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Rococó

 

A arte que se desenvolveu dentro do estilo rococó pode ser caracterizada como requintada, aristocrática e convencional.

Rococó teve início na França, no século XVIII e difundiu-se por toda Europa.

O Termo rococó originou-se da palavra francesa rocaille que em português significa concha.

As cores forte do Barroco foram substituídas por cores suaves e de tom pastel, como o verde-claro e o cor-de-rosa.

rococó deixa de lado os excessos de linhas retorcidas que expressam as emoções humanas e busca formas mais leves e delicadas.

A arte do Rococó refletia os valores de uma sociedade fútil que buscava nas obras de arte algo que lhe desse prazer e a levasse a esquecer seus problemas reais.

Arquitetura

Na arquitetura, o estilo rococó manifestou-se principalmente na decoração dos espaços interiores, que se revestiram de abundante e delicada ornamentação.

As salas e salões têm forma oval e as paredes são cobertas com pinturas de cores claras e suaves. São exemplos o "Hotel de Soubise" construído por Germain Boffrand e decorado por Nicolas Pineau entre 1736 e1739, e o "Petit Trianom" construído Jaques-Ange Gabriel entre 1762 e1768.

Pintura

Do ponto de vista técnico também ocorrem transformações na pintura. Desaparecem os contrastes radicais de claro-escuro e passam a predominar as tonalidades claras e luminosas. a técnica do pastel passa a ser bastante utilizada. dentre os pintores desse períodos melhores são Watteau e Chardin.

Antoine Watteau (1684-1721) é considerado um verdadeiro mestre da pintura rococó francesa. Seus personagens são joviais e parecem dedicados ao gozo das coisas boas da vida. Sua principal obra, "Embarque para Citera".

Jean-Baptiste Simeon Chardin (1699-1779). Seus quadros, em vez de apresentarem o mundo fantasioso e frívolo dos cortesões, retratam cenas da vida cotidiana e burguesa da França. A principal característica de Chardin é a sua composição nítida e unificadora de todos os elementos retratados. No quadro "De volta do Mercado" a personagem que chega à sua casa carregada de compras e percebida visualmente pelo espectador de um modo perfeito em relação aos moveis.

Escultura

Substituiu-se os volumes que indicam o vigor e a energia barroca por linhas suaves e graciosas. A escultura, geralmente procura retratar as pessoas mais importantes da época. são famosas, por exemplo, as esculturas que Jean Antonie Houdon fez retratando Voltaire, Diderot, Rousseau e outros tantos personagens da história francesa e universal.

Fonte: ciaarte.br.tripod.com

Rococó

A ARTE ROCOCÓ

ROCOCÓ é o estilo que predomina nas artes européias durante o século XVIII, para se atenuar e finalmente desaparecer nas duas últimas décadas do século, quando surgem as manifestações iniciais do neoclassicismo, que se inspirará, como as artes renascentistas, na antigüidade clássica greco-romana.

rococó é um estilo eminentemente francês, a começar pela denominação, que se originou da palavra francesa rocaille (concha), elemento na época profusamente usado e caprichosamente estilizado pelos decoradores e ornamentistas. Entre os estilos Luíses da França, é o chamado estilo Luís XV.

Irradia-se pela Europa e, através de Portugal, chega ao nosso país, sobretudo no mobiliário, sob o nome de D. João V. A denominaçãorococó teria sido usada pela primeira vez em 1830, tirada do vocabulário das artes decorativas, para designar a fase do barroco compreendida entre 1710 e 1780. Esta simples circunstância define a sua natureza caracteristicamente decorativa e ornamental.

Trata-se de natural desenvolvimento do barroco. Ocorre, porém, que enquanto no século XVII o barroco traduzira na sua energia, nas suas violências expressivas e no seu realismo de inspiração popular, a mentalidade e os interesses da burguesia manufatureira e mercantilista, que estava evoluindo para o estágio industrial e capitalista, em plena marcha para o poder político que conquistará com a Revolução Francesa, o rococó expressará na sua delicada elegância caprichoso decorativismo e inspiração fantasista e mundana, o espírito, os interesses e os hábito da aristocracia palaciana, ociosa e parasitária, em que se havia transformado a antiga nobreza feudal, militar e agrária, que marcara com o seu domínio a sociedade feudal.

Assim é que expressão da burguesia, em ascensão como classe, o barroco foi sobretudo vitalidade e movimento, ao passo que expressão da aristocracia, classe em decomposição, o rococó será sobretudo fragilidade e graça.

A Pintura

Na pintura as transformações são completas. Tudo quanto o barroco possuía de teatral, heróico e dramático, realista e popular, tudo isso se transforma ou desaparece, substituído pela graciosidade decorativa, fantasia e erotismo, aristocratismo e mundanidade.

As transformações começam pelos temas. Desaparecem praticamente a pintura religiosa, os acontecimentos sagrados narrados dramaticamente, os martírios cruéis, os calvários sangrentos, as virgens e madalenas agoniadas e soluçantes, olhos levantados aos céus, os êxtases torturantes. Agora, os temas são outros, frívolos, mundanos e galantes.

Tudo vai falar quase que exclusivamente das graças da mulher. São cenas de boudoir ou de alcova, de salão ou de interiores luxuosos, festas e reuniões em parques e jardins, em suma, o cotidiano da aristocracia, ociosa e fútil, pastorais idílicas e sobretudo nus femininos. O século é o da mulher, cujas graças jamais tinham sido cantadas como souberam cantá-las Watteau, Fragonard e Boucher, os franceses que melhor representam essa pintura.

As virgens dolorosas, as madalenas aflitas, os apóstolos e santos compungidos, as paisagens e os céus tempestuosos dos barrocos são substituídos por Vênus e ninfas, amorzinhos petulantes, marqueses e marquesas maneirosos, festas e reuniões em jardins e paisagens de sonho. Quando as cenas bíblicas aparecem são também aristocratizadas.

Também a técnica se transforma na pintura.

Não são mais as pinceladas impulsivas e pastosas do barroco, nem as massas sintéticas e tumultuosas, muito menos os violentos contrastes de claro-escuro e as cores intensas para as sugestões de drama.

São pinceladas rápidas, leves e curtas, desenho decorativo, tonalidades claras e luminosas em que predominam os rosas, azuis, verdes e lilases, delicados e feéricos. Os pintores tornam-se exímios na representação dos tecidos finos, sedas e brocados achalamotados, tafetás e veludos, vaporosidade das gases e musselinas e das carnações femininas.

Uma das particularidades da época, diz Louis Réau, é o aparecimento de retratistas femininos, que rivalizam com os homens e forçam as portas da Academia.

Também o gosto da prática das artes, da música, da pintura e da gravura, na alta sociedade. A Marquesa de Pompadour, por exemplo, estudava desenho e gravura com o pintor Boucher. Discutia problemas de técnica e de expressão, dava opiniões, como se fosse artista profissional e vivesse daquilo. Quer dizer, sofria sofrimentos de artista.

Outra particularidade da época é a generalização da técnica do pastel. O pastel, em última instância, é um giz colorido, pastoso e aderente, feito com terras bem moídas. Aplica-se o pastel sobre papel rugoso ou com a superfície áspera, adrede preparada, para recebe-lo e fixa-lo, ou mesmo sobre camurça.

Há pastéis mais duros, próprios para acentuar as partes do desenho, outros mais brandos, para as massas de cor. O pastel foi verdadeira moda no século XVIII, especialmente no retrato, pois se presta com facilidade à expressão de certos efeitos de delicadeza e leveza dos tecidos, maciez da pele feminina, sedosidade dos cabelos, de luzes e brilhos.

Quase todos os grandes pintores rococós foram também pastelistas. É bastante significativo que naquele século de estuques, espelhos, porcelanas, rendas, nudez feminina e minueto, jardins e comédias galantes, a técnica de pintura mais apreciada fosse justamente o pastel, que, como estuque nas decorações arquitetônicas e a porcelana na escultura decorativa, caracteriza-se pela fragilidade e efemeridade.

Nos seus temas e técnicas, como podemos ver, as artes rococós estão revelando, ao bom entendedor, a fragilidade e efemeridade da classe cujos interesses e espírito tão fielmente souberam expressar - a aristocracia, que está para desaparecer na convulsão sangrenta da grande revolução burguesa, quando o século dourado acabará. Assim é que os artistas profetizam e denunciam, com maior nitidez, as transformações da sociedade do que mesmo rigorosas conclusões dos cientistas sociais.

Os artistas sempre forma premonitórios, isto é, sempre avisaram, sempre estão avisando. Esta faculdade artística parece indispensável ao verdadeiro estadista, que deve ver mais longe do que o comum dos governados.

Os grandes reformadores sociais são, neste sentido, grandes artistas.

Esta a lição dos fatos da história das artes. Enquanto os ideólogos da monarquia absoluta a proclamavam eterna, pela vontade divina, osartistas do rococó a denunciavam com a mesma fragilidade, efemeridade e feminilidade de estuque, da porcelana e do minueto.

Pintura Francesa no Século XVIII

pintura Francesa apresenta no século XVIII três aspectos diferentes. Na primeira metade do século, em substituição aos modelos do academismo da escola bolonhesa dos Carracci, predomina o gênero nitidamente rococó, a chamada pintura fêtes galantes, graciosa luminosa e fantasista, tão bem representada por Watteau e Fragonard.

Na segunda metade do século volta o academismo clássico, agora diretamente inspirado na antigüidade greco-romana e nos mestres renascentistas italianos,. Os temas mundanos e galantes do rococó estão sendo substituídos pelos temas históricos, patrióticos e moralizadores da nova tendência, que se chamará neoclassicismo e marcará artisticamente o primeiro quartel do século XIX.

O terceiro aspecto é a corrente realista, influenciada pelos realistas barrocos holandeses e flamengos, continuadora da escola dos irmãos Le Nain.

São artistas que fixam cenas da pequena burguesia e da vida provinciana, entre cujos representantes se destaca Jean Baptiste Chardin.

Desse modo, no balanço final, as três direções da pintura francesa no século XVIII são - rococó, realismo e neoclassicismo. As duas últimas, o neoclassicismo e o realismo, vão se tornar dominadoras e características no século XIX, com as escolas fundadas por David e Coubert. Quase todo o século XVIII será mais nitidamente rococó.

Os Pintores

Pintores Franceses do Século XVIII

Antoine Watteau (1684-1721)
Fraçois Boucher (1703-1770)
Jean Honoré Fragonard (1732-1806)
Maurice Quentin La Tour (1704-1788)
Madame E. Vigée-Lebrun (1755-1842)
Nicolas Lancret (1690-1745)
Jean Baptiste Simeon Chardin (1699-1779) Jean-Marc Nattier (1685-1779)

Pintores Ingleses

Henri Füssli (1741-1825)
Benjamin West (1738-1825)
William Blake (1757-1828)
Richard Wilson (1725-1782)
Samuel Scott (1710-1772)
William Hogart (1697-1764)
Joshua Reynolds (1723-1792)
Thomas Gainsborough (1721-1788)

Pintores Portugueses

Francisco Vieira de Matos (1699-1783)
Francisco Vieira (1765-1805)
Pedro Alexandrino de Carvalho (1730-1819)

Pintores Italianos

Pompeo Batoni (1708-1787)
Alessandro Magnasco (1667-1747)
Rosalba Carriera (1675-1757)
Pietro Longhi (1702-1785)
Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770)
Bernardo Belotto (1720-1780)

Pintores Espanhóis

Luís Paret y Alcazar (1747-1799)
Antonio Palomino (1653-1726)
Francisco Goya y Lucientes (1746-1828)

Fonte: www.sul-sc.com.br

Rococó

Rococó é um estilo artístico que nasceu na França no ano de 1700, espalhando-se pela Europa no século XVIII.

É considerado uma espécie de continuação um pouco modificada da arte barroca.

Todavia, diferencia-se do Barroco principalmente pela leveza e delicadeza com que se exprime, oferecendo menos exuberância e vigor.

Ao contrário do Barroco, que se prendia fortemente à figura religiosa, a temática do Rococó mostra preferencialmente uma vida de divertimento, que levou uma parte da crítica a classificá-lo de pintura fútil.

No caso da França, a vida da corte era objeto comum da arte rococó, tratada de maneira crítica ou não.

Uma arte essencialmente decorativa

Trata-se de um termo primitivamente associado às artes decorativas e que acabou sendo usado também para designar a arquitetura, a pintura e a escultura do período.

Tal como acontecera com o Barroco, o Rococó também ganha características locais nos diferentes lugares em que se manifesta.

O Sul da Alemanha e a Áustria foram os locais em que a arte rococó mais se desenvolveu.

Embora surgido na França, ele não prosperou nesse país e praticamente deixou de existir após a metade do Século 18.

Comum nesse período, foi o surgimento de mestres de determinadas nacionalidades como grandes expoentes do estilo, sem que o mesmo fosse forte em seu país de origem.

Individualista, mas fiel ao conjunto

Era a arte pessoal, individual, intransferível e independente dos conceitos em vigência numa determinada região.

Um bom exemplo desse individualismo é Goya, considerado um dos principais artistas do período, sem que, contudo, a Espanha tivesse realmente assimilado a arte rococó.

Outro ponto de contato com o barroco é a ênfase - no caso do rococó, ainda maior - no conjunto. Arquitetura, escultura e pintura deveriam se complementar num todo harmônico. Era comum ainda a colaboração de vários artistas das diferentes especialidades para obtenção de tal efeito.

Artistas do Rococó

Na arquitetura destaca-se Gabriel-Germain Boffrand (1667-1754) e Johann Balthasar Neumann (1687-1753).

NEUMANN (Johann Balthasar), arquiteto e engenheiro alemão (Cheb, Boêmia, 1687 - Würzburg, 1753). Mestre do ilusionismo barroco. Entre suas obras principais estão o palácio de residência de Würzburg e a igreja dos Vierzehnheiligen (14 santos), na Baviera.

Gabriel, extremamente popular na Paris do Século 18, construía casas para a aristocracia francesa, preocupando-se sempre com a harmonização entre a construção e a decoração de seu interior ao estilo rococó.

Um dos exemplos mais conhecidos de seu trabalho é o Salon de la Princesse no Hôtel de Soubise (1732).

Trata-se de uma rica sala de recepção numa casa particular, em que elementos como janelas e espelhos são usados para dar a sensação de amplitude e fragmentar a luz.

É fantástica a integração entre as formas arquitetônicas e a decoração e pinturas presentes na moradia.

Balthasar Neumann, arquiteto alemão, é conhecido, por sua vez, pela construção de palácios para príncipes, sendo o mais famoso chamado "Residenz", em Würzburg, uma obra de interior rico e grandioso.

Na pintura, temos grandes nomes como Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770), Jean- Antoine Watteau (1684 - 1721), William Hogarth (1697-1764) e Francisco de Goya y Lucientes (1746-1828).

TIEPOLO (Giambattista), pintor e gravador italiano (Veneza, 1696 - Madri, 1770). Sua inventiva é brilhante, e o colorido, claro e alegre.

WATTEAU (Antoine), pintor francês (Valenciennes, 1684 - Nogent-sur-Marne, 1721). Preferiu os temas campestres, as cenas bucólicas, as "festas galantes".

HOGARTH (William), pintor e gravador inglês (Londres, 1697 – id., 1764). Praticou uma arte moralizante e fixou os costumes da época. Foi também célebre pelos retratos.

O veneziano Tiepolo é considerado um dos maiores artistas do Século 18. Foi o autor das pinturas realizadas na construção de Neumann "Residenz", celebrizando-se pelas obras. Trabalhou, além da Itália, na corte espanhola de Charles III.

Tiepolo iniciou na pintura vários assistentes, inclusive os próprios filhos. O mais velho deles, Giovanni Domenico Tiepolo, é conhecido, ao lado do pai, por suas estampas. Seu genro Francesco Guardi também é considerado excelente paisagista do período.

O pintor flamengo estabelecido em Paris, Antoine Watteau (1684-1721), mestre em cenas campestres, é outro importante pintor do período, tendo recebido influências de Rubens e da Escola Veneziana. Os personagens da Comédia dell’arte e os da Comédia Francesa aparecem freqüentemente em sua obra, com belíssimos resultados.

William Hogarth é tido como o fundador da famosa escola inglesa de pintura (até então a Inglaterra não tinha demonstrado realmente grandes nomes nessa expressão artística pela qual notabilizar-se-ia posteriormente). Suas preferências caíam nas pinturas de cunho moralizante tiradas de sátiras, como a extremamente bem humorada série "Marriage à la Mode".

Francisco Goya é talvez um dos mais famosos pintores do período, conhecido, entre outras coisas, por seu trabalho de crítica sutil na corte de Charles IV, em Madrid. Seu estilo é considerado o do rococó tardio, bastante influenciado por Tiepolo e Velázquez.

O Rococó na escultura

Na escultura temos Egid Quirim Asam (1692-1750), exemplificado pela obra "Assunção da Virgem", na Abadia de Rohr, Alemanha, e Claude Michel, ou Clodion, um dos últimos expoentes do rococó francês, com sua obra "A Ninfa e o Sátiro".

Merecem destaque, ainda, as esculturas realizadas em larga escala, em especial na Alemanha e na Áustria.

Fonte: www.pitoresco.com.br

Rococó

rococó é um estilo que se desenvolveu principalmente no sul da Alemanha, Austria e França, entre 1730 e 1780, caracterizado pelo excesso de curvas caprichosas e pela profusão de elementos decorativos como conchas, laços, flôres e folhagens, que buscavam uma elegância requintada. O nome vem do francês rocaille (concha, cascalho), um dos elementos decorativos mais característicos desseestilo.

Para muitos teóricos, o rococó nada mais é do que a coroação do barroco.

Porém, embora à primeira vista suas formas lembrem maneirismos ainda mais intrincados do que os do período anterior, sua filosofia é bem diferente.

Existe uma alegria na decoração carregada, na teatralidade, na refinada artificialidade dos detalhes, mas sem a dramaticidade pesada nem a religiosidade do barroco. Tenta-se, pelo exagero, se comemorar a alegria de viver, um espírito que se reflete inclusive nas obras sacras, em que o amor de Deus pelo homem assume agora a forma de uma infinidade de anjinhos rechonchudos. Tudo é mais leve, como a despreocupada vida nas grandes cortes de Paris ou Viena.

estilo colorido e galante predomina principalmente na decoração do interior de igrejas, palácios e teatros, mas também produz obras inquietantes na pintura e na escultura.

Rococó
Igreja de Peregrinação de Wies Dominikus Zimmermann (XVIII)

Rococó
Igreja de Vierzehnheiling Johann Balthasar Neumann (XVIII)

Rococó
Palácio Daun-Kinsky (XVIII) Johann Lucas von Hildebrandt

Na arquitetura, o rococó adquiriu importância principalmente no sul da Alemanha e na França.

Suas principais características são uma exagerada tendência para a decoração carregada, tanto nas fachadas quanto nos interiores. As cúpulas das igrejas, menores que as das barrocas, multiplicam-se. As paredes ficam mais claras, com tons pastel e o branco. Guarnições douradas de ramos e flores, povoadas de anjinhos, contornam janelas ovais, servindo para quebrar a rigidez das paredes.

O mesmo acontecia com a arquitetura palaciana.

A expressão máxima do rococó na arquitetura palaciana são os pequenos pavilhões e abrigos de caça dos jardins. Construídas para o lazer dos membros da corte, essas edificações, decoradas com molduras em forma de argolas e folhas transmitiam uma atmosfera de mundo ideal. Para completar essa imagem dissimulada, surgiam no teto, imitando o céu, cenas bucólicas em tons pastel.

Rococó
Palácio de Nymphenburg Munique - XVIII

Rococó
Palácio de Schonbrunn Viena - XVIII

Rococó
Palácio de Weissenstein Baviera, Alemanha - XVII

arquitetura dos irmãos Asam é fundamental dentro do rococó.

Em sua série de igrejas do sul da Alemanha, a decoração se sobrepõe à estrutura e o interior sobre o exterior do edifício, de planejamento mais modesto.

O paradígma do salão rococó é a Kaisersaal do Palácio de Wurzburg, onde a ornamentação chega a um grau de extravagância quase quebradiça, tamanha a minúcia.

Através de ornatos ilusionistas e figuras escultóricas que voam, as paredes quase desaparecem, num efeito mágico de leveza.

Rococó

A Kaisersaal do Palácio de Wurzburg

Fonte: www.fag.edu.br

Rococó

Principal estilo de época do século XVIII europeu, o rococó se desenvolve como uma sutilização à complexidade formal e aos excessos do barroco, apelando para a leveza, graça e para os coloridos suaves.

O termo tem origem na palavra francesa rocaille [rocalha] - tipo comum de decoração de jardins do século XVIII, com conchas e rochas - que se populariza por analogia ao termo italiano barocco. Os alemães se antecipam ao empregar o termo em sua acepção moderna deestilo artístico referido arquitetura e artes ornamentais na segunda metade do século XIX, libertando-o assim do sentido pejorativo que o acompanha, desde a origem até o século XIX. Mas será apenas em 1943, com a obra clássica do historiador Fiske Kimball sobre o assunto, The Creation of the Rococo, que se fixam as origens do estilo na França em meados do século XVIII.

A partir de então, o rococó deixa de ser visto como uma variante do barroco, passando a ser considerado um estilo autônomo, irredutível ao barroco e ao clássico.

Os historiadores da arte distinguem dois momentos do rococó.

Um que vai de 1690 a 1730, o "estilo regência", marcado pelo rompimento com a rigidez arquitetônica do estilo Luís XIV, com a introdução de curvas flexíveis e de linhas mais soltas.

Datam desse momento, as decorações de Pierre Lepautre (1660 - 1744), as gravuras e relevos de Jean Bérain a pintura de Jean-Antoine Watteau (1684 - 1721), pintor mais importante do período que imortaliza "as festas galantes" (por exemplo, Peregrinação à Ilha de Cítera, apresentada à Academia em 1717), gênero maior da pintura rococó.

Os anos compreendidos entre 1730 e 1770 marcariam o rococó propriamente dito com a projeção de uma nova leva de artistas - Juste Aurèle Meissonnier (1695 - 1750), Nicolas Pineau (1684 - 1754), Jacques de Lajoue II (1687 - 1761), - que trabalham na remodelação das residências urbanas da nobreza e alta burguesia parisiense (os chamados hôtels), dotando-as de maior funcionalidade e conforto.

Nesse sentido é que o estilo se desenvolve ligado à ornamentação de interiores, preferencialmente articulado às artes decorativas e ornamentais, boa parte delas consideradas menores, como o mobiliário, a tapeçaria, a porcelana e a ourivesaria. Um exemplo característico do estilo na França pode ser encontrado no Salão Oval da Princesa do Hôtel Soubise de Paris (1738-1740).

Na pintura, os nomes mais importantes dessa fase são François Boucher (1703 - 1770), Jean-Honoré Fragonard (1732 - 1806), Jean-Baptiste Pater (1695 - 1736) e Jean-Marc Nattier (1685 - 1766). Na escultura, Etienne Maurice Falconet (1716 - 1791) é considerado a expressão mais relevante do rococó, como atesta sua célebre Banhista, 1757, e a estátua eqüestre de Pedro, o Grande, em Leningrado, atual São Petersburgo.

Os traços mais salientes do estilo rococó relacionam-se ao uso das rocailles, que se combinam aos arabescos com linhas curvas em "c" ou "s".

As composições realizadas com extrema liberdade e fantasia mesclam a sinuosidade das linhas com motivos tirados da natureza: pássaros e pequenos animais, plantas e flores delicadas, formações rochosas, águas em cascata ou brotando do solo.

Na arquitetura, sobretudo nos interiores, predominam os traçados sinuosos, as cores claras, o uso da luz (pelas "janelas francesas" que descem ao chão) e dos espelhos. O luxo da decoração interna tem o seu contraponto na simplicidade das fachadas externas dos edifícios. Ao redor de 1760, assistimos à retomada das tendências e repertórios clássicos, nas pilastras, medalhões e troféus que tomam conta das decorações.

Enraizado culturalmente no século XVIII, o rococó liga-se sociabilidade elegante do período, às modas e maneiras cotidianas que têm nos salões literários e artísticos expressão significativa. A polidez e a performance social que os salões evidenciam vêm acompanhadas da importância do luxo e refinamento (do espírito e do corpo).

As artes, nesse contexto, ligam-se diretamente ao prazer e ao divertimento o que leva os estudiosos a falarem em um fundo hedonista presente nas mais diversas manifestações do rococó.

A vivacidade e alegria da vida cotidiana, além da frivolidade elegante da sociabilidade cortesã francesa, rondam também a pinturarococó, como exemplificam as telas de Boucher e de Fragonard, seu aluno.

Em Boucher, os temas mitológicos associam-se às cenas galantes, como na famosa Menina reclinada, 1751. As cores delicadas e o erotismo do mestre encontram ressonância no trabalho de Fragonard - O Balanço , 1766, que explora também as paisagens e a pinturahistórica. Nattier, principal retratista do período, retoma, em clave um pouco distinta, a associação entre vida cortesã e temas mitológicos, por exemplo em Mme. De Lamberc como Minerva, 1737. Watteau, pioneiro no interesse pelas festas campestres e pelas cenas teatrais, imprime pintura da época não apenas um repertório novo, como também um método particular, que consiste em justapor pequenas manchas de tinta sobre a tela, no que será seguido por Pater.

estilo rococó se internacionaliza rapidamente pela Europa Central, mas também pela Espanha e Portugal, adaptando-se a contextos muito diversos. Chama a atenção nesse processo a sua penetração na arte religiosa, contrariando uma origem ligada à nobreza e à vida mundana.

arquitetura religiosa rococó, de fraco desenvolvimento na França, vai conhecer expressão maior seja na região da Baviera, seja na zona portuguesa do Minho e logo depois no Brasil. Nessas regiões, o estilo sofre as influências do barroco italiano e das tradições autóctones, adquirindo feições originais.

No caso do Brasil, especificamente, observa-se a forte penetração do rococó na arquitetura religiosa desde meados do século XVIII no Rio de Janeiro, em diversas cidades mineiras (Ouro Preto, São João Del Rey, Congonhas do Campo etc.), em Pernambuco, Paraíba e Belém.

Bibliografia

CHALVERS, Ian. Dicionário Oxford de Arte. 2.ed. Tradução Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

La Nuova enciclopedia dell'arte Garzanti. Milano: Garzanti Editore, 1986, 1112 p. il. p&b. color.

OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro de. O rococó religioso no Brasil e seus antecedentes europeus. São Paulo: Cosac & Naif, 2003, 343p.il. p&b.

Fonte: www.itaucultural.org.br

Rococó

Rococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco, mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente em decoração de interiores.

Rococó
As Banhistas, de Fragonard, Museu do Louvre, em Paris

Desenvolveu-se na Europa do século XVIII, e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. Vigoroso até o advento da reação neoclássica, por volta de 1770, difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha, na Prússia e em Portugal.

Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano da época, motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras.

O termo deriva do francês rocaille, que significa "embrechado", técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizadas originariamente na decoração de grutas artificiais.

Na França, o rococó é também chamado estilo Luís XV e Luís XVI.

Características gerais

Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços e flores.

Possui leveza, caráter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade e exuberante.

ARQUITETURA

Durante o Iluminismo, entre 1700 e 1780, o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. Nos primeiros anos do século XVIII, o centro artístico da Europa transferiu-se de Roma para Paris. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre, o rococó era a princípio apenas um novo estilo decorativo.

Principais características

Cores vivas foram substituídas por tons pastéis, a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves.

Rococó

A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno foi unificado, com maior graça e intimidade.

Principal Artista

Johann Michael Fischer, (1692-1766), responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren, marco do rococó bávaro. Grande mestre doestilo rococó, responsável por vários edifícios na Baviera. Restaurou dezenas de igrejas, mosteiros e palácios.

ESCULTURA

Na escultura e na pintura da Europa oriental e central, ao contrário do que ocorreu na arquitetura, não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó, quer cronológica, quer estilisticamente.

Mais do que nas peças esculpidas, é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas, cada uma com existência própria e individual, que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas.

Principais Artistas

Johann Michael Feichtmayr, (1709-1772), escultor alemão, membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque, distinguiu-se pela criação de santos e anjos de grande tamanho, obras-primas dos interiores rococós.

Ignaz Günther, (1725-1775), escultor alemão, um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. "Anunciação", "Anjo da guarda", "Pietà".

PINTURA

Durante muito tempo, o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. No final do reinado de Luís XIV, em que se afirmou o predomínio político e cultural da França sobre o resto da Europa, apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens.

Principais Artistas

Antoine Watteau, (1684-1721), as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado, que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX.

François Boucher, (1703-1770), as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica, mas a alegre descontração do estilo rococó. Além dos quadros de caráter mitológico, pintou, sempre com grande perfeição no desenho, alguns retratos, paisagens ("O casario de Issei") e cenas de interior ("O pintor em seu estúdio").

Jean-Honoré Fragonard , (1732-1806), desenhista e retratista de talento, Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza, de cenas galantes em paisagens idílicas. Foi um dos últimos expoentes do período rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo.

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Rococó

rococó é um estilo que desenvolveu-se no sul da Alemanha e Áustria e principalmente na França, a partir de 1715, após a morte de Luís XIV.

Também conhecido como "estilo regência", reflete o comportamento da elite francesa de Paris e Versailles, empenhada em traduzir o fausto e a agradabilidade da vida. O nome vem do francês rocaille (concha), um dos elementos decorativos mais característicos desseestilo, não somente da arquitetura, mas também de toda manifestação ornamental e de adereços.

estilo conheceu grande desenvolvimento entre 1715 e 1730, durante a regência de Filipe de Orléans.

Existe uma alegria na decoração carregada, na teatralidade, na refinada artificialidade dos detalhes, mas sem a dramaticidade pesada nem a religiosidade do barroco. Tenta-se, pelo exagero, se comemorar a alegria de viver, um espírito que se reflete inclusive nas obras sacras, em que o amor de Deus pelo homem assume agora a forma de uma infinidade de anjinhos rechonchudos. Tudo é mais leve, como a despreocupada vida nas grandes cortes de Paris ou Viena.

ARQUITETURA

Rococó
Igreja da Peregrinação de Wies - Séc. XVIII - Steigaden

arquitetura rococó é marcada pela sensibilidade, percebida na distribuição dos ambientes interiores, destinados a valorizar um modo de vida individual e caprichoso. Essa manifestação adquiriu importância principalmente no sul da Alemanha e na França.

Suas principais características são uma exagerada tendência para a decoração carregada, tanto nas fachadas quanto nos interiores. As cúpulas das igrejas, menores que as das barrocas, multiplicam-se. As paredes ficam mais claras, com tons pastel e o branco. Guarnições douradas de ramos e flores, povoadas de anjinhos, contornam janelas ovais, servindo para quebrar a rigidez das paredes.

Rococó
Palacio do Belvedere - Viena

O mesmo acontecia com a arquitetura palaciana.

A expressão máxima dessa tendência são os pequenos pavilhões e abrigos de caça dos jardins. Construídas para o lazer dos membros da corte, essas edificações, decoradas com molduras em forma de argolas e folhas transmitiam uma atmosfera de mundo ideal. Para completar essa imagem dissimulada, surgiam no teto, imitando o céu, cenas bucólicas em tons pastel.

Na metade do século, o "estilo Pompadour" já constituiu uma variante do rococó: curvas e contra curvas animam as paredes e os ritmos decorativos, afirma-se a assimetria, a trama linear invade tudo. As Vilas construídas para a favorita de Luís XV sugerem a evolução de um gosto que se desenvolve com pequenas oscilações.

Os móveis, importantíssimo complemento da construção arquitetônica, assumem uma transcendência particular. De um lado isto decorre da exigência, de determinados arranjos. De outro lado a variedade cromática, devido ao emprego de madeiras raras marchetadas, ornadas de frisos dourados, é acompanhada pelo requinte de suas linhas. Acompanha tudo isso o gosto pelos bibelôs.

ESCULTURA

Rococó
Igreja do mosteiro de Rohr - Irmãos Asam

Devido ao grande desenvolvimento decorativo, a escultura ganha importância. Os escultores do rococó abandonam totalmente as linhas do barroco. Suas esculturas são de tamanho menor. Embora usem o mármore, preferem o gesso e a madeira, que aceitam cores suaves. Os motivos são escolhidos em função da decoração.

Até artistas famosos, principalmente aqueles ligados a manufatura de Sèvres se apressam a preparar para ela, desenhos e modelos. Em função de lembrança, do souvenir, os pequemos grupos representam cenas de gênero e narram, com linguagem espontânea e cores luminosas, episódios galantes, brincadeiras e jogos infantis.

Rococó
Virgem com o menino - Jean Baptiste Pigalle

Nas igrejas da Baviera surge o teatro sacro. Altares com iluminação a partir do fundo, decorados com cenários carregados de anjos, folhas e flores, são a referência ideal para cenas religiosas de uma inegável atmosfera de ópera.

Deve-se destacar também que é nessa época que surge com um vigor inusitado a indústria da escultura de porcelana na Europa, material trazido do Extremo Oriente, na esteira do exotismo tão em voga nessa época.

Esse delicado material era ideal para a época, e imediatamente surgiram oficinas magistrais nessa técnica, em cidades da Itália, França, Dinamarca e Alemanha.

PINTURA

Rococó
A toilete de Vênus - de François Boucher

pintura rococó deixa de lado os afrescos a fim de dar lugar aos arrases que pendem macios das paredes e torna íntimo e discretos os ambientes; aproveita os recursos do barroco, liberando-os de sua pesada dramaticidade por meio da leveza do traço e da suavidade da cor. Agora o quadro tem pequenas dimensões, passando a ser colocado nas entreportas ou ao lado das janelas, onde antes eram colocados os espelhos.

Por vezes os quadros têm um lugar reservado: são os cabinets de pintura, onde se reúnem os entendedores para apreciar as obras.

Rococó
Festa do Amor - de Jean Antoine Watteau

O homem do rococó é um cortesão, amante da boa vida e da natureza. Vive na pompa do palácio, passa o dia em seus jardins e se faz retratar tanto luxuosamente trajado nos salões de espelhos e mármores quanto em meio a primorosas paisagens bucólicas, vestido de pastorzinho.

Rococó
O Menino do Pião - de Jean Baptiste Siméon Chardin

As cores preferidas são as claras. Desaparecem os intensos vermelhos e turquesa do barroco, e a tela se enche de azuis, amarelos pálidos, verdes e rosa. As pinceladas são rápidas e suaves, movediças. A elegância se sobrepõe ao realismo. As texturas se aperfeiçoam, bem como os brilhos.

Existe uma obsessão muito particular pelas sedas e rendas que envolvem as figuras. Os retratos de Nattier e as cenas galantes de Fragonard são as obras mais representativas desse estilo.

Rococó
O Beijo Roubado - Jean Honoré Fragonard

O material preferido para obter o efeito aveludado das sedas e dos brocados, a transparência das gazes e o esfumado das perucas brancas são os tons pastel. Esses pigmentos de cores diferentes, prensados na forma de pequenos bastões, ao serem aplicados sobre uma superfície rugosa vão se desfazendo e é preciso fixá-los com um líquido especial. Sem sombra de dúvida, é nesse período que a técnica do pastel atinge seu ponto máximo de excelência.

Fonte: www.historianet.com.br

Rococó

Rococó - Pintura

Temos como características deste estilo à utilização da técnica pastel (pintura feita com bastão, pastel, de massa constituída de água gomada, talco e pó de várias cores.

Seu colorido é suave e durável. Os pastéis podem ser feitos com maior rapidez que as pinturas a óleo ou aquarela, mas mancham com maior facilidade e devem ser conservadas sob vidro), pinceladas rápidas, leves e delicadas e o uso de cores claras e luminosas com a predominância de rosas, verdes, lilases e azuis.

Rococó - Escultura

Um estilo brilhante e novo, com coloridos dramáticos, esculturas de santos e deuses criaram um mundo de fantasia. Escultores se preocupavam mais em mostrar sua habilidade do que o significado de sua arte; suas figuras que misturavam o realismo e o idealismo apresentavam muita complexidade e muita ornamentação.

Rococó - Arquitetura

O estilo arquitetônico Rococó surgiu na França e desenvolveu-se na Europa do século XVIII. Era mais leve do que o barroco e foi usado inicialmente na decoração de interiores. Na França, o rococó foi também chamado estilo Luís XV e Luís XVI. Caracterizou-se pelo uso abundante de formas curvas e muitos elementos decorativos como flores e laços.

A arquitetura

Rococó possui leveza, requinte e elegância. O tom pastel preponderava e a luminosidade difusa invadia os espaços por várias janelas. Em substituição ao alto-relevo das superfícies, apresentavam-se texturas suaves.

Rococó

Estilo Rococó

Fonte: www.geocities.com

Rococó

O termo rococó forma da palavra francesa rocaille, que significa "concha", associado a certas fórmulas decorativas e ornamentais como por exemplo a técnica de incrustação de conchas e pedaços de vidro, usados na decoração de grutas artificiais. Foi muitas vezes alvo de apreciações estéticas pejorativas.

rococó é um movimento artístico europeu, que aparece primeiramente na França, entre o barroco e o romantismo. Visto por muitos como a variação "profana" do barroco, surge a partir do momento em que o Barroco se liberta da temática religiosa e começa a incidir-se na arquitectura de palácios civis, por exemplo. Literalmente, o rococó é o barroco levado ao exagero.

A expressão "época das Luzes" é, talvez, a que mais frequentemente se associa ao século XVIII. Século de paz relativa na Europa, marcado pela Revolução Americana em 1776 e pela Revolução Francesa em 1789.

No âmbito da história das formas e expressões artísticas, o Século das Luzes começou ainda sob o signo do Barroco. Quando terminou, a gramática estilística do Neoclassicismo dominava a criação dos artistas. Entre ambos, existiu o Rococó.

Na ourivesaria, no mobiliário, na pintura ou na decoração dos interiores dos hoteis parisienses da aristocracia, encontram-se os elementos que caracterizam o Rococó: as linhas curvas, delicadas e fluídas, as cores suaves, o caráter lúdico e mundano dos retratos e das festas galantes, em que os pintores representaram os costumes e as atitudes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver, dos prazeres sensuais.

Rococó é também conhecido como o "estilo da luz" devido aos seus edifícios com amplas aberturas e sua relação com o século XVIII.

Em Portugal aparece na numismática a cerca de 1726 e prolongou-se até 1790 nos principais domínios artísticos.

Na corte e no Sul do país desaparece mais cedo, dando lugar ao neoclassicismo. É nas províncias do Norte, particularmente Noroeste, que se encontra a versão mais original do património artístico rococó metropolitano, graças à talha dourada de formas «gordas» de certas igrejas do Porto, Braga, Guimarães, etc., executada por notáveis artistas na segunda metade do século XVIII (Fr. José de Santo António Vilaça, Francisco Pereira Campanhã, etc.) e na escultura ganítica, que decora numerosos edifícios religiosos e profanos na área: igreja da Ordem Terceira do Carmo (1758-68) por José Figueiredo Seixas, Capela do Terço (1756-75); em Viana do Castelo, a capela dos Malheiros Reimões, etc.

Os pintores mais representativos foram François Boucher, Antoine Watteau e Jean-Honoré Fragonard

No Brasil o estilo revelou-se tardiamente, pois já no início do século XIX, na escultura de madeira e de «pedra-sabão», na pintura mural e na arquitectura, com José Pereira Arouca, Francisco Xavier de Brito, Manuel da Costa Ataíde e António Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Características

O rococó tem como principais características:

Cores claras

Tons pastéis e douramento

Representação da vida profana da aristocracia

Representação de Alegorias

Estilo decorativo

Arte rococó

Música rococó

estilo de música utilizada no rococó é de difícil definição.

É caracterizado por sarabandas, gigas, minuetos e outras galanteries. Um dos compositores deste estilo é Johann Christian Bach, filho mais novo de Johann Sebastian.

Pintura Rococó

pintura do Rococó divide-se em dois campos nitidamente diferenciados. Por um lado é um documento visual intimista e despreocupado do modo de vida e da visão de mundo das elites européias do século XVIII, mas adaptado à decoração monumental de igrejas e palácios serviu também como meio de glorificação da fé e do poder civil.

Rococó nasceu em Paris em torno da década de 1700, como uma reação da aristocracia francesa contra o Barroco suntuoso, palaciano e solene praticado no período de Luís XIV. Caracterizou-se acima de tudo por sua índole hedonista e aristocrática, manifesta em delicadeza, elegância, sensualidade e graça, e na preferência por temas leves e sentimentais, onde a linha curva, as cores claras e a assimetria tinham um papel fundamental na composição da obra.

Da França, onde assumiu sua feição mais típica e onde mais tarde foi reconhecido como patrimônio nacional, o estilo Rococó logo se difundiu pela Europa, mas alterando significativamente seus propósitos e mantendo do modelo francês apenas a forma externa, sendo então adotado na Alemanha, Inglaterra, Áustria e Itália, e com alguma representação também em outros locais, como Portugal, Espanha, os países eslavos e nórdicos, chegando até mesmo aos Estados Unidos e, com maior impacto, ao Brasil.

Apesar de seu valor como obra de arte autônoma, a pintura rococó era concebida muitas vezes como parte integrante de uma concepção global de decoração de interiores.

Começou a ser criticada a partir de meados do século XVIII, com a ascensão dos ideais iluministas, neoclássicos e burgueses, sobrevivendo até a Revolução Francesa, quando então caiu em descrédito completo, acusada de superficial, frívola, imoral e puramente decorativa.

A partir da década de 1830, voltou a ser reconhecida como testemunho importante de uma determinada fase da cultura européia e doestilo de vida de um estrato social específico, e como um bem valioso por seu mérito artístico único e próprio, onde se levantam questões sobre estética que floresceriam mais tarde e se tornariam centrais para a arte moderna.

Rococó

Origens do estilo

Rococó se desenvolveu a partir da crescente liberdade de pensamento que nascia na França do século XVIII.

A morte de Luís XIV em 1715 abriu espaço para uma flexibilização da cultura francesa, até então fortemente cerimonial e dominada por representações que objetivavam acima de tudo a louvação do rei e de seu poder e se manifestavam de forma grandiloqüente e pomposa.

O desaparecimento da própria personificação do absolutismo propiciou à nobreza recuperar parte do poder e influência até então centrados na pessoa do monarca, e ocorre o esvaziamento da corte de Versalhes, deslocando-se muitos nobres para suas propriedades no interior, enquanto outros se moviam para palacetes em Paris, que se tornavam o centro da "cultura dos salões", reuniões sociais sofisticadas, brilhantes e hedonistas que aconteciam entre discussões literárias e artísticas. Esse fortalecimento da nobreza a tornou então a principal mecenas dos artistas do período.

Rococó
Maurice-Quentin de La Tour: Madame de Pompadour, 1755

Rococó 
Jean-Baptiste Chardin: A lavadeira, 1735. Um exemplo da corrente coetânea mas oposta ao Rococó

Rococó
Nicolas Lancret: A Terra, c. 1730

Rococó 
Jean-Marc Nattier: Madame Marie-Adélaïde de France personificando o Ar, 1751

Nesses salões se formou a estética do Rococó, a qual deslocava do centro de interesse a pintura histórica, que era o gênero anteriormente mais prestigiado e que invocava um sentido ético, cívico e heróico tipicamente masculino, colocando em seu lugar a pintura de cenas domésticas e campestres, ou de alegorias amenas inspiradas nos mitos clássicos, onde muitos identificam a prevalência do universo feminino.

Nesse sentido, teve grande relevo o papel desempenhado pelas mulheres na sociedade desta fase, assumindo uma força na política em toda Europa e se revelando generosas patronas de arte e formadoras do gosto, o caso das amantes reais Madame de Pompadour e Madame du Barry, das imperatrizes Catarina, a Grande e Maria Teresa da Áustria, e organizando vários salões importantes, a exemplo da Madame Geoffrin, da Madame d'Épinay e da Madame de Lespinasse, entre muitas outras.

Entretanto, em vários aspectos o Rococó é uma simples continuação, na verdade a culminação, de valores do Barroco - o gosto pelo esplêndido, pelo movimento e pela assimetria, a frequente alusão à mitologia greco-romana, a inclinação emocional, a pretensão ostentatória e o convencionalismo, no sentido de se reger por critérios pré-estabelecidos aceitos consensualmente.

A pintura rococó ilustra ainda, em sua versão primeira, a cisão social que desembocaria na Revolução Francesa, e representa o último bastião simbólico de resistência de uma elite distante dos problemas e interesses do povo comum, e que se via cada dia mais ameaçada pela ascensão da classe média, a qual se educava e começava a dominar a economia e até mesmo importantes setores do mercado de arte e da cultura em geral.

Com isso, determinou a emergência paralela de uma corrente estilística bem mais realista e austera, cuja temática era toda burguesa e popular, exemplificada pelos artistas Jean-Baptiste Greuze e Jean-Baptiste Chardin, e que foi virtualmente ignorada pelo universo rococó, com poucas exceções, mas que por fim acabaria sendo uma das forças para a sua derrocada no fim do século XVIII.

Num período em que as antigas tradições começavam a se dissolver, pintura rococó representa uma oposição à doutrina acadêmica, que tentava, mesmo durante o alto Barroco e em especial na França, impor um modelo artístico classicista como um princípio atemporal e universalmente válido, cuja autoridade era colocada acima de questionamentos, da mesma forma como a teoria política validava o absolutismo.

Nessa onda de liberalismo e relativismo, a arte começava a ser vista como apenas mais uma entre tantas coisas sujeitas s oscilações da moda e dos tempos, uma opinião que seria inconcebível até pouco antes. Como resultado, as inclinações do período tendem para o humano e o sentimental, direcionando a produção não para heróis ou semideuses, mas para pessoas comuns, com suas fraquezas, e que buscavam o prazer.

Abandona-se a representação do poderio e da grandeza, e o público da pintura rococó procura ver nela antes beleza, amor e a graça descontraída e cativante, excluindo todo o retórico e o dramático. Para isso a tradição clássica ainda era de utilidade, ao oferecer para a inspiração dos artistas um corpo de temas bastante atraentes e adequados para a mentalidade hedonista e refinada das elites, que rejeitavam toda austeridade e reinterpretavam o passado clássico sob a luz da Arcádia ideal e bucólica, da fantasia de uma Idade Dourada onde natureza e civilização, sensualidade e inteligência, beleza e espiritualidade se identificavam harmoniosamente.

Nem essa temática nem essa interpretação eram, de fato, novidades, existiam desde o Império Romano e permaneceram presentes na cultura ocidental quase sem interrupção desde sua origem, tanto como simples artifício romântico e poético como recurso de fuga psicológica quando os tempos se mostravam hostis ou excessivamente sofisticados, tornando-se por isso um símbolo poderoso de liberdade.

No período do Rococó a nota inovadora foi que do mundo dos pastores árcades e dos deuses do panteão greco-latino só restou praticamente o pano de fundo do ambiente natural, sendo que este "natural" era o mais das vezes um jardim cultivado, e os protagonistas do momento eram os próprios aristocratas e os burgueses enriquecidos, com todo o seu aparato da moda, engajados em conversações brilhantes e cujo heroísmo se resumia na conquista amorosa, encarnando a idéia pastoral mais de acordo com as convenções de um teatro social.

Na representação, assim como o Barroco era prolixo, o Rococó pastoral é sucinto; a despeito da unicidade de cenário, formalmente a pintura é um acúmulo de descontinuidades, e o que mais confere o efeito de unidade é a atmosfera e não a descrição.

Desta forma, o Rococó aparece como o elo de ligação entre o classicismo cerimonioso do Barroco tardio e o pré-Romantismo sentimental da classe média.

Esse universo fantasioso se alinhava também às concepções da época sobre o caráter ilusionístico da arte. Para a crítica daquele tempo, o prazer que a arte pode proporcionar só é possível quando o espectador aceita os termos do jogo e se submete a ser iludido por uma espécie de magia.

A problemática envolvida na ilusão artística não era inédita, e a pergunta se uma atividade baseada na imitação e no engodo dos sentidos poderia se justificar moralmente ou ser digna de atenção intelectual acompanhou o pensamento europeu desde os questionamentos de Platão, Sócrates e Aristóteles na Grécia Antiga.

Durante o século XVIII esse tópico assumiu uma nova cor na busca deliberada por de certa maneira confundir e desorientar o público, removendo-o da circunstancialidade e do concreto para arremessá-lo no mundo ambíguo e fluente do teatro da representação, uma prática que de resto não encontrava apoio unânime e era criticada por muitos moralistas, preocupados com a dissolução concomitante do senso de realidade e da firmeza dos valores éticos incentivada por essas pinturas.

Da mesma forma, nem todos os artistas tinham esse objetivo. Pintores importantes da época, mais engajados numa idéia de arte reformadora e moralizante, como Hogarth e Goya, se esforçaram por ultrapassar as convenções do ilusionismo e auxiliar o público a restaurar, como diz Matthew Craske, "a clareza de sua visão".

Assim, se encontram posições com vários graus de aproximação ou distanciamento da realidade objetiva, numa dialética que deu boa parte da força para a criatividade desse período. É importante assinalar ainda que, de acordo com a cultura sofisticada da aristocracia, a civilização era um fenômeno necessariamente artificial, e era esperado que um espectador educado e polido soubesse fazer as sutis distinções entre o real e o ficcional, fosse capaz de lidar com as complexidades da arte, e se mostrasse apto a se defender do charlatanismo grosseiro e da ilusão barata, indicando o cultivo do seu intelecto e sua bagagem erudita.

Outra contribuição importante para a formulação da estética do Rococó foi o estabelecimento do conceito de arte pela arte iniciado por Alexander Baumgarten em 1750 e aprofundado por Kant na década seguinte.

Nele se afirmava que o principal objetivo da arte era o prazer, e não a utilidade, concebendo a experiência estética como advinda da contemplação da beleza de um objeto, e entendida como a estimulação sensual de pensamentos indiferenciados, desprovidos de utilidade ou propósito e desvinculada da moral.

Para Kant a beleza ideal não se declara completamente, mas antes permanece constantemente suscitando idéias sem exaurí-las. Assim o significado não está na determinação de um conceito qualquer, mas no diálogo incessante entre imaginação e entendimento. Por isso qualificava a arte como um "jogo sério", vendo nela aspectos de ludicidade como a liberdade e o desinteresse.

Desta forma, o Rococó levanta definitivamente na arte ocidental a questão do esteticismo, na própria ambiguidade que cerca seu método representativo e seus objetivos essenciais, tornando nítida a convenção primordial de que se a pintura existe, existe para um observador e para ser olhada, mas entregando para as gerações futuras o sério problema de, segundo Stephen Melville, "dizer que o que acontece com um espectador diante de uma pintura é fundamentalmente diferente do que acontece com uma pessoa olhando um papel de parede ou uma paisagem pela janela", elemento dialético que se tornaria crucial para a discussão e validação moderna da arte em si, do fazer e entender artísticos e da autonomia da Estética, e que ainda não foi resolvido satisfatoriamente.

Fonte: tetraktys.wikispaces.com

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