
Edgar Degas, "La classe de danse"
Curiosamente, o termo Impressionismo foi inicialmente atribuido a um grupo de jovens pintores com um tom extremamente pejorativo. Estamos na segunda metade do século XIX, e a grande evolução - quer a nível tecnológico ou a nível cultural - centrava-se essencialmente em Paris, no coração da Europa.
A cidade era um foco artístico onde de reuniam artistas das mais variadíssimas origens para partilharem experiências e aprendizagens.
O meio era o mais favorável possível à inovação, registando dois fatores absolutamente fundamentais: a invenção da fotografia e o início da produção e comercialização de tintas preparadas quimicamente, em bisnagas.
O gosto pela pintura proliferava e tornava-se mais acessível a toda a gente, e é no meio desta atmosfera de renovação própria de um sentimento de fin de siècle que surgem os chamados "Recusados".

Claude Monet, "Impression - Sunrise"
Falamos de um grupo de pintores regularmente reunidos em Montmartre, entre os quais Paul Cézanne, Edgar Degas, Claude Monet, Edouard Manet, Henri de Toulouse-Lautrec, Auguste Renoir, Georges Seurat, Alfred Sisley e Camille Pissarro, sob uma espécie de orientação literária de Guillaume Apollinaire.
O grupo partilhava uma intenção coletiva de inovação e modernidade, mas dividiu-se sempre em percursos individuais singulares. A possibilidade de se poder agora registar a realidade e a Natureza com grande fidelidade através da fotografia, foi um dos motivos que levou à grande ruptura com a pintura tradicional académica naturalista, desabrochando um gosto da prática da "arte pela arte"... Pintar deveria ser agora uma atitude livre em busca de prazer, a expressão direta da joie de vivre, e já não apenas uma forma de representação do real. Incentivava-se a produção ao ar livre, diretamente inspirada pela beleza efémera das paisagens, e na verdade o que interessava agora era apenas captar precisamente a fugacidade desses momentos transitórios numa ou duas pinceladas...
Cresceu um verdadeiro interesse pelo ritmo da vida quotidiana em constante movimento, ao tomar-se a consciência de que toda a realidade é efetivamente efémera, na medida em que a luz que se transforma ao longio do dia vai transformando também as coisas que ilumina. É por isso que os pintores impressionistas escolhem sempre os temas mais simples da vida quotidiano para pintar, porque o motivo é apenas um pretexto para as experiências cromáticas, os efeitos de luz e cor, as impressões de um momento perdido no tempo...
Claude Monet é aqui uma espécie de pioneiro.
Durante uma exposição do grupo referido no Salão de Paris, Monet apresentou um quadro cujo nome era "Impressão: Sol nascente". Este ficou conhecido como o "Salão dos Recusados", na medida em que as obras foram grande motivo de chacota em toda a exposição, sendo os seus autores apontados como ridículos, por uma burguesia perfeitamente desprovida de uma visão que lhe permitisse compreender a dimensão da beleza que tinha perante si.
Mesmo a crítica mostrou-se austera e implacável, utilizando o título do quadro de Monet para apelidar o grupo de "estes impressionistas", com um carácter extremamente depreciativo. No entanto, a beleza chegou-nos até hoje e a noção de "impressão" já não nos parece tão absurda ou ridícula. Há uma certa delícia em contenplar as delicadas bailarinas de Degas como se voassem, a inocência das meninas com flores de Renoir, a mordacidade dos nus de Manet, e muito particularmente a inteligência construtiva das naturezas-mortas de Cézanne. Este, ao defender que todas as formas da Natureza se baseavam nas formas dos cones, cilindros e esferas, adoptou uma esquematização geométrica na sua pintura que serviu de mote das investigações de muitos pintores posteriores, sendo então considerado o "pai do Cubismo".-
Fonte: www.geocities.com
O Impressionismo dá seus primeiros passos em 1874, no ateliê do fotógrafo Nadar, durante a apresentação de um grupo de artistas independentes.
Esse termo estranho, revelado desde o salão dos Recusados, em 1863, conquista o mundo artístico. Durante uma década (1874-1884) essa nova pintura, em reação à pintura realista e clássica do Segundo Império, revoluciona os salões e as galerias. Ela traduz as impressões fugidias, as nuances do sentimento em pinceladas, uma certa recepção das cores fora das normas convencionais. É preciso esperar pela morte de Claude Monet, em 1926, para compreender toda a evolução desse movimento artístico, célebre desde então.
Os Impressionistas viajam, traduzem as paisagens da Ile-de-France, da Bretanha, do Languedoc meridional e da Europa.
Eles são, entre os mais comuns: Edouard Manet, Auguste Renoir, Edgar Degas, Claude Monet, Alfred Sisley, Paul Cézanne, Eugène Boudin e depois também Armand Guillaumin, Frédéric Bazille, Camille Pissaro, Berthe Morisot. Movimentos paralelos a essa escola acontecem no exterior.
Uma nova orientação tomará conta dos salões no Pós-impressionismo, com os Pontilhistas e Georges Seurat, a escola de Pont-Aven e Paul Gauguin, os Nabis e Henri de Toulouse-Lautrec, o início do Expressionismo e Vincent Van Gogh.
Alguns Impressionistas acabarão na miséria, mas os museus estrangeiros disputam suas obras a qualquer preço hoje em dia.
Os Impressionistas
Camille Pissarro (1830-1903)
Edgar Degas (1834-1917)
Alfred Sisley (1839-1899)
Claude Monet (1840-1926)
Frédéric Bazille (1841-1870)
Pierre-Auguste Renoir (1841-1919)
Berthe Morizot (1841-1895)
Gustave Caillebotte (1848-1894)
Os Néo-Impressionistas (pointillistes)
Georges-Pierre Seurat (1859-1891)
Paul Signac (1863-1935)
Henri-Edmond Cross (1856-1910)
Os Pos-Impressionistas
Paul Cézanne (1839-1906)
Paul Gauguin (1848-1903)
Vincent Van Gogh (1853-1890)
Fonte: br.franceguide.com