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Papa Gregório VII

Papa Gregório VII – (1020 – 1085)

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 Hildebrando di Bonizio Ando-Brandeschi, são Gregório VII

Papa católico apostólico romano (1073-1085) nascido em Soana, perto de Siena, nos Estados Pontifícios, um dos papas mais notáveis da Idade Média e um dos vultos mais eminentes da História.

De origem humilde, filho do carpinteiro Bonizone, estudou em Roma, primeiramente no mosteiro de Santa Maria, Aventino, onde um de seus professores e protetor era o seu tio, o abade João Graciano e futuro papa Gregório VI, e mais tarde no palácio Lateranense.

Esteve em Cluny e se deixou guiar pelo espírito beneditino desse mosteiro. Até ser eleito pontífice, cinco papas tiveram-no por precioso auxiliar; e os cardeais e o imperador não elegiam pontífice sem sua opinião. Cônscio de sua responsabilidade e de seu caráter, recusou firmemente sua elevação antecipada.

Após o tio tornar-se papa o tomou a seu serviço e, quando o pontífice foi deposto pelo imperador Henrique III (1046), acompanhou-o no desterro em Colônia. Com a morte de Gregório VI e a ascensão do papa Leão IX, foi chamado a Roma para colaborar numa reforma religiosa.

Exerceu então grande influência sobre os pontífices que se sucederam até que foi nomeado cardeal de Roma (1049) pelo papa Alexandre II. Com a morte do pontífice (1073), o povo o aclamou sucessor, escolha referendada pelos cardeais, que o ordenaram sacerdote e consagrado bispo, pois era só diácono.

Como papa, adotou o nome de Gregório VII, em memória e agradecimento ao tio, e dedicou-se inteiramente a continuar a reforma moral do clero, iniciada por seus antecessores, afirmando o império universal da lei de Cristo e combatendo os maus soberanos.

Tratou com todos os príncipes de seu tempo, impediu que a Igreja se feudalizasse e sonhou uma Liga Cristã, que libertasse a Palestina. Seu papado notabilizou-se tanto pelas reformas que implantou nas instituições eclesiásticas como por ter reforçado a autoridade da igreja em relação aos poderes temporais, administrou profundas e até violentas divergências religiosas e políticas com os germânicos.

Combateu a venda de benefícios eclesiásticos e o matrimônio ou concubinato dos clérigos. Com a proibição da concessão de bispados a leigos, sob pena de excomunhão (1075), o imperador Henrique IV da Alemanha, insistia em nomear bispos, questão das investiduras, e liderou a resistência a essa resolução.

Excomungado pelo papa (1076) e ameaçado de deposição, atravessou os Alpes num duro inverno, correu ao castelo de Conossa, onde o papa se refugiara, e implorou um perdão que o salvou de seus duques revoltados. Porém traindo a confiança do papa, moveu depois guerra implacável contra o pontífice e à valente Condessa Matilde de Conossa, que impedia a passagem às tropas imperiais, e poucos anos mais tarde entrou com suas tropas em Roma e nomeou um antipapa, Guiberto de Ravena, com o nome de Clemente III, pelo qual foi sagrado imperador.

O papa foi obrigado a se refugiar no Castelo Santo Ângelo, onde se defendeu até ser libertado por Roberto Guiscardo (1084) e fugir para Salerno, onde morreu exilado. Foi canonizado por Paulo V (1606) e seu dia é 25 de maio.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

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