Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Papa-figo  Voltar

Papa-Figo

Papa-Figo

O Papa-Figo, ao contrário dos outros mitos, não tem aparência extraordinária. Parece mais com uma pessoa comum. Outras vezes, pode parecer como um velho esquisito que carrega um grande saco às costas.

Na verdade, ele mesmo pouco aparece. Prefere mandar seus ajudantes em busca de suas vítimas. Os ajudantes por sua vez, usam de todos os artifícios para atrair as vítimas, todas crianças claro, tais como; distribuir presentes, doces, dinheiro, brinquedos ou comida. Eles agem em qualquer lugar público ou em portas de escolas, parques, ou mesmo locais desertos.

Depois de atrair as vítimas, estas são levadas para o verdadeiro Papa-Figo, um sujeito estranho, que sofre de uma doença rara e sem cura. Um sintoma dessa doença seria o crescimento anormal de suas orelhas.

Diz a lenda, que para aliviar os sintomas dessa terrivel doença ou maldição, o Papa-Figo, precisa se alimentar do Fígado de uma criança. Feito a extração do fígado, eles costumam deixar junto com a vítima, uma grande quantia em dinheiro, que é para o enterro e também para compensar a família.

Origem: Mito muito comum em todo meio rural. Acredita-se que a intenção do conto era para alertar as crianças para o contato com estranhos, como no conto de Chapéuzinho Vermelho.

Fonte: sitededicas.uol.com.br

Papa-Figo

O papa-figo é personagem folclórico muito comum no meio rural do país, e seu aparecimento no cenário de nossas crenças e superstições provavelmente tem relação com a preocupação demonstrada pelas mães quando alertam filhos e filhas contra a presença de estranhos nas proximidades de suas casas, procurando impedir dessa forma um possível contato entre pequenos inocentes e criaturas que às vezes se aproximam deles cheio de segundas intenções.

Diz a lenda popular que essa figura não tem aparência extraordinária, conforme costuma acontecer com outros seres fantásticos conhecidos no folclore brasileiro, aparecendo algumas vezes como uma pessoa comum, igual a qualquer outra, mas que conforme as circunstâncias do momento ele pode adquirir a aparência de um velho maltrapilho mas simpático, carregando um saco nas costas e procurando atrair crianças com o oferecimento de doces, dinheiro, brinquedos e até mesmo comida.

Segundo algumas versões da narrativa popular, a criatura pouco aparece diante do povo, preferindo entregar a alguns ajudantes que ninguém consegue reconhecer, essa tarefa de encontrar e conduzir meninos e meninas ao lugar onde ele fica à espera, aguardando sua chegada.

E esses auxiliares agem em qualquer lugar, em parques, jardins, portas de escolas ou vias públicas movimentadas ou não. Já em outras descrições o papa-figo possui orelhas grandes que procura esconder a todo custo, e sofre de uma doença estranha que só pode ser aliviada com a ingestão do fígado de crianças.

Por isso ele procura fazer com que elas se interessem pelos presentes, se aproximem dele, e quando isso acontece o falso mendigo as pega e procura imediatamente um local deserto para satisfazer seu desejo e necessidade.

Todos dizem que o papa-figo é, na verdade, uma pessoa que apesar de rica, educada e respeitada, foi vítima de terrível maldição jogada sobre si não se sabe por quem, mas ninguém é capaz de identificá-la.

Certamente é por isso que depois de extrair o fígado da criança e se alimentar com ele para minorar os males que o atormentam, esse personagem sanguinolento e carnívoro mantém o costume de deixar uma grande quantia em dinheiro guardada dentro da barriga da vítima, para compensar financeiramente a família enlutada e dar-lhe condição de efetuar o enterro da pequena criatura por ele sacrificada.

O geólogo Robert Cartner Dyer, da Mineração Xingu, em entrevista à revista Notícias Shell - Gente da Gente, forneceu uma explicação interessante para a existência dessa crença. Falando sobre as aventuras vividas em sua carreira profissional, ele relatou que no ano de 1963, quando trabalhava para uma empreiteira da Sudene na região de Taperoá, sertão da Paraíba, o motorista da Rural de cor preta que o conduzia pela área pesquisada parou o carro em um povoado. Ao descer do veículo ele percebeu que uns 10 ou 15 homens se agrupavam na porta de uma casa, e ao caminhar ao encontro deles para pedir algumas informações, assustou-se quando tomou conhecimento de que os mesmos estavam se armando para atacá-lo porque achavam que era um papa-figo.

O problema foi contornado satisfatoriamente, porém mais tarde, explicou o geólogo, ao buscar maiores informações sobre a lenda dos papa-figos, ele ficou sabendo através do pessoal do Ministério da Saúde, que ela se originou quando um surto epidêmico de doença de Chagas exigiu o monitoramento da população infectada pelo Tripanossomo cruzii, transmitido pelo inseto barbeiro (chupão), que provoca normalmente inchaço do baço e do fígado, e muitas vezes a morte.

Para identificar os focos de infecção os agentes de saúde promoviam a necropsia das pessoas que morriam na região, entre as quais predominavam as crianças, fazendo nos cadáveres a punção do fígado. A falta de esclarecimento da população deve ter originado a crença de que essas pessoas que normalmente chegavam em um carro preto (os agentes de saúde pública) queriam era comer o fígado das criancinhas. A íntegra desta entrevista pode ser encontrada na home page do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília.

Fonte: recantodasletras.uol.com.br

Papa-Figo

Terrível monstro do folclore pernambucano. Tinha orelhas de morcego, unhas de gavião e dentes de vampiro.

Andava esfarrapado e sujo. Matava meninos e meninas mentirosos para chupar seu sangue e comer seu fígado.

O Papa-Figo acreditava que estes eram os únicos remédios capazes de curar a lepra, uma doença muito comum no início do século XX, que lhe destruía aos poucos.

Fonte: guiadoscuriosos.ig.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal