Iniciado no fim do século XIX por artistas plásticos alemães, alcançou o auge entre 1910 e 1920.
O principal precursor do movimento é o pintor holandês Vicent van Gogh, criador de obras de pinceladas marcadas, cores fortes, traços expressivos, formas contorcidas e dramáticas. E foi em 1911, numa referência de um crítico em sua obra que o estilo passa assim a ser chamado.
O movimento foi fundado pelo grupo de Die Brucke, na Alemanha, em 1905 no período que compreende as duas grandes guerras mundiais e que portanto, reflete a angústia de após a 1a. Guerra e o período que antecede a 2a. Guerra. Assim, as obras de arte expressionistas mostram o estado psicológico e as denúncias sociais de uma sociedade que se considerava doente e na carência de um mundo melhor.
Teve maior expressividade na pintura, sendo dramática, subjetiva, com cores puras e simples, com intenso movimento e ritmo nas formas acentuando o exagero do real. A composição expressa um caráter extremamente tenso das emoções humanas e pode ser visto como uma reação ao impressionismo, que apenas se preocupava com as sensações de luz e cor. Edward Munch (1863-1944) é um dos expoentes do movimento.
Dá forma plástica ao amor, ciúme, a miséria, a angústia, a dor.
Predomínio dos valores emocionais sobre os intelectuais
Cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas
Dinamismo improvisado, abrupto, inesperado
Pasta grossa, áspera
Técnica violenta: o pincel ou a espátula faz e refaz empastando ou provocando explosões
Preferência pelo patético, trágico e sombrio.
Mas o termo expressionismo pode ser aplicado em qualquer momento da história da arte para designar a obra que abandona as idéias tradicionais e distorce a realidade de forma a expressar a emoção ou a visão interior do artista, deformando intencionalmente as imagens visuais pois importa os sentimentos e as reações humanas diante dos fatos da vida.
Pode-se dizer que o Expressionismo foi mais que uma forma de expressão, ele foi uma atitude em prol dos valores humanos num momento em que politicamente isto era o que menos interessava.
Fonte: www.she.art.br
Nas artes visuais, literárias, e performáticas, o expressionismo foi um movimento ou tendência que se esforçou para expressar sentimentos subjetivos e emoções em lugar de descrever a realidade ou a natureza objetivamente. Desenvolveu-se como uma reação contra os padrões acadêmicos que então prevaleciam na Europa, particularmente nas academias de arte francesas e alemãs. No expressionismo o artista tenta apresentar uma experiência emocional em sua forma mais constrangedora. Ele não se preocupa com o modo como a realidade aparece, mas sim com sua natureza interna e com as emoções despertadas pelo tema. Para alcançar estes fins, o tema é freqüentemente caricaturado, exagerado e distorcido, ou mesmo alterado para acentuar a experiência emocional em seu mais intenso e concentrado aspecto.
São achados rastros do expressionismo na arte de quase todos os países. Parte da arte chinesa e japonesa enfatiza as qualidades essenciais do tema em lugar de seu aparecimento físico. Os pintores e escultores de Europa medieval exageravam seu trabalho nas catedrais góticas e românicas, na tentativa de intensificar a expressividade espiritual dos temas. Também são achadas intensas emoções de religiosidade expressas através da distorção nos trabalhos oitocentistas do pintor espanhol El Greco e do pintor alemão Matthias Grünewald. No final do século XIX e início do século XX o pintor holandês Vincent Van Gogh, o artista francês Paul Gauguin, e o pintor norueguês Edvard Munch usavam cores violentas e linhas exageradas para obter intensa expressão emocional.
O grupo expressionista mais importante no século XX foi o da escola alemã. O movimento teve origem com os pintores Ernst Ludwig Kirchner, Erich Heckel (1883-1970), e Karl Schmidt-Rottluff que em 1905 organizaram um grupo em Dresdem chamado Die Brucke (A Ponte). Estes artistas foram reunidos em 1906 por Emil Nolde e Max Pechstein e em 1910 por Otto Muller (1874-1930). Em 1912 o grupo exibiu pinturas junto com um grupo de Munich que se chamou Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). Este último também incluía os pintores alemães Franz Marc, August Macke (1887-1914), e Heinrich Campendonk (1889-1957), o suíço Paul Klee, e o russo Wassily Kandinsky. Esta fase do expressionismo na Alemanha foi marcada pela exposição consciente de emoções e uma sensação exaltada das possibilidades do conteúdo expressivo da pintura. O Die Brucke foi dissolvido em 1913, e a Primeira Guerra Mundial deteve a maior parte da atividade de grupo. Os fauves (veja Fauvismo) na França, como também o pintor francês Georges Braque e o espanhol Pablo Picasso, a um certo período de seu desenvolvimento, foram influenciados pelo expressionismo.
Um outro grupo do expressionismo alemão foi chamado de Die Neue Sachlichkeit (A Nova Objetividade), tendo crescido a partir da desilusão causada pela Primeira Guerra Mundial. Fundado por Otto Dix e George Grosz, foi caracterizado tanto por uma preocupação com as verdades sociais como por uma atitude de amargura, satírica e cheia de cinismo. Enquanto isso, o expressionismo tinha se tornado um movimento internacional, e pode ser percebida a influência dos expressionistas alemães nos trabalhos como o do austríaco Oskar Kokoschka, o dos franceses Georges Rouault, Chaim Soutine (nascido na Lituânia), Jules Pascin (nascido na Bulgária - 1885-1930), e do americano Max Weber.
Movimento artístico surgido nos Estados Unidos, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Os expressionistas abstratos, como Mark Rothko, Willem de Kooning, Franz Kline, e Jackson Pollock tentaram transmitir emoções básicas através de cores violentas, formas corajosas, e métodos espontâneos de gotejar e arremessar a tinta sobre a tela, resultando em quadros onde os temas principais não são objetivamente reconhecíveis.
A escultura expressionista tem suas raízes no trabalho do escultor francês dezenovista Auguste Rodin, que expressou os estados internos de seus temas dentro de certas técnicas de representação. Ele influenciou o trabalho de seu assistente, Antoine Bourdelle, e do escultor iugoslavo Ivan MeStrovic, assim como o do inglês Jacob Epstein, do alemão Ernst Barlach, e do italiano Alberto Giacometti. Toda a obra destes artistas expressou-se na figura humana, envolvendo várias formas de distorção, com exagero e alongamentos.
Os objetivos do expressionismo na literatura, notavelmente no romance e no teatro, são semelhantes àqueles expressos nas artes visuais. Os personagens e cenas são apresentados de modo estilizado, torcidos, com o intuito de produzir choque emocional. O pintor alemão Alfred Kubin (1877-1959), um sócio de Der Blaue Reiter, escreveu um dos romances fundantes do expressionismo, Die Andere Seite (O Outro Lado). Ele mostrou uma influência profunda no novelista austríaco Franz Kafka e sobre outros escritores. Os dramaturgos do início do expressionismo, o sueco August Strindberg e o alemão Frank Wedekind, mostraram uma influência internacional em dramaturgos mais contemporâneos, inclusive os alemães Georg Kaiser e Ernst Toller, o tcheco Karel Capek, e os americanos Eugene O'Neill e Elmer Rice.
O teatro expressionista deu lugar a uma aproximação nova para a interpretação, a cenografia e a direção. O objetivo era criar um quadro de cena totalmente unificado, que aumentaria o impacto emocional da produção sobre a audiência. Entre os diretores mais proeminentes do teatro expressionista estavam os alemães Max Reinhardt e Erwin Piscator (1893-1966) e o russo Vsevolod Meyerhold. Cenógrafos como o inglês Edward Henry Gordon Craig e o americano Robert Edmond Jones (1887-1954) usavam técnicas semelhantes às dos pintores expressionistas, para proporcionar uma excitação visual que correspondesse ao texto teatral. A pintura e o teatro expressionistas também influenciaram o cinema, como pode ser visto nos filmes alemães O Gabinete de Dr. Caligari (1919), com suas perspectivas de cenas noturnas e sombrias e maquiagem pesada, e O Último Riso (1924), notável para o uso brilhante de iluminação e ângulos de fotografia inusitados para carregar a história amarga.
O expressionismo, na música, especialmente no período do Entre Guerras, deu voz às ansiedades, terrores internos, e cinismo de vida humana no século XX, através de uma emotividade intensa, traduzindo-se em obras musicalmente complexas, e cuidadosamente estruturadas. Foram quebradas as técnicas convencionais, e evitadas belas harmonias, em favor de um som dissonante, complexo, usado com grande força. A música era, freqüentemente, atonal, ou distorcia a tonalidade tradicional. A polifonia (estrutura de linhas melódicas sobrepostas) era freqüentemente densa, e a melodia, na sensação tradicional, quase sempre irreconhecível.
Podem ser vistas as raízes da música expressionista em compositores românticos do século XIX, como o alemão Richard Wagner, e também nos pós-românticos, como o austríaco Gustav Mahler. Os exemplos podem incluir ainda duas óperas do alemão Richard Strauss, Elektra (1909) e Salomé (1905); certos trabalhos do austríaco Arnold Schoenberg, inclusive a cena dramática Erwartung (Ansiedade, 1909) e o ciclo de canções Pierrot Lunaire (1912); as óperas do austríaco Alban Berg, Wozzeck (1921) e Lulu (1935). Outros compositores com elementos expressionistas incluem o alemão Paul Hindemith, o húngaro Bela Bartok, e o russo Sergei Prokofiev.
Fonte: www.geocities.com