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Japão e as Guerras Mundiais

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O imperador Meiji é sucedido pelo seu filho Taisho. Durante a era Taisho, o poder político passa gradualmente da oligarquia para o parlamento e partidos democratas.

Na Primeira Guerra Mundial o Japão participou ao lado dos Aliados, de acordo com tratados assinados com a Inglaterra. Mas sua atuação restringiu-se apenas a lutas contra colônias alemãs no leste asiático.

Durante a Conferência de Paz de Paris, em 1919, o Japão obteve a posse de todas as ilhas do Pacífico, ao norte do Equador, antes pertencentes à Alemanha. A proposta japonesa de “igualdade racial” foi rejeitada pelos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha. A discriminação racial sobre o povo japonês sempre existiu e foi o principal motivo para a deterioração das relações entre Ocidente e Japão.

Após a guerra, a situação econômica piorou. Em 1923, um grande terremoto destruiu Tóquio, a capital. A grande depressão mundial de 1929 só serviu para aumentar a crise.

Durante a década de trinta a população atingiu a marca dos 65 milhões, duplicando em menos de um século. Com o agravamento da crise econômica, boa parte da população japonesa foi condenada à fome e à miséria. Diante dessa situação, setores militares ultranacionalistas defenderam a idéia de que apenas uma expansão territorial poderia amparar o excedente demográfico. Assim, contra a vontade do imperador Hiroito, os militares conseguiram quase o controle completo do governo.

Não demorou para que o Japão seguisse o exemplo das potências ocidentais e obrigasse a China a assinar tratados econômicos e políticos injustos. Em 1931 o exército japonês invade a Manchúria, tornando o país uma espécie de Estado fantoche. No mesmo ano, forças aéreas bombardeiam Shangai.

Em 1933, o Japão retira-se da Liga das Nações por ter sido muito criticado pelas suas ações na China. A Manchúria havia se tornado para o Japão a base para o império que pretendia firmar na Ásia.

Em Julho de 1937 explode a segunda Guerra Sino-Japonesa. As forças japonesas ocuparam quase todo o litoral da China, praticando severas atrocidades contra a população local. Todavia, o governo Chinês não se rendeu, e a guerra continuou em menor escala até 1945.

O próximo passo da expansão japonesa era o sudeste asiático, o que incluía a libertação das colônias ocidentais. Em 1940 o Japão ocupou o Vietnã e firmou pactos com a Alemanha e Itália. Essas ações intensificaram o conflito com os Estados Unidos e a Inglaterra, que reagiram com um boicote no abastecimento de petróleo. Isso fez com que o Japão capturasse as refinarias da Indonésia e arriscasse entrar numa guerra contra essas duas potências.

Em 7 de Dezembro de 1941, os japoneses lançam um ataque surpresa à base militar americana Pearl Harbor, no Havaí, e a vários outros pontos no Pacífico. Isso fez com que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial. Nos seis meses seguintes as tropas japonesas conquistaram quase a totalidade do Sudeste Asiático e do Pacífico.

Entretanto, a partir de 1942 as forças Aliadas começaram a ganhar a guerra. A partir de então, os territórios ocupados pelo Japão foram gradualmente recuperados. Diante dessa situação, os japoneses apelaram para o uso dos kamikases: pilotos suicidas que se jogavam sobre as bases inimigas carregados de explosivos. Esse termo faz alusão aos tufões que salvaram o Japão há centenas de anos atrás do domínio mongol, e significa “Vento Divino”.

Em 1944 o Japão sofreu ataques aéreos intensivos. No dia 1o de Abril, tropas norte-americanas desembarcaram em Okinawa. As forças Aliadas requeriam a rendição incondicional do Japão que, no entanto, resistia a se render sob tais termos. No segundo semestre as negociações para o término da guerra já estavam bem adiantadas.

Em 6 de Agosto de 1945 os Estados Unidos lançam uma bomba atômica sobre Hiroshiima, e como se não bastasse, três dias depois lança outra sobre Nagasaki. Isso forçou a decisão do imperador Showa de finalmente aceitar a capitulação sem impor condições. Em 2 de Setembro os Aliados recebem a notícia da rendição incondicional do Japão.

A guerra deixou mais de 1.800.000 mortos só no Japão; 40% de suas cidades foram destruídas e a economia completamente arrasada.

Fonte: www.tees.ne.jp

Japão e as Guerras Mundiais

Pós Guerra

Ao final da II Guerra Mundial, o Japão estava devastado. Todas as grandes cidades (exceto Kyoto), as indústrias e as linhas de transporte foram severamente danificadas. As sobras da máquina de guerra japonesa foram destruídas. Cerca de 500 oficiais militares cometeram suicídio logo após a rendição incondicional, e centenas de outros foram executados por cometerem crimes de guerra.

O país perdera todos os territórios conquistados desde 1894. As ilhas Ryukyu, incluindo Okinawa, foram controladas pelos Estados Unidos, enquanto que as ilhas Kurile, ao norte, foram ocupadas pela União Soviética. A escassez de suprimentos continuou ainda por vários anos. Afinal, a população havia crescido mais que 2,4 vezes em relação ao começo do período Meiji, contando com 85 milhões de pessoas.

O Japão permaneceu ocupado pelos Aliados por quase sete anos após a sua rendição. As autoridades de ocupação, lideradas pelos Estados Unidos através do general Mac Arthur, realizaram diversas reformas políticas e sociais e proclamaram uma nova constituição em 1947, que negava ao estado o direito de reconstruir uma força militar e resolver impasses internacionais através da guerra.

As mulheres ganham o direito de votar e os trabalhadores de se organizarem e fazerem greves.

Pela nova constituição, o imperador perde todo o seu poder político e militar, passando a ser considerado meramente um símbolo do estado. O sistema de aristocracia foi abolido e em seu lugar entrou em vigor uma espécie de monarquia constitucional sob o controle de um parlamento. O primeiro ministro, chefe do executivo, deveria ser escolhido pelos membros da Dieta.

As relações exteriores, completamente interrompidas durante o período de ocupação americana, só foram readquiridas a partir de 1951. Neste ano o Japão assina o Tratado de São Francisco, que lhe dá o direito de resolver seus assuntos estrangeiros e lhe devolve sua soberania. Todavia, o veto à manutenção de um exército é mantido. Além disso, o Japão é obrigado a pagar indenizações aos países vizinhos agredidos por ele durante a guerra.

Uma das maiores preocupações do povo e dos líderes japoneses a partir daí era a reabilitação econômica do país. Com o apoio dos Estados Unidos e de outros países, o Japão integra-se a várias organizações internacionais.

Inicialmente houve um período de instabilidade, mas com a Guerra da Coréia (1950-1953) o Japão tem a oportunidade de reconstruir sua economia nacional. Na década de 60, com o apoio dos acordos comerciais, o Japão torna-se uma das principais potências econômicas e políticas, suficientemente forte para competir com as maiores potências mundiais.

Com a Guerra Fria, os EUA posicionam mais tropas no Japão e estimulam a perseguição aos comunistas e a criação de forças para autodefesa. Essas idéias foram bem-vindas pelos conservadores, mas causaram protestos e insatisfação das classes populares, dos comunistas e socialistas.

Em 1969 os americanos abandonam cerca 50 bases militares lá instaladas, devolvendo Okinawa três anos mais tarde. Paralelamente aos esforços de fortalecer a economia, a diplomacia japonesa também se orientou.

O Japão foi admitido à ONU em 1956, e em 1960 renova tratados com os EUA. No mesmo ano as reparações aos países vizinhos são todas pagas. Em 1964 as Olimpíadas de Tóquio representam uma nova esperança para o povo japonês; no ano seguinte são estabelecidas relações formais com a Coréia. As desgastadas relações diplomáticas com a China são normalizadas em 1972. A partir de 1975, o país passa a integrar as conferências anuais com os sete países mais industrializados do planeta.

Em 1973 a crise do óleo abala a economia japonesa, que sofre um afrouxamento na expansão econômica e uma crise monetária. O primeiro ministro Kakuei Tanaka declara então “estado de urgência” para combater a crise. A reação da economia, tão dependente do óleo, foi o fortalecimento das indústrias de alta tecnologia.

A recuperação diplomática e econômica do país foi bastante auxiliada pela dominação no parlamento do conservador Partido Liberal Democrático (PLD), que dura até hoje.

A partir do começo da década de 90 o Japão firma-se como a segunda maior potência econômica mundial, acumulando saldos gigantescos no comércio exterior, principalmente nas relações comerciais com os Estados Unidos.

Fonte: www.tees.ne.jp

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