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Papa São Leão IX

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Papa São Leão IX (1002 – 1054)

Papa germânico da Igreja Católica Romana (1048-1054) nascido em Egisheim, Alsácia, hoje região da França, em cujo pontificado Roma se tornou o centro da Europa ocidental, porém com o enfraquecimento da igreja de tal forma que logo após sua morte ocorreu o cisma do Oriente. De origem aristocrática, recebeu o título de conde e educou-se na França, em Toul, cidade para a qual foi nomeado bispo (1027). A morte rápida dos últimos pontífices assustou os bispos alemães, aos quais o imperador germânico Henrique III oferecera o pontificado. Na dieta de Worms foi afinal indicado o bispo de Toul, da família dos Condes de Nordgau, com o nome de Leão IX, porque as listas contavam o nome do antipapa Leão VIII (965). Tinha então 46 anos de idade e era muito estimado em sua diocese como homem culto, piedoso e prudente.

Apesar de indicado papa (1049) pelo imperador, defendia claramente a eleição papal pelo povo e pelo clero romano, recusando a à intromissão imperial em assuntos eclesiásticos. Decidido que só aceitaria o alto posto, se os romanos, clero e povo, confirmassem sua indicação, partiu para Roma em vestes de peregrino, acompanhado pelo monge Hildebrando, que mais tarde seria o grande Gregório VII. Chegou a Roma em fevereiro daquele ano, surpreendendo o povo com a novidade de um papa de pés descalços e romeiro. Dedicado a modernizar os costumes e a promover a reforma da igreja, iniciou logo a renovação da disciplina eclesiástica, coibindo os abusos da simonia e clerogamia. Chamou à Roma os principais teólogos e religiosos da época para trabalharem como seus colaboradores e realizou sínodos por vários países da Europa como França, Alemanha e Itália, para reforçar a primazia do poder papal. Reeditaram-se decretos com medidas práticas para acabar com a corrupção na igreja. Envolveu-se pessoalmente em alguns conflitos armados, como quando acompanhou o imperado até Presburgo levar a paz aos Húngaros e Alemães em guerra.

Fracassou na campanha contra os desobedientes normandos do sul da Itália, comandados de Guilherme Braço de Ferro, o que lhe custou nove meses de prisão (1053). Durante o período de prisão, os guerreiros normandos converteram-se ante o pontífice e o trataram com tanta veneração, que se tornaram defensores da Santa Sé e juraram combater os Sarracenos. Em liberdade decidiu reforçar a autoridade de Roma perante a igreja oriental e entrou em conflito com o patriarca de Constantinopla, o rico fabricante de cera Miguel Cerulário, que renovou o cisma de Fócio e foi excomungado, dando origem ao cisma entre Roma e a Igreja Ortodoxa, meses depois da morte do papa em Roma, no dia 19 de abril, dia em que passou a ser reverenciado após santificação.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

 

 

 

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