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Minotauro

 

História

Minotauro
Minotauro - Mitologia Grega

Segundo os textos antigos o minotauro era uma personagem com muita importância na mitologia grega.

O seu aspecto pouco vulgar consistia numa cabeça de touro e corpo de humano.

Esta personagem fictícia vivia na Grécia, na ilha de Creta.

A lenda do Minotauro:

O MINOTAURO era filho de Pasífae (a mulher do rei Minos) e de um touro (Zeus disfarçado). O rei Minos aterrorizado com o aspecto do filho da sua mulher ordenou ao arquiteto e artista Dédalo que construísse um labirinto impenetrável, onde ninguém, senão Dédalo, conseguisse penetrar para ver o tremendo monstro.

E Dédalo construiu o tal labirinto cheio de passagens e caminhos sem saída. Quando Dédalo terminou o projeto Minos contratou guerreiros muito poderosos para que colocassem o Minotauro lá dentro.

Depois Minos ordenou que de três em três anos se dessem sete homens e sete mulheres à terrível besta que era o minotauro.

Teseu, um cidadão de Atenas, quis parar com esta chacina e na altura em que iam dar ao Minotauro as 14 pessoas para ele devorar, ele disfarçou-se de uma delas para tentar parar este sacrifício.

Partiu para a ilha de Creta, entrou no labirinto e matou o Minotauro impedindo assim mais mortes. Antes de entrar no labirinto Teseu tinha desenrolado um novelo que Ariadne lhe dera, podendo assim voltar à luz do dia.

Minotauro
Minotauro - Mitologia Grega

CONCLUSÃO

O Minotauro é apenas um mito, mas como todos os mitos têm uma ponta de verdade, este mito também a tem: diz-se que os Cretenses adoravam o touro e os seus palácios e a sua cultura eram muito mais avançados e civilizados do que os dos outros povos, e quando algum estrangeiro entrava num palácio, perdia-se rapidamente e podia observar as imagens do culto ao touro que os Cretenses espalhavam pelos palácios, ficando confusos e formando A LENDA DO MINOTAURO.

A Morte do Monstro de cabeça de Touro do Labirinto

Minotauro
Morte do Monstro de cabeça de Touro do Labirinto

Com o correr dos anos, à medida que se tornava mais rico e poderoso, esquecia-se Pélops da maldição do auriga Mirtilo, que o ajudara a conquistar sua esposa Hipodâmia e o reino da Élida. Sem dúvida, aparentemente, era Pélops um dos homens mais felizes do mundo. Ele e Hipodâmia possuíam quatro filhos que se chamavam Piteu, Atreu, Tiestes e Alcatoo e umaformosa filha de nome Nícipe. A leste, além de Micenas e de Argos estendia-se o aprazível país da Argólida.

Ali, Piteu, filho mais velho de Pélops, edificou seu lar. Era um homem sábio e douto, e muito querido de seu povo.

Um dia casou-se e teve uma linda filha chamada Etra. Aconteceu que o Rei Pandion Segundo de Atenas teve três filhos, o mais velho dos quais, de nome Egeu, se tornou rei por morte de seu pai. O segundo filho, Palas, tinha-lhe uma entranhada inveja, e sentia-se descontente com a parte do reino que herdara, se bem que o terceiro filho, Niso, se achasse satisfeito reinando sobre Mégara, que lhe coubera na partilha.

Um dia, quando ia, consultar um oráculo, foi Egeu ter à corte de Piteu e lá se apaixonou pela bela Etra. Seu pai prazerosamente consentiu no casamento, conquanto Egeu houvesse declarado que não levaria Etra para Atenas, nem tampouco tornaria público seu casamento por temer que o ciúme de seu irmão Palas prejudicasse Etra.

Assim sendo, você precisa permanecer na casa de seu pai, disse Egeu à sua formosa esposa, e, quando eu o julgar conveniente, virei buscá-la para ser minha rainha, sem correr risco algum. Se tivermos um filho, conserve-o junto de você até à maioridade. Dê-lhe então esta espada, que deposito em suas mãos; ensine-lhe o nome de seu pai e mande-o à minha presença no palácio de Atenas.

Etra prometeu cumprir suas ordens, guardando cuidadosamente a espada. Passado algum tempo teve um filho que tomou o nome de Teseu. O menino foi educado sob os cuidados do sábio e douto Piteu, transformando-se com o tempo num jovem de alta estatura e rara beleza, tão cortês e amável quanto valente e corajoso. Chegou enfim o dia em que Etra lhe revelou o nome de seu pai, entregou-lhe a espada e mandou-o entrar na posse de seus direitos de nascença.

Entrementes, porém, uma grande calamidade se abateu sobre Atenas. O Rei Minos de Creta, filho primogênito da Princesa Europa, que Zeus, sob a aparência de um touro, tinha raptado de seu lar na Fenícia, tinha um neto de igual nome reinando agora em Creta. Casara-se com Pasífae, filha do deus do sol Hélios com uma ninfa chamada Perse. Era uma família oriental de mágicos e feiticeiros. Além de Pasífae tinha Hélios um filho chamado Aetes, Rei da Cólquida, e uma filha de nome Circe, feiticeira que vivia na Ilha Éia. Ambas tomarão parte nesta história mais tarde.

A Rainha Pasífae era perversa e tenebrosa e bem mereceu o castigo que recebeu ao ter um filho com cabeça de touro. O Rei Minos sentiu-se profundamente afetado.

Chamou seu filho de Minotauro, e criou-o secretamente, longe da vista de todos, exceto dos servidores de absoluta confiança que cuidavam da sua pessoa.

Vivia o Minotauro no Labirinto, local de muitos quilômetros de corredores emaranhados, que havia sido construído fazia muito tempo por antigos reis de Creta.

Talvez se houvesse a Rainha Pasífae arrependido de sua má conduta, pois deu ao Rei Minos duas filhas chamadas Fedra e Ariadne, e dois filhos, Deucalião e Androgeu, crianças absolutamente normais que se tornaram, quando cresceram, criaturas belas e sadias. Com efeito, era Androgeu tão alto e forte que se tornou famoso lutador. Percorreu o mundo à procura de alguém que o pudesse derrotar. Daí resultou o desastre que se iria se abater sobre o povo ateniense.

Quando Androgeu chegou a Atenas, exibindo sua força e habilidade na luta, ficou o Rei Egeu enciumado e receoso de que o povo ateniense, que adorava aquele esporte, o proclamasse rei. Por essa razão, quando Androgeu deixou Atenas para visitar outra cidade, Egeu mandou sicários o seguirem com ordem de assassiná-lo.

O Rei Minos de Creta não era homem que recebesse tal afronta de braços cruzados. Reuniu um exército e fez-se à vela para a Grécia, desembarcando em Mégara, sitiando a cidade onde Niso, irmão do Rei Egeu, vivia e reinava. O Rei Minos era belíssimo homem e, quando Cila, filha de Niso, o avistou do alto dos muros da cidade, por ele se apaixonou profundamente, sentindo-se capaz de fazer qualquer coisa nesse mundo para conquistar o seu amor. Ela sabia que toda a força e poderio de seu pai residiam numa mecha de cabelos louros. Mas tal fora a paixão que sentira por aquele inimigo de seu pai, que se aproximou deste enquanto dormia e lhe cortou a mecha de cabelo louro para levá-la secretamente ao Rei Minos, em seu acampamento fora dos muros da cidade.

Assim a cidade caiu às mãos dos cretenses, na primeira investida que fizeram, preferindo o Rei Niso matar-se a se entregar aos seus inimigos. Quanto a Cila, o Rei Minos ficou enojado de sua conduta, e não quis saber dela.

Você, que traiu seu pai, poderá também vir a me trair, disse ele; e seus guardas a repeliram. Desesperada, ela atirou-se ao mar do alto de um penhasco. Diz-se que, ao cair, ela se transformou numa cotovia, e seu pai, o Rei Niso, num falcão que desde aquele dia a persegue por ter traído a pátria e causado sua morte, para capturá-la e a matar.

Depois de conquistar Mégara, marchou o Rei Minos contra Atenas, que prontamente se rendeu. Uma das condições de paz impostas por ele à cidade, consistia em remeter para Creta, todos os anos, sete rapazes e sete moças que deveriam ser sacrificados ao feroz e terrível Minotauro. Egeu teve de se submeter a estas terríveis condições. Com o correr do tempo, roubando-lhe cada ano sete jovens e sete raparigas que eram cruelmente sacrificados em Creta, olhava o Rei Egeu com maior ansiedade para Trezena, onde vivia sua esposa, a espera de notícias de seu filho, que deveria libertar Atenas desse horrível tributo.

Repentinamente, estranhas e fantásticas histórias começaram a correr em Atenas, a respeito das façanhas de um jovem chamado Teseu, que viajava pelo país, eliminando ladrões e bandidos por toda parte onde passava. Era perigosa a região por onde ele transitava, de maneira que quase todo mundo preferia viajar por mar. Mas, parecia que Teseu queria provar sua própria coragem enfrentando os bandoleiros que infestavam o país. Havia entre estes um certo Cínis, que amarrava, o viajante a dois galhos de árvore que juntava com uma corda. Ao cortar a corda, separavam-se os galhos com violência, despedaçando a vítima.

Impôs Teseu a este homem cruel a mesma sorte que infligia aos viajantes indefesos, e passou adiante à procura de Procusto. Este salteador costumava amarrar seus prisioneiros a um leito de ferro. Se fossem maiores que a cama cortava-lhes os pés; se menores, esticava-os até ficarem do comprimento da cama.

Também este foi tratado por Teseu da mesma maneira por que tratava suas vítimas.Também morreu pelas suas mãos o grande touro de Maratona, que Heracles tinha trazido de Creta.

Como corressem essas histórias de boca em boca em Atenas, esperava o povo com ansiedade a chegada do jovem herói que executava tão notáveis e benéficas façanhas. O Rei Egeu, entretanto, sempre preocupado com a segurança de seu trono, refletia no que poderia acontecer quando Teseu chegasse a Atenas. Vivia em sua companhia a Rainha Medéia, filha, do Rei Aetes da Cólquida, em cujas veias corria o sangue dos mágicos orientais. Temia ela que Teseu se apossasse do governo, e talvez mesmo mandasse matá-la. Precavendo-se contra esta possibilidade, preparou uma taça de vinho envenenado e levou-a ao Rei Egeu.

Quando o rapaz chegar ao seu palácio, pois aqui virá de um momento para outro, disse ela, finja recebê-lo com grandes demonstrações de amizade e dê-lhe a beber este vinho envenenado. Desta forma ver-se-á livre dele, não mais receando perder o seu trono.

Concordou o Rei Egeu. Quando, afinal, Teseu chegou a Atenas apresentando-se em seu palácio, compreendeu o rei ao olhar para a espada que o jovem trazia presa ao cinturão, que ele era seu próprio filho, enviado pela mulher,que desposara secretamente em Trezena. Pode-se imaginar o quanto se sentiu feliz e orgulhoso! Rejubilou-se o povo de Atenas quando veio a saber que o jovem herói que ele tanto admirava era filho do rei e viria um dia a reinar em Atenas depois da mortede Egeu. Medéia, temendo sua cólera, fugiu para a Cólquida e ninguém lamentou sua partida.

Os cinqüenta sobrinhos do Rei Egeu, filhos de seu irmão Palas, não se regozijaram mais do que Medéia com a popularidade do jovem príncipe. Sabiam que, se vivesse, não seriam mais herdeiros do reino. Puseram-se, pois, no maior segredo, à espreita de uma oportunidade para eliminá-lo. Teseu, porém, estava prevenido. Enfrentou-os destemidamente, manejando sua espada com tanta audácia e perícia que os deixou a todos deitados por terra, mortalmente feridos.

Quando chegou o dia de partirem para Creta os sete rapazes e as sete raparigas que iam ser sacrificados ao Minotauro, Teseu tomou lugar junto aos seis jovens, decidido a matar o monstro ou a morrer corajosamente na tentativa de exterminá-lo.

Aconteceu que a filha mais nova do Rei Minos, a Princesa Ariadne, ao pôr os olhos em Teseu, quando este desembarcava em Creta, juntamente com seus companheiros, sentiu por ele tamanha paixão que se pôs a imaginar de que maneira poderia salvá-lo. A este respeito falou com Teseu. Ele pediu-lhe que levasse uma lança e uma espada para o local onde se achava preso o monstro.

Acedeu Ariadne ao seu pedido. Para que pudesse ele achar a saída daquele desconcertante emaranhamento de corredores, entregou a Teseu um novelo de fio de ouro, que ele ia desenrolando à medida que transitava pelo Labirinto.

Achou-se, afinal, na presença do Minotauro, que se pôs a mugir desesperadamente ao vê-lo e o teria despedaçado, se ele não estivesse armado. Arrostou Teseu o seu ataque de lança, em riste. Enterrou-a no peito do monstro e decepou-lhe a cabeça com um golpe violento de sua espada afiada.

Deixando o Minotauro sem vida, Teseu seguiu o fio de ouro, percorrendo quilômetros de corredores arrevesados, até sair de novo ao crepúsculo da tarde.

Esperava-o Ariadne em companhia dos seis companheiros e das sete moças. Pouco depois faziam-se à vela e singravam os mares, afastando-se da ilha.

Tão linda era a Princesa Ariadne e tão grato ficou Teseu pela sua ajuda que a amou com ternura. Sendo, porém, ela do sangue de Pasífae e Medéia, tinha razão Teseu para não confiar nela.

Impelidos por um temporal, ficaram à espera de ventos favoráveis, na Ilha de Naxos, onde se refugiaram; aí, Teseu resolveu desfazer-se de Ariadne. Logo que o vento mudou de direção ele embarcou secretamente com seus companheiros e companheiras deixando Ariadne abandonada na ilha. Acertara Teseu com seu pai, antes de partir, que, caso conseguisse matar o Minotauro e regressar são e salvo, ergueria, ao chegar, uma vela branca no mastro da nau. Alguma razão fortuita fê-lo esquecer o acerto.

O Rei Egeu, espreitando o mar de um ponto elevado, viu a nau entrar no porto com vela preta. Deduziu que seu filho tinha morrido e, desesperado, atirou-se ao mar do alto do penedo onde se achava, encontrando assim a morte. Desde então, esse mar se chamou Egeu, em sua memória. Por essa forma, viu-se Teseu, logo ao chegar, subir ao trono de Atenas.

Seu primeiro ato como soberano consistiu em mandar ao Rei Minos de Creta uma mensagem provocadora, dizendo-lhe que tinha matado o Minotauro e que a partir daquele momento Atenas repudiava seus compromissos e nunca mais pagaria o tributo de sete rapazes e sete moças.

Ao saber que seu velho inimigo, o Rei Egeu, o matador de seu filho, tinha morrido, o Rei Minos fez as pazes com Atenas, dando a Teseu sua filha mais velha, Fedra, em penhor de amizade. Como Fedra fosse ainda mais bela que Ariadne, Teseu apaixonou-se tão profundamente por ela, que a fez sua rainha.

A Princesa Ariadne que ajudara Teseu e, abandonara o seu lar, temerosa da ira do próprio pai; que fora em seguida abandonada por Teseu na Ilha de Naxos, ali foi encontrada por Dionísio, o deus do Vinho, que por ela, se apaixonou, tomando-a sob sua proteção.

Depois, Radamanto, irmão do Rei Minos Primeiro, encontrou Ariadne e ficou conhecendo a história de seus infortúnios. Como ele fosse Rei do arquipélago, levou-a para a Ilha de Lemnos, onde ela teve um filho chamado Toas que veio mais tarde a ser rei daquela ilha. Mas ninguém sabia ao certo se seu pai era o deus do Vinho ou Teseu. Toas teve uma linda filha chamada Hipsípile, que era Rainha de Lemnos quando os argonautas ali aportaram de passagem em busca do Tosão de Ouro.

Os heróicos feitos de Teseu eram narrados em tolas as cidades da Grécia e chegaram aos ouvidos de Pirítoo, Rei dos lápitas da Tessália. Pirítoo também era homem valente e aventureiro, e sentiu-se desejoso de conquistar a amizade de Teseu. Em vez de ir a Atenas e declarar suas intenções, preferiu invadir os domínios de Atenas à frente de um exército, desafiando Teseu para a luta.

Teseu partiu incontinenti à frente de um exército. Num pronto chegou a uma grande planície onde Pirítoo e os lápitas da Tessália o esperavam em ordem de batalha. Teseu adiantou-se em sua biga, para examinar as forças inimigas no momento em que Pirítoo do seu lado fazia o mesmo.

Ao encontrarem-se, sentiram os dois homens, instantaneamente, tanta simpatia recíproca que desceram de suas bigas e apertaram-se as mãos, firmando naquele lugar e naquele momento uma amizade que iria durar a vida toda. Depuseram as armas, atenienses e lápitas, seguindo juntos para Atenas onde, durante sete dias e sete noites, se congraçaram em libações e festejos.

Aconteceu que Pirítoo estava noivo de uma princesa chamada Hipodâmia, filha do Rei Adrasto de Argos. Convidou seu novo amigo Teseu para as bodas, nas quais estariam presentes o sábio Quiron e os seus Centauros. Eram, estas criaturas estranhas, homens da cintura para cima e cavalos da cintura para baixo, de maneira que podiam correr como o vento sobre as quatro patas e ao mesmo tempo, com suas mãos humanas, usar o arco ou a lança. Quiron, seu Rei, havia ensinado a muitos reis e príncipes da Grécia as artes da guerra e da paz e era famoso em todo o mundo. Viviam os Centauros no Monte Pélion.

Alegre e festivo foi o dia em que o valente e belo Pirítoo se casou com a formosa Hipodâmia, enquanto lápitas e centauros festejavam o acontecimento com profusas libações. Ao anoitecer, porém, um centauro embriagado agarrou Hipodâmia, tentando violentá-la. Daí surgiu uma rixa e, de um momento para outro, lápitas e centauros agrediam-se mutuamente com a mesma exuberância que demonstravam nos festejos amistosos. Destacaram-se Pirítoo, Teseu e Héracles pela sua bravura e, depois de alguns momentos de luta, foram os centauros expulsos, deixando no palácio do rei, que acabava de se casar, muitos lápitas gravemente feridos.

Fonte: historia3c.cvg.com.pt

Minotauro

Na mitologia grega, o Minotauro era um monstro com o corpo de um homem e a cabeça ea cauda de um touro.

O Minotauro era a descendência de Creta rainha Pasífae e um majestoso touro.

Devido à forma monstruosa do Minotauro, o Rei Minos ordenou o artesão, Daedalus, e seu filho, Ícaro, para construir um enorme labirinto conhecido como o labirinto para abrigar a besta.

O Minotauro manteve-se no labirinto receber ofertas anuais de rapazes e moças para comer.

Ele acabou sendo morto pelo herói ateniense Teseu.

A palavra Minotauro é uma palavra composta que consiste no antigo nome grego "Minos" e o "touro".

Assim, a palavra Minotauro vem a significar "touro de Minos."

Enquanto, o nome do Minotauro nascimento, Asterion, em grego antigo significa "aquele estrelado", que sugere uma associação com a constelação de Touro: Taurus.

O que é

Um monstro meio homem meio touro, preso em um gigantesco labirinto a espera de sua próxima refeição de carne humana.

Este é o estranho mito do minotauro, uma bestial aberração da natureza que perpetua o símbolo do animal que há em todo homem.

Mas essa história esconde uma impressionante realidade, sacrifícios humanos reais, bestialidade, guerras e as ruínas de um labirinto de verdade.

Minotauro - Mitologia Grega

Chama-se Teseu o moço forte que acaba de dizer essas palavras resolutas a Egeu, o velho rei de Atenas.

O rei está triste. E com razão. Chegou o momento em que, como todos os anos, deve enviar a Creta sete rapazes e sete moças para servirem de comida ao Minotauro.

Alguns anos atrás, Minos, rei dos cretenses, venceu uma guerra contra Atenas, e desde então, todo ano, catorze adolescentes atenienses partem para Creta num navio de vela negra, que sempre volta vazio.

O Minotauro, monstro com cabeça de touro e corpo de homem, devora-os em seu covil, o Labirinto.

Cansado dessas mortes inúteis, Teseu resolve tomar o lugar de uma das vítimas e, se puder, matar a terrível criatura.

Egeu acaba cedendo:

Então, vá. Mas, se você voltar são e salvo, troque a vela negra do navio por uma branca. Assim, vendo o barco, eu já de longe fico sabendo que você está vivo.

Teseu promete obedecer ao pai e embarca para Creta.

Minos, em seu suntuoso palácio de Cnossos, recebe com amabilidade os catorze atenienses. Mas. comunica que no dia seguinte entrarão no Labirinto, no centro do qual vive Astérion, o Minotauro.

Durante toda a noite, Teseu esforça-se para tranqüilizar seus companheiros. De repente, anunciam ao jovem príncipe ateniense que alguém quer falar com ele.

Muito surpreso, Teseu vê entrar uma bela moça, que ele já viu ao lado do trono de Minos.

Ela lhe diz:

Jovem estrangeiro, eu me chamo Ariadne e sou a filha do rei Minos. Quando vi seu ar decidido, compreendi que você veio para matar o Minotauro. Mas será que já pensou numa coisa? Mesmo que mate o monstro, nunca vai conseguir sair do Labirinto...

Teseu fica confuso, pois Ariadne tem razão. Ele não pensou nesse problema!

Percebendo o constrangimento do rapaz, ela acrescenta:

Desde que o vi, fiquei interessada por você. Estou disposta a ajudá-lo se, depois, você se casar comigo e me levar para Atenas.
Assim fica combinado.

No dia seguinte, na entrada do Labirinto, Ariadne dá ao herói um novelo de um fio mágico, que lhe permite não só procurar o Minotauro mas também encontrar a saída.

Teseu encoraja os trêmulos companheiros, e todos penetram naquele lugar sinistro. O príncipe vai na frente, desenrolando com uma mão o fio, cuja extremidade fixou na soleira da porta de entrada. Dali a pouco, o grupo de jovens, confundido por corredores sempre idênticos, está completamente perdido no Labirinto.

Teseu, cauteloso, pára e vigia os mínimos esconderijos, sempre com a mão no punho da espada que Ariadne lhe deu.

Acordando de repente, o Minotauro salta mugindo sobre o rapaz. Mas o herói está alerta e, sem medo nem hesitação, abate de um só golpe o monstro.

Graças ao fio, que volta a enrolar no novelo, Teseu e seus companheiros saem do Labirinto. Ariadne joga-se nos braços do herói e abraça-o com paixão.

Depois, ela conduz os atenienses ao porto. Antes de subir a bordo de seu navio, Teseu tem o cuidado de fazer furos nos cascos dos barcos cretenses mais próximos. Em seguida, embarca com Ariadne e seus amigos.

Quando fica sabendo do que aconteceu, o rei Minos enfurece-se e ordena à frota que impeça a fuga. Os navios que ainda estão em condições de navegar tentam bloquear o barco grego, e começa uma batalha naval. Mas, com o cair da noite, Teseu aproveita-se da escuridão e consegue escapar esgueirando-se entre as naus inimigas.

Alguns dias depois, o navio chega à ilha de Naxo. Teseu resolve fazer uma escala para reabastecimento.

Vaidoso com a vitória, só tem um pensamento na cabeça: a glória que encontrará em Atenas. Imaginando sua volta triunfal, os gritos de alegria e de reconhecimento da multidão que virá aclamá-lo, apressa-se em partir. Dá ordem de levantar âncora, esquecendo Ariadne, que fica adormecida na praia.

Quando desperta, a princesa vê o navio já ao longe, quase desaparecendo no horizonte. Só lhe resta lamentar sua triste sina. Mas felizmente o deus Dioniso passa por ali e sabe consolá-la muito bem.

Enquanto isso, Teseu aproxima-se de Atenas. Está tão entretido com seus sonhos de glória que também esquece de, conforme prometeu ao pai, trocar a vela negra por uma branca.

Desde a partida do filho, o velho Egeu não teve um único momento de repouso. Todos os dias, subia à Acrópole e ficava olhando as ondas, esperando avistar o navio com a vela branca. Pobre Egeu! Quando o barco enfim aparece, está com a vela preta. Certo de que Teseu está morto, o rei desespera-se e quer morrer também. Joga-se ao mar e afoga-se. Por isso, desde esse tempo o grande mar que banha a Grécia chama-se mar Egeu.

Sem saber do suicídio do pai, Teseu desembarca, radiante de felicidade. Sua alma entristece-se quando fica sabendo da trágica notícia. Culpando-se amargamente por sua irresponsabilidade, começa a chorar. Apesar da triunfal acolhida que Atenas lhe dá, ele fica de luto.

Depois, porém, compreende que não deve lamentar seu ato de heroísmo. Já que subiu ao trono, só lhe resta ser um bom soberano. É o que tenta fazer, sempre reinando com grande respeito pelas leis e garantindo o bem-estar de seu povo. Sob seu sábio governo, a Grécia conhece a paz. E Atenas, a prosperidade.

Minotauro
Minotauro, metade homem - metade touro

Fonte: www.ancient.eu/www.geocities.com

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