Alimentos Funcionais

PUBLICIDADE

Alimentos Funcionais – Definição

Nos últimos anos, os alimentos funcionais ganharam popularidade nos círculos de saúde e bem-estar. Também conhecidos como nutracêuticos, os alimentos funcionais são altamente nutritivos e associados a diversos benefícios para a saúde. Por exemplo, podem proteger contra doenças, prevenir deficiências nutricionais e promover o crescimento e desenvolvimento adequados.

A definição de Alimentos Funcionais pela ANVISA engloba duas alegações:

ALEGAÇÃO DE PROPRIEDADE FUNCIONAL: É aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano.

ALEGAÇÃO DE PROPRIEDADE DE SAÚDE

É aquela que afirma, sugere ou implica a existência da relação entre o alimento ou ingrediente com doença ou condição relacionada à saúde.

Deste modo, o alimento ou ingrediente que alegar propriedades funcionais ou de saúde pode além de funções nutricionais básicas, quando se tratar de nutriente, produzir efeitos metabólicos e fisiológicos e ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica.

Em 2005, a ANVISA revisou as alegações de propriedades funcionais e ou de saúde dos alimentos, de novos alimentos/ingredientes, substâncias bioativas e probióticos. Com esta revisão, alguns produtos deixaram de ter alegações e outros tiveram as suas alegações modificadas, com o intuito de aprimorar o entendimento dos consumidores quanto às propriedades destes alimentos.

Atualmente os alimentos liberados são: ácido graxo ômega 3, carotenóides (licopeno, luteína), fibras alimentares (betaglucana, frutooligossacarídeos, inulina, psyllium, quitosana, lactulose), fitoesteróis, probióticos e a proteína de soja.

Alimentos Funcionais – O que são

Alimentos FuncionaisAlimentos Funcionais

Alimentos funcionais são ingredientes que oferecem benefícios à saúde que vão além do seu valor nutricional. Alguns tipos contêm suplementos ou outros ingredientes adicionais desenvolvidos para melhorar a saúde.

O conceito surgiu no Japão na década de 1980, quando agências governamentais começaram a aprovar alimentos com benefícios comprovados, em um esforço para melhorar a saúde da população em geral.

Alguns exemplos incluem alimentos fortificados com vitaminas, minerais, probióticos ou fibras. Ingredientes ricos em nutrientes, como frutas, vegetais, nozes, sementes e grãos, também são frequentemente considerados alimentos funcionais.

A aveia, por exemplo, contém um tipo de fibra chamada beta-glucana, que demonstrou reduzir a inflamação, melhorar a função imunológica e a saúde do coração.

Da mesma forma, frutas e vegetais são ricos em antioxidantes, compostos benéficos que ajudam a proteger contra doenças.

Alimentos Funcionais – Produtos

“Produtos alimentícios que produzem benefícios específicos à saúde além dos nutrientes tradicionais que eles contém”.

“Alimentos que contém níveis significativos de componentes ativos biologicamente que trazem benefícios à saúde além da nutrição básica.”

Seja qual for a definição adotada, todos os alimentos funcionais são vistos como promotores de saúde e podem estar relacionados à redução de riscos a certas doenças.

Entretanto, os cientistas esclarecem que os alimentos funcionais sozinhos não podem garantir boa saúde, eles podem melhorar a saúde quando parte de uma dieta contendo uma variedade de alimentos, incluindo frutas, vegetais, grãos e legumes. Os alimentos funcionais ou nutracêuticos são estudados através de uma ciência chamada nutracêutica que descobriu os compostos bioativos nos alimentos, ou seja, os elementos que são capazes de atuar diretamente na prevenção e no tratamento de doenças.

Em sua grande maioria, os compostos bioativos estão distribuiídos entre as frutas, legumes, verduras, cereais, peixes de água fria, leite fermentado, dentre outros. Eles são aproveitados no próprio consumo dos alimentos in natura ou então isolados e inseridos em outro produto passando então a ser enriquecido com nutrientes. Deste processo surgem as cápsulas de fibras e aminoácidos, os leites enriquecidos com ácidos graxos (ômegas 3 e 6) e vitaminas, por exemplo.

Base da alimentação do futuro, o que torna funcional um alimento é a presença ou não de um novo grupo de compostos identificados nas frutas e nos vegetais: os fitoquímicos (fito é um prefixo grego que significa planta).

Eles não são considerados nutrientes já que nossas vidas não dependem deles, da mesma forma que das vitaminas.

Ainda não se sabe a maneira exata como os compostos de plantas agem em nosso corpo, pois os mecanismos de ação são tão diversos quanto os compostos: alguns atuam como antioxidantes, outros como inibidores de enzimas.

Contudo, o que importa sabermos é que os fitoquímicos desempenham um papel fundamental para o organismo: ajudam a promover a saúde e a prevenir doenças, oferecendo apoio ao sistema de defesa interno.

Alimentos Funcionais – História

Alimentos FuncionaisAlimentos Funcionais

Dos primórdios da civilização onde o homem se alimentava do que encontrava na natureza até os dias atuais, muita coisa mudou. Hoje em dia, procuram-se alimentos que além de suas funções nutricionais, também possuam funções fisiológicas com ação na promoção de saúde e prevenção de doenças. Logo, a qualidade de vida está associada à qualidade da dieta que se consome, assim como ao estilo de vida.

Assim surgiram os alimentos funcionais ou nutracêuticos, uma nova concepção de alimento lançada pelo Japão na década de 80 através de um programa de governo que tinha como objetivo desenvolver alimentos saudáveis para uma população que envelhecia e apresentava uma grande expectativa de vida. Em 1991 os alimentos funcionais foram regulamentados com a denominação de “Foods for Specified Health Use” (FOSHU). Atualmente, 100 produtos estão licenciados como alimentos FOSHU no Japão. Nos Estados Unidos, a categoria de alimentos funcionais ainda não é reconhecida legalmente.

No Brasil, somente a partir de 1999, a regulamentação técnica para análise de novos alimentos e ingredientes, foi proposta e aprovada pela Vigilância Sanitária/MS.

Os alimentos funcionais invadem o mercado. Além da função original de nutrição, eles prometem também ajudar na prevenção e tratamento de doenças, como se fossem remédios. Esses alimentos, enriquecidos de vitaminas, sais minerais, ácidos etc., são a nova tendência do mercado alimentício. Nos Estados Unidos, esse mercado movimenta cerca de 15 bilhões de dólares por ano.

Essa mania começou nos anos 60, quando surgiram os primeiros estudos que comprovavam que a gordura e o açúcar faziam mal à saúde. A partir daí, as pesquisas não pararam mais. Na década de 1980, produtos com baixo valor calórico e isentos de gordura começaram a ser comercializados com sucesso. Atualmente, exige-se ainda mais dos alimentos. Além de não fazer mal, os alimentos devem desempenhar funções terapêuticas e medicamentosas.

No Brasil, são vários os produtos que tentam agregar um valor nutricional maior aos alimentos. Já está sendo produzindo, em caráter experimental, um amido de milho que agrega aveia, cevada, arroz e milho, vitaminas e ferro. Algumas marcas de leite incluem em sua composição o ferro, que ajuda no tratamento da anemia, principalmente entre crianças e idosos, além de várias vitaminas com funções diversas e até um ácido chamado ômega-3, que ajuda no controle do colesterol prevenindo doenças cardiovasculares.

Também os ovos já estão vindo enriquecidos com o ômega-3 e com 40% a menos de colesterol, podendo ser ingeridos mesmo por quem possui níveis mais altos de colesterol.

Até as margarinas já entraram na luta contra o colesterol. Composta de sitostanol, uma margarina americana promete reduzir significativamente o colesterol em poucas semanas, desde que seja consumida uma colher e meia dessa margarina diariamente.

Os pães enriquecidos com fibras, além de ajudar no funcionamento do intestino, também influem na redução do colesterol e podem ser úteis até na dieta dos diabéticos, já que as fibras ajudam a retardar a absorção dos açúcares.

Mas, é preciso observar que apesar de representarem um grande avanço na área nutricional, os alimentos funcionais não realizam milagres. Para atingir a meta do consumo recomendado de fibras, que é de 30 gramas por dia, seria preciso ingerir aproximadamente 1 quilo de pão enriquecido com fibras. Seria necessário beber de um a dois litros de leite enriquecido com ômega-3 por dia para conseguir ingerir a quantidade equivalente ao consumo diário mínimo dessa substância. Noventa por cento dos lactobacilos vivos encontrados nos iogurtes que prometem a recomposição da flora intestinal morrem antes de chegar lá, pois não resistem ao ácido gástrico no estômago. É certo que esses alimentos ajudam, mas só isso.

Na verdade é bom que o consumidor não dispense e sequer substitua a alimentação tradicional, realmente saudável, pelos milagres anunciados. Nada se compara a uma dieta equilibrada somada com a prática regular de exercícios físicos.

É certo que, aliados a esses fatores, os alimentos enriquecidos podem ser úteis, mas não trarão resultado se forem o único ou o preponderante recurso alimentar usado pelo consumidor.

Alimentos Funcionais: Seguindo uma tendência mundial, toma impulso no Brasil um novo conceito de nutrição segundo o qual os alimentos não servem apenas para matar a fome e fornecer energia ao organismo. mas precisam igualmente contribuir para melhorar a saúde das pessoas. São os chamados alimentos funcionais em cuja composição entraram substâncias capazes de reduzir os riscos de doenças e alterar funções do corpo humano.

Vejamos algumas dessas substâncias

Ômega 3, Ômega 6: Ômegas são gorduras extraídas de peixes de água fila e vegetais que ajudam a reduzir os níveis de colesterol no sangue e controlar a pressão arterial- principais fatores de risco para as doenças do coração.
Fibras: As fibras retardam o processo de absorção dos alimentos no estômago ajudando a regular as funções intestinais e a reduzir o colesterol. Nos diabéticos, podem retardar a absorção de açúcar pelo organismo.
Ferro: Recomendado contra a anemia, sobretudo entre crianças e idosos. A deficiência de ferro atinge cerca de 2 bilhões de pessoas: de cada 10 crianças brasileiras com menos de 5 anos, seis sofrem de carência do mineral.
Gordura Vegetal: A gordura vegetal é recomendada para baixar os níveis de colesterol e prevenir a arteriosclerose. Ë encontrada sobretudo nos óleos de girassol, canola e soja.

Fonte: www.geocities.com/www.edukbr.com.br/www.healthline.com/www.nutricaoclinica.com.br

Veja também

História do Salame

PUBLICIDADE O salame é de origem italiana. A história conta que os salames eram feitos …

Regras de Etiqueta

Regras de Etiqueta, Boas Maneiras, Básicas, Profissional, Traje, Crianças, Casamentos, Social, História, Regras de Etiqueta

Etiqueta à Mesa

Etiqueta à Mesa, Jantar, Almoço, Dicas, Comportamento, Comida, Conversa, Toalha, Disposição, Talheres, Copos, Pratos, Posição, Etiqueta à Mesa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site é protegido por reCAPTCHA e pelo Googlepolítica de Privacidade eTermos de serviço aplicar.