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Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro
Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

As boas condições de defesa oferecidas pelo local, no alto da colina com vista panorâmica da Baía da Guanbara, além do ótimo clima - graças aos ventos salubres da baía, longe dos pantanais, representaram fortes motivações para que os monges beneditinos Frei Pedro Ferraz e João Porcalho aceitassem, em 1590, a doação dessa ampla faixa de terra, do fidalgo Manuel de Brito, que ali havia edificado uma ermida a N.S. da Conceição.

O Mosteiro de São Bento de N.S.da Conceição surgiu aproximadamente vinte anos após a fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1565.

Em 1602, a igreja passou a se chamar N.S. de Monserrat

Este convento comparado a um museu, representa, na sua simplicidade monástica, um dos mais belos conjuntos arquiteturais existentes no Brasil.

A harmonia entre as várias partes construídas em diferentes épocas deriva da regra da escola beneditina que, por tradição, só se vale dos artistas e construtores que pertencem à Ordem. Uma exceção foi o autor do plano da igreja e do mosteiro, o engenheiro-mor Franscisco de Frias de Mesquita, encarregado em 1617, do projeto. A ele se atribui o tratamento conciso e singelo do frontispício que constitui a parte mais antiga do conjunto, levantada entre 1666 e 1669, junto ao coro.

Austeridade e classicismo ligados ao Maneirismo são evidentes na rígida simetria, nas divisões verticais e horizontais em cantaria do centro da fachada com seu frontão triangular, ledeado de por torres de seção quadradas, arrematado em pirâmides.

As três arcadas em arco pleno, formando um pórtico coberto pertencem às tradições beneditinas da época. Em 1880, as mesmas foram fechadas com as atuais grades em ferro alemão.

É surpreendente o contraste entre o aspecto austero e propositalmente singelo do exterior, e a riqueza do interior, com talhas barrocas com motivos fitomorfos, recobertas de ouro, e o exuberante estilo rococó, presente na talha do altar-mor, no arco cruzeiro e na Capela do Santíssimo Sacramento.

Endereço: Rua Dom Gerardo, 68 - Centro
Email: msbr@osb.org.br
WebSite: www.osb.org.br

Fonte: www.riotur.rj.gov.br

Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

O Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro é um histórico mosteiro localizado na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro
Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

Erguido no morro de São Bento, no centro histórico da cidade, é um dos principais monumentos de arte colonial da cidade e do país.

História

O Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro foi fundado por monges beneditinos vindos da Bahia em 1590. O mosteiro ainda funciona como tal, existindo a seu lado um dos estabelecimentos educacionais mais importantes e tradicionais do Rio de Janeiro: o Colégio de São Bento, fundado em 1858, que formou uma parte considerável de personalidades brasileiras, como Pixinguinha, Benjamin Constant, Noel Rosa, Antônio Silva Jardim, Villa-Lobos, e outros.

Arquitetura

A história do mosteiro começa em 1590, quando foi dado aos monges beneditinos do Rio de Janeiro um vasto terreno que inclui o atual morro de São Bento. Os planos do edifício foram traçados em 1617 pelo engenheiro militar português Francisco Frias de Mesquita, segundo a estética maneirista despojada (chã) vigente em Portugal naquele período. As obras da igreja do mosteiro só começaram em 1633, pela capela-mor, e terminaram aproximadamente em 1671. O projeto original foi alterado durante a construção pelo arquiteto Frei Bernardo de São Bento Correia de Souza, com a igreja passando de uma a três naves.

Detalhe de uma pintura de 1841 do francês Jules de Sinety mostrando o porto do Rio e o Mosteiro de São Bento sobre o morro.
Detalhe de uma pintura de 1841 do francês Jules de Sinety mostrando o porto do Rio e o Mosteiro de São Bento sobre o morro - clique para ampliar

A fachada é a do projeto original maneirista, com um corpo central com três arcos de entrada e um frontão triangular. Flaqueiam a entrada duas torres coroadas por pináculos piramidais. Passando os arcos de entrada se encontra uma galilé com azulejos e portões de ferro do século XIX. O mosteiro anexo à igreja só foi concluído em 1755, com a construção do claustro, projetado pelo engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim.

Interior

O interior da igreja é riquíssimo, totalmente forrado com talha dourada que vai do estilo barroco de fins do século XVII ao rococó da segunda metade do século XVIII. O primeiro escultor ativo na igreja foi o monge português Frei Domingos da Conceição (c. 1643 - 1718) que desenhou e esculpiu parte da talha da nave e capela-mor (a da capela foi substituída depois). São suas as magníficas estátuas da nave de São Bento e Santa Escolástica e, no altar-mor da igreja, a Nossa Senhora de Montserrat (titular da igreja), além de outras obras. A partir de 1714 seu projeto foi seguido pelos entalhadores Alexandre Machado Pereira, Simão da Cunha e José da Conceição e Silva, que entalharam a maior parte da talha da nave e várias imagens.

Interior da igreja do mosteiro visto em direção à entrada.
Interior da igreja do mosteiro visto em direção à entrada
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Entre 1789 e 1800 trabalhou na igreja um dos grandes escultores do rococó do Rio de Janeiro, Inácio Ferreira Pinto. Mestre Inácio refez a capela-mor (1787 - 1794), preservando porém detalhes anteriores como as telas sobre a vida de santos beneditinos, as quais haviam sido pintadas entre 1676 e 1684 pelo monge alemão Frei Ricardo do Pilar. A bela capela rococó do Santíssimo Sacramento (1795 - 1800) é também obra de mestre Inácio. Os lampadários junto à capela-mor foram projetados e executados entre 1781 e 1783 por Mestre Valentim. Na sacristia do mosteiro está a obra-prima do pintor Frei Ricardo, uma tela representando o Senhor dos Martírios pintada cerca de 1690.

Dentro da igreja existem ainda sete capelas laterais de irmandade: Capela de Nossa Senhora da Conceição (Concepção), Capela de São Lourenço, Capela de Santa Gertrudes, Capela de São Brás, Capela de São Caetano, Capela de Nossa Senhora do Pilar e Capela de Santo Amaro.

Atualmente existem visitas monitoradas à igreja, onde são apresentadas e explicadas as obras, imagens, talhas e estilos arquitetônicos, entre outros.

Abades

O abade atual é D. Roberto Lopes, OSB.

A missa dominical

A tradicional missa dominical do Mosteiro de São Bento, celebrada com canto gregoriano, única na capital fluminense, atrai muitos visitantes. É um evento que faz parte do roteiro turístico da cidade; tão concorrido que se recomenda a chegada com cerca de trinta minutos de antecedência. Também apresentam-se regularmente no Mosteiro orquestras e grupos de música de câmera.

Fonte: pt.wikipedia.org

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