Culinária Egípcia

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As comidas se acompanham normalmente com água, que deve ser mineral e é muito importante que a abram diante de você, embora também pode se beber cerveja como a local “Stella”.

Também se encontram cervejas de importação. Como curiosidade lembre-se que a cerveja foi inventada no Antigo Egito.

Entre os vinhos destacam o tinto Chateu Giniclis, uma boa variedade de brancos e o rosado Rubi D’Egyte. Não são de excelente qualidade mas resultam aceitáveis.

As bebidas típicas egípcias são o karkade, que procede da flor do hibiscos e pode-se tomar quente ou frio, o shai, chá negro de forte sabor e a variedade conhecida como shai nana servido com folhas de hortelã, o ahwa, café turco, os sucosde manga, goiaba, banana, laranja, morango, cenoura, lima, tomate, cana de açúcar, romã e limão, entre outros, o tamarhindi, infusão feita com a polpa seca do tamarindo, o irssous, água de regaliz, o erfa, bebida de canela que se serve quente e coberta de nozes e o na na, de menta. Entre as bebidas alcóolicas destacam o ersoos, licor de forte sabor e odor, o zahib, uma espécie de aguardente e o yasoon, com sabor a anis.

Restaurantes em O Cairo

Arabesque. 6 Kasr O Nil. Ademais de degustar excelentes pratos poderá contemplar as obras da galeria de arte que está situada neste restaurante.
Andrea’s. 14 Mariyutiyyah. Especializado em frango assado.
Auberge des Pyramides. 325 Pyramids R. Conta com um club noturno.
O Dar. Saqqara. Cozinha egípcia e libanesa.
Eltekia. 12 Ebm O Walid Square Dokki. Pratos egípcios para tomar no local ou para levar.
Felfela. 15 Hoda Sahrawi St. Boa relação entre a comida egípcia que se serve e seus preços.
Cho’s. 7 A Avda 252, Digla. Cozinha coreana, chinesa e ocidental.
Dom Quichotte. 9A Ahmed Heshmat, Zamalek. Cozinha francesa e internacional.
Omar Hayyam. Al lado do Gezira Club. Restaurante flutuante de ambiente encantador.
Scarbée. Restaurante flutuante em que se servem almoços e jantares enquanto se navega pelo Nilo.

Restaurantes em Alexandria

Abu Quir, especializado em peixe.
Agami, ideal para grupos.
Gelati’Aziz. Em Corniche. Ideal para provar o delicioso dondurma, gelado branco e forte de origem turco.
Santa Lúcia. 40 sh. Safeya. Cozinha internacional no restaurante mais famoso desta cidade mágica.
Tikka. Especializado em pratos de frango assado.
Zephyrion. Abu Qir. Excelentes pratos de peixe.

Culinária Egípcia – Cozinha

A cozinha egípcia é acima de tudo uma mistura de numerosas especialidades mediterrâneas (turcas, gregas e, sobretudo sírio-libanesas). Os egípcios são adeptos das mezes (entradas), quer nas suas casas quer nos restaurantes (todos os pratos são colocados na mesa e os convidados vão petiscando). Assim não se pode falar de entradas ou pratos principais, mais sim uma série de especialidades.

Três pequenos pratos à base de gergelim que se encontram em quase todas as mesas: Tahina (creme de gergelim), Homos (purê de grãos de gergelim) e Babaghonouj (purê de beringelas e gergelim).

Entre as várias saladas, a salada Baladi é a mais comum (pepinos, tomate e cebola, com ou sem salada verde). Muito original e muito mais saborosa, a Tabule (preparada à libanesa com muita salsa e menta).

Dois pratos que quase não se encontram nos restaurantes tradicionais, mas que todos os egípcios adoram: Foul, um guisado de favas muito bem cozidas com azeite, limão e cominho. é comido sobretudo no café da manhã. ATENÇÃO: segundo os especialistas, este prato leva cerca de 6 horas para ser digerido pelo nosso organismo). Os vendedores de rua servem Foul num pequeno pão (Baladi) redondo e oco. A outra especialidade é o Kochery, uma mistura de arroz, lentilhas, espaguete e cebolas fritas, regado com um pouco de molho de tomate e algumas gotas de molho picante.

Culinária Egípcia

As sopas são ricas e espessas.

A mais conhecida é a Mouloukheyya. A receita de base mistura fortemente esta erva verde chamada Mouloukheyya, brete potagere bem picada e pedaços de carne, cebola, coentro, alho, alguns grãos de cardamono e eventualmente, sumo de limão.

Carnes: Os Sis Kebap (espetos de carne de vaca ou de cordeiro) é famoso por todo lado. A Shawarma ( versão egípcia de Döner Kebap turco, fatias de carne de cordeiro bem cozidas, cortadas verticalmente e servidas num pequeno pão redondo e oco). O frango grelhado com ervas é delicioso.
Peixes: Os peixes e os camarões do Mediterrâneo estão sempre frescos. Experimente os vário pratos: Bolti (carpa), Caboria (caranguejo), Denüs (dourado), Estakoza (lagosta) e Bouri (merlin).
Doces Mohallabeyya ( creme à base de farinha de arroz, perfumado com água de rosas e com pistache), Om´ali (finas folhas de massa cozida com banhadas em leite muito açucarado e misturadas com noz de coco e pistache), Konafa (uma espécie de massa de pistache, avelãs e nozes, envolta em aletria e mel).

Bebidas

Água: Na cozinha egípcia é acima de tudo uma mistura de numerosas especialidades. No entanto, para quem não está habituado, o sabor do cloro pode ser desagradável. Assim, é recomendado que bebam água mineral ( não é cara, em garrafas de plástico, sob liçença da França.).
Cerveja: Stella, de fabricação local. Tem pouco álcool, servida numa garrafa de 50 cl. Duas qualidades são produzidas: a “a local” e a “export” com rótulo azul.
Os vinhos são poucos. No entanto, você poderá experimentar o Brancro Cru do Ploloméus ou o Rosé Rubis do Egito.
Seven Up, tornou-se uma espécie de segunda bebida nacional, depois da coca-cola.

Não esquecer o melhor que são os sucos de fruta: Assab – Suco de cana de açúcar, verde de aspecto leitoso e com muitas calorias.

É preciso beber imediatamente, senão escurece.

Er’sous – Suco de alcaçuz Lamoun –Suco de limão verde. Assir Borto ` an – Suco de laranja. Assir manga – Suco de manga (apenas na estação de julho a outubro). Café (servido à turca). Quem não gosta deve pedir um Nescafé.
Chá –Se quiser com leite deve dizer “Be laban”, se quiser chá de menta deve dizer “Be na ` na”.
Infusões Karkadé à base de flores de hisbicus secas, que se bebe frio ou quente.

Nota: As bebidas alcoólicas e vinhos adulterados são comuns. Todos os anos, pessoas morrem ou ficam cegas em consequência do seu consumo. Você só deve consumir bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes que têm licença. Evite beber na casa de alguém, sem ter 100% de certeza da origem das garrafas. Será melhor recusar dizendo que não bebe álcool. Num país muçulmano, ninguém ficará chocado.

Banquete de faraó

No Egito, mais de cinco mil anos de história nos contemplam através de pratos, ingredientes e usos culinários que mantêm viva uma pequena parte do legado dos faraós. A cozinha do país se orgulha de uma trajetória longa e um passado esplendoroso, conservando alguns dos seus pratos mais emblemáticos, após vários milênios de mudanças e convulsões políticas, sociais e naturais.

Milhares de anos depois, a cozinha desta terra continua centrada em alguns dos produtos que as grandes dinastias do Médio Império consumiam: o grão-de-bico, as favas, as lentilhas, as tâmaras, as uvas, os figos, a mulujeya (variedade de alface protagonista de um dos pratos mais autênticos do país: a sopa de mulujeya), o pato, o borracho, a pomba ou o cordeiro, entre outros.

Tudo começa pelos mezze, aperitivos que podem acabar se tornando uma refeição dentro da refeição. Às vezes, a vanguarda é formada por molhos, outras, são cremes ou purês – guarnição de pratos como o homos (ou homus – creme de grão-de-bico), à ful (de favas secas), ao tahine (com massa de gergelim) – ou propostas mistas, algo entre o creme e a salada, como a baba ghannush (com beringelas).

É apenas o início de uma longa lista culinária que costuma prolongar-se por uma espécie de fritura como as falafel (preparadas com legumes), ora mais próximas de uma almôndega, como as kofta, a cafta que conhecemos (que pode conter carne ou peixe), ou os kibbeh, croquetes de bulgur e cordeiro.

A refeição principal fica à espera entre legumes em escabeche, beringelas fritas, legumes cozidos ou arroz mashi, preparado com carne picada e frutos secos, além de uma enxurrada de pratos de carne ou peixe e de um repertório variado de sobremesas.

Na formação da culinária da região, além do legado do Egito dos faraós, a influência do Império Persa, o domínio romano, o Império Otomano, a influência européia, há também o peso das religiões. Muçulmanos, judeus e cristãos de todas as igrejas deixaram os seus vestígios em cozinhas que nem sequer renunciam à carne de porco ou ao álcool.

Do lado do Egito, uma cozinha heterogênea e aberta, de clara sujeição árabe, fruto de um interminável fluxo de influências. Há uma visível preferência pelas hortaliças e pelos legumes: as favas, frescas e secas, o quiabo, o espinafre, a abóbora, a abobrinha, a cenoura, o repolho, a alcachofra, entre outros, compõem pratos principais, guarnições, molhos, cremes e purês.

Com relação às carnes, a cozinha egípcia prefere as aves. As lendárias pombas recheadas de ferik, o pato recheado de cebola ou todo tipo de prato preparado com frangos, codornas e borrachos. A carne delicada, aromática e suave do borracho costuma estar na origem de um delicioso arroz. Mas há também cordeiros, o recheado (al uzi) e o chawarma, assado no espeto, cuja carne se serve fatiada com arroz.

Quanto aos peixes e frutos do mar, podemos dizer que no Egito se consome pouco, e quase sempre nas regiões costeiras. Destaca-se a extraordinária qualidade dos grandes e saborosos camarões de Alexandria, os gambari, que costumam ser preparados com arroz.

Os egípcios gostavam de comer bem, mas não nos deixaram nenhum manual de culinária entre seus papiros. Através das representações das pinturas e relevos, algumas informações puderam ser obtidas pelos egiptólogos, não apenas quanto aos alimentos consumidos, mas também quanto a sua preparação. Carne de gado ou de galináceos, peixes, legumes e frutas faziam parte das refeições daquele tempo. Os pães tinham presença marcante na mesa e entre as bebidas a cerveja era a preferida. Usando facas, colheres e garfos, ou simplesmente comendo com as mãos, os egípcios tinham uma alimentação rica e saudável.Os antigos egípcios já temperavam seus alimentos com cebola e salsa e, para eles, a cebola era usada em rituais religiosos. Um sacerdote, à frente de seus devotos comia cebolas devagar, como se rezasse, enquanto lágrimas lhe corriam lentamente dos olhos. Achavam que a maioria das doenças provinha da má alimentação.

O cardápio deles era variadíssimo para a época: três mil anos antes de Cristo, os egípcios já plantavam cevada, cultivavam fermento e vinhas e faziam pão, vinho, hidromel e cerveja. Mil anos depois, eles comiam carne de caça, aves, peixes, ostras e ovos. Em suas mesas havia também legumes como ervilhas, favas e lentilhas, e frutas como azeitonas, figos, tâmaras maçãs, romãs, abricós e amêndoas. Os banquetes dos faraós eram reuniões animadas, com jogos, música e danças. Na mesa deles, entre outros pratos deliciosos, costumava haver trufas. No Egito, eram as mulheres que organizavam os banquetes, dirigiam o serviço e presidiam a mesa.

Kebabs

Culinária EgípciaKebabs

Em sua origem, o Kebab foi a comida dos reis persas, mas já estava presente na culinária egipcia desde o Império Antigo. Por muito tempo este prato era especial e só era consumido uma vez por ano, por ocasito do ano novo. Hoje, o Kebab é um prato muito popular, que se espalhou por todos os continentes, feito de carne de carneiro ou frango, cortada em pedaços, marinada e grelhada, servida em um “espetinho”. Uma variação do kebab é o kofta, que é o mesmo prato feito com a carne moída e preparada do mesmo modo. Pratos com carne normalmente são servidos acompanhados de arroz e uma guarnição de salada verde. Também é servido em um prato acompanhado de pão e batatas fritas. No espeto podem ser misturados vários outros tipos de carne, peixe e vegetais.

Gastronomia e Poder

A agricultura e a gastronomia eram artifícios de status para os egípcios. Os nobres e as elites sacerdotais tinham prazer em se fazer representar a si próprio nas tumbas e nos templos, envolvidos na vida do campo, vinhas, cuidar das terras ou na avaliação dos produtos, junto de inúmeros funcionários. Durante a colheita chegavam aos campos os proprietários ou seus representantes, acompanhados de contingente de escribas, agrimensores, empregados e soldados, os quais iriam, antes de tudo, medir os campos de modo a determinar a percentagem do cereal que o camponês deveria entregar. As terras pertenciam ao Estado, às altas camadas sociais e aos templos, entregando a seus proprietários excedentes de produção – em geral menos da metade – como imposto. Um camponês nos tempos do Novo Império cultivava uma área cerca de 5 “aruras” (1,25 hectares), suficiente para uma família com cerca de 5 ou 6 indivíduos.

A comida egípcia é uma deliciosa combinação de sabores, graças aos distintos ingredientes que procedem da gastronomia mediterrânea, africana e árabe. Dois alimentos são básicos nos hábitos dos comensais egípcios, as aish, pedaços de pão consumido muitas vezes e cuja massa se prepara com distintas farinhas (a que mais fama têm é a “aish baladi”, preparada com farinha mais grossa e escura) e as fuul, feijão gordos de cor marrom que se enfeitam com limão (as chamadas ful, feijão branco, se cozinham a fogo lento durante horas num caldeiro de cobre).

As fuul se servem como acompanhamento para todo tipo de prato: verduras, saladas, frios, e em almôndegas que recebem o nome de felafel ou bem temperadas, com yogurt, queijo, alhos e ovos. Também se tomam em sanduíche enfeitados com tahini e vegetais em vinagre e ademais, podem ser a base do Ta’Miya que se come com os dedos.

Os egípcios comem tanto carne como peixe. As carnes podem ser de boi, cordeiro ou aves como o peru, o pato, o frango e o pombo. Os peixes, tanto de água salgada como doce, são frescos e estão bem preparados. Lhe aconselhamos provar os deliciosos camarões gigantes com molho de alho de Alexandria denominadas Gambari.

Culinária EgípciaKebab de camarões gigantes de Alexandria

Como pratos típicos da gastronomia egípcia destacam o Mashi, arroz com carne que se acompanha com folhas de parreira, tomates, beringelas ou pimentões verdes, os mezze, toda uma gama de entrantes frios de procedência oriental que se servem em numerosas tigelas de pequeno tamanho. Trata-se de verdadeiras delicates, entre as que se encontram o tabbouleh, salada de salsa e sêmola de trigo de sabor ácido, a kobeiba, carne, peixe e nozes, a baba ghannoush, purê de beringelas com alho, as kibbeh, almôndegas de carne de cordeiro frita e sêmola de trigo, basterma, carne defumada, sambousek, tortas de verdura, hummus bi tahina, grão-de-bico em purê com pasta de sésamo, wara annab, folhas de parreira recheadas de distintos ingredientes e o betingan, rodelas de beringela temperadas.

Outros pratos típicos são o Koshari, capas superpostas de macarrões, arroz e lentilhas com salsa de tomate, o Fattah também leva capas mas estas são de pão seco encharcado em caldo, arroz e carne enfeitado com alho e vinagre e coberto com yogurt, nozes e passas; a Moulouhiya, sopa de espinafre, o Hanan, pombos recheados de grãos de trigo verde ou arroz, o shish kebab, brocheta de carne de cordeiro e a Kufta, rolos de carne picada de cordeiro à brasa. Todos estes pratos se servem acompanhados de pilau, arroz com verduras.

Quanto a sobremesas, igualmente que a maioria dos países árabes, são deliciosos. O preferido pelos egípcios é o Om Ali, mistura de pão ou pasta com leite, nueces, coco e passas que se toma quente. Se destinguem, ademais, o aish es serail, pedaços de pão com mel amolecida com xarope de açúcar, a baklava, massa recheada de nozes aromatizada com água mel ou com uma infusão de flro de limão e a kumafa, tallarines assados com açúcar, mel e nozes. Não deixe de prova-los.

Culinária EgípciaBaklava

Almoço de faraó tinha cervejinha e até pastel de queijo

Quando você estiver tomando aquela cervejinha com os amigos, faça um brinde aos egípcios. Pois se não foram eles que inventaram a bebida – afinal, de sua origem precisa pouco se sabe – foram eles que a aprimoraram. É o que conta o francês Pierre Tallet em seu livro “História da Cozinha Faraônica – A Alimentação no Egito Antigo”. A cerveja e o pão eram a base da alimentação dos egípcios nos tempos dos Faraós, período que começa por volta do ano 3200 a.C. e termina em 332 a.C. quando Alexandre conquista o país.

O hábito de comer era algo sagrado naqueles tempos. E a mesa dos faraós era uma fartura. Para manter seu palácio sempre bem abastecido, eram necessários muitos funcionários. Cervejeiros, padeiros, açougueiros e doceiros eram comandados por superiores.

Os tipos de cerveja

Como uma das bebidas mais importantes da sociedade egípcia, a cerveja tinha muitos nomes e sabores distintos. Existiam dezenas de tipos. A mais difundida era a heneket, feita dentro de casa. A seremet, feita com tâmaras, também era uma das mais consumidas. Segundo o livro, ainda estão sendo pesquisados os processos de elaboração da bebida no Egito Antigo, mas já é possível saber que eles usavam ingredientes como figos, tremoços, mel e semente de gergelim para produzi-la.

Doces

Os egípcios também eram grandes doceiros. Algumas receitas encontradas tinham fins medicinais como a cura da tosse. Uma delas, a da bolacha shayat, foi deduzida segundo as pinturas do túmulo tebano do vizir Rekhmire, da XVIII dinastia. As bolachas eram feitas com chufa, uma raiz que ainda hoje é muito utilizada na culinária egípcia, água, tâmaras descaroçadas e mel. Quando a massa ficava pronta e formatada, as bolachas eram fritas em azeite de oliva.

As sobremesas no Egito sempre caem em uma das duas seguintes categorias: doces de massa e pudins ou frutas frescas.

Os doces são: Mohallabeyya (creme à base de farinha de arroz, perfumado com água de rosas e com pistache), Om´ali (finas folhas de massa cozida banhadas em leite muito açucarado e misturadas com coco e pistache) e Konafa (uma espécie de massa de pistache, avelãs e nozes, envolta em aletria e mel).

Frutas frescas são a sobremesa mais comum, ainda que não sejam especialmente variadas.

Culinária Egípcia – Receitas

Bab-El-Moluk – Carneiro do Vale dos Reis

Ingredientes:

1 colher (sopa) de manteiga sem sal
1 colher (sopa) de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de alcaparras
1 colher (chá) de açúcar
1 colher (chá) de araruta
1 xícara de leite
100 gramas de azeitonas pretas grandes descaroçadas
pequeno molho de salsa e cebolinha (fôlha)
pequeno galho de manjericão
1 cálice de vinho branco
½ quilo de castanhas
3 línguas de carneiro
1 cebola roxa picada
2 cenouras grandes
2 cravos-da-índia
1 fôlha de louro

Modo de Preparar:

Limpar bem as 3 línguas, cobrir com água fria e ferver até soltar as peles. Retirar as peles e dividir ao meio, sobre o comprimento e reservar. Tostar a cebola em manteiga, juntar o açúcar, sal o vontade e deixar escurecer (tomar côr de fumo de charuto). Juntar cenouras em rodelas finas e o restante dos temperos indicados acima.
Colocar as línguas cortadas e refogar em fogo vivo. Molhar com água fria e deixar cozinhar em fogo brando, aos poucos, até que as línguas fiquem macios. Retirar e reservar. Pôr na panela ½ xícara de água, dissolver a araruta e acrescentar fervendo e adicionando o vinho e as azeitonas. Torne a juntar as línguas e esquente.
Cozinhar as castanhas, fazer um purê com o leite, a manteiga, sal e açúcar. Colocar o purê em forma de pirâmide no centro de um belo prato, as línguas ao redor regadas com o próprio molho e rociadas com água-de-rosas. Enfeite com salsa picada e rodelas de limão siciliano. Servir bem quente e, para acompanhar, prefira vinho verde.

Baklava

Ingredientes:

1 colher (chá) de suco de limão cravo
4 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1 colher (chá) de sal
2 xícaras (chá) de açúcar
100 gramas de tâmaras maduras descaroçadas
500 gramas de farinha de trigo
100 gramas de água-de-rosas
100 gramas de nozes peladas
50 gramas de pistache
2 ovos grandes

Modo de Preparar:

Fazer pirâmide com a farinha, abrindo uma cavidade no centro, onde se põe o sal, os 2 ovos e a manteiga. Misturar rancorosamente com as pontas dos dedos, esborrifando a água-de-rosas e amassondo até que não pegar mais nas mãos. Rasgar a massa 2 vêzes, enrolar em bola, e cobrir com pano de linho úmido deixando repousar ½ hora. Preparar o recheio moendo as nozes e pistaches. Misturar açúcar. Abrir a massa e forre com a mesma um “pirex” deixando o centro aberto para adicionar o recheio em pó (nozes e pistaches) cobrindo logo em seguida com a camada de massa. Pincelar com 1 gema e 100 gramas de manteiga derretida e levar ao forno deixando assar cêrca de 45 minutos. Preparar uma calda grossa com 1 xícara de água, 1 colher (sopa) de água-de-rosas, 1 colher (chá) de suco de limão e 2 xícaras (chá) de açúcar. Quando a calda esfriar, juntar uma colher (café) de baunilha e derrame sobre a torta já assado. Enfeitar com as tâmaras e servir fria, partida em losangos.

Elsk Saraya – Pão Doce de Memphis

Ingredientes:

6 colheres (sopa) de mel de abelha
1 queijo cremoso médio
4 pães árabes

Modo de Preparar: Forrar 1 fôrma besuntada com manteiga com o pão partido ao meio. Derramar o mel e juntar grossas fatias de queijo. Levar ao fogo brando até tostar o pão e derreter por completo o queijo. Servir quente, no café da manhã ou lanche.

Fata

Ingredientes:

Etapa 1

6 pães sírios médios cortados em cubos de 1x1cm
Óleo para fritura

Etapa 2

300 gramas de alcatra ou contra-filé em cubos pequenos
50 gramas de manteiga para fritar a carne
1 cebola média bem picada
Sal e pimenta síria a gosto
2 conchas de água

Etapa 3

1 e ½ colher (sopa) de melaço de romã ou 1 colher de sopa rasa de açúcar misturado a 2 colheres de sopa rasa de suco de limão
2 colheres (sopa) de tahine
2 conchas do caldo da carne
6 potes de coalhada fresca
1 dente de alho espremido

Etapa 4

3 colheres (sopa) de pinholi
50 gramas de manteiga

Modo de Preparar:

Etapa 1: Levar a frigideira ao fogo com o óleo e fritar o cubos de pão até começarem a mudar de cor. Retirar e colocar sobre um papel absorvente. Reservar. (eles vão escurecer um pouco mais)
Etapa 2: Temperar a carne com a cebola, o sal e a pimenta síria. Numa panela, colocar a manteiga e refogar a carne. Vá pingando a água e deixar cozinhar. Desligue e deixar mais ou menos 2 conchas do caldo da carne. Reservar.
Etapa 3: Numa vasilha, misturar todos os ingredientes. O molho deve ter uma consistência mais ou menos grossa (como estrogonofe). Não pode ficar ralo. Reservar.
Etapa 4: Numa frigideira, colocar a manteiga e fritar os pinholis até ficarem dourados. Reservar.
Montagem: Numa travessa de prata, vidro ou inox, colocar: pão frito, molho de coalhada, carne (sem água), pinholis fritos e distribuir 1 colher (chá) de salsa picada.

Gambahri

Ingredientes:

4 colheres (sopa) azeite de oliva
1 colher (chá) de mostarda
2 xícara (chá) de amido de milho
2 xícara (chá) de iogurte
pequeno molho de hortelã picadinha
6 tomates sem pele, sem semente
1 quilo de camarões grandes
2 cebolas roxas picadinhas
1 limão siciliano pequeno
1 gengibre bem pequeno
2 dentes de alho grandes
2 fôlhas de aipo
sal à vontade

Modo de Preparar: Limpar os camarões e temperá-los com sal, limão e pimenta. Deixar curtir por 1 hora. Pôr numa panela com azeite, o alho, cebola, aipo e deixar dourar. Juntar, tomates, gengibre, mostarda e hortelã. Colocar os camarões que estavam em molho, e cozinhar em fogo muito brando. Ao servir, cobrir com iogurte e amido de milho dissolvida num pouco de água fria. Levar rápido ao fogo (sem deixar ferver) e servir com arroz.

Koschaf

Ingredientes:

2 colheres (chá) de água de flor de laranjeira
1 quilo de cenouras cruas raladas
250 gramas de amêndoas limpas
50 gramas de nozes
1 quilo de açúcar

Modo de Preparar: Colocar as cenouras numa panela com água fria e juntar o açúcar, deixando cozinhar em fogo muito brando e mexendo sempre com colher de pau. Quando estiver quase pronto, juntar as amêndoas picadas e deixar continuar em fogo brando. Quando estiver bem grosso, perfume com a água de laranjeira. Deixar esfriar e colocar em vidros ou compoteiras para descanso de dois dias ou mais.

Mulukhla – Creme de Galinha

Ingredientes:

1 colher (café) de pimenta-do-reino branca
2 colheres (sopa) azeite de oliva
1 xícara (chá) de suco de espinafre
20 gramas de hortelã picadinha
1 copo de creme de leite
½ alho porro em rodelinhas
1 galinha cozida e picada
2 cravos-da-índia
sal à vontade
1 cebola
1 cenoura

Modo de Preparar: Desossar a galinha e picar em pedaços pequenos. Pôr na panela e juntar a cebola, cenoura e temperos. Cobrir com água fria e cozinhar em fogo muito brondo, cerca de 1 hora. Juntar o suco de espinafre, torne a dar uma rápida fervura, e na hora de servir adicionar o creme de leite bem batido. Servir bem quente regando com azeite.

Fonte: www.rumbo.com.br/www.emporiovillaborghese.com.br/www.happydayturismo.com.br

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