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Arte Românica

 

arte românica, cuja representação típica são as basílicas de pedra com duas apses e torres redondas repletas de arcadas, estendeu-se do século XI à primeira metade do XIII. Seu cenário foi quase toda a Europa, exceto a França, que já a partir do século XII produzia arte gótica. Apesar da barbárie e do primitivismo que reinaram durante essa época, pode-se dizer que o românico estabeleceu as bases para a cultura européia da Idade Média.

O feudalismo era a nova ordem da sociedade de então, enquanto o Sacro Império ia se firmando politicamente. Até esse momento, aarquitetura não diferenciava formalmente palácios de igrejas, devido ao fato de o imperador, de alguma forma, representar tanto o poder religioso quanto o temporal. Os beneditinos, logo após as primeiras reformas monacais, foram os primeiros a propor em suas construções as formas originais do românico.

Surge assim uma arquitetura abobadada, de paredes sólidas e delicadas colunas terminadas em capitéis cúbicos, que se distancia dos rústicos castelos de pedra que davam seqüência à linha pós-romana. Na pintura e na escultura, as formas se mantêm dentro da mesma linha da arquitetura, severa e pesada, completamente afastadas de qualquer intenção de imitar a realidade e conseguindo, como resultado, uma estética dotada de certa graça infantil.

ARQUITETURA

Foi nas igrejas que o estilo românico se desenvolveu em toda a sua plenitude. Suas formas básicas são facilmente identificáveis: a fachada é formada por um corpo cúbico central, com duas torres de vários pavimentos nas laterais, finalizadas por tetos em coifa. Um ou dois transeptos, ladeados por suas fachadas correspondentes, cruzam a nave principal. Frisos de arcada de meio ponto estendem-se sobre a parede, dividindo as plantas.

O motivo da arcada também se repete como elemento decorativo de janelas, portais e tímpanos. As colunas são finas e culminam em capitéis cúbicos lavrados com figuras de vegetais e animais. No conjunto, as formas cúbicas de muros e fachadas se combinam com as cilíndricas, de apses e colunas. Nesse estilo destacam-se a abadia de Mont Saint-Michel, na França, e a catedral de Speyer, na Alemanha.

Embora hoje em dia os resultados dessa abordagem nos pareçam pouco sofisticados, atrasados em relação às aquisições do império romano ou do Oriente em geral, o românico significou em sua época um progresso para a Europa, esgotada e embrutecida por inumeráveis invasões bárbaras que duraram quase cinco séculos. A paz que Carlos Magno impôs na Europa reflete-se nesse estilo, fundamento de toda a cultura que se seguirá a ele.

ESCULTURA

A escultura românica desenvolve-se nos relevos de pórticos e arcadas com uma exuberância inesperada e em perfeito contraste com as pesadas formas arquitetônicas. A fusão das formas orientais de Bizâncio com as romanas antigas resulta numa estatuária de caráter ornamental.

O espaço em branco dos frisos, capitéis e pórticos é coberto por uma profusão de figuras apresentadas de frente e com as costas grudadas na parede.

O corpo desaparece sob as inúmeras camadas de dobras angulosas e afiladas das vestes. As figuras humanas se alternam com as de animais fantásticos, mais condizentes com a iconografia do Oriente Médio do que com a do cristianismo. No entanto, a temática das cenas representadas é religiosa. Isso se deve ao fato de que os relevos, além de decorar a fachada, tinham uma função didática, já que eram organizados em faixas, lidas da direita para a esquerda.

Devemos mencionar também o desenvolvimento da ourivesaria durante esse período. A exemplo da escultura e da pintura, essa arte teve um caráter religioso, tendo por isso se voltado para a fabricação de objetos como relicários, cruzes, estatuetas, Bíblias e para a decoração de altares. Os grandes reis também se sentiram atraídos por essa forma de grandeza, encomendando aos ourives luxuosas coroas incrustadas, bem como globos decorados e cetros de ouro.

O românico coincidiu com as primeiras peregrinações na Europa. Para que uma igreja fosse considerada um lugar de peregrinação, ela deveria possuir as relíquias de algum santo, ou seja, seus restos mortais ou parte deles, ou algo que tivesse pertencido a ele. Tais itens eram guardados em primorosas obras de ourivesaria, como cruzes de fundo duplo de ouro ou esmalte, ou imagens ocas de madonas com incrustações de pedras preciosas lapidadas rusticamente.

As Sagradas Escrituras, em versões manuscritas elaboradas pelo trabalho paciente de monges copistas, eram encadernadas em sólidas capas de ouro, pedras preciosas e pérolas. As igrejas mais ricas revestiam seus altares com esses mesmos materiais. Embora, a princípio, o estilo fosse um tanto primitivo, de acordo com o espírito da época, se desenvolveram técnicas refinadas, entre as quais se destacam a filigrana e o esmalte.

PINTURA

Originalmente, as naves das igrejas românicas eram decoradas com pinturas murais de uma policromia intensa e perfeitamente harmonizadas com a arquitetura.

Seus desenhos iam das formas da antiga pintura romana aos ícones bizantinos, ocupando naves e absides. Os temas mais freqüentes abordavam cenas retiradas do Antigo e do Novo Testamento e da vida de santos e mártires, repletas de sugestões de exemplos edificantes.

Também não faltavam as alegorias dos vícios e virtudes, representadas por animais fantásticos, próprios de um bestiário oriental. As figuras não tinham nenhuma plasticidade, e as formas do corpo apenas se insinuavam nas rígidas dobras dos mantos e túnicas. Os traços faciais eram acentuados por contornos de traços grossos e escuros. Os fundos apresentavam uma só cor, branco ou dourado, emoldurados por frisos geométricos.

Para desenvolver esse tipo de pintura mural, os artistas do românico em geral recorreram às técnicas da pintura do afresco, misturando a tinta com água de cola ou com cera. Por outro lado, é preciso mencionar também o trabalho que se fazia então de iluminura de Bíblias e obras manuscritas. Cada vez mais sofisticado, ele evoluía paralelamente à pintura formal, tanto em termos de estilo quanto de desenvolvimento da técnica pictórica.

Fonte: www.geocities.com

Arte Românica

Europa Ocidental, séc. V – XII d. C

É chamada de arte carolíngea a arte românica que data do período dominado pelo Imperador Carlos Magno.

Este reinado teve um notável desenvolvimento cultural; nas oficinas de arte de sua corte os artistas redescobriram a cultura e a arte greco-romana (também germânicos, sírios, bizantinos e outros) que foi fator decisivo para posteriormente criarem um novo estilo, o românico, usado principalmente nas construções de igrejas e mosteiros.

Se constitui num aglomerado de elementos diversos: romanos, germânicos, gregos, sírios, bizantinos e outros.

A escultura

Arte Românica

escultura românica está subordinada à arquitetura e à religião. São esculpidos relevos e estátuas-colunas para ornamentar as paredes. As figuras geralmente eram aglomeradas e entrelaçadas.

O período mais notável; a figura humana é esculpida ora com ingenuidade ora com deformações extremas. É enorme o número deesculturas em miniatura de marfim.

A pintura

pintura apresenta-se nitidamente influenciada pela bizantina. São numerosos afrescos (hoje arruinados), mosaicos (encontrados na Grécia e sobretudo na Itália), murais e iluminuras. Retratam temas religiosos, pois numa época em que havia pouquíssimos letrados, a igreja recorria à arte para transmitir os ensinamentos religiosos.

Uma das principais características da pintura românica é a deformação. O artista interpretava de modo místico a realidade e retratava seus sentimentos religiosos nas figuras de forma desproporcional. Ex. Cristo em tamanho maior que as outras figuras próximas a ele. As cores eram vivas e planas e os perfis bem marcados.

A pintura também aparece nos manuscritos sob a forma de iluminuras (ilustrações de textos com cores vivas, ornamentadas com ouro e prata) são possivelmente o ponto mais alto da arte românica por sua originalidade e beleza. Podem ser letras iniciais de um texto, folhagens e flores nas margens dos textos, figuras ou cenas. As primeiras obras do gênero são da Irlanda e datam do séc.. VII; mais tarde estenderam-se por toda a Europa. Os temas dessa iluminuras são ainda orientais e religiosos.

Arquitetura

Arte Românica

Arte Românica

Na arquitetura destacam-se as igrejas e mosteiros românicos se caracterizam pela utilização de arco pleno, abóbodas de aresta e de berço. Predomina a horizontalidade, a solidez de suas paredes com pequenas janelas, cria ambientes escuros e sombrios.

A decoração em relevo consiste geralmente em figuras de animais fantasiosos e demônios (representam as tormentas a que os pecadores, após a morte, seriam submetidos).

arte românica predominou até o início do século XII, quando surgiram as primeiras mudanças que mais tarde resultariam numa revolução arquitetônica e de modo depreciativo, essa nova arquitetura foi chamada de gótica.

Fontewww.she.art.br

Arte Românica

A Arte Românica (século IX ao XIII) se caracterizou principalmente pela arquitetura. O principal motivo artístico românico foram as igrejas, as basílicas e as catedrais, estas, sempre grandiosas e sólidas, eram chamadas de fortalezas de Deus. A explicação para que não tenham a beleza dos castelos reais está no fato de serem construções clericais, ou seja, desenvolvidas por religiosos.

A pintura, a escultura e os mosaicos românicos são, do ponto de vista artístico, muito simples e, como na arquitetura, buscavam sua inspiração na religião cristã. São diversas histórias bíblicas retratadas na forma de vitrais e afrescos (pintura na parede), estas obras eram utilizadas para narrar as histórias bíblicas já que a maior parte da população não sabia ler e escrever.

Arte Românica
Basílica de Santo Antonio de Pádua

Arte Românica
Igreja de Santa Maria de Ripoll, Gerona

Arte Românica
Torre de Pisa, Itália

Arte Românica

Fonte: www.historialivre.com

Arte Românica

Fatores de formação e desenvolvimento: auge e eficacíssima organização da vida monástica, principalment da regra beneditina e de seu mosteiro de Cluny (Borgonha), fundado por Guilherme de Aquitania em 910; magistério moçárabe; primeira arquitetura lombarda, Românico precoz do Roselhón e Pirineus catalães; exemplo bizantino de particular influência na pintura; Cruzadas a Terra Santa e peregrinações a Roma e Santiago de Compostela.

Seu caráter não é romano, mas anti-clássico, apesar dos exemplos que se possam aduzir de elementos arquitetônicos antigos semelhantes e torpes ou hábilmente reproduzidos. Compreende os séculos XI e XII.

O século XII barroquiza expressionistamente, sobretudo, a escultura; nele já aparecerá o estil cisterciense e nascerá o Gótico.

Localização Manisfestações artísticas
Cronologia Área Geográfica Arquitetura Escultura Pintura Artes Decorativas
S. XI - XII. Europa (França,
Espanha, Itália,
Alemanha e
Inglaterra). É o
primeiro estilo
internacional
europeu.
Estilo arquitetônico
caracterizado pelo uso
de abóbada de canhão
e o arco de meio
ponto, pilar como 
suporte, e o predomínio
do muro sobre o vão.
A arte românica está
muito vinculada à
espiritualidade cristã e,
na Espanha, as
construções de culto se
adaptam às necessidades
das peregrinações
medievais.
(Catedral de Santiago 
na Espanha).
O mosteiro é o conjunto
arguitetônico do românico
e está composto por
diversas dependências.
Na Idade Média são o
berço da cultura.
(Mosteiro de Cluny,
na França).
A escultura se adapta
às dimensões do
espaço arquitetônico
e decorará capitéis,
portadas, púlpitos e
batistérios.
Motivos vegetais,
geométicos, bíblicos.
Claustro do
Mosteiro de Silos

(espanha),Pórtico
de Madeleine
Vezelay
(França).
Grande influência
da iconografia
bizantina. Ausência
de perspectiva nas
representações.

Pintura mural:
pintura afrsco de
tintas planas que
decora o interior das
igrejas com cenas do 
Antigo e do Novo
Testamento(São
Isidoro de Léon,
Igrejas de Tahull)

Pintura sobre tábua:
para frontais de altar.

Importante
desenvolvimento da
miniatura, o
mosaico (na Itália), o
trabalho de marfim
(na Espanha), o
esmalte (na
Alemanha e França)
e o bordado de 
tecidos (na França).

Fonte: br.geocities.com

Arte Românica

ROMÂNICO CAROLÍNGIO

Relativo a Carlos Magno, imperador de quase todo o ocidente, que realizou a primeira reunião de quase toda a Europa e lançou os ensinamentos da cristandade medieval.

Na seqüência das invasões bárbaras, o império romano do ocidente entrou em colapso. As regiões anteriormente sob o domínio romano foram divididas entre muitos soberanos. O estado, a justiça e a técnica sucumbiram. O nível de vida retrocedeu. O desenvolvimento das cidades estagnou.

Apenas o poder da igreja não se viu restringido. Tornou-se a mais importante depositária da cultura após a queda de Roma ocidental.

Os conventos beneditinos, primeira ordem monástica (529), tiveram um papel fundamental. Os livros antigos eram aqui compilados e traduzidos, a investigação e a instrução fomentadas nos monastérios.

Para garantirem sua base econômica, os conventos tinham terra e, desta forma, poder.

Serviam de refúgio, numa sociedade onde valia a lei do mais forte. A importância política, econômica, cultural e social da igreja cresceu no séc. VIII Pepino, rei dos francos, firma aliança com a igreja, aliança mais tarde desenvolvida por Carlos Magno. Desta forma o papa assegurou independência do imperador bizantino.

Este pacto acontece no natal de 800, com a coroação de Carlos Mano como imperador, pelo papa Leão III, em Roma.

Afora as obras executadas no ou pelo império bizantino (Ravena, p. ex.), nada foi criado e grandioso, duradouro ou suntuoso na Europa. Em concorrência com a monarquia bizantina, houve um regresso à construção monumental em pedra, com Carlos Magno. Estas construções limitamse quase exclusivamente às igrejas e mosteiros (monastérios) na aliança entre clero e coroa.

A disposição das várias funções no recinto do mosteiro é significativa :

- Tudo que é temporal encontrava-se no poente;

- Tudo que era espiritual, estava à nascente;

O módulo era o cruzeiro, entre a nave principal e o transepto. Deste modo foram erigidos edifícios simples, quase simétricos, com naves centrais carregadas de simbolismo, dominadas pelo grupo edificado à nascente (dedicado ao Senhor) e um parcialmente idêntico, à poente, que servia ao senhor secular.

Secular = leigo, não divino

O poente também se destinava ao rei ou imperador. No lado oposto do altar-mor sentava-se o executor terreno do arcanjo São Miguel. O primeiro caso é a capela Platina, no reinado de Carlos Magno. Na maioria dos casos o imperador e sua corte, utilizavam as igrejas dos conventos para o culto divino, às quais era anexada uma capela à oeste.

No que se refere às edificações românicas, a relação entre modelo e reprodução não deve ser interpretada no sentido de cópia. O essencial era a forma base e o espírito da construção.

Fechada, sólida, maciça, severa – estes conceitos são válidos na generalidade.

O termo "românico" cunhado apenas no século XIX não é exato. O românico não se difundiu apenas entre os povos de origem romana, ou seja, marcadas pela cultura de Roma antiga. Na Alemanha dos finais do séc. XIX procurou-se, por motivos nacionalistas, substituir a expressão românica por "germânica".

Em grande parte o românico parece ainda uma reação contra o período de instabilidade e decadência. As igrejas e os conventos assemelham-se a fortalezas, com muros grossos e pesados.

Há realce das linhas horizontais.

O efeito da pedra é puro, sem revestimento.

A impressão provocada pelo espaço das igrejas românicas é :

- Estática;

- Austera;

- Um pouco desajeitada;

As criptas aumentavam ainda mais a imagem de desequilíbrio. O edifício agrupado cria a imagem de "fortaleza celeste" ou "palácio divino"

APÓS CARLOS MAGNO

Morto Carlos Magno (724-814), o Sacro Império Romano divide-se entre seus três herdeiros. Pelo tratado de Verdun, firmado em 843, a região que se estende dos Alpes ao mar do Norte cabe a Lotário, a Germânia a Luis e a Francônia a Carlos.

A Europa atravessa uma fase difícil: invasões diversas assolam seu território em todas as direções.

Os exércitos reais não conseguem deter os árabes, que, no século IX, atacaram Roma e Campânia (na Itália) e Marselha e Arles (na França atual). Pelo Norte atacam os normandos, apoderando-se das costas setentrionais da França, de parte da península Ibérica e da Inglaterra. No século X, incursões húngaras atingem a Lombardia, parte da França e Roma. Tudo contribuía para a decomposição das instituições monárquicas.

O poder real, diminuído em sua autoridade, vai sendo substituído pelo poder dos nobres castelões: o castelo feudal era a única fortaleza que oferecia alguma resistência aos invasores, e as populações atemorizadas se organizavam em torno dele. Essa instabilidade colabora para a propagação da crença de que o mundo acabaria no ano 1000.

Os homens vivem aterrorizados com a perspectiva do juízo final pregado pela Igreja: temem o caos.

A arte reflete o apocalipse, as pinturas murais apavorantes retratam o pânico que invade a Europa ocidental.

Começou o ano 1001 e o mundo não acabou. Oto I, que reunificara a Germânia e fora coroado, pelo Papa João XII, imperador do Sacro Império Romano-Germânico (962), consegue dominar os húngaros e eslavos e expandir suas conquistas para o Norte. Ressurgem as atividades comerciais antes freadas pelas invasões, e o aumento demográfico é seguido pelo aumento de áreas cultivadas.

A Igreja fortalece seu poder temporal aumentando as extensões de terra que dominava até então: chega a possuir um terço de todo o território francês.

Crescem as ordens monásticas, e a mais importante, a ordem de Cluny, fundada em 910, na Borgonha (França atual), vai estendendo sua autoridade a ponto de congregar, no início do século XII, 10 mil monges em 1.450 mosteiros espalhados por toda a Europa. A ordem cisterciense, por sua vez, conta com 530 mosteiros sob seu controle.

A Igreja é a maior instituição desta época: ela domina, secular e culturalmente, o espírito medieval.

Nos anos que se seguiram ao ano 1000, viram-se reconstruir igrejas em quase toda a Europa cristã.

Mesmo quando isso não era necessário, cada comunidade cristã concorria em emulação para edificar santuários mais suntuosos que sua vizinha. A febre de construção que invadiu a Europa reflete o espírito da época, e o estilo românico, que caracterizou as artes desde o fim do século X até meados do século XII, sintetiza em seus traços a histórica desse período.

Arte Românica
Abadia de Murbach Alsácia, França

Arte Românica
Basílica da Borgonha Borgonha, França

Arte Românica
Catedral de Roskilde Sjaelland, Dinamarca

O feudalismo era a nova ordem da sociedade então, enquanto o Sacro Império ia se firmando politicamente.

Até esse momento, a arquitetura não diferenciava formalmente palácios de igrejas, devido ao fato de o imperador, de alguma forma, representar tanto o poder religioso quanto o temporal. Os beneditinos, logo após as primeiras reformas monacais, foram os primeiros a propor em suas construções as formas originais do românico.

Surge assim uma arquitetura abobadada, de paredes sólidas e delicadas colunas terminadas em capitéis cúbicos, que se distancia dos rústicos castelos de pedra que davam seqüência à linha pós-romana.

A Igreja é o único edifício onde se reúne a população, e parte importante da vida social se desenrola no seu interior. As ricas ordens monásticas e os nobres poderosos procuram elevar em louvor a Deus os testemunhos de sua fé.

Por isso, o estilo românico encontrará sua expressão maior na arquitetura.

Considerada "arte sacra", ela está voltada à construção de igrejas, monastérios, abadias e mosteiros - as "fortalezas sagradas".

Arte Românica
Igreja Saint-Benoit-sur-Loire Loiret, França

Arte Românica
Igreja de Santa Maria de Ripoll Gerona

Arte Românica
Igreja de São Martinho Frómista, Palência

arte românica, cuja representação típica são as basílicas de pedra com duas apses e torres redondas repletas de arcadas, estendeu-se do século XI à primeira metade do século XIII. Seu cenário foi quase toda a Europa, exceto a França, que já a partir do século XII produzia arte gótica. Apesar da barbárie e do primitivismo que reinaram durante essa época, pode-se dizer que o românico estabeleceu as bases para a cultura européia da Idade Média.

Foi nas igrejas que o estilo românico se desenvolveu em toda a sua plenitude.

Suas formas básicas são facilmente identificáveis: a fachada é formada por um corpo cúbico central, com duas torres de vários pavimentos nas laterais, finalizadas por tetos em coifa. Um ou dois transeptos, ladeados por suas fachadas correspondentes, cruzam a nave principal. Frisos de arcada de meio ponto estendem-se sobre a parede, dividindo a planta.

O motivo da arcada também se repete como elemento decorativo de janelas, portais e tímpanos. As colunas são finas e culminam em capitéis cúbicos lavrados com figuras de vegetais e animais.

No conjunto, as formas cúbicas de muros e fachadas se combinam com as cilíndricas, de apses e colunas. Datam dessa época entre outras, as famosas catedrais de Worms, na Alemanha, St. Sernin de Toulouse, St. Trophyme em Arles, St. Madeleine de Vezelay e a Catedral de Autun, na França, Santo Ambrósio de Milão e a Catedral de Pisa.

Arte Românica
Catedral de Pisa - Pisa, Itália

Força e solidez caracterizam as Igrejas românicas. O elemento essencial é a abóbada de pedra, tijolos e argamassa, em forma de berço, dada pelo arco de plena cinta (meia circunferência). Seu peso é sustentado por paredes espessas e maciças, com poucas janelas, para não comprometer a estabilidade da construção.

Colunas internas e pilastras exteriores - chamadas contrafortes - proporcionam um reforço suplementar. Os pilares e colunas, às vezes formam espinhões - saliências na superfície interna das abóbadas.

Os capitéis simples e robustos não obedecem a um estilo definido: são semi-esféricos, cúbicos, trapezoidais, conforme a fantasia do construtor.

Arte Românica
Catedral de Trani Bari, Itália

Arte Românica
Igreja de São Domingo Santo Domingo

A fachada é simples. Sobre a porta central está o óculo, abertura circular para iluminação e ventilação do interior. O resultado final é sempre um conjunto imponente de interiores sombrios. O estilo românico sintetiza a alma dos homens que o criaram. Por um lado, reflete o medo que dominava as populações da Europa ocidental; por outro, exprime o profundo sentimento religioso que marcou o período. À medida que o tempo passava e o poderio da Igreja aumentava, as construções foram se tornando mais e mais requintadas. O luxo da Abadia e dos inúmeros mosteiros chegou a tal ponto que motivou protestos dentro da própria Igreja.

Embora o estilo românico tenha dominado a Europa ocidental, unida pela fé, sua arquitetura apresentou, entretanto, variações regionais de acordo com as influências locais diversas, que originaram várias escolas românicas.

Na antiga Magna Grécia (Sul da Itália), são comuns as construções de teto plano, paredes e pisos de mosaico. Em Roma persistem as tradições cristãs primitivas, mantendo-se a planta em cruz latina.

Na região de Milão, Como, Pavia, Verona, a arquitetura sofre influências dos lombardos. Na Toscana, mantêm-se as tradições greco-romanas. Em Veneza, a influência bizantina é acentuada. Na França, destaca-se a escola de Borgonha, orientada segundo as tradições da Abadia de Cluny, a de Auvergne, de influência espanhola, a de Perigeux, que utiliza a cúpula bizantina. Na Inglaterra, após a conquista de Guilherme, em 1066, a ascendência é nitidamente normanda. Na Alemanha, a influencia lombarda dá origem à escola renana. E, finalmente, na Espanha setentrional misturam-se os estilos cristão e sarraceno.

O plano protótipo da igreja românica deriva da basílica latina, local amplo, anteriormente destinado ao funcionamento dos tribunais romanos. A nave principal é cortada pelo transepto, o que lhe dá a simbólica forma de cruz. As naves laterais, secundando a principal, permitiam que muitos peregrinos circulassem sem interromper as celebrações dos rituais.

Nas absides, pequenas capelas semicirculares que arrematam as naves, encontravam-se as imagens sagradas, e as valiosas relíquias eram encerradas na cripta, sob o altar principal. Entre o altar principal e as absides situa-se o coro, e tem-se acesso a essas capelas por uma passagem em semicírculo, denominada deambulatório. A iluminação indireta vem através das naves secundárias, dada por pequenas aberturas laterais, janelas diminutas que não conseguem atenuar o aspecto sombrio da igreja românica.

Solange Irene Smolarek Dias

Fontewww.fag.edu.br

Arte Românica

Arte românica é aquela que se desenvolveu na Europa nos Séculos 11 e 12. É um termo utilizado primitivamente para a arquitetura do período, derivada da arquitetura do Império Romano, mas sem a mesma tecnologia.

Por extensão o termo acabou se aplicando também à pintura e escultura da época, expressões artísticas que contaram com bastante inventividade.

A arte romanesca em geral é caracterizada por sua criatividade na resolução de problemas , tendo lançado as bases para o estilo gótico que lhe sucedeu.

Igrejas e mosteiros são as principais obras da arquitetura do período. Seus arcos arredondados e o sistema de abóbadas talvez sejam as influências mais diretas da arquitetura do antigo Império Romano.

A ausência de conhecimentos técnicos e dos cálculos necessários para, por exemplo, abobadar grandes edificações com materiais pesados como a pedra, levaram os arquitetos do período a grandes descobertas.

Decoração expressiva

Essas construções arquitetônicas eram decoradas com esculturas e pinturas que oscilavam entre efeitos calmos e severos à turbulências da excitação visionária.

A escultura, em especial, trouxe de volta aos trabalhos o senso de monumentalidade. As figuras retratadas são esbeltas e com deformações que realçam sua expressividade. Há vários exemplos de emprego do relevo.

A estilização e o alongamento de figuras são típicos da pintura romanesca.

Os afrescos, de colorido sóbrio e escuros, também costumam aparecer com freqüência. Não é, entretanto, regra geral. A Igreja de Santa Maria, em Tahul, apresenta a Virgem e a Criança com cores expressivas.

A ilustração de manuscrito é outra importante manifestação da pintura romanesca.

A decoração das grandes letras maiúsculas, capitulares, foi então bastante desenvolvida. No museu Britânico podem ser encontrados vários exemplares desses manuscritos.

Fonte: www.pitoresco.com.br

Arte Românica

Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros, tem início o período histórico conhecido por Idade Média. Na Idade Média a arte tem suas raízes na época conhecida como Paleocristã, trazendo modificações no comportamento humano, com o Cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito.

Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval.

A concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas. A igreja como representante de Deus na Terra, tinha poderes ilimitados.

ARQUITETURA

Arte Românica
Basílica de Santo Antonio de Pádua

Arte Românica
Igreja de Santa Maria de Ripoll, Gerona

No final dos séculos XI e XII, na Europa, surge a arte românica cuja a estrutura era semelhante às construções dos antigos romanos.

As características mais significativas da arquitetura românica são:

Abóbadas em substituição ao telhado das basílicas

Pilares maciços que sustentavam e das paredes espessas

Aberturas raras e estreitas usadas como janelas

Torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada

Arcos que são formados por 180 graus

A primeira coisa que chama a atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre grandes e sólidas.

Daí serem chamadas: fortalezas de Deus.

A explicação mais aceita para as formas volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente clerical.

A arte desse período passa, assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade.

A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em 1.174. Trata-se da Torre de Pisa que se inclinou porque, com o passar do tempo, o terreno cedeu.

Na Itália, diferente do resto da Europa, não apresenta formas pesadas, duras e primitivas.

PINTURA E ESCULTURA

Arte Românica
Frontal da Diocese de Urgell, Museu de Arte da Catalunha, Barcelona

Arte Românica
Frontal da San Quirico e Santa Júlita, Museu de Arte de Catalunha, Barcelona

Numa época em que poucas pessoas sabiam ler, a Igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores religiosos aos fiéis.

Não podemos estudá-las desassociadas da arquitetura.

pintura românica desenvolveu-se sobretudo nas grandes decorações murais, através da técnica do afresco, que originalmente era uma técnica de pintar sobre a parede úmida.

Os motivos usados pelos pintores eram de natureza religiosa.

As características essenciais da pintura românica foram a deformação e o colorismo. A deformação, na verdade, traduz os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam da realidade. A figura de Cristo, por exemplo, é sempre maior do que as outras que o cercam. O colorismo realizou-se no emprego de cores chapadas, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra, pois não havia a menor intenção de imitar a natureza.

Na porta, a área mais ocupada pelas esculturas era o tímpano, nome que recebe a parede semicircular que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta. Imitação de formas rudes, curtas ou alongadas, ausência de movimentos naturais.

MOSAICO

A técnica da decoração com mosaico, isto é, pequeninas pedras, de vários formatos e cores, que colocadas lado a lado vão formando o desenho, conheceu seu auge na época do românico. Usado desde a Antigüidade, é originária do Oriente onde a técnica bizantina utilizava o azul e dourado, para representar o próprio céu.

Fontewww.historiadaarte.com.br

Arte Românica

Arte Românica
Pantocrator de Sant Climent de Taüll

Palavra de origem a que significa etimologicamente "todo-poderoso" ou "onipotente".

Também possui variante com acento gráfico no segundo "a": pantocrátor.

Encontra-se várias vezes no em grego.

Provém de pan (tudo ou todo) e krátos (alto, em cima e, daí, governo, poder)

Para os cidadãos, a catedral representava o símbolo da unidade comunal, um ponto de referência em torno do qual se concentravam as novas forças sociais e econômicas.

Sendo dedicada a Deus, ela pertencia a todos que tinham ajudado a construí-la: pedreiros, mestres-de-obras, pintores, escultores, ourives, entalhadores e toda sorte de artistas e artesãos anônimos que haviam colaborado na sua edificação.

Com o termo românico são definidas as manifestações artísticas produzidas na Europa entre os séculos XI e XII.

Como o próprio nome indica, esse estilo, criado em plena Idade Média , descende do romano, embora possua características absolutamente próprias; um fenômeno semelhante observou-se, na época, em relação a diversos idiomas europeus:

As novas línguas (francês, italiano, espanhol, romeno e português), chamadas de românicas, partiam da mesma raiz latina, mas foram-se diferenciando e assumindo mecanismos próprios de vocabulário e de gramática.

Na arte romântica, a forma artística predominante é a arquitetura.

pintura, a escultura e as artes decorativas estão subordinadas à obra arquitetônica, a catedral, e tem a função de enriquecê-la e embeleza-la.

O plano típico do templo românico é a cruz latina, composta por uma nave (o eixo da cruz) e um transepto (o braço da cruz). Na parede da abside (espaço interno da cúpula), recortam-se absides menores (pequenas cúpulas chamadas absidíolas), que desembocam num corredor (deambulatório).

Os arcos e abóbadas, tão caros à arquitetura romana, foram adotados; como, porém, as junções entre eles e as paredes tendiam a alargar-se a empurrar para os lados os suportes que as sustentavam, a solução foi o escoramento por contrafortes. Estes quase sempre estão à vista, interna ou externamente.

A nave central é iluminada por janelas altas e as laterais recebem luz de janelas mais baixas.

O efeito mais evidente da construção românica é o "peso": paredes grossas, profusão de cúpulas, colunas e arco.

Mas essa arquitetura sólida não é absolutamente uniforme: o espírito românico encontra soluções sempre diferentes para cada região; e, mesmo sendo um estilo fundamentalmente europeu, não deixou de sofrer influências orientais, levadas para a Europa pelo cruzados.

No período românico a escultura cumpre apenas a função de preencher os espaços vazios dos elementos arquitetônicos e atenuar a sensação de opressão criada pelo "peso" do edifício.

Pode-se dizer, portanto, que a escultura é um complemento natural da arquitetura, adaptando-se a ela e servindo para decorar e "contar histórias".

Figuras humanas, monstros fantásticos, motivos geométricos e vegetais, cenas da vida de Cristo e dos santos estão presentes interna e externamente nas construções religiosas desse período.

Nas fachadas são comuns as representações do Apocalipse com anjos, bestas e demônios, compondo cenas que lembravam aos fiéis os perigos da tentação.

Os relevos, mais frequentes que as estatuas individuais, preenchem espaços ao redor dos porticos (entradas), aninham-se por sobre as pilastras, jorram das pias de água benta, adornam arcos, formam colunas, transfiguram-se em capitéis (parte superior das colunas), sempre se adaptando às linhas da escultura.

O românico francês, por exemplo, leva às últimas consequencias essa integracao: se a cena esculpida se desenrola num capitel, adquire as dimensões dele; se é representada numa coluna, assume sua verticalidade; se cobre um trecho de teto, ou o alto de uma porta, observa-se um grande cuidado no sentido de que as figuras não caiam no vazio.

A tendência é não deixar nenhum espaço sem imagem.

E as imagens cumprem rigorosamente suas funções decorativa e informativa: na escultura, os fiéis encontram o patrimônio iconográfico e episódios familiares de todo bom cristão.

Os relevos são tratados com extrema vivacidade, expressa ora no sentido rude e vigoroso da forma, ora através do frescor o da ingenuidade do tema. Trata-se, quase sempre, de obras anônimas, pois na época o artista ainda não havia se destacado do artesão.

pintura por sua vez, não chega a participar, como a arquitetura e a escultura, do efervescente clima de inovações, no período românico. Sobretudo na Itália, ela continua na penumbra das naves ou sob a luz tênue das cúpulas, evocando místicas presenças de tradição oriental (principalmente bizantina).

A pintura bizantina, porém, tinha certas características que acabaram limitanod o pintor românico: a cor era padronizada: as figuras, estáticas e solenes, eram quase sempre representadas de frente ou de perfil; não havia movimento e as imagens, sem profundidade, pareciam condenadas aos limites das duas dimensões.

Como não trabalhava observando a natureza, o artista românico não tinha um ponto de partida que lhe pudesse sugerir como tratar a cor, o movimento ou a profundidade.

Talvez isso explique por que o românico valoriza tanto a escultura: as dimensões espaciais dadas pela pedra facilitam a representação de um acontecimento em três dimensões, permitindo que os corpos se exprimam pelo movimento.

Assim, salvo raras tentativas, a pintura românica está mais bem representada pelas iluminuras, pequenos desenho coloridos que complementam um texto escrito, quase sempre de caráter religioso.

Na pintura românica, além da iluminura, empregavam-se praticamente duas técnicas: ou se pintava sobre a parede recoberta de uma camada de argamassa fresca, o afresco, ou sobre uma superfície de madeira.

Neste caso, as tábuas ficavam quase sempre atrás do altar, sendo por isso chamadas de retábulos (do latim retratabulum).

Fontewww.portaldarte.com.br

Arte Românica

arte românica, desenvolveu-se desde o século XI até o início do século XIII, período caracterizado pela crise do sistema feudal. No entanto, a Igreja ainda conservava grande poder e influência, determinando a produção cultural e artística desse período, cuja representação típica são as basílicas.

Arte Românica
Castelo Medieval

O termo "Românico" é uma referência às influências da cultura do Império Romano, que havia dominado durante séculos quase toda a Europa Ocidental, porém, essa unidade já há muito havia sido rompida, desde a invasão dos povos bárbaros.

Apesar de línguas e tradições diferenciadas nas várias regiões européias, e da fragmentação do poder entre os senhores feudais, o elemento religioso manteve a idéia de unidade na Europa e a arte Românica reforça essa unidade.

Há que se considerar que neste período havia uma forte ingerência do poder político sobre a estrutura religiosa, determinada a partir do Sacro Império Romano Germânico, sendo que ao mesmo tempo iniciou-se um movimento de reação à investidura leiga, partindo principalmente dos mosteiros, que tenderam a se fortalecer.

Esse foi ainda um período de início do desenvolvimento comercial e de peregrinações, favorecendo a difusão dos novos modelos.

ESCULTURAS

escultura românica esta diretamente associada à arquitetura, as estátuas-colunas, e que desenvolve-se nos relevos de pórticos e arcadas.

escultura desenvolveu-se com um caráter ornamental, onde o espaço em branco dos frisos, capitéis e pórticos é coberto por uma profusão de figuras apresentadas de frente e com as costas grudadas na parede. As imagens encontradas são as mais diversas, desde representações do demônio, até personagens do Velho Testamento.

Arte Românica
Capitel: escultura na parte superior das colunas

O corpo desaparece sob as inúmeras camadas de dobras angulosas e afiladas das vestes. As figuras humanas se alternam com as de animais fantásticos, e mesmo com elementos vegetais. No entanto, a temática das cenas representadas é religiosa. Isso se deve ao fato de que os relevos, além de decorar a fachada, tinham uma função didática, já que eram organizados em faixas, lidas da direita para a esquerda.

Devemos mencionar também o desenvolvimento da ourivesaria durante esse período.

A exemplo da escultura e da pintura, essa arte teve um caráter religioso, tendo por isso se voltado para a fabricação de objetos como relicários, cruzes, estatuetas, Bíblias e para a decoração de altares.

O desenvolvimento da ourivesaria esta associado diretamente às relíquias, uma vez que as Igrejas ou mosteiros que possuíam as relíquias com o poder de realizarem milagres eram objeto de maior peregrinação, atraindo não só fiéis, mas ofertas.

PINTURA

pintura Românica teve pequena expressão. Em alguns casos, as cúpulas das igrejas possuíam pinturas murais de desenho cujos temas mais freqüentes abordavam cenas retiradas do Antigo e do Novo Testamento e da vida de santos e mártires, repletas de sugestões de exemplos edificantes

Arte Românica

O Imperador Carlos Magno

Destaca-se o desenvolvimento das Iluminuras, arte que alia a ilustração e a ornamentação, muito utilizada em antigos manuscritos, ocupando normalmente as margens, como barras laterais, na forma de molduras

Fonte: www.historianet.com.br

Arte Românica

ARTE ROMÂNICA – SÉCULOS XI, XII

BREVE CONTEXTO HISTÓRICO

Homem marginalizado do saber científico e artístico;

DEUS era o centro do universo – Grande Religiosidade – o temor a Deus;

Cultuava os santos, as relíquias e as peregrinações para lugares santos;

Surge no sul da França e espalha para a Europa.

ARQUITETURA

A basílica bizantina dá lugar à CATEDRAL ROMÂNICA.

Planta em forma de cruz latina.

Paredes grossas e maciças para sustentar os pesados arcos e abóbadas.

Surge o CAMPANÁRIO (onde se situa o sino).

Mosteiros – os centros de civilização e cultura. Com templos, campanários, oficinas, quartos, claustros, etc.

Igrejas sempre muito grandes (FORTALEZAS DE DEUS) e com aberturas raras e estreitas usadas como janelas.

Grande maioria feitas com pedras.

Interior das igrejas e mosteiros mal iluminados.

Torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada.

Arco romano ou de meio ponto que são formados por 180 graus.

Capitel (base de sustentação das edificações e dos arcos) sempre com cenas bíblicas ou figuras monstruosas.

CAPITEL
Com diversos motivos: vegetais, animais, cenas bíblicas e figuras monstruosas.

Planta em forma de cruz latina

Arte Românica

Arte Românica

Pedras maciças em algumas regiões da Europa - Mármore

Igrejas sempre muito grandes (FORTALEZAS DE DEUS) e com aberturas raras e estreitas usadas como janelas.

Arte Românica
Mosteiro - Espanha

Arte Românica
Igreja de São Pedro de Rates - Itália

Arte Românica
Igreja de Saint Sernin - França

ESCULTURA

Escultura em RELEVOS.

TÍMPANOS - Portal das Igrejas moldurado com relevos.

Antes do homem medieval entrar na casa do Senhor, deparou-se com o que há de mais assustador: o fim do mundo.

O juízo final é o tem das esculturas nos portais românicos.

Arte Românica
Dragão devorando um homem - França

PINTURA

AFRESCOS (tinta e argamassa) em paredes e tetos.

Temas bíblicos.

ILUMINURAS – para ilustrar livros e manuscritos com cenas Bíblicas.

Cristo sempre MAIOR que outras figuras.

Arte Românica
AFRESCO - Catedral de Orvieto - Itália

Arte Românica
Iluminuras

Fabrício Gontijo

Fontepatriciogontijo.com.br

Arte Românica

A arte era produzida nas oficinas, no governo de Carlos Magno e, com isso, um novo estilo chamado de Românico, começou a surgir, nos séculos XI e XII, na Europa.

Características:

Na época, era utilizado a abóbada, dois pilares e paredes grossas com pequenas aberturas (janelas).

Leveza e repouso originários das construções. Algumas davam a impressão de se estar no céu.

As igrejas românicas são grandes e sólidas e, por esse motivo, eram chamadas de fortaleza de Deus.

Eram nessas igrejas que os peregrinos, que percorriam grandes distâncias para se chegar ao santuário desejado se hospedavam. Os mais procurados se encontravam em Jerusalém, Roma e Santiago de Compostela, na Espanha. Um dos pontos de parada era a basílica de Saint-Sernin, na cidade de Toulouse, uma das paradas obrigatórias para aqueles que iriam para Santiago de Compostela. Sua arquitetura, a base é representada por uma cruz e no cruzamento entre os eixos se encontra uma torre elevada.

Na arquitetura

Havia dois estilos que se destacavam:

Abóbada de berço – um semicírculo simples, chamado de arco pleno, que era ampliado pelas paredes. Suas desvantagens eram a pouca luminosidade, por causa das janelas pequenas, o excesso de peso do teto, provocava desabamentos e era impossível a abertura de grandes vãos.

Abóbada de arestas – criada para superar o estilo anterior, essa abóbada possui uma insterseção, em âgulo reto, de duas abóbadas de berço apoiadas sobre pilares. Com esse estilo de abóbada não havia mais o problema da má iluminação e do peso do teto.

No Ocidente, não foram construídas grandes cidades. As pessoas preferiam a vida nos campos, nos vilarejos e nesses locais eram construídas as igrejas. Como o poder não vinha mais da nobreza, nesse período, a igreja que fazia a produção dos trabalhos artísticos.

Nessa época, havia muitos analfabetos e através das pinturas e esculturas feitas nas igrejas, as pessoas podiam entender um pouco das histórias bíblicas e comunicá-las a outros fiéis.

Em 910, um movimento de reforma se estendeu dos séculos XI e XII, na cidade de Cluny uma abadia de beneditinos (a maior igreja do período). Havia mais de mil mosteiros espalhados no final do século XII.

No século XVIII, a abadia foi quase totalmente destruída. Os religiosos da ordem de Cluny desenvolveram várias obras que podem ser apreciadas nos mosteiros. Um exemplo disso é o mosteiro de Saint-Pierre, em Moissac. Nele existem esculturas e colunas que marcam o estilo românico, sendo o local onde se encontra um dos mais bonitos portais românicos.

Arte Românica
Afresco

Na Itália, a arquitetura e a pintura fizeram história. Com a influência greco-romana na arquitetura, os artistas a tornaram mais leve e delicada, diferente da imponência nos outros lugares. Um grande exemplo é o conjunto da catedral de Pisa, onde se localiza a famosa Torre de Pisa. O prédio se iniciou em 1063 e sua planta tem forma de cruz.

Na pintura, era utilizada a técnica do afresco, que consiste na pintura sobre a parede úmida.

A arquitetura românica, com seus grandes espaços, propiciava a presença da pintura chamada também de mural. Eram pintadas ilustrações dos livros religiosos, em conventos, mosteiros e igrejas, sobre a criação do universo e do homem. Esse tipo de pintura praticamente não possuía nada profano. Suas principais características são a deformação, em que eram expressos os sentimentos religiosos e a interpretação dos artistas sobre a realidade, e o colorismo, cores chapadas, meios-tons, jogos de luz e sombras.

Fonte: historia-da-arte.info

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