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Arte Bizantina

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Arte Bizantina, arquitetura, pinturas e outras artes visuais produzidas na Idade Média, no Império Bizantino (centrado em Constantinopla) e em várias áreas que vieram sob a sua influência.

Os estilos pictóricos e arquitetônicos que caracterizam a Arte Bizantina, primeiro codificada no século 6, persistiu com notável homogeneidade dentro do império até sua dissolução final com a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453.

Arte Bizantina – Estilo

O estilo de arte bizantina da Idade das Trevas ou início de Arte Medieval foi criado em grande parte para a Igreja Ortodoxa Oriental.

O estilo da Arte Bizantina foi caracterizado por:

Arte Bizantina foi totalmente plana – um dimensional. Não havia nenhuma perspectiva
Não havia sombras
Figuras na arte bizantina foram descrito geralmente virados para frente
Arte Bizantina destacava rostos longos, estreitos e solenes
Não houve tentativa de retratar o realismo na arte bizantina
Pintura demasiado devoto (arte cristã)
Artistas eram membros de casas religiosas, tais como mosteiros
Não houve esculturas como estes foram encarados como uma forma de idolatria
Foram utilizados tons sombrios

Arte Bizantina – Período

Arte Bizantina e arquitetura é dividida em quatro períodos por convenção: o período precoce, começando com o Edito de Milão (quando o culto cristão foi legitimada) ea transferência da sede imperial para Constantinopla, estende-se a 842 dC, com a conclusão da iconoclastia; o Oriente, ou alta período, começa com a restauração dos ícones em 843 e culmina na queda de Constantinopla para os cruzados em 1204.

No final do período inclui a osmose eclética entre elementos bizantinos europeias e tradicionais ocidentais na arte e arquitetura, e termina com a queda de Constantinopla para os turcos otomanos em 1453.

O termo pós-bizantina é então utilizado para anos mais tarde, enquanto Neo-bizantino é usado para a arte e arquitetura do século 19 em diante, quando a dissolução do Império Otomano.

A Arte Bizantina

A Arte Bizantina se desenvolveu e se expandiu a partir da cidade de Constantinopla, que era a capital do Império Romano do Oriente. A aceitação do Cristianismo a partir do reinado de Constantino e sua oficialização por Teodósio procuraram fazer com que a religião tivesse um importante papel como difusor didático da fé ao mesmo tempo em que serviria para demonstrar a grandeza do Imperador que mantinha seu caráter sagrado e governava em nome de Deus.

A pintura bizantina não teve grande desenvolvimento, pois assim como a escultura sofreram forte obstáculo devido ao movimento iconoclasta.

Nela encontramos três formas: os ícones, pinturas em painéis portáteis (como a imagem da Virgem Maria, de Cristo ou de santos); as miniaturas, pinturas usadas nas ilustrações dos livros; e os afrescos, técnica de pintura mural onde a tinta era aplicada no revestimento das paredes, ainda úmidos, garantindo sua fixação.

Arte Bizantina – História

arte bizantina teve seu centro de difusão em Bizâncio, mais exatamente na cidade de Constantinopla, e se desenvolveu a partir do século IV como produto da confluência das culturas da Ásia Menor e da Síria, com elementos alexandrinos.

As bases do império eram três: a política, a economia e a religião. Não é de estranhar, portanto, que a arte tivesse um papel preponderante tanto como difusor didático da fé quanto como meio de representação da grandeza do imperador, que governava, segundo o dogma, em nome de Deus.

Para manter a unidade entre os diversos povos que conviviam em Bizâncio, Constantino oficializou o cristianismo, tendo o cuidado de enfatizar nele aspectos como rituais e imagens dos demais grupos religiosos. Isso explica o fato de ícones de Jesus e Maria provirem da Síria, Iraque e Egito, assim como se deu com a música e os cânticos.

Também foram construídos centros de culto, igrejas e batistérios, com a adoção da forma das basílicas, da sala de audiência do rei (basileus), junto com o mercado das cidades gregas.

O apogeu cultural de Bizâncio teve lugar sob o reinado de Justiniano (526-565 d.C.).

Pertence a essa época um dos edifícios mais representativos da arquitetura bizantina: Igreja de Santa Sofia. Ao período iconoclasta, em que foram destruídas e proibidas as imagens (726-843 d.C.), seguiu-se uma época de esplendor e ressurgimento cultural na qual a arte bizantina foi para o Ocidente, difundindo-se pelos países ou cidades que comercial ou politicamente continuavam em contato com Bizâncio: Aquisgran, Veneza e países eslavos, entre outros.

ARQUITETURA

Uma vez estabelecido na Nova Roma (Constantinopla), Constantino (270-337 d.C.) começou a renovação arquitetônica da cidade, erigindo teatros, termas, palácios e sobretudo igrejas, já que se fazia necessário, uma vez oficializado o cristianismo, imprimir seu caráter público definitivo em edifícios abertos ao culto.

As primeiras igrejas seguiram o modelo das salas da basílica (casa real) grega: uma galeria ou nártex, às vezes ladeada por torres, dava acesso à nave principal, separada por fileiras de colunas de uma ou duas naves laterais.

No lado oeste, o transepto, ou nave principal, se comunicava com a abside. O teto era de alvenaria e madeira. Graficamente falando, as primeiras basílicas eram como um templo grego virado para dentro.

A simbologia dessas igrejas não poderia ser mais precisa: o espaço central alongado era o caminho que o paroquiano percorria até a consubstanciação, simbolizada na abside. Esse modelo foi posteriormente substituído pelas plantas centralizadas circulares, como a dos panteões romanos e as plantas octogonais.

Chegaram até nossos dias as igrejas mais importantes do reinado de Justiniano (526-565): Santa Sofia, Santa Irene e São Sérgio e Baco. Foi nessa época que se iniciou a construção das igrejas de planta de cruz grega, cobertas por cúpulas em forma de pendentes, conseguindo-se assim fechar espaços quadrados com teto de base circular.

Esse sistema, que parece já ter sido utilizado na Jordânia em séculos anteriores e inclusive na Roma antiga, se transformou no símbolo do poderio bizantino.

A arquitetura de Bizâncio se difundiu rapidamente pela Europa ocidental, mas adaptada à economia e possibilidades de cada cidade. Não se deve esquecer que Santa Sofia foi construída sem a preocupação com gastos, algo que os demais governantes nem sempre podiam se permitir.

São Vital e Santo Apolinário Novo, em Ravena, a capela palaciana de Aquisgran, São Marcos, em Veneza, e o mosteiro de Rila, na Bulgária, são igrejas que melhor representaram e reinterpretaram o espírito da arquitetura bizantina.

ESCULTURA

A escultura bizantina não se separou do modelo naturalista da Grécia, e ainda que a Igreja não estivesse muito de acordo com a representação estatuária, não obstante, essa foi a disciplina artística em que melhor se desenvolveu o culto à imagem do imperador. Também tiveram grande importância os relevos, nos quais os soberanos imortalizaram a história de suas vitórias.

Das poucas peças conservadas se deduz que, apesar de seu aspecto clássico, a representação ideal superou a real, dando-se preferência à postura frontal, mais solene.

Não menos importante foi a escultura em marfim. As peças mais correntes eram os chamados dípticos consulares, de uma qualidade e maestria incomparáveis, que, à guisa de comunicação, os funcionários enviavam aos demais altos dignitários para informar sua nomeação.

Esse modelo mais tarde se adaptou ao culto religioso em forma de pequeno altar portátil. Quanto à ourivesaria, proliferaram os trabalhos em ouro e prata, com incrustações de pedras preciosas. Porém, poucos exemplares chegaram até nossos dias.

PINTURA

A pintura bizantina é representada por três tipos de elementos estritamente diferenciados em sua função e forma: os ícones, as miniaturas e os afrescos. Todos tiveram um caráter eminentemente religioso, e embora predominassem as formas decorativas preciosistas, não faltou a essa disciplina o misticismo profundo comum a toda a arte bizantina.

Os ícones eram quadros portáteis originados da pintura de cavalete da arte grega, cujos motivos se restringiam à Virgem Maria, sozinha ou com o Menino Jesus, ou ao Retrato de Jesus.

As miniaturas eram pinturas usadas nas ilustrações ou nas iluminuras dos livros e, como os ícones, tiveram seu apogeu a partir do século IX. Sua temática era limitada pelo texto do livro, geralmente de conteúdo religioso ou científico.

Os afrescos tiveram sua época de maior esplendor em Bizâncio, quando, a partir do século XV, por problemas de custo, suplantaram o mosaico. A pintura ganhou assim em expressividade e naturalismo, acentuando sua função narrativa, mas renunciando a parte de seu simbolismo.

Sozinho ou combinado com a pintura e com mais preponderância do que ela, pelo menos entre os séculos VI e VII, a técnica figurativa mais utilizada foi o mosaico. Suas origens remontam à Grécia, mas foi em Bizâncio que se usou o mosaico pela primeira vez para decorar paredes e abóbadas e não apenas pisos.

No início, os motivos eram extraídos da vida cotidiana da corte, mas depois adotou-se toda a iconografia cristã, e o mosaico se transformou no elemento decorativo exclusivo de locais de culto (igrejas, batistérios).

Tanto na pintura quanto nos mosaicos seguiram-se os mesmos cânones do desenho: espaços ideais em fundos dourados, figuras estilizadas ornadas com coroas de pedras preciosas para representar Cristo, Maria, os santos e os mártires e paisagens mais inclinadas para o abstrato, em que uma árvore simbolizava um bosque, uma pedra, uma montanha, uma onda, um rio. A Igreja se transformava, assim, no modelo terreno do paraíso prometido. O homem era o cânon, a medida e a imagem de Deus.

Esses princípios básicos de representação eram estabelecidos formalmente: primeiro se procurava fazer o contorno da figura, depois as formas do corpo, as roupas e os acessórios e, finalmente, o rosto.

A variedade representativa mais interessante se deu em torno da figura de Maria. Havia tipos de simbologia definidos. Por exemplo, com a mão direita no peito e o Menino Jesus na esquerda, era a Hodigitria (a condutora); acompanhada do monograma de Cristo era a Nikopeia (a vitoriosa) e amamentando o Menino Jesus, a Galaktotrophusa (a nutriz).

História da Arte em Quadros Sinópticos

Constantino funda em 330 sua Nea Roma, Constantinopla, hoje Estambul, no lugar grego de Bizancio.

arte bizantina já está formada plenamente no século VI. Na arquitetura utiliza-se o tijolo, cúpula sobre triângulos curvos; deslumbradora decoração de mosaico e pinturas.

Esculturas escassas, provavelmente não só pela perseguição iconoclasta. Grande interesse tem a lavra do marfim, Catedral de Maximiano Ravena, díptico das bodas de Nicomano, políptico Barberini.

Localização Manisfestações artísticas
Cronologia Área Geográfica Arquitetura Escultura Pintura Artes Decorativas
S. VI – XV d.C. Império romano do
Oriente. Sua Capital
foi Constantinopla
(antiga Bizâncio).
Grandes espaços
abobadados nas
construções, cujos
exteriores são muito
sóbrios em contraste
com os interiores,
de grande riqueza
ornamental.
Santa Sofia em
Constantinopla.
Muito escassa.
Ausência de
imangens nos
templos.
Sua iconografia é
similar à do mosaico.
Terá uma grande
influência na pintura
românica.
Mosaicos de grande
riqueza – utilização
de pão de ouro -,
decoram os
interiores dos templos.

Arte Bizantina – Império Bizantino

Estudiosos situam o ponto de partida em meados do século V d. C.

A tomada de Constantinopla (hoje Istambul) pelos turcos em 1453 pôs fim ao Império Bizantino, porém uma arte modificada sobreviveu até o século XVIII (como na Grécia, Rússia e nações dos Balcãs).

É a arte do Império Bizantino ou Império Romano do Oriente, quando o Cristianismo tornou-se a religião oficial em 391 e representa a continuação das últimas formas clássicas adaptadas às necessidades da Igreja Cristã e submetidas a uma influência contínua do Oriente.

A arquitetura possui inspiração helenística e orientalista.

Suas basílicas são célebres pelas linhas curvas, destaca-se a Igreja de Santa Sophia situada em Istambul, hoje transformada em museu.

As igrejas posteriores eram geralmente pequenas, com proporções mais finas e elegantes com até cinco abóbadas decoradas com pinturas ou mosaicos. As paredes eram cobertas com placas de mármore coloridas.

Período Primitivo

Os murais de mosaicos eram usados pelos artesãos do Império por serem duráveis e dar um efeito brilhante de cor. As figuras são imponentes e possuem olhos muito grandes, outra característica são as auréolas que servem para indicar os personagens sagrados ou o Imperador. (considerado o representante de Deus)

Por volta do século V as igrejas eram adornadas com cenas da Bíblia e retratos de Jesus Cristo e dos santos.

Os artistas bizantinos procuraram expressar uma realidade mais espiritual que material e achatavam a figura humana para fazê-la parecer suspensa no ar.

Arte Bizantina
Ícone de Jesus

Período Médio

Durante os séculos VI e VII o culto aos ícones aumentou e se difundiu.

Muitas vezes eram considerados miraculosos. Este culto exagerado resultou no movimento iconoclasta ou da quebra de imagens. Terminada esta controvérsia, a arte bizantina alcançou seu apogeu, os artistas decoraram as igrejas segundo um profundo sistema teológico e representavam a hierarquia completa dos santos, profetas e apóstolos.

As figuras apareciam geralmente contra um fundo de ouro dando-lhe um caráter destacado e extra terreno.

Talvez a obra mais importante deste período seja a basílica de S. Marcos, em Veneza.

Arte Bizantina
Basílica de São Marcos

Último Período

Destaca-se os manuscritos com iluminuras, algumas esculturas de imperadores e um estilo mais naturalista de pintar especialmente no afresco. Destaca-se também a ornamentação arquitetônica (entalhes em biombos, portas, grades, púlpitos e capitéis de colunas) cedendo lugar ao relevo achatado ou ao desenho escavado numa superfície, reforçando o jogo de luz e sombra. Ainda, entalhes em marfim, miniaturas de ícones e fabricação de seda.

Fonte: www.britannica.com/www.geocities.com/www.she.art.br

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