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Pintura Metafísica

 

Corrente pictórica italiana, que se define a partir do encontro entre Giorgio de Chirico (1888-1978) e Carlo Carrà (1881-1966) em Ferrara, 1917.

Nesse momento, os pintores cunham o termo "pintura metafísica", que dá título a diversas de suas publicações.

De Chirico já ensaia o novo estilo desde 1910 (O Enigma do Oráculo, 1910 e A Torre, 1911-1912), numa recusa decidida ao futurismo, tanto às suas soluções formais, quanto à ideologia política e nacionalista que ampara o movimento.

A arte de De Chirico apresenta, já aí, uma face metafísica: coloca-se como exterior à temporalidade, como negação do presente, da realidade natural e social.

Nada mais distante das motivações futuristas, que anseiam pela aceleração do tempo e pela transformação da sociedade.

Menos que interpretar ou alterar a realidade, a pintura de De Chirico dirige-se a uma "outra realidade", metafísica, além da história. Os cenários projetados pelo pintor entre 1910 e 1915 permitem flagrar os contornos do novo estilo, que se consolidará entre 1917 e 1920. Os elementos arquitetônicos mobilizados nas composições - colunas, torres, praças, monumentos neoclássicos, chaminés de fábricas etc. - constroem, paradoxalmente, espaços vazios e misteriosos.

As figuras humanas, quando presentes, carregam consigo forte sentimento de solidão e silêncio. São meio-homens, meio-estátuas, vistos de costas ou de muito longe. Quase não é possível entrever rostos, apenas silhuetas e sombras, projetadas pelos corpos e construções.

A atmosfera é de melancolia e enigma que os títulos das obras reafirmam: O Enigma da Hora (1912), Melancolia de uma Bela Tarde (1913), Piazza d'Itália e Melancolia Outonal (1915).

A incorporação de elementos presentes nas naturezas-mortas - luvas, bolas, frutas, biscoitos etc. - reforçam a idéia de deslocamento e a sensação de irrealidade que rondam os trabalhos: as peças não se articulam, antes parecem se repelir (O Sonho Transformado, 1913).

Entre 1914 e 1915, os manequins começam a povoar o universo do pintor, sendo amplamente explorados a partir de então: As Musas Inquietantes (1916), Heitor e Andrômaca (1917).

A meio caminho entre o homem, o robô e a estátua (ou seriam colunas?), os manequins enfatizam o caráter enigmático e o sentido onírico das construções de De Chirico. Mas, antes de qualquer outro sentido que venham a adquirir, são formas geométricas, evidenciam as réguas e linhas coordenadas que cercam e definem os corpos dos manequins. Esses mesmos instrumentos de medida e construção - compassos, esquadros e réguas - habitam os cenários metafísicos do pintor (vide O Filósofo e o Poeta, 1915 e O Astrônomo - a Ansiedade da Vida, 1915).

As fontes das invenções metafísicas, da iconografia e da realidade deslocada de De Chirico são as filosofias de Nietzche, Schopenhauer e Weininger, assim como as imagens mórbidas do pintor suíço Arnold Böcklin (1827-1901) e os elementos fantásticos das águas-fortes do artista Max Klinger (1857-1920). Alguns intérpretes apontam, ainda, como matrizes da pintura de De Chirico a cultura clássica de Nicolas Poussin (1594-1665) e Claude Lorrain (1604-1682), e o romantismo do pintor alemão Caspar David Friedrich (1774-1840).

Ativo participante do futurismo, Carrà adere à poética metafísica em 1917 (O Ídolo Hermafrodita, A Musa Metafísica e O Quarto Encantado). Em sua pesquisa estilística, observa-se uma ênfase na indagação sobre a forma - que ele almeja simplificar - e o intuito de recuperação da integridade dos objetos, que encontra apoio no grupo de artistas reunido em torno da revista Valori Plastici (1818-1921).

Em obras como The Oval of the Apparitions (1918) e Penélope (1919), percebem-se mais claramente marcas cubistas na pintura de Carrà, inspiração que ele reconhece em várias ocasiões. Giorgio Morandi (1890-1964) adere um pouco mais tarde, e por pouco tempo, àpintura metafísica, como revelam as naturezas-mortas realizadas entre 1918 e 1919.

Outras nomes importantes na definição dos contornos da pintura metafísica em Ferrara são o poeta e pintor Alberto Savinio (1891-1952), irmão de De Chirico, e o pintor e escritor Filippo de Pisis (1896-1956).

A partir de 1922, sugestões da pintura metafísica são incorporadas por artistas ligados ao Novecento, entre eles Mario Sironi (1885-1961). A aproximação insólita de objetos díspares e a preocupação com o universo onírico da arte de De Chirico e Carrà terão forte impacto no dadaísmo e no surrealismo.

Duas grandes exposições realizadas na Alemanha, em 1921 e 1924, por sua vez, deixarão ecos na Nova Objetividade, sobretudo na versão de Max Beckmann (1884-1950). No Brasil, alguns críticos localizam influências da pintura metafísica em obras de Hugo Adami (1899-1999), Tarsila do Amaral (1886-1973), Di Cavalcanti (1897-1976), Candido Portinari (1903-1962) e Milton Dacosta (1915-1988). Posteriormente na fase metafísica Iberê Camargo (1914-1994), estuda com De Chirico.

Referências

ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna: do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução Denise Bottmann, Frederico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. xxiv, 709 p., il. color.
BIGONGIANI, Piero. L'Opera completi di Carrà - dal futurismo alla metafisica i al realismo mitico, 1910-1930. Milano: Rizzoli Editori, 1970, il. p&b. color, 115 pp [Classici dell'Arte]
CARRÀ, Massimo. Metaphysical Art. New York/Washington: Praeger Publishers, 1971, il. p&b. color, 216 pp.
CHALVERS, Ian. Dicionário Oxford de Arte. 2.ed. Tradução Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2001, 584 pp.
DE CHIRICO, Giorgio. Giorgio De Chirico. Pictor Optimus. Pittura. Disegno. Teatro. Genova: Pallazo Ducola, Edizzioni Carte Segrete, 1993, il. p&b. color. 311 pp.
LA NUOVA Enciclopedia dell'arte Garzanti. Milano: Garzanti Editore, 1986, 1112 pp.

Fonte: www.itaucultural.org.br

Pintura Metafísica

Pintura Metafísica foi um estilo criado em 1913 por Giorgio de Chirico e que acabou popularizando-se na Itália e sendo adotada por outros artistas, em especial Carlo Carrà e Giorgio Morandi (1890 - 1964).

Carrà foi introduzido à Pintura Metafísica num hospital militar que esteve junto com Chirico em 1917 e os dois juntos acabaram por fundar um movimento.

Apesar do estilo não ter sobrevivido à Primeira Guerra Mundial, vemos suas influências no Movimento Surrealista que iria se desenvolver.

Uma prova dessa influência da Pintura Metafísica no Surrealismo foi o fato do nome desse segundo movimento ter sido dado pelo poeta francês Apollinaire, inspirado, entre outros trabalhos, (como o de Marc Chagall), no de Chirico.

Caracteriza-se principalmente por imagens misteriosas, ilógicas e sugestões de alucinações, normalmente realizadas através de um uso típico da luz e da perspectiva.

Ícones

Como estátuas substituindo homens - e justaposição de figuras também eram bastante presentes na Pintura Metafísica.

Diferentemente de algumas tendências vanguardistas do século XX, dava extremo valor às influências da arte do passado, principalmente o período do Renascimento Italiano.

O periódico italiano "Valori Plastici" do fim da primeira, início da segunda década do século, foi um dos primeiros a se interessar pelapintura metafísica e procurar definir seus confusos padrões estéticos.

Fonte: www.pitoresco.com.br

Pintura Metafísica

A pintura deve criar um impressão de mistério, através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos, em arcadas e arquiteturas puras, idealizadas, muitas vezes com a inclusão de estátuas, manequins, frutas, legumes, numa transfiguração toda especial, em curiosas perspectivas divergentes.

pintura metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de plástica despojada e escultural. Tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural.

Principais Artistas

GIORGIO DE CHIRICO (1888-1978), pintor italiano, nascido na Grécia, principal representante da "pintura metafísica".

Giorgio De Chirico constitui um caso singular: poucas vezes um artista alcançou tão rapidamente a fama para em seguida renegar o estilo que o celebrizara e cair em um esquecimento quase absoluto.

As suas obras retratam cenários arquitetônicos, solitários, irreais e enigmáticos, onde colocava objetos heterogêneos para revelar um mundo onírico e subconsciente, perpassado de inquietações metafísicas. Também usada nas suas obras manequins, nus ou vestidos à moda clássica, enigmáticos e sem rosto, que pareciam simbolizar a estranheza do ser humano diante do seu meio ambiente.

GIORGIO MORANDI (1890-1964), pintor italiano.

Notável por suas naturezas-mortas, em que buscava a unidade das coisas do universo. Conferiu imobilidade e transparência de formas, recorte intimista e atmosfera de luz cinza-clara às naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos, garrafas, caixas e lâmpadas velhas.

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Pintura Metafísica

Pintura Metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas. De plástica despojada e escultural, tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda as manifestações do sobrenatural.

Tal pintura deve criar uma impressão de mistério, por meio de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos. Para tanto são utilizadas arcadas e arquiteturas puras, idealizadas muitas vezes com a inclusão de estátuas, manequins, frutas e legumes, numa transfiguração toda especial e em perspectivas divergentes.

Criada por Giorgio De Chirico, a Pintura Metafísica faz uso dos símbolos e tem origem quando extrai uma obra do ponto mais profundo de seu ser, indo até onde tudo o que existe é silêncio e onde toda a presença se dá pela ausência. Segundo o pintor, o uso de símbolos torna a obra verdadeiramente imortal, pois abandona por completo os limites do humano.

Elementos clássicos da pintura italiana, como o espaço em perspectiva e as arquiteturas urbanas, somados à evocação de lugares, especialmente Ferrara, com suas amplas perspectivas, brancas e desertas, levariam o artista a um mergulho em sua alma que, por sua vez, o conduziria inevitavelmente a uma arte metafísica.

O caráter onírico desse universo pictórico antecipou o Surrealismo, cujo precursor seria o próprio De Chirico.

Giorgio Morandi

1890 - 1964

Pintura Metafísica

Giorgio Morandi era notável por suas naturezas-mortas, em que buscava a unidade das coisas do universo. Conferiu imobilidade e transparência de formas, recorte intimista e atmosfera de luz cinza-clara às naturezas-mortas que pintou usando como modelos frascos, garrafas, caixas e lâmpadas velhas. Pintor e gravador italiano viveu toda a vida em sua cidade natal, Bolonha, onde estudou na Academia de Belas Artes. Em 1914, foi convidado a participar da primeira exposição futurista em Florença, na qual conheceu Carlo Carrà e Umberto Boccioni.

Em visita à Bienal de Veneza, teve contato com obras de Cézanne que o impressionaram bastante. Em 1918, integra-se à Pintura Metafísica após conhecer Giorgio De Chirico, e nela permanece até 1920. Associou-se também, entre 1918 e 1921, ao grupo e à revista Valori Plastici, em Roma, fundados por Mario Brogli.

Defendeu os princípios da Pintura Metafísica e, assim como De Chirico, voltou-se contra todos os movimentos de vanguarda em favor da tradição clássica italiana. A partir de 1926, iniciou suas atividades como professor e diretor de escolas de arte nas províncias do Reggio Emilia e Modena. Em 1948, torna-se membro da Accademia di San Luca, ganha reconhecimento internacional e, em 1957, é premiado na Bienal de São Paulo.

De início, Morandi foi influenciado pelos cubistas e por Cézanne. Por meio deste, começou a apreciar o poder expressivo dos objetos, concentrando-se sobre sua plasticidade. A partir de 1918, tornou-se adepto, por um período, da Pintura Metafísica; deste vínculo, sua pintura apropriou-se de valores da luz e foi se singularizando quando ele assumiu como proposta a meditação sobre a natureza e a plasticidade dos objetos da vida real.

Fonte: www.acrilex.com.br

Pintura Metafísica

Pintura Metafísica foi um estilo criado em 1913 por Giorgio de Chirico e que acabou popularizando-se na Itália, sendo adoptada por outros artistas, em especial Carlo Carrá e Giorgio Morandi.

Este estilo de pintura cria um impressão de mistério, através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos, explora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de plástica despojada e escultural. Tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural.

Pintura Metafísica antecipa certos aspectos do Dadaísmo, ao aproximar objetos díspares, e também do Surrealismo, ao representar um clima onírico.

Giorgio de Chirico (1888-1978) foi um pintor italiano nascido na Grécia.

Segundo ele, para que fosse verdadeiramente imortal, uma obra de arte teria que abandonar por completo os limites do humano.

Retratava nas suas obras cenários arquitetônicos, solitários, irreais e enigmáticos, onde colocava objetos heterogéneos para revelar um mundo onírico e subconsciente, perpassado de inquietações metafísicas.

Das suas composições fazem parte elementos arquitetônicos como colunas, torres, praças, monumentos neoclássicos, chaminés de fábricas etc. construindo, paradoxalmente, espaços vazios e misteriosos. As figuras humanas, quando presentes, carregam consigo forte sentimento de solidão e silêncio. São meio-homens, meio-estátuas, vistos de costas ou de muito longe. Quase não é possível entrever rostos, apenas silhuetas e sombras, projetadas pelos corpos e construções.

Pintura Metafísica de Giorgio De Chirico

Pintura Metafísica
Giorgio de Chirico - Piazza d'Italia

Pintura Metafísica
Giorgio de Chirico - Ettore e Andromaca, 1917

Pintura Metafísica
Giorgio de Chirico

Fonte: aprendemos-mikasmi.blogspot.com

Pintura Metafísica

artista mais conhecido desse movimento é Giorgio de Chirico (1888-1978), sendo características do movimento a perspectiva irreal acentuada (portas abertas; objetos no solo; manequins, sólidos); sombras projetadas; forte jogo de luz e sombra; cores reais representando figuras destituídas de alma, de sentimentos e de emoções.

O tema de suas obras são as paisagens urbanas, desertas, melancólicas e iluminadas por uma luz estranha.

Pintura Metafísica
“O regresso do poeta”

Alguns críticos viram, nesses elementos da pintura, uma oposição entre a técnica precisa com que o artista compõe a cena e a inquietação que ela desperta no espectador.

Fonte: www.coisaetal.maxiweb.com.br

Pintura Metafísica

Giorgio De Chirico: da Metafísica ao Surrealismo

Sua pintura não altera, nem distorce a realidade, muito menos a interpreta. Sua arte nem mesmo é a expressão ou extensão de si próprio. Mas é a expressão de uma não-realidade, de um universo do que não é, nem está. Chirico cria um mundo onírico e fantástico, no qual mesmo os sonhos têm outra concepção. É o nascer do pré-surrealismo.

O pintor greco-italiano nasceu em Vólos, Grécia, a 10 de Julho de 1888. Quando jovem estudou Artes em Atenas e Florença. Depois desse período mudou-se para a Alemanha, onde estudou filosofia e, no ano de 1917, fundou um movimento artístico chamado “Pintura Metafísica” com o pintor Carlos Carrà.

Profundamente entusiasmado por tal tema, Chirico pinta sua primeira e famosa série, 'Praças de cidades metafísicas'’ - “Melancolia Outonal ” e “O Enigma do Oráculo”.

A sua particular forma de ver e entender o mundo foi fortemente influenciada por filósofos como Nietzsche e Arthur Schopenhauer, os quais impactaram diretamente sua arte metafísica, como se seus quadros fossem a expressão plástica dessas filosofias.

Giorgio de Chirico foi tão enigmático quanto suas primeiras obras. Queria decifrar a essência do Homem, do Universo, as relações, os elementos. Seus quadros tentam dar significado ao abstrato e aos objetos dispostos ao silêncio e ao vazio, retirados de seus comuns cenários para relacionarem-se entre si no mundo absurdo do pintor.

O estilo metafórico de Nietzsche foi absorvido por Chirico e, conseqüentemente, desafogado em suas obras, as quais parecem translações de seu espírito descomprometido com a realidade, quase livres associações.

Para além da filosofia, Chirico também foi muito inspirado pela poesia de Baudelaire, Rimbaud, Hugo, Apollinaire, Max Jacob, entre outros. Era um romântico, acima de tudo. Ou um sonhador, se é que as duas coisas não são uma só. Suas visões líricas eram tomadas por traços improváveis e anti-realistas, cheios, porém, de simbolismos. Todo este onirismo de seu primeiro período artístico abriu frestas à estética surrealista. Em 1925, participou de sua primeira exposição artística.

Pintura Metafísica
L'enigma dell'ora, 1911

Características de sua pintura são os padrões arquitetônicos, elementos simbólicos, manequins, grandes espaços entre um elemento e outro, ou a exploração do vazio. Sua estrutura artística foi inovadora para a época e, como tinha uma linguagem própria, obrigava o observador a buscar informações para compreendê-la.

Por isso ele tratou de escrever algumas notas e ensaios sobre sua produção metafísica.

Com forte inclinação ao academicismo, cada vez mais deixou de lado seu primeiro período artístico, dedicando-se com menos intensidade a uma pintura mais tradicional.

Foi admirado e respeitado, experimentando êxito com sua arte, e influenciou o surrealismo e o dadaísmo.

De Chirico transportou à tela uma certa inquietude existencial que o marcou pessoalmente. Não aquela perturbação que nos míngua a sanidade, mas sim a perturbação que nos eleva o espírito criativo e curioso a ponto de encontrarmos outra realidade e nela vivermos. O pintor morreu em Roma, a 20 de novembro de 1978.

Pintura Metafísica
Ritorno del Figlio Prodigo, 1965

Pintura Metafísica
La nostalgia dell'infinito, 1912-1913

Fonte: obviousmag.org

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