar-se, bem como explorar “booms” de disponibilidade de alimento que ocorrem em certas zonas do globo em determinados períodos do ano. Outras aves “fogem” da escassez de locais de nidificação e da competição com outras espécies.

O comportamento de migração não é fixo. Algumas populações adquirem ou perdem o hábito de migrar. Por exemplo, a Milheirinha (Serinus serinus) alargou a sua área de distribuição por toda a Europa, a partir do Mediterrâneo, ao longo dos últimos 100 anos. Enquanto as populações ancestrais mediterrânicas são residentes, as novas populações do norte da Europa são migratórias. Já o Tordo-zornal (Tudus pilaris) que colonizou recentemente a Gronelândia formou uma população residente, enquanto as populações originais da Europa são migradoras. Em Portugal, a Cegonha-branca (Ciconia ciconia) era uma espécie exclusivamente migradora, estando presente no nosso território apenas na época estival. Hoje em dia, uma grande parte da população é residente.

Embora os estímulos e o mecanismo responsáveis pelo comportamento de migrar não sejam compreendidos na totalidade, sabe-se que o aumento das horas de luz no Inverno, através de um mecanismo hormonal, estimula a ave a comer em excesso e a acumular reservas de gordura, que vão servir de combustível à migração.

Algumas espécies migram directamente para o seu destino, sem realizarem paragem, enquanto outras param em determinados locais para descansar e para se alimentar, repondo as suas reservas.

Fonte: www.terramater.pt

Migração de Aves

Migração de Aves
Gansos-de-faces-brancas em migração

Algumas aves mudam de região na época de inverno, à procura de regiões mais quentes. O Brasil recebe muitas dessas aves.

Parece evidente que um dos factores relacionados com a migração das aves é o da abundância ou escassez de alimento. Em muitas regiões do globo, a sua alimentação escasseia durante certas épocas do ano. A maioria das aves morreria se permanecesse nestes locais. É a situação verificada nas regiões com invernos muito rigorosos. Durante esta época, as aves migram para regiões mais amenas com maior abundância alimentar, retornando na Primavera quando o clima e os recursos alimentares lhes são de novo favoráveis.

Por sua vez, as espécies não migradoras são espécies capazes de sobreviver com os recursos alimentares disponíveis nesta época. Com a descida acentuada das temperaturas no Inverno, os insectos escasseiam; é por esta razão que a maioria das aves insectívoras migram.

Fonte: pt.wikipedia.org

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