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Sapateado

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Sapateado – O que é

Ninguém realmente sabe quando a frase “sapateado” foi usado pela primeira vez – talvez já em 1900 – mas não aparecem na impressão até por volta de 1928.

Sapateado é uma forma de dança caracterizado por utilizar os sons de sapatos de sapateado em greve no chão como uma forma de percussão.

Sapateado
Sapateado

O Sapateado (Tap Dance) tem origem nos EUA, porém as influências dos negros africanos trouxeram mais ritmo e energia para a dança.

Os irlandeses também marcaram o início do sapateado com seus famosos tamancos, que por volta de 1800, transformaram-se no “sapato musical”, que tinha um solado de couro mais flexível e moedas colocadas nos saltos e ponteiras.

Com o tempo, as moedas foram trocadas por chapinhas de metal – os “taps”. E assim, o sapateado se proliferou e se sofisticou até surgirem grandes dançarinos como Fred Astaire, Ginger Rogers, Ann Miller, Eleanor Powell e Gene Kelly, que marcaram os anos 30 com a era dos Musicais.

A arte de sapatear exige ritmo, coordenação e concentração nos movimentos dos pés. É preciso haver uma integração com todo o corpo. Por isso é necessário “sentir” a música para realmente “sapatear de corpo e alma”!

Como Flá Scalzzo mesma diria: “O Sapateado é a arte dos pés, mas deve ser feito mesmo a partir do coração”.

Sapateado – Tap Dance

Sapateado
Sapateado

O Tap Dance (sapateado) tem uma série de antepassados.

É uma mistura do sapateado inglês, dança irlandesa e a dança africana com tambores, ritmos e movimentos. As danças africanas estão diretamente ligadas à natureza do sapateado com brincadeiras de danças rítmicas com batidas de tambor.

O sapateado também contém os movimentos populares realizados no estilo Swing e Lindy Hop, e a leveza tão comum da valsa e Foxtrot. Então, basicamente, é uma mistura de vários elementos.

A dança dos escravos foi adicionada ao início de vaudeville e esta é a forma como o tap dance se tornou conhecida. O sapateado foi visto pela primeira vez no “trovador show” seções de concursos de dança.

Os bailarinos pintavam seus rostos de preto e dançavam em volta dos negros imitando suas danças. Este tipo de desempenho era conhecido como “Black comedy”. O primeiro show Black comedy estreou com uma dança com o famoso bailarino Thomas Rice. Este desempenho foi diferente das anteriores por causa das solas que tinham placas metálicas na parte inferior do seu sapato.

Seus movimentos foram então imediatamente imitados por outros dançarinos, e se tornou um tipo de sapateado aceito na forma de comédia.

Três estilos de dança-sapateado surgiram neste momento no vaudeville. Havia o coro de meninas, o Charleston. O som era mais alto durante estas danças, mas a platéia gostava. Havia a buck-e-wing apresentando uma dança rápida no estilo holandês, com sapatos de holandês, e um estilo conhecido como o soft-show, ou um leve toque criado pela sola dura do couro do sapato ao andar.

Quando estes três estilos misturaram, o sapateado se tornou uma dança com uma batida regida pelo som, com um sapato de couro e metal nas solas.

E o sapateado começou a ser regido pelos bailarinos famosos como, John Bubbles e “Slap e Feliz” (Daniel e Leslie Howard Irvin).

Tap dance tornou-se mais e mais popular durante os anos 1900. Bailarinos como Gene Kelly, Fred Astaire, Eleanor Powell, Shirley Temple fizeram do sapateado uma peça essencial do sonho americano

Filmes, em especial, usado para personificar o sapateado.

Famosos filmes que incluem sapateado são: “Brigadoon”, “Um Americano em Paris”, “Tudo o que é Jazz”, “The Band Wagon”, “Tostões do Céu”, “The Little Colonel”, “Swing Time” e “Viva por amor”.

A mistura de jazz com o sapateado tornou uma forma artística.

Os mais famosos passos de sapateados surgiram nessa época, e ainda hoje existem: o shuffle, ball change, padlle, side tap, flap, e cramp roll, e as variações para tornar mais complexas e com movimentos. Tap Dance também tem aparecido em várias produções da Broadway. “Black and Blue” e “The Cotton Club” são exemplos de integração bem sucedida do sapateado para o palco.

Sapateado – Origem

Sapateado
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O sapateado se originou da fusão cultural entre irlandeses e africanos. Sua primeira manifestação aconteceu na Irlanda, no início da Revolução Industrial.

Nos pequenos centros urbanos, operários costumavam usar tamancos (Clogs) para isolar a intensa umidade que subia do solo e, como forma de diversão, reuniam-se nas ruas, tanto homens como mulheres, para uma animada competição, onde o vencedor seria aquele que conseguisse produzir os sons e ritmos mais variados com o bater das solas no chão de pedra. Esta diversão passou a ser popularmente conhecida como ” Lancashire Clog “.

Por volta de 1800, os tamancos foram substituídos por calçados de couro (Jigs) por serem mais flexíveis e moedas foram adaptadas ao salto e à biqueira para que o ” sapato musical ” soasse mais puro.

Com o tempo, as moedas foram trocadas por plaquinhas de metal: os “taps”.

Os africanos enfatizavam a dança de formas diferentes, mas basicamente com os pés não criavam ritmos, pois dançavam descalços com o pé inteiro no chão. O ritmo era baseado no batuque e assim chegaram nos nos EUA, onde eram escravos e nas festas mantinham suas tradições.

Em suas festas tradicionais, como não podiam tocar tambor, começaram a fazer mais ritmos corporais com as mãos, boca e pés. Isso os deixou mais curiosos com as danças européias (Jig e Clog), às quais eles já haviam assistido uma vez ou outra.

Em 1830, Thomas Rice, numa temporada de verão em Kentucky, apresentou-se com um número inédito baseado na minuciosa observação que teve de “Jim Crow”, um dos negros que trabalhava para o teatro. Crow tinha um caminhar desengonçado tanto pela sua idade avançada como por uma forte rigidez muscular numa das pernas e nos ombros. Enquanto trabalhava, costumava cantar uma canção e no final dava três pulinhos muito dificultosos.

Partindo deste fato, Rice pintou o rosto de preto, vestiu um macacão de carregador e, cantando a mesma canção conhecida então por “Jump, Jim Crow”, dançou improvisando saltos e giros totalmente fora do convencional. O artista branco de cara negra começou a despontar em massa pelos Estados Unidos dando origem aos famosos “Shows de Menestréis”.

A primeira troca efetiva de talentos entre brancos e negros aconteceu em 1840, quando escravos recentemente livres e imigrantes irlandeses recém chegados se espalharam por vários pontos de Nova Iorque e, freqüentando os mesmos salões, começaram a trocar passos de “Irish Jig” e dança africana.

Por volta de 1920, surgiu o Sapateado Americano. O desenvolvimento de sua história começou com os negros, mas o auge veio com as grandes produções do cinema entre 1930 e 1950, quando surgiram grandes nomes como Gene Kelly, Fred Astaire , Ginger Rogers e Eleonor Parker.

O estilo adotado nos musicais é mais dançado com o corpo, utilizando técnicas de ballet , os braços e combinações tradicionais. No sapateado do negro americano, as batidas são mais rápidas, o corpo fica mais à vontade, no estilo próprio de cada um.

Fred Astaire dançava os dois estilos de uma maneira surpreendente e perfeita, altamente clássico e com a velocidade dos negros.

Como tudo, o sapateado também evoluiu e passou a ter outras formas. Savion, um dos maiores sapateadores do mundo, criou uma nova forma de sapatear mais forte e mais ousada com seu swing e musicalidade.

O sapateado também pode ser chamado de instrumento de percussão, pois com batidas dos pés executam-se sons e melodias rítmicas bem variadas e ricas.

O sapateado é uma dança relaxante que não tem limite de idade, sexo e nem exige grande esforço para principiantes.

Sapateado – História

Sapateado
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A história do sapateado nos Estados Unidos é longa, com influências que vão desde as Ilhas Britânicas à África.

Enquanto o estilo de dança originado no início de 1800, foi mais de 100 anos depois que o gênero se tornou popular em uma escala nacional.

Sapateado é uma dança percussiva.

Seus movimentos podem ser conduzidos tanto pela imagem estética da dança, quanto pelo som produzido pelos pés.

Muito além da dança, nossos pés se tornam um instrumento musical. E para isso é necessário que seus praticantes conheçam profundamente as estruturas da música.

A primeira referência que temos é o ritmo.

Intuitivamente, todos nós temos uma referência rítmica primordial que vem desde que estávamos no útero de nossa mãe: as batidas do coração.

Parece tão simples, mas a maioria das pessoas acaba se esquecendo que dentro do seu próprio peito pulsa um coração que nunca sai do compasso! Afinal, o coração é um dos órgãos mais importantes, um dos responsáveis por nos manter vivos, conduzindo o sangue por todo o corpo.

A relação que o ser humano tem com a música e a dança imita este mesmo movimento do coração, e a compreensão das estruturas musicais nos ajuda a resgatar o ritmo biológico natural da vida.

O desenvolvimento rítmico nas aulas de sapateado trabalha com o som e o silêncio.

A pausa se torna tão importante quanto o som e, é esta a diferença que sensibiliza um dos principais sentido humanos: a audição.

O que seria do som, se não fosse o silêncio?

Aprender a ouvir é um exercício que nos acompanha durante toda a vida. Aprendemos a classificar e identificar uma infinidade de sons, barulhos, ruídos e vozes.

Aprendemos a dar atenção aos sons de alerta, como as sirenes.

Ao mesmo tempo, quando um ruído se torna inconveniente, aprendemos a ignorá-lo. Fica muito claro quando moramos na cidade e não percebemos mais o som dos carros, mas quando vamos dormir no sítio, nos incomodamos facilmente com a infinidade de sapos, grilos e corujas que se espalham pela noite a atrapalhar o nosso sono.

Muitos estudos já comprovaram que ouvir música estimula o raciocínio e, ainda, cria um ambiente mais harmonioso entre as pessoas. Ao ser aplicada com fundamentos terapêuticos, a música também pode melhorar a capacidade de comunicação, por ser considerada uma forma de linguagem não-verbal. Melhoramos assim o nosso relacionamento em grupo e a capacidade de estar em evidência diante do público em geral.

Quando expressamos a musicalidade com o nosso próprio corpo estamos exercitando e ampliando as possibilidades de percepção sonora, sensorial, coordenação motora, memorização, concentração e criatividade. Não existe uma idade certa para ampliar estas percepções. No decorrer de vários anos na prática do ensino do sapateado, já me deparei com várias crianças e adultos com dificuldades rítmicas.

Alguns têm facilidade com o movimento, mas não compreendem o tempo da música. Outros sentem facilidade com a música, mas falta o equilíbrio necessário na ponta dos pés para executar determinados passos. Assim, cada pessoa tem um desafio particular em relação à dança.

Com o passar do tempo e a prática, as dificuldades vão se atenuando e as habilidades se multiplicam. As consciências corporais, espaciais, sensoriais e rítmicas se expandem gradativamente. Os resultados são tão notáveis que fazem até com que a pessoa ganhe mais autoconfiança naquilo que faz.

Fonte: www.theatredance.com/www.edukbr.com.br/www.dicasdedanca.com.br/www.grapevine.com.br

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