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Gravidez na adolescência

Cartilha da gravidez na adolescência

Desde 1970, tem aumentado os casos de gravidez na adolescência e diminuído a idade das adolescentes grávidas.

Enquanto isso, a taxa de gravidez em mulheres adultas está caindo. Em 1940, a média de filhos por mulher era de 6. Essa média, calculada no ano de 2000 caiu para 2,3 filhos para cada mulher. Porém, o mesmo não acontece com as adolescentes.

Segundo os dados do IBGE, desde 1980 o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%. Só para ter idéia do que isso significa, são cerca de 700 mil meninas se tornando mães a cada ano no Brasil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos.

Gravidez na Adolescência

A gravidez ocorre geralmente entre a primeira e a quinta relação sendo o parto normal a principal causa de internação de brasileiras entre 10 e 14 anos.

Aproximadamente 27% dos partos feitos no SUS (Sistema Único de Saúde) no ano de 1999, foram em adolescentes de 10 a 19 anos, isso quer dizer que a cada 100 partos, 27 foram em adolescentes, dando um total de 756.553, naquele ano.

Cerca de 10% das adolescentes, de acordo com uma pesquisa feita em alguns Estados brasileiros em 1996, tinham pelo menos 2 filhos aos 19 anos.

Entre 1993 e 1999 houve aumento de aproximadamente 30% do número de partos feitos no SUS em adolescentes mais jovens, entre 10 a 14 anos.

Aproximadamente 17% dos homens entre 15 e 24 anos, segundo uma pesquisa feita em alguns Estados brasileiros, em 1996, já engravidaram alguma parceira.

Gravidez na Adolescência

As principais causas da gravidez são: o desconhecimento de métodos anti-concepcionais, a educação dada a adolescente faz com que ela não queira assumir que tem uma vida sexual ativa e por isso não usa métodos ou usa outros de baixa eficiência (coito interrompido, tabelinha) porque esses não deixam "rastros".O uso de drogas e bebidas alcóolicas comprometem a contracepção, além das que engravidam para casar-se.

A adolescente tem problemas emocionais devido a mudança rápida em seu corpo ou, como ela esconde a gravidez, o atendimento pré-natal não é adequado. Podem ocorrer problemas como aborto ou dificuldade na amamentação. Por que acontece a gravidez na adolescência?

Já não causa tanto espanto sabermos que meninas de 10, 11, 12 anos tenham vida sexual ativa, assim como aparecem em consultórios portando alguma doença sexualmente transmissível (DSTs) e ou grávida.

O que levaria as adolescentes a engravidar? Nunca foi tão divulgado os meios para evitar a gravidez como nos dias atuais, e mesmo assim, o número de adolescentes grávidas á cada vez maior.

Porém, são muitos os motivos que tornam uma adolescente mais vulnerável a uma gravidez, mas o principal deles, é a falta de um projeto de vida, a falta de perspectiva futura.

Não podemos dizer que toda gravidez na adolescência é indesejada, indesejadas são as gravidezes que acontecem por abuso sexual ou por falha de métodos anticoncepcionais.

A maioria das gravidezes na adolescência não são planejadas, isto é, acontecem sem intenção, causada por diferentes fatores individuais ou sociais. Porém, não é por isso que a gravidez não vai ser bem vinda. Existem vários fatores que contribuem com esse quadro:

Os repetidos casos que aparecem nos consultório de psicólogos e médicos, apontam que muitas dessas adolescentes possuem um desejo de serem mães, da qual elas não tem consciencia.

A falta de um projeto de orientação sexual nas escolas, família, comunidade de bairro, igrejas.

A mídia é outro vilão nessa questão, exagerando na erotização do corpoAlgumas pessoas que são vistas na passarela, revista, cinema e televisão são para os adolescentes verdadeiros ídolos, ídolos esses que passam uma imagem de liberação sexual, e a tendência de um fã é sempre copiar o que seu ídolo faz.

A falta de informação dos pais de adolescentes é um fator fundamental. Não havendo em casa alguém que possa informa-los, que sirva de modelo, que tire suas dúvidas e angústias, como esperar dos adolescentes comportamentos mais adequados? Como querer que eles aguardem o tempo mais adequado para aproveitar a sexualidade como algo bom, saudável e necessário para o ser humano?

Quando acontece de uma adolescente ficar grávida ela deve tomar todos os cuidados normais da gravidez.

Fazer o pré-natal é importantíssimo; é durante o pré-natal que o médico acompanha o desenvolvimento do bebê e da mãe.

Muito Importante: Os especialistas já comprovaram que, se a adolescente grávida fizer o pré-natal corretamente, ela e o bebê não terão mais chance de problemas do que uma grávida adulta, ou seja, não há mais risco com a gravidez somente por ser adolescente.

Por isso, o controle pré-natal é muito importante para a adolescente grávida. Quanto mais cedo a adolescente começar o acompanhamento pré-natal, melhores serão os cuidados com a sua saúde e a saúde do bebê.

Lembrando que a adolescente não fica grávida sozinha, é fundamental que os adolescentes homens participem de todo o processo, e nos cuidados necessários que devem ser tomados durante e após a gravidez. Estas informações podem ajudar.

Como acontece a gravidez

Após a 1ª menstruação, (menarca), a adolescente já pode engravidar. Para ocorrer uma gravidez, é preciso ter relações sexuais durante o período fértil, tempo em que o óvulo sai do ovário e vai para a trompa.

Ovulação

Se acontecer a fecundação, encontro do óvulo com o espermatozóide, depois de uma semana o ovo (óvulo + espermatozóide) prende-se na parede do útero para começar o desenvolvimento da gravidez.

Fecundação

É a partir desse momento que a mulher começa a ter os primeiros sinais da gravidez: ausência da menstruação, enjôos, sensibilidade nos seios, mudança de humor e outros. O bebê começa a se desenvolver dentro do útero da mãe.

Anatomia da Gestante

Depois de nove meses é chegada a hora do parto:

Gravidez e Parto

Fonte: www.picarelli.com.br

Gravidez na Adolescência

Gravidez

A puberdade marca o início da vida reprodutiva da mulher, sendo caracterizada pelas mudanças fisiológicas corporais e psicológicas da adolescente. Uma gravidez na adolescência provoca mudanças maiores ainda na transformação que já vinha ocorrendo de forma natural.

A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e não deve ser subestimado. Segundo os dados do IBGE, desde 1980 o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%. Só para ter idéia do que isso significa, são cerca de 700 mil meninas tornando-se mães a cada ano no Brasil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos.

No Brasil, a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, encontramos nos dias de hoje três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70.

A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinhas pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos.

No Brasil, o parto é a primeira causa de internação de adolescentes no sistema público de saúde, já que o processo do parto pode ser dificultado por problemas anatômicos e comuns da adolescente, tais como o tamanho e conformidade da pelve, a elasticidade dos músculos uterinos, os temores, desinformação e fantasias da mãe ex-criança, além dos importantíssimos elementos psicológicos e afetivos possivelmente presentes.

Em 1996, 14% das jovens com menos de 15 anos já tinham pelo menos um filho; e de cada 10 mulheres que hoje têm filhos, duas são adolescentes.

Em uma gestante adolescente podem ocorrer complicações tanto para ela como para o bebê, pois segundo Gama et al, 2001, a porcentagem de nascimentos de recém nascidos de baixo peso é muito maior quando a mãe é adolescente. A suplementação da dieta durante a gravidez pode tomar a forma adicional, proteína, vitaminas ou minerais que excedem sua ingestão diária.O ganho de peso recomendado durante a gravidez pode ser levemente maior para a adolescente do que para adulta, porque seu próprio corpo ainda está em processo de formação.

É recomendado que adolescentes, na média, ganhem de 10 a 15 kg durante a gravidez; o ganho de peso recomendado é individualizado dependendo do peso pré-gravidez e idade ginecológica, sendo que as adolescentes grávidas estão na idade ginecológica jovem (definida como: número de anos entre o início da menstruação e a data da concepção).

Um método clinicamente prático de garantir a adequação nutricional é encorajar a adolescente grávida a ganhar a quantidade recomendada de peso, consumindo alimentos ricos em nutrientes, Já que nesta fase conturbada, as adolescentes não estão apenas maturando fisicamente como também cognitiva e psicossocialmente, além disso, elas procuram sua identidade, lutam por independência e aceitação e estão preocupadas com a aparência.

Ao engravidar, a jovem tem de enfrentar, paralelamente, tanto os processos de transformação da adolescência como os da gestação, representando uma sobrecarga de esforços físicos e psicológicos muito grande.

Referências Bibliográficas

Mahan LK, Stump SE. Krause. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 10 ed. Roca: São Paulo, 2002.

Magalhäes, Vera Cristina. Prevalência de sobrepeso e obesidade em adolescentes das regiöes nordeste e sudeste do Brasil: 1996-1997 / Overweight and obesity prevalence in adolescents from Southeastern and Northeastern regions of Brazil: 1996-1997. Rio de Janeiro; s.n; 2001. 128 p. tab)

Lolio, Cecília Amaro de; Latorre, Maria do Rosário Dias de Oliveira. Prevalência de obesidade em localidade do Estado de Säo Paulo, Brasil, 1987 / Prevalence of obesity in a County town of S.Paulo State, Brazil, 1987. Rev. saúde pública;25(1):33-6, fev. 1991.

Silva, Gisélia Alves Pontes da; Balaban, Geni; Nascimento, Eulália Maria M; Baracho, Joana Darc Santana; Freitas, Maria Maia V. Prevalência de sobrepeso e obesidade em adolescentes de uma escola da rede pública do Recife / Overweight and obesity prevalence in adolescents from a public school in Recife. Rev. bras. saúde matern. infant;2(1):37-42, jan-abr. 2002 Fonseca, Vania de Matos, SichieriI, Rosely e Veiga, Glória Valéria da. Fatores associados à obesidade em adolescentes. Rev. Saúde Pública, dez. 1998, vol.32, no.6, p.541-549. ISSN 0034-8910.

Gama, Silvana Granado Nogueira da, Szwarcwald, Célia Landmann, Leal, Maria do Carmo et al. Gravidez na adolescência como fator de risco para baixo peso ao nascer no Município do Rio de Janeiro, 1996 a 1998. Rev. Saúde Pública, fev. 2001, vol.35, no.1, p.74-80. ISSN 0034-8910.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Gravidez na Adolescência

ONDE ESTÁ O PROBLEMA

A adolescência é uma espécie de preparação para assumir o papel de adulto, que é definido principalmente por ter um trabalho que garanta a sobrevivência de um lar. Ao mesmo tempo, a juventude é entendida como uma fase da vida que se caracteriza pelo aumento de autonomia em relação à infância, permitindo-se ao jovem que deixe o espaço doméstico e penetre em espaços públicos como ruas e praças. Para a jovem mulher esse processo é mais difícil por causa de condicionamentos culturais, que limitam sua autonomia na elaboração de projetos de vida, quase sempre exigindo que se mantenha nos limites do núcleo familiar.

Se além da dificuldade de construir sua identidade, administrar emoções e entender as mudanças que acontecem com seu corpo, houver uma sobrecarga de necessidades fisiológicas e psicológicas, a adolescência pode se caracterizar como um processo de ruptura, inviabilizando a formação de um adulto saudável, equilibrado, consciente de seus direitos.

No caso das mulheres, vítimas do preconceito sexual, uma ruptura decorrente de uma gravidez precoce pode acarretar o que se chama de risco psicossocial.

E a comunidade médica tem alertado que as conseqüências de uma gravidez na adolescência não se resumem apenas aos fatores psicológicos ou sociais. A gravidez precoce põe em risco de vida tanto a mãe quanto o recém-nascido. Na faixa dos 14 anos a mulher ainda não tem uma estrutura óssea e muscular adequada para o parto e isso significa uma alta probabilidade de risco para ela e para o feto. O resultado mais comum em uma gestação precoce é o nascimento de um bebê com peso abaixo do normal o que exige cuidados médicos especiais de acompanhamento do recém-nascido.

Além disso, o medo da gravidez leva muitas adolescentes à solução do aborto clandestino: segundo dados da Organização Mundial de Saúde, dos 4 milhões de abortos praticados por ano no Brasil, 1 milhão ocorrem entre adolescentes; muitas delas ficam estéreis e cerca de 20% morrem em decorrência do aborto.

INTERVENÇÃO

A gestão municipal pode partir tanto de uma ação coletiva (inserida em uma política municipal de juventude) que propicie o intercâmbio de áreas como saúde, educação, cultura e lazer, tentando inibir a alta incidência de adolescentes grávidas, bem como em situações específicas que permitam resgatar a auto-estima da adolescente e norteiem a prevenção epidêmica.

Na esfera que trata da prevenção da gravidez na adolescência, destacam-se alguns tópicos de possível atuação do poder municipal.

Investir em campanhas de alerta e esclarecimento, que ofereçam informação ao jovem e incentivem o uso de camisinha tem um papel importante na prevenção de Aids, doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez precoce.

Outro ponto fundamental é a questão da distribuição gratuita de métodos contraceptivos em escolas e postos de saúde, bem como campanhas e orientação para que as pessoas percam a inibição de pegá-los. (O uso inadequado da pílula anticoncepcional pode provocar anomalias sérias, que vão desde a interrupção no crescimento físico da mulher que estiver em fase de desenvolvimento da estrutura óssea até a esterilização definitiva.)

É importante notar também que as adolescentes, mesmo conhecendo métodos como a pílula, não os usam. Além da dificuldade de acesso, têm receio dos efeitos colaterais, acreditam que são imunes à gravidez, não conhecem o próprio corpo, não conseguem colocar o assunto em discussão na família e tampouco recebem qualquer orientação na escola, pois persiste o mito de que falar de sexo estimula a prática.

A educação sexual nas escolas, portanto, é fundamental para que os jovens possam falar sobre a sua sexualidade, sem preconceitos, superando os tabus. Além disso, a escola é um espaço propício para o auto-conhecimento e a descoberta de outras formas de relacionamento afetivo que não as relações sexuais.

A gravidez precoce é um problema que também envolve os homens. Deve, portanto, ser tratado também com os meninos, em todos os seus aspectos, do moral ao social.

Os programas devem ser estendidos aos pais, que, em sua maioria, estão despreparados para tratar desta questão com os filhos. Às vezes, a adolescente até quer contar a eles suas experiências, mas muitos não querem ouvir ou fantasiam ter uma eterna criança dentro de casa.

Em muitas cidades, a única opção de lazer para os jovens é beber nos botecos e namorar. Oferecer alternativas de lazer e possibilidades de esporte, que resgatem o lado lúdico e recreativo, é também uma forma de prevenção.

É fundamental priorizar a assistência médica à gestante adolescente no que se refere à saúde básica, mas também deve ser enfatizado o acompanhamento particular em quatro áreas essenciais: assistência ginecológica, exames pré-natais, assistência obstetrícia e exames pós-parto.

O pagamento de uma bolsa-auxílio pela prefeitura à gestante adolescente possibilita a não interrupção de suas atividades normais, incentivando, por exemplo, a continuidade dos estudos, garantindo uma gravidez saudável, e, em alguns casos, pode amenizar a reação adversa da família diante da situação.

Tanto a gravidez em período avançado quanto a recém-maternidade impossibilitam acompanhar os horários escolares normais. A adequação dos horários às exigências da gravidez e da recém-maternidade, bem como a constituição de grupos de adolescentes nesta situação nas escola, auxilia para a continuidade dos estudos.

A existência de creches municipais facilita muito a recém-materna, principalmente quando se trata de uma adolescente. A ação da prefeitura neste sentido pode se dar através do favorecimento de vagas a mães adolescentes em creches municipais ou de subsídio municipal para a locação de vagas em creches particulares (caso o município não possua creches ou vagas suficientes).

A prefeitura deve programar também projetos que incentivem a profissionalização da adolescente para que ela possa se manter e sustentar também o filho.

Não se pode desprezar o atendimento psicológico para que a jovem mãe reconstrua sua auto-estima, sua rede de relações, sua identidade e resgate sua cidadania.

RESULTADOS

O reconhecimento do problema e a incorporação na agenda social do governo municipal dos problemas relacionados à gravidez na adolescência pode trazer resultados com relação à promoção da cidadania das adolescentes e de seus filhos.

Um primeiro resultado é a afirmação do direito das adolescentes serem consideradas cidadãs que não podem ser alvo de discriminação por conta de sua condição e que têm direito a receber atenção do Estado. Isto significa, também, um ponto de partida para uma mudança cultural que enfraqueça o preconceito e a discriminação.

Ações de prevenção à gravidez na adolescência podem significar a redução da incidência e, conseqüentemente, dos problemas e mortes relacionados.

As ações de apoio e assistência trazem resultados diretos para as adolescentes e seus filhos. O oferecimento de apoio psicológico às jovens e aos jovens pais e às suas famílias pode minimizar problemas de relacionamento, evitando a desintegração social e familiar.

A atenção apropriada à saúde ajuda a evitar problemas associados à gravidez e parto para as adolescentes e melhora as condições de saúde de seus filhos.

As ações sociais de uma política municipal de atenção às adolescentes podem trazer resultados positivos para as condições de subsistência das famílias. Pode-se oferecer a garantia de uma renda mínima, ou permitir que elas continuem estudando, facilitando-lhes o acesso ao mercado de trabalho e, portanto, possibilitando que tenham melhores condições de sustentar as crianças, como no caso do programa Parents Too Soon, de Illinois, nos Estados Unidos, que oferece várias ações de apoio às adolescentes, orientadas para a garantia de sua continuidade nos estudos e seu acesso ao mercado de trabalho. Com isso, pode-se evitar diversos problemas sociais e familiares, ligados ao agravamento das condições da família ou à sua desestruturação.

Fonte: www2.fpa.org.br

Gravidez na Adolescência

QUAIS SÃO OS RISCOS DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA?

Algumas adolescentes escondem a gravidez por medo da reação dos pais, familiares e amigos e, como sabemos, a gravidez é uma fase que requer cuidados e acompanhamento de pré-natal.

Se a adolescente decide fazer um aborto, além de estar cometendo um crime, os riscos para sua saúde são ainda maiores. Além de perder o bebê, a mãe pode perder também a própria vida. O aborto provocado também pode trazer problemas como infecções, hemorragias e até a esterilidade, isto é, ela pode ter difi culdades para engravidar ou nunca mais poderá ter fi lhos. Tudo isso sem contar o sentimento de culpa que poderá carregar por toda a vida.

Muitas vezes, a união com o pai da criança parece ser a solução ideal. Assim, alguns jovens acabam se casando e assumindo uma série de obrigações e responsabilidades que não estavam preparados para assumir. Assim, há mais possibilidades de acontecer uma separação, o que não é bom para os jovens e muito menos para a criança.

Quando a jovem adolescente é abandonada pelo parceiro e este não reconhece a paternidade, resta aos pais dela assumirem a criação e a educação dessa criança. Nesses casos, a jovem deixa de se sentir responsável pelos cuidados com o bebê, correndo o risco de engravidar de novo, do mesmo ou de outro parceiro.

A gravidez indesejada na adolescência é vivida pela jovem como um período de muitas perdas. Ela deixa de viver sua juventude, interrompendo seus estudos, abandonando o sonho da formação profi ssional e seus projetos de vida.

Por causa dessa nova responsabilidade, a jovem pode afastar-se dos amigos, perder a confi ança e o apoio da família, que muitas vezes a expulsa de casa. E quando a jovem se sente abandonada pela família e comunidade, pode até cair na prostituição.

Por tudo isso, podemos ver que a adolescência não é o melhor momento para a maternidade.

COMO AJUDAR A FAMÍLIA E A ADOLESCENTE QUE ESTÁ GRÁVIDA?

Além de encaminhar a gestante adolescente para o pré-natal, na visita domiciliar o líder deve orientar a família sobre a importância do apoio e compreensão deles para que a adolescente viva esse momento com serenidade, responsabilidade e amor.

É importante também animar os pais a se envolverem com o bebê desde o início da gestação, pois o bebê sente quando é amado ou rejeitado. A mãe e o pai devem conversar com o bebê, explicando para ele porque não estavam querendo uma gravidez, isso vai ajudando aos próprios pais a aceitarem a gravidez e a se prepararem melhor para receber o bebê. Uma criança bem aceita tem mais chances de ser saudável e feliz.

Essa é uma gestante que deve ser acompanhada mais de perto pelo líder da Pastoral da Criança. As cartelas do LAÇOS DE AMOR vão ajudar bastante tanto o líder quanto a gestante, seu companheiro e ambas as famílias.

COMO OS PAIS PODEM AJUDAR A PREVENIR A GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA?

Se desde cedo os pais conversarem com a criança, respondendo o que ela pergunta e respeitando a curiosidade sem violência e sem críticas, estarão criando um cretal aberto de comunicação. Isso vai facilitar as conversas quando os fi lhos se tornarem adolescentes, fazendo com que eles se sintam mais seguros, amados e respeitados. Se o adolescente desenvolver uma boa imagem de si mesmo e do mundo, vai cuidar melhor de si e saber se defender e se preservar, agindo com respeito e responsabilidade. Assim, menor é o risco de uma gravidez nessa fase.

Através do diálogo e do relacionamento amigo com os fi lhos, os pais vão orientando os adolescentes sobre a importância de iniciar o relacionamento sexual quando estiverem mais preparados para assumir uma relação madura e responsável.

Um filho não pode ser fruto de uma atitude impensada. Precisa ser planejado, ser fruto de um projeto de vida. Quando os pais têm um bom relacionamento e engravidam porque desejaram, o bebê tem mais chances de se desenvolver saudável e feliz.

Quando o adolescente se sente feliz e confi ante na família, pode adiar o início da atividade sexual. Para que isso ocorra, é preciso que seus pais criem, desde cedo, um ambiente de respeito, amor e paz.

Fonte: rebidia.org.br

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