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Impressionismo

 

Impressionismo
Edgar Degas, "La classe de danse"

Curiosamente, o termo Impressionismo foi inicialmente atribuido a um grupo de jovens pintores com um tom extremamente pejorativo. Estamos na segunda metade do século XIX, e a grande evolução - quer a nível tecnológico ou a nível cultural - centrava-se essencialmente em Paris, no coração da Europa.

A cidade era um foco artístico onde de reuniam artistas das mais variadíssimas origens para partilharem experiências e aprendizagens.

O meio era o mais favorável possível à inovação, registando dois fatores absolutamente fundamentais: a invenção da fotografia e o início da produção e comercialização de tintas preparadas quimicamente, em bisnagas.

O gosto pela pintura proliferava e tornava-se mais acessível a toda a gente, e é no meio desta atmosfera de renovação própria de um sentimento de fin de siècle que surgem os chamados "Recusados".

Impressionismo
Claude Monet, "Impression - Sunrise"

Falamos de um grupo de pintores regularmente reunidos em Montmartre, entre os quais Paul Cézanne, Edgar Degas, Claude Monet, Edouard Manet, Henri de Toulouse-Lautrec, Auguste Renoir, Georges Seurat, Alfred Sisley e Camille Pissarro, sob uma espécie de orientação literária de Guillaume Apollinaire.

O grupo partilhava uma intenção coletiva de inovação e modernidade, mas dividiu-se sempre em percursos individuais singulares. A possibilidade de se poder agora registar a realidade e a Natureza com grande fidelidade através da fotografia, foi um dos motivos que levou à grande ruptura com a pintura tradicional académica naturalista, desabrochando um gosto da prática da "arte pela arte"... Pintar deveria ser agora uma atitude livre em busca de prazer, a expressão direta da joie de vivre, e já não apenas uma forma de representação do real.

Incentivava-se a produção ao ar livre, diretamente inspirada pela beleza efémera das paisagens, e na verdade o que interessava agora era apenas captar precisamente a fugacidade desses momentos transitórios numa ou duas pinceladas...

Cresceu um verdadeiro interesse pelo ritmo da vida quotidiana em constante movimento, ao tomar-se a consciência de que toda a realidade é efetivamente efémera, na medida em que a luz que se transforma ao longio do dia vai transformando também as coisas que ilumina.

É por isso que os pintores impressionistas escolhem sempre os temas mais simples da vida quotidiano para pintar, porque o motivo é apenas um pretexto para as experiências cromáticas, os efeitos de luz e cor, as impressões de um momento perdido no tempo...

Claude Monet é aqui uma espécie de pioneiro.

Durante uma exposição do grupo referido no Salão de Paris, Monet apresentou um quadro cujo nome era "Impressão: Sol nascente".

Este ficou conhecido como o "Salão dos Recusados", na medida em que as obras foram grande motivo de chacota em toda a exposição, sendo os seus autores apontados como ridículos, por uma burguesia perfeitamente desprovida de uma visão que lhe permitisse compreender a dimensão da beleza que tinha perante si.

Mesmo a crítica mostrou-se austera e implacável, utilizando o título do quadro de Monet para apelidar o grupo de "estes impressionistas", com um carácter extremamente depreciativo. No entanto, a beleza chegou-nos até hoje e a noção de "impressão" já não nos parece tão absurda ou ridícula.

Há uma certa delícia em contenplar as delicadas bailarinas de Degas como se voassem, a inocência das meninas com flores de Renoir, a mordacidade dos nus de Manet, e muito particularmente a inteligência construtiva das naturezas-mortas de Cézanne.

Este, ao defender que todas as formas da Natureza se baseavam nas formas dos cones, cilindros e esferas, adoptou uma esquematização geométrica na sua pintura que serviu de mote das investigações de muitos pintores posteriores, sendo então considerado o "pai do Cubismo".-

Fonte: www.geocities.com

Impressionismo

1863-1926

Impressionismo dá seus primeiros passos em 1874, no ateliê do fotógrafo Nadar, durante a apresentação de um grupo de artistas independentes.

Esse termo estranho, revelado desde o salão dos Recusados, em 1863, conquista o mundo artístico. Durante uma década (1874-1884) essa nova pintura, em reação à pintura realista e clássica do Segundo Império, revoluciona os salões e as galerias.

Ela traduz as impressões fugidias, as nuances do sentimento em pinceladas, uma certa recepção das cores fora das normas convencionais. É preciso esperar pela morte de Claude Monet, em 1926, para compreender toda a evolução desse movimento artístico, célebre desde então.

Os Impressionistas viajam, traduzem as paisagens da Ile-de-France, da Bretanha, do Languedoc meridional e da Europa.

Eles são, entre os mais comuns: Edouard Manet, Auguste Renoir, Edgar Degas, Claude Monet, Alfred Sisley, Paul Cézanne, Eugène Boudin e depois também Armand Guillaumin, Frédéric Bazille, Camille Pissaro, Berthe Morisot. Movimentos paralelos a essa escola acontecem no exterior.

Uma nova orientação tomará conta dos salões no Pós-impressionismo, com os Pontilhistas e Georges Seurat, a escola de Pont-Aven e Paul Gauguin, os Nabis e Henri de Toulouse-Lautrec, o início do Expressionismo e Vincent Van Gogh.

Alguns Impressionistas acabarão na miséria, mas os museus estrangeiros disputam suas obras a qualquer preço hoje em dia.

Alguns Artistas

Os Impressionistas

Camille Pissarro (1830-1903) 
Edgar Degas (1834-1917) 
Alfred Sisley (1839-1899) 
Claude Monet (1840-1926) 
Frédéric Bazille (1841-1870) 
Pierre-Auguste Renoir (1841-1919)
Berthe Morizot (1841-1895) 
Gustave Caillebotte (1848-1894)

Os Néo-Impressionistas (pointillistes)

Georges-Pierre Seurat (1859-1891) 
Paul Signac (1863-1935) 
Henri-Edmond Cross (1856-1910)

Os Pos-Impressionistas

Paul Cézanne (1839-1906) 
Paul Gauguin (1848-1903) 
Vincent Van Gogh (1853-1890)

Fonte: br.franceguide.com

Impressionismo

Os Impressionistas

Em 1874 preparava-se, no estúdio do fotógrafo Nadar, em Paris, uma exposição de pintores jovens, insatisfeitos com o clima restrito e acadêmico da pintura oficial. Eram artistas que procuravam seus próprios caminhos.

Edmond Renoir, irmão de um deles, estava encarregado de preparar o catálogo da exposição e, por causa da monotonia dos títulos dos quadros, apresentou uma tela de Monet com o nome Impressão: Nascer do Sol. No dia seguinte, um crítico do "Jornal Charivari" falava ironicamente do acontecimento, tachando-o de "exposição dos impressionistas".

Nascia, assim, uma denominação que se tornaria famosa no mundo todo: O IMPRESSIONISMO.

impressionismo foi o movimento mais revolucionário desde a renascença. Adotou novos processos técnicos para transmiti-la adequadamente, demonstrando assim, perfeita coerência estilística, sempre encontradas nas concepções de arte autênticas e inovadoras.

Monet, Renoir, Manet, Degas, Sisley e Pissarro são as grandes figuras dessa corrente artística que, apesar de combatida pela crítica e pelo público da época, que os considerava falsos artistas, ignorantes das regras tradicionais da pintura e dos princípios da verdadeira beleza e, hoje, é reconhecida como a mais rica, a mais bela, a mais completa, a mais inovadora e extraordinária experiência da arte figurativa do século XIX.

A novidade do impressionismo não está apenas no estilo e na técnica pictórica, mas constitui também uma nova atitude do artista frente ao mundo e ao espetáculo natural que se oferece aos seus olhos.

Para o impressionista não existem preconceitos formais, culturais ou literários; ele é livre para representar qualquer aspecto da realidade, obedecendo unicamente aos seus sentimentos. O equilíbrio entre a verdade visível das coisas e o sentimento lírico por elas provocado é a amais alta conquista do impressionismo.

O entusiasmo criativo do pintor manifesta-se no canto apaixonado à inesgotável beleza do mundo. A pintura ao "ar livre" é a grande descoberta desses artistas, que passam os dias fora do estúdio, exaltados diante da incessante mutação da luz e das cores nas árvores, na água, no céu, nas flores e, mesmo, na figura humana. È o brilho das luzes que gera a alegria cheia de cores em suas telas, orientadas por uma visão espontânea e poética.

A imóvel leveza das paisagens pintadas por Daubigny é substituída pelo inexorável fluxo da vida, apresentada na sua contínua variedade de aspectos.

A quieta contemplação de Corot cede lugar à relação direta com a natureza, e a fé absoluta na objetividade das coisas - uma característica de Coubert - transforma-se num tratamento mais subjetivo, numa interpretação mais sentimental da natureza.

Na França, apesar da nova tentativa do proletariado de manter-se no poder - durante o episódio da Comuna de Paris, em 1871 - o predomínio da alta burguesia mantém-se inalterado em seus aspectos fundamentais, e uma república vem logo substituir o império.

A vida econômica, na época, alcança o estágio do capitalismo perfeitamente organizado e racionalizado. Em conseqüência, verifica-se o aprimoramento técnico em todos os setores, graças ao incentivo permanente que as indústrias dão a toda e qualquer inovação.

Nesse clima de desenvolvimento, o impressionismo afirma-se como escola, desvinculando-se do realismo, desde o momento em que adotada como ideal a representação do dinamismo crescente da época, através de uma nova técnica pictórica.

A tentativa declarada dos impressionistas de criar uma expressão totalmente inovadora, em relação a tudo que os precedeu, não deixa de ser o reflexo da mentalidade econômica predominante. Imperava o desejo, muitas vezes sem sentido, de substituir tudo, até objetos de uso diário, por coisas novas.

Somente dessa maneira, o público consumidor poderia absorver a grande produção de objetos de toda espécie e função. O gosto febril pela novidade origina um dinamismo sem precedente na atitude adotada frente à vida. é, sem dúvida alguma, o impressionismo é a perfeita expressão desse novo sentimento.

Transforma-se no ato de desvendamento dessa sociedade em constante transformação. O progresso da técnica ocasiona a mudança dos centros de cultura para as grandes cidades, e o impressionismo, é, portanto, essencialmente uma arte citadina.

O artista é agora aquele que representa as impressões exteriores com os nervos exaltados do homem moderno, descrevendo as sensações súbitas e sempre efêmeras. Não só por seus temas citadinos como pela técnica pictórica inteiramente nova, oimpressionismo é uma das mais significativas manifestações da pintura ocidental, pois representa a vitória definitiva da tendência dinâmica sobre a imagem estática do mundo medieval.

O homem moderno concebe toda a sua existência como luta e competição; passa a ter plena consciência do caráter mutável das coisas, percebendo que todo o fenômeno é passageiro e único. Os impressionistas, na tentativa de captar exatamente esse aspecto de transitoriedade da vida e do mundo, emprestam à realidade o caráter de inacabado.

A imagem objetiva que se pode ter, ou seja, o conhecimento adquirido sobre as coisas, é substituída pela reprodução do ato subjetivo da percepção. Em outras palavras, a pintura representa aquilo que se vê e não o que se conhece.

Os pintores abandonam os estúdios para pintar ao ar livre, captando melhor a realidade da transição. A luz, o ar, a decomposição da cor em manchas e pontos são representados por pinceladas abertas e soltas, de desenho rápido onde somente o esboço e o improviso aparecem. Os impressionistas, no anseio de representar a transitoriedade das coisas, anseio que gradativamente se torna uma necessidade vital, impõe barreiras àquilo que chamam de "cor mental", aquela que habitualmente é associada com objetos e nada mais é do que o produto da experiência, do costume.

A impressão concreta, adquirida por meio da percepção imediata, pode realizar-se completamente se não houver interferência dessa "cor mental". Portanto, eles não mostram as cores como qualidades concretas, ligadas a este ou àquele objeto, mas como fenômenos cromáticos, abstratos, incorpóreos e imateriais.

A revolução está no fato de os impressionistas observarem a luz do sol, procurando fixar as alterações das cores da natureza. Os impressionistas queriam apenas transmitir liricamente as sensações visuais dos feéricos e fugitivos efeitos coloridos da luminosidade solar diretamente observados e fixados.

Outro fator de grande importância contribuiu para modificar a maneira de os pintores representarem o mundo: a FOTOGRAFIA.

Através dela, é possível obter a reprodução fiel e objetiva da realidade , num curto espaço de tempo e, acima de tudo, sem que seja necessária a criatividade do artista plástico. Até esse momento, a arte estava tentando aproximar-se o mais possível de uma representação realista, mas essa intenção é frustada pelo novo invento.

Agora os pintores buscam outro caminho: captar a realidade naquilo que ela possui de essencial e não apenas na sua aparência.

impressionismo é, portanto, a solução que abre, definitivamente, novos horizontes para a arte moderna.

Os Impressionistas Rompem Antigos Preceitos

Subvertendo a ordem estabelecida pelos que os precederam, os impressionistas realizam, em fins do século XIX, uma das tentativas mais sérias de explorar o mundo visível através da arte. Buscando, acima de tudo, a revelação de novas imagens, não se contentam simplesmente em reproduzir a realidade.

Quebram de uma vez com os antigos preceitos: ordenar o mundo a partir do modelo convencional, obedecer à simetria e proporção ditadas por um julgamento racional.

No impressionismo, as paisagens são examinadas, estudadas e sentidas tão somente pelos olhos do artista que, inteiramente livre de conceitos geométricos, irá obedecer apenas à sua percepção sensorial no momento de reproduzir o que viu.

Essa tendência para a liberdade de expressão causa, na época de seu aparecimento, inúmeras polêmicas e críticas. Apesar disso, é grande o número de artistas que acaba aderindo à nova maneira de observar e pintar as coisas.

Seguindo o exemplo das figuras mais importantes do movimento, como Monet, Renoir, Degas e Manet, vão surgindo cada vez mais adeptos do impressionismo, entre eles nomes que se tornariam famosos, como Alfred Sisley, Camille Pissarro, Berthe Morisot, Mary Cassat e Eva Gonzalès.

Princípios da Pintura Impressionista

A cor não é uma qualidade permanente na natureza, porque suas tonalidades estão constantemente mudando, sob a ação da luz solar.

A linha não existe na natureza, é uma abstração criada pelo espírito do homem para representar suas imagens visuais

As sombras não são pretas nem escuras como foram convencionalmente representadas no passado, mas luminosas e coloridas

A aplicação dos contrastes das cores, com reflexos luminosos, segundo a lei das complementares

A dissociação ou mistura ótica das cores em substituição à mistura das tintas na paleta - pontilhismo, divisionismo ou neo-impressionismo.

Características Gerais

Inspiração realista, pinta somente o que vê

Caráter eminentemente visual, não se interessa pelos valores subjetivos, psicológicos ou intelectuais, o impressionista é considerado um artista alienado dos problemas sociais

Natureza científica resultante de simples intuição artística, a princípio é comprovado por investigação no campo da física e química.

Concepção dinâmica do Universo pelo constante fluir de luzes e cores, dinâmica do universo sob incessantes transformações. Para o impressionista nada existe na realidade de permanente estático.

Como Trabalha um Impressionista

O pintor impressionista não está, a rigor, interessado no modelo como ser humano, isto é, no seu delicado complexo contexto de realidades materiais e espirituais. Suas intenções artísticas diante de uma pessoa, serão praticamente as mesmas diante de uma árvore, de um lago, de uma praia, porque sua preocupação exclusiva será observar e fixar as constantes e sutis modificações que a luz do sol produz nas cores da natureza.

Coloca seu atelier ao ar livre, numa varanda, num terraço, num jardim, para que se possa receber diretamente a luz do sol. Esses pintores são os chamados PLEIN AIR, ao ar livre. Inovaram no modo de pintar, desenhar e pincelar. Chocam, naturalmente, a sensibilidade conservadora de outros artistas, da crítica e do público parisiense.

Observar e fixar a luminosidade solar dos seus efeitos não constitui novidades absolutas na história da pintura, isto já havia sido intuitivamente feito por diversos artistas do passado, dentro os quais, deve ser citado em primeiro lugar, LEONARDO DA VINCI (1452-1519), lúcido e infatigável, pesquisador da natureza. A originalidade dos impressionistas, está no fato de terem sistematizado estas observações, transformando-as numa teoria da luz e cor, realmente revolucionária e inovadora, em relação às concepções tradicionais que vinham da renascença ,e ainda dominavam na cultura européia da segunda metade do século XIX.

Os Pontos Invadem as Telas

Ávidos de teorias que possam servir de base sólida para as suas realizações, os impressionistas tentam buscar na ciência novas técnicas e princípios de composição. Por volta de 1884, a espontaneidade do estilo das luzes e cores do impressionismo é ameaçada. O neo-impressionismo ou divisionismo começa a substituí-lo.

O novo movimento é, paradoxalmente, a continuação e a negação do impressionismo. Baseia-se ainda na cor como elemento principal, mas sugere sua aplicação dentro de um critério mais racional. O divisionismo apoia-se, acima de tudo, no conhecimento científico da cor, na divisão sistemática das cores puras e na fusão óptica dos pigmentos.

As cores puras são amplamente utilizadas, como a técnica das pinceladas em forma de pontos, cujas dimensões variam de acordo com a distância que delas deverá ficar o observador.

Embora não obedeçam apenas à percepção sensorial, os divisionistas não abandonam por completo as normas do impressionismo. Pelo contrário, procuram explorar ao máximo as conquistas da cor daquele estilo, a fim de emprega-las, daí por diante, racionalmente. A composição torna-se elemento de fundamental importância.

Já não recebe um tratamento meramente ocasional: a intuição é substituída pelo método e pela reflexão. A expressão dos sentimentos continua a ter a sua importância, mas deve, agora, apoiar-se em teorias exatas e técnicas racionais.

Essa tendência revela, de certo modo, a preocupação dos pintores do fim do século XIX em colocar o desenvolvimento artístico paralelo ao científico, que passa por grandes transformações.

Um dos maiores representantes do divisionismo é também o seu iniciador, Georges Seurat (1859-1891). O primeiro trabalho divisionista de Seurat exposto ao público, Um domingo na Grande Jatte, apresenta uma violência de contrastes jamais empregada pelos contemporâneos.

Fonte: www.sul-sc.com.br

Impressionismo

Recebe o nome de impressionismo a corrente artística que surgiu na França, principalmente na pintura, por volta do ano de 1870.

Esse movimento, de cunho antiacademicista, propôs o abandono das técnicas e temas tradicionais, saindo dos ateliês iluminados artificialmente para resgatar ao ar livre a natureza, tal como ela se mostrava aos seus olhos, segundo eles, como uma soma de cores fundidas na atmosfera. Assim, o nome impressionismo não foi casual.

Impressionismo
As Bailarinas Verdes - Degas

O crítico Louis Leroy, na primeira exposição do grupo do café Guerbois (onde os pintores se reuniam), ao ver a obra de Monet, Impressão, Sol Nascente, começou sarcasticamente a chamar esses artistas de impressionistas.

Criticados, recusados e incompreendidos, as exposições de suas obras criavam uma expectativa muito grande nos círculos intelectuais de Paris, que não conseguiam compreender e aceitar seus quadros, nos quais estranhavam o naturalismo acadêmico.

São duas as fontes mais importantes do impressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava o método ideal de captação de um determinado momento, o que era uma preocupação principalmente para os impressionistas.

As segundas, introduzidas na França com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente, propunham uma temática urbana de acontecimentos cotidianos, realizados em pinturas planas, sem perspectiva.

Os representantes mais importantes do impressionismo foram: Manet, Monet, Renoir, Degas e Gauguin.

No restante da Europa isso ocorreu posteriormente.

Ao impressionismo seguiram-se vários movimentos, representados por pintores igualmente importantes e com teorias muito pessoais, como o pós-impressionismo (Van Gogh, Cézanne), o simbolismo (Moreau, Redon), e o fauvismo (Matisse, Vlaminck, Derain, entre outros) e o retorno ao princípio, ou seja, à arte primitiva (Gauguin). Todos apostavam na pureza cromática, sem divisões de luz.

A própria escultura deste período também pode ser considerada impressionista, já que, de fato, os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade.

É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin, inspiradas em Michelangelo, e dos esboços dinâmicos de Carpeaux, com resquícios do rococó.

Já não interessava a superfície polida e transparente das ninfas delicadas de Canova. Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do artista, novo personagem da estatuária.

PINTURA NO IMPRESSIONISMO

O que mais interessou aos pintores impressionistas foi a captação momentânea da luz na atmosfera e sua influência nas cores. Já não existiam a linha, ou os contornos, nem tampouco a perspectiva, a não ser a que lhes fornecia a disposição da luz.

A poucos centímetros da tela, um quadro impressionista é visto como um amontoado de manchas de tinta, ao passo que à distância as cores se organizam opticamente e criam formas e efeitos luminosos.

Impressionismo
Duas Lavadeiras - Degas

Os primeiros estudos sobre a incidência da luz nas cores foram realizados pelo pintor Corot, modelo para muitos impressionistas e mestres da escola de Barbizon. Tentando plasmar as cores ao natural, os impressionistas começaram a trabalhar ao ar livre para captarem a luz e as cores exatamente como elas se apresentam na realidade. A temática de seus quadros se aproximava mais das cenas urbanas em parques e praças do que das paisagens, embora cada pintor tivesse seus motivos prediletos.

Reunidos em Argenteuil, Manet, Sisley, Pissarro e Monet fizeram experiências principalmente com a representação da natureza por meio das cores e da luz. Logo chegaram à expressão máxima do pictórico (a cor) diante do linear (o desenho).

Como nunca, a luz tornou-se protagonista e atingiu uma solidez ainda maior do que a que se vê nos quadros de Velázquez, nas pinceladas truncadas e soltas de Hals ou no colorido de Giorgione, reinterpretada de modo inteiramente antiacadêmica.

Mais tarde surgiriam os chamados pós-impressionistas, que não formaram nenhum grupo concreto e cujos trabalhos eram bem mais diferenciados: Cézanne e seu estudo dos volumes e formas puras; Seurat, com seu cromatismo científico; Gauguin, cujos estudos sobre a cor precederam os fauvistas; e Van Gogh, que introduziu o valor das cores como força expressiva do artista.

O líder do grupo fauvista foi Matisse, que partiu do estudo dos impressionistas e pós-impressionistas, de quem herdou sua obsessão pela cor.Junto com ele, Vlaminck e Derain, o primeiro totalmente independente e fascinado pela obra de Van Gogh, e o segundo a meio caminho entre os simbolistas e o realismo dos anos 20. O grupo se completava com os pintores Dufy, Marquet, Manguin, Van Dongen e um Braque pré-cubista.

Esse movimento chegou ao ápice em 1907.

ESCULTURA IMPRESSIONISTA

A exemplo da pintura, a escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua linguagem. Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras, a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada, como exemplo ideal do processo criativo do artista. Os temas da escultura impressionista, como de resto da pintura, surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica em voga na época.

Impressionismo
Camponesa Sentada na Grama - Seurat - 1883

Rodin e Hildebrand foram, em parte, os responsáveis por essa nova estatuária - o primeiro com sua obra e o segundo, com suas teorias. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Carpeaux, que retomou a vivacidade e a opulência do estilo rococó, mas distribuindo com habilidade luzes e sombras.

A aceitação de seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras, o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin.

Rodin considerava O Escravo, que Michelangelo não terminou, a obra em que a ação do escultor melhor se refletia. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux, começando então a exibir obras inacabadas.

Outros escultores foram Dalou e Meunier, a quem se deve a revalorização dos temas populares. Operários, camponeses, mulheres realizando atividades domésticas, todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética.

Fonte: www.cen.g12.br

Impressionismo

movimento conhecido como Impressionismo marcou a primeira revolução artística total desde a Renascença. Nascido na França no início dos anos 1860, durou apenas até 1886. Mas determinou o curso da maior parte da arte que se seguiu.

Impressionismo rejeitou a tradição, deixando de usar sistematicamente a perspectiva, a composição equilibrada, as figuras idealizadas e principalmente o chiaroscuro da Renascença. Ao invés disto, os impressionistas representaram sensações visuais imediatas através da cor e da luz.

Impressionismo

Seu principal objetivo era apresentar uma "impressão" da luz sobre tudo. Perceberam que a cor não é uma característica intrínseca e permanente, mas muda constantemente de acordo com os efeitos da luz, do reflexo ou do clima sobre a superfície do objeto. Para mostrar estas qualidades voláteis da luz, eles criaram uma pincelada distinta, curta, pontual; borrões irregulares que vibravam energia como o brilho da luz sobre a água. A uma certa distância, porém, estes borrões e manchas se fundiam dando formas mais ou menos definidas de objetos ou qualquer outra coisa retratada.

ARTISTA TEMAS CORES ESTILO
MANET Atualizou temas dos antigos mestres, pintou cenas contemporâneas com visão crítica. manchas escuras contra a luz; usava o preto. 
fase final: colorido
formas simplificadas com um mínimo de modelo, manchas de cor chapada com contorno preto.
MONET Paisagens marinhas, séries sobre papoulas, rochedos, montes de feno, Catedral de Rouen, ninféias tons solares, cores primárias puras ( sombras coloridas com cores complementares ) dissolvia a forma em luz e clima, contornos suaves, ar impressionista clássico
RENOIR nus femininos com pele de pêssego, o café-society, crianças, flores vermelhos ricos, cores primárias, sem preto, usava o azul no lugar início: pinceladas rápidas, figuras manchadas 
final: estilo mais clássico, nus solidamente formados
DEGAS pastel de figuras humanas: bailarinas, corridas de cavalos, café-society, lavadeiras, circo, nus no banho tons vistosos no início
tons pastel no final
Ângulos não convencionais com figuras amontoadas na beira da tela, composição assimétrica com vazio no centro

CONTRIBUIÇÕES

Depois do Impressionismo, a pintura nunca mais seria a mesma. Os pintores do século XX ou expandiram sua prática ou reagiram contra ela. Desafiando a convenção, esses rebeldes estabeleceram o direito do artista de experimentar com estilo pessoal. Acima de tudo, permitiram que a luz da natureza e a vida moderna brilhassem através das sombrias tradições seculares.

Os princípios básicos da pintura impressionista são os seguintes:

1. A COR É UMA QUALIDADE PERMANENTE NA NATUREZA

As tonalidades estão sempre mudando. A cor resulta, portanto, da luz que os corpos recebem. A cor de um objeto muda do amanhecer ao anoitecer, pois depende do ângulo de incidência dos raios solares.

2. A LINHA NÃO EXISTE NA NATUREZA

A linha é uma abstração criada pelo espírito do homem, para representar as imagens visuais. A linha para o impressionista é dada pelo encontro de duas superfícies coloridas de tonalidades diferentes. A linha não é o contorno. Ele passa a ser impreciso ou diluído, parecendo uma fotografia fora de foco.

3. AS SOMBRAS NÃO SÃO PRETAS, NEM ESCURAS, SÃO LUMINOSAS E COLORIDAS

Para os impressionistas, uma sombra preta ou escura não era aceitável, pois tudo está banhado pela luz solar. E onde há luz não há a cor preta, pois o negro é a ausência completa de luz.

4. A APLICAÇÃO DOS REFLEXOS LUMINOSOS OU DO CONTRASTE DAS CORES

As cores se influenciam reciprocamente, obedecendo à lei das complementares. A complementar de uma cor é outra cor que a torna mais pura, intensa e vibrante, quando justaposta ou aproximada.

Então temos:

A complementar do vermelho é o verde e vice-versa. A complementar do amarelo é o violeta. A complementar do azul é o laranja. Normalmente os impressionistas usavam complementares nas sombras em contraste com as partes iluminadas.

5. A DISSOCIAÇÃO DAS TONALIDADES OU A MISTURA ÓTICA DAS CORES - PONTILHISMO

Para obter leveza e brilho das cores, os pintores impressionistas resolveram produzir as cores conforme a natureza as produz à luz do sol.

A luz branca contém sete cores: azul, vermelho, amarelo, verde, laranja, violeta e índigo. Os pintores resolveram produzir as cores misturando as cores primárias, juntando duas pinceladas.

Por exemplo: misturar o azul e o amarelo para produzir o verde. Eles dissociavam a cor, dividiam as cores e davam pinceladas miudinhas para alcanças a cor desejada.

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

Impressionismo

Em 1847, em reação ao academicismo dos salões oficiais de pintura e escultura, surgem os impressionistas.

O nome de impressionismo é dado por um crítico a partir de um quadro de Monet, Impressão: o sol se levanta.

Abandonando temas históricos e mitológicos e a composição fixa da pintura clássica, os impressionistas saem ao ar livre para captar o efeito cambiante da luz sobre os objetos (no que são ajudados por uma nova tinta a óleo então inventada).

Monet, Alfred Sisley e Camille Pissarro pintam paisagens em que o movimento e o instante são mais importantes que as formas nítidas. Edgar Degas, pintando ou esculpindo bailarinas e cavalos, estuda o ritmo e o equilíbrio.

E Auguste Renoir, influenciado pelo barroco, retrata mulheres opulentas e cenas sociais, para estudar a dinâmica dos volumes na superfície da tela.

Impressionismo
A estação de São Lazaro - Monet

Claude Monet (1840-1926), pintor francês. Nasce em Paris. Estudando no Ateliê Suíço, conhece Pissarro e Cézanne. Em 1866, pinta O almoço na relva, onde estuda a passagem de luz por entre as folhagens e os efeitos dela nas figuras humanas.

Outra tela sua, Impressão: o sol se levanta (1872), dá origem ao nome de impressionismo ao estilo que pratica ao lado de Renoir, Manet e outros. Na série A Catedral de Rouen (1892-1894), pinta a fachada da igreja em vários horários do dia, examinando as mudanças de cores criadas pela luminosidade. Nas suas últimas pinturas, Nymphéas, quase elimina a figura sob as pinceladas livres, prenunciando o expressionismo abstrato.

Fonte: www.brasilcultura.com.br

Impressionismo

Impressionismo é um movimento artístico surgido na França no século XIX que criou uma nova visão conceitual da natureza utilizando pinceladas soltas dando ênfase na luz e no movimento.

Geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as nuances da luz e da natureza.

A arte alegre e vibrante dos impressionistas enche os olhos de cor e luz. A presença dos contrastes, da natureza, transparências luminosas, claridade das cores, sugestão de felicidade e de vida harmoniosa transparecem nas imagens criadas pelos impressionistas.

Impressionismo

Os impressionistas retratam em suas telas os reflexos e efeitos que a luz do sol produz nas cores da natureza. A fonte das cores estava nos raios do sol. Uma mudança no ângulo destes raios implica na alteração de cores e tons.

É comum um mesmo motivo ser retratado diversas vezes no mesmo local, porém com as variações causadas pela mudanças nas horas do dia e nas estações ao longo do ano.

Impressionismo mostra a graciosidade das pinceladas, a intensidade das cores e a sensibilidade do artista, que em conjunto emocionam quem contempla suas obras.

Claude Monet (1840-1926) fez parte do movimento impressionista na França, que teve início em 1874 com a primeira exposição do grupo no ateliê do fotógrafo Maurice Nadar. A denominação Impressionismo foi dada a partir de uma declaração pejorativa do crítico de arte francês Louis Leroy ao ver a tela de Monet Impression du Soleil Levant (ver quadro indicado na "Galeria dos Grandes Mestres", abaixo).

O grupo ficou conhecido por realizar uma pintura ao ar livre, em frente ao motivo, numa nova concepção de pintura, de celebração dos espaços do mundo e da luz. Adotando um princípio dinâmico por excelência, o grupo também eliminou as referências mitológicas, religiosas e históricas para refletir a vida contemporânea e a nova Paris, as impressões momentâneas e fugazes de seu cotidiano.

Pintando diretamente sobre a tela branca, utilizando somente cores puras justapostas, geralmente sem misturá-las, os impressionistas buscavam obter a vibração da luz, o aspecto efêmero da vida, fugaz momento da luz e da sensibilidade, ato de amor entre artista e mundo, despido de toda e qualquer contingência exterior às suas motivações mais profundas.

Os principais representantes do grupo foram Monet, Manet, Renoir, Camile Pissaro, Alfred Sisley, Vincent Van Gogh, Degas, Cézanne, Caillebotte, Mary Cassatt, Boudin (professor de Monet), Morisot, dentre outros.

Fonte: www.maguetas.com.br

Impressionismo

Movimento das artes plásticas que se desenvolve na pintura entre 1870 e 1880, na França, no fim do século, e influencia a música.

É o marco da arte moderna porque é o início do caminho rumo à abstração. Embora mantenha temas do realismo, não se propõe a fazer denúncia social.

Retrata paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo.

A diferença está na abordagem estética: os impressionistas parecem apreender o instante em que a ação está acontecendo, criando novas maneiras de captar a luz e as cores. Nessa tendência a mostrar situações naturais há influência da fotografia, nascida em 1827.

Impressionismo
Duas Lavadeiras, Degas

A primeira exposição pública impressionista é realizada em 1874, em Paris.

Entre os expositores está Claude Monet, autor de Impressão: o Nascer do Sol (1872), tela que dá nome ao movimento.

Outros expoentes são os franceses Édouard Manet (1832-1883), Auguste Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1839-1899), Edgar Degas (1834-1917) e Camille Pissarro (1830-1903). Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas dão enorme importância à luz natural.

Nos quadros são comuns cenas passadas à beira do rio Sena em jardins, cafés, teatros e festas. O que está pintado é um instante de algo em permanente mutação.

Com a dispersão do grupo, alguns artistas tentam superar as propostas básicas do movimento, desenvolvendo diferentes tendências, agrupadas sob o nome de pós-impressionismo.

Nessa linha estão os franceses Paul Cézanne e Paul Gauguin (1848-1903), o holandês Vincent van Gogh e os neo-impressionistas, como os franceses Georges Seurat (1859-1891) e Paul Signac (1863-1935).

Impressionismo
As Escarpas de Etret, Monet, Kunstmuseum

Pós-impressionismo

Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto, que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca.

A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das cores. Como resultado, elas tendem a exibir um caráter estático. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte, de Seurat.

Embora inicialmente ligado ao impressionismo, Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. Van Gogh alia-se ao expressionismo, enquanto Gauguin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influencia o simbolismo e o expressionismo.

Música

As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890, na França. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens, como Reflexos na Água, do compositor francês Claude Debussy (1862-1918), pioneiro domovimento.

impressionismo abandona a música tonal - estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons) - como principal.

Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente, da música popular européia e da Idade Média.

A obra de Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. Prelúdio para a Tarde de um Fauno, considerado marco do impressionismo musical, ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé.

Na ópera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pelléas et Mélisande. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937), autor de A Valsa e Bolero.

IMPRESSIONISMO NO BRASIL

Nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança), de 1916.

Características pós-impressionistas estão em obras de Eliseu Visconti, João Timóteo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como O Farol (1915).

impressionismo funciona como base da música nacionalista, como a que é desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos.

Fonte: www.artesbr.hpg.ig.com.br

Impressionismo

Impressionismomovimento de pintores franceses, do final do século XIX, que surgiu como reação à arte acadêmica e é considerado o ponto de partida da arte contemporânea. Por extensão, o termo foi aplicado a um determinado estilo musical do início do século XX.

Os impressionistas escolheram a pintura ao ar livre e temas da vida cotidiana com o objetivo de conseguir uma representação espontânea e direta do mundo.

Para tal, concentraram-se nos efeitos da luz natural sobre os cenários e modelos. As principais figuras do movimento foram Edgar Degas, Claude Monet, Berthe Morisot, Camille Pissarro, Auguste Renoir e Alfred Sisley.

Mais preocupados com a luz do que com representação de formas, os impressionistas acreditavam que a luz tendia a suavizar os contornos, refletindo as cores de objetos na penumbra. Os pintores acadêmicos definiam as formas mediante uma gradação tonal, utilizando o preto e o marrom para definir as sombras.

Os impressionistas eliminaram os detalhes minuciosos e se limitaram a sugerir formas, empregando as cores primárias - ciano (azul-esverdeado), magenta (vermelho-carmim) e amarelo — e as complementares — laranja, verde e violeta.

Desta maneira, conseguiram simular uma sensação de realidade aplicando pinceladas de cores curtas e justapostas que, aliadas à ilusão de óptica do observador à uma distância adequada, aumentavam a luminosidade pelo contraste da cor primária (por exemplo, magenta) e sua complementar (verde).

Com esta técnica, o brilho obtido pelos impressionistas em suas pinturas era maior do que o alcançado anteriormente quando, simplesmente, os artistas misturavam os pigmentos antes de aplicá-los.

Pós-impressionismo

Termo que engloba os diferentes estilos de pintura sucessores do impressionismo francês (entre 1880 e 1905, aproximadamente). A expressão foi cunhada, em 1910, pelo crítico britânico Roger Fry, inspirado na exposição, realizada em Londres, com obras de Paul Cézanne, Paul Gauguin e Vincent van Gogh. Também pertencem a esta corrente Henri de Toulouse-Lautrec e Georges Seurat.

Neo-impressionismo

Movimento artístico, do final do século XIX, fundado pelo pintor francês Georges Seurat. Seu objetivo era sistematizar a teoria da cor intuída e sem rigor científico formulada pelos impressionistas.

neoimpressionismo utilizou a técnica do pontilhismo. Suas composições, se contempladas a partir de uma distância ideal, reproduzem os efeitos luminosos nos modelos retratados.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Impressionismo

Foi o movimento artístico mais importante do século XIX. Representou o fim do Realismo na França e serviu como uma transição para a Arte Moderna.

O impressionismo surgiu da busca de querer pintar as coisas como realmente as vemos e de demonstrar os efeitos da luz nas cores dos objetos.

Os precursores desse estilo foram: Constable; Delacroix; Courbet; Boundin; Jongkind e Manet. O estudo das cores de Delacroix e o livro de Eugene Chevreul, que se baseava na aplicação das cores da teoria de Newton, inspiraram os outros pintores e os estimularam na investigação das propriedades da sombra e da luz incidindo na água.

Esses artistas tentaram provar que não existe cor imutável. Para alcançar os efeitos do brilho da luz, utilizaram fortes traços de pura cor, deixaram de usar as cores preta e marrom e desenhavam os objetos de forma vaga. Essa liberdade com que definiam as formas, lhes renderam oposições e críticas por parte do público.

Em 1874, Monet, Pissaro, Sisley, Renoir, Cézanne, Degas, Morisot e outros, fizeram uma primeira apresentação em grupo.

O nome impressionismo, usado pelos críticos, foi dado devido a um quadro de Monet chamado de "Impressão: nascer do sol".

Os escultores dessa época não tiveram a mesma repercussão que os pintores, já que os efeitos dos quadros impressionavam muito mais.

O mais importante escultor foi Auguste Rodin. Sofrendo fortes influências de Barye, ele redefiniu a escultura, produzindo formas e efeitos no bronze que a depender da posição do observador, o reflexo da luz e a impressão visual se modificavam.

Fonte: www.paralerepensar.com.br

Impressionismo

Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX.

Havia algumas considerações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista.

Impressionismo
Ensaio, Degas

Principais Características

A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.

As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.

As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.

Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.

As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final.

A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica. A primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.

Principais artistas

Monet

Incessante pesquisador da luz e seus efeitos, pintou vários motivos em diversas horas do dia, afim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade.

Obras Destacadas

Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em Pleno Sol.

Impressionismo
A Ponte de Argenteuil

Renoir

Foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da crítica, ainda em vida. Seus quadros manifestam otimismo, alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade, preferia os nus ao ar livre, as composições com personagens do cotidiano, os retratos e as naturezas mortas.

Obras Destacadas

Baile do Moulin de la Galette e La Grenouillière.

Degas

Sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do Impressionismo.

Além disso, foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas, aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. Adorava o teatro de bailados.

Obra Destacada

O Ensaio.

Seurat

Mestre no pontilhismo.

Obra Destacada

Tarde de Domingo na Ilha Grande Jatte.

Visconti (Brasileiro)

Ele já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos; procura, decididamente, registrar os efeitos da luz solar nos objetivos e seres humanos que retrata em suas telas. Ganhou uma viagem à Europa, onde teve contato com a obra dos impressionistas.

A influência que recebeu desses artistas foi tão grande que ele é considerado o maior representante dessa tendência na pintura brasileira.

Obra destacada

Trigal.

Para seu conhecimento

O quadro Mulheres no Jardim, de Monet, foi pintado totalmente ao ar livre e sempre com a luz do sol. São cenas do jardim da casa doartista.

movimento impressionista foi idealizado nas reuniões com seus principais pintores e elas aconteciam no estúdio fotográfico de Nadar, na Rue de Capucines, Paris.

Fonte: www.galeriafernandobarbosa.kit.net

Impressionismo

Impressionismo na Pintura

Os pintores da Academia Real Francesa expunham seus trabalhos no Salão, que era uma instituição muito antiga que emprestara seu nome do Salon Carré du Louvre.

Em 1791 ao ser aberto para todos os artistas surgiram grupos muito polêmicos. Impossibilitados de exporem suas obras, os "recusados" passam a realizar exposições próprias.

Impressionismo
Monet

Impressionismo
Gaugin

Na exposição de no Salão dos Recusados, os críticos, formado pela burguesia, não reconhecem os valores inovadores, preferindo manter a segurança oferecida pelo do tradicional e acadêmico.

Na exposição de 1874, Edmond Renoir, irmão do pintor Auguste Renoir, dá o nome à tela "Impressão: Nascer do Sol", de Claude Monet.

Foi então que o crítico Louis Leroy (1812-1885) escreveu no "Charivari", publicação política, literária e satírica popular:"Selvagens obstinados, não querem por preguiça ou incapacidade terminar seus quadros. Contentam-se com uns borrões que representam suas impressões. Que farsantes! Impressionistas!".

Surge assim o nome daquele movimento: Impressionismo.

O nome carregava um cunho pejorativo. Não é, entretanto, uma denominação de todo equivocada. No título de sua obra, Monet indicava claramente seu propósito de traduzir na pintura seu próprio sentimento, antes de representar uma paisagem determinada.

Impressionismo
Monet

Impressionismo
Cézanne

Na exposição de 1874, pela primeira vez na história da arte, um grupo admite uma mulher: a francesa Berth Morisot (1841-1897)

O Impressionismo dá nova visão conceitual da natureza, baseada na experiência visual direta da natureza: ela é o que vemos ou sentimos. Não há mais uma hierarquia temática, apenas um motivo. A unidade da obra está na linguagem da pintura, nos elementos que a compõem.

A arte alegre, vibrante e moderna dos impressionistas enche os olhos de cor e luz. Eles não se preocupaam em discutiar em sua arte os dramas humanos, políticos e sociais da época. Pode-se dizer que foram alienados políticos, inaugurando uma arte de caráter decorativo.

Prevalecem a luz e a cor natural, captura externamente e não mais nos interiores dos ateliês. É a presença da natureza, as transparências luminosas, a claridade das cores, o plein-air. É a sugestão de felicidade e de vida harmoniosa que transparece nas imagens criadas pelos impressionistas.

Os impressionistas procuravam retratar em suas telas os reflexos que a luz do sol produz nas cores da natureza. A fonte das cores estava nos raios do sol.

Qualquer mudança no ângulo destes raios implicava uma alteração de cores e tons. Assim, os impressionistas adotaram uma concepção dinâmica da cor. A beleza - e certamente a glória do Impressionismo se faz presente ao permanecer na superfície, na aparência das coisas, na água, do corpo, da luz.

A luz solar ao incidir sobre os elementos coloridos da natureza, dá a eles diferentes tonalidades, reflete estas tonalidades no espaço ou sobre outros objetos coloridos, provocando reflexos simultâneos e colorido.

Os impressionistas eliminaram os menores detalhes e sugeriram formas menos definidas. Eles preferiam corem primárias como o vermelho, amarelo e o azul e complementares - verde, púrpura e laranja. Para realçar a qualidade de cada uma das cores, usavam a justaposição das cores primarias, que quando vistas a uma certa distância e contrastavam com uma cor complementar.

De 1874 a 1886 os impressionistas montam 8 exposições, mas sem sucesso comercial. O grupo se dispersa.

Alguns deles, juntamente com artistas mais novos tentam superar as propostas básicas do impressionismo, dando surgimento aoNeo-Impresssionismo e Pós-Impressionismo.

No Brasil, o Impressionismo surgiria apenas tardia e precáriamente nas obras de alguns artistas, entre eles: Eliseu Visconti (1866-1944) e Georgina de Albuquerque (1885-1962).

Resumidamente temos:

Impressionismo

Os artistas se peocupam em comunicar-se pela arte a impressão subjetiva pura e simples recebida da natureza. A opinião individual de cada um faz de uma obra de arte pelo estado emotivo provocado por esta obra.

Os artistas abandonam os ateliês e pintam ao ar livre, registrando as constantes modificações que a luz solar provoca na natureza. Tem como característica a cor leve e transparente. Os contornos são diluídos pelos efeitos luminosos.

Neo- Impressionismo

Tem como origem o estudo cientifico da cor. É também conhecido como Ppontilhismo e Divisionismo.

Entre os pintores desse grupo temos: Paul Signac, e Georges Seurat. Os artistas procurarm dar sensação de imagens pulverizadas no espaço. Apresenta como caracteristica colocar as cores puras uma ao lado da outra diretamente na tela para que produzam sensações óticas de novas cores.

Pós-Impressionismo

Tem origem nos pintores vanguardistas, como os franceses Paul Cézanne ( 1839-1906) e Paul Galguin (1848-1903) e o holandês Vicent Van Gogh (1853-1890), que reagiram contra algumas características do impressionismo do Neo-impressionismo.

Cézane

Dá destaque ao geometrismo das formas da natureza. Aplica as cores limpas e simples, mas bem determinadas.

Van Gogh

Aplica as cores com textura espessa e espatulada para transmitir a emoção, procura subjetividade e humanismo na obra.

Gaguin

Trabalha com as cores puras, fortes, sem claro/escuro, e as formas são bidimensionais, sem perspectiva.

Impressionismo na Música

Na abertura dessa página você deve ter ouvido uma composição de Debussy.

Todo Impressionismo musical está baseado no francês Claude Debussy, o pai da música moderna.

Ele, graças à sua rebeldia e ao seu inconformismo, operou uma revolução confiando mais em seu ouvido e nem tanto nos tratados de harmonia e composição.

Levado pela intuição, abriu todo um caminho para as experiências modernistas do nosso século. Debussy criou um sistema de acordes isolados, livres da rigidez da harmonia tradicional. Os acordes lembraram aos contemporâneos as pinceladas expontâneas dos pintores impressionistas. Foi logo chamado de "impressionista", assim como os seus seguidores.

movimento ganhou esse nome. A contribuição de Debussy não se restringiu à harmonia. Ele foi um dos primeiros compositores a se interessar pela rica música oriental. Logo adotou algumas de suas soluções, como as escalas de tons inteiros e as escalas pentatônicas.

Outras influências foram o jazz americano e a música negra. O piano foi principal meio de expressão de Debussy. Ele deixou importantes obras na música orquestral , na música de câmara e na ópera, com a obra-prima Pelléas et Mélisande.

Maurice Ravel é outro grande nome do Impressionismo.

A princípio ele seguiu as idéias debussistas, mas sempre mostrou uma personalidade bastante forte. Exímio orquestrador, grande criador de melodias, Ravel era um compositor que buscava da perfeição. Depois de compor inúmeras obras-primas impressionistas como La Valse, Daphins et Chloé e Pavane pour une infante défunte, voltou-se, no final da vida, a uma estética mais clássica. Uuma das grandes inspirações de Ravel e de Debussy foi a Espanha.

Manuel de Falla foi o mais importante compositor espanhol impressionista.

Ele acrescentou ao Impressionismo francês o calor e a sensualidade espanhola, os ritmos andaluzos e a orquestração colorida que fizeram célebres obras como El Sombrero de Tres Picos e El Amor Brujo.

Fonte: www.angelfire.com

Impressionismo

Impressionismo

Impressionismo foi o movimento das artes plásticas, desenvolvido na pintura, no final do século XIX, na França, e que influenciou muito a música.

Constitui-se no marco da arte moderna por ser o início do caminho rumo ao Abstracionismo. Embora mantenha temas do realismo, não se propõe a fazer denúncia social. Retrata paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo.

A diferença está na abordagem estética: os impressionistas parecem apreender o instante em que a ação acontece ao criar novas maneiras de captar a luz e as cores. Nessa tendência em mostrar situações naturais, extrai conceitos da fotografia, nascida em 1827.

Impressionismo

A primeira exposição pública impressionista realiza-se em 1874 em Paris.

Entre os expositores está Claude Monet, autor de Impressão: o Nascer do Sol (1872), tela que dá nome ao movimento.

Outros expoentes são os franceses Édouard Manet (1832-1883), Auguste Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1839-1899), Edgar Degas (1834-1917) e Camille Pissarro (1830-1903). Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas dão enorme importância à luz natural.

Nos quadros são comuns cenas passadas à beira do rio Sena, em jardins, cafés, teatros e festas. O que está pintado é um instante de algo em permanente mutação.

Impressionismo

Com a dispersão do grupo, alguns artistas tentam superar as propostas básicas do movimento desenvolvendo diferentes tendências, agrupadas sob o nome de Pós-Impressionismo. Nessa linha se incluem os franceses Paul Cézanne e Paul Gauguin (1848-1903), o holandês Vincent Van Gogh e o francês Georges Seurat.

Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo, ou divisionismo. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequenos pontos visíveis de perto, que se fundem na visão do espectador conforme a distância em que ele se coloca da obra.

A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida da subdivisão das cores. Como resultado, elas tendem a exibir um caráter estático. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte, de Seurat.

Impressionismo

Embora inicialmente ligado ao Impressionismo, Cézanne desenvolve uma pintura precursora do Cubismo. Van Gogh alia-se ao Expressionismo, enquanto Gauguin dá ao Impressionismo uma dimensão simbólica que inspira o Simbolismo e o Expressionismo.

As idéias do Impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890 na França. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens, como Reflexos na Água, do compositor francês Claude Debussy (1862-1918), pioneiro domovimento.

Impressionismo abandona a música tonal - estruturada com base na eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons) - como principal.

Sustenta-se nas escalas modais (definidas pela recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente, da música popular européia e da Idade Média.

A obra de Debussy é marcada pela proximidade com poetas do Simbolismo. Prelúdio à Tarde de um Fauno, considerado marco doImpressionismo musical, ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. Na ópera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pelléas et Mélisande. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937), autor de A Valsa e de Bolero.

No Brasil, nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Uma das telas de Visconti em que se evidencia essa influência é Esperança (Carrinho de Criança), de 1916.

Características pós-impressionistas encontram-se em obras de Eliseu Visconti, João Timóteo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como O Farol (1915). A música nacionalista, como a desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos, retira muito de sua base do impressionismo.

Fonte: www.spiner.com.br

Impressionismo

Aproximadamente em 1874, Claude Monet e outros pintores franceses que geralmente pintavam ao ar livre para melhor observar os efeitos da luz sobre as pessoas, objetos e paisagens, perceberam que as cores da natureza se alteravam constantemente de acordo com a intensidade da luz solar que incidia sobre elas.

Perceberam então, que podiam representar uma paisagem não como objetos individuais com cores próprias, mas como uma mistura de cores que se combinavam entre si.

Esta inovação na forma de pintar teve início com Edward Manet (1832-1883) que utilizou em suas obras cores vibrantes e luminosas, abandonando o método acadêmico de suaves gradações de cores.

Ao se olhar uma obra impressionista de perto se vê pinceladas separadas que produzem a sensação de mancha sem contorno. Porém, ao se olhar de longe, as pinceladas organizam-se em nossa retina criando formas e luminosidade.

Porém, vários críticos de arte “atacavam” qualquer artista que não seguisse os padrões estabelecidos pela Academia e recusavam estas obras, então os artistas resolveram se organizar e recorrer ao Imperador Napoleão III que sob fortes protestos autorizou a realização de uma exposição paralela a Oficial, chamada de Salão dos Recusados. Depois desse Salão vários artistas passaram a organizar suas próprias exposições.

Foram realizadas oito exposições gerais, em 1874/76/77/79, 1880/81/82/86.

A primeira ocorreu no atelier do fotógrafo Maurice Nadar; relação importante pois a fotografia viera mudar os conceitos da pintura realista.

Considerado um movimento anti-acadêmico e anti-romântico, de início a denominação teve cunho pejorativo pois foi utilizada pelo crítico de arte Louis Leroy após contemplar a tela de Claude Monet “Impressão, sol nascente”, achando-a mal acabada, em relação às obras clássicas, ridicularizou-a, dizendo que estes artistas contentam-se em dar apenas a “impressão” de uma realidade.

Características

A natureza foi a fonte de inspiração dos impressionistas, suas obras fixam um determinado instante, onde se mesclam vários tons de luz e cor

Ausência da linha, pois a forma se distingue do espaço pela cor, ou pela mancha de luz projetada sobre o corpo no espaço

As figuras são transformadas em massas coloridas, não interessam os modelos, e sim as modificações que a luz vai produzir neles

A cor é leve e transparente

O elemento predominante é a luz solar

Rejeitam os tradicionais temas mitológicos e imaginários, buscando novas fontes de inspiração recorrem à paisagens e cenas do cotidiano.

Seus principais representantes foram Manet, Monet, Renoir, Pissarro, Morisot, Degas, Bazille, Boudin, Cassat, Cézanne, Gauguin, Serat, Signac, Lautrec e Vicent van Gogh. Apesar de ter maior expressão na pintura, influenciou alguns escultores como Edgar Degas (1834-1917) e Auguste Rodin (1840-1917).

Rodin, nascido na mesma época, é considerado por muitos historiadores um artista realista e apesar de não ter participado do grupo impressionista recebeu algumas influencias (exemplo: não dava o último acabamento as obras, preferindo deixar algo para o a imaginação do espectador).

Eliseu Visconti é considerado o introdutor do impressionismo no Brasil, retratando paisagens cariocas, fluminenses e cenas do tipo. Apesar de ser voltado para a evolução técnica da arte européia, Visconti buscou os temas a serem trabalhados no meio brasileiro (Delta Universal, 1982).

Na definição de Eugéne Boudin impressionismo é o “movimento que leva a pintura ao estudo da luz plena, do ar livre e da sinceridade na reprodução dos efeitos do céu” [Barsa. (1967), p.434]

Fonte: www.she.art.br

Impressionismo

Tendência estilística que dominou a pintura, sobretudo francesa, no último quartel do século passado. Anti-acadêmico e anti-romântico, oImpressionismo preparou o caminho para todas as manifestações artísticas que se lhe seguiram, e teve em Manet, Monet, Renoir, Píssarro, Sisley, Morisot, Degas, Brazille, Boudin, Cassatt, Cézanne, Gauguin, Seurat, Signac, Lautrec e Van Gogh seus principais representantes.

A denominação impressionismo tinha de inicio cunho pejorativo, e foi utilizada por um crítico de arte, Louis Leroy, para designar a espécie de arte que pudera ver na primeira coletiva da Société Anonyme des Artistes Peintres, Sculpteurs et Graveurs, realizada entre 15 de Abril e 15 de Maio de 1874 em Paris (Lê Charivari, 25 de Abril de 1874).

Derivava do nome de um quadro de Claude Monet então exposto: “Impressiona u Soleil Levant” (1874).

Não era porém a primeira vez em que a condição de Impression, peculiar a todas as obras participantes da mostra de 1874, era posta em relêvo por críticos: Castagnary, por exemplo, afirmara em 1864, referindo-se à pintura do holandês Jongkind: “nela, tudo não passa de impressão”. E Daubigny era tido, em 1865, como “chefe da escola da impressão”.

Impressionismo

Para Camille Mauclair, pode o Impressionismo ser sintetizado em poucas palavras: “reação contra o espírito greco-latino e contra a organização escolástica da pintura”.

Em verdade, a conceituação da tendência é bastante difícil, a não ser que aceitemos a definição sumária de um artista, Eugène Boudin, que se acha por assim dizer, na origem mesma do movimento: “movimento que leva a pintura ao estudo da luz plena, do ar livre e da sinceridade na reprodução dos efeitos do céu”.

Entre os precursores longínquos do Impressionismo merecem ser citados, entre outros, Watteau, Claude Lorrain, Ruysdael, Poussin, Turner, Bonington, Constable, Delacroix, Moreau, Hubert Robert, Canaletto, Fragonard, Guardi e uma série de outros pintores; precursores diretos, contudo, foram alguns românticos franceses, agrupados na chamada Escola de Barbizon (segundo certo crítico, “a casa de campo do Romantismo”), Corot, Coubert; foram, acima de todos, Johann Barthold Jongkind e Louis Eugène Boudin, os que até certo ponto podem já ser considerados pintores impressionistas.

O crítico Claude Roger- Marx, estudando o movimento, definiu-o como “conseqüência das sucessivas descobertas levadas a efeito pelos românticos, por Corot, Coubert e a Escola de Barbizon”.

Como movimento organizado, o Impressionismo durou de 1874 a 1886, período que assistiu à realização de suas oito exposições gerais: em 1874, 1876, 1877, 1879, 1880, 1881, 1882 e 1886.

Da primeira mostra inaugurada no atelier do fotógrafo Maurice Nadar, circunstância que não deixa de possuir alto significado, já que até certo ponto a fotografia viera desferir um golpe profundo na pintura realista, participaram nada menos de 30 pintores, a saber: Astruc, Attendu, Béliard, Boudin, Bracquemond, Brandon, Bureau, Cals, Cassatt, Cézanne, Colin, Debras, Guillaumin, Latouche, Lepic, Lépine, Levert, Meyer, Molins, Monet, Morisot, Mulot-Durivage, De Nittis, os dois Ottin, Pissarro, Renoir, Robert, Rouart e Sisley. Muitos de tais artistas acham-se hoje esquecidos, como Astruc, Cals e outros, ou relegados a discreto segundo plano, como Lépine e Guillaumin.

Outros, contudo, entre eles Cézanne, Monet, Morisot, Pissarro, Renoir e Sisley, podem ser tidos entre os pintores mais ilustres do século XIX.

A aceitação do Impressionismo, por parte do público – aceitação impossível nas quatro primeiras exposições – começa a ter lugar em 1880, por ocasião da quinta mostra; a qual reúne 12 quadros de Degas, 15 de Morisot, 16 de Pissarro, 7 de Gauguin, e ainda obras de Guillaumin e Mary Cassatt.

Sem embargo, a respeito da mostra assim escreveu no Fígaro de 9 de Abril o crítico Wolff: “Com as exceções de Degas e de Berthe Morisot, o resto não vale a pena de ser visto, e menos ainda discutido. É a pretensão, na nulidade.

Nem arte, nem estudo, figuras desproporcionadas, sempre a mesma tinturaria cheia de vácuo. Esses homens não se modificam, não podem esquecer nada, pois nada aprenderam. Por que um homem como Degas perde seu tempo nessa aglomeração de nulidades?

Por que não faz como Manet, que há muito desertou do Impressionismo, cansado de rebocar indefinidamente a cauda dessa escola detestável?”

A referência a Manet é importante: esse artista, que só muito relativamente se considerava um impressionista, estética a que o conduzira sua cunhada, Berthe Morisot, trocara o recinto das mostras do grupo pelo Salão Oficial, no qual acabara de ser aceito após inúmeras recusas, desde que expusera no de 1865 sua célebre tela “Olympia”. Manet, por muitos considerado como o mais importante precursor do impressionismo, em verdade converteu-se à tendência apenas em 1875, com a obra “Lê Grand Canal”, feita em Veneza. Ainda um ano antes, convidado a tomar parte na primeira coletiva do grupo, recusara-se terminantemente.

O crítico François Mathey chama-o de “clássico, passando por criador do Impressionismo, quando não é senão a última malha de uma longa tradição pictórica: Chardin, Watteau, Corot, Manet”, o que não deixa de ser procedente, tanto mais que no Salão de 1881 é lhe concedida a Medalha de Segunda Classe (pela obra “Retrato de Pertuiset, o Caçador de Leões”, hoje no Museu de Arte de São Paulo), e ainda em 1882 a Legião de Honra, um ano apenas antes de sua morte.

Na exposição de 1881, do núcleo primitivo apenas restam Degas, Pissarro e Morisot, mas na seguinte ei-los quase todos de novo reunidos, com a exceção de Degas. Dois pintores que expõem na oitava e derradeira mostra impressionista, Signac e Seurat, terminarão por indicar a essa tendência um caminho inteiramente novo, baseando-se nas teorias físicas de sábios como Helmholtz, Rood e Chevreul.

Impressionismo

Novo caminho indicarão também três pintores algo à margem do Impressionismo, se bem que dois tenham mesmo participado das mostras do grupo. Esses três pintores chamam-se Paul Cézanne, Paul Gauguin e Vincent van Gogh, e ocupam lugar importante na história da pintura, não só pelo que foram, como pelo que possibilitariam.

A chamada arte moderna, com efeito, nasce com a contribuição de cada um deles, sendo Cézanne responsável pela conceituação de um novo espaço pictórico, Gauguin pela imposição de uma fórmula sintética abrangendo forma e cor num todo simples e abstrato, Van Gogh pela vitória da cor sobre o desenho.

Passando agora ao estudo da obra de cada um dos chamados impressionistas, chegar-se-á à conclusão de que os mais típicos representantes da tendência, seus mais fiéis defensores, foram Monet, Renoir, Pissarro e Sisley, sendo que apenas Pissarro participou de todas as oito exposições do grupo. Monet, considerado chefe inconteste da escola, foi aluno de Boudin, e muito deveu igualmente a Jongkind.

Em suas ultimas obras, executadas já nos primeiros anos do século atual, praticamente atingiu aos limites em que as designações de figurativa e não figurativa, dadas à pintura pela crítica de arte contemporânea, perdem todo e qualquer significado. É o momento das “Nymphéas”, série iniciada exatamente em 1900.

É extraordinário o fascínio que no momento exercem, internacionalmente, as pinturas dos componentes do grupo, as quais atingem no mercado de arte cotações simplesmente fabulosas, mormente se comparadas aos preços ínfimos de poucos anos atrás (1960: Cézanne, “Lês Pommes”, 200.000 dólares; Degas, “Trois Jockeys”, 65.000 dólares; Gauguin, “Femme Assise”, 106.400 dólares; Monet, “Water Garden, Giverny”, 54.800 dólares; Pissarro, “Avant Port de Dieppe”, 35.000 dólares; Renoir, “Nu Debout dans L’Eau”, 106.400 dólares).

Impressionismo

Na música e na literatura. O Impressionismo, como estilo, se tornou comum a outros tipos de expressão, como a Música e a Literatura.

Na Música, com Debussy, Ravel e Resphigi, representou uma reação antiwagneriana. Os compositores visavam à dissolução de certas estruturas rígidas de algumas formas musicais.

Segundo Laloy “é uma música que não obedece às leis da sensação; puramente auditiva, como visual é, da mesma maneira, a pintura impressionista”.

Na Literatura, o Impressionismo derivou do Realismo, e o termo, só recentemente posto em uso por críticos e nsaístas, tem servido para situar escritores até então sem uma classificação definida. Assim, a mesma indefinição do detalhe, do objeto, tanto na Pintura como na Música, é observada na Literatura.

O escritor passa a lidar com “estados de alma”, no dizer de Hibbard, e até o enredo fica subordinado à situação daqueles “momentos”. A sintaxe perde a sua estruturação clara e é apenas esquematizada, levando em conta as necessidades expressivas para a captaçào do mundo subjetivo que o escritor quer retratar.

Amado Alonso no ensaio Impressionismo em el Lenguaje, mostra que não há propriamente uma linguagem impressionista, mas algumas preferências por expressões subjetivas, simbólicas, que servem para aproximar certos escritores. E aponta o exemplo, muitas vezes freqüente, do abandono da ordem lógica da frase.

E mais: o tratamento verbal para que o leitor tenha a sensação, não de uma descrição objetiva e onisciente do autor e sim de testemunha dos fatos apresentados.

Assim, muitas vezes, escritores que à primeira vista pareciam tão distantes em sua maneira de concepção, podem ser aproximados por uma característica afim do estilo.

No caso, Katherine Mansfield, Marcel Proust e outros.

Impressionismo

No Brasil, o ficcionista Adelino Magalhães tem sido o mais freqüentemente apontado pelos críticos como impressionista. Algumas referências, nesse sentido, tem sido feitas igualmente em relação a Raul Pompéia, Graça Aranha e Cornélio Pena.

Fonte: www.portalartes.com.br

Impressionismo

O nome Impressionismo, como tantos outros exemplos na História da Arte (os termos gótico ou maneirismo, por exemplo), inicialmente teve um cunho pejorativo.

Foi um rótulo colocado ao trabalho de um grupo de artistas que, de acordo com os críticos da época, acreditavam na impressão do momento como algo tão importante que se bastava por si mesa, dispensando as técnicas tradicionais acadêmicas.

Impressionismo

Esses artistas realizaram inúmeras exposições em Paris entre 1874 e 1886, porém, sua aceitação pelo público foi lenta e sofrida, pela incompreensão ao trabalho realizado.

Ridicularizados inicialmente pela crítica por não seguirem a tradição pictórica que vinha sendo solidificada desde o renascimento, acabaram por, paulatinamente, obter o respeito e aceitação de suas “novas técnicas“ por parte do público. E, como acontece em muitas ocasiões, a crítica foi a reboque dos acontecimentos.

A busca da imagem ao natural

Os objetos retratados ao ar livre, sob a luz natural, eram bastante valorizados pelos impressionistas. O volume e solidez, características que a pintura tradicional pregava como fundamentais para uma obra de arte existir, começaram a ser desrespeitados, abrindo caminho para as vanguardas estéticas do Século 19.

Quanto à fidelidade com o objeto retratado, não se pode dizer que os impressionistas não a desejassem, mas buscavam essa fidelidade à sua maneira.

Com efeito, os impressionistas faziam suas pinturas fora das convenções artísticas, mas, de preferência, sob os efeitos do olhar e das mudanças da luz diária.

Impressionismo

Nesse sentido pode-se dizer que são descendentes do Realismo. As cores eram de fundamental importância para o grupo, elemento extremamente expressivo em sua arte.

A importância do pincel na formulação da obra

A frescura da impressão que um objeto causava ao artista deveria ser captada pelas pinceladas. Os objetos retratados seriam aqueles percebidos pela visão como paisagens, retratos, cenas do cotidiano.

Duas influências foram fundamentais para o movimento: as estampas japonesas que popularizam-se na Europa no final do Século 19, com seu desrespeito à perspectiva e às normas de composição da academia ocidental - suas formas repletas de vida encantavam os impressionistas - e a invenção da fotografia.

Monet e Pissarro

Claude Monet (1840 - 1926) é considerado o fundador do Impressionismo. São famosas suas pesquisas em cima dos ideais impressionistas, como a representação de um objeto em diferentes horas do dia e sob diferentes luzes.

Impressionismo

Camille Pissarro (1831 - 1903), com sua ênfase no método e o forte efeito que seus quadros exprimem, por terem sido executados quase que acidentalmente, foi outra grande influência para importantes nomes impressionistas.

Foi um dos pintores que mais ajudou, com sua obra e formulações teóricas, a aceitação por parte da opinião pública do conceito de que a visão do artista interfere na percepção da obra.

Um bom exemplo de seu trabalho pode ser dado por “O Boulevard des Italiens, Manhã de Sol“, com suas figuras indistintas.

Mulheres na pintura impressionista

Berthe Morisot e Mary Cassat eram as duas mulheres que faziam parte do grupo impressionista.

Impressionismo

MORISOT (Berthe), pintora francesa (Bourges, 1841 - Paris, 1895), cunhada de Manet. Praticou um impressionismo elegante.

CASSATT (Mary), pintora e gravadora norte-americana (Pittsburgh, 1844 - Le Mesnil, França, 1926). Radicada em Paris, foi amiga de Degas, que a orientou. Juntou-se aos impressionistas da escola de Paris e ganhou reputação internacional.

Acredita-se que tenha sido Morisot quem levou Edouard Manet, seu cunhado, ao Impressionismo.

É exemplo da obra de Morisot, a “Vista de Paris do Trocadero“, em que retrata a cidade baseando-se na vista de cima.

Cassat, por sua vez, era uma das artistas do conjunto cuja influência das estampas japonesas era mais nítida em seu trabalho. Seus trabalhos versavam sobre temas domésticos, tratados de forma simples e direta. “O Banho“ é uma boa amostra deles.

Renoir e Degas

Pierre Auguste Renoir e Edgar Degas são outros dois importantes nomes do movimento.

Merece citação especial o nome de Édouard Manet (1823 - 1883), que, apesar de nunca ter exposto com os impressionistas, realizava algumas de suas pinturas obedecendo a esse estilo.

Sua carreira passou por diversas fases e costuma ser considerado tanto um pintor impressionista como realista.

Antes de os impressionistas começarem a expor, Degas já havia quebrado as regras de pintura acadêmica, obtendo aceitação da crítica um pouco antes de seus companheiros.

Sua obra “O Balcão“, com damas de cabeças quase que planas, valorizando as imagens como realmente percebidas pelo olhar e não como deveriam ser tecnicamente, chocou inicialmente a opinião pública, quando exposta, em 1869.

Além das fronteiras

Além da França, o Impressionismo acaba se espalhando por outros países. Destaques são americanos como Childe Hassam (1859-1935), Maurice Prendergast (1859-1924) e James Abbott McNeill Whistler (1834-1903), este último, um dos primeiros artistas ocidentais a perceber o valor das estampas japonesas.

Fonte: www.pitoresco.com.br

Impressionismo

O Impressionismo nasce em Paris cerca de 1865

Surgirá publicamente com uma primeira exposição coletiva feita no estúdio do fotógrafo Nadar em 1874, nesta mostra expõem os artistas que, mais tarde, a crítica viria a qualificar de impressionistas: Edgar Degas, Claude Monet, Auguste Renoir, Camille Pissarro, Paul Cézanne, Sysley, Boudin e Berthe Morisot.

O termo “impressionisme” é pela primeira vez impresso no periódico "le Charivari" de 25 de Abril de 1874 pelo critico de arte Louis Leroy, tendo como pretexto uma paisagem de Claude Monet intitulada Impression, soleíl levant para aí qualificar de Exposítion des impressionnistes a pintura exposta no estúdio de Nadar.

Todos estes artistas se indignaram, alguns anos antes, quando da recusa da obra de Edouard Manet enviada ao Salon de 1863, a emoção foi tão grande nos meios artísticos que Napoleão III autoriza a constituição de um Salon des Refusés. O Déjeuner sur l’herbe suscita um vivo entusiasmo nos jovens pintores, que encontram em Manet, algumas das suas preocupações estéticas, fazendo dele o seu mentor.

O Salon de 1866 acolhe alguns destes pintores, Degas, Berthe Morisot, Sisley, Monet, Pissarro; mas Manet, Cézanne e Renoir são recusados, o que dá ocasião a Emile Zola de escrever uma diatribe que o tornará no defensor publico destes novos artistas.

A segunda exposição do grupo efetua-se em 1876 (Cézanne não participa).

A sétima exposição: "Septième Exposition des artistes indépendants" prefigura o "Salon des Indépendants", que será fundado dois anos depois em 1884.

Entre 1874 e 1896 realizam oito exposições coletivas, formando a mais importante corrente de contestação ao Academismo.

Escolhem temas do quotidiano e fazem uma pintura de plein air, (contrariamente á pintura temática e de estúdio), interessam-se pelos efeitos e cambiantes da luz, apoiando-se na teoria da cor de Chevreul, aplicam as tintas em pequenas pinceladas de cores saturadas, geralmente claras, que reforçam os contrastes das cores, intensificando o contraste simultâneo e das complementares, obtendo assim uma superfície pictórica vibrante de cor e de luz.

Impressionismo é uma forma de Arte que tem por objeto a evocação direta das impressões, fugidias ou duráveis, experimentadas pelo artista. A pintura impressionista distinge-se pelo gosto das cores e pelo amor da luz.

O que une os artistas é essencialmente a sua vontade de romperem com a arte oficial, porque a doutrina segundo a qual as cores devem ser aplicadas saturadas sobre a tela em vez de misturadas na paleta, só será aplicada por alguns e durante um pequeno numero de anos. Em verdade, o Impressionismo é mais um estado de espirito do que uma técnica.

Quando Pissarro morre, em 1903, é evidente para todos, que este movimento, fora a revolução pictórica essencial do século XIX.

Degas e Cézanne nunca foram Impressionistas no sentido estrito do termo, e Manet, apesar de ligado a eles nunca participou nas suas exposições.

Impressionar (dic.): imprimir, sensibilizar, afetar, emocionar marcar, comover, tocar, perturbar

Influências

Eugène Delacroix, “o desenho e a cor são inseparáveis”.
William Turner, “a observação da natureza é a primeira lei da pintura”.
A corrente do Naturalismo denominada "Escola do Barbizon".

Manet

Dejeuner sur L’herbe, 1863.
Portraít d'Emile Zola, 1868.
Nana, 1877.
Au Café,1878.
Un bar aux Folíes~Bergère,1882.

Principais obras do Impressionismo:

Monet

Impression, soleíl levant, 1872.
La gare de Saint Lazare, 1877.
Les Meules, 1888 - Série de pinturas de medas de feno observadas a diferentes horas do dia.
La Cathédrale de Rouen, 1892 - Série de 42 pinturas sob diferentes condições de iluminação.
Nymphéas,1920/26.- Serie de pinturas com efeitos de luz sombra e transparências de nenúfares sobre a agua.

Renoir

La loge,1874.
Moulin de la galette, 1876.
Le Dejeuner des canotiers, 1881.
Les Grandes Baigneuses, 1883/5.

Degas

L'Absinthe, 1877
Nus de mulher tomando banho, 1886.
Serie de desenhos e pinturas tendo o Ballet como tema.

Galeria das Fotos de Impressionistas

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Fonte: www.esec-josefa-obidos.rcts.pt

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