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Produção Editorial

O curso de Produção Editorial forma profissionais atuantes na produção, processamento e divulgação da informação publicada em qualquer meio, especialmente nos sistemas industriais de comunicação de massa, capazes de coordenar aspectos conteudísticos, formais e mercadológicos do trânsito dos produtos editoriais.

Esses profissionais devem ser capazes de:

Fazer uso correto do idioma nacional e das estruturas de linguagem adequadas aos veículos em que atuar

Dominar os processos de edição de texto, áudio e imagem (estática e em movimento), em todos os meios, organizando-os no sentido de conferir clareza e eficiência aos produtos de comunicação

Exercer a crítica de produtos culturais, baseando-se em sólido conhecimento da história das manifestações estéticas e dos meios de comunicação

Planejar e executar, em seus aspectos criativos, técnicos e mercadológicos, ações de desenvolvimento editorial e de produção de bens de informação.

Fonte: www.eco.ufrj.br

Produção Editorial

As novas mídias, como a internet e o CD-ROM, são o melhor campo. Trabalhando com elas, o profissional discute custos, escreve textos e cuida da parte visual do produto. "Os mercados regionais estão se formando", diz a consultora Samira Campedelli, de São Paulo. "Já temos bons grupos no Sul e no Nordeste." Apesar das novidades, a produção de livros ainda representa o maior mercado.

,Quais destes trabalhos podem ser realizador por alguém formado em produção editorial: uma embalagem de biscoito, um livro, uma animação de comercial para TV ou um CD-ROM? O livro, não é? Nada disso. O editor, como é chamado quem segue essa carreira, pode fazer tudo o que você leu aí em cima. Ele torna possível a criação de um produto, seleciona as informações que devem estar contidas nele, cuida de orçamentos e das revisões para que tudo saia perfeito. "O editor tem condições fazer inclusive um banco de dados muito fácil de acessar, pois sabe hierarquizar as informações e apresentá-las de maneira agradável", diz Gisela Marques, coordenadora editorial da editora Companhia das Letras, em São Paulo.

Quando o editor se ocupa de livros, faz parte de sua rotina calcular custos de papel, escolher o tipo de letra que será usada e realizar uma última revisão do conjunto da obra antes da impressão. "Sem um editor, falta unidade ao conjunto. E isso vale tanto para um livro quanto para um CD de música", observa Gisela, que ajudou a editar o livro Terra, de Sebastião Salgado, e um CD com músicas de Chico Buarque. Com a informática e a internet, abriu-se outro campo de trabalho, o da multimídia, em que o editor se ocupa de web sites, CD-ROMs, produtos interativos e até de jogos de computador. "Uma vez montamos um quiosque promocional para vender um produto. Tivemos de planejar tudo, do conteúdo aos botões a ser acionados, para atrair os consumidores. É aí que entra a visão do profissional de produção editoral", conta Ricardo Della Rosa, sócio da produtora de multimídia Tenda Digital.

O mercado de trabalho para editores é bastante restrito. Além de as vagas não serem muitas, profissionais de formações diversas se candidatam a cada vaga. O mercado editorial como um todo depende do andamento da economia. Na década de 1990, houve um crescimento significativo: mais de 80% em títulos produzidos e mais de 100% no faturamento da indústria de livros em relação à década anterior. Há períodos — como em época de feiras de livro e bienais — em que a demanda por profissionais aumenta muito. As editoras lançam diversos títulos num espaço curto de tempo e para isso contratam autônomos. O mercado internacional olha para o Brasil com interesse, pois vê uma perspectiva de crescimento grande do número de leitores se os incentivos corretos forem dados. Se esta expectativa se realizar, grandes empresas estrangeiras podem entrar no mercado, aumentando o mercado para profissionais da área.

Atividades

São as seguintes as principais atividades do editor e de sua equipe:

Profissionais de editoras trabalham normalmente no horário comercial em ambientes confortáveis, cercados de estantes e livros. Para iniciantes ou trabalhadores de editoras pequenas, tanto horário quanto ambiente podem ser menos favoráveis. Há momentos de pressão, quando prazos de fechamento de edições estão estourando ou quando as condições de mercado favorecem o lançamento de uma determinada obra em prazo curto.

Existe a formação universitária em editoração ou produção editorial, mas ela ainda não é fundamental: há profissionais atuando neste campo formados em letras, jornalismo, filosofia. Editoras especializadas podem ainda requerer formação em áreas científicas. Para ser um bom editor ou produtor editorial é preciso ter conhecimentos gerais amplos e atualizados e noções de administração e finanças. O profissional deve estar bem informado sobre as perspectivas do mercado editorial. A atividade exige ainda o conhecimento de outros idiomas.

Muitos profissionais começam suas carreiras através de estágios, oferecidos aos estudantes a partir do quarto período. Há editoras que fazem provas de recrutamento para avaliar o nível de conhecimento geral do candidato e outras que recebem currículos e selecionam candidatos para entrevistas. As universidades que têm o curso de editoração mantêm contatos com as empresas e encaminham seus alunos ao mercado.

Fonte: www.vestibular1.com.br

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