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Sinais de Trânsito – História
Em 10 de Dezembro de 1868 foi colocado o primeiro semáforo no exterior do parlamento britânico em Westminster, Londres[1].
Foi concebido por J. P. Knight, engenheiro especialista em assuntos ferroviários. Este semáforo tinha dois braços móveis que se acionavam movendo cabos a partir de uma torre. O sistema era parecido com o dos sinais que regulavam o trânsito ferroviário. Continha duas lâmpadas de gás com uma luz vermelha e outra verde.
Não teve uma existência longa, já que em 2 de Janeiro de 1869, por causa de um acidente, explodiu provocando a morte de um agente policial. Foi retirado e até Agosto de 1914 não se voltou a instalar um semáforo, o que aconteceu em Cleveland, no que é considerado o primeiro semáforo com o aspecto atual. A invenção do semáforo bicolor eléctrico é atribuída a Lester Wire, um policial e inventor de Salt Lake City. Deve-se constar que Garret Morgan, um afro-americano (nascido em Kentucky, EUA, em 4 de março de 1877), inventou o sistema automático de sinais de trânsito em 1923, e depois vendeu os direitos à corporação GE (General Electric).
As três cores
A razão das três cores universalmente aceites é muito simples:
O vermelho representa na natureza uma cor de aviso, alarme ou perigo da qual se servem muitos animais para afugentar os seus inimigos; esta cor tem o mesmo significado para os seres humanos. O maior contraste com o vermelho é a sua cor oposta, o verde. A teoria das cores enuncia que ambos, vermelho e verde, são complementares pois num disco de cores estão diametralmente dispostos.
O amarelo foi uma cor que se incorporou mais tarde nos semáforos; depois do vermelho e do laranja é a cor de maior comprimento de onda, e com a sua ajuda pode-se proporcionar ao tráfego uma maior informação que a simples ordem de passar ou parar. Além disso, em todos os países a luz vermelha está acima, ou à esquerda, para que a possam interpretar os que têm alguma afecção na visão para o vermelho e o verde (daltonismo).
Verde – indica que o cruzamento está livre para passagem;
Amarela – indica que a passagem está prestes a ser fechada (em geral só se usa para tráfego de veículos)
Vermelha – indica que a passagem pelo cruzamento está momentaneamente impedida.
Os semáforos sempre vão do verde ao amarelo depois para o vermelho, nunca do vermelho para o amarelo.
Sinais de Trânsito – Sinalização
Sinais de Trânsito – Sinalização
No trânsito é muito importante praticarmos atitudes certas, conhecendo as leis e os sinais, e também cuidando do meio ambiente no qual vivemos.
A sinalização de trânsito informa e orienta os usuários das vias. O respeito à sinalização garante um trânsito mais organizado e seguro para os condutores e pedestres.
Placas, inscrições nas vias, sinais luminosos, gestos e sons compõem o código da sinalização de trânsito. Essas informações que regulamentam o trânsito, advertem os usuários das vias, indicam serviços, sentidos e distâncias, sendo classificadas pelo CTB em sinalização vertical, sinalização horizontal, dispositivos de sinalização auxiliar, sinalização semafórica, sinais sonoros e gestos.
A sinalização de trânsito é a forma pela qual se regula, adverte, orienta, informa, controla a circulação de veículos e pedestres nas vias terrestres. Sempre que for necessário será colocado ao longo da via sinais de trânsito previsto no Código de trânsito ou em legislação complementa.
O Código de Trânsito Brasileiro – Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997 – determina no seu art. 90, §1°: “O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é responsável pela implantação da sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência ou incorreta colocação”.
A forma padrão do sinal de regulamentação é a circular, nas seguintes cores:
Fundo: Branco
Tarja: Vermelha
Orla: Vermelha
Símbolo: Preto
Letras: Pretas
Constituem exceção quanto a forma, os sinais:
R-1 (Parada Obrigatória)
Fundo: Vermelho
Letras: Brancas
Orla Interna: Branca
Orla Externa: Vermelha
R-2 (Dê a Preferência)
Fundo: Branco
Letras: Vermelha
Informações complementares
Sendo necessário acrescentar informações tais como: período de validade, características e uso do veículo, condições de estacionamento, etc. deve-se anexar uma placa adicional abaixo da sinalização ou incorporar à principal, formando uma só placa.
Fundo: Branco
Tarja: Vermelha
Orla Interna: Vermelha
Orla Externa: Branca
Símbolo: Preto
Legendas: Pretas
As placas de advertência têm por finalidade alertar aos usuários da via as condições potencialmente perigosas, indicando sua natureza.
A forma padrão do sinal de advertência e quadrada, devendo uma das diagonais ficar na posição vertical, nas seguintes cores:
Fundo: Amarelo.
Orla Interna: Preta.
Orla Externa: Amarela.
Símbolo e/ou Legenda: Pretos.
Constituem exceção quanto à cor, os sinais:
A-24 (Obras) – fundo e orla externa laranja.
A-14 (Semáforo à frente) – símbolo nas cores preta, vermelha, amarela e verde; quando empregado em Obras o fundo é laranja.
Constituem exceção quanto à forma, os sinais:
A–26a (Sentido Único) e A–26b (Sentido Duplo)
Fundo: Amarelo.
Orla Interna: Preta.
Orla Externa: Amarela.
Seta: Preta.
A–41 (Cruz de Santo André)
Fundo: Amarelo.
Orlas: Preta.
Sinalização Horizontal
“A sinalização horizontal tem a finalidade de transmitir e orientar os usuários sobre as condições de utilização adequada da via, compreendendo as proibições, restrições e informações que lhes permitam adotar comportamento adequado, de forma a aumentar a segurança e ordenar os fluxos de tráfego”. (Resolução nº 236/07 do Contran)
É um subsistema da sinalização viária que se utiliza de linhas, marcações, símbolos e legendas, pintados ou apostos sobre o pavimento das vias. Têm como função: organizar o fluxo de veículos e pedestres; controlar e orientar os deslocamentos em situações com problemas de geometria, topografia ou frente a obstáculos; complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou indicação. Em casos específicos, têm poder de regulamentação.
Padrão de formas
Contínua: são linhas sem interrupção pelo trecho da via onde estão demarcando; podem estar longitudinalmente ou transversalmente apostas à via.
Tracejada ou Seccionada: são linhas interrompidas, com espaçamentos respectivamente de extensão igual ou maior que o traço.
Setas, Símbolos e Legendas: são informações escritas ou desenhadas no pavimento, indicando uma situação ou complementando sinalização vertical existente.
Cores da sinalização horizontal : A sinalização horizontal se apresenta em cinco cores:
Amarela: utilizada na regulação de fluxos de sentidos opostos, regulamentar ultrapassagem e deslocamento lateral, na delimitação de espaços proibidos para estacionamento e/ou parada e na demarcação de obstáculos.
Branca: utilizada na regulação de fluxos de mesmo sentido; na delimitação de áreas de circulação, trechos de pistas destinados ao estacionamento regulamentado de veículos em condições especiais; na marcação de faixas de travessias de pedestres, na pintura de símbolos e legendas, demarcar linha de retenção, regulamentar linha de transposição e ultrapassagem.
Vermelha: demarcar ciclofaixas e/ou ciclovias, nos símbolos de hospitais e farmácias (cruz);
Azul: utilizada nas pinturas de símbolos em áreas especiais de estacionamento ou de parada para embarque e desembarque, para pessoas portadoras de deficiência física.
Preto:
Utilizada para proporcionar contraste entre o pavimento e a pintura.
Classificação da sinalização horizontal: A sinalização horizontal é classificada em:
Marcas longitudinais;
Marcas transversais;
Marcas de canalização;
Marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou parada;
Inscrições no pavimento.
Painel Eletrônico:
São dispositivos eletrônicos dispostos verticalmente à via que fornecem informações diversas ao motorista e ao passageiro, que se referem principalmente à:
Advertência de situação inesperada à frente, tais como: obras na pista; interdição parcial da via; desvios.
Mensagens educativas ao comportamento dos usuários da via, tais como: “motociclista use capacete”, “use o cinto de segurança”.
Placas de regulamentação de velocidade.
Mensagens sobre pátios públicos de estacionamento
Mensagens sobre volume do tráfego das vias principais orientando o trânsito para a utilização de outras vias alternativas.
Sinalização por Gestos
As ordens emanadas por gestos de agentes de trânsito prevalecem sobre as regras de circulação e as normas definidas por outros sinais de trânsito.
Gestos de Agentes da Autoridade de Trânsito: são movimentos convencionais de braços, adotados para orientar, indicar o direito de passagem dos veículos e pedestres ou emitir ordens, sobrepondo-se ou completando outra sinalização ou norma constante do CTB.
Gestos de Condutores de Veículos: são movimentos convencionais de braço, adotados pelos condutores de veículos, pata orientar ou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de direção, redução de velocidade ou parada enquanto o trânsito estiver fluindo normalmente.
Por analogia deduz-se que “Gestos do homem-bandeira ou bandeirinha” são movimentos convencionais de braço empunhando uma bandeira vermelha adotados para orientar os motoristas sobre a interdição parcial total da pista de rolamento causada por um dos seguintes motivos: obras; quedas de árvores/barreiras; veículos com pane ou acidentados sobre a via. O “bandeirinha” é um elemento fixo devendo permanecer a uma distância aproximada de 100 metros do local onde se encontra o obstáculo efetuando a devida sinalização enquanto o trânsito estiver fluindo normalmente.
A partir do momento em que se iniciar um congestionamento deverá passar a exercer a função de “final de fila”, isto é, deverá se manter a uma distância aproximada de 100 metros do último veículo, sempre atento, até que o trânsito volte a fluir normalmente, quando então, retornará à posição inicial com a função de “homem-bandeira”. O homem-bandeira é necessário sempre que houver interdição de qualquer uma das faixas de rolamento.
Sinalização Sonora
A sinalização sonora consiste nos sons por apito que são emitidos exclusivamente pelos agentes de autoridade de trânsito nas vias, para orientar ou indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres, sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local ou norma estabelecida no CTB.
A seguir, vamos ver a relação dos sinais de apito com os seus respectivos significado e emprego:
Um silvo breve: Atenção siga (No ato do guarda sinaleiro mudar a direção do trânsito).
Dois silvos breves: Pare (Para fiscalização de documentos/equipamentos ou outro fim).
Três silvos breves: Acenda as lanternas (Sinal de advertência. O condutor deve obedecer à intimação).
Um silvo longo: Diminua a marcha (Quando for necessário fazer diminuir a marcha dos veículos).
Um silvo longo e um breve: Trânsito impedido em todas as direções (À aproximação do Corpo de Bombeiros, Ambulância, Veículos de Polícia ou de Tropa, ou de Representação Oficial).
Três silvos longos: Motoristas a postos (Nos estacionamentos à porta de teatros, campos desportivos etc).
Sinalização de uso temporário
Em situações emergenciais como obras, acidentes de trânsito e veículos com pane, a pista de rolamento, às vezes, pode ficar total ou parcialmente obstruída oferecendo perigo aos usuários.
O meio mais eficaz de alertar os condutores sobres estas situações é através da sinalização emergencial, que pode bloquear ou canalizar o trânsito com objetivo de proteger com segurança aqueles que de formas mais diversas, utilizam as vias públicas.
São vários os elementos usados nesse tipo de sinalização, por exemplo: cavaletes, tapumes, baldes com lâmpadas, cones refletivos que podem ser em propileno ou em plástico nos tamanhos 50, 75 e 100 cm, de cores branco e vermelho e a fita que é um elemento usado quando há necessidade de se isolar a área da ocorrência e que se apresenta nas cores amarelo e preto, com largura mínima de 70 mm.
A ação imediata dos responsáveis pela sinalização emergencial é de vital importância para a segurança de todos, pois significa um tipo de tarefa que exige boa vontade, total dedicação, bom senso e principalmente amor ao próximo. Vale lembrar que nos centros urbanos, à distância entre os cones não será a mesma que a usada nas rodovias. Para estas situações usa-se o bom senso.
Procedimentos básicos para realização da “sinalização emergencial no acostamento”, em via de traçado tangente e de perfil em nível:
1. Estacionar a viatura de serviço, com “giroflex” aceso, atrás do veículo a ser socorrido, distante 25 m aproximadamente;
2. Comunicar de imediato à “Central de Operações” a situação no local fornecendo todos os dados possíveis, tais como: marca, tipo, espécie e placa do veículo e solicitar apoio se necessário.
3. Descer da viatura, se possível, pelo lado do carona (para sua segurança) e junto ao meio-fio se dirigir ao veículo para verificação do tipo da ocorrência;
4. Iniciar a sinalização usando cinco cones colocando o primeiro junto ao meio-fio a uma distância aproximada de 100 m do veículo. Continuar essa operação no sentido e de frente para o tráfego, colocando os demais distantes entre si em 25m. O quinto e ultimo cone deverá ser colocado sobre a linha de bordo da pista, na direção da traseira esquerda do veículo socorrido. A retirada da sinalização, deverá ser feita de maneira inversa, ou seja, do quinto para o primeiro cone.
Fonte: www.perkons.com/cpsimoes.net/atividadesrodoviarias.pro.br/www.geocities.com
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Olha, muito obrigada viu, esse Site me ajudou muito. Obrigada de mais.