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Astronomia

História da Astronomia

A Astronomia através dos tempos

A Astronomia é a mais antiga das ciências. Descobertas arqueológicas têm fornecido evidências de observações astronômicas entre os povos pré-históricos. Desde a antiguidade, o céu vem sendo usado como mapa, calendário e relógio. Os registros astronômicos mais antigos datam de aproximadamente 3000 a.C. e se devem aos chineses, babilônios, assírios e egípcios. Naquela época, os astros eram estudados com objetivos práticos, como medir a passagem do tempo (fazer calendários) para prever a melhor época para o plantio e a colheita, ou com objetivos mais relacionados à astrologia, como fazer previsões do futuro, já que acreditavam que os deuses do céu tinham o poder da colheita, da chuva e mesmo da vida.

A Astronomia Pré-Histórica

Estudando os sítios megalíticos, tais como os de Callanish, na Escócia, o círculo de Stonehenge, na Inglaterra, que data de 2500 a 1700 a.C., e os alinhamentos de Carnac, na Bretanha, os astrônomos e arqueólogos, chegaram à conclusão de que os alinhamentos e círculos serviam como marcos indicadores de referências e importantes pontos do horizonte, como por exemplo as posições extremas do nascer e ocaso do Sol e da Lua, no decorrer do ano. Esses monumentos megalíticos são autênticos observatórios destinados à previsão de eclipses na Idade da Pedra.

Em Stonehenge, cada pedra pesa em média 26 ton. e a avenida principal que parte do centro do monumento aponta para o local em que o Sol nasce no dia mais longo do verão.

Astronomia
Em Stonehenge, cada pedra pesa em média 26 toneladas e a avenida principal que parte do centro do monumento aponta para o local em que o Sol nasce no dia mais longo do verão.

Nessa estrutura, algumas pedras estão alinhadas com o nascer e o pôr do Sol no início do verão e do inverno. Os maias, na América Central, também tinham conhecimentos de calendário e de fenômenos celestes, e os polinésios aprenderam a navegar por meio de observações celestes.

A Astronomia na Mesopotâmia

Os sumerianos foram os primeiros a cultivar a astronomia. Parece justo reconhecê-los como fundadores da astronomia, apesar de terem sido também os criadores da astrologia. Realmente, a princípio, observavam os astros por motivos místicos, porém com o tempo, deixaram as suas pretensões místicas para se limitarem a observar pela simples observação. Assim fazendo, passaram de astrólogos a astrônomos.

Tal mudança na análise dos fenômenos celestes ocorreu no primeiro milênio antes de Cristo. Surgem, assim, as primeiras aplicações de métodos matemáticos para exprimir as variações observadas nos movimentos da Lua e dos planetas. A introdução da matemática na astronomia foi o avanço fundamental na história da ciência na Mesopotâmia.

A Astronomia Chinesa

A astronomia na China, como na Mesopotâmia, foi essencialmente religiosa e astrológica. Há dificuldade de reconstituir todo o conhecimento astronômico chinês, pois no ano 213 a.C. todos os livros foram queimados por decreto imperial. O que existe de mais antigo em matéria de astronomia remonta ao século IX a.C. Os chineses previam os eclipses, pois conheciam sua periodicidade. Usavam um calendário de 365 dias. Deixaram registros de anotações precisas de cometas, meteoros e meteoritos desde 700 a.C. Mais tarde, também observaram as estrelas que agora chamamos de novas.

A Astronomia entre os Egípcios

É importante registrar o papel desempenhado pelo Egito na difusão das idéias e conhecimento mesopotâmicos. Foi por intermédio dos egípcios que os astrólogos e os astrônomos babilônicos chegaram ao Ocidente. A astronomia egípcia, contudo, era bastante rudimentar, pois a economia egípcia era essencialmente agrícola e regida pelas enchentes do Nilo. Por esse motivo o ritmo de sua vida estava relacionado apenas com o Sol. As descrições do céu eram quase nulas e o zodíaco que conheciam era uma importação do criado pelos babilônicos.

A Astronomia Grega

O ápice da ciência antiga se deu na Grécia, de 600 a.C. a 400 d.C., a níveis só ultrapassados no século XVI. Do esforço dos gregos em conhecer a natureza do cosmos, e com o conhecimento herdado dos povos mais antigos, surgiram os primeiros conceitos de Esfera Celeste, uma esfera de material cristalino, incrustada de estrelas, tendo a Terra no centro. Desconhecedores da rotação da Terra, os gregos imaginaram que a esfera celeste girava em torno de um eixo passando pela Terra. Observaram que todas as estrelas giram em torno de um ponto fixo no céu e consideraram esse ponto como uma das extremidades do eixo de rotação da esfera celeste.

Os Astrônomos da Grécia Antiga Tales de Mileto (~624 - 546 a.C.)

Introduziu na Grécia os fundamentos da geometria e da astronomia, trazidos do Egito. Já convencido da curvatura da Terra, sabia que a Lua era iluminada pelo Sol e previu o eclipse solar do ano 584 a.C.

Pitágoras de Samos (~572 - 497 a.C.)

Acreditava na esfericidade da Terra, da Lua e de outros corpos celestes. Achava que os planetas, o Sol, e a Lua eram transportados por esferas separadas da que carregava as estrelas. Foi o primeiro a chamar o céu de cosmos.

Aristóteles de Estagira (384-322 a.C.)

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Aristóteles

Explicou que as fases da Lua dependem de quanto da parte da face da Lua iluminada pelo Sol está voltada para a Terra. Explicou, também, os eclipses; argumentou a favor da esfericidade da Terra, já que a sombra da Terra na Lua durante um eclipse lunar é sempre arredondada.

Afirmava que o Universo é esférico e finito. Aperfeiçoou a teoria das esferas concêntricas de Eudoxus de Cnidus (408-355 a.C.), propondo eu seu livro De Caelo, que "o Universo é finito e esférico, ou não terá centro e não pode se mover."

Heraclides de Pontus (388-315 a.C.)

Propôs que a Terra girava diariamente sobre seu próprio eixo, que Vênus e Mercúrio orbitavam o Sol, e a existência de epiciclos.

Aristarco de Samos (310-230 a.C.)

Foi o primeiro a propor a Terra se movia em volta do Sol, antecipando Copérnico em quase 2000 anos. Entre outras coisas, desenvolveu um método para determinar as distâncias relativas do Sol e da Lua à Terra e mediu os tamanhos relativos da Terra, do Sol e da Lua.

Eratóstenes de Cirere (276-194 a.C.)

Bibliotecário e diretor da Biblioteca Alexandrina de 240 a.C. a 194 a.C., foi o primeiro a medir o diâmetro da Terra. Ele notou que, na cidade egípcia de Siena (atualmente chamada de Aswân), no primeiro dia do verão, ao meio-dia, a luz solar atingia o fundo de um grande poço, ou seja, o Sol estava incidindo perpendicularmente à Terra em Siena.

Já em Alexandria, situada ao norte de Siena, isso não ocorria; medindo o tamanho da sombra de um bastão na vertical, Eratóstenes observou que em Alexandria, no mesmo dia e hora, o Sol estava aproximadamente sete graus mais ao sul. A distância entre Alexandria e Siena era conhecida como de 5.000 estádios. Um estádio era uma unidade de distância usada na Grécia antiga. Um camelo atravessa 100 estádios em um dia, e viaja a cerca de 16 km/dia. Como 7 graus corresponde a 1/50 de um círculo (360 graus), Alexandria deveria estar a 1/50 da circunferência da Terra ao norte de Siena e a circunferência da Terra deveria ser 50×5.000 estádios. Infelizmente, não é possível se ter certeza do valor do estádio usado por Eratóstenes, já que os gregos usavam diferentes tipos de estádios.

Se ele utilizou um estádio equivalente a 1/6 km, o valor está a 1% do valor correto de 40.000 km. O diâmetro da Terra é obtido dividindo-se a circunferência por pi.

Hiparco de Nicéia (160 - 125 a.C.)

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Hiparco

Considerado o maior astrônomo da era pré-cristã, construiu um observatório na ilha de Rodes, onde fez observações durante o período de 160 a 127 a.C.

Como resultado, ele compilou um catálogo com a posição no céu e a magnitude de 850 estrelas. A magnitude, que especificava o brilho da estrela, era dividida em seis categorias, de 1 a 6, sendo 1 a mais brilhante, e 6 a mais fraca visível a olho nu. Hiparco deduziu corretamente a direção dos pólos celestes, e até mesmo a precessão, que é a variação da direção do eixo de rotação da Terra devido à influência gravitacional da Lua e do Sol, que leva 26.000 anos para completar um ciclo.

Para deduzir a precessão, ele comparou as posições de várias estrelas com aquelas catalogadas por Timocharis e Aristyllus 150 anos antes (cerca de 300 a.C.). Estes eram membros da Escola Alexandrina do século III a.C. e foram os primeiros a medir as distâncias das estrelas de pontos fixos no céu (coordenadas eclípticas). Foram, também, dos primeiros a trabalhar na Biblioteca de Alexandria, que se chamava Museu, fundada pelo rei do Egito, Ptolémée Sôter Ier, em 305 a.C. Hiparco também deduziu o valor correto de 8/3 para a razão entre o tamanho da sombra da Terra e o tamanho da Lua e também que a Lua estava a 59 vezes o raio da Terra de distância; o valor correto é 60. Ele determinou a duração do ano com uma margem de erro de 6 minutos.

Ptolomeu (85 - 165 d.C.)

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Ptolomeu

Claudius Ptolemaeus foi o último astrônomo importante da antiguidade.

Ele compilou uma série de treze volumes sobre astronomia, conhecida como o Almagesto, que é a maior fonte de conhecimento sobre a astronomia na Grécia. A contribuição mais importante de Ptolomeu foi uma representação geométrica do sistema solar, geocêntrica, com círculos e epiciclos, que permitia predizer o movimento dos planetas com considerável precisão e que foi usado até o Renascimento, no século XVI.

A Astronomia na Idade Média

Em 1252, Afonso X, o Sábio, Rei de Castela (Espanha), que em 1256 foi proclamado rei e no ano seguinte imperador do Sacro Império Romano, convocou 50 astrônomos para revisar as tabelas astronômicas calculadas por Ptolomeu, que incluíam as posições dos planetas no sistema geocêntrico, publicado por Claudio Ptolomeu em 150 d.C., no Almagesto. Os resultados foram publicados como as Tabelas Alfonsinas. Os dados e comentários que se foram anexando ao Almagesto formaram as fontes essenciais para o primeiro livro-texto de astronomia do Ocidente, o Tratado da esfera de Johannes de Sacrobosco.

John Holywood (1200 - 1256)

Sua obra foi várias vezes reeditada, ampliada e comentada. Foi o principal texto de instrução acadêmica até o tempo de Galileu.

Nicolau Cusano (1401 - 1464), matemático e astrônomo

É interessante ressaltar que suas idéias sobre o universo infinito e sobre a investigação quantitativa da natureza brotaram de reflexões teológicas e religiosas.

Nicolau Copérnico (1473 - 1543)

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Nicolau Copérnico

Apresenta o sistema heliocêntrico. A base deste novo pensamento veio, em parte, das escolas bizantinas. Manteve durante toda a vida a idéia da perfeição do movimento circular, sem supor a existência de outra forma de movimento.

Tycho Brahe (1546 - 1601)

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Tycho Brahe

Descobriu erros nas Tabelas Alfonsinas. Em 11 de novembro de 1572, Tycho notou uma nova estrela na constelação de Cassiopéia. A estrela era tão brilhante que podia ser vista à luz do dia, e durou 18 meses. Era o que hoje chamamos de supernova. Publicou suas observações no De Nova et Nullius Aevi Memoria Prius Visa Stella, em Copenhague em 1573. Com seus assistentes, Tycho conseguiu reduzir a imprecisão das medidas, de 10 minutos de arco deste o tempo de Ptolomeu, para um minuto de arco. Foi o primeiro astrônomo a calibrar e checar a precisão de seus instrumentos periodicamente, e corrigir as observações por refração atmosférica. Também foi o primeiro a instituir observações diárias, e não somente quando os astros estavam em configurações especiais, descobrindo assim anomalias nas órbitas até então desconhecidas.

Johannes Kepler (1571 - 1630)

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Johannes Kepler

Descobriu as três leis que regem o movimento planetário. As duas primeiras foram resultados de árdua computação trigonométrica, na qual usou as observações de Marte, realizadas por Tycho Brahe. Em 1619 Kepler publicou Harmonices Mundi, em que as distâncias heliocêntricas dos planetas e seus períodos estão relacionados pela Terceira Lei, que diz que o quadrado do período é proporcional ao cubo da distância média do planeta ao Sol.

Esta lei foi descoberta por Kepler em 15 de maio de 1618. Em 17 de outubro de 1604 Kepler observou a nova estrela (supernova) na constelação de Ophiucus, junto a Saturno, Júpiter e Marte, que estavam próximos, em conjunção. Kepler também estudou as leis que governam a passagem da luz por lentes e sistemas de lentes, inclusive a magnificação e a redução da imagem, e como duas lentes convexas podem tornar objetos maiores e distintos, embora invertidos, que é o princípio do telescópio astronômico.

Em relação a Kepler, devem ser mencionados também seu telescópio astronômico e suas Tábuas Rodolfinas.

Galileo Galilei (1564 - 1642)

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Galileo Galilei

Em maio de 1609 ouviu falar de um instrumento de olhar à distância que o holandês Hans Lipperhey havia construído, e mesmo sem nunca ter visto o aparelho, construiu sua primeira luneta em junho, com um aumento de 3 vezes. Galileo se deu conta da necessidade de fixar a luneta, ou telescópio como se chamaria mais tarde, para permitir que sua posição fosse registrada com exatidão.

Até dezembro ele construiu vários outros, o mais potente com 30X, e faz uma série de observações da Lua, descobrindo que esta tem montanhas. De 7 a 15 de janeiro de 1610 descobre os quatro satélites maiores de Júpiter e sua revolução livre em torno do planeta. Descobriu também as principais estrelas dos aglomerados das Plêiades e das Híades e a primeira indicação dos anéis de Saturno e as manchas solares.

Por suas afirmações, Galileo foi julgado e condenado por heresia em 1633. Sentenciado ao cárcere, Galileo, aos setenta anos, renega suas conclusões de que a Terra não é o centro do Universo e imóvel. Apenas em 1822 foram retiradas do Índice de livros proibidos as obras de Copérnico, Kepler e Galileo, e em 1980, o Papa João Paulo II ordenou um reexame do processo contra Galileo, o que eliminou os últimos vestígios de resistência, por parte da igreja Católica, à revolução Copernicana.

Não se deve esquecer que foram os grandes observadores e teóricos dessa época, como Hevelius, Huygens e Halley, que ajudaram a erguer a nova astronomia.

A Nova Astronomia Sir Isaac Newton (1643 - 1727)

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Isaac Newton

Sua obra monumental fixa as bases da mecânica teórica. Da combinação de suas teorias com sua lei de gravitação, surge a confirmação das leis de Kepler e, num só golpe, o estabelecimento, em bases científicas, da mecânica terrestre e celeste. No domínio da óptica, Newton inventou o telescópio refletor, discutiu o fenômeno da interferência, desenvolvendo as idéias básicas dos principais ramos da física teórica, nos dois primeiros volumes do Principia, com suas leis gerais, mas também com aplicações a colisões, o pêndulo, projéteis, fricção do ar, hidrostática e propagação de ondas. Somente depois, no terceiro volume, Newton aplicou suas leis ao movimento dos corpos celestes.

O Principia é reconhecido como o livro científico mais importante escrito. Os trabalhos astronômicos de Newton são apenas comparáveis aos de Gauss, que contribuiu para a astronomia com a teoria da determinação de órbitas, com trabalhos importantes de mecânica celeste, de geodésica avançada e a criação do método dos mínimos quadrados. Nunca outro matemático abriu novos campos de investigação com tanta perícia, na resolução de certos problemas fundamentais, como Gauss.

São dessa época os notáveis trabalhos de mecânica celeste desenvolvidos por Euler, Lagrange e Laplace, e os dos grandes observadores como F.W. Herschel, J.F.W. Herschel, Bessel, F.G.W. Struve e O.W. Struve. Vale a pena lembrar uma data histórica para a astronomia - a da primeira medida de paralaxe trigonométrica de uma estrela e, conseqüentemente, da determinação de sua distancia, por Bessel (61 Cygni) e F.G.W. Struve (Vega), em 1838. Este notável feito da técnica de medida astronômica é basicamente o ponto de partida para o progresso das pesquisas do espaço cósmico.

A Astronomia Moderna

A espectroscopia estelar, a construção dos grandes telescópios, a substituição do olho humano pelas fotografias, e os objetivos de sistematização e classificação, fizeram a astronomia evoluir mais nestes últimos cinqüenta anos do que nos cinco milênios de toda sua história. A partir deste momento, a história da astronomia, em conseqüência do desenvolvimento tecnológico da segunda metade do século XX, sofre uma tal mudança nos seus métodos, que a astronomia deixa o seu aspecto de ciência de observação para se tornar, também, uma nova ciência experimental, onde aparecem inúmeros ramos.

As principais divisões da astronomia são a astrometria, que trata da determinação da posição e do movimento dos corpos celestes; a mecânica celeste, que estuda o movimento dos corpos celestes e a determinação de suas órbitas; a astrofísica, que estuda as propriedades físicas dos corpos celestes; a astronomia estelar, que se ocupa da composição e dimensões dos sistemas estelares; a cosmogonia, que trata da origem do universo, e a cosmologia, que estuda a estrutura do universo como um todo. A pesquisa espacial deu não só à cartografia, mas a todos os estudos das ciências na Terra e, em especial, aos levantamentos dos recursos naturais do planeta, um novo dimensionamento.

Fonte: www.astromador.xpg.com.br

Astronomia

História da Astronomia

O Astronomia surgiu, podemos dizer que quase junto com o homem, pela necessidade de se orientar, observando a Lua, as estrelas, o Sol, com a necessidade do calendário e muitos outros motivos como estes. Os chineses já sabiam a duração do ano e possuíam calendário vários séculos antes de Cristo, além de registrarem anotações precisas de cometas, meteoros e meteoritos desde 700 AC. Também observaram as estrelas que agora chamamos de novas.

Os babilônios, assírios e egípcios também sabiam da duração do ano desde épocas pré-cristãs. Em outras partes do mundo, evidências de conhecimentos astronômicos muito antigos foram deixadas na forma de monumentos, como o de Stonehenge, na Inglaterra, que data de 2500 a 1700AC. Nesta estrutura algumas pedras estão alinhadas com o nascer e o pôr do Sol no início do verão e do inverno. Os maias, na América Central, também tinham conhecimentos de calendário e de fenômenos celestes, e os polinésios aprenderam a navegar por meio de observações celestes.

Mas as maiores descobertas da ciência antiga se deu na Grécia, de 600AC a 400DC, só ultrapassadas no século XVI.

Pitágoras, que morreu em cerca de 497AC, achava que os planetas, o Sol, e a Lua eram transportados por esferas separadas da que carregava as estrelas.

Aristóteles (384-322 AC) já explicou que as fases da Lua dependem de quanto da face da Lua, iluminada pelo Sol, está voltada para a Terra. Explicou também os eclipses. Aristóteles argumentou a favor da esfericidade da Terra, já que a sombra da Terra na Lua durante um eclipse lunar é sempre arredondada.

Aristarco de Samos (310-230 AC) já acreditava que a Terra se movia em volta do Sol, e já estudava o tamanho e distância do Sol e da Lua.

Eratóstenes (276-194 AC), bibliotecário e diretor da Biblioteca Alexandria de 240 AC a 194 AC, foi o primeiro a medir o diâmetro da Terra.Ele notou que na cidade egípcia de Siena (atualmente chamada de Aswân), no primeiro dia do verão a luz atingia o fundo de um grande poço, ao meio-dia.

Alexandria está a 5000 estádios ao norte de Siena (um estádio é uma unidade de distância usada na Grécia antiga). Esta distância equivale à distância de 50 dias de viagem de camelo, que viaja a 16 km/dia. Medindo o tamanho da sombra de um bastão na vertical, Eratóstenes observou que, em Alexandria, no mesmo dia e hora, o Sol não estava diretamente no zênite, mas aproximadamente 7 graus mais ao sul. Como 7 graus corresponde a 1/50 de um círculo (360 graus), Alexandria deveria estar a 1/50 da circunferência da Terra ao norte de Siena, e a circunferência da Terra deveria ser 50x5000 estádios. Infelizmente não é possível se ter certeza do valor do estádio usado por Eratóstones, já que os gregos usavam diferentes tipos de estádios. Se ele utilizou um estádio equivalente a 1/6 km, o valor está a 1 porcento do valor correto de 40 000 km.

Hiparco, considerado o maior astrônomo da era pré-cristã, construiu um observatório na ilha de Rhodes, onde fez observações durante o período de 160 a 127 AC. Como resultado ele compilou um catálogo com a posição no céu e a magnitude de 850 estrelas. A magnitude, que especificava o brilho da estrela, era dividida em seis categorias, de 1 a 6, sendo 1 a mais brilhante, e 6 a mais fraca visível a olho nu; Hiparco deduziu corretamente a direção dos polos celestes, e até mesmo a precessão, que é a variação da direção do eixo de rotação da Terra devido à influência gravitacional da Lua e do Sol, que leva 26 000 anos para completar um ciclo. Para deduzir a precessão, ele comparou as posições de várias estrelas com aquelas catalogadas por Timocharis e Aristyllus 150 anos antes. Estes eram membros da escola Alexandrina do século III a.C., e foram os primeiros a medir as distâncias das estrelas de pontos fixos no céu (coordenadas eclípticas). Foram dos primeiros a trabalhar na biblioteca de Alexandria, que chamava-se Museu, e foi fundada pelo rei do Egito, Ptolémée Sôter Ier, em 305 a.C.

Hiparco também deduziu o valor correto de 8/3 para a razão entre o tamanho da sombra da Terra e o tamanho da Lua, e também encontrou que a Lua estava a 59 vezes o raio da Terra de distância; o valor correto é 60. Ele determinou a duração do ano com uma precisão de 6 minutos.

Cláudio Ptolomeu, que viveu entre 85DC e 165DC, compilou uma série de 13 volumes sobre astronomia, conhecido como o Almagesto, que é a maior fonte de conhecimento sobre a astronomia na Grécia. Fez uma representação geométrica do sistema solar com cículos e epiciclos, que permitia predizer o movimento dos planetas com considerável precisão, e que foi usado até o Renascimento, no século XVI.

Fonte: orbita.starmedia.com

Astronomia

Henry Norris Russell (1873 – 1967)

Astronomia
Henry Norris Russell

O astrônomo americano Henry Norris Russell criou um gráfico que liga duas importantes propriedades das estrelas. Mapeou as magnitudes absolutas das estrelas e as relacionou com os tipos espectrais, a classificação de acordo com a temperatura. Percebeu que as estrelas formavam dois grupos principais no gráfico e daí tirou a base de sua teoria sobre a evolução das estrelas.

O gráfico, conhecido como o diagrama Hertzsprung–Russell, junta seu nome ao do dinamarquês Ejnar Hertzsprung (1873–1967).

Harlow Shapley (1885 – 1972)

O astrônomo americano Harlow Shapley mostrou que a Via Láctea é maior do que se pensava e que o Sol está na direção de uma de suas extremidades e não no centro. Por meio do estudo das estrelas variável cefeída, estrelas pulsantes e instáveis, criou uma maneira de se medir as distâncias no espaço. Isso levou a uma revisão das teorias sobre a forma e a estrutura da Via Láctea e colaborou para a compreensão atual da estrutura do Universo. Shapley também mostrou que as nebulosas espirais, hoje chamadas galáxias espirais, estão fora da Via Láctea.

Edwin Hubble (1889 –1953)

O astrônomo americano Edwin Powell Hubble revolucionou os conceitos sobre a idade e a estrutura do Universo. Estudou as nebulosas e mostrou que muitas delas são galáxias distantes da Via Láctea. Em seguida, classificou as galáxias de acordo com seus formatos, como espiral ou elíptica. Provou que o Universo está em expansão com base em um estudo da luz das galáxias. Seu sistema de classificação das galáxias é a base do que usamos hoje.

1923 - Edwin Hubble

Astronomia
Edwin Hubble

Edwin Hubble, no seu extenso trabalho de cosmologia sobre a expansão do universo, classificou as galáxias quanto à sua forma, em elípticas (E), espirais (S) e irregulares (Irr).

Hoje sabemos da existência de milhares de milhões de galáxias similares à nossa espalhadas em todas as direções, mas concentradas de alguma maneira, formando grupos.

Edwin Hublle observou que, de uma maneira geral, as galáxias se afastavam de nós. Concluiu que o Universo está em freqüente expansão.

1926 (Lançado o 1o foguete a combustível líquido)

Primeiros Foguetes

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Robert Goddard (1926)
Lançamento do 1º Foguete

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Robert Goddart
Cientista Americano que lançou o 1º Foguete à propelente líquido

Os primeiros foguetes foram construídos há cerca de mil anos na China. Pareciam fogos de artifício. O projeto básico só foi alterado no século XIX, quando surgiram os foguetes com fins militares do tipo Congreve. Em 1903, o cientista russo Konstantin Tsiolkovsky apresentou a tese de que foguetes com propelentes líquidos poderiam chegar ao espaço.

Começou a construir foguetes desse tipo em 1920. O primeiro lançamento, porém, foi feito por um americano, Robert Goddard, em 1926. Na década de 30, os militares alemães começaram a desenvolver o V2.

1930 - O planeta Plutão é descoberto por Clyde Tombaugh

Astronomia
Clyde Tombaugh

Astronomia
Imagem do planeta Plutão

Clyde Willian Tombaugh
O homem que descobriu o planeta Plutão em 1930

Clyde William Tombaugh é o astrônomo americano que descobriu o planeta Plutão em 1930. Ele fazia parte da equipe formada pelo astrônomo americano Percival Lowell (1855–1916) para procurar o planeta desconhecido que provocava irregularidades nas órbitas de Urano e Netuno. Tombaugh descobriu Plutão com uma técnica de trabalho pessoal – comparou fotografias da mesma região do céu tiradas em dias diferentes. Foi assim que identificou o movimento do obscuro e longínquo planeta contra o fundo fixo das estrelas.

1935 – Que foi Wernher von Braun?

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Wernher von Braun

O engenheiro Alemão Wernher Magnus Maximilian von Braun foi o responsável pelo desenvolvimento dos foguetes de combustível líquido da Alemanha e dos Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra Mundial, coordenou na Alemanha o desenvolvimento e produção de foguetes militares, especialmente o foguete V2. No fim da guerra, von Braun e sua equipe se entregaram ao exército americano. A equipe juntou-se à NASA e foi responsável pelo lançamento do primeiro satélite americano e pelo foguete Saturno V, usado para levar à Lua as missões Apollo.

Em 1935 realiza testes regulares com foguetes com uma equipe de 80 pessoas em Peenemunde, uma nova base militar construída em uma ilha do mar Báltico, ao norte de Berlim.

1949 - Quem foi Fred Whipple?

Astronomia
Fred Whipple

O Americano Fred Lawrence Whipple é o autor da teoria de que os cometas são feitos de neve, gelo e poeira e de que um cometa produz uma cauda de gás e poeira quando se aproxima do Sol.

O modelo da bola de neve suja foi confirmado quando a sonda Giotto viu de perto, pela primeira vez, o núcleo de um cometa. Além de descobrir seis cometas, Whipple estudou o comportamento dos cometas e suas relações com os meteoróides.

Foi ele quem criou o termo micrometeorito para as pequenas partículas de material de meteoróides que caem na Terra como partículas de poeira. Em 1949 propõe o modelo da bola de neve suja para os cometas.

1957 - Sputnik 1

Astronomia
Sputnik 1

Em 4 de outubro de 1957, a URSS surpreendeu o mundo ao lançar o primeiro satélite artificial, o Sputnik 1. Era uma esfera de metal do tamanho de uma bola de praia, com quatro antenas que transmitiam sinais de rádio para a Terra, inclusive um "bip-bip" contínuo. O satélite levou instrumentos para medir a temperatura e a densidade do topo da atmosfera e enviou os resultados durante 21 dias, até que suas baterias se esgotaram. Depois de passar 96 dias em órbita, o Sputnik 1 reentrou na atmosfera e incendiou-se devido ao atrito com o ar. O nome Sputnik significa "companheiro de viagem" em russo.

Animais no Espaço

Mesmo após o sucesso dos lançamentos dos primeiros satélites, os cientistas ainda não sabiam se seres humanos sobreviveriam aos vôos espaciais. Por isso, fizeram testes com animais. A primeira viajante espacial foi a cadela soviética Laika. Depois, foram enviados chimpanzés. Desde então, muitas espécies de animais estiveram no espaço, fornecendo informações úteis sobre a permanência no espaço.

1958 - Programa Explorer

O PROGRAMA EXPLORER, uma série de mais de 50 satélites, começou em 1958, com o primeiro satélite americano, o Explorer 1. Satélites da série continuam a ser lançados. Os satélites Explorer pesquisam fenômenos como a radiação dos objetos do espaço, a radiação ao redor da Terra, as camadas superiores da atmosfera e a radiação do Sol. Naves recentes da série atravessaram a cauda de um cometa e mapearam a radiação cósmica de fundo de microondas.

1958 (Sonda espacial Pioneer 1 a 4 tentativa de explorar a Lua)

Série Pioneer

As tentativas de exploração da Lua pelas Pioneers 1 a 4, a partir de 1958, não tiveram sucesso. Mas as Pioneers de 5 a 9, lançadas entre 1960 e 1968, entraram em órbita ao redor do Sol e colheram importantes informações sobre o vento solar, os raios cósmicos, o campo magnético da Terra e partículas do espaço. Duas sondas enviaram dados por mais de 20 anos. As Pioneers 10 e 11 foram as primeiras sondas a ultrapassar o cinturão de asteróides.

1961 - Programa Mercury

Astronomia
Missão: Sonda Espacial Mercury

Após vários vôos de teste, o primeiro dos seis vôos espaciais tripulados da série Mercury ocorreu com sucesso em 5 de maio de 1961. As duas primeiras missões foram suborbitais. As outras quatro colocaram os astronautas em órbita da Terra. As cápsulas Mercury tinham tamanho apenas para levar um astronauta e seu equipamento. Um pequeno foguete de escape, ligado à cápsula, poderia salvar o astronauta se houvesse uma emergência no lançamento. No fim da missão, a nave Mercury caía no oceano. O choque do impacto era amortecido por um colchão de ar, que se inflava na parte inferior da cápsula.

1961

Astronomia
Yury Gagarin

Yury Gagarin cosmonauta russo Yury Alekseyevich Gagarin foi o primeiro homem a viajar para o espaço. Completou uma órbita da Terra na nave Vostok 1 no dia 12 de abril de 1961.Essa viagem de 108 minutos, na qual percorreu 40 l km, foi sua única ida ao espaço. Depois desse vôo, Gagarin ficou conhecido em todo o mundo. Recebeu muitas homenagens. Inclusive, o nome de sua cidade natal, Gzhatsk, perto de Moscou, foi mudado para Gagarin. Morreu em um desastre de avião, em 1968, quando treinava para outro vôo.

1961 - Programa Vostok

Seis missões Vostok foram realizadas entre abril de 1961 e junho de 1963. Todas colocaram cosmonautas em órbita da Terra. O primeiro homem a ir para o espaço foi Yury Gagarin. A nave tinha duas partes: uma cabine esférica para o astronauta e um módulo de equipamentos.

1962 - Série Cosmos

Cosmos é o nome de uma série de satélites e naves soviéticas. Alguns são satélites militares, outros são protótipos de novas naves. No início dos vôos espaciais, quando os lançamentos eram menos confiáveis, a nova sonda ou satélite recebia um número Cosmos no lançamento e um nome, como Luna ou Venera, quando a missão tinha êxito. O primeiro satélite Cosmos foi lançado em 16 de março de 1962. Mais de 2.300 subiram ao espaço.

1963 - Valentina Tereshkova

Astronomia
Valentina Tereshkova

A cosmonauta russa Valentina Vladimirovna Tereshkova foi a primeira mulher a ir ao espaço, no dia 16 de junho de 1963. Seu vôo, na Vostok 6, durou quase três dias. Em órbita, testou os sistemas de controle da nave e fotografou a Terra, a Lua e as estrelas. Conversou pelo rádio com o piloto da Vostok 5, Valeri Bykovsky (1934– ), que entrou em órbita dois dias antes. Tereshkova voltou à superfície no dia 19 de junho, depois de completar 48 órbitas. Só 19 anos depois outra mulher viajaria para o espaço.

1964 (1a sonda espacial a voar perto de Marte: Mariner4)

Astronomia

Série Mariner

Sete das dez sondas Mariner enviadas para explorar Mercúrio, Vênus e Marte tiveram sucesso. Em 1964, a Mariner 4 foi a primeira sonda a voar perto de Marte. A Mariner 9, em 1971, foi a primeira a entrar em órbita em volta de outro planeta. Fotografou toda a superfície de Marte e as de seus satélites Fobos e Deimos.

1965 - Aleksey Leonov

Astronomia
Aleksey Leonov

Aleksey Arkhipovich Leonov foi a primeira pessoa a andar no espaço. Subiu ao espaço em março de 1965, na Voskhod 2, com o cosmonauta Pavel yayev (1925–1970). Leonov passou mais de 20 minutos fora da cápsula, mais tempo do que o planejado, devido a um excesso de pressão na sua roupa espacial. Teve por isso muita dificuldade para passar pela escotilha da Voskhod 2. Leonov fez um segundo vôo dez anos depois e estava a bordo quando a Soyuz acoplou-se à espaçonave americana Apollo, unindo as duas nações no espaço.

1969 Neil Armstrong

Astronomia
Neil Armstrong

Neil Alden Armstrong, o comandante da Apollo 11, pisou na superfície da Lua em julho de 1969 e tornou-se o primeiro homem a andar sobre um objeto celeste fora da Terra. Ao descer na Lua, pronunciou uma frase famosa: "Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade." Voltou à Terra como herói e seu nome ainda é conhecido em todo o mundo. Em sua homenagem, uma cratera próxima ao local de pouso na Lua recebeu o nome de Armstrong.

1976 (Sonda espacial Viking pousou em Marte)

Astronomia
Viking

As duas naves Viking entraram em órbita em torno de Marte, em 1976, antes de soltar sondas de pouso que desceram de pára-quedas na superfície. As sondas procuraram sinais de vida no solo, sem encontrar nada. Os módulos de pouso também acompanharam o tempo em Marte e mediram a velocidade do vento e as temperaturas. A nave em órbita, enquanto isso, fotografava a superfície e os dois satélites de Marte, Fobos e Deimos.

1977 - Voyager

Astronomia
Voyager

Lançadas em 1977, as duas sondas Voyager exploraram Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e chegaram à fronteira do Sistema Solar planetário. As Voyagers 1 e 2 passaram por Júpiter e Saturno e a Voyager 2 continuou para Urano e Netuno. Enquanto voavam, as sondas enviavam imagens detalhadas dos planetas, de seus anéis e de grande parte de seus satélites. A cada encontro, descobriram novos satélites e anéis.

Tempestade em Júpiter

Em 1979, a Voyager 1 fotografou a Grande Mancha Vermelha, uma nuvem maior que a Terra. no espaço sideral. A nave usou energia radiotérmica em vez de painéis solares, devido a distância do Sol.

1983 - Pioneer

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Pioneer 10

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Pioneer 11

A primeira sonda a deixar o Sistema Solar planetário foi a Pioneer 10, que atravessou a órbita de Netuno em 13 de junho de 1983. Ela está indo à direção de Ross 248, na constelação de Touro, e deve manter comunicações até o ano 2000. A Pioneer 11 viaja pelo espaço na direção oposta à Pioneer 10. As Voyagers 1 e 2 deverão enviar informações sobre o campo de energia do Sol até o ano 2010.

Saindo do Sistema Solar

As quatro sondas lançadas para os planetas exteriores, as Pioneers 10 e 11 e as Voyagers 1 e 2, deixaram o Sistema Solar planetário e rumam para as estrelas. As duas Pioneers levam placas que mostram as posições do Sol e da Terra e imagens de uma mulher e um homem com a mão levantada em sinal de paz. As Voyagers levam discos de vídeo com imagens e sons da Terra.

1983 – Sally Ride

Astronomia
Sally Ride

Sally Kristen Ride foi a primeira mulher americana a viajar para o espaço, no ônibus espacial Challenger, em 1983.

A viagem de seis dias tornou Ride a terceira mulher a ir ao espaço. Ela usou o novo Sistema de Manipulação Remota do ônibus, um braço mecânico, para testar colocação de satélites simulados em órbita.

Esse método foi usado em outras missões para pôr em órbita satélites reais e recolher satélites usados para reparos.

O êxito ajudou a campanha para dar oportunidades iguais às mulheres no programa espacial americano.

CHALLENGER

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Challenger

1986 - Mir

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Mir

Mir, que significa paz, é a última estação espacial russa da série Salyut. O módulo principal da Mir, com os controles da estação e a área de estadia, foi lançado em 1986. Um adaptador de acoplamento múltiplo com portas laterais permitiu que módulos extras fossem acoplados ao principal. As portas das pontas são usadas para visitas de naves Soyuz e para o abastecimento por meio de naves Progress.

Local de estadia

O compartimento de estadia e trabalho do módulo principal da Mir tem geralmente três tripulantes. Visitas ocasionais podem aumentar a tripulação para seis pessoas.

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Soyus

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Progress

1986 (Lançada a sonda espacial Giotto – acompanhou o cometa Halley)

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Giotto

O cometa Halley se aproxima do Sol a aproximadamente cada 76 anos. Na sua última visita, em 1986, a sonda Giotto, da ESA, foi uma das cinco naves lançadas na sua direção. A Giotto foi a que mais se aproximou e atravessou a coma, a nuvem de poeira e gás em torno do cometa, a apenas 605 km do seu núcleo. De lá, transmitiu as primeiras imagens do núcleo de um cometa.

1989 (Lançada a Sonda Espacial Galileu)

Galileu lançada em OUTUBRO de 1989, a Galileu usou duas vezes a gravidade da Terra como impulso na viagem de seis anos para Júpiter. Lançou de pára-quedas uma sonda nas nuvens de Júpiter. Essa sonda enviou dados para a sonda principal em órbita até ser esmagada pela pressão atmosférica, depois de 57 minutos. A sonda principal estudou as nuvens de Júpiter e seus quatro maiores satélites.

1991 - Helen Sharman

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Helen Patricia Sharman

Helen Patricia Sharman foi a primeira britânica a ir ao espaço. Sua viagem começou no dia 18 de maio de 1991, na espaçonave soviética Soyuz TM-12, no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, na Ásia Central.

Sharman passou oito dias no espaço, seis deles na estação espacial Mir. Realizou experiências de física e química e exames médicos. Depois da volta, passou a viajar pela Grã-Bretanha, fazendo conferências e dando entrevistas para o rádio e a televisão, nas quais relata sua experiência.

1994 (Sonda espacial Magalhães entrou na atmosfera de Vênus e foi destruída)

Lançada do Ônibus Espacial Atlantis em 4 de maio de 1989, a sonda Magalhães fez um mapa completo de Vênus, usando o radar para atravessar as nuvens mais densas. Além disso, colheu informações sobre a superfície de Vênus, transmitidas para a Terra uma vez por órbita. Suas imagens mostraram imensos vulcões. Em 12 de outubro de 1994, a Magalhães entrou na atmosfera de Vênus e foi destruída.
Mapeando Vênus

A Magalhães completou sua missão com uma sexta pesquisa em 1994.

Sondas Futuras

Há muitos projetos para a exploração de planetas, cometas e asteróides com naves menores, mais padronizadas e mais baratas que as usadas até agora. Estados Unidos e Federação Russa projetam sondas que entrarão em órbita, pousarão e lançarão instrumentos por balão em Marte, preparando uma futura missão tripulada. A sonda NEAR entrará em órbita em volta do asteróide Eros. Uma sonda também poderá visitar Plutão antes que ele se afaste muito do Sol. Em 2003, a Rosetta entrará em órbita em volta do cometa Wirtanen, onde ficará quatro anos.

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Sonda Near

Fonte: pessoal.educacional.com.br

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Grandes descobertas feitas através de um telescópio

As primeiras observações astrônomicas feitas com ajuda de uma luneta foram realizadas por Galileu Galilei (1564-1642) em 1610, usando uma luneta que ele mesmo construiu, baseado na notícia da invenção de instrumento similar na Holanda. As observações de Galileu fizeram sensação em sua época. Galileu observou pela primeira vez os satélites mais brilhantes de Júpiter (hoje conhecidos como galileanos), identificou estruturas que posteriormente foram compreendidas como os anéis de Saturno, pode observar em detalhe as crateras da Lua, as fases de Vênus e que o céu possuia muito mais estrelas do que aquelas visíveis a olho nu. A repercussão do trabalho observacional de Galileu é, em termos históricos, incalculável. Foi um trabalho intrinsecamente inaugural. Em termos imediatos, a identificação dos satélites de Júpiter e das fases de Venus tornou mais aceitável a idéia de que o Sol poderia ser o centro do sistema ao qual a Terra pertencia, abrindo o caminho para a constituição da física inercial, cuja forma acabada seria dada por Newton, em detrimento da física aristotélica.

Esta mesma descoberta observacional dos satélites de Júpiter criou o terreno científico para o chamado princípio copernicano que, mais do que dizer que a Terra gira ao redor do Sol, afirma que ela não é um lugar privilegiado do Universo, pois sequer é o astro mais pujante do próprio sistema do qual é um membro. Além disso, é de significado mais profundo e duradouro, ao estabelecer um instrumento como mediador entre homem e mundo, abriu caminho para o questionamento da relação sujeito-objeto da metafísica tradicional, questionamento que por sua vez constitui o terreno intelectual de toda a filosofia moderna, inaugurada por Descartes, admirador e contemporâneo de Galileu com seus princípios Ergo logo sum (Penso, logo existo) e Omnia dubitantur est (tudo pode ser posto em dúvida). 
Não é, portanto, exagerado dizer que a revolução intelectual-científica e filosófica dos últimos trezentos anos tem como um de seus fundamentos a invenção da astronomia observacional com instrumentos ópticos por Galileu e das descobertas por ele inauguradas.

Outra observação historicamente importante foi a descoberta de Urano por W. Hershel (1738-1822), em 1781, o que acrescentou um novo planeta à família do Sistema Solar, que até então tinha como planetas apenas aqueles conhecidos desde a Antiguidade.

A descoberta de outro planeta, Netuno, por Galle em 1846, também teve caráter singular por ser a primeira identificação observacional de um corpo previsto através de cálculo de perturbação. De fato, tal previsão foi feita independentemente pelo matemático e astrônomo frances Urbain J. J. Leverrier (1811-1877) e pelo também astrônomo inglês e professor de Cambridge John Couch Adams (1819-1892) tendo como ponto de partida desvios apresentados por Urano em seu movimento ao redor do Sol. A confirmação da previsão se constituiu também numa não mais necessária à época - mas definitiva - prova de que o Sol é o centro do sistema ao qual a Terra pertence.

No ano de 1814, o físico alemão Joseph von Fraunhofer (1787-1826) construiu o seguinte dispositivo: Os raios Solares recolhidos por uma luneta incidiam paralelamente sobre um prisma. Outra luneta recolhia os feixes refratados e os focalizava numa tela. Desta forma ele pode identificar as primeiras 547 linhas escuras do espectro do Sol. Com alguns experimentos, R. W. Bunsen (1811-1899) e R. Kirchhoff (1824-1887) apresentaram, em 1859, a interpretação correta para este fenômeno, associando estas linhas escuras à presença de elementos químicos identificáveis na atmosfera do Sol. Cada linha era, assim, uma "assinatura" de um elemento químico, podendo cada elemento apresentar várias destas "assinaturas". Com isto, estava vencido um dos maiores desafios ao conhecimento humano, a possibilidade de saber a constituição química de objetos que estavam a distâncias inimagináveis. Uma figura muito considerada nos círculos intelectuais do século passado, o francês Auguste Comte (1798-1857), fundador do positivismo, havia enunciado a impossibilidade absoluta da obtenção deste conhecimento.

Um outro conjunto de observações, em nosso século, revolucionaram completamente a imagem que o homem possuía até então do Universo que habita e observa. Esse conjunto de observações teve início na segunda década desse século pois foi somente 1923 que foram reunidas suficientes evidências observacionais para afirmar a existência de sistemas estelares que não a nossa própria galáxia, ou seja a existência de outras galáxias no Universo.

Quase imediatamente a seguir, o astrônomo Edwin Powell Hubble (1889-1953) em 1927 reuniu elementos suficientes concluir a existência de uma razão de proporcionalidade entre a distância das galáxias à nossa galáxia e a velocidade com que elas se distanciavam da nossa. Na década de 20 deste século, portanto, o Universo passou então não só a estar povoado de galáxias, mas também passou a estar em expansão, o que levou a elaboração da idéia de um momento inicial finito e portanto de uma idade mensurável para sua existência. Daí nasce a idéia de Big-Bang, que terá como sustentáculo maior a descoberta (agora não mais com telescópio, mas como uso de antenas), em 1965, de uma radiação cósmica no fundo do céu, cuja única explicação consistente é dada pela teoria do Big- Bang ao se constituir numa relíquia dos instantes iniciais da história do Universo.

O telescópio espacial Hubble, ao proporcionar observações sem a barreira da atmosfera terrestre inaugurou uma nova era em termos de resolução de imagem, ampliando a capacidade de observação humana em termos equivalentes à passagem da observação com vista desarmada ao uso do telescópio. Entretanto, com o uso de novas tecnologias que planejam cancelar o efeito atmosférico, telescópios com poder de resolução equivalente a do Hubble estão sendo planejados e construídos para funcionarem na superfície terrestre. Mais recentemente, Michel Mayor e Didier Queloz, astrônomos suíços, reuniram, em trabalho publicado no ano de 1994, evidências observacionais da existência de um planeta fora do Sistema Solar, que, se confirmada, seria o primeiro planeta extra-Solar identificado em torno de uma estrela normal. Embora este caso em particular desperte atualmente controvérsias, a técnica utilizada levou a identificação de outros planetas extra-Solares.

Por fim, é justo mencionar também o trabalho do astrônomo brasileiro Gustavo Frederico Porto de Mello, professor de Astronomia do Observatório do Valongo, da UFRJ, que, como um dos resultados de sua pesquisa para obtenção do grau de doutor no Observatório Nacional, sob a orientação de Licio da Silva, identificou uma estrela que é a mais perfeita gêmea Solar, isto é, uma estrela, a 18 do Escorpião com massa, idade, composição química e outros parâmetros astrofísicos muito similares ao nosso Sol.

Assim, a astronomia foi não só uma das responsáveis pelo deslanchar da revolução intelectual dos últimos três séculos, mas suas descobertas continuam a alimentar de novidades inimagináveis aos cientistas deste final de milênio. Tudo isto começou com uma luneta na mão e muita curiosidade frente ao mundo no espírito.

Origem dos nomes dos planetas

Muitos povos da Antiguidade, como os babilônicos e posteriormente os gregos, observaram que alguns dos objetos celestes apresentavam um movimento diferente das demais estrelas do céu. Enquanto as estrelas se movimentavam de maneira inteiramente uniforme e conjunta, na mesma direção e com a mesma velocidade, de maneira que suas configurações permaciam inalteradas, possibilitando a identificação de conjuntos permanentes, as constelações, outros astros moviam-se através destas constelações com velocidades diferentes, mudando constantemente as suas posições relativas. Esses astros foram chamados "planetas", que significa astro errante, em grego. Os gregos atribuíram nomes próprios aos planetas visíveis a olho nu, utilizando para isso os nomes dos deuses do Olimpo. Anos mais tarde, quando diversos aspectos da cultura grega foram incorporados por Roma, os nomes latinos correspondentes aos nomes dos deuses gregos foram adotados e se mantêm até hoje.

Mercúrio (nome grego Hermes)

O mensageiro dos deuses: provavelmente o seu nome foi associado a Hermes porque apresenta um movimento relativo maior do que o movimento dos outros planetas.

Vênus (nome grego Afrodite)

Deusa da beleza e do amor: a beleza do planeta observado ao amanhecer ou ao entardecer pode ter sugerido esse nome.

Marte (nome grego Ares)

Deus da guerra: a sua cor vermelha sugere a associação com sangue e com o deus da guerra.

Júpiter (nome grego Zeus)

Deus do Olimpo: provavelmente recebeu este nome por ser o planeta mais brilhante.

Saturno (nome grego Cronos)

Pai de Zeus e senhor do tempo: recebeu este nome por ser o mais lento dos planetas visíveis a olho nu.

Os demais planetas, Urano, Netuno e Plutão, foram descobertos bem mais tarde (1781,1846 e 1930, respectivamente) e foram batizados com esses nomes para dar continuidade à nomenclatura iniciada pelos gregos.

Urano (nome grego Urano)

Pai de Saturno e avô de Júpiter

Netuno (nome grego Poseidon)

Irmão de Júpiter, deus dos mares.

A coloração azulada do planeta foi definidora deste seu nome.

Plutão (nome grego Hades)

Irmão de Júpiter, deus do mundo subterrâneo (os infernos): o nome Plutão foi escolhido também por conter as iniciais do descobridor deste planeta, Percival Lowell.

Os asteróides mais brilhantes (pequenos corpos que órbitam entre Marte e Júpiter) e os satélites dos planetas também receberam nomes de deuses e semi-deuses gregos e romanos. Alguns satélites descobertos posteriormente receberam nomes sheakespeareanos (por exemplo, Miranda de "A Tempestade" ).

Além da cultura greco-romana, os povos do Egito, Babilônia e Mesopotâmia, assim como os Maias, Astecas e Incas na América, também observavam esses astros errantes e chamavam-nos pelos nomes dos seus deuses.

Porque nosso planeta chama-se Terra

O nome Terra para o lugar que habitamos é muito anterior à constatação de que tal lugar vem a ser, na realidade, o que hoje designamos por planeta. Ou seja, demos um nome ao lugar que vivemos antes de compreender "o que é" esse lugar; somente depois da invenção do telescópio (veja pergunta "grandes descobertas com telescópio" nesta seção) foi que a Terra passou a ser vista como um planeta em órbita ao redor do Sol. A própria idéia do que eram os planetas também mudou: o homem deixou de vê-los como "astros errantes" e passou a vê-los como corpos em orbitas de estrelas.

Uma dos mitos mais antigos do mundo ocidental narrava que "Terra" era uma das quatro divindades originárias, nascida após "Kaos" e antes de "Tártaro" e "Eros". A forma escrita deste mito foi elaborada pelo grego Hesíodo no canto "Teogonia". A divindade Terra está ali associada ao lugar em que vivemos e aquilo sobre o qual nos existimos de forma segura: solo, chão, fundamento. Este significado duplo de habitação e sustentáculo é a idéia que está na origem do nome.

A medida em que a compreensão da civilização ocidental sobre o lugar que habitava e tudo que a cercava foi progredindo e deixando de estar associada a uma visão mítica, a concepção sobre o que vinha a ser a Terra foi sendo re-elaborada, até chegar na concepção que partilhamos hoje, mas o nome permaneceu o mesmo do das concepções mais antigas e/ou originárias por força do hábito. O que mudou no decorrer do tempo foi apenas a concepção associada ao nome. No Universo da Física Aristotélica, por exemplo, Terra já designava ao mesmo tempo o elemento terra, do qual a Terra era formada (por este elemento ocupar um lugar físico naturalmente abaixo de todos os demais - água, ar e fogo) e o lugar que habitamos. E a Física Aristotélica foi o modelo que perdurou até a época da invenção do telescópio.

Origem dos termos Equador, Bissexto e Trópico

Equador

Vem do latim aequator, que significa divisor em duas partes iguais. Bissexto: a origem do nome pode ser explicada da seguinte forma: O dia representativo do início de cada mês no calendário romano era chamado calendas. Era costume inserir-se o dia intercalado após o dia 24 de fevereiro, ou seja, 6 dias antes do início das calendas de março; assim, esse dia era contado duas vezes, daí ficando conhecido como bis sexto anti calendas martii, ou segundo sexto antes das calendas de março. Depois disso, o ano passou a ser acrescido de um dia passou a chamar-se bissexto.

Trópico

Vem do grego tropein, que significa inverter. Indica que o Sol, após o desvio máximo para o Norte ou para o Sul (no Solstício), inverte o seu movimento aparente, voltando-se novamente para o equador (até o Equinócio).

Pirâmides do Egito(comprimento, altura, base) e as distâncias entre nosso planeta e o Sol, a Lua, circunferências, etc...

Antes de mais nada cabe um esclarecimento: existe um ramo bicéfalo entre Antropologia/Arqueologia e Astronomia chamado "Arqueo-Astronomia". Curiosamente, a Arqueo-Astronomia é mais relevante para o estudo de povos sem escrita, ou com escrita ainda por decifrar, mas que tenham registros gráficos. Este não é o caso dos egípcios, cujas diferentes escritas foram decodificadas.

Há dois fatos marcantes na civilização egípcia: sua continuidade e longevidade e a possibilidade de extrema centralização de administração que sua cultura e geografia permitiram.

As pirâmides (e elas são muitas: sem contar as secundárias, erguidas ao lado das principais e sempre de dimensões muito inferiores, elas somam cerca de meia centena) foram construídas nos períodos históricos denominados impérios antigo e médio (veja quadro abaixo). Estão construídas em pelo menos 15 sítios distintos ao longo do Nilo. Gizé, o mais famoso por conter as duas mais altas (Queops e Quefren), não é sequer o possuidor do maior número delas.

Pirâmides de Gizé Altura Original Área Ângulo na Base Período* (anos AC)
 Queops**

146 m

230 m2

53 50' 35"

2551-2528

 Quefren**

143 m

     214,5 m2

53 07' 48"

2520-2494

 Miquerinos**

    65,5 m

A

105 m2

51 20' 25"

2590-2575

         

Pirâmides de Dashur

Altura Original

Área

Ângulo na Base

Período* (anos AC)

 Sesostris III***

     78,5 m

105 m2

56 18'55"

1878-1844

 Snefru**

104 m

220 m2

43 22'00"

1878-1844

 Amenehet III***

     81,5 m

105m2

57 17' 50"

1844-1797

Reinado do Faraó associado à Pirâmide

  Dinástico Primitivo   2920-2575 (a.C.)   dinastias   1   a   3
  Império Antigo   2575-2134   dinastias   4   a   8
  Período Intermediário   2134-2040   dinastias   9   a 11
  Império Medio   2040-1640   dinastias 11   a 14

** Quarta Dinastia
*** Décima Segunda Dinastia

É um conceito corrente na literatura que as dimensões das pirâmides retratam antes de mais nada a capacidade de concentração de recursos de que era capaz em determinadas épocas a monarquia teocrática egípcia.

Em termos de elaboração de conhecimentos, o que ressalta dos registros egípcios é uma matemática, uma geometria e uma astronomia extremamente concretas e práticas. Por exemplo: não há registro de uma conta matemática em abstrato, todas estando referidos a problemas concretos (divisão de grãos, etc). Por outro lado, a continuidade cultural permite elaborações de longo prazo, como a contrução de um calendário cujo ano possuía exatos 365 dias (12 meses de 30 dias + 5 dias). As pirâmides são fruto desta cultura prática e de longo prazo associada a uma administracão centralizada. São construções simples, demandando muito mais trabalho braçal do que teoria. As grandes pirâmides de Queops e Quefren foram construídas mais de 400 anos após a unificação política. Os recursos necessários para a execucão da pirâmide de Queops são algo em torno de 100.000 homens trabalhando ao longo de 23 anos. Algo que só a extrema concentração de poder em torno do faraó consegue explicar. Tendo sido uma das primeiras pirâmides erguidas após a técnica estar apurada, a conclusão é a de que uma tal mobilizacão de recursos não foi repetida ao longo da história. Ela pode muito bem ter significado exaustão econômica. Estes são, portanto, os determinantes quanto às dimensões das pirâmides. Eles são de caráter histórico e não astronômico. O único fato notável que as grande pirâmides de Gizé apresentam são o seu quase perfeito alinhamento com relação aos pontos cardeais. De fato, o maior desalinhamento perfaz pouco mais de 24' de arco.

E a pirâmide que possui este desvio não é nenhuma das três maiores de Gizé:

Pirâmide Desvio Angular
Quéops 2' 28"
Quefren 2' 28"
Miquerinos 9' 12"

Para atingir esta precisão é necessário algum conhecimento astronômico? A princípio sim, mas não sabemos exatamente qual foi o utilizado. Provavelmente, a identificação observacional do polo de rotação terrestre em algum astro da época. Cabe observar que o primeiro cálculo de distâncias astronômicas foi feito por Aristarco de Samos, na Grécia, mais de um milênio depois da construção das pirâmides. Aristarco avaliou grosseiramente a distância Terra-Sol e Terra-Lua e chegou à conclusão que o Sol teria que ser muito maior que os outros dois. A sua conclusão heliocêntrica foi o que lhe valeu, de fato, renome.

Por último, uma observação

Na subliteratura sensacionalista sobre pirâmides é corrente a citação a uma coincidência entre a altura da Pirâmide de Queops e a distância Terra ao Sol dividida por um bilhão (a distância média é de aproximadamente 149,5 milhões de quilômetros). Pelo que foi exposto acima, acreditamos que seja muito mais plausível esta altura ter sido determinada pelo conjunto de recursos que foram mobilizados para sua construção. A pirâmide de Queops é a maior dentre um conjunto muito vasto, cujas outras alturas, determinadas por fatores conjunturais, nada significam em termos de distâncias no Sistema Solar. Tal fato é apenas uma grosseira coincidência.

Fonte: www.sab-astro.org.br

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