Mecatrônica é a integração sinergética da engenharia mecânica com eletrônica e controle inteligente por computador no projeto e manufatura de produtos e processos.
Um sistema mecatrônico realiza aquisição de sinais, processamento digital e, como saída, gera forças e movimentos. Os sistemas mecânicos são estendidos e integrados com sensores, microprocessadores e controladores, podendo, assim, seguir comandos externos para realizar determinadas tarefas.
Exemplos de sistemas mecatrônicos são: máquinas robóticas para manufatura, manipulação e serviço; sistemas para automação de máquinas e processos; máquinas com controle digital; veículos autoguiados; máquinas ferramentas controladas por computador; máquinas robóticas para aplicações de diagnóstico e reabilitação em medicina; e dispositivos como: câmeras eletrônicas, impressoras, máquinas de telefax, fotocopiadoras, vídeogravadores, etc.
A formação recebida habilita o engenheiro mecatrônico para atividades de concepção, implementação, utilização e manutenção de unidades de produção automatizadas ou a serem automatizadas. Os interessados pelas qualificações deste profissional são empresas de engenharia, indústrias de produção de equipamentos e de programas para automação industrial e indústrias usuárias destas técnicas.
O currículo do engenheiro mecatrônico tem: um sólido embasamento em matemática, física e informática; conhecimentos gerais de mecânica e eletrônica; conhecimentos aprofundados em controle de processos por computador, informática industrial e automação da manufatura; e conhecimentos básicos de economia, gestão e segurança. O curso tem uma duração de 10 semestres e na estrutura curricular existe uma participação balanceada de disciplinas de eletrônica, mecânica e informática além de disciplinas específicas. No último semestre o aluno deverá desenvolver um trabalho de graduação sob a orientação de um professor.
Trata-se de uma nova profissão e sua regulamentação segue a Portaria N° 1694 do Ministério de Educação, de 05 de Dezembro de 1994, que criou a habilitação de Engenharia de Controle e Automação.
Fonte: www.graco.unb.br
Quando o curso foi criado na USP, cinco anos atrás, ainda era difícil compreender o trabalho do engenheiro mecatrônico sem pensar nos filmes de ficção. Hoje todo mundo conhece os eletrodomésticos “inteligentes”, os sistemas automáticos de segurança de residências e prédios, os robôs para serviços de grande precisão. E fica fácil entender que esse profissional associa conhecimentos das áreas de mecânica, eletrônica e informática. Atualmente, as linhas de produção competitivas contam com ele para garantir a qualidade nos produtos em série, reduzindo os custos industriais.
Responsável pela integração entre os componentes mecânicos e eletrônicos dos sistemas que controlam os equipamentos e compõem os processos industriais, o engenheiro mecatrônico ganha mercado à medida que aumenta o uso de robôs nas indústrias ou quando os elevadores automáticos se tornam obrigatórios nas construções recentes. Como a automação industrial é crescente, emprego não é coisa rara na área – especialmente para quem trabalha com instrumentação industrial e eletrônica ou robótica. As indústrias automotivas estão entre os grandes empregadores, tanto pela eletrônica usada nos carros, como pela robotização das fábricas. “Costumamos dizer que o campo desse engenheiro é multidisciplinar”, diz Celso Furukawa, coordenador do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da USP. “Ele pode tanto trabalhar em empresas mecânicas tradicionais quanto naquelas ligadas somente a computação e automação industrial”, explica.
As máquinas precisas criadas por esse profissional são usadas também na área biomédica. É o engenheiro mecatrônico quem projeta equipamentos que auxiliam no diagnóstico, na reabilitação ou em cirurgias de alto grau de precisão. Por isso, empresas que produzem equipamentos para médicos, dentistas, cirurgiões empregam cada vez mais esse profissional. O setor de agricultura e pecuária é outro campo de trabalho, assim como a indústria, de maneira geral. Na informática, ele é capaz de desenvolver software e linguagens de programação para os sistemas operacionais, além de projetar sistemas digitais e controladores lógicos programáveis. “Existem muitas oportunidades fora do Brasil. Hoje há um déficit mundial de profissionais dessa área”, diz Furukawa.
Conhecidos também como engenharia de controle e automação, os cursos de Mecatrônica espalhados pelo Brasil têm forte ênfase em matemática, física, cálculo e informática nos dois primeiros anos. Depois disso, a parte profissionalizante inclui, por exemplo, aulas de sistemas industriais, de controle de processos, informática industrial e projeto mecânico. Completam essa formação matérias como gestão e segurança, além do estágio obrigatório no último ano.
Cinco anos
Fonte: www1.uol.com.br