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Quibungo

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Meio homem e meio animal.

Cabeça muito grande e bocarra às costas, que se abre e fecha, quando abaixa ou levanta a cabeça.

Por aí engole crianças.

Pode ter a forma de cachorrão ou macacão peludo.

É originariamente africano.

Conhecido na Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

Fonte: ifolclore.vilabol.uol.com.br

Quibungo

É uma espécie de monstro, meio homem, meio bicho. Tem a cabeça enorme e um grande buraco no meio das costas, que se abre e fecha conforme ele abaixe e levante a cabeça. Come pessoas, especialmente crianças e mulheres, abrindo o buraco e atirando-as dentro dele.

O quibungo, também chamado kibungo ou xibungo, é mito de origem africana que chegou ao Brasil através dos bantus e se fixou no estado da Bahia. Suas histórias sempre surgem em um conto romanceado, com trechos cantados, como é comum na literatura oral da África. Em Angola e Congo, quibungo significa “lobo”.

Curiosamente, segundo as observações de Basílio de Magalhães, as histórias do quibungo não acompanharam o deslocamento do elemento bantu no território brasileiro, ocorrendo exclusivamente em terras baianas. Para Luís da Câmara Cascudo, apesar da influência africana ser determinante, “parece que o quibungo, figura de tradições africanas, elemento de contos negros, teve entre nós outros atributos e aprendeu novas atividades”.

Extremamente voraz e feio, não possui grande inteligência ou esperteza. Também é muito vulnerável e pode ser morto facilmente a tiro, facada, paulada ou qualquer outra arma. Covarde e medroso morre gritando, apavorado, de forma quase inocente.

Referências

Luís da Câmara Cascudo. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro, 1954
Mário Corso. Monstruário; inventário de entidades imaginárias e de mitos brasileiros. 2ª ed. Porto Alegre, Tomo Editorial, 2004, p.153-154
Basílio de Magalhães. O folclore no Brasil. Rio de Janeiro, 1928, p.107
Artur Ramos. O folclore negro do Brasil. 2ª ed. Rio de Janeiro, Editora da Casa do Estudante do Brasil, 1935, “Os contos do quibungo e o ciclo de transformação”, p.181-202

Fonte: pt.fantasia.wikia.com

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