As primeiras civilizações surgem entre 4.000 e 3.000 a.C. Formam-se às margens dos grandes rios Nilo (Egito), Tigre e Eufrates (Mesopotâmia), Amarelo (China), Jordão (Palestina), Indo e Ganges (Índia e Paquistão) como resultado da revolução neolítica. Essas civilizações dominam algumas técnicas comuns, como a domesticação dos animais, a agricultura, metalurgia, escultura e escrita. As relações sociais comunitárias são substituídas pelo escravismo ou pela combinação deste com diferentes formas de servidão. Na Europa, esse período acaba com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476. Nos outros continentes, várias civilizações preservam os traços da Antigüidade até o contato com os europeus, a partir do século XVI.
É como fica conhecida a região que se estende, em arco, do sudeste do Mediterrâneo até o golfo Pérsico, incluindo territórios dos atuais Líbano, Israel, Jordânia, Síria, Turquia e Iraque, em um traçado que lembra a Lua em quarto crescente. Ali surgem as primeiras civilizações que têm como característica principal aformação do Estado, instituição político-administrativa que determina normas e modo de organização de cada grupo.
Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br
A IDADE ANTIGA iniciou-se a filosofia no século VIII a. C os pensadores pré-socráticos viveram na Grécia Antiga e nas suas colônias. São chamados de filósofos da natureza, pois investigaram questões pertinentes a esta, como de que é feito o mundo. Romperam com a visão mítica e religiosa da natureza que prevalecia na época, como a posição que o homem seria explicado pela natureza que justificava a existência de todos os seres, adotando uma forma científica de pensar. Se tudo era constituído de terra, ar, fogo, água ou átomos, o homem também teria na água, no fogo ou nos átomos as "raízes" de sua realidade física, psíquica e moral, prosseguindo até no século V a.C., ainda neste século começa o período socrático com a frase "conhece-te a ti mesmo" passou a indicar um novo rumo para a especulação filosófica: no próprio homem é que estaria a chave para a decifração do enigma humano; inútil explicá-lo à semelhança das pedras, das plantas ou mesmo das estrelas, surgindo a Paidéia (formação integral e harmônica do homem pela educação), o centro de interesse se desloca da natureza para o homem, este período se estendeu até o século IV a.C., aonde começa o período pós - socrático ou helenístico romano com a fusão da cultura grega e oriental surgindo a cultura greco-romano havendo uma transformação na filosofia passando a ter preocupação com a salvação e a felicidade, sendo que toda a ação moral significaria, assim, o esforço do homem para permanecer fiel ou retornar à própria natureza humana. Surgimento de pequenas escolas filosóficas, predomínio da ética, que passa a exercer a função desempenhada pelos mitos religiosos estendendo-se até o século V d.C, iniciando então o período Patrística que é o encontro da filosofia grega com o cristianismo, que é a conciliação das exigências da razão humana com a revelação divina.
Nasceu e viveu em Atenas, morreu aos 70 anos, filho do escultor ou pedreiro Sofronisco e da parteira Fenarete. Através das suas atividades inconvencionais e com seus diálogos, incomodavam não só as consciências como afrontavam preconceitos sociais e políticos. Apesar de sua influência, não aproveitou dela para fins egoístas e pessoais, levando uma vida exemplar no aspecto cívico e intelectual.
Foi o primeiro educador espiritual além de pensador (filósofo), educador intelectual com base na moral, responsável pelo começo do humanismo na educação, eram seus adeptos que o procuravam. Não o interessavam os honorários das aulas, mas o diálogo vivo e amistoso com seus discípulos.
Seu objeto era ensinar a pensar e desenvolver no homem a virtude através de uma educação ético e moral.
Determinou que a virtude, o bem e a personalidade vêm antes do Estado e a Educação deve estar amparada nas leis do Estado.
Seu método é o diálogo dividido em duas fases que são:
Induzir o aluno, a saber, que nada sabe, isto é, antes de lançar-se em busca de qualquer verdade, o homem auto-analisa-se e reconhece sua própria ignorância.
Induzi-lo a chegar a conclusões, ou seja, descobrir a verdade que lhe foi induzida, isto é, o homem está envolto de falsas idéias, em preconceitos, como está desprovido de métodos adequados. Derrubados estes obstáculos, chega-se ao conhecimento verdadeiro. Daí sua frase famosa "Ninguém faz o mal voluntariamente".
Orientou e aconselhou seus discípulos, ensinando-os a pensar.
Valorizou a personalidade humana baseada no caráter, o Aretê (cortesia, sensibilidade, boas maneiras, virtuosidade, honra, princípios) para todos não apenas para Aristocracia, devendo e podendo ser ensinado.
Descordou da educação centrada no Estado, devendo ser centrada na pessoa humana e o papel do aluno deve ser ativo e não mais receptivo.
Sócrates foi acusado de blasfemar contra os deuses e de corromper a juventude.
Foi condenado à morte e, apesar da possibilidade de fugir a prisão, permaneceu fiel a si e a sua missão.
Não deixou nada escrito. O que herdamos foi o testemunho de seus contemporâneos, especialmente o de seu discípulo mais importante, Platão.
Orador e político romano nasceu em Arpino, cidade do Lácio onde sua família tinha uma propriedade rural. Aos 10 anos foi enviado a Roma para completar sua educação. Aprendeu então literatura grega e latina, além de retórica, com os melhores mestres da época. Tinha como mestres Múcio Cévola, em Direito; Fedro, Diota e Filo, em Filosofia. Aprofundou-se no conhecimento das leis e doutrinas filosóficas. Em 84 a.C., escreveu sua primeira obra, De inventione, onde apresentou sua teoria sobre a retórica.
Aos 25 anos de idade ingressou na vida forense. Em 75 a.C. Cícero foi nomeado questor da Sicília. Contra Verres, Cícero compôs seus famosos discursos, jamais pronunciados, reunidos sob o nome de Verrinas (70 a.C.). Aproximou-se então do auge a vida política do orador, vendo crescer seu prestígio. Sua ambição era chegar ao consulado. Fez tudo o possível para galgar os cargos políticos, conseguindo obtê-los um a um. Atinge o consulado em 63 a.C.
Num momento de crise da República, Cícero entrou em desacordo com César e Públio Clódio, que mandava matar quem discordasse de seu poder. Cícero se afastou da vida pública.
Mais tarde, ao formar o segundo Triunvirato com Otávio e Lépido, Cícero foi assassinado em Fórmia. Sua cabeça e suas mãos ficaram expostas no Fórum.
A obra de Cícero compreende discursos, tratados filosóficos e retóricos, cartas e poemas. Não só pela extensão mas pela originalidade e variedade de sua obra literária. Cícero é considerado o maior dos prosadores romanos e o que mais influenciou os oradores modernos.
Fonte: temposdeluz.sites.uol.com.br