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Antiguidade Oriental

 

As principais civilizações da Antiguidade oriental são a suméria, assíria, acadiana, egípcia, hebraica, fenícia, hitita e persa. Os cretenses, apesar de estarem localizados no ocidente, apresentam características comuns a outros povos da Antiguidade oriental.

Mesopotâmia

Compreende a região entre os rios Tigre e Eufrates (atualmente parte do Iraque) conhecida como Mesopotâmia - terra entre rios, em grego. É habitada desde 5.000 a.C. por tribos de origem semita. Entre 3.200 e 2.000 a.C. povos de outras origens, como os sumérios, acadianos, assírios, elamitas e caldeus, migram para a região e fundam cidades-Estado independentes. Em 331 a.C. a região é dominada por Alexandre, o Grande, da Macedônia.

Sumérios

Instalam-se ao sul da Mesopotâmia entre 3.200 e 2.800 a.C. Têm origem incerta. Surgem possivelmente no vale do rio Indo. Fundam cidades-Estado como Nippur, Kish, Ur, Uruk e Lagash. Dominam os semitas até 2.300 a.C., quando são vencidos pelos acadianos. Restabelecem sua hegemonia em 2.050 a.C., mas não resistem à invasão dos semitas do deserto, em 1.950 a.C.

Economia e sociedade sumérias

Desenvolvem a agricultura, com técnicas de irrigação, construção de canais, diques e reservatórios e a utilização de instrumentos de tração animal. Empregam a metalurgia do bronze. Utilizam carros com rodas e desenvolvem atividades comerciais com outras cidades.

Organização política suméria

O centro político e religioso é representado pelo templo, que funciona também como núcleo econômico (fabricação de tijolos e ladrilhos, depósito de tributos e oferendas, empréstimos). Sua autoridade máxima é o rei, também sumo sacerdote, com poder político e militar hereditário. Os sacerdotes são responsáveis pela administração do templo.

Cultura e religião sumérias

Criam a escrita cuneiforme (gravação com estilete sobre tábua de argila) e desenvolvem a cerâmica e a estatuária de pedra e metal. Possuem um sistema numérico sexagesimal para medir o dia (24 horas, 60 minutos e 60 segundos). Dividem o círculo em 360 graus e o ano em 12 meses. Praticam uma religião politeísta, na qual coexistem os deuses da natureza e os deuses ligados aos sentimentos.

Acadianos

Originam-se de tribos semitas que habitam o vale mesopotâmico desde 2.400 a.C. Infiltram-se nas cidades-Estado sumérias, até conquistar Kish. Estabelecem Akad como cidade hegemônica e ampliam seu domínio sobre a Mesopotâmia meridional, Elam e parte da Ásia Menor, formando os Estados de Isin, Larsa e Babilônia.

Primeiro Império Babilônico

Forma-se a partir de 1.728 a.C., sob o reinado de Hamurabi, depois de campanhas militares contra cidades e povos vizinhos. Babel torna-se a capital do império e pólo econômico e cultural.

As principais obras literárias mesopotâmicas são transcritas para o acadiano. Em 1.513 a.C., o império babilônico é derrotado e saqueado pelos hititas, povo procedente da Capadócia, na Ásia Menor. Depois são dominados pelos cassitas, elamitas e assírios.

Hamurabi (1.728 a.C.-1.686 a.C.), sexto rei da primeira dinastia babilônica (amorritas), é o fundador do Primeiro Império Babilônico. Consegue unificar os semitas e os sumérios. Durante seu governo, cerca a capital com muralhas, impulsiona a agricultura, restaura os templos mais importantes e institui impostos e tributos em benefício das obras públicas.

É autor do famoso código penal, o mais antigo da História, que leva seu nome. O Código de Hamurabi estabelece regras de vida e de propriedade, estendendo a lei a todos os súditos do império. Determina penas para as infrações, baseadas na lei de talião (olho por olho, dente por dente).

Antiguidade Oriental

Sociedade acadiana

Na política, os acadianos criam um Estado centralizado e avançam na arte militar. Desenvolvem a tática do deserto, com armamento leve, como o venábulo (lança), e grande mobilidade. Na religião, estabelecem novos deuses e passam a divinizar também o rei.

Segundo Império Babilônico

Entre 2.000 e 700 a.C, o império assírio, de grande poder bélico, estende seus limites ao Mediterrâneo, às montanhas armênias, às costas do mar Negro, Chipre, Egito e Núbia. Em 625 a.C., a Babilônia, Estado acadiano, invade o território assírio, destrói todas as cidades e extermina seus habitantes.

A conquista da Assíria aumenta o poder da Babilônia, que se torna a mais notável cidade do oriente. O progresso econômico permite o seu embelezamento, com a construção de palácios, templos e dos famosos jardins suspensos. Em 539 a.C., Ciro, rei dos Persas, conquista a Babilônia.

Nabucodonosor (604 a.C-562 a.C), também conhecido como Nebuchadrezar II, filho do general Nabopolasar. Dá continuidade à época de prosperidade e hegemonia babilônicas. Durante seu reinado de 42 anos, a Babilônia atinge seu período mais glorioso e fica conhecida como a "Rainha da Ásia". Constrói a Torre de Babel e os famosos Jardins Suspensos.

Líder militar de grande energia e crueldade, aniquila os fenícios, derrota os egípcios e obtém a hegemonia no Oriente Médio. Em 598 a.C. conquista Jerusalém e realiza a primeira deportação de judeus, que seguem para a Mesopotâmia, no episódio conhecido como "o cativeiro da Babilônia".

Assírios

Resultam da mestiçagem entre povos semitas, que emigram da Samaria (região da Palestina), e povos que habitam o Tigre superior, por volta de 2.500 a.C. Constroem Assur e Nínive, suas principais cidades-Estado.

Economia e religião dos assírios

A propriedade da terra é repartida entre a casta sacerdotal, rei e nobreza. Escravos e servos semilivres realizam o trabalho na agricultura e no artesanato. A agricultura se desenvolve com o surgimento da horticultura e com o aperfeiçoamento técnico do arado. Politeístas, possuem um deus supremo, Assur. Constroem imensos palácios e esculturas monumentais.

Egípcios

O vale do rio Nilo, com terras negras e férteis, é a base da civilização egípcia. A fertilidade resulta da inundação anual do rio (julho a outubro) e da deposição do húmus quando as águas baixam.

Unificação egípcia

A agricultura e o intercâmbio de produtos estimulam a sedentarização e a miscigenação das tribos, que formam, no vale do Nilo, um único povo, diferente dos beduínos que habitam o deserto. Durante o Neolítico, são construídas cidades-Estado sobre o eixo fluvial, como Tebas, Mênfis e Tânis, que se relacionam ativamente.

Elas se unificam por volta de 3.000 a.C., introduzindo uma monarquia centralizada na figura do faraó, soberano hereditário e absoluto, considerado uma encarnação divina. As cidades-Estado são transformadas em nomos, divisões administrativas da monarquia, governadas por nomarcas.

Expansão e declínio do Egito

Até 2.700 a.C. o Egito se mantém relativamente isolado de outros povos. As incursões contra os beduínos do Sinai e a conquista das minas de cobre e pedras preciosas, por volta de 2.000 a.C., constituem os primeiros passos para romper esse isolamento. Entretanto, disputas internas e a invasão dos hicsos, povo de origem caucasiana, interrompem essa expansão.

Só após a expulsão dos hicsos, em 1.600 a.C., os egípcios se lançam na conquista de territórios da Mesopotâmia, Síria, Palestina, Chipre, Creta e ilhas do mar Egeu. Em sentido contrário, o Egito sofre o assédio de gregos, filisteus, etíopes, assírios, persas, macedônios e romanos. Em 332 a.C., Alexandre, o Grande, invade o Egito. Em 30 a.C. tem início o domínio romano.

Economia e sociedade egípcias

A agricultura e o intercâmbio de produtos naturais são a base da economia. Após a unificação, a terra passa dos clãs à propriedade do faraó, nobres e sacerdotes. Os membros dos clãs são transformados em servos. As incursões em direção à Núbia, Somália, Sinai e Biblos introduzem o trabalho escravo nas minas e na construção dos palácios, templos e pirâmides.

Antiguidade Oriental

Ciência e cultura egípcias

Destacam-se na astronomia (elaboram o primeiro calendário lunar), arquitetura, engenharia e matemática, lançando os fundamentos da geometria e do cálculo complexo. Criam as escritas hieroglífica (com ideogramas), hierática (para uso religioso) e demótica (para fins comuns). Desenvolvem técnicas de irrigação e de construção de embarcações.

Religião egípcia

Politeísta e antropozoomórfica (deuses representados por corpo ou cabeça de animais). Aos poucos ganha predominância o culto ao deus Sol, com diferentes simbologias nas cidades-Estado. Acreditam no julgamento após a morte e na reencarnação, fazendo oferendas aos defuntos. Entre 1.377 e 1.358 a.C., Amenófis IV introduz o monoteísmo, representado no culto a Aton, excluindo as divindades locais. O monoteísmo é abolido após sua morte.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Antiguidade Oriental

É o período compreendido entre a invenção da escrita, ocorrida, por volta de 4000 a.C. e a queda do Império Romano, em 476 d.C.. Foi nesta época que se desenvolveram grandes impérios como o egípcio, o mesopotâmico, o persa; hebreus e fenícios. Surge,também, a escravidão, que irá se desenvolver na Grécia e em Roma.

De uma maneira geral, o surgimento das primeiras civilizações vai ocorrer no atual Oriente Médio, lugar de solos férteis bastante propícios ao desenvolvimento da agricultura.

HISTÓRIA DO EGITO ANTIGO

LOCALIZAÇÃO: Deserto do Saara -nordeste da África.

Evolução política

PERÍODO PRÉ-DINÁSTICO(4000 a.C - 3200 a.C.)

Divisão em nomos (pequenas unidades políticas), ou seja, as antigas vilas neolíticas. Seus chefes eram chamados de nomarcas.

Com o passar do tempo, estes nomos vão se unindo até formar dois reinos: ALTO EGITO, ao sul e BAIXO EGITO, ao norte.

Em 3200 a.C. Menés, rei do Alto Egito unifica os dois reinos e se torna o primeiro faraó.

PERÍODO DINÁSTICO

ANTIGO IMPÉRIO (3200 a.C. - 2300 a.C.)

Foi a época em que se estruturou a organização política. Capital do Império: Mênfis.

GOVERNO

Monarquia Absoluta Teocrática. O faraó é considerado um deus vivo.

PACIFISMO

O Egito não tinha um Exército permanente.

Trabalho obrigatório dos camponeses (felás)

Prosperidade econômica.

Construção das pirâmides de Queóps, Quefren e Miquerinos. a fialidade das pirâmides era servir de túmulos para os faraós ou nobres abastados, onde seus corpos e objetos seriam preservados para a vida após a morte.

Por volta de 2300 a.C., sacerdotes e nomarcas questionam o poder do faraó, gerando uma crise no Antigo Império.

MÉDIO IMPÉRIO (2100 a.C - 1580 a.C.)

Príncipes do Alto Egito, reestabelecem a monarquia. É a época das grandes construções como a dos diques e canais de irrigação, que aproveitavam e distribuíam a água das enchentes do Nilo, para a fertilização do solo.

Neste período ocorreu a invasão dos hicsos, povo de origem árabe, que dominou o Egito durante quatro séculos. Foi nesta época que os hebreus chegaram ao Egito.

Houve o desenvolvimento da metalurgia do bronze e do ferro.

Em 1580 a.C., os egípcios conseguiram expulsar os hicsos.

NOVO IMPÉRIO (1580 a.C. - 525 a.C.)

Período marcado pelo militarismo e imperialismo. Grandes conquistas militares e a invasão dos hicsos, permitiram o desenvolvimento de uma política expansionista (aumento das fronteiras do império).

Houve a reestruturação da sociedade, grandes faraós como Ramsés II e Tutmés III. Período onde se destacaram os militares, sacerdotes, um grande número de camponeses, além dos escravos que trabalhavam na construção das grandes obras arquitetônicas.

Muitas campanhas militares, invasão de vários povos, causaram o enfraquecimento do Novo Império.

525 a.C., os persas dominaram o Egito na batalha de Pelusa.

ECONOMIA

Agricultura é a principal atividade econômica.

Pecuária é pouco significativa.

Trocas diretas

Artesanato e Manufatura: tecidos, jóias, móveis, ferramentas, vidros etc.
Mercado Experno controlado pelo Estado. Comerciavam com a Fenícia, Ilha de Creta, Palestina e Síria.

Desenvolveram complexo sistema hidráulico de diques e canais, para o aproveitamento das águas do Nilo.

SOCIEDADE

Hierarquizada.

Setor dominante

Família do faraó, nobres(grandes proprietários), sacerdotes e chefes militares.

Grupo não-privilegiado:soldados, artesãos e camponeses.

Escravos em pequeno número.

RELIGIÃO

Politeísta,(acreditavam em vários deuses e animais sagrados), seu deuses tinham uma representação antropozoomórfica (possuíam formas humanas e de animais). Seus principais deuses eram: Rá, Osíris,Ísis,Anúbis, etc.

A crença na volta da alma para o mesmo corpo levou ao desenvolvimento de técnicas para a conservação dos corpos, entre elas, a da mumificação.
Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.

Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam: chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).

SISTEMA DE ESCRITA

Os egípcios desenvolveram três formas de escrita. Demótica,que era a escrita mais simples.

Mesmo assim, poucos a dominavam. Hierático, sistema mais desenvolvido nas rodas religiosas e a Hieroglífica, escrita pictográfica feita em papiro e paredes de pirâmides. Era muito difícil e muito poucas pessoas sabiam decifrá-las.

Chegou até nós através da Pedra Roseta, que além de hieróglifos, continha escrita em Demótico e em grego, o que facilitou a sua sua decifração através do sábio francês Champolion.

HISTÓRIA DA MESOPOTÂMIA

Vários povos antigos habitaram essa região entre os milênios IV e I a.C. Entre estes povos, podemos destacar : sumérios, acádios, babilônicos, assírios, caldeus.

LOCALIZAVA-SE entre os rios Tigre e Eufrates.

Corresponde hoje ao território do Iraque.

OS SUMÉRIOS

Foram considerados os primeiros povoadores da Mesopotâmia.Estabeleceram-se ao sul da região.

Organizaram-se em cidades-estados. as principais eram Ur; Uruk; Lagash; Nipur e Eridu. Patesi era o chefe militar, político e religioso destas cidades.

GOVERNO

Descentralizado.

Este povo destacou-se na construção de um complexo sistema de controle da água dos rios. Construíram canais de irrigação, barragens e diques. A armazenagem da água era de fundamental importância para a sobrevivência das comunidades.

Agricultura era a atividade econômica básica.

SISTEMA DE ESCRITA

Desenvolveram a escrita cuneiforme, ou seja, os sinais tinham formas de cunhas. Desenvolvida por volta de 4000 a.C.

Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época.

Os sumérios, excelentes arquitetos e construtores, desenvolveram os zigurates. Estas construções eram em formato de pirâmides, com sete andares e serviam como torres de observação, locais de armazenagem de produtos agrícolas, além de servirem também como templos religiosos.

A rivalidade entre as cidades-estados acabou provocando o enfraquecimento deste povo, que foi invadido pelos acádios.

Fundação da cidade de Acad. Seu rei SARGÃO I dominou os sumérios e unificou a Mesopotâmia. O Império Acádio foi destruído quando da invasão do povo guti.

AMORITAS ou BABILÔNIOS

Por volta do ano 2000 a.C., os amoritas dominaram o sul da Mesopotâmia, mas acabaram se fixando no norte,junto a margem do Rio Eufrates. Fundaram a cidade de Babilônia, que se tornou a capital do Império.

Seu principal rei foi HAMURABI, ele elaborou o primeiro código de leis escritas da humanidade: O CÓDIGO DE HAMURABI. Baseado nas Leis de Talião("olho por olho, dente por dente"). De acordo com o Código de Hamurabi, todo criminoso deveria ser punido de forma proporcional ao delito cometido.

Os babilônios também desenvolveram um rico e preciso calendário, cujo objetivo principal era conhecer mais sobre as cheias do rio Eufrates e também obter melhores condições para o desenvolvimento da agricultura. Excelentes observadores dos astros e com grande conhecimento de astronomia, desenvolveram um preciso relógio de sol.

Revoltas e invasões levaram à decadência do império.

ASSÍRIOS

Ocupavam o planalto de Assur, no norte da Mesopotâmia. Eram guerreiros e fundaram um império, por volta de 1300 a.C.. Estabeleceram sua capital em Nínive. Este povo destacou-se pela organização e desenvolvimento de uma cultura militar.

Encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade. Eram violentos e impiedosos com os povos dominados. Impunham aos vencidos, castigos e crueldades como uma forma de manter respeito e espalhar o medo entre os outros povos.

O Império Assírio dominou toda a Mesopotâmia, a Síria, a Fenícia, o Egito e o Reino de Israel.

A decadência do Império foi provocada por constantes rebeliões dos povos dominados.

CALDEUS

Segundo Império Babilônico, abrangeu toda a Mesopotâmia, a Síria e a Palestina.

Seu principal rei foi NABUCODONOSOR, que dominou o Reino de Judá e edificou os Jardins Suspensos da Babilônia e a famosa Torre de Babel.

Lutas internas enfraqueceram o império, que foi dominado pelos persas, em 539 a.C.

RELIGIÃO

Eram politeístas, acreditavam em várias divindades de origem cósmica.

A devoção mais apreciada era para ISHTAR, deusa do amor. Suas devotas eram obrigadas a demonstrar sua devoção no templo, pelo menos por quinze dias ao ano. Os homens é que apreciavam mais esta devoção pois eram eles que recebiam o afeto das mulheres. na real, as mulheres deveriam se prostituir como forma de adoração à deusa.

A religião assíria admitia sacrifícios humanos, devido a sua crueldade e servia como forma de divertimento para o povo.

ASPECTOS GERAIS

Vale dizer que os povos da antiguidade buscavam regiões férteis, próximas a rios, para desenvolverem suas comunidades. Dentro desta perspectiva, a região da mesopotâmia era uma excelente opção, pois garantia a população: água para consumo, rios para pescar e via de transporte.

Outro benefício oferecido pelos rios eram as cheias que fertilizavam as margens, garantindo um ótimo local para a agricultura.

No que se refere à política, tinham uma forma de organização baseada na centralização de poder, onde apenas uma pessoa ( imperador ou rei )comandava tudo.

HISTÓRIA DA FENÍCIA

A região da fenícia corresponde, hoje, ao Líbano.

Os fenícios dedicaram-se ao comércio e a navegação

ASPECTOS GERAIS

Desenvolveram-se, por volta de 3.000 a.C.

Localizavam-se numa estreita faixa do litoral do mar mediterrâneo.

Fundaram povoados-como Cartago, importante cidade do norte da áfrica.

GOVERNO

Descentralizado.

Dividida em cidades-estados .As principais eram bíblos, sídon e tiro.

ECONOMIA

Atividade básica: comércio.

Desenvolveram também: indústria naval, produção de tecidos e a metalurgia.

SOCIEDADE

Camada dominante: comerciantes, aristocratas e sacerdotes.

Classe intermediaria: pequenos comerciantes e artesãos

Classe dominada: trabalhadores rurais e urbanos.

RELIGIÃO

Politeísta.

Principais deuses:

  • baal, deus do trovão, da tempestade, da chuva.
  • Astartéia, deusa da fertilidade.
  • Alguns rituais eram bastante cruéis, tendo inclusive sacrifícios humanos.

    CONTRIBUIÇÃO

    Foi a invenção do alfabeto, sinais usados para representar o som das palavras.

    Criaram 22 sinais correspondentes ao som das consoantes. Mais tarde, os gregos inventaram as vogais, aperfeiçoando o alfabeto.

    Declínio

    Os fenícios foram dominados em 330 a.C. , por Alexandre Magno, rei da Macedônia

    HISTÓRIA DO IMPÉRIO PERSA

    Se localizava a leste da mesopotâmia

    Atualmente é o irã.

    Ocupação..

    Por volta de 1300 a.c., os medas (originários da ásia central ) e os persas ( sul da Rússia )ocuparam a região , dando origem a dois reinos indenpendentes.. os Medas ao norte e os persas ao sul.

    Império persa

    Fundado por Ciro, o grande,(560-530 a.C..), tornou-se rei dos medos e persas, após haver conquistado Ecbátana e destronado Astíages (555 a.C..). Conquistou também a Babilônia (539 a.C.), as cidades gregas da Ásia Menor, Fenícia e Palestina.

    Cambises (filho de Ciro ) conquistou o Egito.

    Dario I, primeiro estendeu o império até a índia. Organizou o império política e adiministrativamente. Dividiu o império em satrapías,que eram governadas pelos sátrapas, construiu uma rede de estradas, integrando todo o império, criou um sistema de correio e a moeda-padrão.

    Decadência

    Inicia no governo de Dario; na tentativa de conquistar a Grécia ( Guerra Medicas ) Enfraquecido , é invadido por Alexandre Magno , rei macedônico.

    Religião

    Zoroastro, reformador religioso.

    Duas divindades opostas; Ormus-Mazda e Arimã.

    Crença na imortalidade da alma, na ressureição dos mortos e no juízo final.

    Artes

    A arquitetura foi a arte mais desenvolvida.

    Ciro, o Grande (560-530 a.C..), tornou-se rei dos medos e persas, após haver conquistado Ecbátana e destronado Astíages (555 a.C..). Conquistou também a Babilônia (539 a.C.). O império ia desde o Helesponto até as fronteiras da Índia.

    No Império persa a grande fonte do direito era a vontade do soberano de direito divino. Transgredir a lei emanada do soberano era ofender a própria divindade. Os crimes de menor importância eram punidos com chibatada que podia ser, em parte, substituída pela multa pecuniária.

    Os crimes mais graves eram severamente punidos com castigos bárbaros como a marca a fogo, a mutilação, a cegueira e a própria morte.

    A pena de morte era aplicada em casos de homicídio, estupro, aborto, grave desrespeito à pessoa do rei, e traição. Os rebeldes recebiam punição exemplar: "eram levados à corte real onde lhes cortavam o nariz e as orelhas; mostravam-no ao povo e em seguida eram conduzidos à capital da província em que se haviam revoltado e aí eram executados.

    Havia diversos processos de executar a pena máxima: o veneno, a impalação, a crucifixão, o enforcamento, o apedrejamento, etc.

    Apesar desses castigos severos, convém notar que a lei não permitia que se punisse com a pena de morte alguém que houvesse cometido um único crime; nem mesmo um escravo deveria ser punido com atrocidade por causa de uma única falta: seus méritos deveriam ser levados em consideração.

    O rei era o supremo juiz, sobretudo em matéria penal. Em matéria civil encontramos, já sob o reinado de Cambises, filho de Ciro, juízes nomeados pelo soberano.

    É conhecido o caso de Sesamnés, juiz real condenado à morte por haver recebido dinheiro a fim de pronunciar uma sentença injusta: após a sua morte, arrancaram-lhe a pele e forraram com a mesma cadeira em que se costumava sentar para exercer suas funções. Punição aplicada por Cambises (530-522 a.C.).

    Outra pena tipicamente persa foi a do escafismo, ou seja, o suplício dos botes: "tomavam-se dois botes ajustáveis, deitava-se de costa num deles o malfeitor, cobria-se com o outro. A cabeça, as mãos e os pés ficavam de fora, e o resto do corpo fechado.

    Faziam-no comer a força e picavam-lhe os olhos, passando-lhe na face uma mistura de leite e mel, deixando-o com o rosto exposto ao sol, que ficava coberto de moscas e formigas, restava no meio de seus próprios excrementos e os vermes que iam surgindo no meio da podridão de suas entranhas iam-lhe devorando o corpo.

    Evidência a História que Mitríades (quem teria criado tal pena) foi vítima desta pena, obra de sua própria criação, morrendo depois de dezessete dias de doloroso martírio"

    Fonte: profeugenio.no.comunidades.net

    Antiguidade Oriental

    Há muitos pontos centrais nesse período: dependência dos grandes rios (Tigre e Eufrates), vida baseada na agricultura e valores religiosos. Esses valores religiosos garantiam o governo teocrático dos faraós e o poder dos sacerdotes.

    OS ESTADOS TEOCRÁTICOS DA ANTIGUIDADE ORIENTAL

    Entre as primeiras civilizações detacaram-se a do Egito(4.000 a 525 a.C) e da Mesopotâmia (4000 a 539 a.C)

    Características

    A economia era agrícola de excedente, fundada em relações servis de trabalho, na qual parte da produção se destinava ao rei , considerado senhor de todos os habitantes e de todas as propriedades.

    A sociedade estava estruturada na economia servil e na organização política teocrática. Assim, no Egito hierarquizava-se de cima para baixo do Faraó (rei), nos sacerdotes, nos escribas, nos guerreiros, nos camponeses.

    A organização política relacionava-se a religião. O Estado, que era ao mesmo tempo, o deus,ou representante, tinha a função de proteger seus habitantes e possibilitar suas atividades produtivas construindo grandes obras destinadas ao controle das cheias dos rios.

    A GRÉCIA CLÁSSICA

    A Grécia clássica baseava-se em valores que glorificavam o homem e desconheciam a moral cristã. Os gregos clássicos criaram a democracia, especialmente em Atenas.

    Democracia limitada aos homens livres atenienses, mas não fazia distinção de renda entre os cidadãos.

    ROMA

    O império Romano pode ser considerado um grande exemplo de globalização. Através de estradas bem pavimentadas, uma moeda e língua comum, os romanos integraram o mundo mediterrâneo e grande parte do que é hoje a Europa. A base de sua riqueza provinha do trabalho escravo. Para administrar esse império desenvolveram muito o sistema de leis.

    OS ESTADOS ESCRAVISTAS

    As civilizações clássicas

    Grécia e Roma

    A produtividade era obtida através das relações escravistas de trabalho, cuja mão de obra era utilizada na agricultura, nas minas e no trabalho doméstico. Havia três meios da pessoa se tornar escrava.

    Nascimento

    A pessoa já nascia escrava

    Dívidas

    Escravidão por dívida, a pessoa se tornava escrava devido a dividas que acumulara e não podia pagar.

    Conquista

    Devido à conquista de sua região a pessoa se tornava escrava.

    Tanto a sociedade grega como a romana originaram-se de um Estado aristocrático. Em Atenas, no seu apogeu, o governo estava estruturado na democracia, embora dela fossem excluídos as mulheres, os escravos e os estrangeiros.

    Em Roma, durante a república e depois do império a sociedade apresentava-se rigorosamente hierarquizada, em ricos proprietários, plebeus proletarizados, e massa de escravos.

    A cidade-estado no mundo grego era a unidade política básica. A cidade de Esparta era aristocrática-guerreira e se sustentava no trabalho servil dos hilotas. A cidade de Atenas era democrática e comercial e se sustentava no trabalho escravo.

    No mundo romano, o estado era a unidade política básica. As suas principais instituições eram: O Senado, as Magistraturas, as Assembléias e o exército. Essa composição tinha como fundamento principal a guerra, cujo objetivo era o saque a submissão dos vencidos ao escravismo.

    A cultura greco-romana tinha um caráter cívico, exaltava o Estado e justificava sua estrutura social e política. No campo da filosofia, o pensamento grego é notabilizado pelo idealismo de Platão e pela lógica de Aristóteles; o pensamento romano , pelo desenvolvimento do Direito.

    A EXPANSÃO MULÇUMANA

    Saddam Hussein é árabe, turco, sunita ou mulçumano? Por incrível que pareça ele é tudo isso e nada disso. Árabe é uma denominação geográfica para os nascidos na península arábica. Por extensão, denominamos árabes aqueles que compartilha uma determinada cultura e religião.

    Essa religião foi pregada por Maomé, a partir do séc Vll. Para o profeta só havia um Deus, Alá, e ele achava que deveriam fazer orações diárias a esse Deus voltados pra Meca, cidade sagrada para esse povo.

    Quem aceita essa religião lê o Corão, submete-se à vontade de Alá e passa a ser mulçumano. No mundo mulçumano (ou islâmico) surgiram vários grupos religiosos.

    Os sunitas pregam a eleição do chefe e aceitam, além do Corão, outro livro chamado Suna. São grande maioria no oriente médio. Outro grupo, os xiitas, tem um caráter fundamentalista (procuram cumprir as regras da religião integralmente). São maioria em países como o Irã.

    Hoje, vários grupos radicais ( como o Hamas) tem maioria xiita entre seus integrantes. Em outros países, como o Afeganistão, outras religiões e adoração a outros "deuses" são totalmente proibidas, podendo levar o infrator a pena de morte.

    Fonte: www.mundovestibular.com.br

    Antiguidade Oriental

    Antiguidade Oriental
    Escadaria do Zigurate da Cidade de Ui

    Esse tema comumente é tratado dentro do chamado Modo de Produção Asiático.

    Falar em Modo de Produção é um tanto abstrato e conceitual, mas, na realidade, quando entendemos que Modo de Produção é a forma pela qual uma sociedade organiza seu modo de vida, com certeza torna-se mais fácil nos prendermos ao assunto.

    Sem dúvida, ao iniciarmos o tema o primeiro interesse despertado é em relação à uma série de mitos em torno dessas primeiras civilizações que se formaram na História.

    Porém, devemos levar em consideração que um dos papéis da História é justamente o de destruir os mitos -- pois, muitas vezes nos deixamos seduzir por determinados mitos que nos impedem de realmente ver a História.

    Existe uma grande preocupação do estudante no sentido de "como estudar " e "como compreender" as várias civilizações antigas do Oriente Próximo, nos vários períodos de sua história.

    É necessário não se apegar a detalhes - muitas vezes curiosos e interessantes - e procurar entender a essência dessas civilizações dentro de uma regra geral : O Modo de Produção Asiático, e a partir de então estudar algumas exceções ou peculiaridades.

    As características gerais do Modo de Produção Asiático

    Quando falamos que a produção econômica dessas civilizações é predominantemente agrária, que as sociedade é estratificada e estamental, que predomina a teocracia enquanto forma de dominação política e que a religião é politeísta. Não podemos entender essas várias realidades como partes estanques e desligadas umas das outras.

    Muito ao contrário, em razão de um Estado teísta, forte, despótico e centralizado toda a comunidade era levada a obedecer a esses grandes deuses que a governava.

    A situação a que esses grupos eram reduzidos, vivenciando a mais plena condição de ignorância, fazia-os acreditar que esse grande deus controlava, inclusive, os destinos da própria Natureza.

    Dessa forma, vimos nesse momento também a criação de mecanismos de dominação ideológica, além de uma mera preocupação com o controle sobre a Natureza.

    Portanto, para nós o estudo sobre construção de pirâmides, zigurates, mumificação, tábuas e códigos de leis escritas apenas ganham sentido quando vistos dentro dessa perspectiva.

    As principais exceções

    A Civilização Fenícia foi uma grande exceção na Antiguidade: Ocupando uma estreita faixa de terra do litoral do mediterrâneo até as montanhas do Líbano, o povo fenício dividiu-se politicamente, fazendo com que suas cidades possuíssem autonomia política uma frente a outra, como cidades Estado, não havendo portanto um Estado centralizado.

    A economia baseava-se no comércio, principalmente marítimo, pelo Mediterrâneo, alcançando a Península Ibérica, possibilitou a formação de uma camada enriquecida, responsável pelo controle político da cidade, portanto dizemos que nas cidades fenícias houve uma Talassocracia ( Governo "daqueles que vêm do mar" ).

    Em tese havia mobilidade social, pois um mercador poderia enriquecer e então passar a Ter direitos políticos, o que na prática era muito difícil.

    Destaca-se a criação do primeiro alfabeto fonético e grande desenvolvimento da arte náutica, tanto em termos de construção como em termos de navegação.

    No Egito, apesar de ser considerado o modelo clássico do modo de produção asiático, encontramos um momento importante de exceção: Em 1377 a.C. o faraó Amenófis IV implementou o culto monoteísta à ATON, representado pelo disco solar.

    O Faraó executou violenta repressão aos sacerdotes, tomou terras e fechou templos, com o intuito de eliminar a grande influência do clero sobre o povo e sobre as relações sócio econômicas.

    Na Mesopotâmia a principal exceção foi o povo assírio, originário da região norte, montanhosa e pouco fértil, portando dependiam da caça e posteriormente da guerra para sobreviverem. Sua expansão foi responsável pelo domínio sobre toda região sul e pela construção de um grande Império.

    O Império Persa começou sua expansão após a unificação com os Medos, em 555 a.C., liderada por Ciro. A religião oficial era dualista, criada por Zoroastro, que supunha uma eterna luta entre o deus do bem e o deus do mal. No entanto, os persas foram bastante tolerantes do ponto de vista cultural e religioso com os povos dominados.

    O povo Hebreu caracteriza-se principalmente por ter sido o único povo monoteísta da Antiguidade. Sua história é conhecida principalmente através do Antigo Testamento, que não é apenas uma obra religiosa, mas que trata de aspectos variados de sua história, como a importância de patriarcas e juizes, assim como das técnicas utilizadas na agricultura.

    Existem três momentos importantes que devem ser destacados: O Êxodo, o Cisma e a grande Diáspora do século II.

    Fonte: www.historianet.com.br

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