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História do SBT

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O SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) é uma rede de televisão brasileira. Ela foi ao ar pela primeira vez em 1981 e está sediada em Osasco no Centro de Televisão da Anhanguera Anhanguera.

Às 10h do dia 19 de agosto de 1981, o SBT – Sistema Brasileiro de Televisão entrava no ar já com a proposta inédita de mostrar a solenidade de assinatura da concessão, ao vivo e em cores, diretamente do Ministério das Comunicações, em Brasília.

São 29 anos de vida na história da televisão brasileira com muitas vitórias e comemorações.

A emissora, segunda maior rede de TV do país, tem muitos bons motivos para celebrar seus 27 anos.

São 109 emissoras que cobrem mais de 96% dos lares com TV, uma programação diversificada com 24 horas de entretenimento para adultos e crianças, que atinge mais 182 milhões de telespectadores e um casting de primeira com apresentadores, atores, jornalistas e outros profissionais.

História do SBT
Logo do SBT

História do SBT

A programação, que começou com quatro atrações (TV Tupi de São Paulo, TV Marajoara de Belém de Pará, TV Piratini de Porto Alegre e TV Continental do Rio de Janeiro), comporta atualmente diversos programas de entretenimento, novelas, sessões de cinema, atrações infantis, dezenas de séries de TV, telejornais e desenhos animados.

Para conquistar sete canais, que compreendiam a extinta TV Tupi, propriedade do empresário Assis Chateaubriand, técnicos, diretores, engenheiros e demais profissionais tiveram de provar que realmente eram aptos a administrar uma nova emissora no país. Na época, o Grupo Silvio Santos já havia adquirido o antigo canal 11, do Rio de Janeiro. Vários amigos estiveram ao lado do empresário Silvio Santos na nova empreitada. Um deles foi o redator e diretor Manoel de Nóbrega, pai de Carlos Alberto de Nóbrega, e fundador do humorístico “A Praça da Alegria” – hoje “A Praça é Nossa”.

Obrigado por lei a preencher 12 horas de programação diária, o SBT exibia, no início, filmes, desenhos, um pouco de jornalismo e o Programa Silvio Santos. Já na época, Silvio Santos era muito conhecido no país. Antes de ter o seu primeiro canal de TV, o Grupo Silvio Santos era uma renomada empresa de produção artística e comercialização de anúncios e publicidade.

Com a proposta inicial de que televisão não é só um instrumento de diversão, mas também de difusão cultural para classes mais populares, o SBT foi crescendo aos poucos e de forma saudável.

O canal conquistou uma posição de destaque em audiência já em seu primeiro ano de vida. E o investimento em produções mais populares cresceu ainda mais.

Ao atender as classes C, D e E, que representavam 61% da população, o SBT passou rapidamente à condição de vice-líder do mercado, e aumentou sua participação em audiência para 30% no segundo ano de operação.

Em 1996, no dia do aniversário de 15 anos, foi inaugurado um conglomerado de estúdios com 231 mil m² – o famoso Complexo da Anhangüera, em Osasco. Se na sede da Vila Guilherme cerca de 400 pessoas freqüentavam os estúdios a cada semana para compor os auditórios dos programas, hoje esse número subiu para 5 mil por mês nos estúdios localizados na rodovia Anhangüera. E além, dependendo das atrações.

Considerado pelo Grupo Silvio Santos como o mais arrojado empreendimento realizado até hoje, a construção do Complexo da Anhanguera exigiu investimentos na ordem de US$ 120 milhões. Além de uma área disponível para a construção de sua cidade cenográfica, o Complexo possui 8 estúdios, todos com estrutura técnica e de apoio totalmente independentes. É uma cidade com estrutura própria. Há restaurantes, lanchonetes, café, salão de cabeleireiro, banca de jornal, ambulatório médico e odontológico, agência bancária, quadras de tênis e futebol, entre outros serviços.

Cronologia SBT

O Sistema brasileiro de televisão (Sbt) foi fundado em São Paulo por Senor Abravanel (Silvio Santos) em 19 de agosto de 1981, possui 9 emissoras próprias: SBT Belém, SBT Centro-Oeste Paulista, SBT TVI, SBT Brasília, SBT nova Friburgo, SBT Porto Alegre, SBT Ribeirão Preto, SBT Rio de Janeiro e SBT São Paulo.

Fundado em: 19 de agosto de 1981 por Silvio Santos

Sistema Brasileiro de Televisao – ( 1990 a 2002)

ANOS 90

A história do Sistema Brasileiro de Televisão, SBT, se confunde com a extinção da Rede Tupi, em 1980. A Rede Record passou a liderar, juntamente com a TV Studios (TVS) do Rio de Janeiro, a Rede de Emissoras Independentes (REI), composta em sua maioria por emissoras que integravam a Tupi e buscavam a sobrevivência, vendendo espaços para as produções dos Studios Silvio Santos. Em 1981, o empresário Silvio Santos ganha a concessão de algumas emissoras que pertenciam à Rede Tupi, inclusive o Canal 4, de São Paulo, inaugurando assim a sua rede, o SBT.

No início a emissora preenchia as 12 horas obrigatórias de programação basicamente com filmes e desenhos. Na seqüência, em busca da audiência, partiu para a apresentação de programas popularescos, de fácil aceitação junto ao público. Mas se atrações como “O Povo na TV”, “O Homem do Sapato Branco” e o humorístico “Reapertura”, lhe garantiam bons índices, chegando a alcançar uma participação de 30% na audiência, o SBT por outro lado sentia que ficava distante da preferência de grandes anunciantes e formadores de opinião.

A virada para atrair o mercado publicitário veio em 1985, com a exibição da minissérie americana “Pássaros feridos”. A partir de 1988, seguindo a orientação de especialistas, a emissora começa a mudar seu perfil e emprega mais qualidade à sua programação; contrata artistas como Jô Soares e Carlos Alberto de Nóbrega e investe no telejornalismo, trazendo para a sua emissora figuras como Boris Casoy.

Entre 1981 e 1983 o SBT exibiu 17 telenovelas, dentre estas onze são produções do “Núcleo Paulista de Telenovelas SBT” e quatro são produções mexicanas.

A grande maioria das que foram produzidas no Brasil são adaptações de textos estrangeiros – sete deles eram originalmente da mexicana Marissa Garrido e um era de Luiza Xamar.

O SBT entrou nos anos 90 com 21% de participação em audiência e um faturamento de quase 140 milhões de dólares. Em 1995 nasce o Projeto Anhanguera, que possibilitou a execução do conceito de produção horizontal, através do qual, qualquer programa é produzido, gravado, editado e gerado para toda a rede nacional em um único prédio. Em 2001, ano em que a emissora completou 20 anos, o SBT reativa o núcleo de teledramaturgia, sob direção de David Grimberg e Daniel Scherer, que assumiram o cargo no ano anterior, para trazer de volta o sucesso que a emissora obteve entre 1994 e 1996. É neste mesmo ano que a emissora lança o slogan “Vem aí o novo horário de novelas do SBT” e em 22 de janeiro reestréia a novela de maior sucesso da emissora, “Éramos Seis” (1994), agora no horário das 18h. Ao mesmo tempo, o SBT continua a investir na compra de novelas mexicanas, lançando o infanto-juvenil “Gotinha de Amor”, enquanto dão férias à “Chiquititas”, que se manteve ao ar durante quase cinco anos.

1991

Maio: Silvio Santos contabiliza um faturamento de aproximadamente R$ 160 milhões com a sua marca e os seus empreendimentos.(Revista Istoé – 29/05/1996)

1993

Fevereiro: O SBT consegue uma média de quatro pontos de audiência com as telenovelas mexicanas exibidas no horário das 21h30. (O Globo – 20/02/ 1994)
Agosto:
Nilton Travesso começa a implantar o Núcleo de Telenovelas do SBT. (Jornal do Brasil – 10/08/1996)

1994

Fevereiro:

A emissora opta, na sua primeira produção, por uma novela de época. Segundo o diretor de telenovelas da emissora, Nilton Travesso, a escolha por uma novela de época se deve ao fato dela não conter nem sexo, nem violência; ele diz que em tempos de AIDS haveria um certo apelo à volta do romantismo, fator que poderia ajudar no êxito do produto. (O Globo – 20/02/ 1994).

Nilton Travesso, diretor do Núcleo de Telenovelas do SBT, anuncia que a substituta de “Éramos seis” já teria sido escolhida – “Manhãs de sol”, escrita por Geraldo Vietri – e que o começo das gravações estaria previsto para o início de outubro de 1994. ( O Globo – 20/02/1994)
É anunciada a implantação de um segundo horário de telenovelas, às 18h00, com a sua primeira estória já definida, “Mariana”, que estaria sendo escrita por Flávio Souza desde 1993. ( O Globo – 20/02/1994)

Nilton Travesso fala das expectativas em relação à “Éramos Seis” e ao Núcleo de Telenovelas. Travesso diz ser necessário resgatar o público de telenovelas para o SBT e que esta é uma “jornada dramática”, pois eles não têm tradição no gênero, sendo a responsabilidade muito grande, já que a emissora havia falhado outras vezes. Ele ainda afirma que o projeto da “Fábrica de Telenovelas” será seguido à risca, independente do sucesso da nova produção. Nilton Travesso diz que não pretende cometer o mesmo erro que cometeu na Rede Manchete, quando deixou o seu diretor artístico, Jayme Monjardim, se afastar do cargo para dirigir “A história de Ana Raio e Zé Trovão”. (O Globo – 20/02/ 1994)

Maio:

A telenovela “Éramos Seis” estréia no dia 09, em dois horários: às 19h45 (após a telenovela da Globo, “A Viagem”) e às 21h45 (após a também global “Fera Ferida”). A iniciativa visava garantir uma média mínima de audiência de 12 pontos, para atrair os anunciantes e assim a emissora poder recuperar os US$ 5,5 milhões investidos no projeto. “Éramos Seis”, na sua estréia, atinge uma média de 12 pontos de audiência no primeiro horário e 13 pontos no segundo horário em que foi apresentada, não alterando a média de audiência obtida habitualmente pela Rede Globo neste horário. A mudança na grade de programação do SBT, em função dos dois horários de exibição de “Éramos Seis”, causa polêmica nos bastidores do jornalismo da emissora. Jornalistas do programa “Aqui e Agora” se mostram descontentes com a suspensão do programa, que atingia 15 pontos de audiência. (Folha de São Paulo/ Ilustrada – 02/05/1994 e 11/05/1994)

O SBT corre contra o tempo para terminar a cidade cenográfica que servirá de base para as gravações externas de “Éramos Seis”, que tinha sua estréia prevista para o dia 02 de maio. A cidade cenográfica contaria com 19 fachadas que recriariam a cidade de São Paulo entre as décadas de 20 e 40. Para construir São Paulo, o SBT desembolsou US$ 850 mil na reforma de seus estúdios e a equipe gastou quatro meses em pesquisa. ( Jornal do Brasil – 07/ 05/ 1994. FSP/ Ilustrada – 09/05/1994)

Junho:

A proposta do Núcleo de Teledramaturgia do SBT é investir em telenovelas e a fonte preferencial escolhida para as estórias é a literatura brasileira. Fugir da trama urbana e neurótica, feita pela Globo, é a saída encontrada pela emissora para conquistar seu público de telenovelas (Jornal do Brasil/ Caderno B, 10/06/1994).

O Núcleo de Telenovelas do SBT pretende adaptar para a sua terceira produção o livro de Machado de Assis, “Dom Casmurro”. A adaptação seria feita por Marcos Caruso, Jandira Martini – ambos bem-sucedidos na adaptação de peças teatrais – e Leonor Corrêa (irmã do apresentador Fausto Silva), autora estreante. (Jornal do Brasil – 10/06/1994)

Agosto:

O SBT exporta a sua primeira telenovela, “Éramos Seis”, para a TVI de Portugal e quebra o monopólio da Globo neste mercado, que ela dominava desde os anos 70. Cada capítulo de ‘Éramos Seis’ foi vendido por US$ 7 mil, o mesmo preço cobrado pela Rede Globo. Seguindo o caminho da TVI, a RTP estaria interessada em comprar “As pupilas do Senhor Reitor”, do SBT. O interesse das duas emissoras teria a ver com os boatos que circulavam naquele momento de que a Rede Globo daria exclusividade à SIC – emissora da qual Roberto Marinho é um dos acionistas – na exibição das suas produções em Portugal. (Folha de São Paulo/ Ilustrada – 10/08/1994)

Dezembro:

“Éramos Seis”, que obteve uma média de 16 pontos no Ibope (640 mil domicílios) na primeira vez em que foi exibida, obtém média de 13 pontos na segunda exibição. Segundo Ivandir Kotait, diretor divisional de marketing da emissora, a novela é responsável por 15% da receita líquida do SBT; parte deste dinheiro vem da sua exportação para Portugal. (FSP/ Ilustrada – 06/12/1994)

1995

Fevereiro:

A audiência do SBT dobra com a transmissão dos jogos da Copa do Brasil. Segundo o Instituto de Pesquisa Datafolha, os jogos exibidos nas terças-feiras e sextas-feiras, entre 20h41 e 22h44, registram uma audiência de 12 pontos (1,2 milhão de domicílios), contra 6 pontos obtidos pelo “Programa Livre” e a telenovela “As pupilas do Senhor Reitor” – programas que eram exibidos nos mesmos dias e no mesmo horário até então. (Folha de São Paulo – 21/02/1995)

Maio:

O SBT vence a Globo na disputa pela audiência aos domingos. A situação faz com que a Rede Globo reformule a sua programação dominical – em especial os programas do horário nobre – para enfrentar o SBT. (Folha de S. Paulo/ Ilustrada – 13/05/1995)

O faturamento do SBT em 1995 é de US$ 300 milhões.( Revista Istoé – 29/05/1996)

A “Telesena”, título de capitalização, contabiliza em 1995 um faturamento mensal de R$ 40 milhões (estima-se que ela foi a responsável por tirar o SBT do vermelho). Os carnês do Baú cresceram 80% em 1995, passando de 280 mil para 400 mil novos carnês por mês. (Revista Istoé, 29/05/1996)

Setembro:

O apresentador do Domingo Legal do SBT, Augusto Liberato, quer ter a sua própria rede de comunicação – o “Sistema Liberato de Comunicação”. Ele espera a resposta do Ministério das Comunicações a resposta do seu pedido de concessão de 20 retransmissoras UHF – que atuariam em 11 capitais brasileiras -, e 23 rádios. (Folha de São Paulo – 03/09/1995)

Está em construção o Projeto Anhangüera. Situado a 17km de São Paulo, numa área de 231.000 m², o projeto abrangeria a construção de oito estúdios; fábricas de cenários; telejornalismo e todo o setor administrativo do SBT. O custo previsto até 1996, data prevista para a sua inauguração, é de US$ 35 milhões. (“Hollywoods brasileiras”. Revista Veja – 20/09/1995)

1996

Abril:

Enquanto a Globo estaria fazendo modificações para exibir o seu poder de fogo, o SBT estaria investindo para se sofisticar e reduzir a sua distância em relação àquela emissora, traduzidas na diferença de 45 pontos no Ibope entre as duas. Dono de 19% da audiência nacional e 24% da Grande São Paulo (tendo como ponto forte os domingos), o SBT faz investimentos para atrair um público variado. Entre os investimentos estão o Projeto Anhangüera, que custou US$ 100 milhões; as três telenovelas – “Razão de viver”, “Colégio Brasil” e “Antônio Alves, o taxista” –, que custaram em torno de US$ 36 milhões; a contratação de atores consagrados, como Sônia Braga; a contratação de Marília Gabriela, no jornalismo; e a exibição de corridas da Fórmula Indy. As mudanças não tinham como objetivo sair da vice-liderança, segundo o vice-presidente da emissora, Guilherme Stoliar. (Revista Istoé – 03/04/1996)

“Colégio Brasil”, “Antônio Alves, o taxista” e “Razão de viver” fazem parte da estratégia da emissora de esquecer as telenovelas de época e produzir textos mais contemporâneos, que limitariam menos o público. (Revista Istoé – 03/04/1996)

Maio:

Silvio Santos entra para o grupo dos bilionários brasileiros, com um faturamento em 1996 de R$ 1,6 bilhão (R$ 10 milhões pagos em imposto de renda como pessoa física – o que envolve seus rendimentos com a sua marca e os seus empreendimentos). ( Revista Istoé – 29/05/1996)

O grupo Silvio Santos – que inclui banco, seguradora, revenda de carros, lojas de varejo e investimentos – tem um patrimônio de R$ 1,1 bilhão. Silvio Santos é dono de 98% das suas ações e 2% estão com o seu irmão, Henrique Abravanel. Basicamente são três os pilares econômicos do Grupo Silvio Santos: a Telesena; o Baú e o Banco PanAmericano. Estima-se que o PanAmericano seria responsável por 30% do faturamento do Grupo em 1996. (Revista Istoé – 29/05/1996)

Especula-se que o Projeto Anhangüera tenha custado R$ 120 milhões. (Revista Istoé – 29/05/1996)

A meta do Grupo Silvio Santos é abocanhar 30% dos US$ 2 bilhões em verbas publicitárias destinadas às emissoras de televisão no Brasil. Até então, a Globo ficava com R$ 1,5 bilhão, enquanto que o SBT obtinha R$ 350 milhões. (Revista Istoé – 29/05/1996)

As três telenovelas estreiam no dia 22 de abril de 1996 com um custo de R$ 50 mil a R$ 60 mil por capítulo. Os investimentos na produção de telenovelas no SBT para o horário nobre tinham a previsão de consumir em 1996 US$ 60 milhões. A soma é alta devido ao grande custo acarretado pela contratação de atores de outras emissoras. (Revista Istoé – 29/05/1996)

Agosto:

Embora os investimentos em 1996 estivessem voltados para a produção de telenovelas, as estréias que estavam previstas para este ano foram adiadas para 1997, em virtude das Olimpíadas e do horário eleitoral. (Jornal do Brasil – 10/08/1996)

Nilton Travesso, ex-diretor da Globo – onde dirigiu o “Fantástico” e algumas novelas -, declara o seguinte sobre a sua tarefa de implantar um Núcleo de Telenovelas no SBT: “Foi um dos mais violentos desafios que assumi na vida. A cobrança de todos os lados é grande. Ousamos abrir um espaço novo, criando estúdios e uma cidade cenográfica. Toda essa infra-estrutura estava ausente em São Paulo há vinte anos, desde os tempos áureos da TV Tupi”. (Jornal do Brasil. 10/08/1996)

O superintendente artístico do SBT, Luciano Callegari, afirma que a emissora pretende alcançar 35% da audiência nacional até 1999, investindo especificamente em telenovela e telejornalismo. Ao comentar os índices de audiência do SBT, ele contesta a credibilidade do Ibope e conta que durante um tempo pedia aos funcionários da emissora para acompanhar o trabalho do instituto e que, feito isso, eles perceberam uma diferença de 25% a favor da emissora; o SBT só parou de fiscalizar porque o presidente do Ibope reclamou que a atitude intimidava seus pesquisadores. Callegari diz que alguns dos programas comerciais da emissora não têm nenhum apelo sexual e conta que no passado o SBT tinha programas com até 22 pontos de audiência, mas com comercialização zero. Ele ainda afirma ser difícil competir com as telenovelas da Globo no mesmo horário. Na opinião dele, isto só seria possível após um período de experiência de uns cinco anos. ( Jornal do Brasil – 10/08/1996)

Em 19/08/1996, ao completar 15 anos, o SBT é a segunda maior emissora do país, com uma audiência em torno de 21 e 22%; é dona de 15% do mercado publicitário e obteve um faturamento em 1995 de US$ 322 milhões. (Jornal do Brasil – 10/08/1996 e FSP/TV Folha – 18/08/1996)

O vice- presidente do SBT, Guilherme Stoliar, diz que a teledramaturgia (produção de novelas e especiais) é o principal produto do SBT para atrair a audiência, o mercado publicitário e faturamento para a emissora. (FSP/TV Folha – 18/08/1996).

2000

Janeiro: Mauro Lissoni substitui Luciano Callegari e é o novo diretor de programação do SBT. (FSP/TV Folha – 28/07/02)

2001

Agosto:

O SBT reativa seu núcleo de telenovelas firmando parceria com a mexicana Televisa. Pelo acordo firmado entre as emissoras, o SBT tem cinco anos para usar os textos das telenovelas da Televisa. A primeira delas é a “Pícara Sonhadora”, que estreou em agosto. (Estadão – 21/01/02).

Outubro:

O SBT realiza testes de elenco para a sua próxima telenovela, “A Dona”. (Site Babado – 02/10/01).

Boni, ex-vice presidente da Rede Globo de Televisão, se reúne com o presidente do SBT, Sílvio Santos e o vice-presidente da emissora, José Roberto Maluf, para discutir uma possível filiação da sua emissora em Taubaté com o SBT e a possibilidade de trabalhar na emissora. (Site Babado – 10/10/01).

O SBT estréia no domingo, dia 28, “Casa dos Artistas”, reality show com a participação de famosos. (Babado – 29/10/02).

Dezembro:

O SBT envia um comunicado à imprensa afirmando desconhecer o processo da empresa holandesa Endemol contra a emissora por plágio em Casa dos Artistas (Casa seria uma “versão famosos” do Big Brother, programa cujos direitos pertencem à empresa holandesa) e a decisão favorável da justiça à Endemol. (Babado – 17/12/01).

“Casa dos Artistas” termina no domingo, 17. Silvio Santos comandou a final, que atingiu pico de 55 pontos de audiência – o recorde anterior era de 51. A média geral do programa, segundo dados prévios do ibope, foi de 47 pontos, contra 18 da Globo, das 20h36 à 0h24. No horário, a Globo exibiu o Fantástico e No Limite 3. O anúncio durante a exibição final segundo o site Babado, foi o mais caro da TV brasileira. No primeiro capítulo (28/10), o comercial de 30 segundos da edição dominical do Casa dos Artistas custava R$ 85 mil e neste domingo o valor subiu para R$ 141,5 mil. (Babado – 17/12/01).

“Amor e Ódio”, telenovela atualmente no ar substituindo “Pícara Sonhadora”, é a segunda produção resultante da parceria com a Televisa. A aposta em co-produções consolida a audiência do horário das 20h; antes as médias neste horário eram inconstantes. Desde Pícara, a emissora tem mantido 16 pontos de audiência no horário, chegando a alcançar médias de 20 pontos em alguns dias. Os bons resultados melhoraram também o faturamento já que, segundo o superintendente comercial da emissora, Walter Zagari, o mercado anunciante aceita melhor produções com atores nacionais e tramas com apelos mais fortes (que se contrapõem propositalmente ao tom naturalista das produções globais) , como é o caso de Amor e Ódio, que estreou em dezembro. (Estadão – 21/01/02).

Depois de ser muito elogiado pela imprensa por seu trabalho como apresentador de “Casa dos Artistas”, Silvio Santos é eleito o apresentador do ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). (Estadão/Telejornal – 23/12/01).

2002

Janeiro: A boa audiência das telenovelas adaptadas de textos mexicanos faz com que Silvio Santos considere a idéia de renovar a parceria com a Televisa por mais cinco anos e manter o horário das 20h para tramas adultas. O SBT também pensa em reservar o horário das 18h para tramas infantis (considera que esta audiência é importante para a emissora). (Estadão – 21/01/02).

Fevereiro: Estréia a segunda edição de “Casa dos Artistas”. (Estadão/Telejornal – 17/02/02).

Março:

“Marisol” tem estréia prevista para abril. Uma das principais preocupações da direção artística do SBT é adequar a história, bem dramática, ao estilo de interpretação brasileira. Segundo o diretor Jacques Lagoa, serão eliminados os exageros na atuação dos atores. “O texto é pesado e a representação deve ser leve, contemporânea”, explica. (O Dia/ Jornal da Televisão – 10/03/02).

Estréia outro reality show, “Popstar”, onde jovens concorrem por uma vaga numa banda de meninas. (Estadão/Telejornal – 10/03/02).

Maio: Termina no dia 19 a segunda edição de “Casa dos Artistas”, com 40 pontos de média e 50 de pico. (O Dia/Jornal da Televisão e FSP – 19/05/02).

Junho:

Estréia a terceira edição de “Casa dos Artistas”, dia 02, misturando famosos e anônimos. (IstoéGente – 10/06/02).

Com o fim de “O Clone” os telespectadores da telenovela migram para os programas de outras emissoras, entre eles “Casa dos Artistas”, que viu sua audiência ser alavancada na primeira semana de exibição de “Esperança”. O reality show do SBT registrou, na quarta-feira (19), sua maior média durante a semana desde a estréia, em 2 de junho. A atração ficou com 20 pontos de audiência. Na terça, alcançou 19 pontos. A média de Casa 3 vinha sendo de 13 pontos, e chegou a amargar 11 pontos de média em dois dias. (Babado – 20/06/02)

Julho:

“Marisol” tem um desempenho bem melhor no Ibope quando acaba o “Jornal Nacional” e começa “Esperança”. Ela concorre com o jornal por cerca de meia hora e com a telenovela da Globo por uns 20 minutos. Assim que acaba o “JN” e começa “Esperança”, a audiência de “Marisol” passa a crescer, ganhando na média até quatro pontos (188 mil domicílios na Grande São Paulo). (FSP/Ilustrada – 13/07/02).

Termina no dia 28 a terceira edição de “Casa dos Artistas”. A audiência foi menor que o esperado e não alcançou os 47 pontos de média atingidos pela final da primeira “Casa”. Até domingo passado, a média de audiência dominical de “Casa 3” era de 27,5 pontos. Na “Casa 2” esse índice foi de 33,2 pontos, e na primeira “Casa”, de 43,8 pontos. Mesmo assim, liderou a audiência do horário. Entre 20h31 e 22h34, horário em que o programa foi exibido pelo SBT, a “Casa dos Artistas 3” teve outros picos de 41 pontos e liderou a audiência com a média de 33 pontos. A Globo ficou em segundo lugar com 28 pontos. (FSP/TV Folha e site O Fuxico – 28/07/02).

“Marisol” ainda não atingiu a média mensal do Ibope que costumava ser alcançado por “Amor e Ódio”, telenovela que ocupava o horário antes de sua estréia, em abril. “Amor e Ódio” deu média de 14,6 pontos em seu último mês de exibição, e “Marisol”, que tem no elenco Bárbara Paz e Alexandre Frota, da “Casa 1”, chegou a 13,9 pontos em abril, caiu para 12,3 pontos em maio e rendeu 14,3 em junho. (FSP/TV Folha – 28/07/02).

Em matéria para o suplemento de tevê TV Folha, de 28 de julho, o jornalista Arlindo Silva (autor de “A Fantástica História de Silvio Santos”, que trabalhou como assessor do Sílvio Santos durante 25 anos.) explica a tática utilizada pelo SBT para disputar com a TV Globo: “O Silvio Santos sempre diz que a guerra contra a Globo não pode ser frontal, mas deve usar táticas de guerrilha: os soldados mudam de posição de acordo com os movimentos do inimigo”.

O diretor de mídia da agência de publicidade Carioca, Agenilson Santos comenta os efeitos das mudanças na programação promovidas por Silvio Santos: “É comum que Silvio Santos segure um programa sem “break” (intervalo) e só solte quando a concorrente também soltar; isso cria uma situação um pouco chata com o anunciante, que pagou por um determinado horário e, muitas vezes, vê seu anúncio prejudicado”. Santos observa que o SBT melhorou neste sentido nos últimos três anos e já não mexe tanto na grade como fazia. “Na época, Silvio Santos quase perdeu diversos anunciantes por causa disso, e as agências não tinham nem como recomendar o SBT, mas agora ele aprendeu.” (FSP/TV Folha – 28/07/02)

O SBT quer ganhar mais anunciantes no segundo semestre de 2002 e entre os meios para conquistar este objetivo, utiliza a estratégia do “se não ficar satisfeito devolvemos seu dinheiro”. Um exemplo é a exibição do filme “O Sexto Sentido” que se não alcançasse a média estipulada pela emissora faria com que ela devolvesse o dinheiro dos anunciantes em forma de outras inserções publicitárias na grade do SBT. (Estadão – 30/07/02).

Agosto:

Estréia no domingo (4) o reality show “Ilha da Sedução”, que tem duração prevista de 13 capítulos. (O Dia/ Jornal da Televisão – 04/08/02).

No encontro de afiliadas do nordeste que aconteceu na Bahia José Roberto Maluf, vice-presidente do SBT, afirma que a emissora negocia com um “grande estúdio internacional” parceria para produzir programação de TV no Brasil. O negócio envolveria também a construção de três novos estúdios de gravações em um terreno de 50 mil metros quadrados, vizinho à sede do SBT, em Osasco (Grande SP), que a emissora comprou há um ano e meio. (FSP/Ilustrada – 30/08/02).

Fonte: www.sbt.com.br/www.poscom.ufba.br

 

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