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Chupeta: Usar ou não?

Chupeta: uma aliada ou inimiga do bebê?

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A sucção nutritiva faz parte da sobrevivência do recém-nascido, pois é por meio dela que ele obtém seu alimento. O reflexo de sucção já está presente a partir da décima oitava semana de vida intra-uterina graças à sábia natureza.

A dúvida cruel sobre usar ou não a chupeta aparece quando as mães, em especial, percebem que além da função nutritiva, a sucção é também uma fonte de prazer, que traz estabilidade e conforto, e assim utilizam a chupeta na tentativa de deixar o bebê mais tranqüilo.

Toda mamãe de primeira viagem tem dúvidas de como e quando ela pode mudar os hábitos do bebê, inclusive se deve dar ou não a chupeta.

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) identificou que mais de 60% das mães de 97 crianças avaliadas ofereceram chupeta aos filhos antes que eles completassem três meses.

Para a fonoaudióloga Zelita Ferreira Caldeira, os motivos são diversos e vão desde fome, dor de barriga ou mesmo a ansiedade e o nervosismo da mãe, que está com dificuldade de lidar com o choro do bebê, e por isso utiliza-se de tudo que estiver ao seu alcance – no caso, a chupeta – para que o bebê pare de chorar: “A questão é que muitas vezes as mães dão a chupeta sem nem mesmo olhar se a fralda da criança está suja”.

A sucção não nutritiva tem suas indicações clínicas para bebês com menos de 37 semanas ou que apresentem dificuldade para sugar o seio materno. Eles podem se beneficiar com o uso da chupeta, desde que esta seja ortodôntica e utilizada com o monitoramento de um profissional habilitado para treino das estruturas que participam dessa função.

Para os bebês prematuros e que não apresentem dificuldades na amamentação, a orientação é que evitem a chupeta, principalmente nos primeiros dias de vida, pois o bebê pode fazer confusão de bicos (seio materno x chupeta) e passar a ter dificuldade em sugar o seio materno.

As consequências do uso inadequado da chupeta

O uso da chupeta não-ortodôntica pode trazer alterações da arcada dentária e, conseqüentemente, dificuldades na fala. É importante ressaltar que a sucção do dedinho, também não nutritiva, é mais prejudicial à arcada dentária. “Para as mamães que já caíram na tentação do uso da chupeta ou para as que estão prestes a isso, a sugestão é que ofereçam somente a chupeta ortodôntica para que essa possível aliada não se transforme em vilã no futuro”, orienta a médica.

Segundo a especialista, se a criança mais velha que ainda tem por hábito manter a chupeta o tempo todo na boca começa a falar, poderá perder o contato dos pontos articulatórios para a emissão dos sons da fala, e isso pode contribuir muito para o aparecimento de distorções.

Uma curiosidade

Você sabia que os bebês que fazem a sucção não nutritiva (dedinho) podem ficar mais alertas? “É importante ressaltar que, no caso de bebês prematuros, existem trabalhos que comprovam que a estimulação não nutritiva pode deixá-los mais alertas e, portanto, há uma eficiência maior no momento da alimentação, quando se passa para via oral. O treino é feito antes e durante a alimentação com sonda”, explica Zelita.

O uso da chupeta é uma questão cultural

O bebê tem o reflexo de sucção até os três meses. Depois disso, o ato é voluntário. Entre os cinco e seis meses, a criança começa a ter o reflexo de mordida que a prepara para a mastigação de alimentos sólidos.

Para a Dra. Zelita, obedecer esta cronologia natural do ser humano não trará problemas, porque o uso da chupeta é muito mais cultural.

“É importante que a mãe perceba o que o bebê está tentando transmitir quando chora: dor, sono, fome, irritação? E atender a essas necessidades sem ter de substituí-las pelo uso genérico da chupeta”, conclui.

Chupeta – Uso

Chupeta: Usar ou não?
Chupeta

A chupeta é parte integrante do enxoval do bebê, que além de sua funcionalidade em acalmar a criança também é atrativa aos pais devido às diversas cores, formas e desenhos existentes no mercado.

Algumas perguntas são freqüentes em consultório fonoaudiológico sobre a chupeta:

“Posso dar a chupeta ao meu bebê nos primeiros meses de vida?”.

É importante dizer que o bebê já nasce com o impulso de sugar. Essa sucção servirá para que ele possa se alimentar (amamentação) e também como a primeira forma de satisfação psicoemocional (sensação de prazer).

A chupeta pode sim ser usada, mas sempre com moderação. Seu uso deve ser apenas como forma de estimular e exercitar a musculatura da face do bebê, sempre com ajuda dos pais, evitando utilizá-la como um apoio emocional.

“Meu bebê chora muito e só acalma quando lhe dou a chupeta”.

Isso é comum em crianças de 0 a 6 meses, porém, os pais devem ficar atentos em não satisfazer os desconfortos da criança através do uso da chupeta. Lembram que sugar também é uma forma de prazer para o bebê, assim, em vez de oferecer a chupeta, pode ser dado o peito. Isso auxilia muito a criança a não abandonar a amamentação por causa da chupeta.

“Como devo deixar meu filho usar a chupeta”.

Os pais devem se preocupar com a freqüência, intensidade e duração do uso. Desta forma, o uso da chupeta deve ser o menor possível, pois, o uso prolongado determinará a instalação do hábito inadequado, causando vários transtornos ao desenvolvimento muscular e afetivo da criança.

“Meu filho pode usar a chupeta apenas para dormir”.

Não é recomendado que a criança durma o tempo todo com a chupeta na boca, porque é muito importante para o desenvolvimento da musculatura da face que a criança mantenha a boca sempre fechada enquanto dorme, para favorecer a respiração pelo nariz.

“É mais grave meu filho sugar a chupeta ou o dedo”.

É mais preocupante para o bom desenvolvimento muscular e funcional (mastigação, deglutição, respiração e fala) que a criança sugue o dedo. A sucção digital (dedo), além de ser um hábito muito difícil para retirar na criança, sua freqüência, intensidade e duração no uso é maior, pois, o acesso ao dedo é feito pela própria criança, o dedo é parte do corpo dela sempre estará a seu alcance.

“Que tipo de chupeta provoca menos danos ao desenvolvimento muscular do meu filho”.

A chupeta deve possuir características anatômicas e funcionais importantes como:

O bico deve ser compatível com o tamanho da boca e idade da criança;
A direção do bico deve estar inclinada para cima em relação ao apoio dos lábios;
Para recém-nascidos pode ser de látex ou de silicone;
Para bebês de baixo peso ou prematuros, o bico deve ser especial, com tamanho do bico menor;
O disco ou apoio deve ser de plástico firme e maior que a boca da criança;
O formato do apoio de plástico deve ser parecido com um grão de feijão, evitando que possa ocorrer qualquer alteração no desenvolvimento da musculatura na base do nariz;
O apoio de plástico deve ter no mínimo dois furos de ventilação um de cada lado;
Indica-se as chupetas que possuem argolas no apoio de plástico;
Não deve ser amarrada ou pendurada ao redor do pescoço da criança, pois, ela pode sufocar por qualquer descuido, além de estimular o hábito pelo fácil acesso;

“O que posso fazer para diminuir o interesse do meu bebê pela chupeta”.

Quando o bebê chorar em vez de lhe fornecer a chupeta rapidamente, os pais devem apenas pegar a criança e passar a chupeta ao redor dos lábios do bebê provocando a vontade de sugar. Coloque a chupeta na boca da criança, mas não a solte, aproveite enquanto ele suga para segurar a chupeta e puxá-la com movimentos leves como se tentasse retirá-la da boca. Desta forma você estará estimulando a sucção e trabalhando a musculatura facial do bebê. Faça esta atividade até a criança se cansar, desta forma em breve o hábito estará eliminado.

A chupeta deve ser usada apenas para complementar a sucção na fase em que o bebê necessita desse exercício funcional, favorecendo o crescimento e desenvolvimento dos arcos dentários e da musculatura facial. Os pais devem ficar atentos para que durante a fase de amamentação o uso da chupeta seja o menor possível para que a criança não seja estimulada a largar o peito.

Chupeta – Para cada idade um tipo

Chupeta: Usar ou não?
Chupeta

A chupeta ideal deve agradar pais e filhos. Afinal, de nada adianta a escolha da chupeta mais adequada segundo os pais, se o pimpolho não aprova-la e cuspi-la longe.

A primeira característica a ser observada é o tamanho, que precisa estar de acordo com a idade da criança. Se ela tiver de 0 a 6 meses, o tamanho da chupeta, do escudo até a ponta do bico, não pode ser inferior a 23 mm (o que equivale ao diâmetro de uma moeda de R$ 0.50) e superior a 27 mm, e se a criança estiver com idade acima de 6 meses, o tamanho não deverá ser inferior a 27 mm (uma moeda de R$ 1) e superior a 33 mm. Com esses limites, a criança não corre o risco de engasgar nem a sucção fica desconfortável.

A chupeta mais recomendável é a ortodôntica. Mais ainda a partir dos dois anos a criança já tem a maioria dos dentes, e é preciso ter cuidado para não atrapalhar a acomodação da língua, nem provocar danos no formato da boca da criança.

Jamais passe a chupeta no açúcar, mel ou qualquer outro doce. A presença do sabor doce na chupeta pode levar a criança a associar o bem-estar com alimentos e bebidas doces, provocando o mau hábito do consumo desses alimentos desde cedo, o que pode levar o risco de desenvolver a obesidade e do surgimento precoce da cárie. O mesmo vale para bebidas alcoólicas, que têm efeito ainda mais danoso.

Começar ou terminar pode ser difícil

O hábito da chupeta pode ser tão difícil de começar quanto de terminar. O bebê deve ter a chance de se habituar e optar pelo modelo que mais o agrada, entre os apresentados pelos pais. Por outro lado, caberá aos pais estabelecer um limite para o uso, tanto em freqüência quanto em duração. Dar a chupeta sempre que ele estiver chorando pode deixa-lo acostumado a tê-la em sua boca a todo instante e, desta forma, a sua retirada será cada vez mais difícil. Avalie antes a origem do choro. Veja se é fome, ou dor, e dê a chupeta apenas se lhe parecer simples inquietação.

O uso da chupeta é preferível a chupar o dedo, cujo vício é mais difícil de interromper. Muitas crianças abandonam o vicio, tanto do dedo quanto da chupeta, por conta própria. Se isso não acontecer com o seu filho , não se desespere! A boa fase para se fazer a retirada da chupeta é entre os dois e os quatro anos. Se permanecer até os cinco anos, há risco de surgir uma deformação na arcada dentária, que pode levar a criança a precisar de um tratamento ortodôntico.

Para retirar a chupeta, comece limitando o uso, por exemplo, à hora de dormir. O resultado será melhor se a idéia for apresentada com calma e muita conversa.

Use exemplo de amiguinhos quelargaram o hábito e, se preciso, ofereça uma recompensa caso a criança abandone o hábito, mas nunca a envergonhe ou castigue por demorar em deixar a chupeta.

Manutenção e higiene

A chupeta pode transmitir microrganismos se não for bem limpa. As encontradas nas prateleiras das lojas , em sacos plásticos, potes, cartelas, envelopes, etc., não estão esterilizadas. Assim que comprá-las, ferva-as em água por cinco minutos. Você pode repetir a fervura todas as vezes que a chupeta cair no chão ou depois do uso da criança.. A partir de um ano de idade, quando a criança leva tudo à boca, pelo menos assegure que a chupeta seja passada por água potável antes de voltar à boca de seu filho. Após a fervura e antes do uso , coloque-a numa embalagem com tampa, limpa, seca e usada apenas para isso. As chupetas não devem ter “uso comunitário”. Fique atento às condições de higiene da creche do seu filho.

Substitua a chupeta sempre que ela apresentar desgaste: deterioração do escudo ou bico inchado, rasgado, pegajoso ou com alteração da cor, com rasgos, fissuras e rachaduras.

Para evitar que a criança estranhe a substituição de uma chupeta, mantenha mais de uma chupeta em uso.

Chupeta e mamadeira, como lidar com elas

Chupeta: Usar ou não?
Chupeta

Muitos pais consideram a chupeta um acessório essencial: se a criança chorou, tem que dar. Cria-se o hábito e ela acaba se acostumando. “O uso da chupeta foi adquirido culturalmente. Há muitos anos se colocava um embrulhinho de tecido feito com recheio doce ou com açúcar para a criança sugar”, conta a odontopediatra Célia Regina M. D. Rodrigues.

Na verdade, principalmente no primeiro ano, o bebê tem uma necessidade inata de sucção. Mas isso não significa que a chupeta seja essencial. “Nessa idade a criança deveria se alimentar no seio, suficiente para satisfazer essa necessidade de sugar” explica a odontopediatra. A partir dos seis meses, ela já tem coordenação motora para começar a usar copinhos especiais para bebês, com tampa e furinhos, muito úteis na complementação da alimentação com outros líquidos, como sucos e água.

Uma dica para as mães: quando estiver amamentando, dê um tempo antes de retirar o bebê do seio se ele começar a mamar mais devagar. Deixe-o “chupetear” um pouco, pois mesmo que ele já esteja bem alimentado, pode ainda não ter satisfeito a necessidade de sucção.

Criança elétrica

E se a criança fica irrequieta, não dorme, não para, ou começa a chupar o dedo? Nessas situações “aceita-se” o uso da chupeta, devendo-se escolher uma do tipo anatômico ou ortodôntico, com formato especial para provocar menos problemas no arco dental, indica a dra. Célia. Essa chupeta tem como característica principal o bico achatado e voltado para cima, em direção ao céu da boca (palato), permitindo que a língua ocupe sua posição correta.

A chupetas cujo bico tem o formato de uma bolinha, fazem com que a língua fique rebaixada, fora da posição normal. Para que a língua se mantenha no local certo, muitas crianças ficam de boca aberta. “Isso causa uma série de problemas musculares, de fonação e ainda problemas de oclusão (relação dos dentes). Os mais comuns são a mordida aberta, em que os dentes de cima não encostam nos de baixo, e as mordidas cruzadas, em que os dentes superiores ficam por dentro dos inferiores, quando deveria ocorrer o contrário” explica a especialista.

Outro problema: alguns pais colocam mel, açúcar e doces para a criança pegar a chupeta. Isso não deve ser feito nunca.

É duplamente desaconselhável: além de você forçar o uso desnecessário da chupeta, essas substâncias podem desencadear um quadro de cárie muito sério, comprometendo os dentes das crianças num tempo muito curto.

Antes de oferecer a chupeta, quando seu filho estiver chorando, lembre-se de que o choro sinaliza que algo está incomodando. Talvez seu filhote esteja com fome, molhado, com sono ou apenas querendo um carinho.

Atenção à mamadeira!

A mães que têm dificuldade em amamentar, que precisam voltar logo ao trabalho ou que não sabem a importância do leite materno introduzem a mamadeira precocemente na vida do bebê.

A odontopediatra explica as desvantagens desse costume: a criança mama muito mais rápido, pois não precisa fazer força.

Altera-se o padrão de deglutição, de respiração e ela satisfaz a fome, mas não a necessidade de sucção. Assim acaba precisando da chupeta ou começa a chupar o dedo.

Pior ainda quando os pais aumentam o furo do bico da mamadeira, pois acham que o filho está fazendo muito esforço e sofrendo. Esse esforço é necessário! Repare na força que o bebê que mama no peito tem que fazer para tirar o leite. O exercício da sucção favorece o desenvolvimento da face e beneficia o lado emocional, reforçando ainda mais os laços entre mãe e filho.

Quando tirar a chupeta?

Vale a regra de que quanto menos tempo a criança usar chupeta ou mamadeira, melhor. Recomenda-se abandoná-las ao redor dos dois anos, embora muitos pesquisadores relatem que até os 4 anos de idade, os problemas causados por elas tendem a se resolver sozinhos. A odontopediatra explica que, para evitar grandes traumas na hora de deixar esse hábito, a melhor forma seria implementar o uso racional da chupeta desde cedo.

Assim, utilize o bom-senso: você acabou de amamentar e percebe que seu filho tem sono, mas está agitado e precisa daquela “sugadinha” para relaxar e dormir.

Tudo bem, dê a chupeta, mas retire-a logo que o bebê começar a dormir.

E nada de criança com chupeta o dia inteiro! Se ela já está muito acostumada, o ideal é motivá-la, mostrando fotos de pessoas com dentes tortos ou mesmo lembrando de personagens infantis, como a Mônica, que tem os dentes saltados para frente. Não deu certo? Tente outras técnicas! Por exemplo, fixando na parede um cartão em que eles desenhem uma estrelinha sempre o filho ficar sem a chupeta. Dependendo da quantidade de estrelinhas, ele ganha um prêmio e vai abandonando esse hábito.

Quando já são um pouco maiores, conversar e explicar os motivos torna-se mais fácil. Mas se a criança persistir em usar a chupeta por um período mais avançado, talvez esteja com algum problema emocional, como por exemplo dificuldades na adaptação escolar. “Evite atitudes terroristas, como colocar pimenta ou jogar a chupeta pela janela, que podem gerar outros problemas. Os pais devem conversar e ajudar a criança” conclui a dra. Célia Regina M. D. Rodrigues.

Porquê não usar chupeta e mamadeira

Chupeta: Usar ou não?
Chupeta

Tradição nos chás de bebê, a chupeta e a mamadeira muitas vezes são usadas de maneira compulsória, sem real necessidade. Isto é tão real que em 2004 o Ministério da Saúde notou necessidade de incentivar o aleitamento materno e estabeleceu diversas normas para a comercialização e divulgação de chupetas, bicos e mamadeiras.

Exagero? Você já parou para pensar de verdade porque usar a chupeta e a mamadeira? Será porque na correria a mamadeira é a melhor solução e no choro a chupeta desempenha bem o seu trabalho?

Mudanças na sociedade ocorreram nas últimas décadas e a mulher entrou no mercado de trabalho querendo superar todos os limites, porém continuou tendo filhos e também desempenhando a função de mãe. Para garantir o vínculo mãe-bebê e estimular o aleitamento materno a lei brasileira ampara as mães com a licença maternidade de 4 meses.

Todo este estímulo ao aleitamento materno, inclusive através de campanhas do Ministério da Saúde, ocorre por um simples motivo: ele é essencial na manutenção da saúde do bebê protegendo-o contra infecções e até da morte, é importante para seu desenvolvimento global e estimula o vínculo mãe-bebê.

No que diz respeito às questões fonoaudiológicas, a sucção do seio é um exercício suficiente para estimular o desenvolvimento crânio-facial do bebê, pois desenvolverá adequadamente os órgãos fonoarticulatórios (língua, lábios, bochecha, mandíbula, maxila) e as funções exercidas por eles (mastigação, deglutição, respiração e articulação da fala).

Assim, até os seis meses de vida não há necessidade de introdução do leite de vaca e nem da mamadeira (salvo em casos recomendados pelos médicos).

A mamadeira entrou na vida das mães como utensílio de comodidade, mas não traz os benefícios do seio, pois não estimula a sucção adequadamente e pode criar o hábito da criança permanecer com a mesma na boca, à toa, por longos períodos.

Claro que por diversas razões há mães que não podem ou não se sentem à vontade amamentando no seio e isso deve ser respeitado, mas por simples comodidade, principalmente nos primeiros 6 meses, é ignorar o bem estar de seu filho. Copinhos divertidos e com bicos podem substituir tranqüilamente a mamadeira para a criança maior.

O uso da chupeta também é algo que merece muita atenção. Em geral é usado como um “cala boca” substituindo o colo e a atenção dos pais. Imagine se toda vez que seu filho precisa de atenção e carinho lhe é fornecido a chupeta, quem é a referência de supressão da carência? A chupeta. Por isso é tão fácil seu uso se tornar um vício, a chupeta torna-se acalentadora das angústias da criança. Além disso, as alterações na arcada dentária, na postura de língua e na respiração pelo constante uso da chupeta são comuns.

Claro que o bebê tem necessidade de sucção, porém o sugar do seio é suficiente para sanar esta necessidade, tornando o uso da chupeta desnecessário. As mães em geral usam este recurso, pois acham que a criança precisa de algo mais. Esquecem que o que ela precisa é do leite materno e do carinho dos pais. Isso é o bastante até por volta de seis meses quando outros alimentos devem ser introduzidos. Mas isso não quer dizer que o leite materno deve ser deixado de lado.

Não desmamar precocemente e não recorrer a recursos artificiais sem real necessidade garantem a boa saúde do recém-nascido. Caso algo na rotina dos pais dificulte o aleitamento materno é interessante procurar a orientação de um profissional para a adequação da rotina dos pais a da criança. O pediatra e o fonoaudiólogo são profissionais que podem lhe orientar.

Chupeta: Quando e por que usar?

Tanto para o recém-nascido de termo, como para o pré-termo (prematuro) o uso da chupeta tem se mostrado de grande importância.

Existem vários pontos de vista em relação há este fato, mas uma coisa é regra básica,”Sempre deve-se buscar o aleitamento ao seio exclusivo como a meta principal”. Todo e qualquer artifício utilizado, que leve a qualquer risco desta prática ser interrompida, deve ser muito discutido.

Ela acalma a criança, propiciando menos gasto energético, dá ritmo, coordenação, força muscular e melhora a oxigenação transcutânea (“aproveitamento” do oxigênio através da pele), e evita o sugar o dedo, que pode se tornar um hábito (no início como pacificador de uma necessidade sensório motora e futuramente trazendo danos às áreas fonoarticulatórias).

O hábito de sugar o dedo, promove o padrão anteriorizado da língua entre as gengivas ou dentes, causando deformação na arcada dentária e alteração da produção de sons como: T, “te”, D “de”, S “se”, Z “ze” e N “ne” .

Pode ainda se tornar um apoio a situações de frustração sócio afetivas. O desaparecimento deste hábito é extremamente difícil, uma vez que o dedo tem presença constante no esquema corporal.

Recomenda-se então o uso da chupeta ortodôntica, devido a sua forma anatômica semelhante ao seio materno.

Esta semelhança com o mamilo permite a elevação da ponta da língua na cavidade oral, estimulando a preparação das zonas de contato da língua para uma deglutição que não provoque alteração da arcada dentária, e também ajudando a produção dos sons como: T “te”, D “de”, N “ne” ,L “lê”, R “re” e ” lhe”. Sua forma permite também uma melhor pressão dos lábios em virtude de seu formato achatado e bulbo curto.

Porém, o uso da chupeta não deve se estender além do final do segundo ano de vida, pois então ela se tornaria prejudicial.

Faz-se necessário então, a disciplina com relação à utilização da mesma. Quando a criança fica acordada por um período de tempo maior, é conveniente não utilizá-la, neste tempo a criança entretêm-se com as mãos, explora brinquedos, balbucia como forma de exercitar a musculatura oral.

Aconselha-se o uso da chupeta em situação de cansaço e sono. Depois que a criança já está em sono profundo a mesma deve ser retirada.

Por volta dos dois anos ou dois anos e meio, se faz necessário a substituição da chupeta. Muitas crianças necessitam de um elemento de transição para “sugar”. Este deve ser um brinquedo macio e aconchegante, pelo qual ela tenha afeto e também que lhe faça companhia.

Quando necessário o uso de mamadeira, utilizar bicos ortodônticos, pela semelhança do bico do seio materno. Quanto as vantagens, são as mesmas mencionadas em relação à chupeta.

Características gerais das chupetas

Embalagem

Toda embalagem deve conter as seguintes recomendações, nesta ordem de prioridade:

a) ferver a chupeta antes de usar;
b)
não colocar laços ou fitas para prender a ponta da chupeta ao pescoço;
c)
examinar regularmente, jogando-a fora quando estiver danificada;
d)
não mergulhar a chupeta em substâncias doces, para prevenir cáries.

Além disso, de acordo com a norma, a embalagem deve conter os dizeres:

a) “Esta chupeta está de acordo com a NBR 10334”
b)
o nome e/ou símbolo e C.G.C. do fabricante.

Material

Os materiais empregados na fabricação de chupetas, que podem ser de borracha ou plástico, não devem soltar mais que 8,0 mg/dm² de resíduos, quando deixados de molho por dez dias em água destilada e este resíduo não pode conter metais pesados como chumbo, arsênico, mercúrio, cádmio, antimônio, bário e cromo.

Construção

Nesta etapa são analisados detalhes de construção da chupeta, como por exemplo:

A superfície externa deve ser lisa, sem falhas, fendas ou outros defeitos visíveis;
O tamanho do bico, que não deve ser maior do que 30 mm, pois pode sufocar a criança;
O tamanho do disco, que não pode ser muito pequeno, de forma que a criança não engula a chupeta;
O disco deve conter pelo menos dois furos para ventilação, com diâmetro de no mínimo 5,0mm, e afastados do bulbo no intervalo entre 5,0 mm e 6,0 mm. Estes furos servem para evitar que, caso a criança engula a chupeta, o ar passe através dos furos evitando a asfixia;
São também especificados detalhes de construção da argola ou pino.

Ensaios Físicos

Estes ensaios simulam as condições de uso da chupeta:

Deve permanecer intacta, sem sinais visíveis de fratura e/ou rachaduras, quando submetidas a uma carga de 130N, durante 10 segundos. Desta forma simula-se que a criança pisou ou deitou por cima da chupeta.
Não pode mostrar sinais visíveis de fratura e/ou rachadura no escudo, anel e pino e não deve existir dano permanente no bulbo que possa tornar a chupeta insegura para uso, quando submetida a um ensaio que simula a mordida.
A chupeta deve permanecer intacta, não devendo apresentar distorções permanentes, nem qualquer sinal de dano no bulbo, quando submetida ao ensaio de tração ( aplica-se, no bulbo, uma carga de 60N na direção vertical durante 10 s). Este ensaio é combinado com o ensaio de fervura ( ferver por 5 min.), e repetido 10 vezes. Isto é: ferve, submete a tração, ferve, submete à tração, etc…. Neste ensaio busca-se simular as condições normais de uso em que a criança usa, a chupeta é fervida, aí a criança usa de novo, e a chupeta é novamente fervida.

Fonte: www.ortocati.com.br/www.sorrisosaudavel.com.br/www.inmetro.gov.br

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