A Catedral Sagrada Família , projetada por Gaudi, é o cartão postal de Barcelona.
Por mais maduros que sejamos, é impossível deixar de associarmos sua fachada posterior àqueles castelos de brincadeira feitos na areia da infância.

A obra mais emblemática de Gaudí - interrompida após sua morte e por falta de verba - é impressionante por três motivos principais: o primeiro, evidentemente, por sua grandiosidade monumental; o segundo, igualmente impactante, por sua inusitadíssima arquitetura; a terceira, por estar em permanente construção desde 1.882, o que lhe confere uma particularidade curiosa e intrigante, pois não foram deixadas plantas do projeto total.
Dizem que se não houver interrupção no cronograma de obras, segundo o ritmo atual e histórico, elas estariam concluídas daqui a 50 anos.

Suas torres com 107 metros de altura dominam de qualquer ângulo que as olhemos.
Numa delas pode-se subir até o topo, por um elevador, até certo ponto, e depois por uma estreita escada em caracol.

A curiosidade acerca da igreja não termina aí: iniciada por outro arquiteto, Gaudi fez seus primeiros desenhos e conceitos fundamentais mas só assumiu a obra um anos após iniciada.
Além da lentidão, em razão da complexidade e dificuldade de conseguir recursos para sua construção, algo trágico marcou sua interrupção: Antoni Gaudi morreu atropelado por um bonde em 1.926.
Ali na cripta da Sagrada família estão os restos mortais de Gaudí.

O projeto prevê a continuação dos fundamentos deixados por Gaudí e o término da obra com o dobro das torres qua atualmente se vêm e o fechamento do tempo, que hoje é parcialmente aberto e cujo interior ainda não possui altares nem capelas, apenas máquinas e gruas.

O interior dificilmente terá tanto impacto quanto as fachadas.
A posterior, que dá para uma praça com um lago é o melhor ponto para observar-se a igreja, ainda que dependendo da época você tenha que disputar um palmo de espaço com outros turistas igualmente ávidos por uma foto do tipo cartão postal. Formam-se filas, acredite!
É nesta parte que fica a fachada denominada do Nascimento, que foi concluída apenas em 1930.
Na parte frontal, a fachada principal dá também para uma praça grande, de onde não se tem uma vista boa, porque sua calçada é tomada por barraquinhas de suvenires.
Esta fachada é completamente diferente da posteror, chama-se da Paixão e foi concluída em 1.977, com arquitetura cubista.

A fachada da Paixão é mais imponetne, mas eu não acho a mais bonita, porque descaracterizou o estilo gaudista, pois seu arquiteto resolveu dar um toque pessoal. Ainda que belíssima, é cubista, não modernista, portanto, não é puro Gaudí.
O interessante aqui é olhar longamente por toda esse lado da igreja procurando inúmeras alegorias e adereços, figuras e símbolos que formam um curioso conjunto. Do chão ao topo das torres você poderá passar um bom tempo surpreendendo-se.

Uma visita à Sagrada Família deveria ser precedida de uma à imponente Catedral de Barcelona, que fica no Bairro Gótico, no centro histórico da cidade, para que você identifique na igreja de Gaudí elementos góticos da catedral gótica e neogótica de Barcelona e perceba a mesma imponência de ambas.
Todavia, dependendo da época do ano, chegar mais tarde à Sagrada Família significa ficar horas numa fila para conseguir comprar ingresso para visitas ao seu interior e às torre, além do pequeno museu com maquetes e desenhos originais do projeto de Gaudí.


Catedral da Sagrada Família, Arquiteto Antonio Gaudí, Barcelona
Fonte: interata.squarespace.com