Museologia

Museologia



Sobre a profissão

É a ciência de conservar, organizar e promover os acervos dos museus. O museólogo trabalha tanto com acervos históricos quanto com os acervos artísticos, científicos, culturais e coleções particulares.

Faz parte das atribuições desse profissional a classificação, a conservação e a exposição das peças, além do planejamento e implementação de processos de documentação de acervos, arquivamento de peças e indexação de documentos. Esse profissional também é preparado para administrar as coleções, promover aquisições e realizar intercâmbios entre museus.

A organização física das exposições também fica sob a responsabilidade do museólogo, que sabe como disponibilizar com segurança as peças, de forma que o público possa aproveitar a exposição. Esse profissional é de suma importância para o desenvolvimento cultural da sociedade.

Tipos de Curso

a) Nível Superior

Bacharelado

Duração média de 4 anos. O curso prepara o aluno para as funções de que envolvem ação cultural, documental, conservação e exposição de acervos e pesquisa acadêmica. Para isso, oferecem disciplinas da área de humanas como história da arte, história geral e do Brasil e estudos culturais. As disciplinas especificam se referem à técnica de organização de acervos, administração de museus, desenho técnico e maquete. As práticas em laboratório ensinam ao aluno princípios da química e da física para a conservação das peças. Algumas escolas exigem o estágio.

b) Nível Superior

Tecnológico

Duração média de 2 anos. Não existem cursos de museologia na graduação tecnológica, no entanto, o curso de Gestão do Patrimônio Histórico e Cultural, tem algumas disciplinas e objetivos comuns ao museólogo.

c) Nível Médio

Curso Técnico

Duração média de 18 meses. Oferecido principalmente para melhorar a formação dos profissionais que trabalham em museus, o curso é boa opção para quem quer uma formação rápida e técnica. O curso oferece disciplinas para formação em atendimento ao público, planejamento de mostras e exibições, entre outras. “A proposta é que estejamos certificando a experiência das pessoas que já trabalham nos museus”, explicou Almério Melquíades de Araújo, coordenador do ensino Técnico do Centro Paula Souza.

d) Cursos livres

Duração variada

Existem cursos diferenciados que podem complementar a formação dos profissionais ou formar auxiliares para o trabalho do museólogo. Entre os vários cursos pode-se encontrar: Curso Livre Cultura e Mercado, Implantação de Sistema de Museus, Expografia, Treinamento de Equipes Administrativas e de Apoio e Gestão e Documentação de Acervos.

Mercado de Trabalho

A maior expectativa no mercado de trabalho para museólogos gira em torno da criação do Sistema Nacional de Museus, aprovado em 2004 pelo governo federal. A proposta do novo sistema é incentivar a implantação de novos museus no país e a melhoria dos serviços prestados pelos que já estão em funcionamento, abrindo novas vagas de emprego para os profissionais da área.

A forte tendência de investimentos das empresas privadas em centros culturais como os do Santander, do Itaú, banco do Brasil e banco Real, também incrementou o mercado de trabalho para o museólogo. Assim como a valorização da cultura nacional tem incentivado a criação de museus, inclusive pelas cidades do interior.

No entanto, mesmo com o aumento dos postos de trabalho fixo, a grande maioria das oportunidades são para profissionais liberais, contratados para a catalogação e conservação de acervos particulares, organização de exposições e classificação de coleções.

As melhores oportunidades estão nas capitais, com maior concentração de museus e circulação de pessoas. Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo ainda são as mais atrativas, no entanto, outras capitais como Salvador, Porto Alegre, Curitiba também têm muitos museus e já estão no circuito das grandes exposições.

Ofertas de Emprego

O Museólogo pode encontrar trabalho em museus, galerias de arte, institutos de pesquisa, centros de documentação e informação, centros educacionais, escolas, universidades, centros de ciência e tecnologia, parques e reservas nacionais, sítios históricos e arqueológicos, com colecionadores, nas empresas de arquivo, em bibliotecas e teatros.

O trabalho público em autarquias também é uma boa opção, a Biblioteca Nacional, Fundação Palmares e Fiocruz realizam concursos para esse tipo de profissional.

Fonte: www.cursocerto.com.br

Museologia


Museologia é a área do conhecimento dedicada especialmente à administração, manutenção, organização de exposições e eventos em museus.

Os primeiros museus, chamados "gabinetes de curiosidades", surgidos entre os séculos XV e XVI, eram um "amontoado" de objetos sem relação entre si, sem nenhuma classificação ou ordenação, que praticamente não transmitiam nenhuma informação.

Somente no fim do século XIX que um museu, o Museu de História Natural de Londres, exibiu seus objetos ordenados cientificamente, graças à classificação de Carlos Lineu. Durante o século XX, as técnicas de exposição foram incorporando os avanços da comunicação e da ciência da informação, havendo hoje museus que fazem uso de multimídia. No Brasil, por exemplo, o Museu da Língua Portuguesa usa recursos como projeção de imagens para transmitir a informação sobre o "acervo" (no caso, a própria língua portuguesa).

A museologia hoje trata desde as técnicas de restauração, conservação, acondicionamento e catalogação do acervo até a preparação de mostras, exposições e ações culturais. Atualmente o museógrafo trabalha com as ciências da comunicação e da computação. A televisão e a informática têm sido incorporadas para transmitir os conteúdos de forma lúdica e eficiente e a manipulação, estudo e catalogação dos objetos passou a ser praticamente uma condição essencial aos museus, assim como a inclusão de tecnologia que durante muito tempo ficou restrita a parques de diversão (trens para percorrer réplicas de minas e cavernas, dinossauros, etc.).

Museu deve ser um centro cultural instigante e atuante. Por mais que essa idéia possa parecer estranha é a que melhor define, atualmente, esse espaço. "Um museu deve servir ao público e pode ser criado por qualquer um", acrescenta Eunice Penna, diretora do Conselho Federal de Museologia (Cofem). No comando do museu, deve estar um profissional capaz de coordenar a realização de mostras de arte, de incentivar a visitação ao acervo, de organizar eventos culturais. Tarefa nada fácil em um país onde, como se não bastasse ter que superar a falta de verbas para a área cultural, os profissionais ligados à arte e à cultura também sofrem com o baixo estímulo da população para as questões culturais.

Felizmente, esse quadro tem exceções. Em Diamantina, por exemplo, no interior de Minas Gerais, museus e centros culturais foram revitalizados desde que a cidade se tornou Patrimônio Histórico da Humanidade, em 1999. Mas isso não significou, necessariamente, maior número de empregos para os museólogos. Essa é uma carreira desconhecida - há poucas faculdades de graduação no Brasil - e exercida por profissionais de outras áreas que têm em comum com os museólogos a paixão pela arte, pela história e pela cultura.

A atividade, porém, não está restrita aos museus. A lei que regulamentou a profissão especifica que cabe ao museólogo planejar e executar serviços de identificação, classificação e cadastramento de bens culturais. É sua tarefa também promover estudos e pesquisas sobre acervos de arte e executar perícias sobre valor histórico, artístico ou científico, e sobre a autenticidade de bens museológicos.

Na organização de exposições, por exemplo, ele trabalha em conjunto com outros profissionais como artistas plásticos, historiadores, arquitetos, selecionando as peças e melhorando a forma de apresentá-las. Como educador, ele planeja e desenvolve atividades para públicos de faixa etária diferentes, podendo explicar a importância e o estilo do artista que está expondo ou buscando uma maneira clara e atraente de apresentar o acervo ao público. O museólogo também cuida da instalação e da conservação das peças do museu e da incorporação de outras obras ou documentos por meio da compra, troca ou doações.

Embora haja cerca de 900 museus no Brasil, é raro surgir vagas em museus públicos. Mas há boas oportunidades de trabalho nas empresas interessadas em preservar sua história, que contratam profissionais para organizar acervos e exposições.

Os cursos têm matérias de cultura geral, como história da arte, história geral do Brasil, estética, importantes para o bom desempenho da profissão. Há também disciplinas como arqueologia, documentação e noções de física, química e biologia, fundamentais para assuntos como restauração e conservação de obras de arte. O salário médio inicial desse profissional gira em torno de R$ 900.

Com menos de duas dezenas de profissionais formados ao ano, mas com bastante espaço no mercado de trabalho. Esse é o cenário para quem cursa museologia. No entanto, pelo fato de ser uma carreira pouco conhecida, as funções de um museólogo acabam sendo exercidas por outras profissões, como a de historiador, a de arquiteto ou, ainda, a de cientista social.

É claro que a equipe que atua em um museu deve ser multidisciplinar, mas muitas vezes o museólogo não está presente. O que ocorre muitas vezes é um desvio de função, ressalta Ivan Coelho de Sá, diretor da Escola de Museologia da UniRio.

Atualmente, somente três instituições oferecem o curso de graduação no país: a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a Universidade Federal da Bahia e a Febave (Fundação Educacional Barriga Verde), na cidade catarinense de Orleans.

Segundo o censo do Ministério da Educação, no ano de 2004, apenas dez pessoas se graduaram em museologia. Em 2003, foram 20. O curso na Febave foi criado há dois anos e, portanto, não foi computado no levantamento.

Diferentemente de um historiador, que lida basicamente com acervo documental, o museólogo trabalha com objetos, explica Cecília Machado, diretora-secretária do Conselho Regional de Museologia (Corem) da 4ª Região, que inclui São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás e o Distrito Federal.

O mercado de trabalho para um museólogo engloba as áreas técnica (atuação em museus, bibliotecas, arquivos e centros culturais, além de órgãos do patrimônio histórico, artístico e cultural), docente (magistério em instituições de educação básica e média) e de conservação (em empresas de prestação desse tipo de serviço).

O profissional também pode fazer pesquisa (para televisão, teatro e cinema), prestar consultoria empresarial (coordenação de exposições nacionais e internacionais, organização de eventos e produção cultural) e turística (atividades relacionadas ao turismo ecológico, cultural e educativo).

Com duração de três semestres, o curso oferecido pela Etec Parque da Juventude conta com disciplinas voltadas ao conceito e à prática museológica. São elas: Projetos Expográficos em Museus; Ação Cultural e Educativa em Museus; História Social da Arte e dos Estilos Aplicada à Museologia; Linguagens e Tecnologia: Comunicação na Área de Gestão de Museus, Inglês e Espanhol Instrumental; Gestão da Manutenção e de Conservação de Museus; Pesquisa e Catalogação de Acervos de Museus; Saúde e Segurança do Trabalho em Museus; Tecnologias em Gestão de Museus, Gestão de Atividades e de Serviços em Museus; Cidadania Organizacional; Aplicativos Informatizados em Museologia, Planejamento de Atividades em Museus.

"Os segmentos em Museologia são abordados em aulas práticas e teóricas, com visitas técnicas a instituições e participação em seminários. Os profissionais que ministram as aulas e os seminários são atuantes nas áreas em que desenvolvem projetos", relata Cecilia.

De acordo com a educadora, são vários os interesses que levam os alunos a procurar o curso técnico de Museu. "O perfil do aluno é bastante variado. Geralmente, são profissionais que trabalham com acervos e que precisam especializar-se. Profissionais de artes plásticas, história, filosofia, design, informática, moda, biologia, farmácia, pedagogia, alunos do ensino médio, entre tantos outros. Na verdade, todas as áreas do conhecimento têm profissionais que se interessam pela preservação da memória. Muitos estudantes pretendem trabalhar com acervos de áreas específicas em função da área de formação", afirma.

Duração média do curso

Quatro anos

Fonte: www.boasnovas.tv

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