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Fauvismo

 

Em 1905, em Paris, durante a realização do Salão de Outono, alguns jovens pintores foram chamados pelo crítico Loius Vauxcelles de fauves, que em português significa "feras", por causa da intensidade com que usavam as cores puras, sem misturá-las ou matizá-las.

Dois princípios regem esse movimento sartístico: a simplificação das formas das figuras e o emprego das cores puras.

Por isso, as figuras fauvistas são apenas sugeridas e não representadas realisticamente pelo pintor.

Da mesma forma, as cores não são as da realidade.

Elas resultam de uma escolha arbitrária do artista e são usadas puras, tal como estão no tubo de tinta.

O pintor não as torna mais suaves nem cria gradação de tons.

Fauvismo

Fauvismo

É certo que os fauvistas, tais como André Derain (1880-1954), Maurice de Vlaminck (1876-1958), Othon Friez (1879-1949) e Henri Matisse (1869-1954), não foram aceitos quando apresentaram suas obras.Dos pintores fauvistas, Matisse foi, sem dúvida, a maior expressão.

Sua característica mais forte é a despreocupação com o realismo, tanto em relação às formas das figuras quanto em relação às cores.

Por exemplo "Natureza morta com peixes vermelhos", pintado em 1911, podemos observar que o importante para Matisse é que as figuras - tais como a mulher, o aquário, o vaso com flores e a pequena estante - uma vez associadas compõem um todo orgânico. Mas esse objetivo não era procurado apenas pela associação das figuras. As cores puras e estendidas em grandes campos, como o azul, o amarelo e o vermelho, são também fundamentais para a organização da composição.

Fonte: www.ciaarte2.hpgvip.com.br

Fauvismo

“Fauves” (feras) foi a palavra utilizada pelo crítico de arte Louis Vauxcelles para caracterizar um grupo de jovens pintores que expuseram em conjunto pela primeira vez no Salon d’Automne de 1905, em Paris. Os quadros estavam agrupados numa sala a que Vauxcelles chamou “cage aux fauves” (a jaula das feras).

Esta designação advém da violenta utilização das cores de um modo não realista e arbitrário e ainda de uma execução pictórica aparentemente grosseira.

Entre os membros originais do grupo estavam Henri Matisse, normalmente considerado o seu mentor, André Derain, Marquet, Vlaminck e Dufy. O termo foi mais tarde aplicado a outros artistas como Rouault e Van Dongen. Georges Braque aderiu ao movimentode forma passageira.

Os Fauves mantiveram-se ativos como grupo de Avant-Garde de 1905 a 1908, seguindo depois caminhos diferentes.

Os exemplos de Gaugin e Van Gogh foram importantes para a formação deste movimento, bem como o ensino leccionado na Escola Superior de Belas-Artes, por Gustave Moreau (ver Simbolismo) que afirmava aos seus alunos (entre outros, Matisse, Marquet e Rouault):

“Não acredito na realidade nem daquilo que vejo nem daquilo que toco, mas unicamente na do meu sentimento interior; a Arte é a busca incessante e obstinada, por meios plásticos, daquilo que vocês podem ter no coração e no espírito; vão ao museu ver os antigos e compreendê-los, ou seja, discernir as qualidades pelas quais se afirmaram mestres, e que são o estilo, a matéria, o arabesco, a transformação imaginária da cor”.

Fauvismo
Vlamink 1925

Os Fauves eram deliberadamente antiacadémicos, desrespeitando a composição e proporção convencionais, utilizavam cores berrantes e expressivas em tons saturados e por vezes, contornando as áreas coloridas.

Fauvismo tudo procurou exprimir, essencialmente através de composições de cores saturadas e principalmente pelo sentimento e a reflexão do artista frente ao espetáculo da Natureza, considerada como temática a desenvolver e não a imitar formalmente.

Fauvismo mostra afinidades com o Expressionismo alemão, de que é precursor direto.

A data de 1905 é considerada geralmente como marcando o inicio do Modernismo (ou Movimento Moderno).

Fonte: www.esec-josefa-obidos.rcts.pt

Fauvismo

Quase paralelamente ao movimento Expressionista, nascia em 1905, durante a realização do Salão de Outono em Paris, o movimento Fauvista.

Alguns jovens pintores foram chamados pelo crítico Louis Vauxcelle, de fauves que significa “feras”, por causa da intensidade com que usavam as cores puras, sem misturá-las ou matizá-las.

As características do movimento fauvista são: a simplificação das formas das figuras e o emprego das cores puras. Por isso, as figuras fauvistas são apenas sugeridas e não representadas, e as cores não são as da realidade. Elas resultam de uma escolha arbitrária do artista e são usadas puras, tal como estão no tubo de tinta.

Participaram do movimento Fauvista os pintores, Henri Matisse (1869-1954), Maurice de Vlaminck (1876-1958), André Derain (1880-1954) e Othon Friesz (1879-1949), e foram eles os responsáveis pelo gosto do uso de cores puras, que estão nos inúmeros objetos e peças de vestuário, atualmente em nosso cotidiano.

Henri Matisse foi a maior expressão entre os pintores fauvistas, caracterizando sua obra a despreocupação com o realismo, em relação às formas das figuras e às cores, as coisas representadas são menos importantes do que a maneira de representá-las.

Fauvismo
Natureza-morta com Peixes Vermelhos

No quadro Natureza-morta com Peixes Vermelhos, observamos que o importante para Matisse é que as figuras (mulher, aquário, vaso com flores e estante), associadas compõem um todo. As cores puras e estendidas em grandes campos, como o azul, o amarelo e o vermelho, são também fundamentais para a organização da composição.

Fonte: www.coisaetal.maxiweb.com.br

Fauvismo

Ao contrário de outras vanguardas que povoam a cena européia entre fins do século XIX e a 1ª Guerra Mundial, o fauvismo não é uma escola com teorias, manifestos ou programa definido. Para boa parte dos artistas que adere ao novo estilo expressivo - com forte presença na França entre 1905 e 1907 -, o fauvismo representa sobretudo uma fase em suas obras. Falar em vida curta e em organização informal de pintores em torno de questões semelhantes, não significa minimizar as inovações trazidas à luz pelos fauves ('feras'). O grupo, sob a liderança de Henri Matisse (1869-1954), tem como eixo comum a exploração das amplas possibilidades colocadas pela utilização da cor. A liberdade com que usam tons puros, nunca mesclados, manipulando-os arbitrariamente, longe de preocupações com verossimilhança, dá origem a superfícies planas, sem claros-escuros ilusionistas. As pincelas nítidas constroem espaços que são, antes de mais nada, zonas lisas, iluminadas pelos vermelhos, azuis e alaranjados.

Como afirma Matisse a respeito de A Dança (1910): "para o céu um belo azul, o mais azul dos azuis, e o mesmo vale para o verde da terra, para o vermelhão vibrante dos corpos".

Os fauvistas fazem sua primeira aparição pública no Salão de Outono, em Paris, 1905. No ano seguinte, no Salão dos Independentes, o crítico Louis Vauxcelles batiza-os de fauves (feras, em francês) em função da utilização de cores fortes e intensas.

O grupo reúne diversos pintores: Albert Marquet (1875-1947), reconhecido como desenhista; André Derain (1880-1954), autor com Matisse de paisagens de Collioure, em 1905; Maurice de Vlaminck (1876-1958), responsável por vibrantes paisagens, construídas, de modo geral, com aplicação de tinta diretamente do tubo sobre a tela; Raoul Dufy (1877-1953), que do impressionismo se converte aofauvismo por influência de Matisse; Georges Rouault (1871-1958), adepto do novo estilo, embora não faça uso das cores brilhantes em suas prostitutas e palhaços.

Gravitam ainda em torno das propostas fauvistas: Georges Braque (1882-1963), Othon Friesz (1879-1949), Henri Charles Manguin (1874-1949), Charles Camoin (1879-1965), Jean Puy (1876-1960), Louis Valtat (1869-1952), Kees van Dongen (1877-1968) etc.

Antecipações da nova forma expressiva podem ser encontradas na retrospectiva de Vincent van Gogh (1853-1890), de 1901; nas duas mostras de Paul Gauguin (1848-1903), em 1904 e 1906; nas exposições de arte islâmica e do primitivismo francês (1903 e 1904), e também nas viagens realizadas por Matisse, em 1904 e 1905, quando explora o potencial da cor nas paisagens meridionais, fora do registro descritivo tradicional.

O entusiasmo pela arte primitiva, a retomada do neo-impressionismo de Van Gogh e Gauguin e a defesa da arte como expressão de estados psíquicos, de impulsos e paixões individuais - contra o registro impressionista da natureza por meio de sensações visuais imediatas -, aproxima o fauvismo do expressionismo alemão, organizado no mesmo ano de 1905 no Die Brücke ('A ponte'). Se isso é verdade (e o fauvismo francês teve, como sabido, grande impacto no movimento alemão), é possível observar derivas diversas nas duas produções de talhe expressionista. Distantes do acento dramático e das figuras distorcidas, caros aos alemães, os pintores franceses elegem a cor, a luz, os cenários decorativos e a expressão da alegria, ao invés da dor e da angústia. Alegria de Viver, de Matisse, 1906, evidencia traços essenciais da atitude estética fauvista. A cena, quase idílica, tematiza a comunhão dos homens com a natureza e o amor, que a liberdade dos corpos nus, o movimento sinuoso das linhas e as cores límpidas expressam. O lirismo da tela e seu feitio decorativo serão explorados pelo pintor, não apenas nas paisagens, mas também nas cenas interiores que realizou. A arte de Matisse é feita para decorar, indica o crítico italiano G.C. Argan, mas "não os templos, o palácio real e a casa dos senhores, e sim a vida dos homens".

O advento do cubismo em 1907, com o célebre quadro de Pablo Picasso (1881-1973), Les Demoiselles d'Avignon, marca a crise dofauvismo.

Se o cubismo partilha com o fauvismo a idéia de que o quadro é uma estrutura autônoma - ele não representa a realidade, mas é uma realidade própria -, as pesquisas cubistas caminham em direção diversa, rumo à construção de espaços por meio de volumes, da decomposição de planos e das colagens. O interesse pela arte primitiva poderia ser considerado outro ponto de contato entre fauvistas e cubistas, mas ele representa, na verdade, mais um afastamento entre os movimentos.

Enquanto os fauves, assim como os expressionistas em geral, vêem na arte primitiva a expressão de uma certa condição natural do homem, Picasso recupera as máscaras africanas como formas libertas de qualquer contexto.

O cubismo está na raiz da arte abstrata e dos construtivismos de modo geral. Os fauvistas, por sua vez, estão na origem dosmovimentos expressionistas europeus, que irão repercutir na arte do anos de 1950 e 1960, a partir do expressionismo abstrato. No Brasil, parece difícil localizar influências especificamente fauvistas embora alguns desses artistas puderam ser vistos na exposição de arte francesa realizada em São Paulo em 1913, no Liceu de Artes e Ofícios. Mais fácil, talvez, pensar em impacto de tendências expressionistas entre nós, por exemplo na produção dos anos 1915-16 de Anita Malfatti (1889-1964) - em trabalhos como O Japonês, A Estudante Russa e A Boba -, na dicção expressionista de parte da obra Lasar Segall (1891-1957), ou ainda em Oswaldo Goeldi (1895-1961). Flávio de Carvalho (1899-1973) e Iberê Camargo (1914-1994) exemplificam novas possibilidades abertas pela sintaxe expressionista entre nós.

Referências

BEHR, Shulamith. Expressionismo. Tradução Rodrigo Lacerda. São Paulo: Cosac & Naify, 2000. (Movimentos da arte moderna). 
THOMSON, Belinda. Pós-Impressionismo. Tradução Cristina Fino. São Paulo: Cosac & Naify, 1999. (Movimentos da arte moderna).

Fonte: www.itaucultural.org.br

Fauvismo

Esta corrente, Fauvismo, constituiu a primeira vaga de assalto da arte moderna propriamente dita. Em 1905, em Paris, no Salon d’Automne, ao entrar na sala onde estavam expostas obras de autores pouco conhecidos, Henri Matisse, Georges Rouault, André Derain, Maurice de Vlaminck, entre outros, o crítico Louis de Vauxcelles julgou-se entre as feras (fauves).

As telas que se encontravam na sala eram, de fato, estranhas, selvagens: uma exuberância da cor, aplicada aparentemente de forma arbitrária, tornava as obras chocantes.

Caracteriza-se pela importância que é dada à cor pura, sendo a linha apenas um marco diferenciador de cada uma das formas apresentadas. A técnica consiste em fazer desaparecer o desenho sob violentos jatos de cor, de luz, de sol.

Fauvismo
Fauvismo

Características fundamentais

Primado da cor sobre as formas: a cor é vista como um meio de expressão íntimo

Desenvolve-se em grandes manchas de cor que delimitam planos, onde a ilusão da terceira dimensão se perde

A cor aparece pura, sem sombreados, fazendo salientar os contrastes, com pinceladas diretas e emotivas

Autonomiza-se do real, pois a arte deve refletir a verdade inerente, que deve desenvencilhar-se da aparência exterior do objeto

A temática não é relevante, não tendo qualquer conotação social, política ou outra.

Os planos de cor estão divididos, no rosto, por uma risca verde. Do lado esquerdo, a face amarela destaca-se mais do fundo vermelho, enquanto que a outra metade, mais rosada, se planifica e retrai para o nível do fundo em cor verde. Paralelos semelhantes podemos ainda encontrar na relação entre o vestido vermelho e as cores utilizadas no fundo.

A obra de arte nasce, por isso, autónoma em relação ao objeto que a motivou.dos temas mais característicos do autor, onde sobressaem os padrões decorativos.

A linguagem é plana, as cores são alegres, vivas e brilhantes, perfeitamente harmonizadas, não simulando profundidade, em total respeito pela bidimensionalidade da tela.

A cor é o elemento dominante de todo o rosto. Esta é aplicada de forma violenta, intuitiva, em pinceladas grossas, empastadas e espontâneas, emprestando ao conjunto uma rudeza e agressividade juvenis.

Estudo dos efeitos de diferentes luminosidades, anulando ou distinguindo efeitos de profundidade.

Fonte: cultura.portaldomovimento.com

Fauvismo

Nos primeiros anos do século XX, um grupo de artistas passou a usar a cor como o elemento mais importante da obra de arte.

Foi um estilo de arte que se desenvolveu a partir do expressionismo e usava cores fortes, sem matizes e formas distorcidas.

Um crítico usou pela primeira vez o termo Les Fauves (as feras) em 1905, Salão de Outono de Paris, referindo-se a um grupo de artistas que usavam este tipo de pintura.

Pintura

Um dos princípios deste movimento de vanguarda era o de que criar arte, sem relação com os sentimentos, nem com o intelecto; seguiam impulsos e instintos.

Este tipo de pintura foi caracterizado por um colorido violento, com pinceladas grossas e manchas largas formando grandes planos, os desenhos com contornos definidos e uma única cor em cada objeto, o qual que apresentava com formas simplificadas.

Este estilo teve influências de Van Gogh e Gauguin e deixou uma forte marca na arte moderna e contemporânea.

Destacam-se neste estilo: Henri Matisse e José Pancetti.

Fonte: www.edukbr.com.br

Fauvismo

Entre 1901 e 1906, houve em Paris várias exposições abrangentes que, pela primeira vez, tornavam bastante visíveis obras de Van Gogh, Gauguin e Cézanne.

Para os pintores que viram as realizações desses grandes artistas, o efeito foi uma libertação, e eles começaram a fazer experiências com estilos novos e radicais.

fauvismo foi o primeiro movimento desse período moderno, no qual a cor reinou suprema.

fauvismo foi um fenômeno de vida curta, durando apenas pelo tempo em que seu iniciador, Henri Matisse (1869 – 1954), lutou para encontrar a liberdade artística que precisava. Matisse teve de fazer a cor servir sua arte, tal como Gauguin precisara pintar as areias de rosa para expressar uma emoção.

Os fauvistas acreditavam inteiramente na cor como força emocional. Com Matisse e seus amigos Vlaminck e Derain, a cor perdeu as qualidades descritivas e tornou-se luminosa, criando a luz em vez de imitá-la. Esses pintores pasmaram o Salon d’Automme (Salão de Outono) de 1905; após ter visto suas audaciosas telas a rodear a escultura convencional de um menino, o crítico Louis Vauxcelles observou que aquilo fazia lembrar um Donatello “parmi lês fauves” (“entre as feras”).

A liberdade pinturesca dos fauvistas e o uso expressivo que faziam da cor eram magnífica comprovação de que haviam estudado com inteligência a obra de Van Gogh. Mas a arte deles parecia mais atrevida do que qualquer coisa vista até então.

Vlaminck e Derain

Fauvismo
Vlaminck

Durante sua breve prosperidade, o fauvismo teve alguns aspectos notáveis, entre eles Dufy, Rouault e Braque. Maurice de Vlaminck (1876 – 1958) tinha um quê de fera, pelo menos no vigor sombrio de seus humores: mesmo que O rio pareça em paz, sentimos uma tempestade aproximar-se.

Proclamando-se um “primitivo”, não dava antenção à fartura artística do Louvre e colecionava máscaras africanas, tão importantes para a arte de começos do século XX.

Fauvismo
Derain

Com a idade, André Derain (1880 – 1954) conteria seu ardor até atingir a calma clássica. Mas antes, em seu período fauvista, também mostrou uma veemência primitiva; A ponte de Charing Cross, por exemplo, atravessa uma Londres estranhamente tropical.

Em certa época, Derain dividiu um ateliê com Vlaminck, e O rio e A ponte de Charing Cross parecem compartilhar uma força vibrante: ambas revelam uso desinibido da cor e da forma, um deleite com o mero feitio das coisas, o que pode não ser arte profunda, mas sem dúvida oferece prazer visual.

Fonte: www.portalartes.com.br

Fauvismo

Em 1905, em Paris, no Salão de Outono, alguns artistas foram chamados de fauves (em português significa feras), em virtude da intensidade com que usavam as cores puras, sem misturá-las ou matizá-las.

Quem lhes deu este nome foi o crítico Louis Vauxcelles, pois estavam expostas um conjunto de pinturas modernas ao lado de uma estatueta renascentista.

Os princípios deste movimento artístico eram:

Criar, em arte, não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos.

Criar é seguir os impulsos do instinto, as sensações primárias.

A cor pura deve ser exaltada.

As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens.

Características da pintura

Pincelada violente, espontânea e definitiva

Ausência de ar livre

Colorido brutal, pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva, não correspondendo à realidade

Uso exclusivo das cores puras, como saem das bisnagas

Pintura por manchas largas, formando grandes planos

Principais Artistas

MAURICE DE VLAMINCK (1876-1958)

Pintor francês, foi o mais autêntico fovista, dizia: "Quero incendiar a Escola de Belas Artes com meus vermelhos e azuis." Adotou mais tarde estilo entre expressionista e realista.

ANDRÉ DERAIN (1880-1954)

Pintor francês, dizia: "As cores chegaram a ser para nós cartuchos de dinamite." Por volta de 1900, ligou-se a Maurice de Vlaminck e a Matisse, com os quais se tornou um dos principais pintores fovistas.

Nessa fase, pintou figuras e paisagens em brilhantes cores chapadas, recorrendo a traços impulsivos e a pinceladas descontínuas para obter suas composições espontâneas. Após romper com o fovismo, em 1908, sofreu influências de Cézanne e depois do cubismo. Na década de 1920, seus nus, retratos e naturezas-mortas haviam adquirido uma entonação neoclássica, com o gradual desaparecimento da gestualidade espontânea das primeiras obras. Seu estilo, desde então, não mudou.

HENRI MATISSE (1869-1954)

Pintor francês, Nas suas pinturas ele não se preocupa como realismo, tanto das figuras como das suas cores. O que interessa é a composição e não as figuras em si, como de pessoas ou de naturezas-mortas. Abandonou assim a perspectiva, as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma. Dos pintores fovistas, que exploraram o sensualismo das cores fortes, ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composições planas, sem profundidade. Foi, também, escultor, ilustrador e litógrafo.

RAOUL DUFY (1877-1953)

Pintor, gravador e decorador francês. Contrastes tonais e a geometrização da forma caracterizaram sua obra. Impressionista a princípio, evoluiu gradativamente para o fovismo, depois de travar contato com Matisse. Morreu um ano depois de receber o prêmio de pintura da bienal de Veneza.

Simone R. Martins e Margaret H. Imbroisi

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Fauvismo

Movimento da pintura francesa, de vida relativamente curta (cerca de 1905 a 1910), que revolucionou o conceito de cor na arte moderna.

Os fauves rejeitaram a paleta suave dos impressionistas, trabalhando tons a partir das cores violentas usadas pelos pós-impressionistas Paul Gauguin e Vincent Van Gogh, para obter uma maior ênfase expressiva. Os fauves alcançaram uma grande energia poética através de seu traço vigoroso, simplificado apesar do padrão dramático das superfícies e das cores intensas.

A palavra fauves, literalmente “as bestas selvagens”, foi originalmente um apelido pejorativo aplicado ao grupo, em sua primeira exposição, no ano de 1905.

Entre os artistas estavam Andre Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin (1874-1949), Albert Marquet (1875-1947), Jean Puy (1876-1960), Emile Othon Friesz (1879-1949), e seu líder incontestável, Henri Matisse. O epíteto fauves nunca foi aceito pelo grupo e, realmente, de modo algum consegue descrever o ensolarado e lírico imaginário presente nas telas destes artistas.

Tecnicamente, o uso da cor pelos fauvistas derivou de experiências feitas por Matisse em Saint Tropez, no verão de 1904, trabalhando com os pintores neoimpressionistas, que utilizavam pequenas pinceladas de pura cor, colocadas lado a lado, para alcançar uma imagem até mesmo mais opticamente correta que a dos impressionistas. As pinturas neoimpressionistas de Matisse, apesar de terem sido executadas dentro de um estrito formalismo que seguia determinadas regras de representação, com o objetivo de conseguir uma determinada resposta óptica, demonstram um forte interesse no lirismo e expressionismo das cores.

No verão de 1905, Matisse e Derain pintaram juntos em Collioure utilizando “uma luz dourada que eliminava as sombras”. Os dois começaram a usar cores complementares puras, aplicadas em pequenas e vigorosas pinceladas, alcançando um padrão equivalente no lugar de uma simples descrição da luz. Em sua paleta de cores estes quadros deslumbram o espectador com sua luz do Mediterrâneo. Quando um vizinho, também colecionador de arte, lhes mostrou alguns quadros que traziam cenas dos mares do sul, pintadas por Gauguin, Matisse e Derain viram suas teorias sobre a subjetividade da cor confirmadas, e o Fauvismo nasceu.

Matisse fez a ruptura final com a cor óptica: o nariz de uma mulher poderia ser um simples plano verde se somado à composição de cor e expressão da pintura harmoniosamente.

Na verdade, Matisse chegou a afirmar: “eu não pinto as mulheres, eu pinto quadros”.

Cada dos pintores fez suas próprias experiências com os princípios do Fauvismo. Por volta de 1910, porém, todos tinham abandonado a rigidez de suas idéias para um tipo de maneirismo desta escola. Com a cor firmemente estabelecida na pintura como um elemento pessoal de expressão, cada um dos fauves seguiu seu próprio caminho, influenciando com sua personalidade o desenvolvimento da pintura moderna.

Fonte: Infopedia 2.0 CD-ROM

Fauvismo

Os artistas franceses do início do século XX deram continuidade as pesquisas de Vicent van Gogh, de Gauguin e dos neo-impressionistas que se caracteriza pela divisão das cores.

A primeira exposição ocorreu em 1905 no Salão de Outono de Paris onde as obras causaram escândalo devido a violência (intensidade) das cores puras (sem matizá-las). Os artistas foram então chamados de 'fauves" pelo crítico de arte Louis Vauxcelles; fauves significa feras em francês. A exposição foi ironicamente intitulada de "cage aux fauves", ou seja, "gaiola das loucas", porque no centro da sala, estava um dorso, e este dorso então estaria engaiolado com as feras.

Dois princípios regem este movimento artístico: a simplificação das formas das figuras e o emprego das cores puras, por isso, as figuras fauvistas são apenas uma sugestão e não a representação da realidade, sendo assim, é também considerado precursor do abstracionismo. Portanto, as cores não são da realidade e o objetivo era justamente este, libertar a cor das regras tradicionais da pintura, marcada pelo intelectualismo e do condicionamento imposto pela cor natural dos objetos.

A cor passou a ser usada em manchas planas e extensas; as sombras com tons fortes e contrastadas sob o efeito da justaposição; as pinceladas quase sempre separadas. Eram escolhidas arbitrariamente pelo artista, usadas puras; sem gradação de tons. O que importa é expressar as sensações do artista entregando-se ao instinto, sem preocupação do estilo.

O grupo de artistas fauvistas não era homogêneo e unido, sendo assim, seguiram tendências pictóricas diversas, como por exemplo: Georges Braque para o Cubismo; Raoul Dufy em cenas da vida campestre e urbana ou Friesz que manteve-se no Expressionismo. O desmembramento do grupo data de 1908, porém persiste em todos eles o uso arbitrário das cores que eles preferiam ser puras e quentes.

Os fauvistas se tornaram os responsáveis pelo desenvolvimento do gosto nas pessoas pelas cores puras que atualmente estão nos inúmeros objetos do nosso cotidiano e nas muitas peças do nosso vestuário.

Fonte: www.she.art.br

Fauvismo

Fauvismo
Fauvismo

Na França, o fauvismo (de fauves, ou fera) busca a harmonia e o equilíbrio da composição por meio de cores intensas e não naturalistas. Dança, de Henri Matisse, é uma das obras representativas do movimento.

Conhecido também como o Movimento das artes plásticas caracterizado pela rejeição da perspectiva linear, pelo uso arbitrário de cores puras e contrastantes e pelas formas simplificadas e pouco semelhantes às da natureza.

Começa oficialmente em 1905 com uma exposição de jovens pintores em Paris. Eles são chamados de fauves (feras em francês) por um crítico que considera suas obras bastante agressivas. O rótulo, inicialmente pejorativo, é adotado pelo grupo para nomear omovimento.

Como no expressionismo, o objetivo do fauvismo não é retratar fielmente a realidade. A idéia é causar impacto exprimindo sensações e emoções. Por isso, além de contrário à arte tradicional, é uma reação ao impressionismo.

fauvismo, porém, não se caracteriza pela postura de esquerda de muitos expressionistas alemães. Os fauvistas concentram-se nosproblemas estéticos e abrem caminho para a abstração.

A inspiração para essa forma de pintar vem de Van Gogh, Gauguin e Cézanne. O líder dos fauvistas é o francês Henri Matisse. Influenciado pelas artes oriental e africana, pinta naturezas-mortas, interiores e nus femininos. Uma de suas obras-primas é A Alegria de Viver. Outros nomes importantes são André Derain (1880-1954) e Georges Braque (1882-1963).

A partir de 1908, o grupo se dispersa. Somente Matisse se mantém fiel às bases do fauvismo.

No Brasil não existiram fauvistas no sentido exato do termo, e sim pintores, como Anita Malfatti, influenciados por obras de Matisse e de Braque.

Fonte: www.mundofisico.joinville.udesc.br

Fauvismo

Em 1905, alguns artistas que expunham no Salão de Outono em Paris ficaram conhecidos como "les fauves" (as feras), devido à intensidade com que usavam as cores puras em suas obras, sem misturá-las ou matizá-las. Para eles, criar era seguir os impulsos e as sensações primárias.

Exclusivamente dedicada à pintura, essa tendência estética, conhecida como Fauvismo, ficou marcada pela liberdade de expressão e pelo exagero do desenho e da perspectiva. Os fauves revolucionaram o uso da cor na arte contemporânea, renegando a paleta de tons naturalistas dos impressionistas e usando cores fortes aplicadas de forma explosiva.

A novidade não estava em manifestos que exprimissem metas ou exposições mirabolantes. Eram apenas pintores ousados com vontades comuns e admiração mútua por nomes como Van Gogh, Gauguin e Cézanne. Para esses artistas, a realidade da obra partiria de cada um que a observasse, eles acreditavam que a arte deveria retratar as emoções do momento e não ser uma cópia fiel do cotidiano.

Por meio do impacto visual causados pelo uso de planos bidimensionais simplificados e preenchidos por uma paleta forte, variada e luminosa, os fauvistas despertaram na França e na história da arte o desejo de misturar vida, sentimento e expressão.

Fonte: www.acrilex.com.br

Fauvismo

O QUE É O FAUVISMO

Fauvismo é um movimento artístico principalmente francês (em francês les fauves, "'as feras'", como foram chamados os pintores que não seguiam as regras da pintura impressionista, vigente na época) do início do século XX, que se desenvolveu sobretudo entre 1905 e 1907. Associada à busca da máxima expressão pictórica, o estilo começou em 1901mas só foi denominado e reconhecido como um movimento artístico em 1905. Segundo Henry Matisse em "Notes d'un Peintre" pretendia-se com o Fauvismo "uma arte do equilíbrio, da pureza e da serenidade, destituída de temas perturbadores ou deprimentes".

Fauvismo, tem como características marcantes a simplificação das formas, o primado das cores, e uma elevada redução do nível de graduação das cores utilizadas nas obras. Os seus temas eram leves, retratando emoções e a alegria de viver e não tendo intenção crítica. A cor passou a ser utilizada para delimitar planos, criando a perspectiva e modelando o volume. Tornou-se também totalmente independente do real, já que não era importante a concordância das cores com objeto representado, e sendo responsável pela expressividade das obras.

Os princípios deste movimento artístico eram:

Criar, em arte, não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos.

Criar é seguir os impulsos do instinto, as sensações primárias.

A cor pura deve ser exaltada.

As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens.

Fauvismo foi para muitos artistas um espaço de aprendizagem que abriu caminhos para um novo movimento que marcou definitivamente o século XX - O CUBISMO.

Fonte: sites.google.com

Fauvismo

Fauvismo é o nome dado à tendência estética na pintura que buscou explorar ao máximo a expressividade das cores na representação pictórica.

O fauvismo teve origem no final do Século 19, ao contar com precursores como Paul Gauguin e Vincent Van Gogh.

O estilo destes dois artistas, que trabalharam juntos no mesmo ateliê, guardava semelhanças e foi imitado pelos chamados fauvistas principalmente no uso exacerbado das cores agressivas e a representação plana, que imprimia grande teor dramático à representação pictórica.

A tendência fauvista não só revolucionou o uso das cores na pintura moderna como foi uma das origens dos posteriores movimentos de ruptura estética nas artes plásticas.

O termo “fauvismo”, na verdade, teve origem a partir das observações corrosivas do crítico de arte Louis Vauxcelles após ter visitado uma mostra de pinturas de vários artistas, entre eles Henry Matisse. Vauxcelles utilizou a expressão “Les Fauves” ao se referir aos artistas.

O uso pejorativo da expressão, que pode significar “os animais selvagens”, prevaleceu nas críticas imediatamente posteriores.

Apesar da negação do rótulo e dos protestos pelos artistas integrados à nova tendência, que não chegaram a lançar nenhum manifesto teórico de afirmação e nomeação da sua linha estética, o termo “fauvismo” acabou permanecendo, talvez indevidamente, nos estudos da história da arte.

Tendo curto período de existência, o que caracterizaria os movimentos vanguardistas posteriores, o “fauvismo” reuniu sob a liderança de Matisse pintores como Georges Braque, Andre Derain, Georges Roualt, Kees van Dongen e Raoul Dufy.

O Fauvismo inaugurou o império da cor na pintura

Fauvismo
Pintura de Henri Matisse

O fauvismo foi um movimento relativamente curto, durando entre 1898 e 1908, mas revolucionou o conceito de cor na arte moderna. Os fauvistas rejeitaram a paleta impressionista de cores suaves e cintilantes, em favor das cores violentas que já vinham sendo usadas pelos pós-impressionistas Paul Gauguin e Vincent Van Gogh, dando-lhes uma ênfase expressiva. Os artistas deste novo estilo aplicaram ao seu trabalho uma energia poética, através de linhas vigorosas, da simplificação dramática das formas e da aplicação de cores intensas.

Fauvismo
Albert Marquet

Fauves (bestas selvagens) era um nome pejorativo, aplicado à revelia a um grupo de artistas, em sua primeira exibição pública, em 1905. Desse grupo participavam, entre outros, André Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin, Albert Marquet, Jean Puy, Emile Othon Friesz, e seu líder maior, Henri Matisse. Tecnicamente, o uso da cor pelo fauvismo foi o resultado de experiências feitas por Matisse em Saint-Tropez, no verão de 1904, ao trabalhar com pintores neo-impressionistas, que aplicavam porções de tinta pura, uma ao lado da outra, na busca de uma imagem que fosse, no seu entender, mais real que a dos impressionistas.

Fauvismo
André Derain

A pintura neo-impressionista de Matisse, conquanto obedecendo estritamente às regras, se diferenciava por um forte interesse no lirismo das cores.

No verão de 1905, Matisse e Derain pintaram juntos "uma luz dourada que eliminou as trevas". Eles começaram usando cores complementares aplicadas em vigorosos lances, buscando algo mais que a luminosidade dos impressionistas, ao trazer uma visão deslumbrante do brilho do sol no Mediterrâneo.

Mais tarde, quando alguns colecionadores lhes mostraram algumas pinturas dos mares do Sul, feitas por Gauguin, eles viram confirmadas suas teorias sobre a subjetividade das cores reais e, a partir de então, o fauvismo passou a existir como um novo movimento nas artes plásticas.

Fauvismo
Maurice de Vlaminck

Matisse criou uma linha divisória na interpretação ótica da cor. O nariz de uma mulher poderia ser verde, desde que a alteração acrescentasse expressão à pintura.

Matisse declarou: "Eu não pinto mulheres, eu pinto quadros."

Todos os pintores envolvidos na nova experiência seguiram caminhos personalizados. Em verdade, por volta de 1908, eles abandonaram sua fidelidade irrestrita ao maneirismo de uma escola qualquer. Ainda que adotando a prevalência da cor sobre a forma e sobre a luminosidade, cada um buscou uma interpretação própria, segundo sua concepção individual de arte.

Referências

BRAQUE (Georges), pintor francês (Argenteuil, 1882 - Paris, 1963). Iniciador do cubismo, com Picasso, é autor de naturezas-mortas.
DERAIN (André), pintor francês (Chatou, 1880 – Garches, 1954). Um dos principais representantes do fauvismo.
DUFY (Raoul), pintor, gravador e decorador francês (Le Havre, 1877 – Forcalquier, 1953). Impressionista a princípio, mais tarde influenciado por Toulouse-Lautrec, e pelo fauvismo, destacou-se também como gravador (Bestiário) e em trabalhos de tapeçaria (Caçador). Distinguiu-se sobretudo com A fada Eletricidade, vasta decoração para o pavilhão da Eletricidade, na Exposição Internacional

Fonte: www.geocities.com

Fauvismo

A pintura “fauve” baseia-se no uso de cores puras, violentas e contrastantes, assim como de formas simplificadas, numa espontaneidade comparável a das crianças e dos selvagens.

Baseado nesta comparação, o crítico Louis Vauxcelles, em 1905, no Salão de Outono em Paris, denominou o grupo de artistas que expunha “Les Fauves”, os animais selvagens ou as feras.

Os pressupostos teóricos do Fauvismo estão na violência das cores, na abolição da intelectualidade e na expressão de impulsos vitais ou sensações elementares.

Abolem a perspectiva e a profundidade no espaço. As partes do corpo são segmentadas e as articulações marcadas por contornos escuros.

Recebem a influência das pesquisas sobre a arte negra e imprimem grande dinamismo à composição.

Henri Matisse liderou esse grupo, que era um conjunto de individualidades muito diferentes como:

Fauvismo
Henri Matisse. Harmonia em vermelho, 1897

Fauvismo
Georges Braque. Paisagem em L’Estaque, 1906. Óleo

Fauvismo
Raoul Dufy. As três sombrinhas.

Fauvismo
A. Marquet, Praia de Fecamp

Fauvismo
Maurice Vlaminck. Le Restaurant de la Machine à Bougival, 1906.

Fauvismo
Georges Rouault (1871-1958)

Fauvismo
Georges Rouault. Os três palhaços, 1928

Fauvismo
Emile Othon Friesz. La Cliotat, 1906

Fauvismo
Henri Matisse. Blue room

Fauvismo foi uma violenta reação contra os elementos decorativos que definiram o estilo Art Nouveau. Buscaram o instinto em lugar da razão e sofreram a influência de Paul Gauguin.

No Brasil, guardam as características fauves os artistas Inimá de Paula e Kaminagai.

Fonte: www.diretoriodearte.com

Fauvismo

A primeira vanguarda artística do século XX surgiu em 1905, no Salão de Outono em Paris.

De caráter exclusivamente pictórico, essa tendência estética ficou marcada por nítida liberdade de expressão e pelo exagero do desenho e da perspectiva.

Revolucionou o uso da cor, aplicando-a de forma pura e explosiva. Esses artistas se agruparam em torno de Matisse, expondo nesse Salão. Pelo seu extremado colorismo foram chamados "les fauves" (as feras). As obras ali expostas aturdiram e deixaram perplexos os que viram pela primeira vez seus trabalhos.

Apesar de se organizar em três agrupamentos (o do ateliê do simbolista Gustave Moreau, o da Academia Carrière com Henri Matisse, Derain, Puy, Marquet, Manguin e Vlaminck e, finalmente, o grupo da cidade de Havre de que faziam parte Raoul Dufy, Friez e Georges Braque), os fauves não se afirmavam enquanto um grupo artístico, mas artistas cuja opção estética tinha um denominador comum nas cores vibrantes, saturadas e anti-naturais.

Henri Matisse

"A composição deve visar à expressão, modificar-se com a superfície a cobrir"

1869, Cateau-Cambrésis, França

1954, Nice, França

Grande animador do Fauvismo, pintor-referência da arte do século XX, Henri Matisse representou a natureza como o deslocamento do mundo das aparências para o mundo da imaginação e sua dinâmica.

Filho de comerciantes, estudou Direito em Paris, atendendo ao desejo de seus pais.

Contudo, freqüentando mais o Louvre que a universidade, passou a se dedicar à pintura. Cursou a Academia Julian e freqüentou o ateliê de Gustave Moreau, na Escola de Belas Artes - que não chegou a cursar por ter sido reprovado no exame de admissão.

Fauvismo
Henri Matisse 
Residoria. C'Educions e Publicación -
Ministério da Cultura - Barcelona. pg 117 - s/ legenda

No Louvre, copiava a obra de artistas como Chardin e Rafael, entre outros - que abandonaria ao descobrir Degas, Daumier, Lautrec e as estampas japonesas.

Depois de viagem a Provença, Bretanha, Veneza, fez estudo de figura no ateliê de Carrière. Nesse período, conheceria Derain e Puy, futuros companheiros fauvistas.

A sua pintura assumiu características impressionistas e neo-impressionistas.

Nela as cores puras, sua marca registrada, estiveram sempre presentes, levando-o inevitavelmente ao Fauvismo.

Dirigiu, de forma diferente, sempre o esforço de sua arte, não só na aplicação de cores intensas e puras, como também na afirmação de uma arte nova da pintura constituída de cor, ritmo e linhas essenciais sem transição - envolvendo o branco da tela como composição em espaços luminosos, tecidos por cores em sistemas de relações - oposições-exaltações - que constróem ambientes e figuras - sincopadas - com manchas ou linhas ora retas, ora em arabescos.

Matisse propôs em seu longo itinerário um projeto de arte lúcido e apaixonado.

Raoul Dufy

Fauvismo

Raoul Dufy "o pintor das cores alegres", participou do terceiro grupo fauvista, o da cidade de Havre, junto com Friesz e Georges Braque. Nessa cidade, iniciou seus estudos, em 1892, na Escola Municipal de Belas Artes. Bolsista patrocinado pelo município, mudou-se para Paris em 1900, onde descobriria os impressionistas.

Dufy pertenceu a uma época de transição, em que o Impressionismo dava lugar ao Fauvismo e ao Cubismo.

Fauvismo
Raoul Dufy

Em 1905 juntou-se a Henri Matisse, cuja obra o marcaria profundamente, e aos demais coloristas fauves. No início dos anos 20, fez litogravuras, trabalhos em cerâmica e em 1925 executou catorze tapeçarias para uma mostra de decoração. Por volta de 1926, iniciou uma série de aquarelas, em que a forma passa a ser independente da cor, uma das características mais marcantes de sua pintura. Suas cores são quentes e sua temática é alegre.

Nos anos 50 viajou aos Estados Unidos, produzindo cenários para o teatro. Dois anos depois recebeu o grande prêmio internacional de pintura na XXVI Bienal de Veneza.

Dufy absorveu de Cézanne e do Cubismo o princípio da construtividade da cor, mas, de modo diverso, utilizou-a de forma empírica não-racional, para trazer à pintura uma natureza vibrante, mutável, pouco densa, traduzida por pinceladas curtas - uma sinalética ondulante, como ondas de freqüência da eletricidade.

Georges Braque

1882 - Argenteuil-Sur-Seine, França

1963 - Paris, França

Criador do Cubismo junto com Pablo Picasso e Henri Laurens, Georges Braque inicia-se na pintura como pintor-decorador, profissão que herdara do pai e do avô.

Aos 18 anos, mudou-se para Paris, onde freqüentou a Escola de Belas-Artes, adotando, inicialmente, a linguagem impressionista que, aos poucos, assumiu características fauvistas, buscando, com OthonFriesz e Raoul Dufy, não mais a imitação da forma, mas a sua expressão.

Foi em 1907, ao ver uma retrospectiva de Cézanne no Salão de Outono e ao conhecer Pablo Picasso, formula com o pintor espanhol um novo conceito de espaço, descobrindo o caminho do Cubismo - marco essencial na história da arte, considerado por ele o meio pelo qual sua pintura desabrochou. Em 1912, criaria uma nova linguagem, a dos papiers collés, abrindo novas trilhas para a arte moderna.

Sua liberdade estética inova a produção pictórica ao incluir letras, jornais e números à composição.

Com esses elementos, ilustrou o conceito de "quadro-objeto", convidando o observador ao raciocínio pictórico, por obrigá-lo a considerar as estruturas da composição e dos contrastes de elementos. Por fim, vieram os temas clássicos e, no ano de sua morte, os pássaros eram sua temática, simbolizando a liberdade - dimensão onde se encontram o instinto e a técnica.

Fonte: www.macvirtual.usp.br

Fauvismo

movimento artístico denominado Fauvismo surgiu em 1905, durante uma exposição que se realizou em Paris, no Salon d'Autosmne onde foram expostos quadros de livre interpretação e de um colorido gritante, rodeando uma escultura clássica, de grande sensibilidade, que representava uma criança. Este contraste tão violento, chamou a atenção de um crítico de arte que ali se tinha deslocado que, muito chocado, exclamou ironicamente "Donatello parmi les Fauves".

Os autores das obras expostas, André Dérain [1880-1954], Kees van Dongen [1877-1968] e o flamengo Maurice Vlaminck [1876-1958], aproveitando a expressão, baptizaram este novo modelo de pintura com o nome de Fauvismo. Neste movimento, cada um estabelecia a sua própria definição de pintura. Há também uma interpretação livre da Natureza.

Os Fauves vieram libertar os artistas de todas e quaisquer inibições ou convenções no uso da cor. Trata-se de um estilo vigoroso, quase frenético, no qual se nota o exagero na concentração de concepções estéticas dos vinte anos anteriores, levados as conseqüências mais extremas. Nele são utilizadas cores muito puras, vivas e primárias, contrastando umas com as outras. Dava-se grande importância à cor, muitas vezes em detrimento da forma, pela eliminação da perspectiva. As diferentes partes do corpo encontram-se nitidamente segmentadas, acentuando-se as articulações, o que nos faz lembrar as esculturas negro-africanas, recentemente descobertas.

As linhas rítmicas ligam com grande dinamismo as diferentes partes das composições, estabelecendo entre elas uma forte e contínua tensão. Nota-se uma tendência para sugerir uma cena mais ampla do que a que se encontra representada, anulando-se alguns dos pormenores, como se o espetáculo estivesse a ser visto de uma janela. Quanto aos temas tratados, embora se interessassem pela figura humana, os Fauves foram essencialmente paisagistas. Gauguin foi o seu precursor.

Neste movimento destacam-se: Henri Matisse, considerado "o rei das feras", Maurice de Vlaminck e Raoul Dufy.

Algumas imagens sobre o Fauvismo:

Fauvismo

Fauvismo

Fauvismo

Fauvismo

Fonte: www.spiner.com.br

Fauvismo

Contexto Histórico

No princípio do século XX, a arte tornou-se agressivamente compulsiva, e um estilo se sobrepunha ao outro com extrema rapidez.

Porém, um tema permanecia constante: a arte se concentrava menos na realidade visual externa e mais na visão interna.

Em toda a evolução da arte ocidental, o século XX produziu a ruptura mais radical com o passado. A arte do século XX não apenas decretou que qualquer tema era adequado, mas também libertou a forma (cubismo) das regras tradicionais e livrou as cores (fauvismo) da obrigação de representar com exatidão os objetos.

Os artistas modernos desafiavam violentamente convenções, seguindo o conselho de Gauguin, para “quebrar todas as janelas velhas, ainda que cortemos os dedos nos vidros”.

No coração dessa filosofia de rejeição ao passado, chamada de Modernismo, havia a busca incessante de uma liberdade radical de expressão. A arte se afastava gradualmente de qualquer pretensão de retratar a natureza, seguindo na direção da pura abstração em que dominam a forma, as linhas e as cores.

Nas três décadas que precedem à Primeira Guerra Mundial, Paris converte-se num centro cultural de incrível força criadora na arquitetura, nas artes decorativas, no teatro e na música. O novo século parece trazer um vento de otimismo e confiança no futuro. As conquistas coloniais oferecem grande abundância de matérias primas a baixo preço, e a grande indústria produz no limite da sua capacidade com enormes margens de lucro.

Paris enche-se de cafés-concerto, teatros, cabarés e salões de baile. Entre 1901 e 1906, houve várias exposições abrangentes que, pela primeira vez, tornavam bastante visíveis as obras de Van Gogh, Gauguin e Cezanne. Para os pintores que viram as realizações desses artistas, o efeito foi uma libertação, e começaram a fazer experiências com estilos novos e radicais.

Este movimento deu origem ao Fauvismo, que floresceu entre 1898 e 1908, e que apesar de seu curto período de permanência é considerado um movimento de vanguarda. Ele usa cores brilhantes e puras, aplicadas como saem das bisnagas de tinta, e de uma forma agressiva e direta para criar uma sensação de explosão na tela.

A exposição de 1905 – Salon d’Automne – que inaugurou o Fauvismo em Paris, mudou para sempre a maneira de ver a arte. Antes o céu era azul e a grama era verde. Mas nas telas dos fauvistas Matisse, Vlaminck, Derain, Dufy, Braque, Rouault entre outros, o céu era amarelo-mostarda, as árvores vermelhas e os rostos verde-ervilha.

A reação do público foi hostil.

O grupo ganhou esse nome do crítico de arte Louis Vauxcelles, da revista Gil Blas, que, observando os quadros em volta de uma escultura em bronze de Albert Marquet, representando um menino, comenta: “Ah, Donatello au milieu des fauves!” (Ah, Donatello no meio das bestas selvagens!). O que levou os críticos a considerarem os fauvistas “todos um pouco loucos”, foi o uso das cores sem referência e aparência real. Os fauvistas porém se embriagavam com cores vibrantes, exageradas. Liberaram a cor de seu papel tradicional de descrever objetos, para fazê-la representar sentimentos. Os fauvistas acreditavam inteiramente na cor como força emocional. A cor perdeu as qualidades descritivas e tornou-se luminosa, criando a luz em vez de imitá-la.

Outra influência de peso na arte fauvista foi a descoberta da arte-tribal não européia. Derain, Vlaminck e Matisse foram os primeiros a colecionar máscaras africanas.

A arte dos Mares do Sul, popularizada por Gauguin, e o artesanato da América do Sul e Central também contribuíram para afastá-los das tradições renascentistas e conduzi-los a vias mais livres de comunicação de emoções.

Principais artistas e suas obras

Durante sua breve prosperidade, o Fauvismo teve alguns adeptos notáveis, entre eles Dufy, Camoin e Braque; entretanto as principais obras fauves foram pintadas por Matisse, Derain e Vlaminck.

Obviamente há dificuldades em agrupar artistas tão eminentemente individuais e independentes sob um único rótulo, sobretudo porque todos eles contribuíram com diferentes qualidades para o estilo que reconhecemos como Fauvismo.

Charles Camoin

Fauvismo

Nascido em Marselha em 23 de setembro de 1879, Charles Camoin foi encorajado desde cedo no campo das artes. Aos sete anos ele já passava as suas manhãs estudando na Escola de Belas Artes de Marselha. Ele conheceu os seus contemporâneos fauvistas aos dezenove anos quando ingressou no Estúdio de Gustave Moreau em Paris.

Ele também foi muito amigo de Paul Cezanne. O uso pacífico das cores nos seus trabalhos reflete um leve afastamento do estilo proverbialmente vívido do fauvismo, na medida em que ele foi sendo influenciado pelo impressionismo, particularmente por Renoir. Ele viajou extensivamente pelo sul da Europa, pintando com seus amigos Matisse e Marquet, mas ele preferia a pintura das províncias francesas. Ele casou com Charlotte Proust em 1940 e morreu em Paris em 1965.

Andre Derain

Fauvismo

Nascido em 10 de junho de 1880 em Chatou, França, a família de Andre Derain, inicialmente, pretendia que ele se tornasse um engenheiro. Entretanto ele começou a pintar aos quinze anos tornando-se um dos mais prolíficos artistas fauvistas. A paixão de Derain pela arte surgiu quando ainda era jovem e ele admitia ser obsecado pelo Louvre. Ele conheceu Henri Matisse no início de sua carreira e a Vlaminck em 1900. Um encontro que muitos historiadores da arte consideram o nascimento da arte Fauve. Derain e Vlaminck eram seus bons amigos e eles intercambiavam idéias artísticas e literárias. Eles freqüentemente pintavam juntos. As pinturas de Derain são muito ecléticas e a partir delas pode-se rastrear os seus vários estágios de experimentação.

A sua peça mais famosa, A Dançarina, foi influenciada por Gauguin como se observa pelo uso que Derain fez dos tons de terra.

Fauvismo

Outros trabalhos como a sua série de Londres e barcos a vela são reminiscências do impressionismo. Durante as suas viagens com George Braque, o seu trabalho foi adquirindo um estilo mais Cubista. Mais tarde, Derain mudou das paisagens para o estudo da figura humana e ele chegou mesmo a experimentar a escultura e desenho de roupas. Andre Derain morreu em 1954, semanas após ter sido atropelado por um carro em Chambourcy.

Fauvismo

Raoul Dufy

Fauvismo

Muitos associam imediatamente as pinturas de marinhas, ruas embandeiradas e cenas de figuras anônimas caminhando pelas ruas a Raoul Dufy. Suas paisagens marítimas são freqüentemente pintadas de verde esmeralda com pinceladas brancas, pretas e vermelhas representando barcos a vela e pessoas. Muitos dos seus trabalhos incorporam um sentido de suavidade, alegria e efemeridade. Dufy pintou vários quadros de avenidas em Le Havre, onde ele nasceu, cobertas de bandeiras comemorativas da Queda da Bastilha. Diferentemente de Van Dongen, Derain e Vlaminck, Dufy encontrou muita animosidade ao conhecer os Fauves.

De fato, o único modo que Berthe Weill, o principal patrocinador dos artistas Fauvistas, conseguiu para exibir os trabalhos de Dufy junto com os de outros artistas Fauvistas foi exibí-los em salas separadas. Dufy não foi totalmente aceito no círculo até a exibição do Salon d’Automne em 1907. Ele foi obrigado durante toda a sua vida a pegar trabalhos estranhos aqui e acolá para poder se sustentar, como dirigir uma caminhonete para serviço postal militar, período em que Dufy foi exposto aos inúmeros trabalhos de outros artistas.

Fauvismo

Henri Manguin

Fauvismo

Henri Manguin nasceu em Paris em 23 de março de 1874 e ingressou na Ecole des Beaux-Arts para estudar sob a orientação de Gustave Moreau como Matisse e Camoin, tornando-se grandes amigos. Assim como os seus companheiros, Manguin fez cópias da arte Renascentista no Louvre que eram adquiridas pelo estado. Manguin foi muito influenciado pelo Impressionismo como se pode verificar a partir do uso que fez de tons pastéis brilhantes. Ele se casou em 1899 e fez numerosos retratos de sua esposa, Jeanne, e de sua família. Em 1902, Manguin teve a sua primeira exposição nos Salon des Independants e d’Automne. Muitas das suas pinturas são paisagens Mediterrâneas e representam o auge da sua carreira como um artista Fauve. Ele viajou extensivamente com Marquet pelo sul da Europa. Em 1949, Manguin deixou Paris para se fixar em Saint-Tropez.

Fauvismo

Albert Marquet

Fauvismo

Albert Marquet nasceu em 1875 em Bordeaux filho de um pai que trabalhava na ferrovia e de uma mãe encorajadora que apoiou os seus esforços artísticos iniciais. Ele ingressou no Estúdio de Gustave Moreau como os outros Fauves da Ecole des Beaux-Arts. Ele pintou extensivamente as paisagens urbanas francesas. Ele usava a cor no seu trabalho para enriquecer ou atenuar os efeitos da luz solar. Um desses trabalhos é o Quai du Louvre et Le Pont-Neuf a Paris no qual ele usou luz contrastante e sombras escuras para representar a luz solar. Marquet preferia viver uma vida reservada com sua esposa, Marcelle Matinet com quem se casou em 1923. Ele adorava viajar pela Europa e Norte da África. Marquet pintava com Dufy pelas praias da Normandia e La Havre. Apesar da sua predileção pela pintura de paisagens, muitos atestariam o talento de Marquet para retratos, o que era freqüentemente comparado com os trabalhos de Van Gogh e Tolouse Lautrec.

Fauvismo

Henri Matisse

Henri Matisse, nascido em Le Cateau em dezembro de 1869, planejou inicialmente uma carreira como advogado e chegou mesmo a ser aprovado nos exames de advocacia em Paris em 1888.

Entretanto, ele começou a pintar após um ataque agudo de apendicite e a partir daí prosseguiu, tornando-se um líder em muitos círculos de arte. Ele ingressou no Estúdio de Gustave Moreau na Ecole des Beaux- Arts, onde conheceu Camoin, Manguin, Marquet and Jean Puy. Matisse fez experimentos com diversos meios e estilos.

O seus primeiros trabalhos, especialmente, Luxe, Calme et Volupte, eram muito puntilísticos, pois ele foi muito influenciado por Seurat. Matisse tornou-se um Neo- Impressionista, usando destacadamente tanto cor como sombras.

Fauvismo

Os seus últimos trabalhos enfatizavam a saturação da cor e a simplicidade das linhas. Em muitos trabalhos, ele exibe uma plasticidade de formas que complementa o uso simplista e saturado da cor.

Em algumas das suas pinturas, ele transpôs as tramas o que diminuiu o sentido de espaço no seu trabalho. Matisse foi um pioneiro do Fauvismo, e foi amplamente reconhecido, estabelecendo várias conexões com a comunidade Americana na França.

Matisse também esculpiu em argila, bronze e cerâmica. Ele também dirigiu uma academia de arte durante três anos. Muitos dos seus quadros apresentam vistas a partir de janelas e partes de interiores. Em 1908, Matisse publicou "Notes d'un Peintre" onde registra a sua manifestação pessoal como artista .

Kees Van Dongen

Fauvismo

Van Dongen entrou na cena artística Parisiense no auge do Fauvismo durante os anos dos Salon des Independants e Salon d’Automne. Ele teve grande sucesso e a representação sensual de figuras nuas também conferiu-lhe notoriedade. Ele nasceu em Rotterdam em 1877 e estudou na Academy of Fine Arts daquela cidade entre 1892 e 1897. Van Dongen estabeleceu-se em Paris em 1901 após se casar com Augusta Prettinger. Além de pintar, ele ganhava a vida em parte vendendo esquetes satíricos para os jornais.

Depois dos anos do Fauvismo, ele tornou-se o seu próprio empresário de arte em Paris. Mais tarde, desiludido e amargo, ele começou a pintar retratos da alta sociedade, os quais podem ser vistos como uma extensão dos esquetes satíricos da aristocracia no início da sua carreira. As suas pinturas Le Ble et Le Coquelicot, são muito dinâmicas e quase dão a impressão do vento empurrando as nuvens e penteando a vegetação dos campos.

Maurice de Vlaminck

Fauvismo

Maurice de Vlaminck nasceu em 1876 em Paris de pais que eram músicos boêmios. Ainda adolescente, Vlaminck planejou fazer carreira como ciclista profissional. Como seus pais, ele também possuia um talento musical e se sustentava com o violino. Vlaminck tinha um interesse apaixonado na pintura, o que era estimulado por Robichon, um artista francês. Ele se casou com Suzanne Berly em 1894, mas contraiu febre tifóide o que pôs fim a sua carreira ciclística em 1896.

Obrigado a sustentar a família, ele dava aulas de violino mas acabou ingressando na carreira militar. Foi durante uma de suas viagens a serviço em Chatou que ele conheceu Andre Derain em junho de 1900. Esse encontro marcou o início da escola de Chatou e, na prática, o nascimento da arte Fauvista. Vlaminck pintou com os Fauves e se exibiu com eles nos Salon des Independants e d’Automne.

Ele também publicou alguns contos para os quais Derain fez as ilustrações, e chegou mesmo a escrever alguma poesia. Vlaminck se casou novamente e teve duas filhas. Ele continuou a viajar com Derain durante os últimos anos da sua vida e publicou dúzias de relatos autobiográficos da sua vida e das suas experiências com outros artistas.

Fauvismo

Georges Braque

Fauvismo

Georges Braque nasceu em 13 de maio de 1882 em Argenteuil-sur-Seine, França. Ele cresceu em Le Havre e estudou na Ecole des Beaux-Arts daquela cidade entre os anos de 1897 e 1899. De 1902 a 1904, ele pintou na Académie Humbert em Paris, onde conheceu Marie Laurencin e Francis Picabia.

Por volta de 1906, o trabalho de Braque não era mais Impressionista e sim estilo Fauve; depois de passar o verão na Antuérpia com Othon Friesz, ele mostrou o seu trabalho Fauve no Salon des Indépendants, em Paris no ano seguinte. A sua primeira exibição solo foi na galeria Daniel-Henri Kahnweiler em 1908.

A partir de 1909, Pablo Picasso e Braque trabalharam juntos no desenvolvimento do Cubismo; em 1911, os seus estilos eram extremamente similares. Após a Primeira Guerra Mundial, o trabalho de Braque tornou-se mais livre e menos esquematizado. A sua fama aumentou em 1922 como resultado de uma exibição no Salon d’Automne em Paris.

A sua primeira retrospectiva mais importante aconteceu em 1933 na Kunsthalle Basel. Ele ganhou o Primeiro Prêmio na Carnegie International, Pittsburgh, em 1937. Além da pintura, Braque também fez litografias, entalhes e esculturas. Durante os últimos anos de sua vida, a saúde abalada de Braque impediu que ele assumisse grandes compromissos, mas ele continuou a pintar, a fazer litografias e a desenhar jóias. Ele morreu em 31 de agosto de 1963 em Paris.

Fauvismo

Bibliografia

1. Matisse, O esplendor deslumbrante da cor dos fauves, ArtBook, Nova Galícia Arte
2. O Livro da Arte, Martins Fontes
3. Conceitos de Arte Moderna, Jorge Zahar Editor
4. História da Pintura, Wendy Beckett, Editora Ática
5. Arte Comentada – Da Pré-História ao Pós-Modernismo, Carol Strickland, Ediouro
6. Guggenheim Museum na Internet
http://www.guggenheimcollection.org/site/artist_works_23_0.html
7. California State University, Fullerton na Internet
http://psych.fullerton.edu/psych266/psantiago/fauve.html
8. WebMuseum, Paris http://www.puc-rio.br/wm/
9. Art, Design and Visual Thinking Interactive Textbook, Charlotte Jirousek, Cornell University, Department of Textiles and Apparel http://char.txa.cornell.edu/zbs/webdocs/art/fineart/change/form/fauve.htm

Fonte: www.irwanderley.eng.br

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