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Pop Art

 

Pop Art ou Arte Pop surgiu nas cidades de Londres e Nova York como a expressão de um grupo de artistas que procuravam valorizar a cultura popular.

Para isso, serviram-se tanto dos recursos da publicidade quanto dos demais meios de comunicação de massa. Histórias em quadrinhos, cartazes publicitários, elementos de consumo diário e a nova iconografia, representada por astros do cinema, da televisão e do rock, passaram a integrar a temática central dessa nova corrente, não sem uma certa ironia crítica.

As atividades desses grupos começaram em Londres, por volta de 1961, sob a forma de conferências, nas quais tanto artistas quanto críticos de cinema, escritores e sociólogos discutiam o efeito dos novos produtos da cultura popular originados pelos meios de comunicação de massa, especialmente a televisão e o cinema. Da Inglaterra o movimento se transferiu para os Estados Unidos, onde finalmente se consolidaram seus princípios estéticos como nova corrente artística.

Talvez seja preciso explicar que nos Estados Unidos, além das ações dos grupos londrinenses, os artistas da camada pop tiveram como referência, desde 1950, os chamados happenings e environments. Esses eventos eram uma espécie de instalação em que se fazia uso de todas as disciplinas artísticas para criar espaços lúdicos de duração efêmera, que, como afirmava seu criador, John Cage, mais do que obras de arte eram ações que se manifestavam como parte da própria vida.

Não obstante, a arte pop americana se manifestou como uma estética renovadamente figurativa, e suas obras, ao contrário daquelas instalações, tiveram um caráter perdurável. É o caso da obra pictórica de Andy Warhol ou das pinturas no estilo de história em quadrinhos de Lichtenstein, sem esquecer certas instalações de Beuys que hoje estão presentes nos museus mais importantes de arte contemporânea e valem tanto quanto os quadros dos grandes mestres do século passado.

Pintura

Desde o início os pintores pop manifestaram interesse em deixar de lado as abstrações e continuar no figurativismo popular de Hopper, para tornar mais palpável essa segunda realidade que os meios de comunicação tentavam transmitir e vender.

Os quadros de personagens famosos de Warhol, deformados pelo acréscimo de suas próprias variações cromáticas, não são mais do que a reinterpretação da nova iconografia social representada por estrelas de cinema e astros do rock.

A frieza de expressão das colagens de anúncios publicitários de Rosenquist e os quadros eróticos de Wesselman, próximos dos quadros Schwitters fazem uma imitação burlesca da nova cultura gráfica publicitária. Paradoxalmente, as obras desses artistas em nenhum momento foram entendidas num plano que não fosse meramente estético e, criticados por realizar uma arte eminentemente comercial, o fato é que tiveram êxito e se valorizaram no mercado mundial devido ao impacto subliminar de sua obra.

Quanto ao pop britânico, os artistas realizaram exposições nas quais seus quadros, que eram verdadeiros mostruários do cotidiano inglês, refletiam uma certa nostalgia das tradições e, num sentido mais crítico e irônico, quase em tom de humor, faziam uma imitação dos hábitos consumistas da sociedade na forma de verdadeiros horror vacuii (horror ao vazio) de objetos e aparelhos. As colagens do pintor Hamilton eram uma reprodução grotesca da arte publicitária dos tempos modernos.

Escultura

Na primeira fase da arte pop, a escultura não era muito frequente e se manifestou mais dentro dos parâmetros introduzidos pelo dadaísmo: objetos fora do contexto, organizados em colagens insólitas. Mais tarde alguns artistas interessaram-se em acentuar seus efeitos, como foi o caso de Oldenburg, com suas representações de alimentos em gesso e seus monumentais objetos de uso cotidiano, ou suas controvertidas e engenhosas esculturas moles.

Não faltaram também as instalações de Beuys do tipo happening, em cujas instalações quase absurdas se podia reconhecer uma crítica aos academicismos modernos, ou as esculturas figurativas do tipo environment, de Segal, da mesma natureza. Outro artista pop que se dedicou a esta disciplina foi Lichtenstein, mas suas obras se mantiveram dentro de um contexto abstracionista-realista, em muitos casos mais perto das obras de seus colegas britânicos.

Cinema e Fotografia

As origens do cinema pop podem ser encontradas no cinema pop independente, que surgiu na década de 50 como resposta à estética e aos métodos de filmagem hollywoodianos. Estas vanguardas no campo do cinema romperam com o sistema estabelecido de criação, produção e publicidade de Hollywood, tentando revalorizar os artistas num mercado em que produtores tinham primazia sobre os diretores, mesmo quando só entendiam de finanças.

Underground é a palavra chave para se entender o cinema pop, não em sua tradução literal de subterrâneo ou escondido, mas como totalmente crítico e anticonvencional, qualidades que o definem.

As características deste novo cinema eram a ausência total de referência à filmografia clássica, numa tentativa de redefini-lo como uma arte independente da televisão e do teatro. Esse é o caso dos filmes de câmera fixa de Andy Warhol, de mais de oito horas de duração e sem fio narrativo.

Agrupados e patrocinados pela Filmmakers Association, cineastas como os irmãos Mekas, Ron Rice ou Kean Jacobs conseguiram filmar independentemente das leis de distribuição e censura.Quanto à fotografia, ela foi muito utilizada pelos artistas pop porque era o único método que permitia a reprodução de eventos artísticos como happenings e environments. A exposição das fotos era considerada um evento artístico.

Fonte: Enciclopedia Multimedia del Arte Universal - Vol. 10

Pop Art

O que é

Pop Art é o nome que se deu à tendência artística que usa objetos e assuntos comuns como latas, sanduíches, tiras de história em quadrinhos, anúncios, embalagens, cenas de TV, como fontes de inspiração e que foram fisicamente incorporados ao trabalho.

Utilizando imagens da sociedade de consumo e na cultura popular, empregando ilustrações cotidianas e não artísticas necessariamente, os artistas da Pop Art transgridem o sentido do fazer arte de maneira manual.

Eles se utilizam de novos materiais, misturando fotografia, pintura, colagem, escultura, assemblage ( colagem em 3 dimensões ).

Colagens e repetições de imagens em série são características das obras e os temas são os símbolos e os produtos industriais dirigidos às massas urbanas: tampinhas de garrafa, pregos, automóveis, enlatados, os ídolos de cinema e da música, produtos descartáveis, fast food.

O que interessa são as imagens, o ambiente, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes centros urbanos.

Pop Art é uma abreviação do termo inglês "popular art "( arte popular ). Não significa arte feita pelo povo, mas produzida para o consumo de massa.

Esta arte nasceu na Inglaterra no início dos anos 50 , não nos Estados Unidos como se imagina.

Posteriormente Andy Warhol foi um dos maiores representantes nos Estados Unidos.

Pop Art
O que é que faz que nossos lares sejam hoje tão diferentes, 
tão encantadores? Kunsthalle Tubingen

No Brasil em 1967, na Bienal, os pop artistas dominaram a representação dos EUA. Não se tornou popular e nem chegou a atingir a massa urbana, ficando restrita a colecionadores, frequentadores, galerias e museus na época.

A obra de Andy Warhol esteve no Brasil na 23ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1996.

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

Pop Art

Movimento principalmente americano e britânico, sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954, pelo crítico inglês Lawrence Alloway, para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental, sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos.

Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.

Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.

Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e designs, usando como materiais, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real.

Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art.

Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que se utilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos.

Principais Artistas

Robert Rauschenberg (1925)

Depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do início da década de 1950, Rauschenberg criou as pinturas "combinadas", com garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados.

Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em silk-screen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas episódios da história americana moderna e da cultura popular.

Roy Lichtenstein (1923-1997)

Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos.

Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.

Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

Andy Warhol (1927-1987)

Ele foi figura mais conhecida e mais controvertida do pop art, Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade.

Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro.

Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal.

NO BRASIL

A década de 60 foi de grande efervescência para as artes plásticas no pais. Os artistas brasileiros também assimilaram os expedientes da pop art como o uso das impressões em silkscreen e as referências aos gibis. Dentre os principais artistas estão Duke Lee, Baravelli, Fajardo, Nasser, Resende, De Tozzi, Aguilar e Antonio Henrique Amaral.

A obra de Andy Warhol expunha uma visão irônica da cultura de massa. No Brasil, seu espírito foi subvertido, pois, nosso pop usou da mesma linguagem, mas transformou-a em instrumento de denúncia política e social.

Pop Art
Auto-Retrato de Andy Warhol

Pop Art
Boa Disposição de Pele Macia - Claes Oldenburg

Pop Art
Pop Art de Roy Linchtenstein

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Pop Art

 

Pop Art
Dias, Antônio 
Nota sobre a Morte Imprevista , 1965 
técnica-mista sobre hardboard e tecido

Pop Art
Gerchman, Rubens 
O Rei do Mau Gosto , 1966 
acrílica, vidro bisoté e asas de borboleta sobre madeira

Na década de 1960, os artistas defendem uma arte popular (pop) que se comunique diretamente com o público por meio de signos e símbolos retirados do imaginário que cerca a cultura de massa e a vida cotidiana. A defesa do popular traduz uma atitude artística contrária ao hermetismo da arte moderna.

Nesse sentido, a arte pop se coloca na cena artística que tem lugar em fins da década de 1950 como um dos movimentos que recusam a separação arte/vida. E o faz - eis um de seus traços característicos - pela incorporação das histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema.

Uma das primeiras, e mais famosas, imagens relacionadas ao que o crítico britânico Lawrence Alloway (1926 - 1990) chamaria de arte pop é a colagem de Richard Hamilton (1922), O que Exatamente Torna os Lares de Hoje Tão Diferentes, Tão Atraentes?, de 1956. Concebido como pôster e ilustração para o catálogo da exposição This Is Tomorrow [Este É o Amanhã] do Independent Group de Londres, o quadro carrega temas e técnicas dominantes da nova expressão artística. A composição de uma cena doméstica é feita com o auxílio de anúncios tirados de revistas de grande circulação.

Nela, um casal se exibe com (e como) os atraentes objetos da vida moderna: televisão, aspirador de pó, enlatados, produtos em embalagens vistosas etc. Os anúncios são descolados de seus contextos e transpostos para a obra de arte, mas guardam a memória de seu locus original. Ao aproximar arte e design comercial, o artista borra, propositadamente, as fronteiras entre arte erudita e arte popular, ou entre arte elevada e cultura de massa.

Em carta de 1957, Hamilton define os princípios centrais da nova sensibilidade artística: trata-se de uma arte "popular, transitória, consumível, de baixo custo, produzida em massa, jovem, espirituosa, sexy, chamativa, glamourosa e um grande negócio". Ao lado de Hamilton, os demais artistas e críticos integrantes do Independent Group lançam as bases da nova forma de expressão artística, que se aproveita das mudanças tecnológicas e da ampla gama de possibilidades colocada pela visualidade moderna, que está no mundo - ruas e casas - e não apenas em museus e galerias.

Eduardo Luigi Paolozzi (1924 - 2005), Richard Smith (1931) e Peter Blake (1932) são alguns dos principais nomes do grupo britânico.

Ao contrário do que de sucede na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos os artistas trabalham isoladamente até 1963, quando duas exposições - Arte 1963: Novo Vocabulário, Arts Council, na Filadélfia, e Os Novos Realistas, Sidney Janis Gallery, em Nova York - reúnem obras que se beneficiam do material publicitário e da mídia. É nesse momento que os nomes de Andy Warhol (1928 - 1987), Roy Lichtenstein (1923 - 1997), Claes Oldenburg (1929), James Rosenquist (1933) e Tom Wesselmann (1931 - 2004) surgem como os principais representantes da arte pop em solo norte-americano.

Sem programas ou manifestos, seus trabalhos se afinam pelas temáticas abordadas, pelo desenho simplificado e pelas cores saturadas. A nova atenção concedida aos objetos comuns e à vida cotidiana encontra seus precursores na antiarte dos dadaístas e surrealistas. Os artistas norte-americanos tomam ainda como referência certa tradição figurativa local - as colagens tridimensionais de Robert Rauschenberg (1925 - 2008) e as imagens planas e emblemáticas de Jasper Johns (1930) -, que abre a arte para a utilização de imagens e objetos inscritos no cotidiano.

No trato desse repertório plástico específico não se observa a carga subjetiva e o gesto lírico-dramático, característicos do expressionismo abstrato - que, aliás, a arte pop comenta de forma paródica em trabalhos como Pincela, 1965, de Lichtenstein.

No grupo norte-americano, o nome de Wesselmann liga-se às naturezas-mortas compostas de produtos comerciais, Lichtenstein, aos quadrinhos - Whaam!, 1963 -, e Oldenburg, mais diretamente às esculturas - Duplo Hambúrguer, 1962. Entre eles, são a figura e a obra de Warhol que se tornariam referências primeiras da arte pop, por exemplo, 32 Latas de Sopas Campbell, 1961/1962, Caixa de Sabão Brilho, 1964, e os diversos trabalhos feitos com imagens da atriz Marilyn Monroe (1926 - 1962), como Os Lábios de Marilyn Monroe, Marilyn Monroe Dourada e Díptico de Marilyn, todos datados de 1962.

Suas obras se particularizam pelo uso original da cor brilhante, de materiais industriais e pelo exagero do efeito de simultaneidade (na repetição das latas de Campbell e dos lábios de Marilyn). A multiplicação das imagens enfatiza a idéia de anonimato e também o efeito decorativo. A imagem destacada e reproduzida mecanicamente, com o auxílio do silkscreen, afasta qualquer vestígio do gesto do artista.

A celebração da opulência e da fama convive, a partir de 1963, com as tragédias, com a violência racial e das guerras (da Guerra Fria, do Vietnã). Datam desse período Levante Racial Vermelho, 1963, e Cadeira Elétrica, 1964.

No Brasil, sugestões da arte pop foram trabalhadas na década de 1960 por Antonio Dias (1944) - Querida, Você Está Bem?, 1964, Nota Sobre a Morte Imprevista, 1965, e Mamãe, Quebrei o Vidro, 1967 -, Rubens Gerchman (1942 - 2008) - Não Há Vagas, 1965, e O Rei do Mau Gosto, 1966 -, Claudio Tozzi (1944) - Eu Bebo Chop, Ela Pensa em Casamento, 1968, entre outros.

No entanto a incipiente proliferação no Brasil dos meios de comunicação de massa, na década de 1960, leva, paradoxalmente, esses artistas a aproximar técnicas da arte pop (silkscreen e alto-contraste) a temas engajados politicamente.

Referências

ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna: do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução Denise Bottmann, Frederico Carotti; prefácio Rodrigo Naves. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. xxiv, 709 p., il. color.
CHALVERS, Ian. Dicionário Oxford de Arte. Tradução Marcelo Brandão Cipolla. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 
FINEBERG, J. Art since 1940 - strategies of being. New York: Harry N. Abrams, Inc., Publishers, 1995. 496p. il. color.
MCCARTHY, David. Arte Pop. Tradução Otacílio Nunes. São Paulo: Cosac & Naify, 2002. 80 p., il. color. (Movimentos da arte moderna).
TRÉTIACK, Philippe. Andy Warhol. New York: Universe Publishing, 1997. 79 p. il. color. (Universe of Art)

Fonte: www.itaucultural.org.br

Pop Art

Trata-se de um estilo artístico baseado no reprocessamento de imagens populares e de consumo.

Surgiu a partir do final dos anos 50, principalmente na Inglaterra e Estados Unidos (Londres e Nova York eram seus principais centros) e recebeu esse nome pelo crítico Lawrence Alloway.

A princípio, o movimento parecia centrar-se numa provocação e rompimento radical com as belas-artes. À medida que novos artistas começam a utilizar-se do estilo, parece começar a haver uma compreensão maior de seus objetivos de exploração dos potenciais da arte gráfica comercial, principalmente notado no trabalho de Andy Warhol.

Richard Hamilton definiu as imagens vinculadas nos meios de comunicação de massa, base de inspiração da arte pop, como "populares, transitórias, consumíveis, produzidas em massa, jovens, em escala empresarial, de baixos custos, humorísticas, sexy, ardilosas e glamourosas".

Hamilton, responsável por obras como "O que torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes?", acabou por imprimir à arte pop uma base intelectual.

Nos Estados Unidos, os trabalhos de Jasper Johns ("Bandeira sobre Branco" com colagem) e Robert Rauschenberg (colagens, combinações com garrafas de coca-colas e quadros como "Cama") tiveram bastante influência sobre os artistas pop.

Andy Warhol, em obras como o silkscreen "Marilyn‘, seu uso de fotografias, cédulas de dólares, imagens de Mona Lisa ou o presidente Mao, é considerado um dos principais expoentes da arte pop americana (e talvez o artista símbolo da arte pop).

Na escultura pop americana, Claes Oldenburg e seu uso de elementos como hambúrgueres se destacam.

Além disso, é típico da pop arte americana o uso de recursos teatrais.

Além da própria utilização de elementos da vida real às pinturas, como, por exemplo, uma cama, eventos montados e encenados por artistas, como os happenings, tornaram-se extremamente presentes no panorama cultural americano.

A arte pop inglesa já apresenta um certo romantismo evasivo, menos recursos dramáticos e impacto que a americana.

Peter Blake, artista pop inglês, por exemplo, imprime elementos nostálgicos à sua obra. Um bom exemplo de seu trabalho pode ser dado por "Doutor K. Tortur", de 1965.

David Hockney, com sua irreverência, seus "trocadilhos visuais", um certo maneirismo e estilo próprio de lidar com as imagens populares, também é um artista de destaque do período. "O Chape", no original "The Splash", é uma boa amostra de sua produção.

Allen Jones e suas esculturas eróticas talvez divirjam desse estilo mais romantizado que a arte pop assumiu na Inglaterra.

Fora dos Estados Unidos e Inglaterra, temos Oyvind Fahlström, na Suécia e Martyal Raysse, na França, como bons expoentes desse estilo.

Há ainda um certo pessimismo na arte pop, talvez personalizado por Wharol, com sua repetição de imagens banais e crença na fama instantânea e passageira que todo homem pode vir a ter.

WARHOL (Andrew WARHOLA, dito Andy), artista plástico norte-americano (Pittsburgh, 1929 - Nova York, 1987), um dos fundadores da arte pop.

JOHNS (Jasper), pintor e escultor norte-americano estilo pop (Allendale, 1930). Celebrizou-se pintando bandeiras e latas de cerveja, que obtiveram grande êxito em mostras internacionais de arte, embora seu estilo seja muito contestado.

RAUSCHENBERG (Robert), pintor e gravador norte-americano (Port Arthur, Texas, 1925). Fez a ligação entre o expressionismo abstrato e a pop art. Gozou de notável popularidade nos anos 60, mas suas obras têm perdido força. Interessa-se pelas relações entre a arte e a tecnologia.

Fonte: www.pitoresco.com.br

Pop Art

 

Pop Art
Tubo gigante, por Claes Oldenburg

O que é

Pop Art é um movimento artístico que floresceu nos finais dos anos 50 e 60, sobretudo nos Estados Unidos e no Reino Unido. A “paternidade” do nome é atribuída ao crítico de arte Lawrece Alloway, que fazia assim alusão à utilização, pelos artistas deste movimento, de objetos banais do quotidiano nas suas obras.

Nos Estados Unidos, Claes Oldenburg, Andy Warhol, Tom Wesselman e Roy Lichtenstein — e do outro lado do Atlântico David Hockney e Peter Blake — foram as suas figuras de proa.

A Arte Pop é considerada como uma reação ao Expressionismo Abstrato, um movimento artístico, liderado entre outros por Jackson Pollock.

O Expressionismo Abstrato, que floresceu na Europa e nos Estados Unidos nos anos 50, reforçava a individualidade e expressividade do artista rejeitando os elementos figurativos.

Pelo contrário, o universo da Arte Pop nada tem de abstrato ou de expressionista, porque transpõe e interpreta a iconografia da cultura popular. A televisão, a banda desenhada, o cinema, os meios de comunicação de massas fornecem os símbolos que alimentam os artistas Pop. O sentido e os símbolos da Arte Pop pretendiam ser universais e facilmente reconhecidos por todos, numa tentativa de eliminar o fosso entre arte erudita e arte popular.

Pop Art também refletia a sociedade de consumo e de abundância na forma de representar. As garrafas de Coca-cola de Warhol, os corpos estilizados das mulheres nuas de Tom Wesselman — onde se evidencia o bronzeado pela marca do bikini — ou ainda os objetos gigantes de plástico, como o tubo de pasta de dentes de Claes Oldenburg, são exemplos da forma como estes artistas interpretavam uma sociedade dominada pelo consumismo, o conforto material e os tempos livres.

As peças dos artistas da Pop também iam buscar as suas referências à produção industrial. Veja-se, por exemplo, a repetição de um mesmo motivo nas serigrafias de Warhol ou as telas gigantes de Lichtenstein onde, ao ampliar as imagens de banda desenhada, o artista revela os pontos de cor inerentes à reprodução tipográfica.

Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a Arte Pop teve expressões diferentes e alguns críticos consideram que a corrente americana foi mais emblemática e agressiva que a britânica. Na altura, a Pop Art foi acusada pelos críticos de ser frívola e superficial, e mal compreendida pelo público. Mas foi um marco decisivo.

Fonte: dossiers.publico.clix.pt

Pop Art

Com raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp, a pop art começou a tomar forma quando alguns artistas ingleses, após terem estudado os símbolos e os produtos provenientes do mundo da propaganda nos Estados Unidos na década de 50, passaram a transformá-los em tema de suas obras.

A América do Norte tinha que produzir uma arte que pudesse ser consumida em larga escala, já que a arte clássica era feita para pessoas habituadas a ler e destinava-se a um público restrito; a arte popular foi feita para atingir grandes públicos.

Pop art é a abreviação do termo inglês “popular art” (arte popular). Não significa arte feita pelo povo, mas uma expressão artística que se identifica com a sociedade de consumo. Pode ser entendida como uma crítica ao funcionamento da sociedade de consumo, na qual a satisfação provocada pelo produto a ser vendida é mais imaginária que real. Ex. não se vende a margarina, mas sim a idéia de felicidade familiar.

A intenção de pintores como Richard Hamilton, um dos pioneiros do novo estilo, era trazer para a arte imagens da propaganda, do cinema e da televisão, visto que, estes meios começaram a forjar um novo mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1937-1945) alterando a vida cotidiana das cidades e a imagem das cidades.

Foi nos Estados Unidos que a pop arte encontrou seus melhores expoentes como Andy Warhol (que expôs na 23a. Bienal Internacional de S. Paulo em 1996) trabalhando com imagens que até o início dos anos 60 não eram consideradas dignas de entrarem no universo da arte.

Até hoje a pop arte provoca discussões, pois parte dos críticos considera que é apenas uma variante da publicidade-alienante e supérflua, outros veêm na pop art uma crítica ao consumismo desenfreado e ao vazio das imagens produzidas pela propaganda. Porém, ao mesmo tempo que critica, a pop art se apoia e necessita dos objetivos de consumo nos quais se inspira e muitas vezes no próprio aumento deste consumo.

Utiliza objetos e assuntos comuns como latas, sanduíches, tiras de história em quadrinhos, anúncios, embalagens, cenas de TV como fontes de inspiração empregando ilustrações cotidianas e não necessariamente artísticas.O que interessa são as imagens, o ambiente, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes centros urbanos.

Andy Warhol (1927-1987)

Pop Art

Foi figura mais conhecida e mais controvertida da pop art. Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa serie de retratos, veículos da música popular e do cinema como Elvis Presley e Marilyn Monroe.

Entendia que as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, usando para consumo, como garrafas de coca-cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro.

Fonte: www.she.art.br

Pop Art

 

Pop Art

É discutível qual foi a mais extraordinária inovação da arte do século XX, se o cubismo ou a pop art.

Ambos surgiram de uma rebelião contra algum estilo já convencional: os cubistas achavam que os pós-impressionistas eram comportados e limitados demais, e os adeptos da pop art, que os expressionistas abstratos eram pretensiosos e veementes demais. A pop art trouxe de volta às realidades materiais do dia-a-dia, à cultura popular, na qual as pessoas comuns extraíam da TV, das revistas ou das histórias em quadrinhos a maior parte de sua satisfação visual.

Pop Art

pop art surgiu na Inglaterra de meados dos anos 50, mas realizou todo o seu potencial na Nova York dos anos 60, quando dividiu com o minimalismo as atenções do mundo artístico. Nela, o épico foi substituído pelo cotidiano, e o que se produzia em massa recebeu a mesma importância do que era único e irreproduzível; a distinção entre “arte elevada” e “arte vulgar” foi assim desaparecendo.

A mídia e a publicidade eram os temas favoritos da pop art, que muitas vezes celebrava espirituosamente a sociedade de consumo.

Talvez o maior nome dessa estética tenha sido o americano Andy Warhol (Andrew Warhola, c. 1928 – 1987), cujas inovações exerceram influência sobre a arte posterior.

As Estampas de Warhol

No passado, as opiniões sobre Warhol variaram enormemente. Alguns o consideravam gênio, e outros o acusavam de ser um embusteiro fora do comum.

Tendo começado como publicitário, mesclou fotos comerciais em sua obra, de início serigrafando-as ele mesmo e depois transferindo o processo para os funcionários de seu ateliê, conhecido como the Factory (“a Fábrica”): Warhol concebia um projeto, e os assistentes o executavam. No Marilyn diptych (Díptico Marilyn), a imagem foi propositalmente serigrafada sem nenhuma perícia ou exatidão, e a impressão colorida mostra-se, no melhor dos casos, imprecisa.

Ainda assim o Marilyn diptych é obra que atrai e impressiona, originando-se de algo bem no fundo da psique de Warhol. Ele era fã ardoroso das celebridades e entendia o caráter transitório da fama; estava, porém, mais interessado na idéia da devoção do público americano à celebridade como um símbolo cultural da época.

Entregando-se à maquina da publicidade, Marilyn foi destruída como pessoa, e o estilo absolutamente neutro e documental de Warhol reproduz a impessoalidade e o isolamento que caracterizam essa fama. No díptico, um mar de rostos – todos parecidos e, ainda assim, sutilmente diferenciados – encara-nos com uma máscara icônica. É uma obra inesquecível.

Roy Lichtenstein

Ironicamente, a primeira incursão de Andy Warhol na pop art baseava-se em imagens tomadas a histórias em quadrinhos, mas o marchand ao qual mostrou esse trabalho não se interessou, pois já fora conquistado pela arte do também americano Roy Lichtenstein (1913- ), outro dos grandes nomes do movimento.

Há, claro, um elemento de nostalgia em obras como a de Roy Lichtenstein: o mundo dos gibis, mundo da infância e da primeira adolescência, com todo o seu lado inocente e esperançoso. Roy Lichtenstein viu as dimensões icônicas dessas imagens e recriou-as na escala ampla que os expressionistas abstratos preferiam.

Sua Whaam não é transcrição de uma história em quadrinhos, e sim uma imagem que ele reduziu ao essencial, a seu vigor aerodinâmico. Whaam diz respeito à violência e a como podemos ficar longe dela.

É um díptico narrativo: de um lado, as forças do bem, o anjo vingador no avião; de outro, as forças do mal, o inimigo destruído no clarão estilizado que representa o poder punitivo. O pintor usa formas e cores simples e copia a retícula dos materiais impressos para, assim, levar-nos de volta ao mundo simplificado do preto-e-branco moral e à nostálgica ingenuidade da infância.

Jasper Johns

Dancers on plane; Merce Cunningham é a homenagem do americano Jasper Johns (1930 - ) ao trabalho de Merce Cunningham, o coreógrafo de vanguarda.

Dancers on a plane (Bailarinos num plano) é uma pintura extremamente bela e, em termos conceituais, extremamente complexa.

O talento supremo de Johns está em criar visualmente um conceito bastante difícil: o artista encanta o olhar de tal modo que nos leva a explorar esse conceito.

Dancers on a plane exibe as complexidades da satisfação religiosa (o modo pelo qual o lado terreno da vida, o esquerdo, será divinamente transformado após a morte, o lado direito) e dos relacionamentos sexuais; mostra também o caráter quadridimensional do movimento de dança exibido num “plano único”, a tela em que os passos combinam-se como parceiros.

É um quadro gratificante, que recompensa o tempo dedicado a sua contemplação. Proporciona prazer mesmo quando lhe damos apenas uma olhadela, pois Johns satisfaz em todos os níveis.

Robert Rauschenberg

A influência do dadá e do surrealismo conduziu o americano Rauschenberg (1925 - ) a uma forma de arte inteiramente nova, na qual ele usa objetos prosaicos em justaposições incomuns. Essas pinturas, chamadas combines (“Combinações”), são a especialidade de Rauschenberg. Canyon é um exemplo.

O artista fez uma desconcertante mistura de imagens e técnicas: pintura a óleo combinada a fotos serigrafadas, a textos de jornal e a simples garatujas pitorescas.

Mas, abaixo dessa algazarra vital e intensa, uma ave morta paira com as lúgubres asas abertas. Há uma vertiginosa sensação de planar nos ares, de levantar vôo para o canyon do desconhecido.

Percebemos que o desfiladeiro localiza-se menos na pintura que abaixo dela: em vez de estar lá dentro, enquadrado onde não representa perigo, encontra-se em nosso próprio espaço pessoal. A saliência onde a ave se empoleira projeta-se em diagonal para o mundo do observador; dessa saliência, pende molemente uma almofada, disposta em duas bolsas que parecem estranhamente eróticas e patéticas.

Todos os elementos da obra, bidimensionais ou tridimensionais, combinam-se numa impressão de clausura, como se de fato estivéssemos acuados entre as altas paredes nuas de um canyon rochoso.

Em Rauschenberg, há uma sandice inspirada que nem sempre tem o resultado esperado pelo artista; mas, quando ele consegue o efeito desejado, suas imagens são inesquecíveis.

David Hockney

Estritamente falando, é fato que o movimento pop tenha começado na Inglaterra, com Richard Hamilton (1922 - ) e David Hockney (1937 - ). As primeiras obras de Hockney fazia esplêndido uso de imagens ao estilo daquelas revistas populares nas quais se baseia muita pop art. Mas nos anos 60, quando Hockney se mudou para a Califórnia, ele reagiu com enorme profundidade artística ao mar, ao sol, aos rapazes e ao luxo, tanto que sua arte assumiu uma dimensão inteiramente nova, cada vez mais naturalista.

Embora se possa considerar A bigger splash (Um agito maior) uma visão do mundo mais simplista do que simplificada, ele ainda assim produz encantadora interação entre as impassíveis verticais rosadas de um canário em Los Angeles e a exuberância do borrifo de água quando o nadador oculto mergulha na piscina.

Aqui não há nenhuma presença humana visível, apenas a cadeira solitária e vazia e um mundo árido e quase paralisado. No entanto, a grande espadana branca só pode ter sido produzida por um ser humano, e muito da psique de Hockney está envolvido na mistura de lucidez e confusão que vemos nessa pintura.

Fonte: www.portalartes.com.br

Pop Art

Pop Art

Tendência das artes plásticas que surge em meados da década de 50, no Reino Unido, vinculada a intelectuais do Instituto de Arte Contemporânea de Londres. Influenciada, de início, por artistas ligados ao Dadá e ao Surrealismo, a Pop-art ganha força nos anos 60 nos Estados Unidos (EUA), com repercussão internacional.

Explora elementos da cultura de massa e da sociedade de consumo. Robert Rauschenberg (1925), um dos precursores da Pop-art nos EUA, inclui, por exemplo, uma placa de carro em sua obra Mercado Negro (1961).

A linguagem da publicidade e da televisão, os quadrinhos, as embalagens industrializadas, a fotografia, os ídolos populares, os produtos descartáveis e o fast food são a base das criações. Colagens e repetição de imagens em série são características das obras.

Pop Art

Em reação ao subjetivismo da abstração, a Pop-art é uma arte engajada, que pretende fazer um comentário irônico e cínico do mundo capitalista e de seu modo de produção. Ao levar para o universo artístico materiais que fazem parte do cotidiano nas grandes cidades, deseja romper as barreiras entre a arte e o dia-a-dia.

Embora, literalmente, pop art signifique arte popular, não há aí referência à produção criativa do povo, mas sim à produção para a massa, o que confere à obra um caráter de produto de consumo.

Pop Art

São marcos famosos da Pop-art os trabalhos de Andy Warhol em serigrafia sobre tela de embalagens de sopa em lata Campbells (1965) e de garrafas de Cola-Cola (1962). Em 1967, ele se apropria da imagem da atriz norte-americana Marilyn Monroe e a reproduz em seqüência, sobre a qual aplica várias combinações de cores. Ao retratar Marilyn com a mesma lógica com que retrata a lata de sopa, Warhol quer mostrar que, em uma sociedade de massa, o mito é tão descartável quanto uma lata.

Pop Art

Um artista que, assim como Warhol, explora o mundo do fast food é o sueco que vive nos EUA Claes Oldenburg (1929-). Em 1962, ele cria a escultura Hamburger. De plástico colorido, mostra um hambúrguer, um sorvete e um doce, em uma referência à padronização da alimentação e a sua equiparação a qualquer outro produto industrializado. Outros artistas de destaque são Jasper Johns (1930-), que faz a tela Três Bandeiras (1958), e Roy Lichtenstein (1923-), autor de Moça Afogada (1963). No Reino Unido destaca-se Richard Hamilton (1922-), que produz a colagem Interior (1956-).

Um dos desdobramentos da Pop-art nos EUA é o hiper-realismo, que se propõe a reproduzir em pinturas e esculturas cenas do cotidiano com a maior fidelidade possível. As obras, em geral em cores vibrantes e tamanhos enormes, exibem automóveis, paisagens urbanas e anúncios publicitários.

Pop Art

No Brasil, alguns elementos da Pop-art norte-americana influenciam trabalhos de Rubens Gerchman, como a serigrafia Lindonéia, a Gioconda do Subúrbio, e Claudio Tozzi (1944-), em O Bandido da Luz Vermelha.

Distantes da preocupação com a realidade brasileira, mas muito identificados com a arte moderna e inspirados pelo Dadá, estão os pintores Ismael Nery e Flávio de Carvalho (1899-1973). Na pintura merecem destaque ainda Regina Graz (1897-1973), John Graz (1891-1980), Cícero Dias (1908-) e Vicente do Rego Monteiro (1899-1970).

Di Cavalcanti retrata a população brasileira, sobretudo as classes sociais menos favorecidas. Mescla elementos realistas, cubistas e futuristas, como em Cinco Moças de Guaratinguetá. Outro artista modernista dedicado a representar o homem do povo é Candido Portinari, que recebe influência do Expressionismo. Entre seus trabalhos importantes estão as telas Café e Os Retirantes.

Os autores mais importantes são Oswald de Andrade e Mário de Andrade, os principais teóricos do movimento. Destacam-se ainda Menotti del Picchia e Graça Aranha (1868-1931). Oswald de Andrade várias vezes mescla poesia e prosa, como em Serafim Ponte Grande.

Outra de suas grandes obras é Pau-Brasil. O primeiro trabalho modernista de Mário de Andrade é o livro de poemas Paulicéia Desvairada. Sua obra-prima é o romance Macunaíma, que usa fragmentos de mitos de diferentes culturas para compor uma imagem de unidade nacional.

Embora muito ligada ao simbolismo, a poesia de Manuel Bandeira também exibe traços modernistas, como em Libertinagem.

Heitor Villa-Lobos é o principal compositor no Brasil e consolida a linguagem musical nacionalista. Para dar às criações um caráter brasileiro, busca inspiração no folclore e incorpora elementos das melodias populares e indígenas.

O canto de pássaros brasileiros aparece em Bachianas Nº 4 e Nº 7. Em O Trenzinho Caipira, Villa-Lobos reproduz a sonoridade de uma maria-fumaça e, em Choros Nº 8, busca imitar o som de pessoas numa rua. Nos anos 30 e 40, sua estética serve de modelo para compositores como Francisco Mignone (1897-1986), Lorenzo Fernandez (1897-1948), Radamés Gnattali (1906-1988) e Camargo Guarnieri (1907-1993).

Ainda na década de 20 são fundadas as primeiras companhias de teatro no país, em torno de atores como Leopoldo Fróes (1882-1932), Procópio Ferreira (1898-1979), Dulcina de Moraes (1908-1996) e Jaime Costa (1897-1967). Defendem uma dicção brasileira para os atores, até então submetidos ao sotaque e à forma de falar de Portugal. Também inovam ao incluir textos estrangeiros com maior ousadia psicológica e visão mais complexa do ser humano.

Fonte: www.spiner.com.br

Pop Art

Pop Art - Telas

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La Sheer - Allen Jones

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129 morrem num jato ( Acidente Aéreo ) - Andy Warhol

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A última ceia - Andy Warhol

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As vinte e cinco Marilyns - Andy Warhol

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Elvis I e II - Andy Warhol

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Fechar antes de acender ( Pepsi Cola ) - Andy Warhol

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Garrafas de Coca-Cola verdes - Andy Warhol

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Marilyn - Andy Warhol

Bibliografia

Enciclopedia Multimedia del Arte Universal©AlphaBetum Multimedia

Fonte: www.arteeeducacao.net

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