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Parque Estadual da Serra da Cantareira

 

 

Parque Estadual da Serra da Cantareira

São Paulo que tem cerca de 11 milhões de habitantes, mais de 240 mil lojas, 90 museus, entre muitas outras atrações metropolitanas, surpreende por ter uma das maiores florestas urbanas do mundo, a Serra da Cantareira.

A região é reserva da biosfera da cidade, segundo a Unesco. Ali, a apenas 10 quilometros do cento da capital, está o Parque Estadual Serra da Cantareira, com área equivalente a oito mil campos de futebol de Mata Atlântica.

O visitante que percorrer esse curto trajeto, além de vislumbrar os atrativos naturais como a única espécie de pinheiro nativa do Brasil, samambaias gigantes, e mais de 200 espécies de animais, entre outras, irá saber mais sobre a história da região.

O próprio nome “Cantareira” foi adotado por conta da grande presença de tropeiros no século entre os séculos XVI e XVII que guardavam seus cântaros de água em móveis chamados “cantareiras”. No final do século XIX foi construída uma bomba para ajudar a abastecer a cidade e hoje ela é um dos itens históricos do parque, com enormes máquinas européias que foram transportadas em carros de boi.

A água é ainda um dos destaques do Parque. Algumas trilhas passam por rios, cachoeiras e quedas d’água. O Parque é dividido em núcleos, sendo que quatro deles são abertos a visitação: Pedra Grande, Engordador , Águas Claras e Cabuçu.

O Núcleo Pedra Grande foi o primeiro a ser aberto ao público e ainda hoje é um dos mais recomendados ao visitante comum. A infra-estrutura dessa parte do Parque conta, inclusive, com anfiteatro.

Possui cinco trilhas relativamente fáceis de serem percorridas e com seus maiores diferenciais explicitados nos nomes: Trilha Pedra Grande (9.600m), da Bica (1,5km), do Bugio (500m), e das Figueiras (1km). Animais, principalmente macacos podem ser vistos durante as caminhadas, além da paisagem exuberante.

Outras ótimas atrações são o Lago das Carpas, que tem até playground e o Mirante da Pedra Grande que tem 1.010m de onde, em dias claros, é possível avistar até a Serra do Mar.

O segundo núcleo aberto ao público foi o do “Engordador”. O espaço tem esse nome porque os tropeiros que vinham de Minas Gerais e de Goiás paravam naquela região para que o gado se recuperasse da viagem desgastante e pudesse ser comercializado numa feira que existia na época, onde hoje é a região da Luz.

Neste núcleo é possível percorrer as trilhas da Cachoeira (3km), do Macuco (650m), Cachoeira (3,4km) e de Mountain Bike (4km). Tem também o Centro de Visitantes, onde se pode ver bugio, lagartos e diversos pássaros empalhados, o Viveiro de produção de Mudas e a Represa do Engordador.

O Núcleo das águas Claras também pode receber visitantes e tem as trilhas Samambaia-Açu (1,5km), das Águas (500m) e a da Suçuarana (1,9km), que faz ligação com o Núcleo da Pedra Grande. O mais novo núcleo aberto ao público é o do Cabuçu, que tem quatro trilhas: Jaguatirica (1km), Tapiti (250m), Sagüi (730 metros), Cachoeira (5,2Km).

Informações importantes

Não é permitido:

Qualquer atividade com fogo
Entrada de animais domésticos
Prática de esportes com bola,patins,skate
bicicletas somente na trilha de Moutain Bike, no Núcleo Engordador e com uso de capacete
Veículos motorizados
Entrada de aparelhos/instrumentos sonoros
Soltar pipas
Nadar nas represas e lagos

Aline Costa

Fonte: www.cidadedesaopaulo.com

Parque Estadual da Serra da Cantareira

O Parque Estadual da Cantareira é uma Unidade de Conservação criada através do Decreto nº 41.626/63. Possuindo 7.916,52 ha., abrange parte dos municípios de São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. Trata-se de um grande fragmento de Mata Atlântica que abriga diversas espécies de fauna e flora, além de mananciais d'água de excelente qualidade.

A área do Parque foi tombada no final do século passado como forma de garantir o abastecimento da cidade de São Paulo, através das Represas do Engordador, Barrocada e Cabuçu. Sua conservação garante a preservação dos atributos naturais desta região.

Possui 90,5 quilômetros de perímetro e diversos tipos de uso do solo em seu entorno, como sítios, chácaras de recreio, condomínios de alto padrão, pedreiras, áreas densamente urbanizadas e terrenos com mata nativa.

Vale ressaltar que a Serra da Cantareira compreende a área do parque, de domínio patrimonial público e diversas propriedades particulares, urbanas e rurais. Portanto, o parque é a maior parte da Serra, mas não toda ela.

A ocupação urbana desordenada é um processo de difícil controle na periferia de grandes metrópoles como São Paulo e essa região vem sofrendo já há alguns anos diversas ações de degradação ambiental por conta da instalação de loteamentos clandestinos, principalmente em seus setores sudeste, sul e sudoeste.

As propriedades particulares situadas nas encostas da Serra em zona rural foram sendo parceladas clandestinamente, caracterizando as recentes favelas da Zona Norte de São Paulo, principalmente na década de 1990. Isto ocorre devido ao rigor da legislação ambiental que protege as áreas de mata nativa em propriedades particulares.

A venda clandestina de lotes tomou-se um excelente negócio, pois são oferecidos a famílias de baixa renda que não conhecem as restrições legais de uso dos mesmos. O loteador clandestino aproveita-se das dificuldades quanto à fiscalização dos órgãos de controle e demora da justiça.

A ação conjunta de vários órgãos e a conscientização da população para o cuidado com a compra de terrenos na região, têm sido as principais armas para combater esse problema. Você também pode nos ajudar neste trabalho participando da Rede de Cooperação da Cantareira, enviando  notícias, denúncias, divulgando  boas  práticas na luta  pela  preservação da  Cantareira.

Fonte: www.recanta.org.br

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