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Tasmânia

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A ilha-estado da Tasmânia ocupa uma superfície de 68.300 quilômetros quadrados e possui uma população de quase meio milhão de habitantes.

Embora seu reduzido tamanho, distingue-se pela diversidade das paisagens formados por montanhas, férteis vales, zonas de chaparrais, regiões selvagens, pitorescos portos, povoados caipiras e encantadoras praias, sobretudo as do Mar da Tasmânia e as que dão ao Oceano Pacífico Sul.

Os primeiros habitantes, os tasmanios, de origem melanésico, exterminados no século XIX, constituiram possivelmente o mais primitivo dos povos dos tempos modernos. Foi descoberta ao Ocidente pelo navegante alemão Abel Tasmam no ano de 1642 e depois de numerosos avatares. A população atual da Tasmânia é de origem inglesa ou irlandesa. Sua colonização iniciou-se em 1803 e até 1853 foi uma colônia penitenciária. Em 1901, Tasmânia, passou ser um dos estados da Commonwealth da Austrália.

Tasmânia se diferencia, na atualidade, pela sólida conciência ecológica dos habitantes. A ilha, graças à presença de numerosos Parques Nacionais, é um bom lugar para o trekking e as longas caminhadas, assim como, para nadar, praticar o surfing, o rafting em canoas, a espeleologia, mergulhar, pescar e embora duvide, esquiar em neve.

Realizaremos um breve percurso partindo desde Hobart, a capital, para viajar depois pela Península da Tasmânia, a Costa do Leste, o Norte da Tasmânia, o Oeste e o Sul da Tasmânia, fazendo incursões ao interior. Pode-se chegar em Tasmânia por via aérea ou barco desde a parte “continental”.

Hobart

Situada no estuário do Rio Derwent e com a montanha Wellington como pano de fundo, Hobart é uma histórica cidade de tradição marinheira e com um profundo sentimento do seu passado. A mistura de casas coloniais e formosos parques, convertem-na em uma das cidades com mais história da Austrália. Não há que esquecer que é a segunda cidade mais antiga do país. Tem uma população de uns 127 mil habitantes.

O melhor é começar por Battery Point, onde encontram-se as construções mais antigas da colônia, reconvertidas em lanchonetes, bares, pubs, restaurantes ou galerias de arte. As construções do estilo georgiano concentram-se nas ruas de Davey e Macquarie.

Destacando a Casa do Parlamento, construida por convictos em 1841, o Teatro Real, o mais antigo da Austrália, Penitentiary Chapel e Criminal Courts, onde descreve-se o estilo de vida dos primeiros presos ou Runnymede, uma preciosa casa colonial de 1830.

Salamanca Place, acolhendo os melhores exemplos da arquitetura colonial, celebra todos os finais de semana um mercado artesanal, onde pode-se adquirir bons artigos.

Quanto aos museus, há que visitar o Museu de Tasmânia e a Galeria de Arte, com excelente coleção de arte aborígem e peças da época da colônia. O Museu Marítimo distingue-se pelas mostras que narram a história do porto, enquanto o Museu Vam Diemen´s Land Folk exibe as peças mais antigas dos pioneiros.

Sobressaem, também, o Museu Allport e a Livraria de Belas Artes, os Jardins Botânicos, a Fábrica de Chocolates Cadbury Schweppes ou a Destilaria Cascade. Não esqueça de ir aos 1.270 m. do Mt. Wellington, desde onde obtém-se excelentes panorâmicas de Hobart e da baia.

A Península de Tasmânia

Não fosse a reduzida porção de terra à unir a ilha com a Península de Tasmânia, esta última bem poderia ser uma ilha. Chega-se nela pela estrada Arthur Highway e sem lugar as dúvidas, Port Arthur é a cidade mais importante da zona. No seu começo foi uma prisão colonial e hoje é uma das jóias turísticas do país. Conserva numerosas edificações coloniais como a restaurada Model Prision ou o Lunatic Asylum, convertido em museu. É possível visitar todas as construções com uma entrada que pode-se adquirir no Escritório de Turismo, assim como, cruzar à Ilha da Morte (Isle of the Dead), onde sepultava-se os convictos e funcionários da cadeia.

Na península, além de Porth Arthur, aconselhamos-lhe desfrutar ao máximo do ambiente, aproveitando a excelente rede de caminhos rurais para realizar caminhadas, ou talvez descansando em alguma das praias.

A Costa Leste de Tasmânia

Partindo de Hobart na direção sul encontram-se praias de areia, em meio de um agradável clima, pequenos e pitorescos povoados como Kettering, ponto de saída e chegada para Bruny Ilhand; Cygnet, célebre pelos frutos; Grove, com um modesto museu; Geeveston, porta de entrada ao Parque Nacional de Hartz Mountains; Dover, um porto de pescadores, ou Hasting a atrair os numerosos viajantes que procuram suas águas termais.

A última povoação da zona é Lune River, desde onde pode-se tomar o trem Ida Bay Railway e fazer um percurso de 16 quilômetros. Mais para o sul aparecem espetaculares gargantas e mais além, o Mar da Tasmânia

Desde Hobart, em direção norte sobressaem alguns povoados como Buckland, Orford, Triabunna, importante centro industrial e lugar de embarque para a Ilha Parque Nacional Maria, santuário de vida animal e o melhor lugar para quem gosta da observação das aves e ambientes tranquilos e relaxados.

Continuando para o norte encontra-se Swansea, próximo ao Parque Nacional Freycinet, Bicheno, um bonito porto de pescadores onde há vários lugares interessantes de ver, como o Centro de Vida Marítima ou o Parque Nacional Douglas Apsley, com cascatas e espetaculares desfiladeiros. Mais para o norte, St Marys.

St. Helens é um importante centro turístico graças à aproximidade com as praias de Binalong Bay, Sloop Rockyou Stieglitz; e por último o Parque Nacional Mt. William, onde pode-se ver cangurus, assim como, praticar o surfing.

A Costa Norte da Tasmânia

Após St. Helens, o caminho desvia-se para o interior, para Derby, antigo povoado mineiro. Scottsdale é o principal centro agrícola da região e daqui pode-se viajar a Bridport, um complexo turístico com todas as comodidade, ou então para o Parque Nacional Bem Lomond.

Launceston perto de 70.000 habitantes é o coração da região. Encontra-se na saída do Rio Tamar, mais 60 quilômetros para o mar. Nas imediações localiza-se a impressionante Garganta Cataract, onde o rio vai enchendo profundas piscinas naturais. Esta zona é o maior atrativo da cidade.

Continuando pelo litoral do norte da Tasmânia, encontram-se paisagens de inacreditável beleza, espalhadas de pequenas vilas como Westbury, com sua famosa White House; Deloraine, destacando pelo estilo vitoriano e georgiano; Mole Creek, onde abundam as grutas de pedra e abundante vida selvagem; ou Sheffield, denominada a “cidade dos murais”, pois durante os últimos anos tem-se pintado os muros da cidade, descrevendo a história.

Devonport é a porta de entrada a Tasmânia, o lugar onde atracam os férries procedentes do Estado de Vitória. Em seus arredores situa-se Port Sorell, com delicadas praias e o Parque Nacional Asbestos Range.

A costa noroeste caracteriza-se pelos magníficos cenários naturais, habitados desde milhares de anos atrás por aborígens e, graças a sua riqueza, provocou a imigração imediata dos colonos a procura de melhores alternativas. Destacamos Burnie, a quarta cidade em tamanho de Tasmânia, distinguida pelo Museu dos Pioneiros com o melhor dos tempos passados.

Mais para o oeste, Wynrad, conhecida pela aproximidade ao lugar onde foram descobertos os fósseis dos marsupiais mais antigos da Austrália; Stanley, conservando o espírito do século XIX. Não deixe de chegar às formações de basalto que encontram-se nos arredores. Marrawah é a população onde finda a estrada.

A Costa Oeste e o Interior da Tasmânia

Sem dúvida esta é uma das zonas mais formosas de Tasmânia pelas impressionantes montanhas, rápidos rios e apacíveis lagoas. A Villa de Zeehan, antigo centro mineiro, conta com o maior teatro da Austrália e modestos museus mostrando a vida mineira de antigamente.

Mais para o sul, percorrendo um lindo caminho que desce para o vale, localiza-se Queenstown, nascida da abundância do ouro e do cobre, acolhendo os visitantes com generosa hospitalidade.

Desde Strahan, a 40 quilômetros de Queenstown, pode-se realizar excursões pelo rio Gordon, praticar o rafting ou caminhar pelos arredores. Já muito perto, o Parque Nacional Franklim Gordon Wild Rivers, o qual, junto ao Parque Nacional South West (ao sul) e o Cradle Mountaim Lake St. Clair (ao norte), ocupam quase trinta por cento da superfície total da Tasmânia.

A Tasmânia conta com várias ilhas em volta como Bruuny Ilhand, Maria Island, Hunter Island ou Robbins Island. Porém, são as Bass Strait Island, as duas mais importantes. Aconselhamos uma visita, pois contam com formosas estações e uma flora e fauna rica, variada e abundante.

Fonte: www.rumbo.com.br

Tasmânia

Pertence à Austrália, mas orgulha-se das suas notórias diferenças. Abriga montanhas espectaculares como as Cradle, belíssimas baías como a Wineglass, lagos como o St. Clair, uma atractiva costa escarpada por toda a ilha, cidades aprazíveis como Hobart ou mesmo Launceston e ainda pinguins e o inevitável diabo. Aqui fica o retrato de uma viagem à ilha da Tasmânia.

Sobre a Tasmânia

Separada da Austrália continental pelos 240 quilómetros do estreito de Bassin, a Tasmânia é um território distinto do resto da Austrália.

Longe da aridez do outback e das populares praias e recifes de coral da costa leste australiana, a Tasmânia destaca-se pela pureza do ambiente, pela beleza agreste das suas paisagens de solo fértil, pela costa escarpada que circunda boa parte da ilha e deixa o mar perto mas longe, pelos lagos e montanhas que fazem as delícias dos caminheiros.

“Um mundo aparte”, como gostam de referir os naturais do estado mais a sul da Austrália.

A própria capital de Estado, Hobart, de apenas duzentos mil habitantes, é uma cidade com charme e que vale a pena desvendar.

O bairro residencial de Battery Point, com as suas casas térreas e cafés intimistas, confere um toque de elegância ao burgo. Uma excelente área para passeios pedonais descontraídos pese embora o clima um pouco instável de quase toda a ilha – e Hobart não é excepção -, que varia rapidamente do soalheiro para o frio e chuvoso, e vice-versa.

Feira semanal em Salamanca, Hobart, capital da Tasmânia
Feira semanal em Salamanca, Hobart, capital da Tasmânia

Não obstante, a zona preferida dos visitantes está situada um pouco mais próxima da área ribeirinha: a praça Salamanca. A praça e toda a esfera envolvente, centro pedonal da cidade, transmitem grande serenidade e beleza. Os edifícios são antigos, de grossas paredes de pedra e fachadas bem preservadas, majestosos.

Ao sábado de manhã, a azáfama toma conta de Salamanca, por alturas do mercado de rua semanal, quando turistas e habitantes locais para lá convergem em busca de pechinchas e petiscos.

Uma altura perfeita para conhecer, olhando para além das habituais mercadorias para turista comprar, um pouco das tradições regionais em forma de frutas e doçarias, livros em segunda mão, roupas e tecidos, utensílios de madeira e artefactos de mil utilidades.

Port Arthur

Port Arthur é a atracção turística mais visitada da Tasmânia. Fica numa zona originalmente habitada pelo povo Pyderrairme mas que, a partir de 1833, foi transformada num estabelecimento prisional erguido para albergar os “piores criminosos do império”.

Port Arthur, Tasmânia, Austrália
Port Arthur, Tasmânia, Austrália

O tratamento que os presidiários recebiam era de acordo com essa fama. Torturas, chicotadas, semanas de isolamento em celas exíguas e escuras e alimentação deficiente era com o que podia contar quem ali chegava. Muitos acabavam com profundas deficiências psicológicas; muitos outros, simplesmente, sucumbiam.

Apesar de tudo, Port Arthur é considerado o embrião das prisões australianas da actualidade. Os princípios da divisão dos presos por categorias hierárquicas, da disciplina, da recompensa e punição, bem como os primeiros programas de educação vocacional e formação profissional foram testados em Port Arthur.

Tudo fazia parte de um sistema prisional deliberado, coerente e não raras vezes brutal. Talvez seja isso que os turistas procuram no complexo prisional de Port Arthur: os vestígios de um passado tortuoso.

Freycinet, Cradle e St. Clair – Parques Naturais, Montanhas e Lagos da Tasmânia

Com mais de 2.000 quilómetros de trilhos marcados e dezoito parques nacionais, a Tasmânia oferece condições únicas para os amantes de um turismo mais activo, em contacto com a Natureza, caminhando por montes e vales inacessíveis de outra forma.

Os sítios mais procurados para o efeito são as estonteantes montanhas Cradle, onde grupos de viajantes efectuam caminhadas de vários dias por trilhos distantes da civilização e de lá saem invariavelmente maravilhados. E o lago St. Clair, uma das paisagens mais belas da ilha, localizado no homónimo Parque Natural.

Vista da Wineglass Bay, no Parque Natural Freycinet
Vista da Wineglass Bay, no Parque Natural Freycinet

Para os menos aventureiros ou em menor forma física, há outras opções a considerar. Uma visita ao Parque Natural Freycinet, por exemplo, famoso pela atractiva Wineglass Bay, um nome atribuído devido à geografia dos contornos da baía que, com alguma boa vontade, se assemelha a um copo de vinho.

Ou uma visita às colónias de pinguins que habitam a região de Bicheno, embora nem sempre o bom-senso impere, entre os turistas, no contacto com as simpáticas criaturas.

Visitar a Tasmânia, mais do que proporcionar umas relaxantes férias de Verão, é uma experiência sensorial. O Turismo da Tasmânia promove a ilha com recurso a uma provocadora pergunta: ”Se fizessem um filme da sua vida, alguém compraria bilhete?” Aqui fica o desafio.

Diabo da Tasmânia

Não é fácil observar a barulhenta criatura em ambiente selvagem, embora existam excursões especializadas organizadas com esse propósito. Para a grande maioria dos visitantes, resta a opção de observar os diabos da Tasmânia em parques criados para reabilitar animais feridos e órfãos. A experiência não é, obviamente, tão exaltante.

Fonte: www.almadeviajante.com

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