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Antiguidade Oriental

As principais civilizações da Antigüidade oriental são a suméria, assíria, acadiana, egípcia, hebraica, fenícia, hitita e persa. Os cretenses, apesar de estarem localizados no ocidente, apresentam características comuns a outros povos da Antigüidade oriental.

Mesopotâmia

Compreende a região entre os rios Tigre e Eufrates (atualmente parte do Iraque) conhecida como Mesopotâmia - terra entre rios, em grego. É habitada desde 5.000 a.C. por tribos de origem semita. Entre 3.200 e 2.000 a.C. povos de outras origens, como os sumérios, acadianos, assírios, elamitas e caldeus, migram para a região e fundam cidades-Estado independentes. Em 331 a.C. a região é dominada por Alexandre, o Grande, da Macedônia.

Sumérios

Instalam-se ao sul da Mesopotâmia entre 3.200 e 2.800 a.C. Têm origem incerta. Surgem possivelmente no vale do rio Indo. Fundam cidades-Estado como Nippur, Kish, Ur, Uruk e Lagash. Dominam os semitas até 2.300 a.C., quando são vencidos pelos acadianos. Restabelecem sua hegemonia em 2.050 a.C., mas não resistem à invasão dos semitas do deserto, em 1.950 a.C.

Economia e sociedade sumérias

Desenvolvem a agricultura, com técnicas de irrigação, construção de canais, diques e reservatórios e a utilização de instrumentos de tração animal. Empregam a metalurgia do bronze. Utilizam carros com rodas e desenvolvem atividades comerciais com outras cidades.

Organização política suméria

O centro político e religioso é representado pelo templo, que funciona também como núcleo econômico (fabricação de tijolos e ladrilhos, depósito de tributos e oferendas, empréstimos). Sua autoridade máxima é o rei, também sumo sacerdote, com poder político e militar hereditário. Os sacerdotes são responsáveis pela administração do templo.

Cultura e religião sumérias

Criam a escrita cuneiforme (gravação com estilete sobre tábua de argila) e desenvolvem a cerâmica e a estatuária de pedra e metal. Possuem um sistema numérico sexagesimal para medir o dia (24 horas, 60 minutos e 60 segundos). Dividem o círculo em 360 graus e o ano em 12 meses. Praticam uma religião politeísta, na qual coexistem os deuses da natureza e os deuses ligados aos sentimentos.

Acadianos

Originam-se de tribos semitas que habitam o vale mesopotâmico desde 2.400 a.C. Infiltram-se nas cidades-Estado sumérias, até conquistar Kish. Estabelecem Akad como cidade hegemônica e ampliam seu domínio sobre a Mesopotâmia meridional, Elam e parte da Ásia Menor, formando os Estados de Isin, Larsa e Babilônia.

Primeiro Império Babilônico

Forma-se a partir de 1.728 a.C., sob o reinado de Hamurabi, depois de campanhas militares contra cidades e povos vizinhos. Babel torna-se a capital do império e pólo econômico e cultural. As principais obras literárias mesopotâmicas são transcritas para o acadiano. Em 1.513 a.C., o império babilônico é derrotado e saqueado pelos hititas, povo procedente da Capadócia, na Ásia Menor. Depois são dominados pelos cassitas, elamitas e assírios.

Hamurabi (1.728 a.C.-1.686 a.C.), sexto rei da primeira dinastia babilônica (amorritas), é o fundador do Primeiro Império Babilônico. Consegue unificar os semitas e os sumérios. Durante seu governo, cerca a capital com muralhas, impulsiona a agricultura, restaura os templos mais importantes e institui impostos e tributos em benefício das obras públicas. É autor do famoso código penal, o mais antigo da História, que leva seu nome. O Código de Hamurabi estabelece regras de vida e de propriedade, estendendo a lei a todos os súditos do império. Determina penas para as infrações, baseadas na lei de talião (olho por olho, dente por dente).

Babilônia

Sociedade acadiana

Na política, os acadianos criam um Estado centralizado e avançam na arte militar. Desenvolvem a tática do deserto, com armamento leve, como o venábulo (lança), e grande mobilidade. Na religião, estabelecem novos deuses e passam a divinizar também o rei.

Segundo Império Babilônico

Entre 2.000 e 700 a.C, o império assírio, de grande poder bélico, estende seus limites ao Mediterrâneo, às montanhas armênias, às costas do mar Negro, Chipre, Egito e Núbia. Em 625 a.C., a Babilônia, Estado acadiano, invade o território assírio, destrói todas as cidades e extermina seus habitantes. A conquista da Assíria aumenta o poder da Babilônia, que se torna a mais notável cidade do oriente. O progresso econômico permite o seu embelezamento, com a construção de palácios, templos e dos famosos jardins suspensos. Em 539 a.C., Ciro, rei dos Persas, conquista a Babilônia.

Nabucodonosor (604 a.C-562 a.C), também conhecido como Nebuchadrezar II, filho do general Nabopolasar. Dá continuidade à época de prosperidade e hegemonia babilônicas. Durante seu reinado de 42 anos, a Babilônia atinge seu período mais glorioso e fica conhecida como a "Rainha da Ásia". Constrói a Torre de Babel e os famosos Jardins Suspensos. Líder militar de grande energia e crueldade, aniquila os fenícios, derrota os egípcios e obtém a hegemonia no Oriente Médio. Em 598 a.C. conquista Jerusalém e realiza a primeira deportação de judeus, que seguem para a Mesopotâmia, no episódio conhecido como "o cativeiro da Babilônia".

Assírios

Resultam da mestiçagem entre povos semitas, que emigram da Samaria (região da Palestina), e povos que habitam o Tigre superior, por volta de 2.500 a.C. Constroem Assur e Nínive, suas principais cidades-Estado.

Economia e religião dos assírios

A propriedade da terra é repartida entre a casta sacerdotal, rei e nobreza. Escravos e servos semilivres realizam o trabalho na agricultura e no artesanato. A agricultura se desenvolve com o surgimento da horticultura e com o aperfeiçoamento técnico do arado. Politeístas, possuem um deus supremo, Assur. Constroem imensos palácios e esculturas monumentais.

Egípcios

O vale do rio Nilo, com terras negras e férteis, é a base da civilização egípcia. A fertilidade resulta da inundação anual do rio (julho a outubro) e da deposição do húmus quando as águas baixam.

Unificação egípcia

A agricultura e o intercâmbio de produtos estimulam a sedentarização e a miscigenação das tribos, que formam, no vale do Nilo, um único povo, diferente dos beduínos que habitam o deserto. Durante o Neolítico, são construídas cidades-Estado sobre o eixo fluvial, como Tebas, Mênfis e Tânis, que se relacionam ativamente. Elas se unificam por volta de 3.000 a.C., introduzindo uma monarquia centralizada na figura do faraó, soberano hereditário e absoluto, considerado uma encarnação divina. As cidades-Estado são transformadas em nomos, divisões administrativas da monarquia, governadas por nomarcas.

Expansão e declínio do Egito

Até 2.700 a.C. o Egito se mantém relativamente isolado de outros povos. As incursões contra os beduínos do Sinai e a conquista das minas de cobre e pedras preciosas, por volta de 2.000 a.C., constituem os primeiros passos para romper esse isolamento. Entretanto, disputas internas e a invasão dos hicsos, povo de origem caucasiana, interrompem essa expansão. Só após a expulsão dos hicsos, em 1.600 a.C., os egípcios se lançam na conquista de territórios da Mesopotâmia, Síria, Palestina, Chipre, Creta e ilhas do mar Egeu. Em sentido contrário, o Egito sofre o assédio de gregos, filisteus, etíopes, assírios, persas, macedônios e romanos. Em 332 a.C., Alexandre, o Grande, invade o Egito. Em 30 a.C. tem início o domínio romano.

Economia e sociedade egípcias

A agricultura e o intercâmbio de produtos naturais são a base da economia. Após a unificação, a terra passa dos clãs à propriedade do faraó, nobres e sacerdotes. Os membros dos clãs são transformados em servos. As incursões em direção à Núbia, Somália, Sinai e Biblos introduzem o trabalho escravo nas minas e na construção dos palácios, templos e pirâmides.

Egito

Ciência e cultura egípcias

Destacam-se na astronomia (elaboram o primeiro calendário lunar), arquitetura, engenharia e matemática, lançando os fundamentos da geometria e do cálculo complexo. Criam as escritas hieroglífica (com ideogramas), hierática (para uso religioso) e demótica (para fins comuns). Desenvolvem técnicas de irrigação e de construção de embarcações.

Religião egípcia

Politeísta e antropozoomórfica (deuses representados por corpo ou cabeça de animais). Aos poucos ganha predominância o culto ao deus Sol, com diferentes simbologias nas cidades-Estado. Acreditam no julgamento após a morte e na reencarnação, fazendo oferendas aos defuntos. Entre 1.377 e 1.358 a.C., Amenófis IV introduz o monoteísmo, representado no culto a Aton, excluindo as divindades locais. O monoteísmo é abolido após sua morte.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

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