Quilombo dos Palmares – Lenda

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Fugindo como podiam, a fim de livrarem-se da escravidão, os negros embrenhavam-se na mata e construíam o que chamavam de quilombos.

Existiam quilombos em vários pontos do país.

O mais importante de todos era o Quilombo dos Palmares, que ficava no estado de Alagoas. Este foi o primeiro movimento de libertação da raça africana em solo brasileiro.

O seu chefe chamava-se Zumbi.

Diz-se que Zumbi era casado com mulher branca, a quem os quilombolas chamavam Dona Maria.

Ela era filha de um senhor de escravos, que era o “dono” de Zumbi, mas acabou se apaixonando pelo escravo e fugindo com ele para o quilombo.

Essa misteriosa mulher entrou na tradição popular, podendo se verificar curiosa semelhança entre ela e a existência de uma rainha branca no folguedo popular denominado Quilombo, do folclore de Alagoas.

A Lenda: Zumbi dos Palmares Imortal

Zumbi dos Palmares

Devido à grande dificuldade enfrentada pelas tropas da colônia sob a autoridade da capitania de Pernambuco, e até mesmo de invasores holandeses que derrotaram a própria capitania dominante, mas não os quilombolas, criou-se entre o povo, e entre o próprio quilombo, o mito sobre a imortalidade de Zumbi, exímio comandante e capoeirista, que tinha estratégias de ataques e defesa incríveis, com metodologias bem elaboradas, Zumbi promovia ataques épicos às tropas da Capitania e mais tarde, aos holandeses que também tentaram subjugar Palmares.

Zumbi, por muito tempo gerava essa atmosfera legendária de uma possível imortalidade concedida por seus deuses, que supostamente lhe fecharam o corpo, dando-o muito poder sobre seus inimigos.

lenda do quilombo Palmares (sociedade quilombola de escravos fugidos) e seu maior líder, Zumbi, são centrais para a história e a luta moderna dos brasileiros que reconhecem sua ascendência africana.

Em todo o Brasil existem ou existiram centenas de organizações e grupos culturais com o nome desse lendário líder, além de um feriado nacional em reconhecimento à consciência negra e também a primeira e única faculdade predominantemente negra do Brasil.

Como acontece com qualquer figura histórica, há muito debate e batalha sobre a maneira como essa figura deve ser retratada, bem como mitos e lendas aceitos que manterão o debate nos próximos anos.

O Outro Lado da História

Alguns historiadores e autores levantam Zumbi não como um herói em sua totalidade da palavra, mas sim o oposto, relatando-o em seus registros e obras como uma espécie de tirano que, muitas vezes, impunha por meio de captura aos escravos que se negavam a seguir com as caravanas de Zumbi para o quilombo, uma adesão forçada à vida nos Palmares.

Considera-se até o fato de um regime de escravidão entre os próprios quilombolas e o despotismo, que era executado a negros fugitivos do quilombo, recapturados e mortos, a servir de exemplo para não se transgredir a lei dos Palmares.

A Morte de Zumbi

Após muitas tentativas de exterminar com Palmares (um século, a contar da liderança de Ganga Zumba, para ser mais preciso) por parte da capitania de Pernambuco, o governador, ouvindo falar dos feitos, da valentia e da habilidade dos bandeirantes que exploravam a região de São Paulo e o sudeste brasileiro, resolve contratar o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho com suas tropas a organizar uma invasão ao quilombo, quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança dos Palmares.

Em uma das investidas, em 06 de fevereiro de 1694, a capital de Palmares foi destruída e Zumbi, apesar de ferido, consegue fugir. Porém, refugiado quase dois anos depois, foi traído por Antônio Soares, um de seus aliados que, capturado pelos bandeirantes e sob a promessa de liberdade, revelou o local onde se escondia Zumbi. Esse, por sua vez, foi surpreendido e morto pelo capitão Furtado de Mendonça na Serra dos irmãos, região de Alagoas.

O herói foi decapitado e teve, por ordem do governador, em 20 de novembro de 1695, sua cabeça exposta na capital, Recife, como uma prova de que a suposta imortalidade de Zumbi não passara de uma lenda e de que Palmares, enfim tinha sido derrotado.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br/quilombo-dos-palmares.info/blackbraziltoday.com

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