Culinária Israelense

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As lei do ‘kashrut’ são referentes aos hábitos alimentícios dos judeus, essas leis encontram duas explicaçöes totalmente opóstas uma a outra.

A primeira afirma que esse modo de se alimentar foi instituido para garantir a saúde do povo, fazendo com que só fossem ingeridos pelos judeus alimentos com poucas chances de serem “sujos” ou portadores de doenças.

A segunda diz que qualquer melhoria na saúde do povo judeu foi totalmente inesperado, e que a única razão para que fossem observados esse modo de alimentação está na Bíblia (Levictus 11:44-45).

Os rabinos da época talmúdica não fizeram comentários a respeito das lei do ‘kashrut’, e as classificam como sendo madatórias, ‘chukim’, ou seja, cuja razão está além das capacidades humanas. Independentemente da razão dessas leis, foi concluído que elas treinam-nos a tornar-nos mestres de nossos apetites; nos acostumam a restringir nossos desejos; e evitam que comer e beber tornem-se a razão da existência de um homem.

Essas leis tornaram-se um fator de união dos judeus, lambrando sempre de suas origens. A única razão apresentada par isso na Bíblia é Deus afirmando que Ele é sagrado e quer que Seu povo também o é. A palavra sagrado, em Hebráico “kedusha” deriva da palavra “kadosh”, cujo significado é ‘separado’. Algo que é sagrado é algo diferente, e o povo de Israel tinha que ser diferente, diferente de seu “vizinhos” que referenciavam falsos ídolos.

Todo tipo de comida próprio para ser ingerido é chamado de “kosher” ( palavra derivada de ‘Kasher’, em Hebráico, que significa “bom” e “próprio”), porém essa palavra incialmente não era utilizada para se referir a comida.

Primeiramente, essa palavra (‘Kasher’) tinha o significado de “bom”, posteriormente a literatura rabínica usou-a para os objetos utilizados nos rituais (‘talit’, ‘tefilin’, etc…) e significava “próprio para o uso em riruais”.

Hoje ela também é usada para designar as pessoas que são “próprias” e capazes de julgar o que é “próprio” e “bom”.

A palavra “terayfa” é utilizada para descrever comida não “kosher”, essa palavra significa rasgado e seu uso vem do livro do Exodo (22:30) que não se deve comer carne que tenha sido “rasgada” por outro animal, ou seja não se deve comer um animal morto por outro. Posteriormente essa palavra foi extrapolada para definir aquilo que não se deve comer.

Culinária Israelense

 Para que um animal possa ser comido ele dever ser “kasher” (animais que não tenham casco inteiro e não comam suas excretas), não pode ter sofrido ao morrer. Isso impede que um judeu cace animais, ou coma algum que sido tenha morto por outro animal.A Bíblia afirma que o sangue simboliza a essência do homem, por isso os rabínos do período Talmúdico concluiram que quando um animal fosse morto a maior quantidade de sangue deve ser retirada. Portanto quando um animal é morto de acordo com o ritual judeu, a jugular é cortada, o animal morre instantaniamente, e a maior quantidade de sangue é retirada. O nome da pessoa treinada para realizar a morte chama-se ‘shochet’.

Quanto aos peixes apenas os que possuem escamas e barbatanas podem ser consumidos, a razão para isto é desconhecida.

Outra característica das leis do ‘kashrut’ é que não se deve misturar carne e leite, a razão para isto está na Bíblia, pois esta afirma que “não se deve cozinhar uma criança no leite de sua mãe”, e por isso concluiu-se que misturar leite e carne seria violar as leis do ‘kashrut’. Porém existem alimentos considerados neutros (‘pareve’ ou ‘parev’ em Yiddish – neutro). Entre os ‘pareve’ estão os peixes, alimentos advindos da terra e seus deivados. Neste grupo estão incluidos qualquer alimento manufaturado que não tenha como ingrediente derivados de animais.

A fim de não misturar os alimentos a base de carne (‘fleishig’ em Yiddish) e os a base de leite (‘milchig’ em Yiddish) não se deve usar a mesma louça para servir refeição a base de leite e a base de carne. Porém as louças de vidro são, por alguns, aceitas para servir os dois tipos de refeição, uma vez que o vidro é um material que não absorvente. Apenas os copos de vidro são amplamente aceitos, tanto para as refeiçöes de carnes e as de leites. Alguns judeus ultra-ortodoxos só bebem leite que teve durante sua ordenha e seu engarrafamento um judeu presente para assegurar que não houve mistura de leite de um animal ‘kosher’ com um não ‘kosher’ (essa mistura é normalmente feita para melhorar o gosto do leite), esse tipo de leite chama-se ‘chalav Yisrael’, “leite dos judeus”.

É comum se experar algumas horas entre uma refeição a base de carne e outra de leite, pois a carne demora muito tempo para ser digerida. Porém, quando certos tipos de queijos são ingeridos, principalmente os mais duros, é comum também se esperar algumas horas, pois este aderem aos dentes. O tempo de espera, em qualquer um das circunstâncias, é determinado pelas autoridades rabínicas locais.

Os judeus só devem comer carne de animais kosher após esta ter se tornado kosher. Para uma carne se tornar kosher ela deve, após ter sido morta num ritual judeu, ter todo o sangue retirado. Para isso primeiramente deve-se lavar a carne com água, após isso ela é imersa em num receptáculo com água durante meia-hora, para que possa melhor absorver o sal. A água deve cobrir toda a superfície da carne. Após a imersão a carne é posta numa tábua enclinada para escoar a água. Então, a carne é salgada com um sal ‘kosher’ (um sal kosher é um sal com uma grande capacidade de absorção de líquidos). O Sal é utilizado para drenar todo o resto de sangue da carne. Após ser salgada a carne é lavada duas vezes para retirar o sal.

Uma carne que não tenha sido tornada kosher não pode ser mais “kasherizada” caso tenha ficado num estado não kosher por mais de três dias, pois o sangue já coagulou, e só pode ser consumida caso seja grelhada em fogo aberto, pois o fogo liberará o sangue. O grelhar é, na verdade, o melhor processo de “kasherização” possível, pois libera a maior quantidade de sangue, por tanto não é necessário a “kasherização” de carnes que serão gralhadas. Porém, existem certas carnes que não podem ser “kasherizadas”, o fígado por exemplo, por possuírem uma grande quantidade de sangue. A única maneira de se consumir tais carnes é grelhando-as.

Quanto as aves não existem restriçöes, apenas não se pode utilizar água quente para retirar as penas. Qualquer carne que tenha sido escaldada antes de ser ‘kasherizada’ torna-se ‘terayfa’, pois a água quente coagula o sangue.

Carnes não ‘kasherizadas’ não podem ser congeladas pois o sangue congelará e o sal e a água não conseguirão remover o sangue eficientemente. Carnes não ‘kasherizadas’ que tenham sido congeladas só poderão ser usadas após serem grelhadas.

Peixes não precisam ser ‘kasherizados’ pois eles possuem uma quantidade mínima de sangue, portanto a Bíblia afirma que a proibição a ingerir sangue está limitada a mamíferos e aves.

Porém, não é todo judeu que observa essas leis, os Ortodoxos e os Conservativos seguem-nas, mas os Reformistas não, apesar de que até mesmo estes sentem restriçöes quanto ao porco e seus derivados. Os Ortodoxos não comem queijos pois durante a fabricação destes utiliza-se uma enzima encontrada dentro do estomago de certos mamíferos para acelerar a coagulação do leite, e portanto no queijo estariam sendo misturados derivados da carne com os do leite.

É comum encontrar-se em pacotes de comida símbolos certificando que o alimento é ‘kosher’, este símbolos são referentes a organização judaicas que certificam que o alimento foi preparado de acordo com a tradição do judaismo.

No entanto, seja num restaurante ‘kosher’ ou manufaturados ‘kosher, a comida ‘kasher’ é sempre mais cara que as ‘terayfa’ pois existe um custo extra – no ritual da morte e na inspeção do produto.

Culinária Israelense – Cozinha

Uma das tradições da família judaica é comer o Chalah, uma espécie de pão, que ao invés de ser em forma de tranças, como é normal, é especialmente redondo para simbolizar o ano que começou.

Além do pão, é costume sempre se comer peixe (já que ele nada sempre para frente) e a receita mais tradicional é a de Guefilte Fish (foto), cujas rodelas de cenoura significam moedas. É costume, também, servir a cabeça do peixe para a pessoa mais velha da família, já que Rosh Hashaná significa “cabeça do ano”.

Baseada num código do livro sagrado dos judeus (Kashrut), a cozinha judaica não permite o consumo de certos alimentos como porco, crustáceos, e a mistura de carne e leite, ou seus derivados, na mesma refeição. Os mais ortodoxos separam até geladeiras, pratos e talheres para carne e leite.

Há ainda o controle dos alimentos, inclusive os industrializados, que devem ser “kasher”, ou seja, inspecionados por rabinos, de acordo com as normas do Kashrut. Todas essas regras, no entanto, não impedem que se desfrute dessa culinária riquíssima, que traz a influência de várias partes do mundo.

Nas mesas de famílias judaicas, aliás, não pode faltar mel no ano-novo: é costume comer maçã com mel, para se ter um ano doce. Dez dias depois do Rosh Hashaná, acontece o Yom Kippur, época em que se deve refletir sobre o ano que passou. Depois da meditação e do jejum da data, é costume, também, se ter um jantar com receitas tradicionais judaicas.

A História da Culinária Judaica através dos Tempos

O povo judeu ao longo dos anos, forçado a mudar constantemente de país, acabou criando e fortalecendo as suas raízes também através da sua culinária. A comida acabou sendo o símbolo da continuidade, o laço com o passado influenciado também pela cultura nos quais as comunidades judaicas se estabeleceram ao longo dos séculos.

De acordo com a tradição judaica, a comida ocupa lugar de destaque nas festividades e comemorações religiosas. Cada festividade tem pratos típicos correspondentes, com papel definido no ritual. Como a Matzá em Pessach, a Chalá no Shabat.

A refeição que é associada a um ato religioso se reveste de espiritualidade e é conhecida como seudat mitzvá. Entre os atos de seudat mitzvá estão a refeição servida após a cerimônia de casamento, de brith milá e do pidion haben. Quando o estudo de um grande trecho do Talmud é concluído, realiza-se uma celebração e uma refeição festiva para os alunos.

nascimento de uma criança é um dos acontecimentos mais importantes, principalmente se for menino. Nessa ocasião prepara-se pratos especiais, que variam de acordo com a região. Na Catalunha (Espanha), a refeição antes da apresentação do recém nascido era composta por galinha, arroz e mel. Em bairros judaicos do Oriente Médio, comiam-se as chamadas “fatias de nascimento”, ou Torrijas, com as quais se presenteavam as mães que acabavam de dar a luz. Esse costume prevalecia em Toledo, na Espanha até há pouco tempo.

Ao entardecer do sétimo dia após o nascimento era realizada uma cerimônia chamada “Hadas” ou fadas, no sentido de “destino” – em honra e homenagem dos recém-nascidos. Se fosse um menino esse seria o primeiro passo para a circuncisão. Para as meninas, consistia no “Simchat Bat” de Israel atual, em que a menina recebe seu nome hebraico e as “fadas”, isto é, os bons votos de sua comunidade para que tenha um destino feliz.

Além de bolos, também eram servidos vários tipos de doces e confeitos de amêndoas.

Casamento

A Almosana, costume comum entre os judeus de Salonica, começava no Sábado anterior à semana das núpcias e contava basicamente com a presença de mulheres. Na ocasião eram servidos doces e bebidas. O banquete nupcial se realizava depois do anoitecer, em companhia dos familiares e amigos mais próximos. As vezes, era oferecida uma pequena recepção em que eram servidas guloseimas bem açucaradas e tarales (roscas grandes feitas a base de farinha, óleo e açúcar). Depois de terem aberto a recepção e recebido a bênção do pai, os recém-casados se retiravam. Atualmente ainda é costume a mãe da noiva colocar pequenos doces e bombons sob os travesseiros do casal, para que os noivos adocem a boca da vida que iniciam.

Depois da cerimônia do casamento, começava a semana das festas nupciais. O marido agradecia os convidados, oferecendo roscas e tarales preparados por sua mãe. Em algumas comunidades, encerrava-se a semana de comemorações com o Dia do Peixe. Começava com a ida do recém-casado, bem cedo, comprar os peixes. Estes eram colocados em uma bandeja no chão e a noiva deveria passar três vezes sobre a bandeja, enquanto os presentes faziam votos para ela ser tão fértil quanto os peixes.

A esposa tinha o dever de não romper os laços afetivos com a sua própria família. Por isso, seguindo um ritual antigo, sua mãe lhe colocava bombom ou um torrão de açúcar na boca antes de atravessar o umbral da casa paterna, em direção à nova vida.

Luto: O luto rigoroso, pela perda de entes queridos, se estende também à comida. A primeira refeição depois do enterro é composta por ovo cozido e pão. Durante a Shivah – semana de luto, as refeições são feitas no chão ou sobre banquinhos, pois a mesa da casa tem o caráter de alegria e abundância.

Kashrut

As leis da Kashrut determinam o que é permitido e o que é proibido comer (taref). A preparação dos alimentos também seguem leis rígidas, especialmente quanto à proibição de se misturar leite e produtos derivados com carne, ressaltando que não se consome o sangue dos animais.

Dentre os legumes, as lentilhas tiveram um papel decisivo na história do povo judeu, pois Esaú vendeu seu direito de primogênito para Jacob, seu irmão, por um prato de lentilhas. O óleo também sempre esteve presente na história do povo judeu. O rei Salomão enviava óleo a Hirão I, rei de Tiro, em troca de materiais e de artesãos para a construção do Templo. O óleo de oliva também é mencionado em vários trechos da Tanach.

As frutas sempre tiveram destaque nas comemorações. Na mesa de Rosh Hashaná a maçã, a romã e tâmaras são importantes. A romã é o símbolo da fertilidade e da abundância devido a suas inúmeras sementes. A uva merece menção especial, pois dela se extrai o vinho, presente em todas as rezas. Consumiam-se uvas frescas, secas ou em forma de bebida. As uvas passas servem como ingrediente para bolos e doces.

A tradição judaica atribui a Noé a primeira experiência com os efeitos do vinho.

Canaã é chamada, em diversas passagens da Torá, de terra “onde corre o leite e o mel” o que indica o quanto o leite era apreciado na região. Quanto ao mel, fazia parte dos produtos que a região de Tiro importava de Judá e Israel.

Culinária das Festas Judaicas

Nas festas religiosas a mesa tem um lugar fundamental:

Shabat

Os preparativos para o Shabat são basicamente referentes à comida.

Entre os judeus marroquinos, o prato principal do Shabat é o hamin, também conhecido com o nome de adafina ou “coisa quente”. Este prato tem como ingredientes básicos ovos cozidos, grão de bico e carne, exala um aroma especial desde a véspera, quando é lentamente preparado, já que no Shabat não se cozinha. Os judeus ashkenazim tem um prato semelhante para o Shabat, o Tchulent, que é um cozido de feijão branco, galinha, carne de peito e outros ingredientes.

Yom Kippur: Yom Kipur, dia do Jejum, determina a proibição de ingerir qualquer alimento ou bebida. Mas a comemoração começa e termina com uma refeição festiva. A que precede o jejum é uma refeição leve, geralmente a base de frango, sem temperos fortes como pimenta e canela e sem bebida alcóolica, que provocam sede. O jantar que o quebra é geralmente suculento. Come-se de tudo, salgados e doces. Antigamente a refeição era à base de carne, sopas e aves. Hoje a tendência entre algumas comunidades é preparar uma refeição predominantemente à base de leite, mais leve.

Sucot: Sucot – a Festa das Cabanas – começa cinco dias depois de Yom Kipur. Durante uma semana as refeições devem ser feitas dentro da cabana ou sucá. Servem-se pratos de salgados e doces durante sete dias seguidos.

Purim: Purim é uma das expressões mais autênticas do povo judeu. Aq leitura da Meguilá (o Pergaminho de Esther) é feita na véspera, após o término do jejum – chamado o Jejum de Esther – e também no dia seguinte, pela manhã. É costume beber muito vinho. Em Purim é costume dar e receber misloach manot – doces e outras guloseimas.

Pessach: A comemoração de Pessach dura oito dias e o preparo dos alimentos requer cuidados especiais, pois deve-se fazer abstenção de alimentos fermentados durante toda a festividade. A matzá, ou pão não fermentado é o alimento característico.

Culinária Sefaradita

Ao contrário dos pratos ashkenazitas, relativamente semelhantes entre várias comunidades, a cozinha sefaradita é extremamente variada e regional. Os judeus adotaram o tipo de comida dos países nos quais viviam, mantendo sempre um toque pessoal e um sabor singular que os diferenciava dos demais. A cozinha sefaradita difere de um país para outro e, às vezes, até de uma cidade para outra. Há, no entanto, uma certa unidade na preparação dos pratos encontrados em várias regiões do mundo sefaradita.

A comida é sempre aromática e colorida. Usa-se todo o tipo de condimentos e produtos que dão um gosto muito especial, como a famosa água de rosas. A boa mesa sempre fez parte da tradição dos judeus desta origem. Grande parte dos pratos provêm de Bagdá, entre os quais as carnes cozidas com frutas, o xarope de romã e tamarindo, as misturas agridoces. Os outros pratos, provêm da Espanha e alguns originaram-se em Portugal, núcleos marranos.

Culinária Israelense – Receitas

Bolo de Mel para Rosh Hashaná

Ingredientes da massa:

4 ovos
2 copos grandes de mel
2 copos grandes de açúcar mascavo
2 maçãs raladas
1 copo de café passado bem forte e quente
1 copo de óleo
Baunilha
Raspas de casca de limão
5 copos de farinha
2 colh. de cha de bicarbonato
1 colh. de cha de fermento
nozes raladas e/ou uvas passas.

Modo de preparo:

Misturar tudo (não precisa de batedeira)
Deixar descansar +/- por 40 min.
Forno quente +/- 50 min.
Untar a forma e colocar papel manteiga
Rende: 2 formas compridas ou 4 pequenas.

Chala – Pão Trançado

2 tabletes de fermento
1 xíc (chá) de água morna
5-6 xíc (chá) de farinha de trigo peneirada
1/2 xíc (chá) de açúcar
6 ovos batidos ligeiramente
1/2 xícara (chá) de margarina ou óleo
2 colheres (sopa) de kirsch ou cognac
1 1/2 colher (chá) de sal
uvas passas sem sementes (opcional)
2 gemas para pincelar
sementes de papoula, gergelim ou erva-doce para polvilhar
manteiga para untar e farinha para polvilhar a assadeira

Modo de preparo:

Em um recipiente, dissolva o fermento em meia xícara de água morna, misture-lhe uma xícara da farinha de trigo e duas colheres de sopa do açúcar.
Tape com um guardanapo de pano e deixe a massa descansar até dobrar de tamanho.
Após esse tempo, misture à massa levada a farinha de trigo aos poucos, o açúcar e a água restantes, os ovos, a margarina ou óleo, o kirsch, o sal e as uvas passas, se gostar.
Sove muito bem a massa, dê-lhe o formato de uma bola e deixe-a crescer em lugar aquecido, por duas a três horas, aproximadamente.
Depois que estiver crescida, sove-a mais um pouco e estique-a fazendo dois rolos. Divida cada rolo em dois pedaços e molde duas tranças duplas.
Coloque os pães numa assadeira untasa e enfarinhada, pincele-os com as gelas e polvilhe-os com as sementes.
Deixe-os crescer por mais duas horas e asse-os em forno médio, pré-aquecido, durante 40 minutos, aproximadamente.

Guefilte Fish Light

Ingredientes:

1 kg de file de peixe
2 ovos inteiros
1 kg de cebola branca
uma pitada de bicabornato de sódio
um fio de óleo de soja
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

Pique a cebola, coloque-a com um fio de oleo na panela. Quando ela estiver morna coloque o bicabornato e deixe-a ficar transparente. Deligue o fogo e reserve a panela.
Moa o peixe, acrescente os ovos, sal e pimenta e uma ou duas colheradas da cebola. Misture tudo bem com as maos.
Coloque agua fria na panela, faça bolinhas nao muito grandes, coloque-as na água e só depois disso leve a panela ao fogo por aproximadamente 40 minutos em fogo médio.
Se o tempero estiver a seu gosto, coloque gelatina kasher branca sem sabor para firmar o caldo.

Dicas e sugestões:

Coloque num pirex as bolinhas, coe o caldo em peneira bem fina, e cubra o guefilte fish completamente. Deixe esfriar, coloque na geladeira para firmar e bom proveito.
Uma boa ideia e comer no almoço de Shabat com uma saladinha crua gelada.

Knishe de Batatas

Ingredientes da massa:

+ ou – ½ kg farinha
1 col. Chá açúcar
1 col. Chá sal
2 ovos
½ copo de óleo

Modo de preparo:

1. Misturar tudo com 1 copo grande de água morna com 1 col sobremesa de fermento royal dissolvido em água.
2. Fazer a massa e guardar no mínimo 3 horas na geladeira embrulhado em um pano úmido.
3. Dividir a massa em varias bolas e abrir cada uma primeiro com o rolo e depois com as mãos untadas.
4. Com o punho fechado jogar a massa para cima.
5. Usar qualquer um dos recheios acima, fechar untar com ovos e óleo.

Dicas e sugestões: Pode fazer os kniches individuais e dobrar a receita.

Panqueca de Ricota para Pessach

Ingredientes da massa:

3 ovos
1 copo de água (ou leite)
1 pitada de sal
1 pitada de açucar
1 colher de chá de óleo
2 colheres de sopa de fécula de batata

Modo de preparo:

Misturar tudo e ir colocando a fécula de batata até dar a consistência para fritar (mais ou menos duas colheres de sopa não cheias).
Deixar a massa descansar por 30 minutos.

Ingredientes do recheio:

-250 g. de ricota
-1 gema de ovo
-1 colher de sopa de açucar
-1 colher de sopa de creme de leite
-1 pitada de sal
-uva passa e nozes (opcional)

Modo de preparo: Fritar as panquecas, recheá-las e colocá-las num pirex refratário. Cobrir com creme de leite ou o molho de sua preferência e levar ao forno imediatamente.

Dicas e sugestões: Você pode fazer o recheio de legumes ou somente batatas.

Panqueca de espinafre assada

Ingredientes:

8 colher(es) (chá) de azeite de oliva
8 dente(s) de alho amassado(s)
4 maço(s) de espinafre cozido(s) e picado(s)
sal a gosto
2 xícara(s) (chá) de farinha de trigo
8 unidade(s) de gema de ovo
16 unidade(s) de clara de ovo em neve
8 colher(es) (sopa) de queijo ralado
2 xícara(s) (chá) de água

Modo de preparo:

Numa panela, esquente o azeite e doure o alho levemente. Junte o espinafre e refogue. Reserve. Numa tigela, misture as gemas com a água.
Acrescente o espinafre refogado e a farinha de trigo. Misture bem.
Em seguida, incorpore as claras em neve e tempere com sal a gosto.
Despeje a mistura em uma forma levemente untada com azeite.
Polvilhe o queijo ralado e leve ao forno médio, pré-aquecido para assar até firmar.

Raviolis de Queijo

Massa:

2 – ½ copos de farinha
2 ovos
2 colheres chá água salgada fria

Misturar os ingredientes e deixar a massa descansar por 20 min.

Recheio:

1 copo ½ de ricota
2 ovos sal açúcar vanila
¼ copo farinha de rosca
¼ copo creme de leite.

Misturar tudo até ficar uma pasta bem lisa.

Molho:

1 copo creme de leite
1 col. Chá canela
1 colh. Sopa açúcar
2 colh. sopa açúcar
2 colh. chá maizena dissolvidas em 1 copo de leite frio

Montagem:

Abrir a massa o mais fino possível. Cortar em quadrados Colocar o recheio no meio Dobrar em triângulos e apertar bem as beiradas. Cozinhar 15 min. em água fervendo salgada, e em fogo baixo.
Esquentar o molho, engrossar com a maizena e jogar por cima dos raviolis. Pode também deixar um pouco no forno.

Salada Húngara de frango

Ingredientes:

Frango cozido desfiado.
2 cenouras raladas.
1 maça ralada
1 cebola ralada
uvas passa
suco de limão
sal
vinagre
maionese

Modo de preparo: Misture tudo numa saladeira grande e aproveite pois e uma delícia!

Tchulant – Feijoada Judaica

Ingredientes:

1/2kg de carne moida
1/2kg de feijão branco
1kg de batatas
1/2kg de cenoura
2 ovos
1/2kg de cebola
5 dentes de alho
salsinha, cebolinha, coentro, cheiro-verde e sal a gosto
1linguiça defumada kasher
1xícara de azeite

Acessórios: Refratária resistente

Modo de preparo:

Colocar em uma panela grande o azeite e deixar esquentar um pouco, em sequida fritar no azeite a cebola já picada,depois colocar os temperos (salsa, cebolinha, cheiro-verde,coentro o alho e o sal) fritar a carne nesse tempero, colocar as batatas e cenouras já cortadas em pedaços grandes
colocar o feijão e misturar bem, passar todo o conteúdo da panela para uma refratária resistente e colocar água até a boca e levar ao forno com a refratária tampada. ele vai cozinhar por 4 horas, após 3 horas de cozimento, colocar a linguiça kasher, e faltando 1/2 hora para terminar o cozimento colocar os ovos.

Dicas e Sugestões:

Em caso de pressa colocar todos os engredientes ( exceto a linguiça kasher os ovos e o feijão) na refratária e levar ao forno,em quanto isso cozinhar o feijão na panela de pressão e quando ja cozido mistura-lo ao restante e seque-se a receita.
Essa receita é ideal para Shabats de inverno.

Kreplach (Culinária Judaica)

Massa:

Ingredientes:

1 ovo
1 e ½ colher de sopa de óleo
1 colher de café de sal
1 copo de Água
Farinha de Trigo até dar o ponto (que a massa se desprenda facilmente das maõs)

Recheio:

½ kg de carne cozida desfiada (de preferência colchão duro)
½ cebola ralada, levemente dourada
Pimenta do Reino a gosto

Preparo:

Refogue a carne na cebola e adicione a cebola ralada e crua, 1 ovo cru e misture bem.
Monte o kreplach como um ?pastelzinho? e cozinhe em água fervente.Pronto, retire quando estiver bem cozido e sirva com salada de batata e cebola ralada.

Almôndegas de Atum

Ingredientes:

2 colheres de purê de batata
2 colheres de farinha
½ quilo de atum (em lata no azeite)
salsinha picada
2 ovos

Modo de Preparar: Triturar bem o atum. Juntar os ovos, o salsinha picada, o purê de batatas e amassar tudo muito bem com a farinha. Colocar a mistura num pano bronco e deixar ferver durante 10 minutos em água salgada. Prensar o cozido com um objeto pesado e deixar esfriar. Cortar em fatias e servir com maionese ou outro molho qualquer. É um ótimo prato para o Shabat.

Borscht

Ingredientes:

3 colheres (sobremesa) de purê de tomate
1 colher (sobremesa) de açúcar
½ quilo de carne de boi em cubos
½ quilo de beterraba em pedaços
4 tomates grandes em cubos
3 batatas graúdas inteiras
½ quilo de repolho fatiado
Sal e pimenta-do-reino
½ quilo de ossos de boi
Suco de 1 limão
1 cebola fatiada
2 litros de água

Modo de Preparar: Em uma panela, colocar a água, a carne, os ossos, a beterraba, cebola, tomates, repolho, sal e pimenta-do-reino. Levar a ferver em fogo baixo por 2 horas. Acrescentar as batatas e o purê de tomate e ferver por mais ½ hora. Antes de servir, juntar o açúcar e o suco de limão. Provar o tempero e servir.

Gueeilte Fish

Ingredientes:

Míolo de pão (de 2 pãezinhos ou ¼ de xícara de farinha de matzá ou ¼ de xícara de pão ralado)
2 quilos de peixe (carpa ou dourado)
1 ramalhete de cheiro verde
2 cebolas
2 gemas

Modo de Preparar: Limpar o peixe e tirar com uma faca toda a pele sem rasgá-la da cabeça ao rabo. Lavá-lo e deixar secar. Separar a cabeça e espinha dorsal. Picar a carne do peixe e passá-la na máquina de moer. Amassar o pão préviamente molhado e fritá-la ligeiramente com a salsinha picada. Adicionar as gemas, o sal, o açúcar e misturar bem. Rechear a pele com essa mistura e salgar por fora. Numa caçarola (se possível especial para peixe), despejar a espinho, a cabeça, as cebolas em rodelas, o cheiro verde cortado, sal e pimenta e sobre esse “colchão”, colocar o peixe. Cobrir com água fervendo e deixar cozinhando de 1 e ½ a 2 horas destampado até consumir metade da água. Se for necessário, adicionar água fria. Uma vez cozido, cobrir com o molho que ficou na panela. Este molho pode ser também coado misturado com duas gemas e três fatias de limão e esquentar até que alcance fervura. Servir quente.

Fonte: shalom-israel.tripod.com/br.geocities.com/deleste5.edunet.sp.gov.br

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Um comentário

  1. Matéria maravilhosa, bastante informativa. Ótimas receitas. Obrigada.

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