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Engenharia Metalúrgica

Sobre a profissão

É a área científica que estuda a transformação dos minérios em metais, as propriedades físicas e químicas do metal e suas mais variadas aplicações.

Existem vários níveis de formação para atuação profissional em metalurgia. O engenheiro metalúrgico, por exemplo, é um bacharel que, com conhecimento apurado sobre os metais e suas propriedades, fica responsável pelo beneficiamento dos minérios e por sua transformação em ligas metálicas. Ele atua em todas as etapas do processo, desde a extração, refino e conformação, até a obtenção de produtos com composição e comportamento adequados para as mais diversas finalidades.

A maior aplicação desses elementos metálicos é na indústria. A indústria de embalagens como latarias e papel alumínio, por exemplo, também é dependente do trabalho desses engenheiros. A construção civil também precisa dos préstimos do engenheiro metalúrgico, para a preparação de vigas e na pesquisa com metais menos suscetíveis à ferrugem.

A indústria ortopédica é outra que necessita das pesquisas tecnológicas de ponta com metais, para fabricação de próteses, implantes e aparelhos ortopédicos. O investimento em iniciativas científicas nessa área tornou possível, por exemplo, a fabricação de ligas metálicas com menor impacto para os tecidos e menor probabilidade de rejeição do organismo.

Tipos de Curso

a) Nível Superior

Bacharelado

Duração média de 5 anos. O início do curso é comum a outras engenharias, com disciplinas como matemática, física, química, álgebra, cálculo e informática aplicada. As disciplinas específicas surgem nos segundo e terceiro ano, como metalurgia extrativa, ligas de metal, fundição, Fluídos e Termodinâmica, Eletromagnetismo, Introdução à Engenharia de Materiais, Termodinâmica dos Materiais, Siderurgia, Junção de Materiais, Desenho Técnico. Algumas escolas oferecem diversas disciplinas optativas que podem orientar a carreira profissional. Alguns cursos podem ter ênfases como Engenharia Metalúrgica com ênfase em Materiais e Processos ou Engenharia Metalúrgica com ênfase em Engenharia Ambiental, ou ainda podem chamar-se Engenharia de Fundição.

b) Nível Superior

Tecnológico

Duração média de 2 a 3 anos. Existem diversos cursos de graduação tecnológica que dão algum tipo de formação na área de siderurgia, dentre eles os cursos de Materiais, Tecnologia de Soldagem, Inspeção de Equipamentos e Soldagem, Processos Metalúrgicos e outros. As disciplinas comuns aos cursos são as básicas de química, física, matemática e informática aplicada. As disciplinas específicas variam de acordo com a vocação do curso.

c) Nível Médio

Curso Técnico

Duração média de 2 anos. O curso técnico de metalurgia e materiais prepara o aluno para atender às demandas do mercado. As disciplinas básicas são química, física, informática aplicada, fundição. Boa parte das aulas é desenvolvida em laboratório de materiais.

d) Cursos Livres

Alguns cursos de tecnologia de materiais podem interessar aos profissionais de metalurgia, formando funcionários para o manejo de ligas metálicas ou trabalho na produção de metais e peças metálicas.

Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho para os profissionais que lidam com a metalurgia é vasto, espalhando-se por vários ramos industriais como indústria automotiva, de aviões, de peças, siderúrgicas, metalúrgicas e empresas de mineração.

O Brasil é um grande exportador de aço e outros minérios, no entanto ainda exportamos mais matéria prima bruta que material beneficiado. Ou seja, exportamos minério bruto com pouco valor agregado e importamos lingotes de metal a alto custo. Isso acontece porque nosso consumo de metais é maior que a nossa capacidade de processamento de minerais. Investimentos na indústria de transformação reforçariam o mercado de trabalho para os profissionais metalúrgicos, uma vez que temos demanda por esses produtos.

Como é uma atividade muito ligada ao processo industrial depende do desenvolvimento da economia do país. Quando a economia vai bem, indústrias e metalúrgicos ganham mais, quando a economia vai mal há redução na produção industrial, reduzindo também as oportunidades para os profissionais ligados à metalurgia.

A engenharia metalúrgica é o mais alto grau de formação para a atividade, esse profissional pode trabalhar no desenvolvimento de novas ligas metálicas, acompanhando as diversas fases da fabricação. Manipula ligas não ferrosas, como alumínio e cobre; também trabalha com o tratamento de metais, controlando os processos de transformação.

Ofertas de Emprego

Os empregos se concentram principalmente nas zonas de maior industrialização e regiões de extração mineral. Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Ceará, Pará e Maranhão, são os estados que mais demandam os serviços desses profissionais.

Os setores públicos também empregam profissionais de metalurgia, para planejamento de políticas de extração, de políticas industriais e para monitoramento das empresas exploradoras de reservas minerais.

Os profissionais são requisitados também para trabalho em empresas de projeto e de consultoria, indústrias de autopeças, centros de pesquisa e para o magistério. Para dar aulas no ensino superior é necessário o curso de pós-graduação.

Fonte: www.cursocerto.com.br

Engenharia Metalúrgica

Desde a Antiguidade, os metais sempre exerceram grande fascínio sobre os homens. Por isso, foram utilizados na fabricação de moedas, estátuas e jóias. Com a Revolução Industrial, os metais e suas ligas, graças às suas propriedades mecânicas e eletromagnéticas, se tornaram imprescindíveis na construção de máquinas e equipamentos mecânicos (máquinas a vapor, navios) e elétricos (geradores, fornos, lâmpadas). Hoje, os metais e as ligas estão presentes em todos os setores da nossa vida – na moradia, nos transportes, na alimentação, no lazer, na transmissão de energia, na comunicação etc.

O engenheiro metalúrgico, ou metalurgista, como definem algumas escolas, é essencialmente um especialista em metais e na sua utilização industrial. Ele lida com o desenvolvimento, a produção e a aplicação de metais e ligas (o alumínio, o níquel e o titânio), atuando em todo o processo, desde a extração dos minérios, seu refino e sua conformação, até a obtenção de produtos com estrutura e propriedades ajustadas às diferentes finalidades. Como sua base de trabalho é o laboratório, esse profissional precisa de muita disciplina e introspecção – não são poucas as horas que ele passa concentrado na análise dos metais ferrosos (que contêm ferro na composição, como o aço) e não-ferrosos (cobre, alumínio).

Fora do laboratório, o engenheiro metalúrgico pode exercer as funções de supervisão e orientação de processos de fusão, fundição e estamparia ou acompanhar as etapas de transformação e definir os modos de produção que garantam a integridade das ligas. Na pesquisa e no desenvolvimento, estuda a criação de novos materiais e processos de fabricação.

Seu campo de atuação é vasto: indústria metalúrgica, mecânica, aeronáutica, automotiva, siderúrgica, de fundição e extrativa mineral, setores públicos e até empresas de projetos e de consultoria, bancos de investimento e de desenvolvimento – além das instituições de ensino e pesquisa.

O Brasil é o 8º produtor mundial de aço, o que confere ao setor minero-metalúrgico uma posição competitiva com os países desenvolvidos, gerando, portanto, maior demanda por esses profissionais. Empresas como Companhia Vale do Rio Doce, Usiminas, CSN, CST, Cosipa, Agrominas e Mannesmann são fortes empregadoras de metalúrgicos, embora algumas delas tenham sofrido queda no quadro de pessoal após as privatizações. Mas o setor já mostra sinais de expansão.

A Engenharia Metalúrgica é relativamente pequena, se comparada às demais engenharias – responde por 1% a 3% dos profissionais de engenharia do Brasil. O forte dessa formação está na pós-graduação. O salário inicial da categoria fica entre R$ 1,2 mil e R$ 2 mil.

Duração média do curso: cinco anos

A profissão

Com profundos conhecimentos dos metais e de suas propriedades, o engenheiro metalúrgico é responsável pelo beneficiamento de minérios e por sua transformação em metais e ligas metálicas a serem utilizados na indústria. Sua formação permite que ele descubra, desenvolva e adapte esses metais a fim de ser usados das mais diferentes maneiras, como a confecção de chapas e vigas para a construção civil, a produção de latas de refrigerantes, implantes ortopédicos ou terminais de pouso de aviões. Também combina metais com outros materiais, seja vidro, seja plástico, seja cerâmica, por exemplo. Presente em quase todos os segmentos industriais, ele é indispensável nas indústrias de base e no setor metalúrgico. Para trabalhar é fundamental ter registro no Crea.

Características que ajudam na profissão:

Habilidade para resolver problemas, facilidade de lidar com números, precisão, meticulosidade, senso prático, capacidade de análise e observação, espírito investigativo.

Fonte: www1.uol.com.br

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