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Tenebrismo

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Tenebrismo – O que é

Tenebrismo é um estilo de pintura no qual a luz é usada para concentrar a atenção sobre um único número ou números específicos em uma composição, com o resto da pintura estando na sombra e o fundo muito escuro.

O contraste entre as áreas de tom claro e escuro adicionam um sentido de drama para a composição, e holofotes o que o artista quer a atenção do espectador para se concentrar.

O termo Tenebrismo é derivado da palavra latina que significa “escuridão” ou “sombras”, tenebrae.

As pinturas de Caravaggio cairam em um estilo Tenebrismo.

Se Tenebrismo soa como o que você chamaria de claro-escuro, não se preocupe, a diferença é sem dúvida algo que só os acadêmicos se preocupam, embora Tenebrismo pode ser dito por ser mais extremo em suas diferenças entre a luz e a escuridão.

Tenebrismo ou chiaroscuro é usado também dependendo de qual país um artista estava pintando em, com o primeiro mais comumente aplicado aos pintores italianos que trabalhavam no estilo de Caravaggio.

Tenebrismo – Arte

Tenebrismo é o nome que dá a história da arte ou estilo atual da pintura barroca correspondente à fase inicial, o início do século XVII, cujos principais expoentes são o italiano Caravaggio e José de Ribera.

Tenebrismo é caracterizado pelo forte contraste de luz e sombra através de uma iluminação forçada.

Tenebrismo – Pintor

Um pintor tenebrista abusa dos contrastes entre o claro e o escuro, ou, tecnicamentte, abusa do chiaroscuro. Neste caso, dando mais ênfase ao escuro, o que afeta toda a composição da pintura. José de Ribera, também conhecido como Lo Spagnoletto, ou El Españolito, por ter baixa estatura, foi um dos mais expressivos expoentes do tenebrismo e considerado o pai do barroco espanhol.

José de Ribera – Carreira

José de Ribera (1591-1652), nasceu em Valência. Mudou-se para Roma passando por Parma.

Iniciou sua carreira desenhando afrescos em uma das fachadas do Palácio Romano. Tornou-se seguidor de Caravaggio, o maior dos tenebristas. Uma de suas primeiras pinturas foi Ressurreição de Lázaro.

Ribera, como seu mestre Caravaggio, foi um extravagante. Mudou-se de Roma para Nápoles (parte do Império Espanhol naqueles dias), fugindo de credores, não sem antes providenciar seu casamento com a filha de um pintor napolitano. Neste período, o artista começou a assinar suas obras como “José de Ribera, o espanhol”.

Nápoles só aceitou Ribera como um de seus pintores em 1920. As terras que hoje conhecemos como Espanha nunca receberam seu filho de volta. Embora muitas de suas obras tenham sido levadas para lá e muitos dos artistas consagrados daquela época, como Hals, Rembrandt, Velázquez e Zurbarán, tenham sido influenciados pelo artista.

El Españolito foi também um grande gravurista e o maior impressor espanhol antes de Goya, mas isso fica para outra oportunidade.

Tenebrismo
A ressurreição de Lázaro (1616)

José de Ribera – Pinturas

Na pintura de José de Ribera pode-se perceber estudos de Caravaggio, Corregio, Tintoreto e mestres venezianos e espanhóis. O tenebrismo, também conhecido como iluminação dramática, pode ser facilmente percebido em sua obra. A luminosidade dramática em suas pinturas chega a ser comovente.

Ribera trabalhou alguns temas com maior frequência: o martírio religioso, o retrato, a mitologia, e a série sobre os cinco sentidos humanos.

Entre os martírios religiosos (a meu gosto – muito pessoal): A cabeça de Batista (1646), Pietá (data não localizada) e São Sebastião (data também não localizada), são belíssimos.

Entre as obras mitológicas: “Apolo e Marsyas (1)”, “Sileno (2) bêbado” e “Tityus” (3). Os retratos pintados pelo mestre do barroco espanhol foram muitos e alguns magistrais, como, por exemplo, “Velha usurária” e “Alegoria da História”. Contudo, a maioria dos retratos pintados por Ribera comporá nosso próximo post sobre “O pensamento na pintura”.

A religiosidade nas pinturas de Ribera, decorria de um profundo amor pelo período do cristianismo heróico. No entanto, sem nenhum misticismo. Em seus retratos religiosos, os apóstolos são, como teriam sido, marinheiros. Seus mártires e santos, os preferidos por ele, eremitas.

Pinturas desconcertantes de El Españolito

Entre as pinturas do artista a mais desconcertante é A mulher barbada (1631). Nesta obra, Ribera transforma o anormal quadro clínico em uma peça mestra, combinando pictórico e mistério. A virilidade feminina e a renúncia do homem que a acompanha, provavelmente seu marido, obtém, através do movimento, profunda intensidade. O pintor não descuida de uma ruga sequer, dá ênfase aos detalhes como tecidos e objetos inanimados… É uma obra prima do artista!

Outra pintura realmente desconcertante, pelo menos no que tange ao incomum da situação, é O duelo de Isabella de Carazzi e Diambra de Pottinella (1636). Ao que parece o duelo entre as duas mulheres realmente aconteceu, devido a uma disputa pelos favores de um cavalheiro chamado Fabio Zeresola (veja um pouco mais sobre duelos femininos aqui).

Além do tenebrismo

El Españolito passou a usar cores e tons mais agradáveis em suas pinturas, na metade da quarta década do século 17. Ainda assim a luminosidade de suas pinturas é surpreendente. Exemplos deste período são as três telas intituladas A Imaculada, O Martírio de São Felipe, as duas telas sobre São Genaro – São Genaro em glória e São Genaro sai ileso do forno. Curiosamente, esta última é um martírio religioso, o que a diferencia das demais realizadas pelo pintor.

É importante observar que 50 pinturas colocadas aqui não ficaria agradável. Não seria um post, mas um monsterpost. Essa é a justificativa para o slideshow, que realidade não é muito do meu gosto pessoal.

As pinturas de José de Ribera

Os cinco sentidos

Tenebrismo
Alegoria do cheiro (1613)

Tenebrismo
Alegoria do gosto (1613)

Pinturas Desconcertantes

Tenebrismo
A mulher barbada – destaques da pintura à direita (1631)

Tenebrismo
O duelo de Isabella de Carazzi e Diambra de Pottinella (1636)

Pinturas Mitológicas

Tenebrismo
Tityus (1632)

Tenebrismo
Apolo e Marsyas (1637)

Retratos

Tenebrismo
Velha Usurária (1638)

Tenebrismo
Alegoria da História (1621)

Tenebrismo foi uma tendência pictórica nascida no Barroco que se perpetuou irregularmente até o Romantismo. Seu nome deriva de tenebra (treva, em latim), e é uma radicalização do princípio do chiaroscuro. Teve precedentes na Renascença e se desenvolveu com maior força a partir da obra do italiano Michelangelo Merisi, o Caravaggio, sendo praticada também por outros artistas da Espanha, Países Baixos e França. Como corrente estilística teve curta duração, mas em termos de técnica representou uma importante conquista, que foi incorporada à história da pintura ocidental.

Por vezes o Tenebrismo é usado como sinônimo de Caravaggismo, mas não são coisas idênticas.

Os intensos contrastes de luz e sombra emprestam um aspecto monumental aos personagens, e embora exagerada, é uma iluminação que aumenta a sensação de realismo. Torna mais evidentes as expressões faciais, a musculatura adquire valores escultóricos, e se enfatizam o primeiro plano e o movimento. Ao mesmo tempo, a presença de grandes áreas enegrecidas dá mais importância à pesquisa cromática e ao espaço iluminado como elementos de composição com valor próprio.

Na França Georges de La Tour foi um dos adeptos da técnica; na Itália, Battistello Caracciolo, Giovanni Baglione e Mattia Preti, e na Holanda, Rembrandt van Rijn. Mas talvez os mais típicos representantes são os espanhóis José de Ribera, Francisco Ribalta e Francisco de Zurbarán.

Fonte: painting.about.com/desarte.com.br

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