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Arte Grega

 

A arte na Grécia Antiga

As manifestações artísticas no mundo grego alcançaram notável desenvolvimento, refletindo as tradições e as principais transformações que ocorreram nessa sociedade ao longo da antigüidade.

arte grega è antropocentrica, preocupada com o realismo, procurou exaltar a beleza humana, destacando a perfeição de suas formas, è ainda racionalista, refletindo em suas manifestações as observações concretas dos elementos que envolvem o homem.

A arte Pré Helênica

arte cretense chegou até nós a partir das ruínas do Palácio de Cnossos, e demonstra a influência das civilizações do Oriente Próximo, como a grandiosidade do próprio palácio, assim como as características da pintura, principalmente as figuras humanas, normalmente caracterizadas pela cabeça em perfil e os olhos de frente; o corpo de frente e as pernas de perfil.

arte micênicacaracterizou-se principalmente pelo desenvolvimento da arquitetura, tendo como modelo o megaron micênico (sala central do palácio de Micenas) e pelo desenvolvimento do artesanato em cerâmica, onde encontramos figuras decorativas, retratando cenas do cotidiano.

Apesar da forte influência cretense, a arte micênica tendeu a desenvolver elementos peculiares, iniciando uma distanciação das influências orientais.

Homens e deuses na arte grega

Para compreendermos melhor as manifestações artísticas dos gregos é necessário retomar a importância da religião e de sua manifestação na vida humana.

A MITOLOGIA significa o estudo dos mitos, ou seja , o estudo da história dos deuses. Isso quer dizer que, para os gregos, cada deus nasceu em um certo momento e desenvolveu sua vida com características próprias. Mais, os gregos deram representavam os deuses com a forma humana e principalmente acreditavam que possuíam virtudes e defeitos.

A religião grega dava grande valor aos deuses ao mesmo tempo em que dava grande valor aos homens. Por isso sua cultura é considerada antropocêntrica, individualista e racional; é ainda hedonista, possibilitando ao homem a realização de obras de que reflitam seus sentimentos internos, produzindo por prazer, sem ser utilitarista, como vimos na cultura antiga oriental, pragmática.

A arquitetura grega

A principal manifestação da arquitetura foram os templos gregos.

O fato de serem politeístas e de acreditarem na semelhança entre deuses e homens, criou uma expressão religiosa singular no Mundo Grego, sendo que os templos dos mais variados deuses se espalharam por todas as cidades gregas.

Os templos eram construídos normalmente sobre uma plataforma de um metro de altura chamada estereóbato. Os edifícios públicos também têm importância arquitetônica e refletem as transformações [políticas vividas pelas principais cidades gregas, como Atenas.

A utilização de colunas de pedra é uma das características marcantes da arquitetura grega, sendo responsável pelo aspecto monumental das construções.

A princípio as colunas obedeceram a dois estilos: o Dórico, mais simples e "mais pesado" , e o Jônico, considerado "mais suave". No século V surgiu o estilo Coríntio, considerado mais ornamentado, refinado. Foi neste século V , também conhecido como século de ouro ou ainda século de Péricles, que a arquitetura conheceu seu maior desenvolvimento, tendo como grande exemplo o Partenon de Atenas, do arquiteto Ictino.

A escultura grega

Entre os séculos XI e IX a.C. a escultura produziu pequenas obras, representando figuras humanas, em argila ou marfim.

Durante o período arcaico a pedra tornou-se o material mais utilizado, comum nas simples estátuas de rapazes ( Kouros) e de moças (Korés) e ainda refletiam a influência externa.

O apogeu da escultura ocorreu no período clássico, durante o século V , quando as obras ganharam maior realismo, procurando refletir a perfeição das formas e a beleza humana, e posteriormente ganharam dinamismo, como se percebe no Discóbolo de Miron.

Fonte: cultura.portaldomovimento.com

Arte Grega

Divisão histórico-geográfica

Grécia continental; Grécia asiática ou costa da Ásia Menor, - Grécia insular; Magna Grécia, que compreende a metade sul da península Itálica. -Épiro e Macedônia, ao Norte, vivem, em certo modo marginalmente, a história da Grécia.

Ilhas principais

Cícladas, Jônicas e mediterrâneas.

Principais Estados gregos

Na Grécia central: Etolia, Dórida, as três Lócrias, Fócida, Beócia, Atica, Megárida; no Peloponeso: Acaya, Mesenia, Elida, Argólida, Laconia, Arcadia, Lacedemonia; na Ásia Menor: Eolia, Jonia.

Nota-se na tabela abaixo que os ítens Área Geográfica, Pintura e Artes Decorativas não estão relacionados ao ítem Cronologia, como os demais.

Localização Manisfestações artísticas
Cronologia Área Geográfica Arquitetura Escultura Pintura Artes Decorativas
Período Arcaico 
(s. VIII a.C. - até 
510 a.C.)
Grécia continental e
insular, costas da
Ásia Menor e 
Magna Grécia
Formação das
ordens dórica e 
jônica. A principal
construção é o
templo.
Estátuas de kuroi
- jovens atletas -
e korais
- donzelas
Melhores
representações
pictóricas da arte
grega na cerâmica.
Da pintura mural
não restam mostras, 
embora se conheça
os nomes dos artirtas
A cerâmica é uma
das manisfestações
artísticas mais 
representativas
desta arte.
Grande variedade de
vasos, decorados
com motivos que
vão desde os
geométricos e as
cenas funerárias dos
mais antigos, até os
vegetais, florais e
animais. Representa-
se a figura humana:
Estilos das figuras
negras e das figuras
vermelhas
Período
Protoclássico
(até 510 a.C. - 
460 a.C.)

"

Templos de Zeus
em Olímpia e Afaia
em Egina.

Surge estilo coríntio
Esculturas nos
frontões dos templos:
Luta de lapitas
contra centauros.
   
Período Clássico
(460 a.C. - 460 a.C.)

"

Reconstroi-se a
Acrópolis. Obras
desta época são: o
Partenao, de Ictinos, 
Erecteion e o 
templo deAtenea
Nike
. Com eles, a
arquitetura grega
atinge os melhores
exemplos de 
equilíbrio nas formas
Período dos grandes
escultores clássicos:
Míron
(o Discóbolo),
Policleto
(o Doríforo, 
o Diadúmeno),
Fídias
(esculturas do
Partenao)
   
Período Helenístico
(323 a.C. - 146 d.C.)

"

A Acrópolis continua
enriquecendo-se com
novos templos:
Olimpeion. Nasce a
ordem composta
Desenvolve-se uma
tendência ao
dramatismo, ao
exagero na 
representação da
beleza ou da fealdade
extremas.Grupo do
Laoconte, Vitória
de Samotrácia.
   

Fonte: br.geocities.com

Arte Grega

Os gregos apresentaram uma produção cultural mais livre, eles não se submeteram às imposições de sacerdotes ou de reis autoritários e valorizaram especialmente as ações humanas, na certeza de que o homem era a criatura mais importante do universo. Assim, o conhecimento através da razão, esteve sempre acima da fé em divindades.

No século XII a C. o povo grego era formado pelos aqueus, jônios, dóricos e eólios. Com o passar do tempo, esses povos passaram a ter a mesma cultura.

Em meados do século X a C. estes povos estavam reunidos em pequenas comunidades distantes uma das outras, no princípio eram pobres, mas com a intensificação do comércios, muitas transformaram-se em cidades-Estado, chamadas de polis grega e entraram em contato com as culturas do Egito e Oriente Próximo.

Inicialmente, os gregos imitaram os egípcios, mas depois criaram sua arquitetura, escultura e pintura, movidos por concepções diferentes das que os egípcios tiveram da vida, da morte e das divindades. Foram os primeiros artistas realistas da história, ou seja, os primeiros a se preocupar em representar a natureza tal qual ela é, para isso se fundamentaram no estudo da proporção, segundo o qual o homem é a medida de todas as coisas.

A arte grega distingue-se em quatro grandes períodos: o geométrico (séculos IX e VIII a. C. ), o arcaico (VII e VI a.C.), o clássico (V e IV a. C) e o helenístico (III ao I a. C. ).

Helenístico: diz-se do período que vai da formação do império de Alexandre Magno à conquista romana.

Arquitetura

Os gregos se preocupavam nas construções com a simetria, a escala, a proporcionalidade, a harmonia e são os templos que constituem a principal realização da arquitetura.

Eles foram construídos em honra aos deuses e protegiam as esculturas das chuvas e do sol excessivo, possuíam espaço interno pequeno e os cultos eram realizados na parte externa. O mais notável conjunto arquitetônico era o da Acrópole, em Atenas, mandado construir por Péricles.

A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico da entrada (pronau) e o dos fundos (opistódomo). Alguns templos eram inteiramente sustentado por colunas, enquanto outros tinham colunas apenas na parte da frente.

Eram construído sobre uma base de três degraus e sobre eles eram erguidos as colunas e as paredes do núcleo (naos).

As colunas sustentavam um entablamento horizontal construídos segundo os modelos: dórico, jônico e coríntio.

Os telhados feitos com telha de terracota eram inclinados para as laterais, isto resultava um espaço triangular sobre a cornija, chamado frontão,decorado em revelo, esculpiam-se figuras, representavam cenas mitológicas e eram pintadas com cores vivas e variadas.

1. Ordem dórica

Simples e maciça; os fustes das colunas eram grossos; os capitéis eram bem simples; a arquitrave era lisa e sobre ela ficava o friso dividido em retângulos com sulcos verticais pintados ou esculpidos em relevo.

2. Ordem jônica

Sugeria mais leveza e era mais ornamentada; as colunas tinham fustes mais finos e não se firmavam diretamente sobre os degraus (estilóbata), mas sobre uma base decorada; os capitéis eram enfeitados e a arquitrave dividida em três faixas horizontais; o friso decorado ou esculpido em relevo e a cornija podia apresentar trabalhos em esculturas.

3. Ordem coríntia

Surgiu no final do século V e se caracteriza por um capitel ornamento em forma de folhas de acanto.

Cornija

É um ornado que se assenta sobre o friso de uma obra arquitetônica. É uma espécie de moldura.

Friso

É a parte plana do entablamento, entre a cornija e a arquitrave.

Arquitrave

É o remate da coluna, a parte superior de pilastra ou balaústre, geralmente esculturada.

Fuste

É a parte principal da coluna. Fica entre o capitel e a base.

Base

É tudo o que serve de apoio, a parte inferior da coluna.

Entablamento

Refere-se ao conjunto formado por arquitrave, friso e cornija.

Acrotério

Elemento presente em algumas colunas, é um pequeno pedestal sem base que suporta vasos, figuras ou outros ornamentos na base inferior das cornijas.

Atlântico

Formas humanas masculinas que substituíram as colunas dóricas.

Cariátides

Formas humanas femininas que substituíram as colunas dóricas.

Ordem Ática

Substituição de colunas de base circular por pilares de base retangular.

Pintura

A pintura servia como elemento de decoração da arquitetura realizada nos painéis e nas métopas (espaço entre os enfeites do friso). Porém, destaca-se a pintura realizada nos potes de cerâmica cuja forma de cada um dependia do uso que dele seria feito. Serviam para rituais religiosos e também para armazenar água, vinho e mantimentos. A decoração era feita com figuras geométricas, cenas mitológicas ou cotidianas, mas na medida em que se tornaram cada vez mais belos, transformaram-se em objetos artísticos.

Inicialmente, o artista pintava em negro as silhuetas das figuras, depois fazia sulcos para gravar o contorno do corpo e por volta de 530 a C. um artista inverteu o esquema de cores: deixou as figuras na cor do vaso e pintou o fundo de negro, o efeito conseguido foi sobretudo dar maior vivacidade às figuras.

Escultura

Aproximadamente no final do século VII a C. os gregos começaram a esculpir, em mármore grandes figuras de homens. A influência do Egito era evidente, não se manifestando qualquer preocupação com a idéia de movimento.

Porém, enquanto os e egípcios procuravam fazer uma figura realista de um homem, o escultor grego acreditava que a estátua não deveria ser apenas semelhante a um homem, mas também um objeto belo em si mesmo.

O escultor grego do período arcaico (séc. VII a c. _ V a C.) assim como o escultor egípcio apreciava a simetria natural do corpo humano. O artista esculpia figuras masculinas nuas, eretas, em posição frontal e com o peso do corpo distribuído por igual sobre as duas pernas. Este tipo de estátua é chamada de Kouros, palavra grega que significa homem jovem.

Como os artistas gregos não estavam submetidos a convenções rígidas, a escultura pode evoluir livremente e assim Kouros foi sofrendo algumas alterações buscando superar a rigidez das estátuas.

As esculturas antes feitas quase sempre em mármore, foram substituídas por bronze, pois esse metal permitia ao artista criar figuras que expressassem melhor o movimento e aos poucos, além de braços e pernas, o tronco também ganhou movimento. Utilizavam também outros materiais como o marfim e a madeira e cada vez mais, tentaram atingir um ideal de perfeição e de beleza humana.

1. Século VI

Destaque para a rigidez e o sorriso.

2. 100 a. C.

Vênus de Milo.

3. Século II a. C.

Afrodite Callipygos. Réplica helenística

Fonte: www.she.art.br

Arte Grega

Dos povos da antiguidade, os que apresentaram uma produção cultural mais livre foram os gregos, que valorizaram especialmente as ações humanas, na certeza de que o homem era a criatura mais importante do universo. Assim, o conhecimento, através da razão, esteve sempre acima da fé em divindades. Enquanto os egípcios procuravam fazer uma figura realista de um homem, o escultor grego acreditava que uma estátua que representasse um homem não deveria ser apenas semelhante a um homem, mas também um objeto belo em si mesmo.Seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos, que dedicavam ao bem estar do povo e a democracia.

Podem-se distinguir quatro grandes períodos na evolução da arte grega: o geométrico (séculos IX e VIII a.C.), o arcaico (VII e VI a.C.), o clássico (V e IV a.C.) e o helenístico (do século III ao I a.C.).

No chamado período geométrico, a arte se restringiu à decoração de variados utensílios e ânforas. Esses objetos eram pintados com motivos circulares e semicirculares, dispostos simetricamente. A técnica aplicada nesse trabalho foi herdada das culturas cretense e micênica. Passado muito tempo, a partir do século VII a.C., durante o denominado período arcaico, a arquitetura e a esculturaexperimentaram um notável desenvolvimento graças à influência dessas e outras culturas mediterrâneas.Também pesaram o estudo e a medição do antigo megaron, sala central dos palácios de Micenas a partir da qual concretizaram os estilos arquitetônicos do que seria o tradicional templo grego.

Entre os séculos V e IV a.C., a arte grega consolida suas formas definitivas.

Na escultura, somou-se ao naturalismo e à proporção das figuras o conceito de dinamismo refletido nas estátuas de atletas como o Discóbolo de Miron e o Doríforo de Policleto.

Na arquitetura, em contrapartida, o aperfeiçoamento da óptica (perspectiva) e a fusão equilibrada do estilo jônico e dórico trouxe como resultado o Partenon de Atenas, modelo clássico por excelência da arquitetura dessa época. No século III, durante o período helenístico, a culturagrega se difunde, principalmente graças às conquistas e expansão de Alexandre Magno, por toda a bacia do Mediterrâneo e Ásia Menor.

A pintura grega encontrou uma forma de realização na arte da cerâmica, os vasos gregos são conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação.No começo, os desenhos eram simplesmente formas geométricas elementares - de onde se originou a denominação de geométrico conferida a esse primeiro período (séculos IX e VIII a.C.) - que mal se destacavam na superfície.

Com o passar do tempo, elas foram gradativamente se enriquecendo, até adquirir volume. Surgiram então os primeiros desenhos de plantas e animais guarnecidos por adornos chamados de meandros. Numa etapa próxima, já no período arcaico (séculos VII e VI a.C.), começou a ser incluída nos desenhos a figura humana, que apresentava um grafismo muito estilizado.

E, com o aparecimento de novas tendências naturalistas, ela passou a ser cada vez mais utilizada nas representações mitológicas, o que veio a aumentar sua importância.As cenas eram apresentadas em faixas horizontais paralelas que podiam ser visualizadas ao se girar a peça de cerâmica.

Com a substituição do cinzel pelo pincel, os traçados se tornaram mais precisos e ricos em detalhes. As peças de cerâmica pintadas começam a experimentar uma perceptível decadência durante o classicismo (séculos IV e V a.C.).

No entanto, passado um bom tempo, elas acabaram ressurgindo triunfantes no período helenístico (século III), totalmente renovadas, cheias de cor e ricamente decoradas.

As primeiras esculturas gregas (século IX a.C.) não passavam de pequenas figuras humanas feitas de materiais muito brandos e fáceis de manipular, como a argila, o marfim ou a cera. Essa condição só se alterou no período arcaico (séculos VII e VI a.C.), quando os gregos começaram a trabalhar a pedra. Os motivos mais comuns das primeiras obras eram simples estátuas de rapazes (kouros) e moças (korés). As figuras esculpidas apresentavam formas lisas e arredondadas e plasmavam na pedra uma beleza ideal. Essas figuras humanas guardavam uma grande semelhança com as esculturas egípcias, as quais, obviamente, lhes haviam servido de modelo.

Com o advento do classicismo (séculos V e IV a.C.), a estatuária grega foi assumindo um caráter próprio e acabou abandonando definitivamente os padrões orientais. Foi o consciencioso estudo das proporções que veio oferecer a possibilidade de se copiar fielmente a anatomia humana, e com isso os rostos obtiveram um ganho considerável em expressividade e realismo.Mais tarde introduziu-se o conceito de contrapposto - posição na qual a escultura se apoiava totalmente numa perna, deixando a outra livre, e o princípio do dinamismo tomou forma nas representações de atletas em plena ação.

Entre os grandes artistas do classicismo estão: Policleto,(que criou a regra do "belo ideal" que divide o corpo humano em 8 partes iguais. Essa regra é utilizada até hoje nas aulas de desenho.) Miron, Praxíteles e Fídias.

Contudo, não se pode tampouco deixar de mencionar Lisipo, que, nas suas tentativas de plasmar as verdadeiras feições do rosto, conseguiu acrescentar uma inovação a esta arte, criando os primeiros retratos.

Durante o período helênico (século III a.C.), verificou-se uma ênfase nas formas herdadas do classicismo, e elas foram se sofisticando. O resultado disso foi o surgimento de obras de inigualável monumentalidade e beleza, como O Colosso de Rodes, de trinta e dois metros de altura. É interessante esclarecer que, tanto por sua função religiosa quanto pela sua importância como elemento decorativo, aescultura estava estreitamente ligada à arquitetura. Isso se evidencia nas estátuas trabalhadas nas fachadas, colunas e interiores dos templos.

Na arquitetura, não resta dúvida de que o templo foi um dos legados mais importantes da arte grega ao Ocidente.

Suas origens devem ser procuradas no megaron micênico. Este aposento, de morfologia bastante simples, apesar de ser a acomodação principal do palácio do governante, nada mais era do que uma sala retangular, à qual se tinha acesso através de um pequeno pórtico (pronaos), e quatro colunas que sustentavam um teto parecido com o atual telhado de duas águas. No princípio, esse foi o esquema que marcou os cânones da edificação grega.

Foi a partir do aperfeiçoamento dessa forma básica que se configurou o templo grego tal como o conhecemos hoje. No princípio, os materiais utilizados eram o adobe - para as paredes - e a madeira - para as colunas. Mas, a partir do século VII a.C. (período arcaico), eles foram caindo em desuso, sendo substituídos pela pedra. Essa inovação permitiu que fosse acrescentada uma nova fileira de colunas na parte externa (peristilo) da edificação, fazendo com que o templo obtivesse um ganhono que toca à monumentalidade.

Surgiram então os primeiros estilos arquitetônicos: o dórico, ao sul, nas costas do Peloponeso, e o jônico, a leste.

Os templos dóricos eram em geral baixos e maciços. As grossas colunas que lhes davam sustentação não dispunham de base, e o fuste tinha forma acanelada. O capitel, em geral muito simples, terminava numa moldura convexa chamada de eqüino. As colunas davam suporte a um entablamento (sistema de cornijas) formado por uma arquitrave (parte inferior) e um friso de tríglifos (decoração acanelada) entremeado de métopas.

A construção jônica, de dimensões maiores, se apoiava numa fileira dupla de colunas, um pouco mais estilizadas, e apresentava igualmente um fuste acanelado e uma base sólida.

O capitel culminava em duas colunas graciosas, e os frisos eram decorados em altos-relevos. Mais adiante, no período clássico (séculos V e IV a.C.), a arquitetura grega atingiu seu ponto máximo. Aos dois estilos já conhecidos veio se somar um outro, o coríntio, que se caracterizava por um capitel típico cuja extremidade era decorada por folhas de acanto.As formas foram se estilizando ainda mais e acrescentou-se uma terceira fileira de colunas. O Partenon de Atenas é a mais evidente ilustração desse brilhante período arquitetônico grego.

Na época da hegemonia helenística (séculoIII a.C.), a construção, que conservou as formas básicas do período clássico, alcançou o ponto máximo de suntuosidade. As colunas de capitéis ricamente decorados sustentavam frisos trabalhados em relevo, exibindo uma elegância e um trabalho dificilmente superáveis.

Assim, a história da arte grega está ligada às épocas da vida desse povo.

O pré-helenismo foi um longo período, no qual a arte estava se afirmando.

Na época arcaica , a arte tomou formas definidas. A época clássica, foi o momento da plenitude e da perfeição artística e cultural dos gregos. O helenismo foi o momento em que os gregos já haviam chegado à plenitude e passaram a espalhar sua arte pelo Egito, pela Ásia Menor, pela Síria e por Roma.

Fonte: www.arteducacao.pro.br

Arte Grega

ARQUITETURA GREGA

Arte Grega
Santuário de Palas Atena Pronaia em Delfos

Na construção de templos e edifícios públicos, os arquitetos gregos não usavam material aglutinante para unir as pedras de que se faziam as colunas: estas eram apenas superpostas, mas, apesar dos poucos meios disponíveis para o corte e polimento, se encaixavam com tal precisão que entre uma e outra não há como inserir uma agulha.

arquitetura grega tem no templo sua expressão maior e na coluna sua peculiaridade. A coluna marca a proporção e o estilo dos templos. De início, os gregos conheceram dois tipos de ordem (estilo) de colunas, a dórica e a jônica, e mais tarde acrescentaram a coríntia, derivada da jônica, com o capitel dotado de folhas de acanto.

Na arquitetura do período geométrico, entre os anos 900 e 725 a.C., as casas são de plano irregular e os templos têm planta ora longa e estreita, ora quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo. Os modelos de terracota das construções de Argos deixam perceber um par de colunas ante uma pequena câmara retangular, sobre a qual se alteia um telhado pontiagudo. Os materiais de construção preferidos eram o tijolo cru e a madeira, com alguma utilização da pedra. A partir do século VI a.C., desenvolveram-se as ordens dórica e jônica, essencialmente gregas.

O mais primitivo exemplo da ordem dórica vê-se no templo de Apolo, em Termo, na Etólia, e a ordem jônica nasceu no Egeu oriental, em cidades como Samos e Esmirna. O templo ganhou em amplitude e a utilização da pedra, sobretudo mármore, tornou-se cada vez mais freqüente. Relevos escultóricos passaram a adornar as construções, com motivos florais e figurativos, como no templo de Prínias.

Durante curto intervalo, praticou-se em Neandria e outros lugares o rebuscado capitel palmiforme de tipo eólico, de origem síria. Em Prínias, Deméter e Selino persiste um modelo de templo destituído de pórtico, que pressupõe origem mais antiga. Entre os anos 600 e 500 a.C. (período arcaico), os modelos esboçados no período anterior foram ampliados e elaborados com refinamento gradativo das proporções, enquanto os capitéis se tornaram mais elegantes e a ação escultórica dos frontões passou a integrar-se melhor na estrutura arquitetônica. Ao mesmo tempo, a cor foi amplamente utilizada para vivificar o ornamento em pedra, geralmente mármore.

O típico templo grego passou a obedecer então a um plano em que se sucedem um pórtico de acesso, a câmara principal com a imagem da divindade e, com freqüência, um aposento aos fundos. Uma colunata (peristilo) circunda o conjunto, coberto por um telhado reclinado. Duas filas de colunas dividem, às vezes, a cella (câmara reservada à divindade) numa nave central e duas alas laterais.

Exemplos marcantes de templos dóricos arcaicos acham-se em Corfu, Termo, Selino, Sele, Pesto, Atenas, Cirene, Corinto, Súnio, Asso e Delfos. Entre os mais importantes templos jônicos do período citam-se os de Éfeso e Samos, ambos dípteros, ou seja, dotados de dupla colunata.

Arte Grega

PERÍODO CLÁSSICO

Toda a arquitetura clássica produzida entre os anos 500 e 300 a.C., caracteriza-se por um senso absoluto de organicidade e equilíbrio, subordinando-se suas proporções à ordem matemática. Nessa época, que se estende do término do templo dos Alcmeônidas, em Delfos, ao início do "século de Péricles", quando se empreendeu o embelezamento da acrópole de Atenas, os esforços dos arquitetos concentraram-se particularmente no aperfeiçoamento da ordem dórica.

As cidades e ilhas jônicas caíram em poder dos Persas, o que talvez explique a raridade dos templos jônicos na época. Em contraposição, os arquitetos esforçaram-se para harmonizar as relações entre os diversos elementos arquitetônicos e determinar módulos para a ordem dórica. A primeira grande construção dórica do período foi o templo de Zeus, em Olímpia, erguido segundo risco de Libão em 456 a.C.

Quando Atenas foi reconstruída, no governo de Péricles, concentraram-se na colina da Acrópole vários templos dóricos, dos quais o mais importante - que, na verdade, marcou o apogeu do estilo clássico - é o Pártenon, construído por Ictino e Calícrates e decorado com esculturas concebidas por Fídias. A partir de então, essa obra, com oito colunas de frente e 17 de cada lado, influenciou toda a arte e toda a arquitetura da Grécia, fornecendo-lhe um padrão em que se unem a concepção ideal da forma e das proporções humanas e um enfoque emocional sereno e despojado.

Os templos jônicos do período clássico, se perderam em amplitude quando comparados aos da época arcaica, superaram-nos em graça e pureza. As ordens dórica e jônica lançavam mão de motivos abstratos ou semi-abstratos para simbolizar a vida orgânica.

Os arquitetos do período clássico tardio, ao contrário, preferiram traduzi-la mais literalmente e para tal fizeram uso de ornamentos inspirados no acanto e outras plantas.

Surgiu assim a última ordem da arquitetura grega, a coríntia, anunciada no templo de Apolo, em Bassas, e que se fez popular a partir de 334 a.C.

Em seguida, o estilo coríntio combinou-se ao dórico em muitos edifícios: aquele reservado para o interior, este para a fachada (templos de Atena, em Tégea, por Escopas). O fim do período clássico presenciou uma revitalização do estilo jônico, por influência do arquiteto Píteas (túmulo de Mausolo, em Halicarnasso), que abandonou a busca do refinamento em troca da monumentalidade.

Arte Grega

PERÍODO HELENÍSTICO

Até a fase clássica, os arquitetos gregos encaravam cada construção como uma unidade completa em si mesma e, como tal, destacada das demais. No período helenístico (entre os anos 300 e 100 a.C.), tal tendência desapareceu e os arquitetos, acostumados a projetar novas cidades, buscaram o complexo arquitetônico, que realizaram em sítios como Cós, Pérgamo, Antioquia, Selêucia e Magnésia.

Foi a época do desenvolvimento do urbanismo: os pórticos multiplicaram-se e as ruas cruzaram-se em ângulo reto, freqüentemente flanqueadas por colunatas. O plano das ágoras (praças) tornou-se regular, com construções consagradas às reuniões populares. Também nessa época o conjunto passou a ofuscar o detalhe, como se observa nos templos elaborados por Cossúcio (o de Zeus, em Atenas) e Hermógenes (o de Ártemis, na Magnésia), ou no grande altar de Pérgamo.

O interesse deslocou-se para os edifícios seculares ou semi-seculares, como deambulatórios (colunatas de Priene, Pérgamo e Atenas), assembléias (Mileto) ou bibliotecas (Pérgamo), sem falar nos palácios, vilas e residências. As residências do período helenístico são de proporções modestas, mas a partir do século III a.C. tornaram-se luxuosas. As peças são dispostas em torno de um pátio central com peristilo dórico, e decoração em pintura, estuque e mosaico.

A construção dos teatros modificou-se: desapareceu o coro e o proscênio aumentou com uma parede de fundo decorada.

O contato com as arquiteturas não-helênicas (do Egito, Síria, Mesopotâmia) levou à produção de novos tipos arquitetônicos, com o que se enriqueceu o repertório ornamental. As ordens gregas atingiram a Pérsia e mesmo a Índia, fundindo-se em muitas ocasiões aos estilos locais. À ornamentação de cunho vegetal juntou-se, por necessidade rítmica, a de base animal, e não raro os ornamentos foram concebidos como réplicas realistas de objetos do culto (guirlandas, peças rituais).

Na era cristã, a basílica helenística foi a mais usada até o século V. No início do século VI surgiu a igreja de cúpula e planta grega. Antes livre, a planta cruciforme passou a ser inserida em paredes retangulares, com muros externos octogonais. Seu apogeu verificou-se nos séculos XI e XII, com o uso de quatro cúpulas, uma em cada braço da cruz.

Arte Grega
Santuário de Afaya em Aegina.

Fonte: www.geocities.com

Arte Grega

O que conhecemos como a arte do mundo ocidental, principalmente a européia, muito deve ao mundo grego e a sua cultura. Os gregos influenciaram a arte romana e outros períodos da História da Arte como o Renascimento. De uma certa forma, muitos valores que tiveram sua origem na arte grega exerceram influência fundamental sobre o gosto estético predominante até o século XX.

A mitologia grega, suas conquistas filosóficas e científicas, sua capacidade de concisão e simplicidade expressiva foram legados importantíssimos para as épocas posteriores. Uma característica da arte grega é a presença forte do intelecto.

Foi a primeira expressão artística que valorizou o homem e suas possibilidades. O uso de desenhos e linhas, a proporcionalidade, o equilíbrio e a expressividade atingida foram conquistas surpreendentes.

A origem da arte grega

A civilização minóica, em particular a Ilha de Creta, parece ter sido as origens de uma arte que acabou sendo incorporada ao continente grego, principalmente através de Micenas. Posteriormente, uma onda de invasões de povos como os dóricos e os jônios acabaram por formar o povo grego.

Essa onda de invasões teve impacto profundo sobre os povos da região. Na verdade, não se sabe ao certo o que aconteceu com as civilizações que a ocupavam anteriormente (como a micênica), mas a arte produzida até então foi abafada nesse momento, apesar de se poder avistar influências dela na futura arte grega.

O resultado dessa época turbulenta foi o não aparecimento de formas artísticas de destaque desde as invasões dóricas, cerca de aproximadamente 1200 a.c até o ano 800 a.c. Presume-se que os dóricos não trouxeram em sua bagagem uma arte já desenvolvida, forte, sendo a arte grega que acaba por despontar o resultado da intersecção (conflituosa) das culturas dos invasores com a dos habitantes da região.

A arte grega costuma ser dividida em 4 períodos: a arte grega geométrica (aproximadamente 900 a 700 a.c), a arte gregaarcaica (700 a 480 a.c), o período clássico (480 a 323 a.c) e o período helenístico (323 a.c a 146 a.c). Além disso, costuma-se incluir um período de transição entre a arte arcaica e a arte clássica, como uma época diferenciada.

A Arquitetura Grega

Como já foi dito, a civilização que antecede a grega é a cretense que durou de 1800 a 1100 a.C. Eles construíram várias cidades e palácios, como o de Cnosso e suas casas tinham vários andares, tetos planos e piso de pedra.

Assim,o surgimento da cultura grega se dá após o período que vai do fim do século XIII o e começo do século VIII a.C., período marcado pela obscuridade, também chamado "Idade Média Grega", quando acontece a dissolução da cultura miceno-cretense, devido a crises internas e invasões, principalmente pelas

invasões dóricas por volta do ano 1200 a.C., que provoca a dispersão do povo pelo mediterrâneo, ocupando as regiões costeiras, que acabam por originar na Jônia cidades como Éfeso e Mileto.

Preocupados em exaltar a beleza e o calor da vida, ao contrário de outros povos que cultuavam o além-túmulo, os gregos construíam com fins públicos, pela realização da coletividade, ou religiosos, em que o homem continua sendo a medida das coisas, até mesmo pela qualidade humana de suas divindades.

A conformação cidade-estado confere aos centros helênicos autonomia criativa.Atenas é regida por princípios de liberdade, democracia e individualismo, ao contrário de Esparta estruturada no militarismo e em regimes totalitários.

Por volta do ano 750 a.C. começa a primeira onda migratória em direção ao ocidente, para a Sicília e a costa da Itália, a chamada Magna Grécia.

É ainda no período arcaico que se dá o nascimento do templo grego.Trata-se agora de uma construção sólida, que utiliza pedra e mármore, e ergue-se sobre uma plataforma com degraus (estilobata).Com planta retangular e volume horizontal,tinha uma sala principal chamada cela, onde ficava a estátua de um deus

ou uma deusa. A estrutura, externa, é composta por fileiras de colunas,que eram uma marca da arquitetura grega, sendo cuidadosamente desenhadas. Na parte central a circunferência da coluna é maior do que na base e na parte superior ainda menor.

Seguiram três tipos de ordens: a dórica, a jônica e a coríntia.

O templo grego conserva uma característica de suas origens que é o fato de ser um edifício onde o espaço é mais exterior do que interior não se destinando a abrigar os fiéis. É por assim dizer a casa de um deus,onde os fiéis o contemplam no conjunto e sobem até ele

levando oferendas e sacrifícios porém não permanecem no seu interior.

O Partenon, de ordem dórica, projetado por Ictino e Calícrates, foi erguido na acrópole de Atenas e eleva-se sobre a cidade num terreno de menos de 300m de comprimento por 130m no ponto mais largo. Nele melhor do que em qualquer outro, se verifica a composição grega dos cheios e vazios, do ritmo da luz e sombra. Em seu frontão encontrava-se a escultura de Fídias, que retratava o nascimento de Atenéia e a disputa entre Atenéia e Posídon. Fídias também é o autor da obra que ocupou a cela do templo, Athena Parthenos, em ouro e marfim, que não mais existe.

No ano 407, uma estrutura complexa, que reúne um conjunto de lugares sagrados, ergue-se o Erection de ordem jônica, onde se encontra um novo elemento, o balcão aéreo, sustentado por 6 estátuas com figuras femininas, as Cariátides, que com sua graça suavizam a construção.

No fim do período clássico na século IV, a arquitetura continua a se desenvolver e a inovar, como na realização dos teatros, onde a geometria funcional e estética, define de forma definitiva o anfiteatro, com arquibancadas escavadas, íngremes e de forma semicircular e com palco circular

ou semicircular que tem um cenário natural, como o teatro de Dionísio em Atenas, e o de Delfos.

Outra inovação do século IV é o aparecimento da ordem coríntia, derivada da ordem jônica, que será desenvolvida no período helenístico e também na arquitetura romana.

O período helenístico inicia-se em 323 a.C. com a morte de Alexandre Magno, e com a dissolução do império macedônio, conquistado por Alexandre, na sua luta contra os persas. A fundação de Alexandria cria um novo polo da cultura helenística.

Na arquitetura o emprego das ordens é livre, as vezes com combinações, e com amplo desenvolvimento da ordem coríntia, como no templo do Zeus Olímpico ou no monumento votivo de Líscrates de planta circular, ambos em Atenas.

Outras inovações no campo técnico e no conceito de monumentalidade podem ser verificadas no grande templo-altar de Zeus (180 a.C.) em Pérgamo que foi reconstruído no Museu de Berlim, já que quase tudo se perdeu da magnífica Alexandria

A Escultura Grega

Entre os séculos XI e IX a.C. a escultura produziu pequenas obras, representando figuras humanas, em argila ou marfim. Durante o período arcaico a pedra tornou-se o material mais utilizado, comum nas simples estátuas de rapazes (Kouros) e de moças(korés) e ainda refletiam a influência externa.

O apogeu da escultura ocorreu no período clássico, durante o século V , quando as obras ganharam maior realismo, procurando refletir a perfeição das formas e a beleza humana, e posteriormente ganharam dinamismo, como se percebe no Discóbolo de Miron.

Fonte: www.socultura.com

Arte Grega

Os gregos foram os primeiros artistas realistas da história, ou seja, os primeiros a se preocupar em representar a natureza tal qual ela é. Para fazerem isso, foi fundamental o estudo das proporções, em cuja base se encontra a consagrada máxima segundo a qual o homem é a medida de todas as coisas.

Podem-se distinguir quatro grandes períodos na evolução da arte grega: o geométrico (séculos IX e VII a.C.), o arcaico (VII e VI a.C.), o clássico (V e IV a.C.) e o helenístico (do século III ao I a.C.)

No chamado período geométrico, a arte se restrigiu à decoração de variados utensílios e ânforas. Esses objetos eram pintados com motivos circulares e semicirculares, dispostos simetricamente. A técnica aplicada nesse trabalho foi herdada das culturas cretense e micênica. Passado muito tempo, a partir do século VII a.C., durante o denominado perído arcaico, a arquitetura e a esculturaexperimentaram um notável desenvolvimento graças à influência dessas e outras culturas mediterrâneas.

Também pesaram o estudo e a medição do antigo megaron micênico, sala central dos palácios de Micenas a partir da qual concretizaram os estilos arquitetônicos do que seria o tradicional templo grego.

Entre os séculos V e IV a.C., a arte grega consolida suas formas definitivas.

Na escultura, somou-se ao naturalismo e à proporção das figuras o conceito de dinamismo relfetido nas estátuas de atlestas como o Discóbolo de Miron e o Doríforo de Policleto.

Na arquitetura, em contrapartida, o aperfeiçoamento da óptica (perspectiva) e a fusão equilibrada do estilo jônico e dórico trouxe como resultado o Partenon de Atenas, modelo clássico por excelência da arquitetura dessa época.

Arte Grega

No século III, durante o período helenístico, a cultura grega se difunde, principalmente graças às conquistas e expansão de Alenxandre Magno, por toda a bacia do Mediterrâneo e Ásia Menor.

Não resta dúvida de que o templo foi um dos legados mais importantes da arte grega ao Ocidente, devendo suas origens ser procuradas no megaron miscênico, aposento de morfologia bastante simples, apesar de ser a acomodação principal do palácio do governante, sendo este, no princípio, o esquema que marcou os cânones da edificação grega.

Foi a partir do aperfeiçoamento dessa forma básica que se configurou o templo grego tal como o conhecemos hoje. No princípio, os materiais utilizados eram o adobe - para as paredes - e a madeira - para as colunas. Mas, a partir do século VII a.C. (período arcaico), eles foram caindo em desuso, sendo substituídos pela pedra. Essa inovação permitiu que fosse acrescentada uma nova fileira de colunas na parte externa (peristilo) da edificação, fazendo com que o templo obtivesse um ganho no que toca à monumentalidade.

Surgiram então os primeiros estilos arquitetônicos: o dórico, ao sul, nas costas do Peloponeso, e o jônico, a leste.

Arte Grega
Templo dórico

Arte Grega
Templo jônico

Os templos dóricos eram em geral baixos e maciços. As grossas colunas que lhes davam sustentação não dispunham de base, e o fuste tinha forma acanelada. O capitel, em geral muito simples, terminava numa moldura convexa chamada de equino. As colunas davam suporte a um entablamento (sistema de cornijas) formado por uma arquitrave (parte inferior) e um friso de tríglifos (decoração acanelada) entremeado de métopas.

A construção jônica, de dimensões maiores, se apoiava numa fileira dupla de colunas, um pouco mais estilizadas, e apresentava igualmente um fuste acanelado e uma base sólida. O capitel culminava em duas colunas graciosas, e os frisos eram decorados em altos-relevos. Mais adiante, no período clássico (séculos V e IV a.C.), a arquitetura grega atingiu seu ponto máximo. Aos dois estilos já conhecidos veio se somar umoutro, o coríntio, que se caracterizava por umcapitel típico cuja extremidade era decorada por folhas de acanto.

Arte Grega
Templo coríntio

As formas foram se estilizando ainda mais e acrescentou-se uma terceira fileira de colunas. O partenon de Atenas é a mais evidente ilustração desse brilhante período arquitetônico grego.

Na época da hegemonia helenística (século III a.C.), a construção, que conservou as formas básicas do período clássico, alcançou o ponto máximo de suntuosidade. As colunas de capitéis ricamente decorados sustentavam frisos trabalhados em relevo, exibindo uma elegância e um trabalho dificilmente superáveis.

No mundo grego, os estilos eram identificados de acordo com as ordens arquitetônicas que regulamentavam toda a obra dos artistas. A ordem dórica é expressa por uma coluna simples, com caneluras profundas, sem base e encimada por um capitel. A jônica é mais fina e graciosa, tem coluna canelada e capitel com volutas. A ordem coríntia, por sua vez, tem coluna bem canelada e capitel profusamente decorado com folhagens, o que o faz bastante diferente dos outros.

Ali, mas uma vez vemos como o vestuário se relaciona com as linhas da arquitetura.

O peplo dórico (à esquerda), como a coluna do mesmo estilo, é sóbrio - severo até. O quitão jônico (à direita), ao contrário, apresenta-se bem mais leve e esguio - seguindo o estilo da coluna que caracteriza a respectiva ordem arquitetônica.

Fonte: www.pegue.com

Arte Grega

Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo.

arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações. Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal.

Eles tem como características: o racionalismo; amor pela beleza; interesse pelo homem, essa pequena criatura que é "a medida de todas as coisas"; e a democracia.

Arte Grega
Cerâmica Grega

ARQUITETURA

As edificações que despertaram maior interesse são os templos. A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas.

As colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija. As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia.

Ordem Dórica

Era simples e maciça. O fuste da coluna era monolítico e grosso. O capitel era uma almofada de pedra. Nascida do sentir do povo grego, nela se expressa o pensamento. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas, a ordem dórica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma idéia de solidez e imponência

Ordem Jônica

Representava a graça e o feminino. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre o estilóbata, mas sobre uma base decorada. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. A ordem dórica traduz a forma do homem e a ordem jônica traduz a forma da mulher.

Ordem Coríntia

O capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas, muito usado no lugar do capitel jônico, de um modo a variar e enriquecer aquela ordem.

Sugere luxo e ostentação.

Os principais monumentos da arquitetura grega:

a) Templos, dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas. Na Acrópole, também, se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Cária.

b) Teatros, que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores. Um exemplo típico é o Teatro de Epidauro, construído, no séc. IV a.C., ao ar livre, composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava a acomodar cerca de 14.000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita.

c) Ginásios, edifícios destinados à cultura física.

d) Praça - Ágora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos, entre eles; filosofia.

PINTURA

A pintura grega encontra-se na arte cerâmica. Os vasos gregos são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. Além de servir para rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos.

Por isso, a sua forma correspondia à função para que eram destinados:

Ânfora

Vasilha em forma de coração, com o gargalo largo ornado com duas asas; - Hidra - (derivado de ydor, água) tinha três asas, uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar; - Cratera - tinha a boca muito larga, com o corpo em forma de um sino invertido, servia para misturar água com o vinho (os gregos nunca bebiam vinho puro), etc.

As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. O maior pintor de figuras negras foi Exéquias.

A pintura grega se divide em três grupos:

1) figuras negras sobre o fundo vermelho

2) figuras vermelhas sobre o fundo negro

3) figuras vermelhas sobre o fundo branco

ESCULTURA

A estatuária grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem.

Na escultura, o antropomorfismo - esculturas de formas humanas - foi insuperável. As estátuas adquiriram, além do equilíbrio e perfeição das formas, o movimento.

Período Arcaico

No Período Arcaico os gregos começaram a esculpir, em mármores, grandes figuras de homens.

Primeiramente aparecem esculturas simétricas, em rigorosa posição frontal, com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. Esse tipo de estátua é chamado Kouros (palavra grega: homem jovem).

Período Clássico

No Período Clássico passou-se a procurar movimento nas estátuas, para isto, se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore, podendo fixar o movimento sem se quebrar. Surge o nu feminino, pois no período arcaico, as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas.

Período Helenístico

Período Helenístico podemos observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento.

O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas, mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados.

Os principais mestres da escultura clássica grega são:

Praxíteles

Celebrado pela graça das suas esculturas, pela lânguida pose em "S" (Hermes com Dionísio menino), foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino.

Policleto

Autor de Doríforo - condutor da lança, criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça.

Fídias

Talvez o mais famoso de todos, autor de Zeus Olímpico, sua obra-prima, e Atenéia. Realizou toda a decoração em baixos-relevos do templo

Partenon

As esculturas dos frontões, métopas e frisos.

Lisipo

Representava os homens "tal como se vêem" e "não como são" (verdadeiros retratos). Foi Lisipo que introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes a cabeças.

Miron

Autor do Discóbolo - homem arremessando o disco.

Mitologia

Zeus

Senhor dos céus

Atenéia

Deusa da guerra

Afrodite

Deusa do amor

Apolo

Deus das artes e da beleza;

Posseidon

Deus das águas; entre outros.

Olimpíadas

Realizavam-se em Olímpia, cada 4 anos, em honra a Zeus. Os primeiros jogos começaram em 776 a.C. As festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo.

Teatro

Foi criada a comédia e a tragédia.

Entre as mais famosas: Édipo Rei de Sófocles.

Música

Significa a arte das musas, entre os gregos a lira era o instrumento nacional.

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Arte Grega

Na construção de templos e edifícios públicos, os arquitetos gregos não usavam material aglutinante para unir as pedras de que se faziam as colunas, estas eram apenas superpostas, mas, apesar dos poucos meios disponíveis para o corte e polimento, se encaixavam com tal precisão que entre uma e outra não há como inserir uma agulha.

arquitetura grega tem no templo sua expressão maior e na coluna sua peculiaridade. A coluna marca a proporção e o estilo dos templos.

Na arquitetura do período geométrico, entre os anos 900 e 725 a. c., as casas são de plano irregular e os templos tem planta ora longa e estreita, ora quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo.

Os matérias de construção preferidos eram o tijolo cru e a madeira, com alguma utilização da pedra no período arcaico (600 e 500 a. c.) aarquitetura se desenvolve graças a influência das culturas micênicas e outras culturas mediterrâneas.

Um sistema de ordens definiu as proporções ideais para todos os componentes dos templos, de acordo com proporções matemáticas preestabelecidas. A ordem era baseada no diâmentro de uma coluna, com outros elementos derivando dessa medida.

Podemos citar como importante fato na arquitetura grega, o aperfeiçoamento da ótica (perspectiva), que já começará a fazer parte do período clássico (500 a 300 a. c.)

Fonte: www.coladaweb.com

Arte Grega

Arte Grega
A arquitetura e a escultura grega assumiram diferentes traços ao longo de sua história.

Os gregos tinham o costume de utilizar as suas expressões artísticas como meio de falar sobre a composição de seus valores religiosos.

Os templos eram marcados por um visível arranjo arquitetônico e as várias esculturas representavam as formas de várias divindades gregas.

Entre outras características, podemos destacar que os gregos tinham uma grande preocupação em privilegiar conceitos que primavam pela interação entre o equilíbrio, a beleza e a simplicidade.

Percorrendo o processo de desenvolvimento da escultura grega, percebemos que durante o período arcaico, as estátuas gregastinham uma visível influência dos padrões estéticos egípcios.

Nessa fase, muitas estátuas eram construídas para homenagear a vitória de algum atleta ou o feito de algum soldado heroicamente morto no campo de batalha.

Do ponto de vista estético, notamos que as estátuas do período arcaico tinham uma postura bastante rígida e o rosto não sinalizava expressão alguma.

Quando atingimos o período clássico temos o auge do desenvolvimento no campo da escultura.

As formas ganham um tom mais realista ao explorar de forma mais apurada o movimento, o volume e as proporções. Comparado ao período anterior, a capacidade de reprodução do corpo humano e das vestimentas ofereciam maior expressividade às obras. Nessa época, destacamos o trabalho do escultor Fídias (490 – 430 a.C.), que embelezou Atenas com várias estátuas e monumentos.

O último período que demarca a trajetória da escultura grega se desenvolveu ao longo da dominação macedônica. Nesse momento, o contato com outras culturas e o gosto do imperador Alexandre pelo desenvolvimento das expressões artísticas abriu caminho para possibilidades estéticas bastante complexas.

Além de preservar as medidas harmoniosas, a escultura desse período também se preocupou em reproduzir os sentimentos humanos, como o medo, a dor e a angústia.

No campo da arquitetura, podemos destacar o desenvolvimento de técnicas de construção bastante interessantes.

Em várias obras percebemos o uso de pedras talhadas que se encaixavam umas nas outras. Por meio dessa inovação, asconstruções gregas dispensavam o uso da argamassa.

Os templos, maiores representantes da arquitetura grega, eram divididos em três partes: o vestíbulo, a sala do deus (também chamada de nau) e o tesouro.

Outra particularidade da arquitetura grega pode ser notada através dos diferentes tipos de coluna que ornamentavam as construções do período.

O estilo dórico possuía acabamento simples e destino mais funcional. Em contrapartida, as colunas jônicas eram mais bem acabadas e trabalhavam com maior número de detalhes no topo e ao longo da coluna. Por fim, ainda contamos com o estilo coríntio, que possuía em seu capitel formas e ornamentos exuberantes.

Entre os mais conhecidos arquitetos da Grécia Antiga, podemos destacar o trabalho desempenhado por Calícrates e Ictinius. Trabalhando de forma conjunta, esses dois arquitetos participaram da elaboração e execução do projeto do impressionante templo de Palas Atena.

Assim como na escultura, também devemos relacionar boa parte das construções gregas ao período em que a cidade-Estado de Atenas dispôs de amplos recursos para a realização das mais diferentes obras arquitetônicas.

Fonte: www.mundoeducacao.com.br

Arte Grega

Sofisticação, equilíbrio e harmonia. Essas são as principais características da Arte Grega, que representava o bem-estar do povo, a beleza e a igualdade.

Exemplo disso é a pintura em cerâmica que mostrava cenas mitológicas e costumes gregos.

Os vasos gregos são famosos não só por seus formatos mas pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação, e eram utilizados em rituais religiosos e para armazenar alimentos.

Na escultura, os gregos se inspiravam nos temas rurais, nos sentimentos humanos e nos demais aspectos do cotidiano. O antropomorfismo - representado nas esculturas humanas - também cultivava a perfeição das formas e a proporcionalidade.

Grande parte das obras arquitetônicas da Grécia Antiga foi construída a partir das histórias de façanhas dos deuses e heróis da época.

Elas foram divididas em três estilos: dórico (com linhas sóbrias e sofisticadas), jônico (com estilo elegante e leve) e coríntio (caracterizado por um capitel ornamentado em forma de folhas).

Outro destaque da arte grega foram os imensos teatros.

Fonte: www.acrilex.com.br

Arte Grega

pintura grega produziu e desenvolveu o estilo geométrico, arcaico, figuras em preto, figuras em vermelho e o avançado estilo clássico.

Os templos são a base da arquitetura atual; buscavam a perfeita harmonia através do equilíbrio e da simetria.

As três ordens arquitetônicas – dórica, jônica e coríntia – podem ser exemplificadas pela Basílica e pelo Templo de Poseidon (Pesto, Itália), pelo Partenon e pelo Templo de Atena Nike, ambos construídos na Acrópole, em Atenas, na Grécia.

As esculturas se espelharam e se aperfeiçoaram segundo o modelo egípcio.

Na escultura arquitetônica, a riqueza narrativa do modelo egípcio é conservada, há a prática de profundidade e conquista-se uma nova dimensão.

No estilo arcaico o desenvolvimento varia de Koros a Hera de Samos e a Virgem de Quios.

No estilo clássico a postura contraposta inutiliza o “sorriso arcaico” tornando possível a ação mesmo quando em repouso.

E, finalmente, no período helenístico ou pós-clássico, a expressividade e o realismo são acentuados através da suavidade, de uma concepção mais humana e visível dignidade em momentos de agonia que precedem a morte. É especialmente caracterizada pela “Vitória de Samotrácia”.

Fernanda Nascentes

Fonte: www.spiner.com.br

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