
Como nesses tempos tem feito frio, temos que aproveitar para fazer esses programas que são quase impossíveis num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, como o nosso.
Por isso, eu não deixo passar a chance (melhor seria estar em Gramado, é claro!). Soube através de minha professora de francês que a fondue não é uma invenção francesa e que o de chocolate nem é muito conhecido lá na Europa.
A fondue (palavra feminina que significa fundido ou derretido) foi criada na Suíça em meio à Segunda Guerra Mundial. Por causa das batalhas e do inverno rigoroso, os camponeses que moravam nas regiões montanhosas não tinham como buscar mantimentos nas cidades.
Para não morrer de fome, eles aproveitavam os restos de queijo, já que eram produtores de leite e fabricavam muito queijo. Com o principal ingrediente à mão e em fartura, acabaram inventando uma comida quente, simples, saborosa e nutritiva para agüentar o frio. A mistura ficava no fogo até derreter. Os camponeses, então, mergulhavam pedaços de pão no creme, enquanto borbulhava.
A iguaria só ganhou fama na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova York, passou a servir o prato. Para complementar, criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa.
Apesar de ter surgido de forma rústica, a fondue se tornou uma comida refinada. Isso porque os ingredientes utilizados possuem um preço um pouco elevado, como é o caso dos queijos gouda, gorgonzola, emental e gruyère.

Veja as diferentes fondues e algumas dicas:
Escolha as carnes com textura delicada e sem gordura aparente. O filet mignon é o mais indicado por causa da sua maciez. Limpe-o bem e corte-o em cubos ou tiras. Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isso faria a carne soltar água e, conseqüentemente, o óleo iria espirrar.
Se você fizer fondue em casa, os queijos mais indicados são Emmenthal, Bel Pease, Cheddar, Edam, Couda, Gruyére, Provolone (deve-se misturar com Emmenthal ou gruyére).
Se a fondue engrossar, aqueça à parte um pouco de vinho (não use vinho muito doce para não empelotar) e despeje na massa sem parar de mexer.
Se a fondue ficar muito mole, junte um pouco mais de queijo ralado até a massa encorpar.
Além do chocolate, existem as opções caramelo e marshmallow.
Ingredientes
2 xícaras (chá) de marshmallow,
1 bolo de chocolate (não muito mole).
Modo de fazer
Coloque o marshmallow em uma bandeja refratária e leve ao fogo em banho-maria por 3 minutos ou até a água ferver. Retire do fogo, transfira para a tigela da fondue e coloque sobre o fogareiro. Opte pelo fogareiro com vela embaixo e leve à mesa. Corte o bolo em pedacinhos, espete cada pedaço no garfo próprio de fondue e mergulhe no marshmallow. Se quiser variar, sirva com morangos.
Fonte: www.vesoloski.eti.br

Fondue, uma verdadeira iguaria, é um dos pratos mais solicitados e lembrados por todos quando se fala em Campos do Jordão.
O fondue, ou "a" fondue, originou-se na Suíça francesa; dai seu nome, pois fondue (particípio passado de fondre) em francês significa fundido, derretido - ou seja, queijo fundido, no qual se mergulha o pão.
A história da descoberta da fondue vem da Idade Média, cerca de sete séculos atrás, nos Alpes da Suíça, em conseqüência de uma inesperada super produção de queijos. Curiosamente, como inúmeras outras glórias da gastronomia, uma iguaria que nasceu da necessidade. Os helvéticos, então, já eram exímios produtores de laticínios excelentes - que inclusive exportavam às nações vizinhas.
Porém uma nevasca terrível isolou completamente um determinado ponto da Suíça, ao redor de Neuchatel.
Surpreendidos com um estoque superlativo que não podiam vender, os produtores do local tiveram uma idéia: Derreteriam o excesso, à espera de uma nova temporada e, para melhor conservarem a massa, no seu recozimento acrescentariam alguma espécie de álcool, vinho ou aguardente, no caso kirsch, o delicioso destilado de cerejas daquelas regiões. Depois de reendurecida pelo frio, a massa não mais correria o risco de estragar. Para reutilizá-la, bastaria submetê-la, novamente, ao processo de fusão.
No teste inaugural do conceito, os produtores utilizaram um gigantesco caldeirão. Obviamente, experimentaram diversas vezes a textura e o sabor da massa enriquecida pelo kirsch. Um cidadão mais engenhoso, então, espetou um naco de pão na ponta de uma haste qualquer, que mergulhou no caldeirão. Voilà! (Aleluia!).
Mais do que simplesmente a alquimia nacional da Suíça, com tal gesto nasceu um verdadeiro ritual, uma celebração comunitária dos prazeres provenientes da amizade e da convivência cordial.
Com o decorrer dos anos e do aperfeiçoamento da gastronomia, a fondue vem sendo aprimorada e ganhando novos sabores e ingredientes como o de chocolate com frutas e de carne, também muito solicitado entre os clientes e visitantes de Campos do Jordão.
Prega a tradição da fondue que o seu fazedor tem o direito de raspar o derradeiro naco de pão nas paredes do recipiente da operação. Pede uma outra lenda, também, que pague as despesas quem derrubar o seu naco dentro da panela.
Além de uma boa fondue é o seu acompanhamento, um bom vinho e uma lareira, para aquecer ainda mais o ambiente entre amigos ou a dois.
Fonte: www.camposdojordao.com.br