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Bruxas

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Além dessas alusões, tomam vulto, na imaginação do caipira, crenças na existência de bruxas, velhas e fanáticas harpias, estriges famélicas, que se ajudam de bom vinho e sugam, à noite, o sangue das crianças não batizadas.

Esconjuram-nas as mães. Para afugentá-las, trazem uma vela benta acesa durante a noite toda, sob o leito do filho, e uma tesoura aberta em forma de cruz.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br

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O dia 31 de outubro, o famoso “Dia das Bruxas”. No hemisfério Sul, aproxima-se o verão e comemoramos o Festival de Beltane, o auge da fertilidade da terra, quando a Deusa e o Deus unem-se no rito sagrado que levará ao nascimento da criança da promessa em Yule, o Solstício de Inverno. No Norte, origem das comemorações dos oito sabbaths, é inverno e esse é o dia do Festival de Samnhain, a festa dos mortos que deu origem ao moderno Halloween.

O início da comemoração de Samhain remonta aos celtas pré-cristãos. Era seu Ano-Novo, um dia fora do tempo (não pertencia nem ao ano que terminava nem ao que começava). Por isso, é quando o limite entre o mundo visível e o invisível está mais tênue e os vivos podem comunicar-se mais facilmente com os mortos.

Na Europa celta, Samhain era uma festa popular, com a participação de toda a tribo, não apenas dos druidas (sacerdotes de alto grau hierárquico). Seu grande tema era a honra aos ancestrais – não apenas os parentes mortos, mas aqueles que deram origem aos povos e à humanidade, os espíritos da terra. Com a invasão romana, houve as primeiras mudanças no festival. Os conquistadores, naquele tempo ainda politeístas, comemoravam nessa época o festival de Pomona, a deusa das flores e das frutas. Os celtas acabaram incorporando a seu Samnhain algumas das características desse festival. Por outro lado, os romanos adotaram o 31 de outubro como dia de culto aos ancestrais e, assim, a tradição acabou espalhando-se pela Itália. O pesquisador e praticante de magia natural Cláudio Crow Quintino, 32, autor de A Religião da Grande Deusa, conta que, quando os romanos se converteram ao cristianismo, tiveram que incorporar muitas das características da religião celta à sua crença nas regiões em que a cultura antiga era mais forte, como a Irlanda, a Grã-Bretanha e a Gália. “Todos os festivais celtas que chegaram até hoje eram muito populares, por isso a Igreja Católica não teve como “apagá-los”. Isso aconteceu não só com Samhain, mas também com Yule [que deu origem ao Natal] e as Festas Juninas [herança de Beltane, comemorado em maio no hemisfério Norte]”.

O cristianismo sempre teve um dia de culto aos ancestrais, que, originalmente, era em fevereiro.

Esse dia, ou, mais, precisamente, essa noite, era chamado “Hallow Evening”, ou “Noite Sagrada” e, no decorrer do tempo, o nome acabou sendo abreviado para Halloween. Logo nos primeiros séculos do cristianismo, um concílio decidiu mudar a data para aquela na qual os pagãos (que estavam sendo convertidos) já a comemoravam. É por isso que, atualmente, o calendário cristão tem 1o. de novembro como o Dia de Todos os Santos e o dia seguinte como Finados. A tradição do Halloween foi levada com os imigrantes para a América do Norte, que recebeu muitos irlandeses e ingleses. Popularizada entre os americanos, a festa acabou virando algo mais comercial e assim chegou a outras partes do mundo, como a América do Sul. “Essa comemoração do Halloween nas escolas de inglês e com festas a fantasia é algo recente no Brasil”, conta Crow. “Quando eu era criança, ninguém falava nisso”. Ao que parece, a difusão da festa acompanha um interesse crescente pela bruxaria, ao menos entre os brasileiros. Crianças aprendem na escola a lenda de Jack Lanterna, famílias organizam festas a fantasia e as mães incentivam os filhos a sair pela vizinhança pedindo doces. Na imprensa, vemos cada vez mais matérias sobre a bruxaria do século XXI. “É boa essa atenção que o paganismo está tendo da mídia, mas devemos tomar muito cuidado com as informações que passamos. Essa exposição aumenta a responsabilidade de cada pagão em relação a seus conhecimentos”, argumenta Crow. O pesquisador e praticante de bruxaria Gabriel “Quíron” Meissner, 21, completa: “Para os leigos, Halloween é só diversão e não há nenhum problema nisso.

A parte mágica e religiosa da data tem importância para quem segue linhas como a bruxaria ou o druidismo moderno. Mas mesmo essas pessoas podem entrar na diversão sem problemas”.

Isso, aliás, é algo que os neopagãos podem aprender com o Halloween moderno: “Antes de mais nada, os sabbaths são dias de celebração e, portanto, de alegria. Não é porque é a noite dos mortos que precisamos ficar sérios ou tristes”, defende Quíron. Na Itália, uma herança celta-cristã: Além do Halloween, os italianos comemoram, no dia 5 de janeiro, o Dia da Befana (“bruxa” em italiano). Conta a lenda que a Befana era uma bruxa que, uma vez por ano, saía com sua vassoura pela Itália distribuindo presentes para as crianças que haviam se comportado bem durante o ano.

Qualquer semelhança com a história do Papai Noel não é mera coincidência. Quíron conta que, muito provavelmente, as duas histórias têm uma origem comum. “Elas devem ter vindo de um mesmo mito pagão, mas foram adaptadas pelo cristianismo”. Outro mito ainda hoje vivo entre os italianos e os germânicos é o da Procissão dos Mortos, também chamada de O Grande Sabbath. Trata-se de uma reunião de espíritos de pessoas que morreram de forma trágica, assassinadas ou em conseqüência de doenças degenerativas, crianças e fetos abortados e pessoas vivas que têm a habilidade de sair do corpo. Geralmente, a procissão é regida por uma divindade feminina, Diana ou Herodíades (Aradia) na Itália, Holda ou Vênus na Alemanha. A data do encontro varia conforme a região e uma das possibilidades é 31 de outubro. “Vemos, portanto, que sabbath não é só um ritual realizado oito vezes por ano, mas também essa reunião dos espíritos”, explica Quíron.

“E podemos resgatar essa tradição e usar a grande energia desse evento nas práticas da bruxaria moderna”.

A LENDA LUA

Naquele tempo não existiam estrelas ou lua. E a noite era tão escura que todos se encolhiam dentro de casa com medo dela. Na tribo, só uma índia não tinha medo. Ela era uma índia clara e muito bonita, mas era diferente das outras. E por ser diferente, nenhum índio queria namorar com ela, e as índias não conversavam com ela. Sentindo-se só, começou a andar pelas noites. Todos ficavam surpresos com aquilo, e quando ela voltava, dizia a todos que não havia perigo. Mas havia outra índia, feia e escura, que ficou com inveja da índia clara. E por isso, tentou sair uma noite também. Mas não conseguiu enxergar na escuridão e tropeçou nas pedras, cortou os pés nos gravetos e se assustou com os morcegos. Cheia de raiva, foi conversar com a cascavel. – Cascavel, quero que morda o calcanhar da índia branca para que ela fique escura, feia e velha, e que ninguém mais goste dela. Na mesma hora, a cascavel se pôs a esperar a índia clara. Quando ela passou, deu o bote. Mas a índia tinha os pés calçados com duas conchas e os dentes da cobra se quebraram. A cobra começou a amaldiçoá-la e a índia perguntou porque ia fazer aquilo com ela. A cascavel respondeu: – Porque a índia escura mandou. Ela não gosta de você e quer que você fique escura, feia e velha. A índia branca ficou muito triste com tudo aquilo. Não poderia viver com pessoas que não gostassem dela. E não agüentava mais ser diferente dos outros índios, tão branca e sem medo do escuro. Então, fez uma linda escada de cipós e pediu para que sua amiga coruja a amarasse no céu. Subiu tanto, que ao chegar ao céu estava exausta. Então dormiu numa nuvem e se transformou num belíssim astro redondo e iluminado. Era a lua. A índia escura olhou para ela e ficou cega. Foi se esconder com a cascavel em um buraco. E os índios adoraram a lua, que iluminava suas noites, e sonharam em construir outra escada para poder ir ao céu encontrar a bela índia.

Fonte: lendasfolcloricas.blogspot.com.br

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