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Sentido das Aves

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Sentido das Aves

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Algumas aves predatórias como corujas é altamente adaptado para encontrar comida tanto duante o dia quanto à noite.

Nem todas as aves podem voar, e mesmo aquelas que voam normalmente passam longos períodos no chão, em árvores ou na água.

Voar geralmente consome grandes quantidades de energia, e muitos pássaros só alçam vôo por motivos muito específicos, como encontrar comida ou parceiros, evitar os predadores ou migrar. Por isso, muitas aves adaptaram mecanismos para se movimentar com eficiência quando não estão voando.

As patas das aves são projetadas de acordo com seus estilos de vida. Pássaros que vivem empoleirados, como melros e canários, têm patas mais finas e dedos longos para agarrar os galhos ou poleiros, e são especialmente musculosos para pular com facilidade de galho em galho. Muitas espécies de aves, como as as garças, têm pernas longas para ajudá-las a atravessar as águas profundas onde encontram comida. Normalmente, seus dedos são alongados para impedir que afundem na lama ou areia. Pássaros nadadores como patos, gansos e cisnes têm pés largos, ligados por membranas, que os empurram através da água, e são usados também como eficientes “freios” de aterrissagem na água. As pernas mais impressionantes são as do avestruz e da ema, que não podem voar dos predadores, mas podem correr rapidamente com seus membros poderosos.

Aves que não voam normalmente parecem desajeitadas, e não se movem muito bem em terra Isso nem sempre significa uma desvantagem.

Pingüins, que parecem ser bem deselegantes na terra, são na verdade pedestres muito eficientes e usam muito menos energia do que a maioria dos animais.

Nem todas as aves que não voam têm esta sorte.

Várias são encontradas em lugares onde não há predadores naturais, e dessa forma raramente precisam escapar voando ou andando. Dois exemplos notáveis são o kiwi e o kakapo, ambos encontrados na Nova Zelândia, onde a falta de predadores permitiu que eles vivessem uma vida sedentária por um milênio. Infelizmente, ambos sofreram imensamente com a presença do homem e a introdução de espécies como cachorros, gatos e raposas, e agora são aves bastante raras.

Movimento no chão

Sentido das Aves

As aves são equipadas com os mesmos cinco sentidos da maioria dos mamíferos, mas a importância de cada um é bem diferente. A visão, em particular, é altamente desenvolvida em muitos pássaros, especialmente os que caçam por comida usando a visão – a expressão “olhos de águia”, de fato, tem base na realidade. Os olhos das aves são relativamente muito maiores do que os dos humanos. Os olhos de um estorninho pesam cerca de 15% do peso total de sua cabeça, enquanto nos humanos este número é de apenas 1%. Algumas aves chamam a atenção por sua visão aguda, especialmente aves predatórias como corujas e águias, que precisam localizar presas de movimentos velozes, com rapizez e precisão, normalmente a grandes distâncias das vítimas.

Um olho de coruja pode representar até 5% do peso de seu corpo em algumas espécies, e é altamente adaptado para encontrar comida tanto durante o dia quanto à noite, usando o mesmo tipo de visão binocular dos mamíferos. As corujas podem enxergar até 100 vezes melhor no escuro do que os humanos, e algumas espécies podem enxergar melhor durante o dia também. Mas muitas outras aves também têm uma visão extraordinária, e podem até pegar pequenos insetos velozes em pleno’ ar. Outros sentidos são menos desenvolvidos nas aves.

Algumas contam com uma ótima audição, apesar da óbvia falta de orelhas na maioria das espécies. As corujas têm uma excelente audição ,e muitas espécies podem localizar e pegar um rato no escuro só pelo som, a uma distância de dezenas de metros. Outras aves localizam presas debaixo da terra, como minhocas ou besouros, por meio do som. Algumas aves têm o sentido do olfato bem desenvolvido, especialmente aquelas que se alimentam de carniça. E algumas aves marinhas usam o olfato para encontrar peixe, ninhos e até parceiros.

Os Sentido das Aves

Sem dúvida, o sentido mais desenvolvido nas aves é o da visão, mas no seu dia a dia, uma ave utiliza-se, dependendo da situação e da espécie, um ou uma combinação dos outros sentidos, de maneira vital para sua sobrevivência.

Audição: o sentido da audição também é altamente desenvolvido nas aves. Elas conseguem uma amplitude de freqüência de 40 a 9.000 Hz, chegando a distinguir as diferentes notas sonoras melhor do que o homem. Tal fato deve-se à presença de uma quantidade dez vezes superior de células ciliadas por unidade de comprimento coclear do que a encontrada nos mamíferos (a cóclea do ouvido interno é um tubo curto que termina em fundo cego).

A anatomia do aparelho auditivo externo leva ao tímpano (ou membrana timpânica); desse, um osso, a columela auris, transmite as ondas sonoras através da cavidade do ouvido médio até a janela oval do ouvido interno (da mesma forma que acontece com os anfíbios e répteis). De cada ouvido médio, uma trompa de Eustáquio dirige-se até a faringe, sendo que os dias possuem uma abertura comum no palato.

Olfato e Gustação: olfato e gustação são geralmente pouco desenvolvidos nas aves, sendo que podemos notar algumas exceções tais como: albatrozes e procelárias (possuem lobos olfativos relativamente grandes), pica-paus e patos (possuem receptores táteis na língua e/ou no bico), quivis (espécie noturna primitiva da Nova Zelândia que procura minhocas utilizando as narinas quase terminas, no bico) e o urubu-de-cabeça-vermelha Cathartes aura (consegue localizar carniça pelo olfato). Comparações feitas entre o tamanho da cerebral responsável pelo olfato em Cathartes aura, mostrou ser do que por exemplo à encontrada em Caragyps, o urubu-de-cabeça-preta.

O epitélio olfativo geralmente é relativamente restrito e confinado à superfície da concha superior (as passagens nasais das aves apresentam três conchas).para esse fato existe uma relação com o pequeno tamanho dos lobos olfativos do cérebro sendo responsável pelo sentido do olfato pouco desenvolvido.

Normalmente as aves apresentam aberturas externas (narinas) e estas são quase separadas internamente. Nos pelicaniformes as aberturas estão fechadas e em algumas aves, como por exemplo em determinadas espécies de gruiformes não existe a separação interna. Quanto à gustação, a maioria das aves não possui botões gustativos na língua, apesar deste serem encontrados no revestimento da boca e da faringe. O reconhecimento do alimento depende primariamente do sentido da visão. Em psitacídeos como papagaios, são encontradas papilas gustativas na língua (mesmo assim em número bem inferior do que nos mamíferos, por exemplo); nos lóris, que diferem dos demais psitacídeos por serem nectívoros, as papilas gustativas aumentam de tamanho, ficando eriçadas o que facilita a obtenção do néctar e do pólen.

Outros: Além dos sentidos até aqui vistos, as aves utilizam-se de diversas formas de navegação que, na maioria, são extensões dos referidos sentidos. Aves são sensíveis a pequenas variações de pressão de ar. Como exemplo disso, pode-se apontar experiências realizadas com pombos dentro de um quarto, quando estes conseguiram detectar a diferença de pressão entre o teto e o chão. Tal sensibilidade pode ser útil durante o vôo e pode servir ainda na previsão das mudanças dos padrões climáticos (importante para o fenômeno da migração). Ainda sobre o tempo, aves podem captar informações através do infra-som (som de baixíssima freqüência), produzido por movimentos de ar em grande escala, como no caso de tempestades e ventos soprando através dos vales. Diversas evidências apontam para o fato de aves conseguirem detectar campos magnéticos; a orientação de um grupo de aves, quando em movimento migratório, pode ser mudado, de maneira previsível, utilizando-se um campo magnético artificial.

Um caso muito especial: as corujas

Podemos afirmar que acusticamente, as corujas são as aves mais sensíveis; algumas espécies são diurnas e outras crepusculares (nesse caso sua atividade metabélica se dá com maior intensidade ao amanhecer e ao anoitecer). Para freqüências acima de 10quilo-hertz, a sensibilidade auditiva dessas aves pode ser comparada a de um gato. Isso só é possível por ser a anatomia das corujas adaptadas para tal, ou seja, possuem membranas timpânicas e coileas grandes e centros auditivos no encéfalo bastante desenvolvidos. As suindaras – Tyto alba – (Ordem Strigiformes, Família Tytonidae) são corujas que apresentam tamanho pequeno a médio, cabeça em forma de coração, olhos relativamente pequenos, bico proporcionalmente longo, asas longas e arredondadas, pernas longas recobertas de penas, garra mediana pectinada sendo cosmopolitas com exceção a Nova Zelândia e algumas ilhas oceânicas. A família é formada por onze espécies. Essas corujas serviam para que se pudesse realizar interessantes testes de orientação acústica. Na escuridão total, as suindaras eram capazes de agarrar camundongos; se esses estivessem puxando um pedaço de papel pelo chão, não eram mais atacados e sim o papel, o que mostra ser o estimulo auditivo o utilizado pelas suindaras.

Ainda sobre corujas, muitas apresentam o disco facial (formado por penas rijas). Esse disco atua como um verdadeiro refletor parabólico dos sons. Os discos de algumas espécies são assimétricos e isso parece acentuar a habilidade delas na hora de localizar as presas. Quando os discos das mesmas suindaras do exemplo anterior foram removidos, estas cometeram grandes erros de localização de alvos. Não apenas o disco facial apresenta assimetria, mas também o próprio crânio é assimétrico em muitas espécies e é justamente nestas espécies que encontra-se a maior sensibilidade auditiva. Antonio Carlos Palermo Chaves

A melhor bússola do Mundo

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Orientação é uma palavra-chave para todos os viajantes, mas neste domínio quem mais impressiona são as aves. Capazes de percorrer milhares de quilómetros de forma orientada, têm suscitado muitas questões ainda por responder.

As aves reúnem indubitavelmente um conjunto de características que têm desde sempre cativado a imaginação dos Homens.

Destas características destacam-se duas: a mestria do voo e a capacidade de orientação.

A conjunção destas duas permite às aves efetuarem longas migrações anuais, regressando ano após ano ao mesmo local. Mesmo muito antes de se conhecerem os mecanismos de orientação das aves, já os Homens tiravam partido desta capacidade. A utilização de pombos correios para transmissão de mensagens era já uma prática corrente na Roma antiga.

Esta capacidade de orientação tão fina não é, no entanto, exclusiva das aves. Também alguns peixes conseguem após vários anos no mar, regressar ao exato regato onde nasceram. Por sua vez, os Homens desde cedo encontraram na orientação um desafio fundamental, quando das suas viagens por terra ou mar.

Alguns povos, bastante virados para a vida no mar, como os Vikings, ou os Maori do Pacífico Sul, desenvolveram um conhecimento bastante apurado dos astros celestes que lhes permitia navegar com alguma segurança sem terra à vista. Os povos nómadas do deserto associaram ainda a este conhecimento um mapa mental riquíssimo da paisagem em constante mudança que os rodeava. Mais tarde, durante os Descobrimentos e para fazer frente ás dificuldades de viagens de maior dimensão, os Homens desenvolveram e aperfeiçoaram instrumentos de navegação, como a bússola, o sextante ou o astrolábio, sendo este último inventado por Portugueses. Com a ajuda destes instrumentos foram-se aperfeiçoando mapas, mas mesmo assim os erros de navegação eram frequentes. Cristovão Colombo acabou por morrer convencido que encontrara efetivamente o caminho marítimo para a Índia, quando afinal tinha chegado às Caraíbas.

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Desde esta época até aos nossos dias, os sistemas de navegação evoluíram muito.

Atualmente, existem sistemas de posicionamento global por satélite (GPS) cujo rigor é quase absoluto. O desenvolvimento destas tecnologias é o produto de uma longa caminhada e não deixa de ser irônico que mesmo assim a fiabilidade destes dispositivos seja por vezes inferior às capacidades naturais de outros animais, que ao longo de milhões de anos têm cruzado os céus e oceanos do planeta.

Para compreender a complexidade dos mecanismos de orientação das aves foram necessários muitos anos.

Efetivamente, uma das primeiras dificuldades consistiu em apurar se as aves que voltavam ano após ano ao mesmo local eram de fato os mesmos indivíduos, ou apenas outros da mesma espécie.

Em 1803, Audubon marcou a pata de um pequeno passerifome (Sayornis phoebe) com uma fita de seda e constatou que este regressou na Primavera seguinte ao mesmo local. Esta foi, provavelmente, uma das primeiras aves “anilhadas” da história e o princípio de uma série de experiências que conduziram ao ainda escasso conhecimento de que hoje dispomos nesta área.

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Durante anos pensou-se que as aves possuíam um super sentido que lhes permita orientarem-se nas condições mais adversas.

Atualmente sabemos que o que efetivamente possuem é a conjunção de uma série de sentidos apurados, que em alternativa ou em conjugação lhes permite, por exemplo, encontrar uma mesma árvore no meio de uma floresta, após um ano de ausência e milhares de quilómetros de viagem.

Apesar das aves possuírem sentidos específicos para a orientação, é pela visão que se guiam na maior parte das vezes. Naturalmente que esse tipo de navegação exige não só um conhecimento prévio do local, como também condições climatéricas favoráveis. De uma forma geral, as aves migradoras procuram seguir a linha de costa, ou cursos de água que lhes sejam familiares. A uma escala mais reduzida, quando se aproximam do destino, o reconhecimento visual da paisagem parece ser também preponderante para encontrar o local onde nidificaram no ano anterior. Também a navegação apoiada na posição do Sol, ou das demais estrelas e planetas, depende da visão. Para além disso, para que a posição do Sol possa revelar efetivamente uma direção é necessário saber em que hora do dia nos encontramos.

Experiências feitas em cativeiro revelam que as aves podem compensar o movimento aparente do Sol, com uma percepção exata do ciclo circadeano. Uma outra experiência levada a cabo na Antárctida, com Pinguins de Adélia que foram transportados para o interior do continente, provou que em dias encobertos os pinguins se deslocavam ao acaso e em dias de sol na direção correta, corrigindo a sua rota em 15º graus por hora em relação à posição do Sol. Frequentemente o disco solar está encoberto por nuvens mas, mesmo assim, desde que haja uma parte do céu visível é possível para as aves, através da polarização dos raios solares na atmosfera, prever a posição do Sol. A navegação apoiada nas estrelas é aparentemente mais simples, uma vez que alguns astros, como é o caso da Estrela Polar no hemisfério Norte, se mantêm ao longo da noite com a mesma orientação. Mesmo assim, verificou-se através de experiências feitas em planetários que diferentes espécies ou indivíduos se apoiam em diferentes estrelas ou constelações.

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Estas estratégias de navegação estão fortemente apoiadas na visão. No entanto algumas experiências efetuadas com pombos correios, demonstraram que após uma viagem de 170 Km eram capazes de encontrar o seu destino, mesmo com lentes de contato que não lhes permitiam ver para além de 3 metros.

A explicação para este fato pode estar na sensibilidade das aves para o Geomagnetismo, ou seja, a mesma força que atrai as agulhas das bússolas para o Norte.

Durante as tempestades solares, quando existem perturbações no magnetismo da Terra, verificam-se padrões aberrantes de migração. Também algumas experiências revelaram que pombos com campos magnéticos criados artificialmente em redor do seu pescoço não conseguiam em dias encobertos encontrar o seu destino.

Também o olfato e a audição, embora não sendo sentidos muito apurados pelas aves, podem em alguns casos desempenhar um importante papel na sua orientação. Algumas aves marinhas desenvolveram um olfato apurado que lhes permite encontrar o ninho durante a noite e recentemente descobriu-se que as aves são sensíveis a ruídos de baixa frequência, como o barulho das ondas, e suspeita-se que esta possa também ser igualmente uma ajuda importante.

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A aprendizagem tem um papel fundamental na potenciação destes sentidos inatos. São geralmente aves mais velhas e experientes que lideram os bandos durante as migrações. Numa experiência foram deslocadas centenas de estorninhos, durante a sua migração da Escandinávia para o Reino Unido. Foram trazidos da Holanda para a Suíça e quando libertados, os adultos corrigiram a sua rota e prosseguiram em direção ao Reino Unido. Os jovens mantiveram a orientação da rota inicial e terminaram em Espanha.

Os dados que se obtiveram com toda a investigação levada a cabo nas últimas décadas ajudaram a compreender os mecanismos de navegação das aves, mas efetivamente o que elas fazem vai muito mais além. Vejamos o caso de uma Pardela que, nos anos cinquenta, foi deslocada da sua toca numa ilha ao largo do País de Gales para ser libertada a quase 5000 quilómetros do outro lado do Atlântico, perto de Boston. Em apenas 12 dias regressou para a sua toca, tendo inclusivamente chegado antes da carta que os investigadores tinham enviado para o Reino Unido a avisar da libertação da dita ave. Para fazer este percurso foi necessário, para além de conhecer o local do seu ninho e a orientação dos pontos cardeais, conhecer a localização exata do ponto de partida.

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O mecanismo pelo qual algumas espécies de aves conseguem localizar com exatidão o ponto do globo em que se encontram, mesmo que nunca lá tenham estado, permanece ainda obscuro. Apesar do rigor e precisão da capacidade de localização e navegação de algumas aves, dos biliões que anualmente migram algumas acabam por se perder. Todos os anos, por exemplo, a Europa é visitada por migradores Neárticos que se afastam das suas rotas no continente americano. Mesmo assim, destas a maioria são aves juvenis ou imaturas e por isso menos experientes.

A dificuldade do Homem em apreender conceitos que não podem ser experimentados pelos seus 5 sentidos lança um enorme desafio aos investigadores, que incessantemente procuram respostas para este enigma. Alexandre Vaz

Fonte: www.animalplanetbrasil.com/www.cobrap.org.br/www.naturlink.pt

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