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A história do sorvete remonta à Antiguidade, período em que civilizações como a chinesa, a persa e a romana já se deliciavam com iguarias congeladas à base de neve, frutas, mel e outros componentes.
Séculos mais tarde, essas receitas foram aprimoradas na Europa mediante a adição de leite, creme e açúcar. Com a evolução das técnicas de refrigeração, o sorvete se tornou comum a partir dos séculos XVIII e XIX.
Atualmente, essa iguaria é uma das sobremesas mais apreciadas globalmente, oferecendo uma infinidade de sabores e variações.
Ao longo de milhares de anos, o sorvete evoluiu de antigas bebidas geladas e iguarias de leite congelado para uma sobremesa global produzida em massa.
Muita gente desconhece a origem do sorvete. Existem várias teorias sobre o surgimento desta iguaria.
Entre fatos e lendas, alguns historiadores acreditam que possa ter sido Alexandre o Grande (356-323 a.C.), rei da Macedônia, o introdutor do sorvete na Europa. Outra corrente de pesquisadores atribui o feito aos árabes, que teriam aperfeiçoado a receita chinesa, ensinando aos europeus como ligar a neve aos demais ingredientes.
Também há relatos de que Nero, o temido imperador de Roma (54-68 d.C.), era um grande apreciador do sorvete. Dizem que ele enviava escravos corredores até as montanhas em busca de gelo para seus aperitivos de frutas e mel e quem não conseguisse fazer o percurso sem que a neve derretesse era executado! Mas as receitas do imperador nunca foram encontradas. Se a história é verdadeira? Vai saber…

No século XI, os árabes já haviam dedicado uma seção inteira ao sorvete em um de seus fabulosos livros de culinária, escrito por Wusla Hila al Habib. A palavra sorvete também é de origem árabe, vem de xarab, que depois os turcos mudaram para xorbet.
A história do sorvete é cheia de curiosidades. Pesquisas mostram que ele foi inventado há cerca de 3 mil anos pelos chineses! No início, o “sorvete” era feito com neve, suco de fruta e mel.
Outras pesquisas apontam o líder Alexandre, o Grande como o introdutor do sorvete na Europa e a sua “receitinha” era um pouco diferente da usada pelos chineses: uma mistura de salada de frutas embebida em mel e resfriada em potes de barro guardados na neve.
Mas foi em 1292 que o sorvete começou a tomar a forma daquele que conhecemos hoje, quando o famoso viajante italiano Marcopolo voltou ao seu País de uma viagem à China cheio de “novidades”: o arroz, o macarrão e o sorvete feito com leite!
A partir daí, o sorvete começou a ser muito consumido em toda a Itália e até hoje o sorvete italiano é reconhecido como um dos melhores do mundo. Por lá, em qualquer lugar pode-se encontrar uma gelateria, ou seja, uma sorveteria. Em italiano, sorvete se fala gelato.
Sa Itália, o consumo do sorvete espalhou-se por toda a Europa, até que os ingleses o levaram para os Estados Unidos. Lá, a história dos sorvetes ganhou importantes capítulos…
Nos EUA, país que mais faz e mais consome sorvetes no mundo, dois fatos importantes ocorreram para tornar este alimento ainda mais popular: em 1851, Jacob Fussel abre a primeira fábrica de sorvetes do mundo! Pela primeira vez, os ice creams são produzidos em muita quantidade.
O segundo fato que mudou a história do sorvete foi a invenção da refrigeração mecânica, ou seja, das geladeira. Ainda bem, porque se não fosse essa grande invenção, pessoas que moram em lugares quentes, como os brasileiros, teriam que viajar para longe se quisessem apreciar um sorvetinho!
Sorvete – Origem
O hábito de consumir bebidas geladas para se refrescar durante as estações quentes ou de utilizar-se da própria neve para saciar-se e conservar seus alimentos existe, pode-se dizer até que nasceu com o homem.
Entretanto é provado que o hábito de consumir bebidas geladas vem dos egípcios e persas, os quais eram gulosos por sucos de frutas e água açucarada, às vezes aromatizadas e postas para gelar.
Por um desenho antigo encontrado pelos antropólogos, soubemos que os persas tinham o costume de modelar estes em forma de ovo e o nomearam de “Pezzi Duri”. Saboreavam-no como atualmente fazemos, lambendo-os diretamente sem o auxílio da colher.
Segundo consta, os romanos, também, especialmente Júlio César, embora não tenham conhecido o sorvete como os persas e egípcios, tinham por hábito consumir bebidas geladas, geralmente suco de frutas acrescido de gelo.
Outras citações nos revelam, no entanto, que Nero, imperador romano, enviou seus escravos às montanhas geladas a fim de que lhe trouxessem um pouco de neve para esfriar as suas bebidas e frutas.
Antigamente, o sorvete, em razão de sua difícil manipulação, era considerado um privilégio apenas para os ricos e nobres.
Na Itália, há dois mil anos, durante o império romano, a elite tinha o costume de, após saborear seus enormes banquetes, consumir sobremesas geladas para auxiliar a digestão.
Marco Polo, por sua vez, quando em peregrinação pelo mundo, trouxe, entre outras coisas, uma receita da China que ensinava a fazer gelo a partir da água, através de um método muito adiantado para época e muito parecido com os utilizados hoje em dia.
Assim, os registros mais antigos encontrados sobre o sorvete foram os de ter-se originado da China e sido levado pelos árabes para o Ocidente.
Já para os médicos orientais, o sorvete era considerado um alimento perfeito, de elevado teor alimentar, possuidor de um equilíbrio considerado básico para o bem-estar físico. Sendo o gelo um elemento “Yin”, e o ovo, a soja, o leite, o mel e o açúcar, elementos “Yang”, temos, assim, o equilíbrio de “Yin” e “Yang”, tudo em um só alimento.
Andando pelas ruas de Bangkok, na Tailândia, é comum encontrarmos ambulantes em seus carrinhos vendendo a “Grattacheccha”, conhecida por nós brasileiros por “Raspadinha”, feita com gelo raspado.
Na Itália, no entanto, a “Granita” e o “Sorbetto”, versões primitivas do sorvete, foram introduzidos pelos árabes.
Ocorre que, quando os árabes desembarcaram na Sicília, trazendo em suas embarcações café, amêndoas, açúcar de cana, frutas cítricas, portavam também um tipo de sorvete feito com suco de limão ou da infusão do café, o qual foi nomeado pelos italianos de “Granita”.
Da “Granita”, percebeu-se, então, que esta mesma bebida poderia ser preparada também de outras formas, tendo como base as frutas, nascendo, assim, a “Gremolata”.
Tratava-se de um tipo de sorvete amanteigado, muito doce, preparado com muitos ingredientes, sempre tendo como base a fruta e o açúcar, sem o acréscimo de nenhum derivado do leite.
No entanto, o sorvete verdadeiro e próprio, como nós o conhecemos hoje, amanteigado de creme, remonta ao século XVI e teve origem em Florença, talvez por obra de Berardo Buontalenti.
Com o auxílio de algumas substâncias naturais que ajudam a estabilizar a água, surgiu o sorvete que, com melhoramentos, resultou em uma estrutura muito mais fina e cremosa.
Em algumas crônicas da época, encontramos várias sátiras em que se comentavam as muitas brigas e desavenças ocorridas na época por damas que tentavam “roubar” o mestre sorveteiro italiano da outra.
As receitas que os sorveteiros italianos empregavam secretamente foram finalmente, plagiadas por um cozinheiro francês chamado Clement no fim do século XVII, e este, emigrando para os Estados Unidos, abriu uma indústria de sorvetes, com bastante sucesso.
Já temos outras informações divergentes que o sorvete chegou aos Estados Unidos vindo da Inglaterra, nas mãos do comerciante Phillip Lenzi.
Segundo consta, o próprio Lenzi, após se estabelecer, publicou um anúncio em um jornal de Nova York, em 1813, e foi quando a esposa do presidente James Madison, Miss Dolly, ofereceu o sorvete a seu marido durante o Inaugural Bali.
No Brasil, o sorvete teve a sua primeira aparição em 1834, pelo navio americano Madagáscar, no porto do Rio de Janeiro, o qual, além de carregar diversos ingredientes, carregava cerca de 160 toneladas de gelo.
No entanto, em outros registros, encontramos que foram os gaúchos do Rio Grande do Sul os primeiros brasileiros a conhecer o gosto do sorvete, em 1812, quando o governador Dom Diogo de Souza mandava recolher as geadas das frias noites de inverno para oferecer aos seus convidados.
Com o tempo, as receitas foram sofisticando-se e com isso surgiram na França formas especiais para congelar sorvete chamadas “sorbetières”, que eram giradas até o conteúdo congelar.
Em 1846, surge, em Nova Jersey, o primeiro freezer a manivela, inventado por Nancy Johnson. Ao virar a manivela, uma vasilha contendo a massa de sorvete também girava apoiada em montanhas de sal e gelo, formando, assim, a massa cremosa do sorvete. Infelizmente, Nancy não patenteou seu invento e por esse motivo não podemos encontrá-la nos registros.
Foi quando, em 30 de maio de 1848, surgiu um freezer muito semelhante ao original criado por Mr. Young que o nomeou de Congelador de Sorvetes Johnson em homenagem à real inventora. A idéia de colocar o sorvete em casquinhas em formato de cone e os demais sistemas utilizados para saborear o sorvete, como os “Sundays”, “Banana Splits” e “Milk Shakes”, vieram dos listados Unidos; caracterizados por terem um espírito prático, os americanos não somente “democratizaram” o sorvete, como, ao colocá-lo ao alcance de todos, passaram a liderar mundialmente sua fabricação.
Assim, mesmo que o sorvete tenha perdido aquele toque artístico dados pelos sorveteiros italianos, ganhou muito com as novas criações e receitas americanas que o fizeram tornar-se parte viva da alimentação, mas isso não quer dizer que os sorvetes italianos não continuem sendo requisitados, pelo contrário, até os dias atuais são eles os que mais se destacam em termos de sabor e cremosidade.
Em 1850, o sorveteiro veneziano Sartorelli lançou em Londres 900 carrocins ambulantes de sorvetes italianos. Invenção esta que logo foi plagiada por outro italiano, em Nova York
Depois disso, as vendas aumentaram rapidamente e, com o auxílio de estabilizantes, xaropes de glicose e açúcares originados do milho e outros ingredientes nutritivos, surgiu um sorvete muito agradável que deixou de ser apenas uma bebida para se tornar um alimento muito consumido não somente no verão.
Sorvete – A trajetória
Entre fatos e lendas, alguns historiadores acreditam que possa ter sido Alexandre o Grande (356-323 a.C.), rei da Macedônia, o introdutor do sorvete na Europa. Outra corrente de pesquisadores atribui o feito aos árabes, que teriam aperfeiçoado a receita chinesa, ensinando aos europeus como ligar a neve aos demais ingredientes.
Também há relatos de que Nero, o temido imperador de Roma (54-68 d.C.), era um grande apreciador do sorvete. Dizem que ele enviava escravos corredores até as montanhas em busca de gelo para seus aperitivos de frutas e mel e quem não conseguisse fazer o percurso sem que a neve derretesse era executado! Mas as receitas do imperador nunca foram encontradas. Se a história é verdadeira? Vai saber…
No século XI, os árabes já haviam dedicado uma seção inteira ao sorvete em um de seus fabulosos livros de culinária, escrito por Wusla Hila al Habib. A palavra sorvete também é de origem árabe, vem de xarab, que depois os turcos mudaram para xorbet.
Sorvete – Folclore
Fazendo uma rápida busca na Internet ou mesmo em livros, você encontra várias histórias fascinantes sobre a trajetória do sorvete ao longo do tempo. A maioria, no entanto, não passa de folclore.
De acordo com contos populares, o explorador Marco Pólo (1254-1324) teria conhecido o sorvete em sua viagem à China e o levado para a Itália. Tempos depois, cozinheiros italianos de Catarina de Médici teriam levado o maravilhoso prato para a França, quando, em 1533, ela se casou com Duque de Orléans, que mais tarde se tornaria o rei Henrique II. A neta de Catarina de Médici teria levado a receita para a Inglaterra ao se casar com o rei Carlos I, que pagava uma pensão vitalícia ao seu cozinheiro, para que este não divulgasse a tal receita secreta.
Mas, segundo o livro Ices: The Definitive Guide (Sorvetes: o Guia Definitivo), de Caroline Liddell e Robin Weir, o mais provável é que essas histórias tenham sido inventadas por mentes criativas (e põe criatividade nisso!) de produtores e vendedores de sorvete do século XIX. A desconfiança ocorre, porque elas não são mencionadas em nenhum documento anterior a essa data.
Sorvete – Da Europa aos Estados Unidos
Por muito tempo, a produção de sorvete foi um luxo reservado a poucas pessoas, porque dependia do gelo formado na natureza e de trabalhosos métodos para coletá-lo e armazená-lo. Durante todo o século XVII, as receitas foram cuidadosamente guardadas, e saborear essa guloseima gelada ainda era privilégio dos que frequentavam os palácios reais.
A partir do século XVIII, no entanto, o consumo de sorvete começou a se espalhar pela Europa. Em 1768 foi publicado, na França, o primeiro livro do Ocidente a revelar receitas de sorvete, A Arte de Fazer Sobremesas Geladas, que também continha explicações teológicas e filosóficas para o congelamento da água.
Em 1770, o sorvete cruzou o Atlântico até os Estados Unidos, levado pelo italiano Giovanni Bosio. No início do século XIX, Filadélfia passou a ser conhecida como a capital do sorvete do país, devido à grande quantidade produzida e às famosas casas públicas de sorvete da cidade. Atualmente, os Estados Unidos são o maior produtor e consumidor de sorvete do mundo!
Em 1843, a norte-americana Nancy Johnson inventou uma máquina de fazer sorvete que simplificava bastante o processo de produção, permitindo que qualquer pessoa fizesse sorvete de qualidade em sua própria casa.
A máquina funcionava com uma manivela, girada manualmente para a mistura dos ingredientes, que ficavam em uma espécie de balde, com uma mistura de gelo e sal no fundo (não se esqueça que o congelador ainda não tinha sido inventado).
A partir de 1850, o sorvete começou a se popularizar e passou a ser vendido a pessoas comuns. Em 1851, o leiteiro Jacob Fussell, procurando aproveitar o excedente da sua produção de leite, abriu em Baltimore, nos Estados Unidos, a primeira fábrica de sorvetes do mundo, vendendo em grande escala e a menos da metade do preço cobrado por outros vendedores!
Em 1865, depois da Guerra Civil nos Estados Unidos, um grande número de vendedores de sorvete de rua, chamados Homens Hokey-Pokey surgiu nas grandes cidades. Ninguém sabe ao certo o que quer dizer Hokey Pokey, mas supõe-se que a expressão seja derivada de algum jargão usado por vendedores de sorvete italianos. Que coisa, não?
Em 1899, o francês August Gaulin inventou um homogeneizador que quebrava os glóbulos de gordura e dava uma textura muito mais suave ao sorvete. Foi durante o século XIX, também, que desenvolveram-se técnicas que abriram caminho para a criação do primeiro aparelho de refrigeração mecânica. Com o surgimento de geladeiras e congeladores no início do século XX, aumentou a produção e o consumo de sorvete, levando ao aparecimento de novas indústrias.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1941-1945), o sorvete já era tão popular, que fazia parte da lista de itens essenciais para manter o ânimo das tropas americanas, como cigarros, refrigerantes e chicletes. A fabricação de sorvete para civis tinha sido reduzida, com o intuito de economizar leite e açúcar.
O sorvete chega ao Brasil
No Brasil, os cariocas foram os primeiros a experimentar a delícia gelada que vinha ganhando o mundo. Em 1834, o navio americano Madagascar, vindo de Boston, aportou na cidade do Rio de Janeiro com cerca de 200 toneladas de gelo em blocos. O objetivo: fazer sorvete, claro! Os blocos de gelo foram armazenados com serragem em depósitos subterrâneos e conservados por aproximadamente cinco meses.
Como naquela época não havia como conservar o sorvete depois de pronto, as sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-lo, causando alvoroço na cidade. Até as mulheres, que então eram proibidas de entrar em bares, cafés e confeitarias, resolveram quebrar o protocolo e fizeram fila para experimentar a novidade.
O sorvete começou a ser distribuído em escala industrial no país em 1941, quando nos galpões alugadas da falida fábrica de sorvetes Gato Preto, no Rio de Janeiro, instalou-se a U.S. Harkson do Brasil, a primeira indústria brasileira de sorvete. Seu primeiro lançamento em 1942 foi o Eski-bon, seguido pelo Chicabon. Dezoito anos depois, a Harkson mudou o seu nome para Kibon.
Os anos se passaram e o sorvete caiu mesmo no gosto do brasileiro. Segundo a Associação Brasileira de Indústrias de Sorvete (ABIS), em 2006 tivemos um consumo de 507 milhões de litros. Mas, apesar do aumento do consumo, a taxa em torno de 2,7 litros por pessoa ao ano ainda é baixa, se comparada com outros países de clima frio ou com a Nova Zelândia, campeã da lista. Por lá a média ultrapassa 26 litros por habitante!
Para incentivar o consumo de sorvete o ano todo e não apenas no verão, a ABIS instituiu o dia 23 de setembro como o Dia Nacional de Sorvete. Se você é fã da guloseima, delicie-se, mas com moderação. Afinal, a maioria dos sorvetes contém alto índice de gordura saturada e hidrogenada. Dê preferência aos picolés de fruta ou a outros sorvetes sem gordura, que são muito mais saudáveis.
Não demorou muito para os sorvetes brasileiros ganharem um toque tropical, misturados a carambola, pitanga, jabuticaba, manga, caju e coco.
Até o século XIX, o sorvete era considerado alimento de gente rica. As damas da nobreza chegavam a brigar entre si (puxar o cabelo e sair na unha), porque uma roubava da outra o mestre sorveteiro.
O inventor da máquina de sorvetes foi o florentino Procópio Coltelli, que abriu em 1660 a primeira sorveteria de Paris (o Café Procope), ainda hoje o estabelecimento mais antigo da cidade.
As maiores invenções com sorvete!
Picolé: Foi inventado em 1905 por um menino de 11 anos chamado Frank Epperson, que esqueceu no quintal um copo de refresco com uma colher dentro durante uma noite de inverno. De manhã, ele notou que a bebida e a colher haviam congelado juntas…
Casquinha de Sorvete: A casquinha foi inventada por um vendedor de waffles de origem Síria, E. A. Hamwi, que, em 1904, teve a idéia de enrolar waffles em forma de cone. Mas por quê? Simples: o vendedor de sorvetes que dividia o carrinho com Hamwi cansou-se de ver seus copos e pratinhos sendo roubados pelos clientes.
Sabores tropicais: Os brasileiros criaram sorvetes de sabores tropicais como carambola, pitanga, jabuticaba, manga, caju e coco.
Sundae e Banana Split: Inventados nos Estados Unidos, em 1890.
Ice Cream Soda: Inventado em 1879, nos Estados Unidos, por Fred Sanders.
Dia do Sorverte
23 DE SETEMBRO, INÍCIO DA PRIMAVERA É O DIA NACIONAL DO SORVETE
O dia 23 de setembro não é mais somente o início da primavera: é o Dia Nacional do Sorvete, data instituída pela ABIS – Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes, com o objetivo de estimular o consumo de sorvete, valorizando a composição nutricional do produto e os seus benefícios.
Essa celebração marca o início das temperaturas mais quentes do ano no País, época que normalmente é mais acentuado o consumo de sorvetes: entre setembro e março o consumo é 70% dos mais de 500 milhões de litros produzidos pelas empresas nacionais.
Mesmo sendo um país tropical, o Brasil ainda tem números modestos se comparado com outros países, em torno de 3,1 litros por pessoa a cada ano, menos de um quarto do consumo de alguns países nórdicos, por exemplo, de clima frio, que consomem o produto o ano inteiro.
No Brasil, acredita-se que tomar sorvete no inverno faz mal, provocando gripes e resfriados. É, justamente, este conceito que os produtores querem mudar, já que o sorvete é um alimento nutritivo que contém proteínas, vitaminas A, B1, B2, B6, C, D, K, cálcio, fósforo, açúcares, gorduras vegetal e/ou animal, além de outros minerais essenciais a uma nutrição balanceada, podendo e devendo ser consumido o ano todo, pois é um alimento completo.
Hoje, os produtos à base de leite são apontados como ingredientes funcionais, com grandes benefícios à saúde. Os sorvetes podem chegar a atingir 135mg/100g de cálcio, o que os coloca numa posição privilegiada, principalmente para as pessoas que por hábito, gosto ou intolerância à lactose, não ingerem alimentos lácteos na quantidade necessária.
O cálcio é um mineral essencial para a saúde de dentes e ossos e seu consumo, através da dieta e particularmente através do leite e derivados, é importante durante a infância e a adolescência, fases em que ocorrem os maiores ganhos de massa óssea. Nos demais períodos, como a vida adulta e a maturidade, a dieta desempenhará um papel importante que proporciona um balanço adequado do mineral no organismo, consequentemente mantendo a estrutura óssea adquirida nas fases anteriores. Em termos médios, o consumo de 100g de sorvete contribui com cerca de 8 a 16% da dose diária recomendada de cálcio.
O valor calórico dos sorvetes depende da sua composição, ou seja, das matérias-primas utilizadas para sua fabricação. Um sorvete produzido com ovos ou leite fornecerá uma maior quantidade de proteína e gordura comparativamente a um sorvete que utiliza água. A ABIS tem um quadro comparativo dos dados calóricos de alguns produtos: enquanto 100 gramas de sorvete de creme possuem 208 calorias, a mesma medida de pão francês tem 269 calorias; de queijo minas, 336 calorias, e de arroz, 382 calorias.
Além do valor nutricional, os médicos recomendam sorvetes para pacientes em processo de recuperação pós-operatório de cirurgias no nariz (adenóide), garganta (amídalas), cirurgias bucais ou dentárias devido a sua ação anestésica local.
Os sorvetes também possuem outras características benéficas à saúde. Sua maior popularidade está no fato de associar prazer, conveniência, sabor, aspectos nutritivos e benefícios à saúde em uma boa medida. Em termos de conveniência e variedade, tem para todos os gostos e necessidades. A riqueza da sua composição faz do sorvete um alimento diferenciado.
Fonte: Portal São Francisco/www.invivo.fiocruz.br/correiogourmand.com.br/www.buongelatto.com.br
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