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Dona Beija

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Dona Beija – Folclore

Ana Jacinta de São José, ainda pequenina, era tão linda que a comparavam a um beija-flor.

Daí o seu apelido de Dona Beija.

Além de ser muito bonita, era também muito inteligente.

A fama de seu irresistível charme tornou a região do Desemboque um obrigatório ponto de parada para os cavaleiros.

O governador da região de Minas tomou-se de amores por ela e, como era adversário do governador do Desemboque, resolveu seqüestra-la, acreditando que esse era o único modo de ter a mulher que amava.

Por ter cometido o crime de sequestro, o governados teve que enfrentar a corte, e a região do Desemboque, que antes pertencia à Goiás, passou para a região de Minas Gerais.

Assim o Triângulo, antiga faixa goiana, passou a integrar-se à região mineira.

Todos diziam que: “A beleza de Dona Beija é tão extraordinária que modificou o mapa do Brasil.”

Esse fato ajudou para que Dona Beija crescesse na região mineira. Sua casa, que ainda existe em Araxá, tornou-se monumento histórico. Araxá é a maior estância hidromineral do continente e “Dona Beija” é o nome de uma de suas mais famosas fontes.

Dona Beija – Mulher

Ana Jacinta de São José, mais conhecida como Dona Beija. nasceu na região do Desemboque, 2 de janeiro de 1800, quando ainda sob jurisdição goiana, no povoado de São Domingos do Araxá, Minas Gerais..

Ainda pequenina era tão linda que a comparavam a um beija-flor.

Daí o seu apelido de Dona Beija.

Mulher de excepcional beleza e de irresistível encanto intelectual, conseguiu revolucionar os compassos do minueto. Era Dona Beija sedução feita mulher.

A fama das suas graças tornou o Desemboque um obrigatório ponto de parada das cavalgadas senhoriais.

Quando o sol da manhã dourava o planalto, Dona Beija se dirigia ao banho, mergulhando nas águas límpidas do lago radioativo.

O governador da região de Minas tomou-se de amores por ela e, como era adversário ferrenho do governador do Desemboque, resolveu raptá-la, como único remédio para a paixão que o atormentava.

Raptada, Dona Beija teve influência decisiva nos destinos do raptor. Fê-lo pleitear ante a Corte a transferência da região do Desemboque, pertencente a Goiás, para a região da sua governança, Minas Gerais.

Assim o Triângulo, antiga faixa goiana, passou a integrar-se no território mineiro.

“A beleza de Dona Beija é tão extraordinária —, que modificou o mapa do Brasil”dizia-se.

Esse fato contribuiu para que Dona Beija crescesse na tradição mineira. Sua casa, que ainda existe em Araxá, tornou-se monumento histórico. Araxá é a maior estância hidromineral do Continente e “Dona Beija” é o nome de uma de suas mais famosas fontes.

A figura da formosa e legendária araxaense, idealizada por um artista, se imortaliza em riquíssimos painéis, numa das suntuosas alas do balneário.

Dona Beija é para todos uma lenda romântica e uma afirmação perene de que o amor também funda cidades e modifica mapas.

Dona Beija – História

Dona Beija

Ana Jacinta veio para Araxá com o avô e a mãe em 1805.

À medida que envelhecia, a beleza de Ana causava inveja nas outras mulheres.

Ao longo de sua vida, Dona Beija, aprendeu, enfureceu mulheres e homens arrebatados com sua grande beleza e influência. Apaixonada pelo agricultor Manuel Fernando Sampaio (Antonio), Ana Jacinta tornou-se sua namorada. O namorado deu a ela o apelido de “Beija” fazendo uma comparação com a doçura e beleza da flor “Beijo”.

Em 1815, esta bela jovem é raptada pelo Oidor do Imperador, Joaquim Inácio Silveira da Motta, que ficou fascinado com a sua beleza. Durante dois anos viveu como seu amante na Vila do Príncipe Paracatu.

Depois disso, ela volta para Portugal e Ana Jacinta volta para Araxá ao receber a notícia de que seu antigo amor Antônio ia se casar com outro.

Ao chegar em Araxá, encontrou um ambiente hostil. A sociedade conservadora local a vê não como uma vítima, mas como uma mulher sedutora de comportamento questionável. No entanto, as mulheres da cidade, consideradas um grande risco aos valores éticos da época e, por isso, tornaram-se uma pessoa indesejada e marginalizada pelas senhoras da sociedade.

Para se vingar de Antonio, porque ele se casou com outro, Ana Jacinta decidiu se prostituir e se tornar amante de todos os homens que se casaram com mulheres que a condenavam.

Com a ajuda de seus amigos, construiu uma magnífica casa de campo, com a intenção de instalar ali um bordel de luxo, conhecido como “Finca de Jatobá”.

Dona Beija, afinal, estava com um homem diferente todas as noites se lhe pagassem bem, com a condição de poder decidir com quem dormir.

Tornou-se famosa, atraiu homens de regiões remotas, para cumprir seus encantos: cobriu-se de dinheiro, jóias e pedras preciosas.

Reza a lenda que existe uma “fonte da jumenta” água milagrosa, que dava juventude, saúde e beleza a Dona Beija e onde se banhava todos os dias.

Ela conta que Dona Beija nunca se esqueceu de Antonio e que ele sempre foi seu grande amor. Certa noite, movido pela embriaguez, Antonio frequentava a “Chácara de Jatobá” e Dona Beija escolheu passar a noite com ele, engravidou e deu à luz uma menina, fruto do amor de Antonio e Beija.

Dona Beija que mandou matar Antonio para se vingar de sua família que era contra o romance entre seu filho e Dona Beija. Ela foi ao tribunal, mas seria libertada com a ajuda de seus amigos fiéis.

Beija decidiu sair de Araxá com a filha em meados de 1853, uma procissão composta por carroças bem esculpidas para transformar sua vida, passando para a bagagem (Hoje Estrela do Sul).

Ela foi morar em uma casa grande com uma área de escravos nos fundos. Dona Beija assumiu uma mineradora, ela também veio jogar e ganhar muito dinheiro com os diamantes encontrados.

Beija levou uma vida virtuosa e discreta até sua morte, conta-se que em 20 de dezembro de 1873, ela morreu de tuberculose devido à intoxicação com metais usados na mineração de ouro.

Mas ela nunca encontrou o diamante que procurava.

Reza a lenda que, com o passar dos anos, um século depois, um menino que brincava de pular na “fonte da jumenta”, encontrou um diamante maior que o de “La Estrela do Sul”, o diamante tão cobiçado por Beija. em vez disso, sempre esperando que ela o pegasse.

O palácio Dona Beija, sua própria casa, é hoje o museu Dona Beija, em Araxá, e a famosa “Chácara de Jatobá”, local onde costumava se prostituir, é hoje um convento de freiras dominicanas. Atualmente no museu, que leva o seu nome, não há muitos objetos pertencentes à própria Ana Jacinta. É sobretudo um museu que reflete a vida do século XIX na região, mas é uma referência obrigatória para quem quer saber mais sobre este personagem e o seu ambiente.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br/www.consciencia.org/second.wik

 

 

 

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