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Fauvismo

Fauvismo

Em 1905, em Paris, durante a realização do Salão de Outono, alguns jovens pintores foram chamados pelo crítico Loius Vauxcelles de fauves, que em português significa "feras", por causa da intensidade com que usavam as cores puras, sem misturá-las ou matizá-las.

Dois princípios regem esse movimento artístico: a simplificação das formas das figuras e o emprego das cores puras.

Por isso, as figuras fauvistas são apenas sugeridas e não representadas realisticamente pelo pintor. Da mesma forma, as cores não são as da realidade. Elas resultam de uma escolha arbitrária do artista e são usadas puras, tal como estão no tubo de tinta. O pintor não as torna mais suaves nem cria gradação de tons.

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É certo que os fauvistas, tais como André Derain (1880-1954), Maurice de Vlaminck (1876-1958), Othon Friez (1879-1949) e Henri Matisse (1869-1954), não foram aceitos quando apresentaram suas obras.Dos pintores fauvistas, Matisse foi, sem dúvida, a maior expressão.

Sua característica mais forte é a despreocupação com o realismo, tanto em relação às formas das figuras quanto em relação às cores.

Por exemplo "Natureza morta com peixes vermelhos", pintado em 1911, podemos observar que o importante para Matisse é que as figuras - tais como a mulher, o aquário, o vaso com flores e a pequena estante - uma vez associadas compõem um todo orgânico. Mas esse objetivo não era procurado apenas pela associação das figuras. As cores puras e estendidas em grandes campos, como o azul, o amarelo e o vermelho, são também fundamentais para a organização da composição.

Fonte: www.ciaarte2.hpgvip.com.br

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“Fauves” (feras) foi a palavra utilizada pelo crítico de arte Louis Vauxcelles para caracterizar um grupo de jovens pintores que expuseram em conjunto pela primeira vez no Salon d’Automne de 1905, em Paris. Os quadros estavam agrupados numa sala a que Vauxcelles chamou “cage aux fauves” (a jaula das feras).

Esta designação advém da violenta utilização das cores de um modo não realista e arbitrário e ainda de uma execução pictórica aparentemente grosseira.

Entre os membros originais do grupo estavam Henri Matisse, normalmente considerado o seu mentor, André Derain, Marquet, Vlaminck e Dufy. O termo foi mais tarde aplicado a outros artistas como Rouault e Van Dongen. Georges Braque aderiu ao movimento de forma passageira.

Os Fauves mantiveram-se ativos como grupo de Avant-Garde de 1905 a 1908, seguindo depois caminhos diferentes.

Os exemplos de Gaugin e Van Gogh foram importantes para a formação deste movimento, bem como o ensino leccionado na Escola Superior de Belas-Artes, por Gustave Moreau (ver Simbolismo) que afirmava aos seus alunos (entre outros, Matisse, Marquet e Rouault):

“Não acredito na realidade nem daquilo que vejo nem daquilo que toco, mas unicamente na do meu sentimento interior; a Arte é a busca incessante e obstinada, por meios plásticos, daquilo que vocês podem ter no coração e no espírito; vão ao museu ver os antigos e compreendê-los, ou seja, discernir as qualidades pelas quais se afirmaram mestres, e que são o estilo, a matéria, o arabesco, a transformação imaginária da cor”.

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Vlamink 1925

Os Fauves eram deliberadamente antiacadémicos, desrespeitando a composição e proporção convencionais, utilizavam cores berrantes e expressivas em tons saturados e por vezes, contornando as áreas coloridas.

O Fauvismo tudo procurou exprimir, essencialmente através de composições de cores saturadas e principalmente pelo sentimento e a reflexão do artista frente ao espetáculo da Natureza, considerada como temática a desenvolver e não a imitar formalmente.

O Fauvismo mostra afinidades com o Expressionismo alemão, de que é precursor direto.

A data de 1905 é considerada geralmente como marcando o inicio do Modernismo (ou Movimento Moderno).

Fonte: www.esec-josefa-obidos.rcts.pt

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