História do Nhoque

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O nhoque é uma especialidade da gastronomia italiana e teve seu início a partir de receitas básicas que utilizavam farinha e outros materiais que estavam à disposição em cada local.

Com a introdução da batata na Europa, a receita ganhou a forma mais popular de hoje, que inclui batatas, farinha e, em algumas variações, ovos.

Com o passar dos anos, o nhoque se consolidou como um prato típico em várias partes da Itália e, posteriormente, se difundiu globalmente com a emigração italiana. No Brasil, é também famoso pela tradição do “nhoque da fortuna”, que é apreciado no dia 29 de cada mês.

Nhoque são bolinhos dede batata macios e fofos, originários do nordeste da Itália, servidos como primeiro prato tradicional (primo piatto) na Itália.

Muitas regiões da Itália reivindicam a origem do nhoque. Embora geralmente associado ao norte da Itália, região do Vêneto,  a verdade é que esses bolinhos são encontrados em todo o sul do país, apresentando-se de diversas formas.

A maioria dos pratos italianos mais substanciosos e apreciados – como o risoto e a polenta – vem dessa região. Acredita-se que a palavra “gnocchi” derive do termo italiano “nocca”, que significa “nó dos dedos” (ou articulação).

Leve, aerado e repleto de sabor, o nhoque é um clássico da culinária europeia, com diferentes versões em diversas regiões. Antes da popularização da batata, o nhoque era preparado com abóbora e farinha de rosca!

Era o prato camponês ideal: nutritivo, saciante e econômico. Hoje em dia, existem variações modernas que levam espinafre, abóbora, gorgonzola e muito mais!

O nhoque é preparado com uma variedade de ingredientes básicos, dependendo da região de origem: farinha de trigo, fubá, semolina, pão, farinha de castanha, ricota ou vegetais – variando da abóbora ao espinafre e à clássica batata.

massa do nhoque é, na maioria das vezes, esticada em rolos e depois cortada em pedaços pequenos, aproximadamente do tamanho de uma rolha. Em seguida, eles são pressionados com um garfo ou um ralador de queijo para criar sulcos que retêm o molho. Alternativamente, podem ser simplesmente cortados em pequenos pedaços. O nhoque é geralmente consumido como substituto da massa (macarrão) no primeiro prato, mas também pode ser servido como acompanhamento para alguns pratos principais.

Na culinária italiana, o nhoque é habitualmente servido com um molho sem carne, precedendo frequentemente um segundo prato à base de carne ou peixe.

História do Nhoque

Nhoque – Origem

Muitos pensam que o nhoque é uma invenção puramente italiana, mas, na realidade, a origem desse fantástico primeiro prato é incerta e perdeu-se no tempo. Para complicar um pouco, há um detalhe: em cada região da Itália (e em todas as partes do mundo), essa especialidade recebe nomes diferentes e é preparada com ingredientes, acompanhamentos e formatos variados.

Quem inventou o nhoque?

É difícil dizer, embora existam várias informações sobre a origem do prato. No entanto, não se deve pensar no clássico nhoque de batata, pois esse tubérculo só chegou à Europa com a descoberta da América e passou a ser utilizado na culinária apenas muitas décadas depois.

Então, como eram feitos os primeiros nhoques?

Bem, a primeira receita dessa especialidade remonta à segunda metade do século XVI, quando dois dos maiores chefs do Renascimento descreveram o preparo desse prato utilizando farinha, farinha de rosca, água fervente e ovos. Essa foi a receita mais popular durante muitos anos, até que, em 1790, surgiu a receita do “nhoque alemão”, que levava farinha de rosca, leite, arroz (apenas em alguns casos), manteiga e especiarias.

Também no final do século XVIII, encontramos outra receita: a do nhoque de água, que lembrava muito a massa usada para fazer *beignets*. Esses nhoques eram preparados, na verdade, com uma base de polenta feita de água (ou leite), manteiga, farinha, ovos inteiros e gemas. Foi nessa época também que começou a se popularizar o nhoque como o conhecemos hoje, feito principalmente com batatas, água e farinha.

No entanto, essa receita só se consolidou amplamente no início do século XX. Chegamos, enfim, aos dias de hoje, em que o nhoque de batata é a versão mais difundida e consumida. A receita também evoluiu ao longo dos anos; tanto que encontramos variações muito interessantes da massa clássica, como a adição de abóbora, beterraba, espinafre… e por aí vai!

Nhoque – Prato

A nota embaixo do prato remete à história do surgimento do ritual de sorte: conta a lenda que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu a porta de uma casa e pediu comida. A família era grande e pobre.

Apesar disso, eles dividiram o pouco gnocchi que comiam com o andarilho. Cada um recebeu 7 massinhas. São Pantaleão comeu, agradeceu a acolhida e se foi.

Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Desde então, acredita-se que comer gnocchi todo dia 29 traz fortuna.

Fonte: Portal São Francisco/www.chiantireserve.com/mulinoraleigh.com

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Um comentário

  1. Muito bom , eu já fiz várias pratos de nhoque , inclusive o que mais gosto é recheado, porém por que Inhoque da Instância Dom Juan ?

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