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Moça Vestida de Branco

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Nas principais estradas de São Paulo, muitos caminhoneiros ouviram falar da moça vestida de branco.

Ela costumava aparecer para pedir carona e ao conseguir, encantava os motoristas com sua beleza.

Ao tentarem beijá-la, tinham a boca decepada e apareciam em seguida mortos.

Dizem, que a moça morrera no dia de seu matrimônio, atropelada por um caminhão e por revolta veio assombrar os caminhoneiros que atravessassem o seu caminho.

Versão 2

Um dia uma loura saiu com seu namorado caminhoneiro.

Chegando lá eles tiveram uma briga e a loura jogou-se na frente de um caminhão.

E agora os caminhoneiros juram ver uma loura que quando eles olham para ela, a mesma solta sangue pela sua boca.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br

Moça Vestida de Branco

Todas as noites quando eu saía do trabalho lá estava ela na beira da esquina a esperar minha carona.

Ela sempre com aquele vestido branco, bem fora de moda, mas isso até ressaltava sua beleza. Mesmo que seja lívida como um cadáver, observada de perto, é de uma lividez viva, limpa. Um cadáver não tem a pele assim. Ela acenou com a mão direita de maneira elegante, aliás, todos os seus movimentos são desse jeito, de uma elegância romanesca, clássica, que não existe mais.

Abri a porta e a deixei entrar, ela sorriu e não disse mais nada a viagem toda. Novamente tentei puxar algum assunto. Mas ela permaneceu em silêncio, apenas sorrindo e balança a cabeça concordando com tudo que eu dizia. Dava carona a ela todas as noites e por mais estranho que possa parecer não a conheço, não sei de onde veio, o que faz da vida e nem ao menos sei seu nome.

A única coisa que sei a seu respeito é que ela deve morar perto do cemitério, pois é sempre lá que ela pedia com gestos para eu deixá-la. Cada vez que ela partia eu sentia a curiosidade ferver em minha ânsia criando fantasias deturpadas de hipóteses improváveis. Era uma louca? Morava com pessoas estranhas que não a deixavam se relacionar com mais ninguém? Era uma foragida da policia? Não gostava nem de pensar nessas possibilidades. Por isso precisava saber mais a respeito desta moça. E foi o que fiz. Um dia, após estacionar o carro atrás do cemitério e a vê-la partir dobrando a esquina a segui furtivamente sendo ofuscado pelas sombras das árvores altas, sombras que nem as luzes da iluminação pública e dos prédios ao redor se atreviam a penetrar. Ela caminhava devagar ao lado do cemitério e da distância que nos afastava não dava para ouvir seus passos, era como se flutuasse. A vi dobrar na esquina e entrar no cemitério. O portão estava aberto e também entrei. Mas a perdi de vista por algum tempo. Olhei por cima de todas as sepulturas ao meu redor e nada da estranha moça.

Até que vi uma luz mórbida vinda de longe. Fui em direção a ela. Já não me importava em ser furtivo, por isso andei normalmente até tropeçar em algo que ao olhar com mais atenção notei tratar-se de uma mão já em bastante estado de decomposição. Ao meu lado vi uma tumba aberta com bastante areia pelos lados, como se alguém tivesse cavado. Mas não vi pá alguma. Aquilo me gelou os ossos e pensei em sair correndo antes que o maníaco aparecesse para dar fim a única testemunha de seus atos ilícitos. Mas não poderia ir embora sem antes saber onde estava a moça e o que era aquela luz estranha. Andei em direção a luz até chegar a uma área com bastante mato onde as sepulturas mais antigas permanecem como uma lembrança esquecida.

Lá estava ela de cócoras em frente a uma grande sepultura com uma foto. E a pessoa na foto era ela! Já sentia minhas pernas tremerem, mas a curiosidade sempre falou mais alto pra mim. Aproximei-me da moça. Ela comia algo. Parecia um macaco agachado comendo frutos. Mas pelo liquido viscoso que escorria por seus braços só poderia ser uma coisa… Ela, percebendo minha presença olhou para trás, seus olhos eram pontos pretos ou haviam simplesmente afundando na escuridão. Sua boca suja de sangue exibia dentes pontudos como os de uma carranca.

Vi um pedaço de carne que juro ser a ponta de um dedo cair de sua língua, agora grande e fina como de uma víbora. Em suas mãos encontrava-se o resto de um braço que ela havia devorado. Vi um corpo logo atrás que deveria ser o do defunto que estava enterrado naquela tumba violada. Ela rugiu para mim, eu me afastei e fiz o sinal da cruz. Ela sumiu no ar gritando, um som gutural, bestial, nunca antes ouvido por qualquer outro mortal e que apenas um louco que já caminhou nas profundezas do inferno em seus delírios esquizofrênicos poderia descrever com precisão. Um grito de ódio ou um pedido de misericórdia que ecoará para sempre em meus pesadelos.

Fonte: fugadasanidade.blogspot.com.br

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