O Esoterismo é a junção das verdades contidas nas ciências ocultas e nas religiões, que visa em diversos aspectos, trazer para os seres humanos que buscam, o auto-conhecimento.
As artes do tarô, da numerologia, da quiromancia e da astrologia que fazem parte do esoterismo, desvendam o futuro. Quando alguém visando conhecer seu futuro, faz uso dessas artes, está conhecendo a si mesmo, pois está conhecendo seu próprio futuro.
A metafísica ensina ao ser humano de onde veio, para onde vai, onde está e sua relação com o cosmos, ensinando o homem sobre si mesmo.
A evolução espiritual ensina o ser humano a conhecer seus defeitos, qualidades, pensamentos e sentimentos, fazendo-o na mais intima busca, conhecer a si mesmo. A evolução espiritual é, entre as outras formas de auto-conhecimento, a mais importante, pois conhecendo nossos defeitos, podemos corrigi-los, conhecendo nossas qualidades, podemos ter uma auto-estima verdadeira, conhecendo nossos pensamentos e sentimentos, podemos lidar de uma forma melhor e mais satisfatória com o mundo e conosco, e assim podemos ser mais felizes. (Para ler mais sobre a evolução espiritual click aqui)
De acordo com o mestre Sanat Kumara, O Ancião dos Dias, integrante da Grande Fraternidade Branca, as melhores formas de evoluir espiritualmente são: o Budismo, a Yôga, a psicoterapia com psicólogo, a meditação e a Logosofia. Existem ainda outras formas de evoluir espiritualmente, como por exemplo a Alquimia e o Tai Chi Chuan, porém são mais lentas e menos efetivas.
O conhecimento esotérico foi sendo trazido aos poucos para os seres humanos através da descoberta de sábios e alquimistas, entidades superiores espiritualmente que entram em contato com o homem e passam esses conhecimentos, extraterrestres que fazem a mesma coisa e por pessoas que evoluíram tanto suas almas que chegaram a ascensão (ou nirvana) e se identificam com a sabedoria divina.
Isso não significa que o conhecimento esotérico está completo, pois ele ainda está sendo desenvolvido.
O conhecimento esotérico transcende a ciência, por isso não existem normas de ética para profissionais que trabalham nessa área seguirem. Existem muitos charlatões usando de embustes psíquicos no tarô, na astrologia, na quiromancia, na viagem astral (metafísica esotérica) e em outras áreas, enganando e sugestionando as pessoas. Graças a Deus as melhores técnicas de evolução espiritual podem ser entendidas pela ciência e não existe essa falta de conduta ética.
Fonte: an.locaweb.com.br
O substantivo esoterismo é de formação relativamente recente, por comparação com o adjectivo esotérico, de origem grega, donde deriva.
O adjectivo eksôterikos, -ê, -on (exterior, destinado aos leigos, popular, exotérico) já existia em grego clássico, ao passo que o adjectivo esôterikos, -ê, -on (no interior, na intimidade, esotérico) surgiu na época helenística sob o Império romano. Diversos autores os utilizaram. Veremos dentro em pouco alguns exemplos.
Têm a sua origem, respectivamente, em eisô ou esô (como preposição significa dentro de, como advérbio significa dentro), e eksô (como prep. significa fora de, como adv. significa fora). Destas partículas gramaticais (preposição, advérbio) os gregos derivaram comparativos e superlativos, tal como no caso dos adjectivos. Em regra, o sufixo grego para o comparativo é -teros, e para o superlativo é -tatos. Por exemplo, o adjectivo kouphos, leve, tem como comparativo kouphoteros, mais leve, e como superlativo kouphotatos, levíssimo. Do mesmo modo, do adv./prep. esô obtém-se o comp. esôteros, mais interior, e o sup. esôtatos, muito interior, interno, íntimo.
O adjectivo esôterikos deriva, portanto, do comparativo esôteros. Certos autores, porém, talvez mais imaginosos, propõem outra etimologia, baseada no verbo têrô que significa observar, espiar; guardar, conservar. Assim, esô + têrô significaria qualquer coisa como espiar por dentro e guardar no interior.
Platão (427-347 a. C.) no seu diálogo Alcibíades (aprox. 390 a. C.) utiliza a expressão ta esô no sentido de as coisas interiores, e no diálogo Teeteto (aprox. 360 a. C.) utiliza ta eksô com o significado de as coisas exteriores. Por sua vez Aristóteles (384-322 a. C.) utiliza o adjectivo eksôterikos na sua Ética a Nicómaco (I, 13), cerca do ano 350 a. C., para qualificar o que ele chama os discursos exotéricos, ou seja, as suas obras de juventude, de fácil acesso a um público mais geral.
O primeiro testemunho do adjectivo esôterikos encontramo-lo em Luciano de Samosata (aprox. 120-180 d. C.) na sua obra satírica O Leilão das Vidas, § 26 (também chamado O Leilão das Escolas Filosóficas), composta cerca do ano 166 d. C.
Mais tarde, os adjectivos eksôterikos e esôterikos passaram a ser aplicados, por engano, aos ensinamentos de Aristóteles por Clemente de Alexandria (aprox. 150-215 d. C.) na sua obra Strômateis, composta cerca do ano 208 d. C.: As pessoas da escola de Aristóteles diziam que, entre as suas obras, algumas são esotéricas e outras destinadas ao público ou exotéricas (Strômateis, Livro V, cap. 9, 58). Clemente supunha que Aristóteles era um iniciado, e portanto seriam esotéricos os ensinamentos que facultava no seu Liceu a discípulos já instruídos. Na verdade era apenas um ensino oral e Aristóteles qualificava-o como ensinamento acroamático, que quer dizer transmitido oralmente, nada tendo de esotérico no sentido iniciático do termo.
O teólogo alexandrino Orígenes (aprox. 185-254 d. C. ), discípulo de Clemente, já usa ambos os adjectivos em conotação com o oculto, ou melhor, o iniciático; contestando as críticas do anti-cristão Celso, diz Orígenes: Chamar oculta à nossa doutrina é totalmente absurdo. E de resto, que haja certos pontos, nela, para além do exotérico e que portanto não chegam aos ouvidos do vulgo, não é coisa exclusiva do Cristianismo, pois também entre os filósofos era corrente haver umas doutrinas exotéricas, e outras esotéricas. Assim, havia indivíduos que de Pitágoras só sabiam “o que ele disse” por intermédio de terceiros; ao passo que outros eram secretamente iniciados em doutrinas que não deviam chegar a ouvidos profanos e ainda não purificados.
O termo esotérico começou a ser usado como substantivo a partir de Jâmblico (aprox. 240-330 d. C.), filósofo e místico neoplatónico que se refere aos discípulos da escola pitagórica nos seguintes termos: Estes, se tivessem sido julgados dignos de participar nos ensinamentos graças ao seu modo de vida e à sua civilidade, após um silêncio de cinco anos, tornavam-se daí em diante esotéricos, eram ouvintes de Pitágoras, usavam vestes de linho e tinham direito a vê-lo.
O conceito de esoterismo é de criação muito mais recente. Johann Gottfried Herder (1744-1803), que se opôs ao racionalismo Iluminista da sua época, foi o primeiro autor a utilizar a expressão esoterische Wissenschaften (ciências esotéricas), referenciável no tomo XV das suas Sämtliche Werke, e o substantivo l’ésotérisme surgiu pela primeira vez na obra Histoire critique du gnosticisme et de ses influences (1828), de Jacques Matter. Na sequência, deve-se ao ocultista e cabalista Eliphas Lévi (1810-1875) a vulgarização dos termos esoterismo e ocultismo (este último na sua acepção moderna e mais lata de corpus de ciências ocultas, diferente da Occulta Philosophia, ou Magia, de Agrippa, por exemplo). A partir de então o termo adquiriu uma voga crescente, sobretudo depois que Helena P. Blsvatsky, A. P. Sinnett, Annie Besant, C. W. Leadbeater, etc., da corrente teosofista da Sociedade Teosófica popularizaram o conceito, desde o último quartel do século xix e ao longo dos inícios do século xx.
Paralelamente, certos autores começaram a encarar o estudo do esoterismo de um ponto de vista mais académico, não se considerando, eles mesmos, esotéricos, mas investigadores quer da história quer das ideias de determinadas correntes espirituais, místicas ou ocultas. Entre estes contam-se por exemplo, nos finais do século xix, George R. S. Mead e Arthur Edward Waite, cujos trabalhos, apesar de tudo, ainda se encontram a meio-caminho entre o discurso esotérico e a pesquisa universitária. No primeiro quartel do século xx, Max Heindel (1865-1919) estabeleceu a distinção técnica entre o oculto e o místico, e, embora inserido numa específica corrente esotérica, deu forma consistente, nas suas obras, quer à vertente mística quer à vertente oculta do esoterismo. Por sua vez Rudolf Steiner (1861-1925), igualmente inserido numa corrente esotérica bem definida, abordou o esoterismo segundo um duplo enquadramento, ocultista e científico.
René Guénon (1886-1951) trabalhou o esoterismo, genericamente, segundo uma perspectiva mais filosófica do que histórico-crítica, tendo o cuidado de distinguir entre o esoterismo cristão, o islâmico e o védico; todavia, o grande impulso para o estudo do esoterismo de um ponto de vista de investigação académica surgiu a partir de 1928, com a tese de Auguste Viatte sobre o Iluminismo, seguindo-se-lhe as pesquisas e os trabalhos de Will-Erich Peuckert sobre a pansofia e o rosacrucianismo, de Lynn Thorndike sobre a história da magia, da Prof.ª Frances A. Yates sobre o Iluminismo rosacruz e o esoterismo renascentista, etc., devendo-se a esta última o principal estímulo para uma pesquisa universitária, rigorosa, incidindo sobre o território esotérico, o que fez alterar o respectivo panorama investigacional a partir dos anos 60 e 70 do século xx. O prof. Antoine Faivre, mais recentemente, chama a atenção para os estudos de Ernest Lee Tuveson sobre o hermetismo na literatura anglo-saxónica dos séculos xviii e xix, e de Massimo Introvigne sobre os movimentos mágicos dos séculos xix e xx, sobretudo pelo facto de proporem abordagens novas, interdisciplinares.
Actualmente, é já bastante vasto o leque de autores que estudam o esoterismo em ambiente de investigação académica, tendo-se tornado consensual a designação de esoterólogos para alguns desses investigadores, o que pressupõe uma ciência da Esoterologia que está a ter acolhimento nos curricula de algumas Universidades. Nem todos coincidem, porém, nas suas posições e definições do campo investigacional do esoterismo, podendo de certo modo, e sem tentar uma conciliação entre os diferentes autores, dizer-se que existem vários esoterismos.
Por amor à brevidade, limitar-me-ei a salientar alguns esoterólogos contemporâneos cujos trabalhos são de capital relevância para a compreensão do objecto temático do esoterismo:
Em termos muito simplificados podemos dizer que duas grandes tendências gerais se perfilam entre estes autores: uma, poder-se-á designá-la por universalismo pró-esotérico, e outra, por estruturação histórico-crítica. O prof. Wouter J. Hanegraaff ainda considera uma terceira tendência a que chama formas de anti-esoterismo, que, por não serem indispensáveis neste breve resumo, me abstenho de considerar aqui.
Na linha do universalismo pró-esotérico incluem-se os trabalhos e a actividade universitária de professores como Pierre A. Riffard e José M. Anes, por exemplo. Segundo Riffard, o esoterismo tanto existe no Ocidente como no Oriente, desde a pré-história até aos nossos dias, e tem a ver com o mistério da existência tal como é percebido pelos seres humanos; além disso, Riffard critica certos investigadores académicos que procuram estudar o esoterismo de fora, como se pudesse existir um fenómeno cultural esotérico independentemente do esoterismo em si. Segundo Riffard, a essência do esoterismo é, ela mesma, esotérica; na sua monumental obra de perto de 400 páginas, L’ésotérisme, Riffard interroga-se: Pode alguém ser um esoterólogo sem ser, ao mesmo tempo, um esotérico?
De acordo com este ponto de vista, elabora uma descrição do esoterismo segundo as oito invariáveis que, em sua óptica, o caracterizam:
Uma posição totalmente diferente é assumida pelos profs. Antoine Faivre e Wouter J. Hanegraaff, por exemplo, defensores da linha histórico-crítica. Segundo Faivre não se deve falar em esoterismo mas em esoterismos, ou melhor, em correntes esotéricas e místicas, uma vez que ele considera que não há um esoterismo em si, mas apenas correntes, autores, textos, etc. Para que o esoterismo constitua uma especialidade académica reconhecida pela comunidade científica, Antoine Faivre define-o do seguinte modo, de acordo com a Direcção de Estudos da Section des Sciences Religieuses (Sorbonne), que ele mesmo integra com outros docentes: um corpus de textos que constituem a expressão dum certo número de correntes espirituais, na história Ocidental moderna e contemporânea, ligadas entre si por um ar de família, bem como uma forma de pensamento que subjaz a essas correntes. Considerado de forma extensiva, esse corpus estende-se da Antiguidade tardia até hoje; considerado de forma limitativa, abarca um período que vai do Renascimento até à época contemporânea.
Isto implica que, ao contrário das teses universalistas, ficam excluídos do conceito de esoterismo alguns significados que Antoine Faivre enumera de modo a deixar bem claro o que, de acordo com o seu critério, o esoterismo não é:
Um termo genérico, mais ou menos vago, que serve para os editores e livreiros classificarem colecções de livros ou rotularem prateleiras, e onde cabem o paranormal, as ciências ocultas, as tradições sapienciais exóticas, etc.;
Um termo que evoca a ideia de ensinamentos secretos e uma disciplina do arcano, com diferenciação entre iniciados e profanos;
Um termo aplicável a um certo número de processos mais experienciais que racionais, e que se aproxima da ideia de Gnose no sentido universal, propondo-se atingir, mediante certas técnicas experienciais, o Centro do Ser (Deus, o Homem, a Natureza, etc.), não se excluindo, desta concepção, uma atitude filosófica que advoga a unidade transcendente de todas as religiões e tradições.
Em contrapartida, aquela forma de pensamento que Faivre considera como própria do conceito de esoterismo distinguir-se-ia por seis características ou componentes fundamentais, das quais quatro são intrínsecas, no sentido em que a sua presença simultânea é uma condição necessária e suficiente para que um discurso seja identificado como esotérico, e duas são secundárias ou extrínsecas, e cuja presença pode ou não coexistir ao lado das outras quatro. São elas:
A ideia de correspondência (O que é em cima é como o que é em baixo, segundo a Tábua da Esmeralda )
A Natureza viva (o Cosmos não é apenas complexo, plural, hierarquizado, etc.: é sobretudo uma Grande Entidade Cósmica viva);
Imaginação e mediadores (a imaginação é a faculdade superior de penetrar nos códigos que se ocultam nos mediadores, os quais, por sua vez, são os rituais, as imagens do Tarot, as mandalas, etc., etc., símbolos carregados de polissemia cuja decifração cognitiva permite o acesso ao mundus imaginalis definido por Henri Corbin);
A experiência da transmutação (percurso espiritual simbolizado alquimicamente por três graus: nigredo, ou obra em negro, morte, decapitação; albedo, ou obra elevada ao branco; e rubedo, ou obra elevada ao vermelho, pedra filosofal);
A prática da concordância (prática que visa descobrir os denominadores comuns a duas ou mais tradições aparentemente distintas, na expectativa de que, mediante esse estudo comparativo, se alcance o filão escondido que levaria à Tradição primordial, da qual todas as tradições e/ou religiões concretas seriam apenas os galhos visíveis da grande árvore perene e oculta);
A transmissão (conjunto de canais de filiação pelos quais se processa a continuidade de mestre a discípulo, ou de iniciação no interior duma sociedade, no pressuposto de que ninguém se pode iniciar sozinho e que o segundo nascimento passa obrigatoriamente por esta disciplina).
Outros autores simplificam a questão considerando que o esoterismo se constituiu no Ocidente como disciplina autónoma, a pouco e pouco, a partir de finais da Idade Média, porque a teologia e a ciência absorveram certos temas que o integravam, eliminando outros que, por serem mais inquietantes ou pertencerem ao imaginário mais perturbador, acabaram, com essa expulsão ou mesmo perseguição, por integrar as correntes esotéricas ocidentais, sobretudo a partir do Renascimento. No Oriente , pelo contrário, a teologia contém os temas esotéricos e por conseguinte o esoterismo não precisa de se constituir como disciplina aparte.
Segundo este ponto de vista, pode-se falar em esoterismo associado às varias escolas e tendências que se desenvolveram no Ocidente na linha dos ensinamentos de Marsilio Ficino (1433-1499), de Pico della Mirandola (1463-1494) e de Johannes Reuchlin (1455-1522), esoterismo esse que floresceu, sobretudo, na Europa e nos séculos xvi e xvii. A sua principal característica é a rejeição da linguagem comunicativa como expressão da verdade, e a pretensão de que é nas camadas não-semânticas da linguagem que se oculta a antiga Sabedoria. Em extensão a este conceito, não se pode ignorar a importância do pensamento judaico e dos textos hebreus na Europa, cujo torat hasod (conhecimento esotérico) constituiu um corpo específico de tradições secretas na cultura judaica, no centro do qual, e a partir do século xiii, se encontra a Cabala, que teve uma influência de indiscutível relevo no esoterismo cristão.
Fonte: paginasesotericas.tripod.com
"O que é esotérico de verdade é oculto. Não se encontra em livros e não é divulgado. O que se lê na maioria dos livros são assuntos que já foram esotéricos, hoje não o são. O esotérico com "s" é do instrutor para o discípulo, é muito restrito, varia com o grau de consciência de cada pessoa.
Mas também se pode dizer que isso é uma fase preliminar - porém não imprescindível - para se atingir o esotérico.
O esotérico é algo muito interior, muito escondido, só aqueles iniciados em menores ou maiores graus têm conhecimento das verdades eternas, puras e cristalinas. À medida que se progride na senda espiritual, a pessoa vai intuindo e mesmo recebendo informações, seja "da boca ao ouvido" seja através de um instrutor, de acordo com o grau de evolução. O que se lê e ouve publicamente por aí não é esotérico, mas sim assuntos ligados ao esoterismo, que já foram esotéricos, hoje já não o são". (Antonio Carlos Salzano, astrólogo, MG)
_ "Pode-se imaginar o conhecimento das leis universais como se fosse uma "cebola": uma esfera feita de várias camadas. O interior (miolo) da "cebola" seria o "Círculo Esotérico" (com "s"), a que somente poucos "Mestres" têm acesso. A parte externa da "cebola" seria o "exotérico" (com "x" - exo=externo), a única parte a que a grande maioria da população tem acesso. Como exemplo, qualquer ritual de qualquer religião, no qual a pessoa apenas repete mecanicamente o que os "mais entendidos" dizem para fazer, pertence ao círculo exotérico. Ou seja, está ligado ao Conhecimento, mas sem que a pessoa "entenda" o que está fazendo.
Existem vários graus, assim como existem várias camadas na "cebola". A profundidade que cada um atinge depende de sua evolução no Conhecimento". (Amauri Magagna, astrólogo, São Paulo)
Em O que é esoterismo?, Hans-Dieter Leuenberger opta pela visão mágico-religiosa em lugar da filosófico-científica. Quem se aproxima desse tema precisa responder à pergunta: "Desejo contemplar ou viver o esoterismo?" Um caminho não é melhor ou pior que o outro.
O filme A guerra do fogo aborda o começo da evolução da humanidade sob a óptica da ciência, no entanto é possível ver nele o nascimento do esoterismo. Na luta pela sobrevivência a espécie humana descobriu a religião e a magia. Pela religião reconhece que o divino permeia tudo que existe, unindo o ser humano com toda a natureza. Pela magia aprende a dominar a natureza, começando pela arte de fazer fogo.
Um dos perigos do esoterismo é seu uso para fugir do confronto com os problemas mais banais da vida. Mas o esoterismo conduz para o centro da vida, o que também significa o confronto com o feio e animalesco do mundo da forma.
O centro pode ser atingido por muitas vias, o que determina o caminho são o temperamento e a decisão do caminhante. As mensagens esotéricas estão em muitos lugares, por vezes sem terem sido postas ali intencionalmente. Todos somos sábios, pois nas profundezas do inconsciente a sabedoria está latente há milhares de anos. O momento em que esse conhecimento é trazido à luz da consciência é um dos aspectos do que se convencionou chamar iniciação. Podemos ampliar atualmente a definição de esotérico para "algo que se tornou claro para mim". Não importa se esse esclarecimento se deu por influências exteriores, por um aprendizado, ou por um conhecimento interior espontâneo.
O termo esotérico perdeu seu caráter elitista e discriminatório. No passado o esoterismo ficou restrito a poucos, com grandes conseqüências sociais. No limiar da Era de Aquário, nunca tantas pessoas tiveram acesso a tantas informações, por isso não faz sentido pensar em "para alguns poucos", e sim em "voltado para dentro".
O conhecimento esotérico foi guardado e transmitido por pequenas comunidades, lojas, escolas de mistério. A linguagem esotérica era a teológica, mantendo a unidade com as religiões. Mas a forma de escolher e preparar os membros dos pequenos grupo para receber o ensinamento esotérico impediu que se secularizasse, como as religiões.
A linguagem esotérica atual poderia ser - mas ainda não é - a da psicologia, visto que os teólogos do ocidente não são mais esoteristas, e a filosofia não usa mais a linguagem teológica. A autêntica tradição esotérica ocidental corre o risco de se perder, permeada pelo xamanismo.
A queda do Tibete e do Nepal fez com que o conhecimento e a tradição que guardavam fossem tornados acessíveis a todos, para permitir sua preservação - ainda que com o risco de que sejam deturpados.
Talvez, desmascarado o segredo, ele se revele não tão secreto, e o esoterismo passe a ser visto como uma tarefa da vida cotidiana. Isso pode significar nossa sobrevivência: talvez, no reino da alma, sejamos tão primitivos e indefesos como quando lutávamos para manter o fogo aceso, por não saber criá-lo.
Qual é a diferença entre esoterismo, ocultismo, metafísica, religiões de mistério e misticismo?
Esoterismo vem do grego esoterikos: interior, oculto, "não destinado ao público", voltado para dentro. O oposto é exotérico: voltado para fora.
Ocultismo são as teorias e práticas envolvendo a crença em, e o conhecimento ou uso de forças ou seres sobrenaturais. As práticas ocultas centram-se na habilidade de manipular leis naturais, como na magia.
Mistérios eram cultos sempre secretos nos quais uma pessoa tinha que ser "iniciada". Os líderes dos cultos incluíam os hierofantes ("revelador de coisas sagradas").
As características de uma sociedade de mistério eram refeições, danças e cerimônias em comum, especialmente ritos de iniciação. Essas experiências compartilhadas fortaleciam os laços de cada culto.
Misticismo é a busca espiritual pela verdade ou sabedoria ocultos cuja meta é a união com o divino ou sagrado (o reino transcendente). Formas de misticismo são encontradas em todas as grandes religiões, bem como no xamanismo e outras práticas extáticas das culturas não-literárias, e na experiência secular.
(conceitos de Leuenberger e Encyclopaedia Britannica)
Fonte: www.geocities.com
OCULTISMO : [de oculto + ismo] ou Ciência Oculta.
Este termo foi proposto no século XIX pelo francês Eliphas Lévi (pseudônimo adotado por Alphonse Louis Constant) e advogado pelo Dr. Gerard Encausse (conhecido como Papus) para designar o estudo da Tradição Antiga, no que tange ao conjunto de suas teorias, práticas, rituais e vias de realização, cujo objetivo é desvendar os segredos da Natureza, do Homem e do Plano Divino, procurando descobrir seu aspecto espiritual e superior, realizando um estudo das energias e das forças psíquicas (metafísicas), suas fontes e seus efeitos, assim como os seus canais de atuação e seus efeitos produzidos na consciência do Homem. O Ocultismo refere-se, portanto, ao treinamento mental, psicológico e espiritual que permite um "despertar" de certas faculdades psíquicas, genericamente denominadas pela Parapsicologia como Percepção Extra Sensorial (P.E.S.).
Enquanto "Ciência do Oculto", direciona suas pesquisas, investigações, pressupostos, etc. de um ponto de vista diferente do que foi eleito pela ciência ortodoxa; em vez de desenvolver e aperfeiçoar instrumentos, equipamentos e tecnologias, o Ocultismo trabalha por desenvolver e aperfeiçoar o observador, o Homem. Desenvolve, por assim dizer, sua capacidade perceptiva relacionada a outras faculdades sensoriais mais sutis e refinadas que as normais.
É chamado "Oculto" tanto porque trata de aspectos da Natureza que não são percebidos pelos sentidos ordinários e, portanto, não estão acessíveis à grande maioria dos indivíduos, cujas existências se baseiam quase exclusivamente nesses sentidos e na escala de valores deles decorrentes, como pelo fato de ser transmitido originalmente apenas a alguns poucos indivíduos rigorosamente selecionados, por considerar-se que o conhecimento de tais manobras na mão do homem vulgar poderia ser perigoso.
O Ocultismo, ou as assim chamadas "Ciências Ocultas", fundamenta-se em princípios demonstráveis mediante a experimentação direta (empírica).
Muitas vezes um ocultista é referenciado como sendo um mago, mas o Ocultismo envolve aspectos como Magia, Alquimia, Cabala, Hermetismo, etc. Muitas das ciências exatas, como a Física (originária dos estudos Geométricos das sociedades de artesãos), a Química (originária da Alquimia) e a Matemática (originária dos estudos Platônicos), devem sua gênese ao ocultismo.
Todavia, o "movimento ocultista" não é um todo homogêneo. Na verdade ele está fragmentado em diversas fontes mais ou menos independentes. A constituição de vários grupos e associações varia enormemente no que tange tanto à teoria quanto à prática, e o que é considerado verdade para um grupo pode não ser para outro. A Ciência Oculta é uma atividade em permanente construção, assim como a Conscientização do Homem.
ESOTÉRICO x EXOTÉRICO
De génese grega, o adjectivo eksôterikos, -ê, -on («exterior, destinado aos leigos, popular, exotérico») já existia em grego clássico, ao passo que o adjectivo esôterikos, -ê, -on («no interior, na intimidade, esotérico») surgiu na época helenística sob o Império romano.
Esotérico traduz um ensino que, em certas escolas da Grécia antiga, era destinado a discípulos particularmente qualificados, completando e aprofundando a doutrina. Por extensão, diz-se de todo o ensinamento secreto e misterioso, ministrado a círculo restrito e fechado de ouvintes, discípulos ou iniciados (de uma doutrina, de uma escola, de uma seita, de um culto), em conjunto com certas práticas rituais e em sincronia com uma mudança de consciência. Exotérico, por conseguinte, expressa o ensinamento que, nas escolas da Antiguidade grega, era passível de ser ministrado ao grande público e não somente a um grupo seleto de alunos. É freqüente associar-se esotérico às ciências filosóficas transmitidas oralmente e exotérico às transmitidas por meio da palavra escrita, destinadas ao público, como os escritos aristotélicos, em forma de diálogos, de que só restam fragmentos.
Essa Tradição era ensinada, tanto no Antigo Egito como nos velhos santuários da China e da Índia, a uma elite de indivíduos selecionados por uma progressiva Iniciação (ou seja, para aqueles que passaram por um aprendizado hierarquizado confirmado por um rito), e recebeu influências das religiões orientais (principalmente Yoga, Hinduísmo, Budismo, e Taoísmo, mas também do misticismo ocidental da Cabala).

Quase toda a espiritualidade movimentada pelo chamado “Movimento Nova Era” (New Age), ou “Movimento Esotérico” é um fenômeno publicitário. Quase todas as coisas associadas a eles estão à venda: música, literatura, alimentos, aulas, oráculos, serviços, etc. e a cada semana surgem novos produtos e serviços. De certa maneira, muitos desses seguimentos “Esotéricos” representam um desejo anti-racional de poder e segurança sem as disciplinas da aprendizagem, do estudo e da avaliação, dos critérios de validação ou refutação de seus princípios; daí provêm a ambivalente atitude do “Movimento Nova Era”, que menospreza a ciência, mas apela à confirmação “científica” das suas convicções.
Muito se fala hoje em “Esoterismo”, apesar da existência de muitas fantasias e demagogias sobre tal rótulo. Há muita confusão sobre o que realmente é Esoterismo. O Esoterismo (ou mais precisamente, a Ciência Oculta) implica na compreensão e vivificação dos princípios Universais que expressam a Verdade Única – o Conhecimento Síntese. É uma ciência da alma de todas as coisas, é a “Ciência da Ascensão”.
“(...) Creio que a grande necessidade de segredo oculto já é praticamente uma coisa do passado, mas um pouco ainda é necessário. Em parte porque uma mente-grupo* é necessária para algumas formas de ocultismo prático, e estas formas precisam ser conservadas, não podem ser dissipadas como acontece quando alguma coisa é do conhecimento de todos e é propriedade comum. (...) Madame David-Neel contou-nos, em seus livros sobre o Tibet, que lá não há segredos a respeito dos ensinamentos dos Lamas e da sabedoria secreta. As coisas que são mantidas em segredo são os métodos para treinar seus estudantes. Ela mesma, em seus livros, revelou muitos ensinamentos que são chaves importantes para a compreensão de muitas doutrinas ocultas. Não há mistérios a respeito dos ensinamentos, mas somente a respeito dos métodos práticos, com os quais as pessoas poderão causar males”. [A MAGIA APLICADA – Dion fortune, Edit. Pensamento].
Podemos dizer que existem duas fontes básicas de conhecimentos, o Hermetismo e os Vedas. O Hermetismo é à base de todo o misticismo ocidental, enquanto os Vedas o é do oriental. Falamos de duas fontes básicas, mas vale salientar que na verdade elas têm uma mesma origem!
O conhecimento esotérico foi guardado e transmitido por pequenas comunidades, lojas, e escolas de mistérios, e por isso mesmo a tradição dos mistérios têm sido freqüentemente criticada de ter promovido uma elitização do saber, deixando a maioria das pessoas ignorantes; porém, na verdade, ela estava aberta a todos que, como aspirantes à sabedoria, preenchessem certos requisitos de caráter. Entendia-se que somente aquele que vencesse nas provas exigidas mereceria ter acesso a certos conhecimentos. Era uma exigência ética: “conhecimento é poder, e é um poder perigoso”. Destacamos que foi durante a XVª dinastia egípcia, quando houve a invasão dos pastores, que os Grandes Mistérios foram instituídos pelos sábios do Egito, para ocultar a ciência hermética aos profanos e reservar a iniciação àqueles que fossem julgados dignos dela.
Homens buscavam conhecer o segredo da unidade das coisas, e manuseavam pesados alfarrábios de alto custo e valor, destacando-se entre eles os atribuídos a Hermes Trismegistos. Esses trabalhos chegaram até nós em grego e em parte em latim. A disseminação desses escritos foi intensa, até que suas edições foram rareando e o livro quase caiu no esquecimento. Da grande popularidade que gozara nos primeiros séculos da Igreja, da popularidade da Idade Média, restou apenas a curiosidade dos que se dizem hermetistas e dos estudiosos da Filosofia Antiga.
Acreditar que é superior às circunstâncias é o primeiro passo para uma queda. O mundo natural é um protótipo do mundo espiritual. A tábua de Hermes, o Legislador, claramente diz: "Como é em cima, assim é embaixo. Como é embaixo, assim é em cima". Devido a esta Lei, qualquer utilização de forças mentais e da vontade, que chegue a violar uma lei natural, viola também uma Lei Divina Espiritual, e isto deve ser evitado.
Fonte: br.geocities.com
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