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Neoclassicismo

 

O que é

Movimento cultural europeu, do século XVIII e parte do século XIX, que defende a retomada da arte antiga, especialmente greco-romana, considerada modelo de equilíbrio, clareza e proporção.

O movimento, de grande expressão na escultura, pintura e arquitetura, recusa a arte imediatamente anterior - o barroco e o rococó, associada ao excesso, à desmedida e aos detalhes ornamentais. À sinuosidade dos estilos anteriores, o neoclassicismo opõe a definição e o rigor formal.

Contra uma concepção de arte de atmosfera romântica, apoiada na imaginação e no virtuosismo individual, os neoclássicos defendem a supremacia da técnica e a necessidade do projeto - leia-se desenho - a comandar a execução da obra, seja a tela ou o edifício. A isso liga-se a defesa do ensino da arte por meio de regras comunicáveis, o que se efetiva nas academias de arte, valorizadas como locus da formação do artista.

O entusiasmo pela arte antiga, a recuperação do espírito heróico e dos padrões decorativos da Grécia e Roma se beneficiam da pesquisa arqueológica (das descobertas das cidades de Herculano em 1738 e Pompéia em 1748) e da obra dos alemães radicados na Itália, o pintor Anton Raphael Mengs (1728 - 1779) e o historiador da arte e arqueólogo Joachim Johann Winckelmann (1717 - 1768), principal teórico do neoclassicismo.

A edição em 1758 de Ruínas dos Mais Belos Monumentos da Grécia, de J.-D. Le Roy e de A Antigüidade de Atenas (1762), dos ingleses James Stuart e Nicholas Revett, evidenciam a intensidade da retomada greco-romana.

A escultura neoclássica tem em Roma o seu centro irradiador, nas versões de Antonio Canova (1757 - 1822), Bertel Thorvaldsen (1770 - 1844) e John Flaxman (1755 - 1826). Teseu e o Minotauro (1781 - 1783) é considerada a primeira grande obra de Canova, seguida pela sepultura do papa Clemente XIV, na Igreja dos Santos Apóstolos (1783 - 1787).

Ainda que amparada em modelos semelhantes, a escultura de Thorvaldsen é vista como oposta a de Canova pelo acento no volume em detrimento do movimento e luz. A fama internacional de Flaxman advém das gravuras para a Ilíada e a Odisséia (1793).

Na pintura, o epicentro do neoclassicismo desloca-se para a França. Ali, diante da Revolução Francesa, o modelo clássico adquire sentido ético e moral, associando-se a alterações na visão do mundo social, flagrantes na vida cotidiana, na simplificação dos padrões decorativos e na forma despojada dos trajes.

A busca de um ideal estético da Antigüidade vem acompanhada da retomada de ideais de justiça e civismo, como mostram as telas do pintor Jacques-Louis David (1748 - 1825), que exercita seu estilo a partir de suas estadas na Itália em 1774 e 1784 e do exemplo dos pintores franceses de Nicolas Poussin (1594 - 1665) e Claude Lorrain (1600-1682).

A dicção austera das composições de David - ao mesmo tempo simples e grandiloqüentes - despidas de ornamentos e detalhes irrelevantes, nas quais as cores são circunscritas pelos traços firmes do contorno, tornar-se-á sua marca caraterística.

O Juramento dos Horácios (1784) e A Morte de Socrátes (1787) são exemplos nítidos da gramática neoclássica empregada pelo pintor francês, em que convivem o equilíbrio e precisão das formas. Pintor da Revolução Francesa (A Morte de Marat, 1793), David foi também defensor de Napoleão (Coroação de Napoleão, 1805-1807).

Nos dois momentos, a França encena os modelos da Roma Republicana e da Roma Imperial, tanto na arte quanto na vida social, pela recusa do estilo aristocrático anterior.

A Revolução Francesa, a proeminência da burguesia e o início da Revolução Industrial na Inglaterra modificam radicalmente a posição do artista na sociedade. A arte passa a responder a necessidades sociais e econômicas.

A construção de edifícios públicos - escolas, hospitais, museus, mercados, cárceres etc. - e as intervenções no traçado das cidades evidenciam a exigência de racionalidade que a arquitetura e a urbanística, nova ciência da cidade, almejam.

A defesa da racionalização dos espaços é anunciada por arquitetos como Étienne-Louis Boullée (1728 - 1799) e Claude-Nicolas Ledoux (1736 - 1806), que traduzem os anseios napoleônicos de transformar arquiteturas e estruturas sociais, com ênfase na função das edificações.

Tal ideário origina, paradoxalmente, projetos e construções "visionárias", como os edifícios em forma de esfera (Casa dos Guardas Campestres, 1780, de Ledoux). Após a revolução, a arquitetura neoclássica teve papel destacado na formação do estilo burguês imperial, presente, entre outros, na Rua de Rivoli e no Arc du Carrousel em Paris.

Reverberações do neoclassicismo se observam em toda a Europa. Todas as nações e cidades, afirma o historiador italiano Giulio Carlo Argan, têm uma fase neoclássica, relacionada à vontade de reformas e de planejamento racional correspondentes às transformações sociais em curso.

As dificuldades de aclimatação do modelo neoclássico no Brasil vêm sendo apontadas pelos estudiosos, por meio de análises das obras de Nicolas Taunay (1755 - 1830) e Debret (1768 - 1848), entre outros.

Na arquitetura, a antiga Alfândega, hoje Casa França-Brasil, e o Solar Grandjean de Montigny, atualmente pertencente à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ, constituem exemplos de construção neoclássica no país.

Referências

ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. Tradução Denise Bottmann e Federico Carotti. Prefácio Rodrigo Naves. São Paulo: Cia. das Letras, 1993. 709 p. il p&b. color.

______. Clássico anticlássico. O Renascimento de Brunelleschi a Bruegel. Introdução, tradução e notas de Lorenzo Mammì. São Paulo: Cia. das Letras, 1999, 497 p.

CHASTEL, André. A arte italiana. Tradução de Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1991, 738 p., il. p&b.

CHILVERS, Ian (org.). Dicionário Oxford de arte. Tradução Marcelo Brandão Cipolla. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 584 p.

FRAMPTON, Kenneth. História crítica da arquitetura moderna. Tradução de Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2000, 470p. il. p&b.

LA NUOVA ENCICLOPEDIA DELL'ARTE GARZANTI. Milão: Garzanti Editore, 1986. 1112p. il. p&b, color.

MORAES, Frederico. Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro, 1816-1994. Rio de Janeiro: Topbooks, 1995, 559 p.

NAVES, Rodrigo. Debret, o neoclassicismo e a escravidão. In: ______. A Forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. 285 p. il. color.

Fonte: www.itaucultural.org.br

Neoclassicismo

Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus.

Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo), que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da Sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o Império de Napoleão.

Principais características:

Retorno ao passado, pela imitação dos modelos antigos greco-latinos;

Academicismo nos temas e nas técnicas, isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas-artes;

Arte entendida como imitação da natureza, num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles.

ARQUITETURA

Tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano.

Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva, transformada depois no Panteão Nacional, em Paris, e a Porta do Brandemburgo, em Berlim.

PINTURA

A pintura desse período foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição.

Características da pintura:

Formalismo na composição, refletindo racionalismo dominante.
Exatidão nos contornos
Harmonia do colorido

Os maiores representantes da pintura neoclássica são, sem dúvida:

Jacques-Louis David

Foi considerado o pintor da Revolução Francesa, mais tarde, tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão.

Durante o governo de Napoleão, registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo, mas algumas delas exprimem fortes emoções.

Obra destacada: Bonaparte atravessando os Alpes e Morte de Marat

Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780-1867)

O pintor foi uma espécie de cronista visual da sociedade de seu tempo. Ingres acreditava qua a tarefa primordial da arte era produzir quadros históricos. Ardoroso defensor da pureza das formas, ele afirmava, por exemplo, que desenhar uma linha perfeita era muito mais importante do que colorir.

" A pincelada deve ser tão fina como a casca de uma cebola", repetia a seus alunos. Sua obra abrange, Banhista de Valpinçonalém de composições mitológicas e literárias, nus, retratos e paisagens, mas a crítica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável.Madame Moitessier Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo, principalmente no gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade.

Amante declarado da tradição. Ingres passou a vida brigando contra a vanguarda artística francesa representada pelo pintor romântico Eugène Delacroix, contudo foi Ingres, e não o retórico e inflamado Delacroix, o mais revolucionário dos dois.

A modernidade de Ingres está justamente na visão distanciada que tinha de sue retratados, na recusa a produzir qualquer julgamento moral a respeito deles, numa época em que se cA Grande Odaliscaonsumava o processo de aliança entre a nobreza e a burguesia.

O detalhismo também é uma das suas marcas registradas. Seus retratos são invariavelmente enriquecidos com mantos aveludados, rendas, flores e jóias.

Para seu conhecimento

Forte influência da arquitetura neoclássica foi a descoberta arqueológica das cidades italianas de Pompéia e Herculano que, no ano de 79 a.C., foram cobertas pelas lavas do vulcão Vesúvio. Diante daquelas construções, num erro de interpretação, os historiadores de arte acreditavam que os edifícios gregos eram recobertos com mármore branco, ocasionando a construção de tantos edifícios brancos. Exemplo: Casa Branca dos Estados Unidos.

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Neoclassicismo

CONTEXTO HISTÓRICO

O que é

O Neoclassicismo é uma corrente artística gerada no contexto das transformações surgidas no séc. XVII, e até meados do séc. XIX. Acompanha o final da Idade Moderna e o início da Época Contemporânea.

A filosofia Iluminista, racional, humanista e progressista, defendia o progresso moral e material das nações, com base no desenvolvimento da ciência e da técnica e na educação dos povos.

Os filósofos Iluministas desejavam reformar as sociedades e exercer uma intervenção cultural, social e politica.

O retorno ao mundo clássico, era uma atitude historicista, entendido como uma expressão de cópia e fiel reprodução.

Trata-se de uma recriação orientada pela razão e fundamentada no conhecimento científico, de modo a construir uma Arte Ideal.

O Neoclassicismo procura respeitar os seus princípios:

- No campo técnico-formal, procurou o virtuosismo e a beleza idealizada com enorme rigor

- No campo temático, fazendo que o Belo, se aproxima-se da Arte Ideal.

Estas características fizeram do Neoclassicismo a arte ideal para transmitir com o seu sentido superior de obediência às regras, os conteúdos ideológicos racionais e moralizantes do Iluminismo. Por isso, o Neoclassicismo foi a arte da Revolução, em França.

ARQUITETURA NEOCLÁSSICA

A Arquitetura Neoclássica foi produto da reação antibarroco e anti-rococó, no século XVIII

Na Arquitetura Neoclássica, os aspectos técnicos foram dominantes, dando origem a uma pesquisa e experimentação rigorosa.

Inspirada nos elevados cânones estruturais, formais e estéticos da arte clássica, a arquitetura neoclássica apresenta as seguintes características gerais:

Usou-se materiais, como a pedra, o mármore, o granito, as madeiras… sem rejeitar os modernos, o ladrilho cerâmico e o ferro fundido

Usou processos técnicos avançados, preferindo os sistemas construtivos simples (o trilítico)

Nas plantas utilizou-se formas regulares, geométricas e simétricas

Das plantas erguiam-se volumes corpóreos, maciços, que evidenciavam a simplicidade e a pureza formais e estruturais

Como cobertura usou-se as abóbadas de berço, as cúpulas, estas cobriam os grandes salões

À estrutura arquitetônica era aplicada a gramática formal clássica: ordens arquitetônicas; Frontões Triangulares, uma Decoração Simples; uma Monumentalidade de escala; uma Planimetria das Fachadas; uma geometria rigorosa das plantas e uma acentuação do corpo central da fachada.

Na decoração recorreu-se à pintura mural e ao relevo em estuque. A decoração foi contida e austera, tratava-se de uma decoração fundamentalmente estrutural. Nos espaços interiores singravam a organização.

PINTURA NEOCLÁSSICA

A Pintura Neoclássica emergiu em finais do séc. XVIII até meados do séc. XIX. Esta pintura surgiu pela razão e procurou o ideal clássico de beleza.

Os pintores neoclássicos adoptaram formas racionais onde a austeridade, a simplicidade e o geometrismo foram as notas mais dominantes.

Os temas representados era de: assuntos históricos, alegóricos, mitológicos, heróicos e o retrato.

As características desta pintura definem-se pela composição geometria, desenho rigoroso e linear, perfeccionismo técnico e pelo tratamento muito elaborado, da luz e do claro/escuro. Exprime, também, a predominância da linha, do contorno e do volume sobre a cor.

As cores são sóbrias e o tom geral é frio e sem variação cromática.

A estética é naturalista, imitando a vida e a natureza, é também definida pela idealização da realidade, pela adaptação e repetição de “modelos absolutos e perfeitos”.

Assim foi criado um conjunto de regras teóricas básicas para a Pintura Neoclássica, que mais tarde, rejeitadas pelos Românticos.

ESCULTURA NEOCLÁSSICA

A Escultura Neoclássica baseia-se na arte clássica sobretudo no período helenístico.

Os temas desta época eram, históricos; literários; mitológicos; e alegóricos.

Serviam-se de base para representar e retratar homens e mulheres com roupagens e poses semelhantes às dos clássicos.

Eram belas estátuas de corpos inteiros ou simples bustos e de relevos.

A estatuária representou também o papel de glorificação e publicidade de políticos e de pessoas públicas, pois colocada sobre pedestais, foram espalhadas pelas praças públicas das cidades e pelos seus cemitérios.

A escultura neoclássica copiou as formas de representação dos modelos clássicos com:

  • Fidelidade
  • Minúcia
  • Perfeição
  • Sentido Estético
  • Os corpos eram nus ou semi-nus, de formas reais, serenas composições simples, mas inexpressivos e impessoais.

    Tecnicamente, são obras perfeitamente conseguidas, desde a concepção até ao acabamento rigoroso. Os relevos são de pouca profundidade.

    O material principal era o mármore branco (mostrando pureza, limpidez e brilho) e em menor quantidade o bronze, ficando de fora a madeira.

    NEOCLASSICISMO EM PORTUGAL

    A reconstrução de Lisboa, após o terramoto de 1755, deu origem à formação do estilo Pombalino, que, em grande parte por razões pragmáticas, integrou princípios inerentes à arte neoclássica. Porque era preciso construir rápido e de forma económica e também porque a tradição da arquitetura lisboeta era impregnada pelos modelos clássicos maneiristas.

    O plano de reconstrução e os projetos-tipo apresentam uma síntese baseada na simplicidade, na simetria, e na repetição modular. Esta arquitetura ia ao encontro da estética do Neoclassicismo, principalmente no campo das tipologias civis.

    Um novo impulso foi dado pelo trabalho dos arquitetos italianos na capital, que introduziram o gosto clássico e a sobriedade nas fachadas. José da Costa foi para Roma com o objetivo de procurar inspiração para projetar o Teatro de S. Carlos. Mas só depois da construção do Palácio da Ajuda, a partir do projeto final do italiano Fabri e de Silva se introduziu finalmente o Neoclacissimo em Portugal.

    No Porto, os exemplos pioneiros são mais escassos mas não deixam de ser significativos. Ficaram a dever-se às relações com a Inglaterra através da comunidade britânica aí residente e ligada ao comércio do vinho do Porto.

    Os primeiros edifícios neoclássicos portuenses são projetos de arquitetos e artistas ingleses, com o hospital de Santo António e a Feitoria Inglesa, e apresentam características comuns ao Neopaladianismo.

    A influência bem como a extensão do estilo Pombalino originaram, no norte, obras como a Academia da Marinha, projetada por Carlos Amarante, e o Palácio das Carrancas, atualmente o Museu Soares dos Reis.

    No contexto das belas-artes, a Pintura e a Escultura caracterizam-se pela influência romana, devido à ida de artistas portugueses para Roma, à existência de mestres estrangeiros em Portugal e à divulgação dos tratados clássicos.

    Destacam-se nomes como os pintores Vieira Portuense e Domingos António de Sequeira e os escultores Machado de Castro e Joaquim José de Aguiar.

    Os temas alegóricos, mitológicos e históricos e o retrato foram os mais divulgados. As obras do Palácio da Ajuda tornaram-se uma escola da arte neoclássica, que teve continuidade com o ensino na Academia de Belas-Artes e através da prática do Academismo.

    Ivan Araújo Jorge

    Fonte: www.exames.org

    Neoclassicismo

    Século XVIII: “Inutilia truncat” (Corta o que é inútil)

    O século XVIII foi o século das Luzes: momento de racionalismo. O homem acredita no saber do homem e se preocupa com mudanças radicais. O resultado são críticas à ordem social vigente: a negação das desigualdades, a afirmação de que a sociedade é produto do arbítrio e da iniqüidade e deve ser reformada racionalmente.

    A classe média substitui a aristocracia. Voltaire e Rousseau definem a ideologia. Em 1789 é criada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, como conseqüência da Revolução Francesa. O iluminismo teve sua repercussão política antes mesmo da Revolução Francesa (1789), foi com a Revolução Americana (1776).

    As duas: resultado da impossibilidade de conciliação entre déspotas esclarecidos, monarcas, chefes de estado e políticos-filósofos, com o espírito reformista do enciclopedismo.

    Veja o que propõe Rousseau quanto ao que chama poder político: Ele é a “vontade geral” da comunidade; e a vontade geral consiste naquilo que é comum à vontade de vários indivíduos, subtraindo-se as diferenças devidas aos interesses pessoais.

    A fim de que a vontade geral possa se manifestar, é preciso que os cidadãos julguem a cada um por si mesmos; então as diferenças pessoais “destróem-se reciprocamente, e resta como soma das diferenças a vontade geral”. Teórica por demais, mas desperta para a questão que vivemos até hoje na sociedade globalizada.

    A democracia pode ser uma tirania, uma vez que o cidadão seja forçado a ser livre para menor responsabilidade do Estado. Ou seja, o conflito que se estende até hoje: é a exigência da liberdade individual e a reivindicação da autoridade do Estado.

    A liberdade e a autoridade, ora se transpõem, ora se opõem....Mas depois você reflete sobre esta questão tão atual! Leonardo Benévolo cita algumas sugestões de outro pensador, Tocqueville, é no mínimo, interessantíssimo! Voltemos aos cânones artísticos que advêm destas mudanças ideológicas.

    Nesse século, convivem ao mesmo tempo, o pálido barroco tardio, o rococó, e a volta ao período greco-romano e renascentista, para alguns é uma fase pré-romântica.

    Mas o certo, porém, é que os princípios neoclássicos estarão claramente presentes até o ecletismo, e de maneira mais dissimulada até hoje! Para os neoclássicos...

    A arte obedece à uma regra, e a escolhida é a de Aristóteles. Assim, a arte é a expressão racional da natureza, a manifestação da verdade, e a encarnação da mimesis aristotélica.

    As intenções são:

    - Reagir ao “mau gosto” do Barroco.

    - Cultuar a teoria aristotélica da arte como imitação da natureza.

    - Persistir com as normas ditadas pela antigüidade clássica.

    - Retornar ao equilíbrio e a simplicidade dos modelos clássico-renascentistas.

    - Apresentar o bucolismo, as paisagens da vida campestre e os costumes rurais, como meio ideal.

    - Fortalecer a autoridade do dogma sobre o gosto, ou seja, a imposição de regras.

    - Resgatar a simplicidade, correção e nobreza no uso da linguagem artística.

    - Engajamento da arte com finalidades: moral e didática.

    - Representar o ideal do homem, como o homem natural.

    Melhorar a realidade.

    Fonte: www.magda.godinho.nom.br

    Neoclassicismo

    Arquitetura

    A arquitetura neoclássica sofreu influências das fconstruções greco-romanas e renascentistas italianas do final do século XVIII a meados do século XIX. O movimento neoclássico em arquitetura iniciou-se por volta de 1730 com os arquitetos visitando a Itália e a Grécia; foi um retorno ao estilo clássico, superou o rococó, se tornou o estilo oficial da época.

    Foi um estilo arquitetônico que mostrou a influência e o poder das novas classes dominantes, tendo como unanimidade o apoio da burguesia, enfraquecendo de modo geral a aristocracia.

    Exemplos dessa arquitetura são as igrejas de Santa Genoveva, transformada depois no Panteão Nacional, e a Igreja de Madeleine, ambas em Paris.

    Neoclassicismo
    Igreja de Santa Genoveva, hoje Panthéon

    Neoclassicismo
    Igreja de Madeleine

    Pintura

    A pintura do período Neoclássico surgiu como reação ao Barroco e ao Rococó e caracteriza-se principalmente pela revalorização dos valores artísticos gregos e romanos.

    A pintura era a forma artística menos cultivada na Grécia e Roma, em relação à escultura e à arquitetura. Os pintores neoclássicos tomaram então como modelo alguns maneiristas, como os Carracci, e principalmente certos renascentistas, como Rafael.

    O estilo neoclássico na França recebeu forte auxílio dos ideais da Revolução Francesa de 1789 para se popularizar. Napoleão foi um grande incentivador do movimento, pressentiu as potencialidades do estilo neoclássico e submeteu-o ao poder imperial, o que deu origem ao que se convencionou chamar de "estilo império".

    De 1820 a 1850, já em decadência, o Neoclassicismo opôs-se ao Romantismo e, abrigado nas academias e escolas de belas-artes, confundiu-se com o academicismo e assim reagiu a todas as tendências de vanguarda, a começar pelo Impressionismo.

    De um modo geral, a pintura neoclássica se caracteriza pelo predomínio do desenho e da forma sobre a cor, o que a distingue da arte romântica. É ilustrativa e literária, enquanto a romântica é expressiva e pitórica.

    Destacam-se neste estilo: Jacques-Louis David e Jean-Auguste Dominique Ingres.

    Escultura

    Os escultores neoclássicos imitavam os antigos escultores gregos e davam uma grande importância ao drapeado e ao nu. Este estilo influenciou os monumentos públicos e cemitérios.

    Em sua primeira fase, suas estátuas eram inspiradas em soldados, mulheres de túnicas e crianças. Na época de Napoleão, as figuras passaram a retratar cavaleiros em seus cavalos e bustos do imperador.

    Suas estátuas possuíam movimentos e posições reais do corpo, uma expressão pensativa e melancólica em sua feições e suavidade em gestos e formas. O bronze, o mármore e a terracota eram os materiais mais usados em suas esculturas. O dinamarquês Bertel Thorvaldsen e o italiano Antonio Canova são os escultores que se destacam neste período.

    Fonte: www.edukbr.com.br

    Neoclassicismo

    O contexto cultural do Portugal do séc. XVIII

    As transformações mentais e técnicas, e consequentemente económicas e sociais, do séc. XVIII iriam também fazer com que alguma "luz" iluminasse o espaço português.

    Reatara-se desde a Restauração, e mais ainda após a época de D. João V, o contato com o exterior através da mediação dos estrangeirados, portugueses que, emigrados por razões muitas vezes ideológicas ( a Inquisição não acalmara o seu zelo ), vão, no entanto, comentando a realidade nacional.

    Com D. José, ou melhor com Pombal, alguns desses portugueses são mesmo convidados a participar nas vastas reformas que o ministro se propôs realizar em todos os campos, nomeadamente no do ensino (Ribeiro Sanchez, Luís António Verney ).

    Reformou-se pois profundamente, dentro de uma política, também aqui, despótica e iluminada, o ensino. Mas esta reação ao passado no campo da prática educacional tem também paralelo nas letras.

    Um grupo de jovens poetas lisboetas, liderados por Correia Garção, propõe-se erradicar da literatura nacional os excessos barrocos do gongorismo peninsular tão cultivado desde o séc. XVII e que esvaziava a poesia de conteúdo.

    O seu grupo, Arcádia Lusitana, evoca, pelo nome e pelos modelos tomados, o espírito da Antiguidade Clássica, da sua sobriedade e pureza formal e da sua riqueza temática.

    Os poetas, que estão, na maioria dos casos, ligados ao poder por cargos no funcionalismo, e à sociedade pela extração burguesa, cultivam muitas vezes, dentro das formas classicizantes, o gosto da crónica de costumes da sociedade da capital ou das cidades de província.

    Este novo panorama literário revela-nos efetivamente "tempos novos". Surgem escritores de uma nova camada social e também um novo público, lentamente formado e educado nas publicações literárias ou científicas, nas traduções de autores franceses e ingleses, veiculando novas ideias estéticas, científicas e políticas.

    Importante:

    - o papel dos estrangeirados na evolução do panorama cultural português;

    - a profusão das reformas, nomeadamente a nível do ensino, levadas a cabo pelo Marquês de Pombal;

    - a contestação aos " excessos barrocos do gongorismo" ( estilo introduzido na literatura espanhola por Luís de Gôngora e depois adoptado por outros escritores peninsulares, em que predominavam os latinismos, os neologismos, os trocadilhos, as metáforas e os pensamentos subtis );

    - a criação da Arcádia Lusitana como impulsionadora do regresso à sobriedade, pureza formal e riqueza temática da Antiguidade Clássica, à valorização da filosofia, da retórica da história;

    - o gosto da crónica de costumes e introdução do quotidiano;

    - o aparecimento de escritores de origem burguesa;

    - o nascimento de um público educado pelas traduções de autores franceses e ingleses.

    O Neoclassicismo

    O que é: Movimento literário, derivado do espírito crítico do Iluminismo, que visa à reabilitação e restauração dos géneros, das formas, "das técnicas e da expressão clássicas", que vingaram em Portugal no séc. XVI.

    Esta renovação faz-se acompanhar duma severa disciplina estética e dum purismo estreme, que procura libertar a língua de termos estranhos, restituindo-lhe uma sobriedade castiça e o rigor do sentido.

    O Neoclassicismo propõe um retorno à simplicidade e perfeição do primeiro Classicismo e a condenação do Barroco. A rima, como mero artifício sonoro deve ser abolida e a mitologia suavemente usada.

    A grande mestra é a Natureza, que deve ser imitada como o fizeram os Antigos. A poesia tem um elevado papel didático, contribuindo para a transformação das mentalidades. Tudo isto deve ser orientado pelos critérios da razão e da verdade.

    As Arcádias - a Lusitana, a Portuense e a Nova Arcádia - tiveram um papel relevante na exposição e divulgação desses ideais. Contudo, o grande número de normas impostas aos escritores limitou muito a sua criatividade e imaginação.

    A Arcádia Lusitana, fundada em Março de 1756, é uma assembleia de escritores portugueses do séc. XVIII, que tomam o nome de velhos pastores da Grécia, querendo significar com isso que desejam regressar ao viver chão da Natureza e eu estão dispostos a levar a arte literária a uma correspondente simplicidade de expressão. O seu emblema era um lírio branco e usava como divisa a frase latina "inutilia truncat" - corta o inútil.

    Os princípios estéticos gerais do arcadismo podem resumir-se em:

    - Condenação absoluta do cultismo e do conceptismo;

    - Aceitação do conceito aristotélico da Arte ( a Arte é imitação da Natureza );

    - Sentido de equilíbrio e proporção na obra literária;

    - Exposição simples e natural dos assuntos, evitando perífrases e chamando as coisas pelos seu nome;

    - Necessidade de imitação dos antigos, mas só no que têm de bom;

    - Condenação da rima;

    - Aceitação da crítica construtiva como se fora um conselho amigo. A crítica era instituição oficial da Arcádia;

    - Reconhecimento da função moderadora da poesia.

    Características histórico-político-sociais e estéticas do século XVIII:

    Neoclassicismo

    - Revalorização dos ideais clássicos: o equilíbrio, o bom senso, a apologia da experiência;

    - Referência ao despotismo esclarecido, ao iluminismo e aos estrangeirados;

    - Predominância dos motivos e temas clássicos: o locus amoenus, o ideal da aurea mediocritas, o carpe diem , referências mitológicas...

    - Uso exclusivo de formas poéticas clássicas: soneto, odes, epigramas, epístolas, cantatas, canções, elegias, sátiras;

    - Reação contra os excessos ideológico-formais do Barroco (Séc. XVII) através da criação das academias;

    - Papel preponderante dos salões literários e dos cafés na animação cultural do país e na transmissão de uma nova sensibilidade que se adivinha: o Pré-Romantismo (Segunda metade do século XVIII);

    - Época de grandes mudanças a nível mundial ( independência dos EUA em 1776 e Revolução Francesa em 1789);

    - Valorização da liberdade, quer a nível social, quer estético e individual.

    Fonte: mariamarcelino.tripod.com

    Neoclassicismo

    Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Trata- se do Academicismo ou Neoclassicismo que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o império de Napoleão.

    Esse estilo chamou-se Neoclassicismo porque retomou os princípios da arte da Antiguidade greco-romana.

    A outra denominação - Academicismo - deveu-se ao fato de que as concepções artísticas do mundo greco-romano tornaram-se os conceitos básicos para o ensino das artes nas academias mantidas pelos governos europeus.

    De acordo com a tendência neoclássica, urna obra de arte só seria perfeitamente bela na medida em que imitasse não as formas da natureza, mas as que os artistas clássicos gregos e os renascentistas italianos já haviam criado.

    E esse trabalho de imitação era possível através de um cuidadoso aprendizado das técnicas e convenções da arte clássica. Por isso, o convencionalismo e o tecnicismo reinaram nas academias de belas-artes, até serem questionados pela arte moderna.

    A arquitetura neoclássica

    Tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano. Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva, transformada depois no Panteão Nacional, em Paris, e a Porta de Brandemburgo, em Berlim

    A pintura do neoclassicismo

    Neoclassicismo
    David retrata a morte de seu amigo Marat

    A pintura desse período foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição e da harmonia do colorido.

    O maior representante da pintura neoclássica é, sem dúvida, Jacques ­Louis David (1748-1825). Ele nasceu em Paris e foi considerado o pintor da Revolução Francesa; mais tarde tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão.

    David, sem dúvida, exerceu uma grande influência na pintura de seu tempo. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo, mas algumas delas exprimem fortes emoções, como é o caso do quadro que retrata a morte de seu amigo Marat.

    Neoclassicismo
    Retrato de Louís François Bertin

    Já no século XIX, quando outras tendências artísticas marcavam fortemente os pintores da época, Jean Auguste Dominique Ingres (1780-1867) conservava uma acentuada influência neoclássica, herdada de seus mestres, sobretudo de David, cujo ateliê freqüentou em 1797.

    Sua obra abrange, além de composições mitológicas e literárias, nus, retratos e paisagens, mas a crítica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo, principalmente no seu gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade.

    Exemplo disso é o Retrato de Louís François Bertin, que nos põe diante de um vivo representante do homem do século XIX. O retratado é visto com ausência de qual­quer fantasia. As cores são poucas e os contornos nítidos.

    Neoclassicismo
    Banhista de Valpinçon

    Por outro lado, Ingres revela um inegável apuro técnico na pintura do nu. Sua célebre tela Banhista de Valpinçon é um testemunho disso. Nessa obra fica evidente o domínio dos tons claros e translúcidos para a representação da pele e o domínio do desenho, urna das características mais fortes de Ingres.

    Fonte: www.coisaetal.maxiweb.com.br

    Neoclassicismo

    A Arte da Razão

    O Neoclassicismo surgiu em meados do século XVIII como uma rejeição ao Rococó e ao Barroco tardio. Os artistas neoclássicos queriam um estilo que conseguisse expressar ideias morais sérias, como, por exemplo, os conceitos de justiça, honra e patriotismo.

    Ansiavam por recriar o estilo simples e majestoso da Grécia e da Roma antiga. Alguns obtiveram êxito, mas o movimento padecia de certa falta de vivacidade, um espírito de estreiteza acadêmica.

    Neoclassicismo
    O Juramento dos Horácios, David

    Este momento caracteriza-se principalmente pela revalorização dos valores artísticos gregos e romanos, provavelmente estimulada pelas escavações e descobertas que estavam sendo realizadas no período nos sítios arqueológicos de Pompeu, Herculano e Atenas.

    Os heróis gregos e a simplicidade da arte eram alguns aspectos extremamente admirados dessas civilizações. A valorização do passado que o Movimento propôs é uma de suas principais características que levam a uma boa parte dos críticos crerem que o Neoclassicismo pode ser visto como uma face do Romantismo.

    O aparecimento do Neoclassicismo também é considerado uma reação contra os exageros do Rococó, cultuando principalmente a razão, a ordem, a clareza, a nobreza e a pureza, atributos que acreditavam ser inerentes às culturas gregas e romanas.

    A valorização desses aspectos parece ainda estar intimamente relacionada à época histórica do Movimento, chamado Iluminismo ou "Era da Razão".

    Arquitetura

    Neoclassicismo
    O Portão de Brandenburgo, Langhans

    Um dos trabalhos arquitetônicos considerados precursores do gosto neoclássico é a "Chiswick House", em Middlesex, perto de Londres, construída por Lorde Burlington (1695 -1753) - que gozava de grande prestígio na época - e William Kent (1685 - 1748). Foi influenciada pela obra "Os Quatro livros de Arquitetura", de Andrea Palladio (importante arquiteto renascentista) e inspirada na Villa Rotonda, também de Palladio.

    Entretanto, o arqueólogo e arquiteto James Stuart (1713 - 1788) foi um dos primeiros a se utilizar deliberadamente de formas gregas. Inspirou-se no estilo dórico, construindo uma espécie de templo grego visto frontalmente em 1758.

    Fora da Europa, o estilo neoclássico também encontrava adeptos. O terceiro presidente dos EUA, Thomas Jefferson (1743 - 1826) era também um arquiteto amador, afinado com as principais tendências europeias (britânicas em especial).

    Projetou sua residência com várias características neoclássicas, além de estar associado à planificação de edifícios públicos, principalmente em Washington e Virgínia que também obedeceram ao movimento de revalorização da arquitetura grega.

    O estilo neoclássico na França recebeu um grande auxílio dos ideais da Revolução Francesa de 1789 para se popularizar. O Barroco e o Rococó costumavam estar associados à aristocracia vencida, enquanto o neoclássico, baseado em construções de cidades como a democrática Atenas, era o estilo que deveria agradar ao país.

    Napoleão foi um grande incentivador do movimento, estimulando construções como a Igreja de Maria Madalena, com inspirações clássicas como os templos coríntios romanos. Na arquitetura neoclássica alemã, destaca-se Karl Gotthard Langhans (1732 - 1808) e seu Portão Brandenburg, em Berlim, construído entre 1789 e 1794.

    Pintura & Escultura

    Neoclassicismo
    Ruínas Clássicas, Panini

    Principalmente a partir do século XVIII, é importante ressaltar o fortalecimento das "Academias" como instituições de ensino de arte e organizadoras de exposições de trabalhos de seus membros. Foram extremamente importantes para a sobrevivência do Neoclassicismo na pintura e na escultura.

    As Academias representam mais um elo da Arte com a racionalidade da Arte Neoclássica. As pessoas deveriam dirigir-se às Academias e “aprender” Arte. Este “aprendizado” se daria pelas técnicas (perspectiva, sombreamento, etc.) e pelas convenções (céu azul, terra ocre, etc.) ensinadas pelos professores destas academias, sempre de acordo com as ideias do Neoclassicismo.

    Jacques-Louis David (1748 - 1825) é considerado um dos principais pintores neoclássicos, bastante prestigiado pelo governo após a revolução francesa, realizando trabalhos como desenhos de trajes e cenários para eventos oficiais, como o "Festival do Ser Supremo", em que Robespierre autodenominava-se Sumo Sacerdote.

    Neoclassicismo
    A Chegada do corpo do filho de Brutus, David

    O espírito heroico dos gregos e romanos era um valor que os franceses gostariam que estivesse associado ao seu próprio país após a Revolução. David era ainda membro da Royal Academy. "Marat Assassinado", de 1793, que de uma maneira simples representou heroicamente a morte do revolucionário (e amigo de David) Marat, assassinado por Charlotte Corday, é considerada uma de suas melhores obras.

    Mostra o líder francês morto, debruçado em sua banheira, segurando uma petição (que provavelmente fora lhe dada por Charlotte na intenção de distraí-lo), uma caneta com a qual tencionava assinar o papel e a faca com que o crime fora realizado.

    Entretanto, obras suas posteriores, como "Coroação de Napoleão e Josefina", de 6.1 por 9.3 metros, com sua profusão de cores e pompa, realizada entre 1805 e 1807, já extrapolam o gosto neoclássico e a austeridade que marcam trabalhos anteriores.

    Jean-Auguste Dominique Ingres (1780 - 1867) foi um dos alunos e seguidores de David e é outro importante pintor, também conhecido pelas discussões públicas que tinha com Delacroix, defendendo o Neoclassicismo enquanto seu rival defendia o Romantismo.

    Suas obras eram marcadas principalmente pelo domínio técnico, precisão e clareza. Tinha profunda admiração pela antiguidade clássica e pelo trabalho de seu mestre, David. "A Banhista de Valpiçon", de 1808, é um bom exemplo de seu trabalho, com suas formas, contornos, textura e composição simples, demonstrando alto domínio técnico ao representar uma mulher nua sentada numa cama.

    "A Grande Odalisca”, de 1814, é outro quadro de Ingres em que utiliza-se de uma mulher nua com contornos baseados na arte clássica. Entretanto, o próprio uso de uma figura como uma odalisca, exótica mulher ligada à cultura árabe, parece bastante próximo ao Romantismo, mais uma vez provando a tênue diferença que havia entre os dois movimentos.

    Outras das principais características da pintura neoclássica são:

    Tudo deve ter uma explicação, nada ocorre ou aparece por acaso nas obras de arte. As obras apresentam-se extremamente racionalizadas e cada figura tem seu papel, posição, iluminação, é pensada e repensada várias vezes para que se torne essencial e indispensável.

    Sendo assim, as cenas são organizadas (idealizadas), nada fica na frente de ninguém, nada é supérfluo, não há exageros, as obras costumam apresentar uma visão frontal, havendo pouca movimentação.

    Classicismo: tudo deve lembrar a Grécia e a Roma antiga (roupas, arquitetura, histórias, mitologia, corpos idealizados, etc.).

    Os artistas são acusados de fazerem um estilo frio principalmente porque representam temas dramáticos da história clássica, sempre impregnados de um dilema racional, sempre preocupando-se em exaltar um valor, moral, virtude, etc.

    O patriotismo é uma das virtudes mais valorizadas neste estilo, principalmente o greco-romano, que deveria ser copiado por todo o povo, bem ao encontro das necessidades e anseios da nova classe dominante da Revolução Francesa.

    A representação da natureza geralmente obedece a um padrão, uma convenção criada pelas Academias de Belas Artes: o primeiro plano deve ser ocre, à medida que as coisas se distanciam, cria-se um véu azulado que vai se intensificando até tornar-se o azul do céu.

    Os artistas procuram representar elementos que pertençam à cultura oriental, como, por exemplo, odaliscas, tapetes, figuras típicas, com trajes, armas, instrumentos musicais, etc. Esta característica é também repetida depois no estilo Romântico.

    Outro tipo de tema bastante comum a esse estilo, é o histórico, porém as cenas tornam-se grandiosas, idealizadas, independente de realmente terem acontecido da forma representada.

    Na escultura neoclássica não há grandes destaques. Um dos principais nomes da escultura do período, por exemplo, era Jean-Antoine Houdon (1741-1828), mas seus trabalhos, apesar de terem algumas características neoclássicas, não podem ser efetivamente enquadrados como obedientes a esse movimento.

    Antonio Canova (1757 -1822) foi bastante ativo em defender os ideais neoclássicos, mas suas obras apesar serem consideradas efetivamente pertencentes à escola, não exercem a mesma atração que as pinturas do período.

    Fonte: www.ebec.edu.br

    Neoclassicismo

    Introdução

    Neoclassicismo

    O neoclassicismo é um movimento artístico que, a partir do final do século XVIII, reagiu ao barroco e ao rococó, e reviveu os princípios estéticos da antigüidade clássica, atingindo sua máxima expressão por volta de 1830.

    Não foi apenas um movimento artístico, mas cultural, refletindo as mudanças que ocorrem no período, marcada pela ascensão da burguesia.

    Essas mudanças estão relacionadas ao racionalismo de origem iluminista, a formação de uma cultura cosmopolita e profana;

    A pregação da tolerância; a reação contra a aristocracia e a Revolução Industrial inglesa.

    Entre as mudanças filosóficas, ocorridas com o iluminismo, e as sociais, com a revolução francesa, a arte deveria tornar-se eco dos novos ideais da época: subjetivismo, liberalismo, ateísmo e democracia. Esses foram os elementos utilizados para reelaborar a cultura da antigüidade clássica, greco-romana.

    No século XVIII, as rápidas e constantes mudanças acabaram por dificultar o surgimento de um novo estilo artístico. O melhor seria recorrer ao que estivesse mais à mão: a equilibrada e democrática antigüidade clássica.

    E foi assim que, com a ajuda da arqueologia (Pompéia tinha sido descoberta em 1748), arquitetos, pintores e escultores logo encontraram um modelo a seguir.

    Surgiram os primeiros edifícios em forma de templos gregos, as estátuas alegóricas e as pinturas de temas históricos. As encomendas já não vinham do clero e da nobreza, mas da alta burguesia, mecenas incondicionais da nova estética.

    A imagem das cidades mudou completamente. Derrubaram-se edifícios e largas avenidas foram traçadas de acordo com as formas monumentais da arquitetura renovada, ainda existente nas mais importantes capitais da Europa.

    Arquitetura

    Na arquitetura percebe-se melhor os novos ideais que se desenvolvem na Europa. De uma forma geral foi marcada pela simplicidade, sendo que em alguns casos percebe-se maior influência romana, com obras marcadas pela severidade e monumentalidade; e em outros casos se sobressaem as características gregas, com maior graça e pureza.

    No fim do século XVII, inicia-se em países como a França e a Inglaterra um movimento artístico sob a influência do arquiteto Palladio (palladianismo), que mais tarde, em pleno século XVIII, com a revolução francesa, acabaria se estendendo por toda a Europa, sob o nome de classicismo.

    A arquitetura barroca não tinha tido grande repercussão nesses países. Um exemplo disso é a rejeição ao projeto de Bernini para o palácio do Louvre, considerado italiano demais.

    Assim, pode-se falar, principalmente na França, de um segundo renascimento da antigüidade. Lá, as últimas igrejas construídas persistiam na dinâmica do gótico, tornando-se indispensável uma renovação. Entretanto, seus arquitetos não estavam dispostos a prosseguir dentro da estética empolada e amaneirada do barroco.

    Os fundadores da jovem ciência da arqueologia proporcionaram as bases documentais dessa nova arquitetura de formas clássicas. Surgiram assim os edifícios grandiosos, de estética totalmente racionalista: pórticos de colunas colossais com frontispícios triangulares, pilastras despojadas de capitéis e uma decoração apenas insinuada em guirlandas ou rosetas e frisos de meandros.

    As cidades tiveram de se adaptar a essas construções gigantescas. Desenharam-se largas avenidas para abrigar os novos edifícios públicos, academias e universidades, muitos dos quais conservam ainda hoje a mesma função.

    Escultura

    Os escultores neoclássicos foram marcados pelo rigor e pela passividade e sua produção academicista é considerada fria.

    Estátuas de heróis uniformizados, mulheres envoltas em túnicas de Afrodite, ou crianças conversando com filósofos, foram os protagonistas da fase inicial da escultura neoclássica. Mais tarde, na época de Napoleão, essa disciplina artística se restringiria às estátuas eqüestres e bustos focalizados na pessoa do imperador. A referência estética foi encontrada na estatuária da antigüidade clássica, por isso as obras possuíam um naturalismo equilibrado.

    Neoclassicismo

    Respeitavam-se movimentos e posições reais do corpo, embora a obra nunca estivesse isenta de um certo realismo psicológico, plasmado na expressão pensativa e melancólica dos rostos. A busca do equilíbrio exato entre naturalismo e beleza ideal ficava evidente nos esboços de terracota, nos quais os volumes e as variações das posições do corpo eram estudados com cuidado. O escultor neoclássico encontrou o dinamismo na sutileza dos gestos e suavidade das formas.

    Neoclassicismo

    Quanto aos materiais utilizados, os mais comuns eram o bronze, o mármore e a terracota, embora, a partir de 1800, o mármore branco, que permitia o polimento da superfície até a obtenção do brilho natural da pele, tenha adquirido preponderância sobre os demais.

    Entre os escultores mais importantes desse período destacam-se o italiano Antonio Canova, escultor exclusivo da família Bonaparte, e o dinamarquês Bertel Thorvaldsen, que chegou a presidir a Accademia di San Lucca, em Roma.

    Pintura

    Foi a expressão menos desenvolvida do neoclacissismo. De uma forma geral caracterizou-se pela exaltação de elementos mitológicos ou pela celebração de Napoleão. As figuras pareciam fazer parte de uma encenação teatral e eram desenhadas numa posição fixa, como que interrompidas no meio de uma solene representação.

    Na pureza das linhas e na simplificação da composição, buscava-se uma beleza deliberadamente estatuária. Os contornos eram claros e bem delineados, as cores, puras e realistas, e a iluminação, límpida.

    Neoclassicismo

    As figuras eram rígidas, sem vida, e os rostos, completamente sem expressão, simulavam máscaras das antigas tragédias gregas. As túnicas e capas caíam em dobras pesadas e angulosas, cobrindo as formas do corpo.

    Um enquadramento arquitetônico fechava a composição atrás e nos lados. A função narrativa era interpretada como uma gélida encenação. O fato histórico se subordinava à teatralização, à captação de um momento já morto.

    Grande parte dos críticos destaca as obras de Jacques-Louis David como a principal exceção, marcada pela energia e pelo realismo, que canalizam a exaltação do heroísmo para figuras variadas do mundo em que vive, não reproduzindo portanto a exaltação de Napoleão.

    Pouco depois surgiria o romantismo, carregado de paixão e liberdade. Alguns artistas neoclássicos trilharam caminhos próximos à temática romântica, como Ingeres, ou finalmente aderiram ao novo movimento, como fez Gericault.

    Em certos momentos, quando compartilham o gosto pelos temas exóticos e patrióticos, se não fosse a linha limpa de uma contra o traço carregado de tensão da outra, seria difícil estabelecer um limite claro entre os discursos das duas correntes artísticas.

    Fonte: www.historianet.com.br

    Neoclassicismo

    De volta ao lirismo da Grécia antiga

    O ideal romântico de ressuscitar os valores estéticos da antiguidade clássica inspirou o movimento artístico conhecido como neoclassicismo, que dominou a Europa por quase um século.

    Tendência predominante na pintura, na escultura e na arquitetura européias desde as últimas décadas do Século 18 até meados do Século 19, o neoclassicismo surgiu como reação ao barroco e ao rococó, e se inspirava nas formas artísticas e arquitetônicas da Grécia e de Roma.

    Contribuíram para a afirmação do movimento neoclássico a curiosidade pelo passado que se seguiu às escavações de Pompéia e Herculano, e a obra de eruditos como Johann Winckelmann -- autor da célebre Geschichte der Kunst des Altertums (1764; História da arte da antiguidade) -- e outros estudiosos da antiguidade greco-romana.

    Inicialmente, tanto as formas gregas quanto as romanas serviram de modelo aos artistas neoclássicos.

    Na pintura, a influência foi maneirista

    Do Século 19 em diante, a preferência voltou-se para a estética grega. Ressalte-se, entretanto, que a pintura era uma forma artística pouco cultivada na Grécia e em Roma.

    Em verdade, gregos e romanos davam mais atenção à escultura e à arquitetura e, assim, os pintores neoclássicos tomaram como modelo alguns maneiristas, como os Carracci, e principalmente certos renascentistas, como Rafael.

    Como ocorrera no Renascimento, o neoclassicismo preconizava o retorno aos ideais clássicos de beleza, mas o espírito que o plasmou diferia nitidamente do espírito humanista que deu origem ao primeiro.

    Sob os temas heróicos ou mitológicos inspirados na antiguidade clássica e traduzidos num vocabulário formal apenas superficialmente grego ou romano, o que se descobre na arte neoclássica é a busca de reviver uma época tida como origem da beleza e virtude.

    Democrático no início, imperialista no fim

    Embora não tenha tido entre seus adeptos nenhum grande nome, não deve ser menosprezado o cunho democrático do movimento neoclássico, que, de início, buscava reagir contra a pompa e o gosto aristocrático da época de Luís 14.

    Essa característica explica a popularidade e o prestígio de que desfrutou na França e na Europa após a revolução francesa.

    Napoleão pressentiu as potencialidades sociais do estilo neoclássico e submeteu-o ao poder imperial, o que deu origem ao que se convencionou chamar de estilo império.

    Assim, criou-se uma situação paradoxal, em que uma tendência, a princípio democrática, tornou-se o estilo oficial do império napoleônico e, por fim, a bandeira do reacionarismo artístico.

    Dominou as academias e sufocou as artes

    Na verdade, de 1820 a 1850, já em decadência, o neoclassicismo opôs-se ao romantismo e, abrigado nas academias e escolas de belas-artes, confundiu-se com o academicismo e assim reagiu a todas as tendências de vanguarda, a começar pelo impressionismo.

    De modo geral, a pintura neoclássica se caracteriza pelo predomínio do desenho e da forma sobre a cor, o que a distingue da arte romântica.

    Quanto ao conteúdo, é ilustrativa e literária, enquanto a romântica é expressiva e pitórica.

    Nomes importantes

    Nomes importantes do neoclassicismo, na França, foram Jacques-Louis David, líder da escola, Jean-Auguste Ingres, François Gérard, Théodore Chassériau, Alexandre Cabanel, Jean-Jacques Henner e Adolphe Willian Bouguereau.

    INGRES (Dominique), pintor francês (Montauban, 1780 – Paris, 1867). Aluno de David, distinguiu-se pela pureza de seu desenho. Principais obras: A Capela Sistina, O voto de Luís XIII, A apoteose de Homero, A odalisca, O banho turco.

    GÉRARD (François, barão), pintor francês (Roma, 1770 – Paris, 1837), aluno de Louis David. Sua Batalha de Austerlitz celebrizou-o.

    CHASSÉRIAU (Théodore), pintor francês (Sainte-Barbe-de-Samana, São Domingos, República Dominicana, 1819 - Paris, 1856). Discípulo de Ingres, conciliou o desenho do mestre com a cor de Delacroix em seus retratos (Lacordaire) e em seus nus (A toalete de Ester).

    Na Inglaterra, destacou-se Sir Lawrence Alma-Tadema; Nos Estados Unidos, Washington Allston.

    Na escultura neoclássica registre-se o italiano Antonio Canova, o dinamarquês Bertel Thorvaldsen e o britânico John Flaxman.

    CANOVA (Antonio), escultor italiano (Possagno, 1757 - Veneza, 1822). Principal representante do neoclassicismo, foi o autor, notadamente, das esculturas Amor e Psique e Paulina Borghese.

    FLAXMAN (John), escultor inglês (York, 1755 – Londres, 1826). Neoclássico (túmulos e estátuas na catedral de São Paulo, em Londres), forneceu modelos à manufatura de faianças de Wedgwood.

    Fonte: www.pitoresco.com.br

    Neoclassicismo

    Em geral

    Neoclassicismo é um movimento artístico que se desenvolveu especialmente na arquitetura e nas artes decorativas. Floresceu na França e na Inglaterra, por volta de 1750, sob a influência do arquiteto Palladio (palladianismo), e estendeu-se para o resto dos países europeus, chegando ao apogeu em 1830.  Inspirado nas formas greco-romanas, renunciou às formas do barroco (que não tinha tido grande repercussão na França e na Inglaterra)   revivendo os princípios estéticos da antiguidade clássica.

    Neoclassicismo
    Palácio de Exposições de Munique

    Entre as mudanças filosóficas, ocorridas com o iluminismo, e as sociais, com a revolução francesa, a arte deveria tornar-se eco dos novos ideais da época: subjetivismo, liberalismo, ateísmo e democracia.

    No entanto, eram tantas as mudanças que elas ainda não haviam sido suficientemente assimiladas pelos homens da época a ponto de gerar um novo estilo artístico que representasse esses valores. O melhor seria recorrer ao que estivesse mais à mão: a equilibrada e democrática antiguidade clássica.

    E foi assim que, com a ajuda da arqueologia (Pompeia tinha sido descoberta em 1748), arquitetos, pintores e escultores logo encontraram um modelo a seguir.

    Mais do que um ressurgimento de estética antiga, o Neoclassicismo relaciona fatos do passado aos acontecimentos da época. Os artistas neoclássicos tentaram substituir a sensualidade e trivialidade do Rococó por um estilo lógico, de tom solene e austero.

    Quando os movimentos revolucionários estabeleceram repúblicas na França e América do Norte, os novos governos adoptaram o neoclassicismo como estilo oficial por relacionarem a democracia com a antiga Grécia e República Romana.

    Surgiram os primeiros edifícios em forma de templos gregos, as estátuas alegóricas e as pinturas de temas históricos. As encomendas já não vinham do clero e da nobreza, mas da alta burguesia, mecenas incondicionais da nova estética.

    A imagem das cidades mudou completamente. Derrubaram-se edifícios e largas avenidas foram traçadas de acordo com as formas monumentais da arquitetura renovada, ainda existentes nas mais importantes capitais da Europa.

    Neoclassicismo
    Palácio de Queluz - com uma estrutura complexa, com decoração rocaille, este
    palácio apresenta fachadas ao gosto neoclássico, como é o
    exemplo da colunata de balaustradas.

    Na literatura

    Movimento literário, derivado do espírito crítico do Iluminismo, que visa à reabilitação e restauração dos géneros, das formas, das técnicas e da expressão clássicas, que vingaram em Portugal no séc. XVI.

    Esta renovação faz-se acompanhar duma severa disciplina estética e dum purismo estreme, que procura libertar a língua de termos espúrios, restituindo-lhe uma sobriedade castiça e o rigor de sentido.

    Os primeiros indícios deste interesse por problemas de preceptiva literária e linguística aparecem logo no limiar do séc. XVII e vão-se acentuando progressivamente até ganharem a força de uma corrente contra os excessos e exageros do barroco, no séc. XVIII.

    O Neoclassicismo vai atuar, portanto, em dois setores capitais: o da doutrinação estética e o da criação literária. O primeiro é fortemente orientado pelo racionalismo mecanicista, evidenciado no VERDADEIRO MÉTODO DE ESTUDAR (1746) de Verney e, por ex., nas ENFERMIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA (1759) de Manuel José de Paiva. (...) O mais documentado teórico do movimento foi, porém, Francisco José Freire, «Cândido Lusitano» (1719-1773), que elaborou uma ARTE POÉTICA (1748) e ainda um DICIONÁRIO POÉTICO (1765) e REFLEXÕES SOBRE A LÍNGUA PORTGUESA (1842).

    A revalidação crítica das letras nacionais prossegue vivamente por todo o séc. XVIII, sob o signo do neoclassicismo, e é apoiada por uma vaga de traduções de autores greco-latinos, particularmente os latinos, sendo de realçar, entre mais de dez versões da ARTE POÉTICA de Horácio, as que foram feitas por Francisco José Freire e pelo Dr. Lima Leitão.

    Ora deste vasto mar de teorias é possível fazer uma rapidíssima síntese das normas estéticas que enformam o neoclassicismo:

    a) Condenação do barroco nas suas formas de cultismo e conceptismo

    b) A Arte deve ser concebida como imitação da natureza (Aristóteles)

    c) A rima deve ser abolida (Garção e, na sua peugada, Filinto) por constituir uma constrição para o pensamento e para o verso

    d) Toda a literatura obedece a um fim ético e moral e a forma deve manter perfeita harmonia de valores verbais e o equilíbrio entre a razão e o sentimento.

    O poderoso agente institucional da formação e fixação do gosto neoclássico foi a ARCÁDIA LUSITANA ou OLISSIPONENSE, fundada em 1757. Todavia no domínio da criação literária nem sempre a posição teórica do arcadismo é devidamente respeitada. É o que sucede com o receituário mitológico, condenado por Verney e Cândido Lusitano, e a que Cruz e Silva recorreu

    Referências

    Rebelo, Luís de Sousa, DICIONÁRIO DE LITERATURA, 3ª edição, 3º volume

    Fonte: www.ipg.pt

    Neoclassicismo

    Tendência estética das últimas décadas século XVIII e que se manteve até o início do século XIX, surgiu como uma reação ao Barroco e ao Rococó.

    O Neoclassicismo ou Academicismo retomou os princípios da Antiguidade greco-romana que deve-se em parte à curiosidade pelo passado desencadeada pelas escavações arqueológicas de Pompéia e Herculano (cidades italianas soterradas pela lava do vulcão Vesúvio em 79 d.C.)

    Dessa maneira, as formas gregas e romanas serviram de modelo aos artistas neoclássicos, que as reelaboraram com base nos princípios de racionalidade, proporção, medida, simetria, nitidez e influenciados pelas idéias iluministas (filosofia que pregava a razão, o senso moral e o equilíbrio) revelando que a beleza não se encontra na natureza, mas no espírito humano; fruto da técnica e do estudo, mais que da inspiração; e que só pode ser atingida pela razão e não pelo sentimento.

    Estas concepções artísticas tornaram-se básicas para o ensino das artes acadêmicas mantidas pelos governos europeus, onde dita que uma obra de arte seria perfeitamente bela na medida que imitasse os artistas gregos e os renascentistas italianos num aprendizado cuidadoso das técnicas e convenções da arte clássica, expressando as virtudes cívicas, o dever, a honestidade e a austeridade.

    Fonte: www.she.art.br

    Neoclassicismo

    Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética predominou. Trata-se do Academismo ou Neoclassicismo.

    Neoclassicismo porque retomou os princípios da arte da antiguidade greco-romana.

    A outra denominação:

    Academismo

    Deveu-se ao fato de que as concepções artísticas do mundo greco-romano tornaram-se os conceitos básicos para o ensino das artes academias mantidas pelos governos europeus.

    A arquitetura neoclássica

    Tanto nas construções civis quanto na religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano.

    A Igreja de santa Genoveva foi projetada por Jacques Germain Souflot (1713-1780), que pode ser considerado um dos primeiros arquitetos neoclássicos. A Porta de Brandemburgo (figura ao lado), em Berlim, é uma obra do arquiteto Karl Gotthard langhans (1732-1808)

    Fonte: www.ciaarte2.hpgvip.com.br

    Neoclassicismo

    ARTE E ARQUITETURA NEOCLÁSSICA

    Arte produzida na Europa e na América do Norte aproximadamente de 1750 até as primeiras décadas do século XIX, marcada pela emulação de formas greco-romanas. Mais do que apenas uma revivificação da Antigüidade, o neoclassicismo esteve ligado a eventos políticos contemporâneos.

    Artistas neoclássicos buscaram substituir a sensualidade e a trivialidade do rococó por um estilo que fosse guiado pela lógica, solenidade, e de caráter moralizante. Quando movimentos revolucionários republicanos se estabeleceram na França e na América, os novos governos adotaram o neoclassicismo como o estilo para sua arte oficial, em virtude de sua associação com a democracia da Grécia Antiga.

    Depois, quando Napoleão subiu ao poder na França, o estilo foi modificado para servir as suas necessidades propagandísticas, eventualmente se tornando um maneirismo repetitivo e inanimado. Com o surgimento do Romantismo, uma preferência para a expressão pessoal substituiu uma arte fundada em valores fixos, ideais.

    Gênese da Arte Neoclássica

    O estilo neoclássico desenvolveu-se após as escavações das ruínas das cidades de Herculano, em 1738, e Pompéia, em 1748; a publicação de livros como Antigüidades de Atenas (1762) pelos arqueólogos ingleses James Stuart (1713-1788) e Nicholas Revett (1720-1804); e a chegada em Londres (1806) dos Mármores do friso do Paternon de Atenas, retirados da Grécia por Lorde Elgin.

    Exaltando a “nobre simplicidade e grandeza” tranqüila de arte greco-romana, o historiador de arte alemão Johann Winckelmann conclamou os artistas a estudar e “imitar” suas formas artísticas ideais e atemporais. Suas idéias encontraram uma recepção entusiástica dentro do meio artístico internacional reunido, na década de 1760, em Roma.

    Arquitetura

    Antes das descobertas de Herculano, Pompéia e Atenas, somente a arquitetura clássica romana era genericamente conhecida, em grande parte pelas visões de cidade do artista italiano Giovanni Battista Piranesi. Estas descobertas estenderam o vocabulário formal da arquitetura, e os arquitetos começaram a defender edifícios baseado em modelos greco-romanos.

    O trabalho do arquiteto e desenhista escocês Robert Adam - que nas duas décadas a partir de 1750 redesenhou várias casas inglesas imponentes (entre outros, Sion House, 1762-69, e Osterley Park, 1761-80) - apresentou o estilo neoclássico para a Grã Bretanha.

    O estilo Adam, como foi conhecido, permaneceu porém um pouco rococó em sua ênfase em ornamentação de superfície e preciosidade de escala, até mesmo quando adotou os motivos da Antigüidade.

    Na França, Claude Nicholas Ledoux (1736-1806) projetou um pavilhão (1771) para a Condessa Du Barry em Louveciennes e uma série de portões de cidade (1785-89) para Paris - estruturas que são exemplares da fase inicial da arquitetura neoclássica; porém, os mais seus trabalhos posteriores consistiram em projetos nunca executados para uma cidade ideal, na qual o design dos edifícios freqüentemente são reduzidos a formas geométricas simples.

    Depois que Napoleão se tornou imperador em 1804, seus arquitetos oficiais Charles Percier (1764-1838) e Pierre François Leonard Fontaine (1762-1853) concretizaram seu desejo de recolocar Paris na posição de capital da Europa, adotando a opulência intimidadora da arquitetura imperial romana.

    O estilo de arquitetura denominado de Império na França foi concretizado através de construções públicas gigantescas, como os arcos triunfais do Carrossel do Louvre e os Champs Elysées (ambos de 1860) - de concepção muito diferente, em espírito, do trabalho visionário de Ledoux.

    A arquitetura de inspiração grega na Inglaterra é exemplificada através de construções como a rotunda do Banco da Inglaterra (1796), projetada por Sir John Soane e o pórtico do Museu Britânico (1823-47), por Sir Robert Smirke (1781-1867).

    A “Revivificação Grega” foi sucedida pelo estilo “Regência”, do qual exemplos arquitetônicos notáveis são as fachadas projetadas por John Nash para a Regent Street (iniciadas em 1812) em Londres e também seu Pavilhão Real em Brighton (1815-23).

    A arquitetura neoclássica de Edinburgh permaneceu prístina, e aquela cidade passou a ser conhecida como a “Atenas do Norte”.

    Em outros locais, a arquitetura neoclássica pode ser exemplificada no trabalho do alemão Karl Friedrich Schinkel (1781-1841), como o Teatro Real (1819-21) em Berlim. Nos EUA, a primeira das duas fases neoclássicas, chamada de “Estilo Federal”, floresceu entre 1780 e 1820.

    Baseada na antigüidade romana, pode ser exemplificada através do trabalho de Charles Bulfinch (Massachusetts State House, em Boston, terminada em 1798). A segunda fase foi uma adaptação do estilo “Revivificação Grega”. Durante uma viagem para Paris em 1787, Thomas Jefferson ficou impressionado com a lucidez da arquitetura de influência grega e se convenceu de que uma arquitetura racionalmente idealizada como aquela era apropriada à nova república americana.

    Seu amigo Benjamim Henry Latrobe apresentou o estilo para os EUA no seu projeto para a sede do Banco da Pennsylvania (1798) e subseqüentemente evoluiu para um estilo neoclássico menos rígido no design para o Capitólio (iniciado em 1793). O próprio projeto de Jefferson para a Universidade de Virgínia (1817-25) estendeu o estilo de Revivificação Grega norte-americano até o século XIX.

    Pintura

    Entre o círculo de Winckelmann em Roma estavam vários pintores estrangeiros, entre eles o expatriado alemão Anton Raphael Mengs (1728-79), o escocês Gavin Hamilton (1723-98), e o americano Benjamim West.

    O “Parnassus” de Mengs (1761), um afresco de teto para a Vila Albani em Roma, foi projetado expressamente sob a orientação de Winckelmann.

    Ao contrário das típicas composições para pintura de tetos do barroco ou do rococó, sua composição é simples: só algumas figuras, em poses calmas e estáticas - derivadas principalmente de estátuas antigas. Hamilton, que também era arqueólogo e negociante de arte, completou cinco quadros (1760-65) inspirado pela Ilíada de Homero e com a incorporação de figuras derivadas de esculturas antigas.

    West trabalhou em Roma de 1760 a 1763. Pinturas como “Agrippina chegando a Brundisium com as Cinzas de Germanicus” (1768, Yale University Art Gallery, New Haven, Connecticut) estava inspirado por sua experiência romana. Solene e austero no tratamento do tema, suas imagens estão também corretas quanto aos detalhes arqueológicos.

    As mesmas tendências são comprovadas no trabalho anterior do pintor francês Louis David, que é reconhecido como o grande gênio de pintura neoclássica. Seu “Juramento dos Horácios” (1784-85, Louvre, Paris) celebra o tema de patriotismo estóico.

    O espaço arquitetônico limitado do quadro e arranjo estático das figuras refletem a preocupação neoclássica quanto à lógica composicional e à claridade. Os contornos firmes e a luz severa emprestam a estas figuras um ar de estátua. Os trabalhos mais recentes de David, encomendados por Napoleão - tal como “Coroação de Napoleão e Josephine” (1805-07, Louvre) - são muito diferentes, porém, na sua celebração do esplendor e do poder mundano.

    A aprovação do imperador para tais exibições ostentosas foi estendida até mesmo a um pintor americana, John Vanderlyn, premiado em 1808 com uma medalha por seu “Marius entre as Ruínas de Cartago” (1807, M. H. Young Museum, São Francisco).

    Por volta de 1790 pintores começaram a admirar as leves figuras mostradas em silhueta na pintura de vasos gregos. O maior expoente deste estilo era o pintor inglês John Flaxman, cujas gravura simples para as edições da Ilíada de Homero e da Odisséia (1793) substituíram completamente a perspectiva tradicional, iluminando-a através da modelos muito mais leves.

    O estilo teve um êxito imenso e foi amplamente imitado. Ingres, um dos mais prósperos alunos de David, tornou-se seu herdeiro como intérprete principal da tradição clássica, adotando esta aproximação bidimensional, como visto num de seus primeiros trabalhos, “Os Enviado de Agamemnon” (1801, École des Beaux-Arts, Paris).

    Escultura

    A escultura vinha sendo profundamente influenciada pela arte greco-romana desde o Renascimento. Assim, os princípios neoclássicos tiveram um impacto bem menos revolucionário nesta especialidade do que nas outras artes.

    Em geral, os escultores neoclássicos tenderam a evitar o rebuscamento dramático das poses e as superfícies marmóreas coloridas da escultura barroca ou rococó, preferindo contornos encaracolados, uma quietude nobre, e idealizando formas no mármore branco.

    A escultura neoclássica inicial foi produzida por artistas em contato direto com o círculo de Winckelmann em Roma - escultores como John Tobias Sergel (1740-1814), que quando retornou a sua Suécia nativa levou o novo estilo para o norte da Europa - e os ingleses Thomas Banks (1735-1803) e Joseph Nollekens (1737-1823), que apresentaram o estilo à Grã-Bretanha.

    A figura dominante na história de escultura neoclássica, porém, foi o italiano Antônio Canova, que se tornou um membro do círculo de Roma em 1780. Rejeitando o “modo barroco” que o antecedeu, buscou capturar a severidade e a pureza ideal da arte antiga.

    “Theseus e o Minotauro Morto” (1781-82) retrata a calma da vitória em lugar do conflito ativo e foi a primeira tentativa de Canova no novo estilo, trazendo-lhe fama imediata.

    Depois da morte de Canova, o artista dinamarquês Bertel Thorvaldsen herdou sua posição no campo da escultura européia. Suas numerosas encomendas internacionais sustentaram um neoclassicismo rígido como o estiloo dominante da escultura até meados do século XIX.

    O estilo foi levado para o EUA por um de seus amigos, Horatio Greenough, e foi continuado por Hiram Powers, um americano que residiu por longo tempo na Itália, escultor do célebre “Escravo Grego” (1843), peça de que foram feitas muitas réplicas.

    Artes decorativas

    O estilo neoclássico influenciou todos os tipos de artes decorativas. Por volta de 1760 a mobília desenhada por Robert Adam revelava motivos greco-romanos. Introduzido na França, seu estilo simples e clássico ficou conhecido como estilo etrusque (de “etrusco”), caindo no gosto da corte de Luís XV.

    Com adaptações adicionais de design clássico, baseado nos mais recentes achados arqueológicos à época, evoluindo para o estilo elegante conhecido como Luís XVI, o preferido pela família real francesa durante a década de 1780.

    Vasos gregos encontrados em escavações se tornaram modelos para novos tipos de cerâmica: a Jasperware de Wedgwood, para quem Flaxman fez muitos desenhos, na Inglaterra e a porcelana Sevres na França.

    Sob o governo de Napoleão, foram redecoradas várias residências oficiais para uso de funcionários, segundo projetos elaborados por Percier e Fontaine, que incluíram mobília, porcelana, e tapeçarias, tudo incorporando motivos greco-romanos.

    Tomado como um todo, tais designs definiram o estilo Império nas artes decorativas, estilo esse que foi copiado por toda a Europa.

    Fonte: Infopedia 2.0 CD-ROM

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