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Akhenaton

O Sol de Amarna

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Akhenaton

Segundo filho de Amenhotep III com Tiya, o faraó Akhenaton é considerado, por uns, como visionário, revolucionário e idealista; por outros, apenas como herético. Poeta e reformador das artes, a verdade é que ele foi responsável por um dos mais importantes momentos da História do antigo Egito.

É por seu intermédio que pela primeira vez a história da humanidade registra a adoção de um deus único, ou seja, é o primeiro momento conhecido em que o homem adota a figura do monoteísmo. Seu deus Aton era representado fisicamente pelo disco solar.

Fundou uma nova capital, à qual deu o nome de Akhetaton (Horizonte de Aton). Abandona a então capital Tebas, e vai com sua corte habitar a nova cidade-capital, que teve a duração de somente 12 anos aproximadamente.

Akhenaton reinou por cerca de 17 anos, vindo a falecer de forma até agora desconhecida. Embora alguns estudiosos afirmem que sim, até agora não há qualquer dado concreto referente a uma possível descoberta de sua múmia.

Com sua morte, acaba a reforma religiosa, que obteve repercussão no campo artístico e político.

Como conseqüência dessa nova concepção religiosa, o antigo Egito foi palco de uma profunda revolução dos tradicionais cânones artísticos de então, adotando características do realismo e do naturalismo. A partir desse momento, a imagem atlética do faraó é negada, passando então este a ser representado com suas características naturais, às vezes até de forma exagerada, beirando a caricatura. As cenas comuns retratadas referem-se àquelas do seu convívio cotidiano com a família, no palácio ou em adoração ao novo deus Aton.

Casado com Nefertiti, teve seis filhas, sendo que também lhe é atribuída a paternidade de Tutankhaton/Tutankhamon, que seria seu filho com a segunda esposa de nome Kiya.

Reinado

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Corpo de Akhenaton

Considerando esse período de reformas, o que mais se destaca com relação às ações de Akhenaton, foi o fato de ele ter tentado popularizar, cerca de 1400 anos antes das idéias de Cristo serem conhecidas, o culto de um deus fundamentado no amor, fonte de vida, criador de toda a natureza. Era Aton, representado pelo disco solar.

Pouco se conhece a respeito da infância de Akhenaton, o “Filho verdadeiro do Rei”. Isso se justifica pelo fato de ele ter tido um irmão mais velho, Tuthmoses, “Filho maior do Rei”, que seria naturalmente escolhido como príncipe sucessor do seu pai no trono do Egito, não fosse a sua morte prematura, cuja razão desconhecemos. Seu irmão mais novo Amenhotep foi então imediatamente elevado à categoria de sucessor. Isto deve ter acontecido aproximadamente por volta do ano 30 do reinado de Amenhotep III, quando foi nomeado co-regente, no jubileu do festival Heb-Sed. Mudou, posteriormente, por volta do ano 5, seu nome para Akhenaton (O espírito útilizado por Aton). Passa a se apresentar então como o único representante do deus Aton aqui na terra.

Os primeiros anos foram passados em Tebas, mas por volta do ano 6, Akhenaton quebra a tradição político-religiosa, mudando a capital do Egito para um local nunca antes pertencido a outro deus, e constrói Akhetaton (O horizonte de Aton).

Aproximadamente no ano 15 do seu reinado nomeia Smenkhkare(Ankhkheperure) como co-regente, que se estabelece em Tebas.

São precárias as informações existentes sobre o desfecho desse período. Sabe-se que Nefertiti, por volta do ano 12, retira-se do cenário, indo residir no palácio chamado “Morada de Aton”, situado ao norte da cidade de Akhetaton. Alguns afirmam que teria sido exilada, não participando mais das atividades comuns do casal solar, tendo sido substituída por sua filha Merytaton. Não se conhece o ano de sua morte.

Também não temos informações seguras quanto ao fim de Akhenaton. Embora tenha sido encontrada sua tumba, em Akhetaton, atual El Amarna, desconhecemos qualquer informação sobre o paradeiro de sua múmia, não havendo nenhuma evidência que possa nos levar a pensar que tenha sido enterrado lá.

Alguns afirmam ser sua múmia uma das achadas na tumba 55 do Vale dos Reis, local que continha vários objetos datados do período amarniano. Ainda não existe uma opinião definitiva quanto a isso, embora evidências arqueológicas podem nos levar também a supor que Akhenaton tenha sido enterrado na sua tumba, pelo menos por certo período de tempo. Fragmentos de seu sarcófago de granito e um vaso canopo podem ser elementos importantes para atestar isso.

Existe um fato muito interessante relacionado a essa tumba: o ângulo de descida do corredor de acesso permite que a luz do sol penetre no seu interior, iluminando a câmara mortuária, onde o corpo do faraó estaria sepultado, dentro do sarcófago.

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Tumba de Akhenaton em Amarna

Após a sua morte, seu sucessor foi seu genro Smenkhkare (Ankhkheperure), cujo reinado foi muito curto. Sucedeu-lhe Tutankhaton (Nebkheperure), que também teve uma regência muito curta, chegando inclusive a residir em Akhetaton, permanecendo fiel ao culto atoniano. Entretanto, por algum motivo que desconhecemos, transfere-se para Tebas, mudando seu nome para Tutankhamon. Seu sucessor foi Ay (Kheperkheperure), antigo funcionário da corte de Amarna. Seu reinado de quatro anos foi irrelevante, tendo sido sucedido por Horemheb , antigo “Grande Comandante de Armas” de Akhenaton.

A cidade do sol

Akhetaton, atual Tel El Amarna, foi a cidade construída para ser a nova capital do Antigo Egito, no quarto ano do reinado do faraó Amenhotep IV. Resolvendo abandonar a capital Tebas, construiu a nova capital Akhet-Aton, que significa “Horizonte de Aton”.

Akhenaton escolhe para a construção de sua nova capital um local nunca antes ocupado, localizado na margem direita do Nilo, no médio Egito, em frente à cidade de Hermópolis (Khmounou) cidade do deus Thot. Aproveitou um vasto anfiteatro natural existente numa planície, entre o rio e as montanhas. Delimitou a área da nova cidade com quatorze estelas demarcatórias, atuais fontes para o estudo dos principais acontecimentos ocorridos durante seu reinado. Ampliada durante os 12 anos que seguiram à sua fundação, foi abandonada depois da morte do rei.Estima-se que cerca de 20 000 pessoas chegaram a morar lá.

Os primeiros estudos: Em 1714 o sacerdote jesuíta francês Claude Sicard descreve a primeira estela demarcatória conhecida; entre 1798/99 os membros da expedição de Napoleão elaboram o primeiro mapa de Amarna.

Embora em 1824 esse local já tivesse sido visitado por James Burton, que explorou algumas tumbas já violadas, foi em 1826 que, em companhia de John Gardner Wilkinson realizou trabalhos de reprodução dos painéis e de esboços das tumbas.

Como nesse período os estudos de Champollion relacionados à decifração dos hieróglifos ainda estavam num estágio muito inicial, eles não tiveram condições de identificar o nome da cidade que estavam explorando. Nestor L’Hôte, acompanhou Champollion em 1828, retornando dez anos depois para continuar seus trabalhos.

Entre 1830 e 1833, Robert Hay com sua equipe, realiza o levantamento das tumbas já abertas, complementado com o estudo de outras ainda desconhecidas. Em 1840, o arqueólogo Prisse d’Avennes reproduziu as tumbas localizadas no lado norte. 1842 foi o ano de uma grande expedição originária da Prússia, coordenada por Richard Lepsius, discípulo de Campollion. E assim, nos anos de 1843 e 1845, visitaram Amarna, quando realizaram um extenso levantamento da cidade.

Depois é a vez da França encaminhar uma, em 1883, tendo trabalhado seguidamente até 1902.Escavada por Sir. Flinders Petrie a partir de 1891 tem seus estudos continuados até o presente, realizados por arqueólogos de várias nacionalidades.

Durante a década de oitenta do século passado, vários saques ocorreram em Amarna, com venda para estrangeiros de peças e jóias procedentes desses atos.

Entretanto, foi no ano de 1887 que um achado fortuito chamou atenção para a cidade. Foram descobertas cerca de 300 tabuinhas de argila contendo textos escritos em cuneiforme, trazendo à luz a correspondência diplomática do rei Akhenaton, conhecidas como “As cartas de Amarna”.

Data de 1901 os trabalhos dos copistas nas tumbas do norte de Amarna, destacando-se a presença de Norman de Garis Davies, da Grã-Bretanha. Entre 1907 e 1911 o Instituto Alemão do Oriente, sob a direção de Ludwig Borchardt escavou em Amarna, desenvolvendo um trabalho mais sistematizado. Desses trabalhos resultou no achado do famoso busto da rainha Nefertiti. Esses trabalhos tiveram prosseguimento a partir de 1920, sob a orientação de pesquisadores ingleses.

Em 1931 e 1935 a Sociedade de Exploração do Egito pesquisou o vale e a tumba real, a partir de quando grandes nomes da arqueologia passaram pela sua direção, dentre os quais Sir Leonard Wooley e John Pendlebury. A partir de 1977, essa sociedade, sob a orientação de Barry J. Kemp, realiza pesquisas regulares.

Várias missões foram a Amarna na intenção de recuperar dados que subsidiem o entendimento desse período ímpar na história do Egito.

Nomes como o de Donald Redford, da Universidade de Toronto, por exemplo, servem de referência para os estudiosos do período amarniano.

Família Real

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PAI – o faraó Amenhotep III.

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MÃE – Tiye, a esposa principal do faraó Amenhotep III.

ESPOSA

Nefer-Neferu-Aton Nefertiti(Bela como a beleza de Aton .

A Bela que chegou); seu pai possivelmente tenha sido AY e sua mãe Tey, esposa de Ay. Entretanto, nunca foi encontrada nenhuma referência a Tey como “Mãe real da Esposa Consorte do Rei”, mas somente como “ama” ou “governanta”. Talvez Nefertiti tenha pertencido à família de Yuya e Tuyu, pais de Tiye, mãe de Akhenaton e esposa de Amenhotep III. Foi elevada ao posto de co-regente com seu marido, quando então seu nome passou a ser substituído pelo de sua filha Merytaton. Provavelmente Nefertiti tenha morrido entre os anos 12 e 14 do reinado de Akhenaton. Do seu sepultamento só foi encontrado um fragmento de “ushabti” feito de alabastro, que continha um cartucho com seu nome. Esse fragmento foi achado na tumba real de Amarna, nos primeiros anos da década de 1930. Os últimos estudos consideram a hipótese de que, muitos objetos achados na Tumba de Tutankhamon tenham pertencido à sua tumba.

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Nefertiti

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IRMÃO – Tuthmoses, irmão mais velho, herdeiro do trono, foi em razão do seu falecimento que Akhenaton assumiu a coroa do Egito.

IRMÃS – Satamon, Baketaton, dentre outras.

FILHAS – Merytaton, nascida por volta dos anos 2 e 4 do reinado de Akhenaton e casada com Smenkhare; Meketaton, nascida por volta dos anos 3 e 5, tudo indica que morreu ainda criança; Ankhesenpaaton, nascida por volta dos anos 5 e 6, casada com Tutankhaton e mais tarde com Aye, morrendo logo no início do reinado desse faraó. Com ela foi encerrada a linhagem sanguínea direta da família amarniana; Neferneferuaton Tasherit, nascida por volta dos anos 7 e 8, tudo indica que morreu durante o reinado de Akhenaton; Neferneferure, nascida talvez entre os anos 8 e 9, vindo a morrer entre os anos 13 e 14; Setepenre, última filha do faraó com Nefertiti, nascida talvez entre os anos 9 e 10, vindo a falecer por volta do ano 13.

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SEGUNDA ESPOSA

Kiya, chamada de “A grande amada”, tendo ganho um belo jardim, que foi para ela construído a mando de Akhenaton.

O seguinte texto foi retirado de seu sarcófago: “Possa eu respirar o doce ar que sai de tua boca. Possa eu ver tua beleza diariamente – essa é a minha súplica!

Possa eu ouvir tua doce voz no vento do norte. Possa meu corpo tornar-se mais vigoroso através do teu amor. Que tu possas me dar as tuas mãos, portadoras do teu alimento, sendo que eu o recebo e dele vivo. Que tu sempre chames o meu nome, e que teus lábios não venham a falhar.”

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Kyia

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Nefertiti e Akhenaton

Fonte: geocites.com

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Arqueólogos e historiadores continuam a especular sobre o período de Amarna do Egito, que abrangeu os anos de cerca de 1369 a 1344 a. C.

O período refere-se ao Faraó Akhenaton e sua bela mulher e rainha, Nefertiti. Corriam, na época, os anos finais da Décima Oitava Dinastia, quando aquele faraó teve a revelação de se devotar a um só deus, Aton, e atreveu-se a mostrar sua convicção. No esforço para difundir a nova crença ao povo, apenas conseguiu, daí por diante, ser conhecido como o herege.

Remanescentes deste e de outros períodos importantes da história do Egito Antigo continuam a ser investigados e reavaliados.

O que se chamou de Período de Amarna abrangeu no máximo o espaço de alguns anos; mas foi alvo de um interesse dos historiadores e do público que se podia comparar ao dedicado ao Período das Pirâmides de mais de mil anos antes. Akhenaton era uma pessoa controvertida e idealista que deixou com sua presença uma marca indelével na história do mundo.

Esse faraó resolveu introduzir o conceito monoteísta, a crença em um só deus. Parece que ele achava ter chegado o momento de seu povo ter nova religião, e, no intuito de estabelecer essa idéia, procurou desviar do povo o culto aos muitos deuses e levá-lo a devotar-se a um só.

Achava também que o poder dos sacerdotes sobre o povo e os reis devia sofrer restrições e nova orientação.

A Décima Oitava Dinastia teve início por volta de 1570 a. C. e produziu muitos faraós brilhantes, entre os quais Ahmoses, Tutmosis III, Amenhotep III e, naturalmente, a Rainha Hatshepsut. Tutmosis III muitas vezes conduziu o exército até a Síria e ao vasto deserto no noroeste, conseguiu dominar as cidades dos estados vassalos, e derrotar o rei hitita em Kadesh. Tebas tornara-se a mais rica e mais poderosa cidade da terra.

Os tesouros do templo do deus Amon em Karnak estavam repletos de ouro, prata, bronze, cobre e pedras semipreciosas trazidas pelos guerreiros cruzados, Os estados vassalos continuaram a enviar seu tributo anual ao faraó. A mais antiga civilização do mundo estava mais gloriosa que nunca. O deus Amon em Karnak fora igualado ao deus-sol Ra. Os pastores que a invadiram, os hicsos, haviam sido expulsos.

Após os triunfos de Tutmosis III, reinou a paz na terra. A riqueza das províncias conquistadas fluíam para Karnak, em Tebas. O poderio dos sacerdotes, guardiães dos tesouros do templo, quase que se poderia comparar ao do faraó. Sob o reinado de Amenhotep III continuou imperando uma paz suntuosa. Acredita-se agora que Amenhotep sentia-se preocupado com o crescente poder do sacerdócio de Amon e tornou a favorecer o deus-sol Ra, que fora adorado pelos reis do Antigo Reino. Ra era às vezes chamado de Aton, que significava o disco solar físico, o centro de um deus.

No quarto ano de reinado de Amenhotep III, a Rainha Tiy deu-lhe um filho que recebeu o nome de Amenhotep IV. Aos vinte e um anos, este casou-se com a bela Nefertiti, que talvez fosse sua meia-irmã. Ela Também pode ter sido filha de Aye, sacerdote do Templo de Amon, em Karnak, cuja mulher também se chamava Tiy. Mas alguns estudiosos acreditam que Nefertiti era filha de Dushratta, rei de Mitani (o que é mais provável).

No festival Sed de Amenhotep III, quando celebrou seu trigésimo ano de faraó, ele nomeou o filho co-regente. John A. Wilson diz que o jovem príncipe foi associado ao pai no trono como co-regente. Em Tebas, eles reinaram juntos por quatro anos. Tal como o pai, Amenhotep IV sentia que era preciso compensar o poder de Amon, havendo também a necessidade de um deus universal que fosse reconhecido não só no Egito mas também nas províncias estrangeiras. E assim talvez a fidelidade dos povos submetidos pudesse ser mantida sem ser necessária a freqüente demonstração de força do exército.

Segundo a opinião dos pesquisadores, em sua maioria, Amenhotep III morreu no quarto ano da co-regência. Assim, nessa ocasião, Amenhotep IV começou a construir nova cidade e capital a cerca de 380 km ao norte de Tebas, num local virgem da margem leste do Nilo. Dois anos depois, com Nefertiti, deixou Tebas e estabeleceu-se com a corte na nova capital, à qual deu o nome de Akhetaton, “o horizonte de Aton”. Conhecemos suas ruínas hoje pelo nome de Tell el-Amarna.

Ali construiu ele seu grande templo, um edifício sem telhado, cujo santuário ficava aberto aos céus — a Aton. Em contraste, os templos de Amon-Ra eram cobertos com telhados e o santuário localizava-se nas partes mais internas e escuras do prédio.

O famoso decreto que instalou a nova religião em Akhetaton, tinha uma declaração solene: “Este é meu juramento verdadeiro, que é de meu desejo pronunciar, e do qual jamais direi: é falso; eternamente, para sempre.”

Amenhotep IV e Nefertiti permaneceram em Akhetaton durante onze anos, rodeados pelos funcionários e nobres da corte, que mandaram fazer túmulos para si nas colinas a leste da cidade. Neste túmulos há inscrições que nos falam da vida em Akhetaton, com referência a um só deus, Aton, cujo poder vivificante, simbolizado pelo disco solar, é irradiado pelos seus incontáveis braços e mãos.

Quando Amenhotep IV rompeu com os sacerdotes de Amon, em Karnak, mudou seu nome para Akhenaton, que significa “a glória de Aton”, “vivendo em Maat — a verdade”. Em cada túmulo há uma representação do disco solar de onde descem raios, cada um com a extremidade em forma de mão humana, que às vezes toca figuras também humanas. O nome Nefertiti significa “a bela mulher chegou”, “deslumbrante é a beleza de Aton”.

Aye, que talvez fosse o pai de Nefertiti, transferira-se para a nova cidade e se tornara nobre da corte. A nova religião encerrava o amor ao belo na natureza e na arte. Foi ali que Akhenaton compôs seu grande hino, de um tema único, um objeto de culto — o Aton — e com simplicidade revela sua filosofia religiosa. Hoje, os historiadores acreditam que o conceito referia-se não só ao disco solar físico mas também ao seu poder criador de vida. A fé de Aton não era apenas política; era sobretudo religiosa. Em sua convicção, Akhenaton declarou que Ra, o sol, era uma manifestação física, ou símbolo, do Deus único — o símbolo da própria vida. E o culto do sol como um deus mudou para o culto de Deus, simbolizado pelo sol, cuja essência “existe por toda parte e em tudo”.

Não há dúvida alguma de que Akhenaton tinha o apoio integral de Nefertiti para a nova religião, o novo conceito de monoteísmo. Na verdade, parece que ela superava em seu entusiasmo nessa crença. A única preocupação de Akhenaton e Nefertiti parece ter sido a devoção à sua religião e os cuidados com a nova cidade. As necessidades materiais do país ficaram um tanto negligenciadas. Não se dava atenção a conquistas ou guerras. Em Akhetaton, Akhenaton dedicava-se ao seu grande ideal. Ele era de fato um revolucionário em termos de religião; queria libertar o povo da magia e da superstição primitivas e do culto aos muitos deuses.deuses.

Começaram a surgir dificuldades nas províncias do norte. Vieram pedidos de ajuda escritos em plaquetas de argila em caracteres cuneiformes. É de duvidar que ele as tivesse recebido e o mais provável é que fossem interceptadas por traidores da sua corte. Também parece não existirem registros de que tenham obtido resposta. As províncias estavam sendo atacadas. Akhenaton, o poeta e místico, prosseguia em seu objetivo de derrubar a fé politeísta dos seus antepassados. As plaquetas, uma grande quantidade delas encontradas na cidade de Akhetaton — mais tarde chamada Tell el-Amarna pelos árabes — , foram descobertas em 1887. Elas revelam que os governantes já trocavam correspondência diplomática. Estas plaquetas são conhecidas como as Cartas de Amarna. O idioma diplomático usado nessas comunicações era conhecido como cuneiforme babilônico.

Havia cartas-plaquetas de estados vassalos como a Síria, Babilônia e Mitani. Os hititas, oriundos da atual Turquia, avançaram para o sul e deram início ao ataque às cidades leais ao faraó. Seus governadores escrevera-lhe pedindo apoio militar.

Não houve ajuda. A intriga, por certo bastante disseminada, jamais permitiu que as cartas chegassem às mãos de Akhenaton. Ao propor a devoção a Aton, não deixava de se preocupar com o poderio de Amon-Ra em Tebas, e enviou emissários por toda a terra para eliminar o nome deste deus onde quer que aparecesse escrito. Ele não ignorava que havia muita inquietação e confusão; parece que os que viviam fora de Akhetaton não aceitava a nova crença.

Não há dúvida de que Nefertiti, como o próprio Akhenaton, era intensamente dedicada à religião de Aton. Talvez como qualquer idealista, ela jamais pensasse num meio-termo. Parece, porém, que Akhenaton procurou reunir o povo por meio de um compromisso. Sabe-se que após o décimo quarto ano do seu reinado, sua mulher, Nefertiti, deixou o palácio da cidade de Akhetaton e mudou-se para o chamado Palácio do Norte, cerca de uns dois quilômetros de distância.

Nessa época, a filha maior, Maritaton, casou-se com um meio-irmão de Akhenaton, Semencaré, Também conhecido como Sakere. Foram juntos para Tebas, onde Semencaré reinou como co-regente. Akhenaton permaneceu em Akhetaton. É provável que Semencaré e Maritaton tenham partido por insistência de Akhenaton, que acreditava que os sacerdotes poderiam ser influenciados a abalar seu poder. Talvez este fosse um esforço para enfraquecer o poderio de Amon-Ra. Se esta era a intenção, não deu certo. No terceiro ano da sua co-regência, Semencaré começou a restaurar uma forma de culto a Amon-Ra, em Tebas. Isto pode ter sido parte do acordo do faraó e pode, também, ter significado uma cisão na corte, com uma facção que insistia no completo retorno a Tebas.

Akhenaton morreu aos quarenta e um anos de idade, no décimo sétimo ano do seu reinado, conforme se constatou. Seu corpo jamais foi encontrado. Há alguns anos, pensou-se que era sua a múmia descoberta perto do túmulo de Tutankhamon, mas verificou-se que não. Ela seria talvez de seu meio-irmão, Semencaré.

Não se sabe como Akhenaton morreu (?). Parece que Semencaré morreu em Tebas na mesma época. Há alguns anos, acreditava-se que Akhenaton subiu ao trono ainda na adolescência e morreu por volta dos trinta anos. Sabe-se agora, no entanto, que estes dados não são corretos. Ele tornou-se faraó quando contava talvez vinte e quatro anos.

Ao mudar-se para o Palácio do Norte, Nefertiti levou consigo outro meio-irmão mais novo de Akhenaton, Tutankaton, que era apenas um menino. Nefertiti providenciou imediatamente o casamento de sua terceira filha, Anksenpaaton, com Tutankaton. A Segunda filha, Meketaton, morrera. Isto legitimava a ascensão de Tutankaton ao trono, que por costume e tradição tinha de ser pela linha feminina. Tutankaton e Anksenpaaton eram crianças ainda. Ele reinou em Akhetaton por muito pouco tempo e logo foi obrigado ou persuadido a voltar à capital ancestral de Tebas e a adotar novo nome, Tutankhamon. A esposa mudou o seu para Anksenamon.

Seu túmulo continha o símbolo de Aton, o disco solar com raios descendentes. Assim, claro que ele devia adotar a religião de Aton quando subiu ao trono. É provável que Nefertiti tenha morrido nessa época, mas seu corpo também jamais foi encontrado (é evidente que deve ter havido uma conspiração para eliminar Akhenaton e sua bela esposa, Nefertiti). Seu busto magnífico esculpido, que se pôde ver em Tell el-Amarna, comprova sua incomparável beleza. Esse busto encontra-se atualmente no Museu de Berlim.

Já não existia o desejo ou a força de incutir a crença em Aton. Os sacerdotes de Amon-Ra, de Tebas, logo recuperaram todo o poder e a antiga religião foi restabelecida. Despacharam-se emissários por todo o país para apagar dos monumentos o nome do rei herege. Nas paredes dos túmulos situados em Tell el-Amarna e também nas do túmulo do vizir, Ramoses, no Vale dos Reis, encontram-se reminiscências de desfiguração das representações de Akhenaton e de Nefertiti, executada pelos defensores do sacerdócio de Amon-Ra do Templo de Karnak, após a morte de Akhenaton. Parece que a desfiguração de todos os monumentos a ele relacionados foi feita em todo o país.

A cidade de Akhetaton foi abandonada e caiu em ruínas. Anksenamon precisava de um marido para ficar a seu lado como rei; ela via os cortesãos intrigando ao seu redor sequiosos de poder. Então escreveu ao rei hitita pedindo que lhe enviasse um dos filhos para ser seu marido e rei. A solicitação foi atendida, mas o pretendente jamais chegou a Tebas, pois a intriga cuidara da sua eliminação.

O antigo primeiro-ministro de Akhenaton, Aye, agora aparece na História como o faraó seguinte. Aye subiu ao trono por ser pai (?) de Nefertiti. Tutankhamon, o último descendente da família, morreu por volta de 1344 a. C. A Décima Oitava Dinastia logo chegou ao fim. Após a breve reinado de Aye, Horemheb segundo consta tomou o trono, reivindicando-o através do casamento com a irmã de Akhenaton, Beketaton. Quando Horemheb, um militar oportunista, apossou-se do trono, logo restaurou a supremacia do deus tebano, Amon-Ra.

Algumas das opiniões dadas acima foram apresentadas por arqueólogos, John Pendlebury e H. W. Fairman, e pelo famoso escritor e historiador, Leonard Cottrell.

O período da Amarna criou nova arte, uma arte de puro realismo. O antigo estilo formal da escultura e da pintura foi relegado. Akhenaton, Nefertiti e a família não eram representados como deuses, mas como seres humanos e devoção humana. Por qualquer razão, Akhenaton permitiu que seus defeitos físicos fossem destacados no realismo da arte do seu tempo. Ele e a esposa tiveram seis filhas, e Akhenaton e Nefertiti se identificavam nas atitudes e comungavam o mesmo ideal de viver em prol da beleza e da verdade.

A luz da filosofia religiosa de Akhenaton brilhou por tão pouco tempo, mas não apagou. Ela continuou ardendo baixo, para reavivar-se nas futuras gerações de gente esclarecida nos séculos de uma era posterior. O Deus único de Akhenaton até hoje continuou a enviar seus raios.

O Esplendor de Aton

“Numerosas são todas as tuas obras! Elas nos estão ocultas, Ó, Tu, Deus único, cujos poderes nenhum outro possui.” Estas são palavras de beleza e significação, palavras que uma ou outra vez sem duvida já ouvimos ou lemos.

Somos inclinados a pensar que a literatura inspirada é de origem relativamente recente, e também a crer que havia pouca ou nenhuma literatura bela ou significativa antes da compilação da Bíblia. Entretanto, após a descoberta, e eventual tradução, da Pedra de Rosetta, os arqueólogos puderam determinar a importância dos caracteres hieroglíficos que são as palavras de um importante rei egípcio, cujo significado eles consideravam digno da melhor literatura.

Referimo-nos aos hinos gravados nas paredes das capelas-túmulos de pedra, da Décima Oitava Dinastia, o período do reinado do faraó que viveu há mais de três mil anos. Os dois hinos referem-se a Aton e foram compostos pelo rei para suas devoções pessoais ou para os serviços e cerimônias que se realizavam no seu templo. Os hinos em geral são conhecidos como “Louvor a Aton pelo Rei Akhenaton e Rainha Nefertiti”.

Observou-se que existe notável semelhança entre os hinos egípcios e o Salmo 104 dos hebreus. As palavras dos hinos são de Akhenaton, o rei egípcio que governou com sua bela mulher, Nefertiti, de 1367 a 1353 a. C.

Sob a orientação dos sacerdotes dos faraós, o povo do Egito adorava uma multiplicidade de deuses. Quando Amenhotep IV tornou-se rei, estava preocupado com a existência de tantos deuses, sobretudo com o deus-sol Aton. No seu reinado, Aton tornou-se o senhor do sol e o calor vital do sol foi deificado. Dizia-se que Aton era atuante por toda parte através dos seus raios, e seu símbolo era o disco nos céus. Dele, os raios divergentes desciam para a terra, com as extremidades em forma de mãos. Cada mão segurava o símbolo da vida, a cruz ansata (o ankh). Havia extraordinária simbologia nisto, pois representava o poder divino do Deus Supremo. O sol passou a ser o símbolo da divindade. Não era um deus ou um ídolo mas um símbolo físico que representava Aton. Na época em que viveu, Amenhotep teria pouco ou nenhum conhecimento dos aspectos físicos e químicos do sol.

Tebas tornou-se a “Cidade do Brilho de Aton”. Aton ficou sendo não só o Deus supremo mas o deus do império.

Três cidades foram fundadas para representar as três divisões do Império que eram: Egito, Núbia e Ásia. Várias centenas de quilômetros ao sul de Tebas, Akhenaton construiu sua nova cidade santa dedicada a Aton, dando-lhe o nome de Akhetaton — “O Horizonte de Aton”.

Assim, Amenhotep IV, agora Akhenaton, esforçava-se por fazer com que o povo aceitasse sua doutrina ou filosofia.

Uma pessoa que respeitava seus ensinamentos disse: “Como é próspero aquele que ouve teus ensinamentos de vida”. Seus súditos achavam que percebiam uma relação definida entre Akhenaton e Aton, o deus supremo.

Através de revelações, na certa experimentadas durante seus períodos de meditação, Akhenaton compôs os hinos a Aton. Além do que é mencionado aqui, existem sem dúvidas muitos belos hinos de Akhenaton que se perderam.

Em um ou mais dos seus hinos encontramos as palavras: “Ó, tu, Deus único, incomparável”.

Akhenaton deu novo espírito ao Egito. Esforçou-se para que o novo ensinamento superasse o antigo tradicionalismo. Não há dúvida de que ele era capaz de meditação profunda e séria; compreendeu a idéia do Criador, do Criador da Natureza; viu o propósito benéfico em tudo o que fora criado; tinha uma percepção clara do poder e da beneficência de Deus. Sem dúvida, Akhenaton atribuía certa dose de retidão ao caráter de Deus e achava que esta devia refletir-se no caráter dos homens.

A palavra verdade surge muitas vezes nos hinos de Akhenaton, preservados em escrita hieroglífica.

Ao próprio nome ele acrescentou: “Vivendo na Verdade”.

Não há dúvida quanto à intenção desta frase. Ele viveu uma vida aberta e franca, e a verdade, para ele, era indubitavelmente aplicada, pelo menos em parte, na sua aceitação dos fatos cotidianos da existência. Seu reinado deu origem a uma nova arte; os artistas da sua corte, com pincel e cinzéis, deixaram-nos o realismo simples e belo que viam na vida animal. Essa arte reproduzia parte da verdade que Akhenaton viveu.

Em A História do Egito, James Henry Breasted escreveu: “Ele baseou a soberania universal de Deus em seu cuidado paternal dedicado a todos os homens, independente de raça ou nacionalidade; e para o egípcio orgulhoso e exclusivista ele mostrou as maravilhas universais do pai comum da humanidade… É este aspecto do espírito de Akhenaton que é particularmente extraordinário; ele foi o primeiro profeta da História”. Procurou voltar à natureza; reconhecer a bondade e a beleza encontradas nela. Procurou resolver o seu mistério que, como disse Breasted: “acrescenta apenas o elemento adequado de misticismo nessa fé”.

Com referência à filosofia religiosa de Akhenaton, Sir Flinders Petrie, em sua História do Egito, disse que “esta não poderia ser logicamente aperfeiçoada na atualidade”. Para os sacerdotes, Akhenaton era conhecido como fanático; chegou mesmo a ser chamado de “o criminoso de Akhetaton”.

Com a morte de Akhenaton, o antigo sacerdócio de Amon recuperou o controle; a antiga religião foi restabelecida, a religião dos inúmeros deuses. Mas a evolução de Akhenaton e seu reconhecimento da verdade, como ele a viu, de um deus supremo como ele o compreendia, deixara marca indelével na história do mundo. Era o esclarecimento trazido à humanidade há mais de três mil anos. Seu aparecimento no horizonte do seu tempo deixou um sinal que jamais se apagará.

Breasted, um dos mais famosos egiptólogos do mundo, escreveu que Akhenaton, destemido, enfrentou a tradição “para que pudesse disseminar idéias que ficavam muito além e acima da capacidade de compreensão da sua época… O mundo moderno ainda está por avaliar adequadamente, ou mesmo familiarizar-se com esse homem que, num período tão remoto e em condições tão adversas, tornou-se o primeiro idealista do mundo, o primeiro indivíduo do mundo”.

É interessante que hoje em dia a atenção do público se volte para Akhenaton e o período do seu reinado. Um belo filme, que tornou-se um clássico, com o título de O Egípcio, inspirado no livro do mesmo nome, de Mika Waltari, é exemplo desse interesse. Muitas outras obras foram escritas por Akhenaton.

Como dissemos, os hinos de Akhenaton são considerados literatura da melhor qualidade; eles talvez sejam monumentais na sua magnificência e continuarão a existir, tal como as paredes de pedra do Egito onde foram esculpidos.

Na opinião deste autor, alguns dos versos mais significativos e belos dos seus hinos (eles eram divididos em estrofes e começavam com “O Esplendor de Aton”) são:

Teu alvorecer é belo no horizonte do céu,
, Aton vivo, Começo da vida!
Quando surges no horizonte oriental do céu,
Enches toda a terra com tua beleza;
Pois és belo, grande…
Teus raios cobrem as terras,
E tudo o que criaste…
Tu és Ra…
Tu os unes pelo teu amor.
Embora estejas distante, teus raios estão na terra…

Luminosa é a terra.
Quando surges no horizonte,
Quando brilhas como Aton durante o dia.
As trevas são banidas,
Quando lanças teus raios…

Eles vivem quando brilhas sobre eles.

Excelentes são os teus desígnios, Ó, Senhor da eternidade!…
Pois teus raios nutrem todos os jardins,
Quando surges, eles vivem, e crescem por ti.
Fazes as estações do ano para criar todas as tuas obras;…
Para contemplar tudo o que criaste…

Tu estás em meu coração,
Nenhum outro que te conhece…
Tu o tornaste sábio em teu desígnios
E em teu poder.
O mundo está em tuas mãos,
Como o criaste…
Pois tu és duração…
Por ti o homem vive,
E seus olhos contemplam tua beleza…
Vivendo e florescendo para todo o sempre.

Numerosas são todas as tuas obras”
Elas nos estão ocultas,
, tu, Deus único,
Cujos poderes nenhum outro possui.

Fonte: www.starnews2001.com.br

Akhenaton

AKHENATON – MISTÉRIO E CORAGEM

A civilização de Amenófis III e o poder de Tebas

A originalidade da obra empreendida por Akhenaton não é contestável, seja qual for o limite que cada historiador queira colocar. No entanto, é preciso entender a realidade do meio em que ele surgiu para melhor avaliar sua caminhada.

Seu pai, o faraó Amenófis III, começa a reinar por volta de 1.408 a.C. Seu governo se estenderá sobre um Egito fabulosamente rico que conhece seu verdadeiro apogeu. O prestígio das Duas Terras, nome tradicional do Egito, é imenso, tanto pela qualidade da civilização, quanto pelo poderio militar. A corte de Amenófis III apresenta um padrão de dignidade muito acima da média e, durante seu reinado, as artes, a arquitetura e as ciências recebem por parte do faraó uma atenção especial.

Sendo um enamorado da beleza, Amenófis III traz para a cultura egípcia elementos da cultura de outros povos com os quais mantém intercâmbio diplomático. Seu reinado porém, esbarra com dois problemas. O primeiro é a ascensão do poder militar dos hititas, que não recebem do faraó a devida atenção gerando, ao longo dos anos, grande inquietação interna e a desconfiança dos países aliados. O segundo é o grande poderio dos sacerdotes de Tebas, que não aceitam a forma centralizadora da administração adotada pelo faraó. Com efeito, Tebas é a cidade santa do deus Amon, O Oculto.

Funcionando como um verdadeiro Estado dentro do Estado, e com o Sumo Sacerdote com poderes de rei, são freqüentes as situações de confronto com o faraó, uma vez que criar e alijar reis era hábito dos sacerdotes de Amon. Neste meio, envolvido pela arte e a beleza, pelos temores da guerra e pelas tensões geradas pelo clero, nasce e cresce o futuro faraó Amenófis IV.

Descobrir Akhenaton é o mesmo que trazer à evidência um tipo de homem que busca ter uma visão do universo, colocando seus ideais acima das circunstâncias materiais e políticas. Sua vida apresenta aspectos de uma procura que podemos qualificar como iniciática. Ela abre nosso coração para uma luz maior e enriquece-nos com uma experiência de grande coragem de alguém que acreditou em seu sentir.

A família e a educação

A formação do jovem Amenófis IV teve forte e positiva participação de seus pais, o faraó Amenófis III e a rainha Tii, um casal que a história registra como sendo de rara inteligência e com princípios morais elevados. Seu pai, homem de pulso forte, soube se fazer cercar de sábios que o assessoravam no governo do Egito e demonstrou grande capacidade de conquistar pacificamente o apoio dos países vizinhos.

Demonstrou também coragem para romper com algumas tradições impostas ao faraó, dentre elas, a de se casar com uma mulher sem origem na realeza, mas sim de origem modesta. O faraó idealizava a formação de uma religião universalista, privilegiando em seu reinado o culto de Aton, apesar da forte influência de Tebas e seu deus Amon, o que certamente influenciou em muito a formação do pensamento de Akhenaton. Mais tarde, ainda vivo e durante o reinado de seu filho, Amenófis III apoiou as mudanças profundas promovidas por ele.

Sua mãe, a plebéia Tii, foi personalidade marcante da história do Egito, participando ativamente das grandes decisões políticas sendo que, em certos casos, chegou mesmo a desencadeá-las. Tii leva uma vida apaixonante e não descansa jamais, sendo vista constantemente nas manifestações públicas ao lado do rei, fato este que era inusitado na história do Egito. Segundo muitos historiadores, foi ela quem preparou todo o caminho para a chegada do filho ao poder.

Além dos pais, dentre os sábios que conviviam com o faraó, houve um de especial importância para o jovem Amenófis. Trata-se de Amenhotep, considerado um dos maiores sábios do Egito e que foi o grande educador do futuro faraó. Amenhotep era um homem que defendia ser fundamental acionar as idéias e conhecimentos de cada um, sem o que de nada valia o conhecimento para o homem. Esta posição foi fundamental na formação de Akhenaton, que possuía, desde jovem, grande tendência mística, e que encontrou em em seu preceptor Amenhotep o conhecimento necessário para buscar o equilíbrio de suas ações.

Início do Reinado

Amenófis IV – que mais tarde ficou conhecido como Akhenaton – foi coroado faraó aos 15 anos de idade, assumindo o poder e co-regência com seu pai, numa época em que Egito vivia uma situação interna tranqüila e de grande prosperidade. Seu reinado durou 13 anos (1.370 à 1.357 a.C.). Amenófis III morreu no 12o ano do reinado de Akhenaton.

Durante os oito anos do período de co-regência, Amenófis III pode passar ao filho toda sua experiência e também servir de apoio para as grandes mudanças promovidas por ele. É o pai também quem controla a impetuosidade do filho, evitando um confronto com o clero de Tebas antes que tivessem sido lançadas as bases da “revolução amarniana”. O jovem Amenófis IV acredita que um ideal justo sempre triunfa, mas aprende com o pai a ser paciente.

Sua mãe, que viveu durante os seis primeiros anos de seu reinado, foi responsável pela estruturação das tendências místicas de Amenófis IV, fazendo com que ele se aproximasse da parte do clero que estava ligada aos antigos cultos do Egito, onde Aton era o deus maior.

Assim, durante os quatro primeiros anos de seu reinado, Amenófis IV vai, lentamente, se afastando de Tebas e amadurecendo a idéia de um Deus universal. Ao final deste período, ele inicia a grande revolução. Proclama sua intenção de realizar a cerimônia religiosa de regeneração – denominada “festa-sed” na qual o faraó “se recarrega”.

Para este ritual mágico, manda construir um templo para Aton e adota o nome de Akhenaton, o filho do sol. O significado destes atos é profundo dentro da cultura egípcia. O faraó indicava claramente que Aton passava à condição de deus do Egito, rompendo com os sacerdotes de Tebas.

No templo de Aton, pela primeira vez, o deus não tinha rosto, sendo representado pelo Disco Solar. Aton era o sol que iluminava a vida de todos. Imediatamente passa a ser conhecido como o faraó herético.

Akhenaton e sua esposa Nefertiti

Não se pode entender a obra de Akhenaton sem se conhecer a figura de sua esposa, Nefertiti, a bela que chegou, bem como a figura de seus pais e Amenhotep. Segundo os historiadores, era uma mulher de rara beleza. Nefertiti, egípcia, pertencia a uma grande família nobre. Não seria ela, no entanto, quem o futuro faraó deveria desposar, o que novamente indica a independência da família real em relação aos usos e costumes impostos à corte.

O casamento, porém, se deu quando Amenófis IV tinha, aproximadamente 12 anos, sendo que Nefertiti era ainda mais jovem que ele. Akhenaton e Nefertiti acabaram por transformar seu casamento estatal em um casamento de amor. São muitas as cenas de arte que retratam o relacionamento carinhoso entre eles, o que, por si só, mostra a intensidade deste relacionamento, uma vez que não era comum na arte egípcia a expressão destes sentimentos. Com efeito, Akhenaton e Nefertiti são, até hoje, citados como exemplo de um dos casais românticos mais famosos da história.

Do mesmo modo de Tii, Nefertiti era muito mais que uma esposa e mãe, embora preenchesse perfeitamente estas funções. Foi também uma das cabeças pensantes da civilização amarniana, como ficou conhecida a obra de Akhenaton. Sob sua doçura e fascínio, ocultava uma vontade de impiedoso rigor. Grã-sacerdotiza do culto de Aton, Nefertiti dirigia o clero feminino e nesta função conquistou o carinho e a admiração do povo. Soube canalizar este sentimento popular de modo a fortalecer o carisma de seu marido diante do Egito. Viveu com o mesmo ardor de Akhenaton a nova espiritualidade.

O casal teve seis filhas e nenhum filho. Quando do declínio da saúde de Akhenaton, foi Nefertiti quem preparou sua sucessão. Segundo os historiadores, foi ela quem preparou o jovem Tut-ankh-Aton para ocupar o trono, que mais tarde reinou sob o nome de Tut-ankh-Amon. No espírito de Nefertiti, este era o único meio de preservar a continuidade monárquica e de garantir um necessário retorno ordem.

Akhenaton – o Edificador

A idéia do deus único e universal foi se tornando cada vez mais consistente para Akhenaton. Com sabedoria e coragem, ele foi dando passos firmes para a construção de seu propósito. Era preciso materializar a idéia. Durante o quarto ano de seu reinado, Akhenaton definiu o local onde seria erguida a nova cidade.

Sua escolha não se deu ao acaso, mas dentro de todo um simbolismo coerente com a nova doutrina.

A cidade se chamaria Tell el Amarna que significa O Horizonte de Aton, portanto, A Cidade do Sol. Estava localizada perto do Nilo, portanto, perto da linha da vida do Egito e a meio caminho entre Mênfis e Tebas, ou seja, simbolicamente seria o ponto de equilíbrio entre o mundo material e o mundo espiritual.

Ao todo foram quatro anos para a construção de Amarna com 8 km de comprimento e largura máxima de 1,5 km, com ruas grandes e largas, paralelas ao Nilo.

Apenas no sexto ano é que ele anuncia oficialmente a fundação da cidade de Amarna.

A proclamação recebeu integral apoio do clero de Heliópolis. Amarna passava a ser a nova cidade teológica onde seria adorado um deus solar, único. Com a construção de Amarna, num local em que o homem jamais havia trabalhado, Akhenaton prova que não é um místico sonhador, mas alguém compromissado em construir seus ideais, disposto a fazer uma nova era de consciência de Deus.

Amarna não é uma cidade comum, mas o símbolo de uma nova forma de civilização, onde as relações humanas, desde a religião até a economia, achavam-se modificadas. Foi uma maneira de dar uma forma inteligível de suas idéias para os homens. Foi o teatro de uma tentativa fantástica de implantação do monoteísmo.

Ali havia gente de todas as nações que se transformaram de súditos em discípulos de Akhenaton. Viver em Amarna, era tentar desafiar o desconhecido e mergulhar na aventura do novo conhecimento, acreditando que o sol da justiça e do amor jamais se deitaria.

A Vida em Amarna

Capital do Egito, cidade protegida, Amarna é antes de tudo uma cidade mística em virtude da própria personalidade do rei. Viver em Amarna era compartilhar da vida do casal real, suas alegrias e suas dores. Era descobrir, no rei, um mestre espiritual que ensinava as leis da evolução interior.

Akhenaton e Nefertiti constantemente passeavam pela cidade, a bordo da carruagem do sol, buscando um contato com seus súditos. Diariamente, cabia a Akhenaton comandar a cerimônia de homenagem ao nascer do sol e a Nefertiti, a cerimônia do pôr do sol.

Para administrar a cidade, tendo como conselheiros políticos o pai, a mãe e um tio de nome Aí, Akhenaton herdou grande parte dos auxiliares de seu pai, que adotaram com entusiasmo a nova orientação religiosa do faraó. Akhenaton cuidou de ensinar a nova espiritualidade a todos seus auxiliares diretos. Esta espiritualidade se baseia numa religião interior e na certeza de que existe um mesmo Deus para todos os homens.

Akhenaton favoreceu a ascensão social de numerosos estrangeiros abrindo ainda mais o Egito para a influência de culturas de outros povos. Assim, rapidamente o perfil social do Egito sofreu uma alteração de grande vulto. É fácil imaginar que muitos foram aqueles que ficaram descontentes com a nova situação, mas a grandiosidade do faraó fazia com que se mantivesse um equilíbrio na sociedade, e de sua sabedoria emanava uma energia que influenciava positivamente todos os aspectos da vida no Egito.

A arte egípcia foi particularmente influenciada durante o reinado de Akhenaton, sendo historicamente classificada como a Arte Amarniana. De forma extremamente inovadora para a época, ela registra a visão que o faraó tinha do homem e do universo. Pela primeira vez surgem obras mostrando a vida familiar, o que vem ao encontro da concepção de Akhenaton de que o fluxo divino passa obrigatoriamente pelo organismo familiar. Em algumas obras, aparecem também membros da família real nus, como indicação da necessidade da transparência interior. Este tema da transparência do ser está presente na mística universal.

Akhenaton permitiu que se registrasse em obras de arte, cenas da intimidade da vida da família real, o que jamais fora feito antes. Também são muito utilizados temas onde aparece a natureza, fauna e flora, considerados a grande dádiva da vida vinda de Aton. Outro aspecto relevante é a representação do faraó com aspectos nitidamente femininos, o que indicava ser ele, como filho do sol, origem da vida para o Egito, e portanto, ao mesmo tempo pai e mãe de seus súditos. A história classifica estas representações como as do Akhenaton teológico.

Na poesia, a contribuição da civilização de Akhenaton é muito rica, especialmente nos escritos religiosos em homenagem ao deus Aton. É através dela que o faraó mostra a unicidade de Deus – o Princípio Solar – que criou o Universo, deu origem à vida em todas as suas manifestações. O Princípio Solar rege a harmonia do mundo, tudo cria e permanece na unidade.

Akhenaton e a religião da Luz

Devemos observar que mesmo durante o período em que Tebas exerce a maior influência na religião egípcia, Mênfis e Heliópolis continuavam a alimentar a espiritualidade do reino. Os sacerdotes destas cidades, sem o poder material de Tebas, consagravam-se ao estudo das tradições sagradas que cada faraó devia conhecer. Foi com estes sacerdotes que Akhenaton foi buscar as bases na nova ordem religiosa. Apesar dos séculos que nos separam da aventura espiritual de Akhenaton, podemos perceber seu ideal e sua razão de ser e nos aproximarmos, passo a passo, de Aton, cetro misterioso da fé do faraó.

Para ele (Akhenaton), Aton é um princípio divino invisível, intangível e onipresente, porque nada pode existir sem ele. Aton tem a possibilidade de revelar o que está oculto, sendo o núcleo da força criadora que se manifesta sob inúmeras formas, iluminando ao mesmo tempo o mundo dos vivos e dos mortos e, portanto, iluminando o espírito humano sendo, por isso, a sua representação o disco solar, sem rosto, mas que a todos ilumina.

Aton é também o faráo do amor, que faz com que os seres vivos coexistam sem se destruir e procurem viver em harmonia. Para Akhenaton, é essencial preservar uma “circulação de energia” entre a alma e o mundo dos vivos. Na realidade, não existe nenhuma ruptura entre o aparente e o oculto. Na religião do Egito não existe a morte, apenas uma série de transformações cujas leis são eternas. Em Amarna, os templos passam a ser visitados integralmente por todos, não mais existindo salas secretas em cujo interior somente os sacerdotes e o faraó podem entrar.

Para Akhenaton todos os homens são iguais diante de Aton. A experiência espiritual de Akhenaton e os textos da época amarniana deslumbraram mais de uma vez os sábios cristãos. Numa certa medida, pode-se dizer que ele é uma prefiguração do cristianismo que viria, com uma visão profunda da unicidade divina, traduzida pelo monoteísmo. É espantosa a semelhança existente entre o Hino a Aton e os textos do Livro dos Salmos da Bíblia, em especial o Salmo 104.

Por outro lado, é fácil encontrar semelhanças entre a vida de Akhenaton e a vida de Moisés. Se um destrói o bezerro de ouro, o outro luta contra a multiplicidade de deuses egípcios, ambos lutando pelo ideal do monoteísmo e se colocando como mestres dos ensinamentos divinos para todo um povo. A religião de Amarna continha uma magia maravilhosa, uma magia que aproxima o homem de sua fonte divina.

O fim de Akhenaton

A implantação da nova ordem religiosa tornou-se quase que a única tarefa merecedora da atenção do faraó. Com isso não combateu os movimentos internos daqueles que se sentiram prejudicados pela nova ordem e também pelo crescimento bélico dos hititas. Por volta do 12o ano de seu reinado, com a morte de Amenófis III, estes movimentos internos tomavam vulto e as hostilidades externas se agravavam. Akhenaton, porém, fiel a seus princípios religiosos, se recusava a tomar atitudes de guerra, acreditando poder conquistar seus inimigos com o poder do amor de Aton.

Nesta altura, a saúde de Akhenaton dá sinais de fraqueza, e ele resolve iniciar um novo faraó. Em Amarna, Nefertiti iniciara a preparação de Tut-ankh-Aton, segundo genro do faraó, para a linha de sucessão, uma vez que o casal não possuía filho homem. Akhenaton no entanto, escolhe Semenkhkare, iniciando com ele uma co-regência do trono.

Embora não existam registros claros sobre este período, tudo indica que durante a co-regência, que durou 5 ou 6 anos, morre Nefertiti, e sua perda é um golpe demasiado forte para Akhenaton, que vem a falecer pouco depois com aproximadamente 33 anos. Seu reinado, no total, durou cerca de 19 anos.

Semenkhkare também faleceu praticamente na mesma época, deixando vazio o trono do Egito e permitindo aos sacerdotes de Tebas a indicação de Tut-ankh-Aton, que imediatamente mudou seu nome para Tut-ankh-Amon, indicando que Amon voltava a ser o deus supremo do Egito.

Por ser muito jovem e não possuir a estrutura de seus antecessores, Tut-ankh-Amon permitiu a volta da influência de Tebas que, por sua vez, não mediu esforços para destruir todo o legado de Akhenaton, incluindo-se a cidade de Amarna.

Akhenaton – um marco na história da humanidade

O fim dramático da aventura amarniana é devido a circunstâncias políticas e históricas que não diminuem em nada o valor do ensinamento de Akhenaton. Se é inegável que o fundador da cidade do sol, a cidade da energia criadora, entrou em conflito com os homens que ele queria unir pelo amor de Deus, não é menos verdade que ele abriu uma nova concepção sobre esta luz que a cada instante se oferece aos homens de boa vontade.

Sua experiência foi uma tentativa sincera de perceber a Eterna Sabedoria e de torná-la perceptível a todos. A coragem que demonstrou na luta constante por seus ideais, sem dúvida, fez dele um marco eterno na história da humanidade.

A história de Akhenaton mostra, mais uma vez, que um homem melhor faz um meio melhor, e que a força de sua convicção em seu objetivo altera a vida do meio, seja ele uma rua, um bairro, uma cidade, um país…. o Universo. Para isto, há de se ter Coragem!

Fonte: www.misteriosantigos.com

Akhenaton

Akhenaton (Dinastia XVIII)

Nascimento: Amenófis (“Amon está satisfeito”).

Anos de Reinado: (1353-1335)

Akhenaton foi o único faraó a impor um monoteísmo religioso em toda a história do antigo Egipto.

Esta época é conhecida hoje de período Amarniano.

História

A infância de Akhenaton foi passada no palácio de Malgata em Tebas. O nome de nascimento de Akhenaton é Amenófis (“Amon está satisfeito”). Tinha o mesmo nome do seu pai, tendo iniciado o seu reinado, com cerca de 15 anos de idade, ainda como Amenófis IV. Ao quinto ano do seu reinado passou a usar o nome de Akhenaton (“Símbolo Vivo de Aton”). Com esta mudança todo o Egipto mudou. Akhenaton levou o culto de Aton, já existente no antigo Egipto ao extremo, abolindo por completo os cultos a outros deuses e começou a construir uma nova capital; Akhetaton na actual Tell el-Amarna num local virgem até então nunca consagrado a nenhum deus, iniciando assim a revolução Amarniana, que iria modificar todos os aspectos da vida egípcia. Reinou durante cerca de 18 anos.

Antecessor

O antecessor de Akhenaton foi o seu pai Amenófis III (“Nebmaatré”) (1391-1353), que foi casado com a raínha Tïe. Akhenaton tornou-se faraó, porque o seu irmão mais velho Tutmósis faleceu (desapareceu misteriosamente) prematuramente. Provávelmente o início do seu reinado foi em co-regência com o seu pai.

Sucessor

Alguns anos antes da sua morte Akhenaton terá nomeado para seu co-regente, Semenkharé, que teria casado com uma das sua filha, Meritaton. A princesa Meritaton tinha sido também sua esposa principal depois da morte (desaparecimento) de Nefertiti no ano 13 ou 14 do seu reinado. Pensa-se que Semenkharé era irmão de Akhenaton. Outros investigadores pensam que Semenkharé foi o nome adoptado por Meritaton, para poder reinar o Egipto.

Esposas

A esposa principal de Akhenaton até ao 12º ano do seu reinado foi Nefertiti, tendo desaparecido da cena política. Viria a falecer no 14ºano do seu reinado. Akhenaton teve seis filhas de Nefertiti. Uma delas, Meritaton, que viria a ser também esposa principal a partir do 12ºano do seu reinado. Meriquetaton e Ankhesenpaaton (Tornar-se-ia esposa de Tutankhamon). Tadukhepa, princesa de Mitanni, reino vizinho e aliado do Egipto, também foi uma das esposas de Akhenaton.

Construção/Arte

A primeira empreitada de Akhenaton foi a construção em Karnak do templo dedicado a Aton, que foi destruído por ordem de Horemheb. No ano 6 do seu reinado começou a construção da sua nova capital em Akhetaton (O horizonte de Aton) na actual Tell el-Amarna, onde reinou (e nunca a abandonou) até à sua morte. Esta nova cidade também foi vítima de Horemheb que mandou arrasá-la. A arte Egípcia mudou radicalmente durante este reinado. O faraó e a sua família deixaram de ser representados em cerimónias protocolares rígidas. A arte Armaniana caracterizou-se pela representação da família real em cenas do quotidiano.

O faraó era sempre representado com o disco solar de Aton e os seus braços que o protegiam. Akhenaton tentou representar o faraó não como um simples mortal mas a de um verdadeiro profeta de Aton e o intermediário entre o seu deus e os homens. A figura do faraó passa a ser representada como um ser andrógino (corpo de características masculinas e femininas).

Política

A política de Akhenaton, virou-se principalmente para questões religiosas. Desde o início do seu reinado que Akhenaton se vê como um sacerdote. Enquanto todos os faraós da dinastia XVIII se vêm como “Governantes de Tebas”, Akhenaton considera-se “Governante Divino de Tebas”. Fez-se sempre representar como um ser andrógino. As colossais estátuas descobertas em 1925 perto do templo de Karnak mostram-no como uma figura de carácter desconcertante, mesmo grotesco. Para os outros assuntos de estado este faraó rodeou-se de colaboradores da sua confiança. Aï, seu sogro, foi primeiro ministro. Maia, o seu tesoureiro real. Paatonemheb (futuro faraó com o nome de Horemheb) era o supremo comandante do exército do norte, o general Minnakht comandava o exército do sul, e alguns estrangeiros como altos colaboradores do estado Egípcio.

Túmulo/Morte

Com a morte de Akhenaton, todo e Egipto entrou num confronto entre os adeptos de Aton e os de Amon. No reinado do faraó seguinte os adeptos de Aton moveram perseguições a todos os que se opunham a este Deus. Mais tarde nos reinados de Horemheb e seguintes as referências a Akhenaton foram alvo de destruição e o seu culto monoteísta foi esquecido e proibido. Akhenaton recusou-se a ser sepultado no Vale dos Reis, tendo preferido ser sepultado no túmulo real de Akhetaton (não há provas disso). O seu corpo nunca foi encontrado.

Fonte: www.pegue.com

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